Brasil ocupa agora o 41º lugar, 9 posições abaixo do ranking de 2020
Durante a pandemia do coronavírus, a infelicidade no Brasil aumentou, fazendo o país cair nove posições no ranking global da felicidade. De acordo com o Relatório Mundial da Felicidade, elaborado pela empresa de pesquisas Gallup, Banco Mundial e Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU), a pátria amada ocupa agora a 41ª posição entre 149 nações.
Em 2020, o Brasil ocupava a 32ª posição. A nota atribuída ao Brasil, baseada em dados de 2020, é de 6,110. Essa é a menor média para o país desde 2005, quando o instituto de pesquisas começou sua avaliação. "Embora o resultado de 2021 tenha relação com a pandemia, constitui apenas o agravamento do desempenho de um país que já esteve em 16º lugar", avalia Carla Furtado, pesquisadora e fundadora do Instituto Feliciência.
O relatório também apontou que a infelicidade aumentou no mundo todo, tendo havido maior insegurança econômica, ansiedade, perturbação de todos os aspectos da vida e, para muitas pessoas, estresse e desafios para a saúde física e mental. "O pior efeito da pandemia foram 2 milhões de mortes por COVID-19 em 2020. Um aumento de quase 4% no número anual de mortes em todo o mundo representa uma grave perda de bem-estar social", afirma o documento.
De acordo com o Relatório Mundial da Felicidade, a Finlândia lidera o ranking pelo 4º ano consecutivo. O relatório leva em conta diversos aspectos, como a relação PIB/per capita, a expectativa de vida no nascimento, a existência de uma rede social de apoio diante de adversidades, a confiança no governo e nas organizações, a liberdade para fazer escolhas, a generosidade e, obviamente, a avaliação subjetiva da própria felicidade.
Dia Internacional da Felicidade
O relatório, divulgado em 19 de março, vem para lembrar o Dia Internacional da Felicidade. Criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2012, a data, comemorada em 20 de março, tem como objetivo promover a felicidade e alegria entre os povos do mundo, evitando os conflitos e guerras sociais ou qualquer outro tipo de comportamento que ponha em risco a paz e o bem-estar das sociedades.
Este ano, a data coincide com o marco do primeiro ano de pandemia do Covid-19, o que suscita a inevitável pergunta: é mesmo hora de falar de felicidade? Onde e quando há sofrimento é urgente falar de felicidade. "Isso porque a promoção do bem-estar precisa partir da identificação e da mitigação das vulnerabilidades e a humanidade enfrenta uma constelação delas - na saúde, na economia, nos direitos humanos e na democracia", ressalta Carla.
"Precisamos de um Dia Internacional da Felicidade porque a cada ano o mundo experimenta mais emoções negativas. Porque nos Estados Unidos, muito embora o PIB per capita suba, as pessoas estão mais infelizes. Porque na América Latina registram-se não apenas abismos socioeconômicos, mas abismos de bem-estar, com pessoas muito felizes e outras muito infelizes vivendo lado a lado. Porque há a triste constatação de que a humanidade está diante de epidemias de depressão, transtorno de ansiedade e suicídio", defende a especialista.
Masterclass
Pelo quarto ano consecutivo o Instituto Feliciência oferece gratuitamente a Master Class de Apresentação e Análise dos Resultados do Relatório Mundial da Felicidade, ministrada pela Professora Carla Furtado. Este ano a Masterclass será realizada de forma online, em 21 de março, domingo, das 17h às 19h. A aula é gratuita e, para participar, é necessário fazer inscrição pelo site bit.ly/relatoriodafelicidade.
"Toda data inserida oficialmente em um calendário, como essa e outras preconizadas pela ONU, tem por objetivo jogar luz sobre temas necessários. A felicidade é um direito humano inalienável, mas não consiste apenas numa deliberação pessoal. É preciso que as pessoas tenham condições dignas de vida para que possam decidir sobre sua felicidade", conclui Carla.
Claudio Nucci está comemorando 40 anos de carreira solo brindando os fãs e amantes da MPB com um novo disco, revisitando seus maiores sucessos e apresentando canções inéditas, que seguem a receita de seus trabalhos anteriores. Em entrevista para o Resenhando, ele conta detalhes desse novo trabalho e explica como o período no grupo vocal Boca livre foi importante para sua formação musical, além de comentar o atual panorama para os artistas em meio a pandemia do Covid 19. “Sentimos falta do palco, das reações imediatas, de ouvir o púbico cantando junto”.
Resenhando - Nesse seu novo trabalho você só revisita as canções marcantes de seus 40 anos de carreira ou tem material inédito? Fale sobre o conceito desse trabalho. Claudio Nucci - Comemorar 40 anos de gravações e publicações é especial, por isso eu resolvi catar o que de mais querido do público eu tenho, e que represente bem minha história na música. Cheguei a 10 canções que já foram gravadas e que são importantes, entre meus lançamentos. E, claro, comemorar sem mostrar algo novo, não vale. Então tem três novas músicas. O conceito é inovar nos arranjos, em que escolhi levadas de violão mais vigorosas e rasqueadas pra músicas que antes tinham violões dedilhados. Mas tem também violões dedilhados. De resto, baixo, ritmo, instrumentos de sopro, cordas, enfeitando a sonoridade.
Como o período no Boca Livre ajudou a moldar sua formação musical? Claudio Nucci - O período do Boca para mim foi a consolidação de uma fase anterior, a do Semente, que foi um grupo bem bacana. Foi uma época em que surgiram músicas como "Toada", "Quero Quero" e "Acontecência", por exemplo. Daí, ganhei experiência em estúdio, em cantar junto, em me apresentar no palco. Foi muito bom conhecer outros artistas através dessa experiência também.
Sua carreira solo conta com discos gravados em parceria com o Zé Renato, que foram bem recebidos pela crítica. Vocês pensam em repetir a parceria? Claudio Nucci - Já andamos fazendo shows por aí recentemente e tudo pode acontecer. Temos músicas boas e inéditas ainda.
Um de seus primeiros sucessos foi "Acontecência", que tocou bastante nas rádios na época do lançamento. Como se deu a inspiração para esse seu hit? Claudio Nucci - "Acontecência" tem letra de Juca Filho, que teve uma vivência de infância no interior, como eu. Minha inspiração veio ao ouvir um disco do Marcus Pereira, um pesquisador de música daquela época e que tinha um selo de música regional brasileira.
Recentemente você reuniu a banda Zil, que formou no final dos anos 80 com outros músicos conhecidos, como Ricardo Silveira. Como foi essa experiência? Claudio Nucci - Foi como um renascimento do projeto de fazer música instrumental misturada com música com letra, que o Semente fazia também. E, claro, conviver com todas essas feras, de quem sou amigo até hoje.
Você gravou disco com canções de Dorival Caymmi e também canções de Nelson Cavaquinho. Você pensa em produzir um outro disco como intérprete no futuro? Claudio Nucci - Sim, temos um cancioneiro riquíssimo e que merece toda a sorte de projetos. O Brasil é um baú e tanto!
Como tem sido esse período da pandemia para os músicos em geral? Claudio Nucci - Tem sido bem sofrido, porque sentimos, mais do que a diminuição das oportunidades de trabalho, que é um problema de todas as categorias profissionais e com as quais nos solidarizamos, a falta do contato com o público, do palco, das reações imediatas, de estar com gente por perto, cantando junto.
Estava aqui pensando com os meus botões a respeito de pessoas de má índole... E o mais revoltante é que esse perfil charlatão é o que se dá muito, muito bem em terras tupiniquins. Viver na atualidade é algo surreal!
É esse tipo que age como dono e proprietário absoluto de todo conhecimento do mundo, embora, nada saiba. Ok. Pode até saber algo, mas não mais do que qualquer um.
O que importa é a postura de quem sabe, para tanto convencer a quem quiser ser convencido.
Foi assim com esse tal de João de Deus, que na verdade, era um João do Diabo e também com o atual presidente do Brasil...
Os dramas existenciais relacionados à imigração no Caribe são temas centrais da peça "Help", protagonizada e assinada pelo ator e dramaturgo Sidney Santiago Kuanza. Por causa da pandemia, o espetáculo híbrido de teatro e cinema será transmitido em formato 100% digital, gratuitamente, no 24º Festival da Cultura Inglesa. As exibições acontecem nesta sexta-feira, dia 19, e sábado, 20 de março, às 21h, e doming, dia 21, às 20h.
A peça apresenta a trajetória de três jovens, Irie, Zoom e Vic, nascidos em um país insular, localizado entre a Jamaica e Barbados. Suas vidas se entrelaçam quando encontram George, um oficial da imigração inglesa. Traumas coloniais, debate sobre gênero, diversidade sexual e luta por direitos civis compõem a narrativa. A exibição será feita nos três dias pelo site www.culturainglesafestival.com. No domingo, os internautas também poderão acompanhar pelo programa de teatro #emcasacomsesc, pelo YouTube SescSP e Instagram SescAoVivo.
Sidney Santiago Sidney Santiago Kuanza nasceu em Guarujá, na região do Perequê, onde teve os primeiros contatos com a arte, a partir da dança. Mudou para São Paulo ainda na juventude. É ator, formado pela Universidade de São Paulo (USP), diretor, dramaturgo, professor, pesquisador e apresentador.
Fundou a Cia. Os Crespos há 15 anos, pesquisando o Teatro Negro Brasileiro. Atuou em inúmeras peças, 17 longa-metragens, sendo oito como protagonista. Trabalhou em novelas e séries de sucesso na TV Globo, TV Record, TV Cultura e HBO.
Edição digital terá atrações para diversas faixas etárias, como performances de live arts, palestras e exposições artísticas que darão dinâmica ao evento, que acontece de 15 de março a 19 de abril; todo conteúdo será postado às 16hs no site pixelshow.co/summer
O Festival Pixel Show Summer, realizado pela Zupi.Live (versão digital da Zupi Design, que completa 20 anos neste mês de março), já tem data marcada para acontecer: será entre os dias 15 de março e 19 de abril de 2021. Considerando o contexto da pandemia e em respeito às necessárias medidas de distanciamento social, o formato do evento será totalmente online e gratuito. O projeto está sendo viabilizado com verba da Lei Aldir Blanc.
As transmissões do evento acontecerão às segundas, sextas e sábados, a partir das 16h no site www.pixelshow.co/summer. O Festival Pixel Show Summer terá várias horas de conteúdo de arte, cultura, criatividade e empreendedorismo para um público de várias partes do país e exterior. O evento contará com a participação de artistas, como: Nick Groeneveld, Vanessa Queiroz, Celso Gitahy, Camila Verás, Vanessa Lara, Amargo, Fernando Nas, Marcos MOS, entre outros.
Com o objetivo de resgatar a criatividade e abastecer as pessoas com novas ideias, o evento reunirá criativos, designers, publicitários, arquitetos, artistas plásticos, animadores e ilustradores, além de empresários e até mesmo um advogado. O conteúdo será abrangente e diversificado, e contará com mais de 12 atrações, sendo elas live arts, palestras e exposições. A mostra de artes plásticas exposta durante o festival será uma oportunidade para os artistas venderem seus trabalhos, por meio de um catálogo online, além de fomentar e inspirar a atual e novas gerações.
“O Pixel Show tem como objetivo somar à economia criativa, incentivando e abrindo espaço no mercado de arte e inovação para artistas e criativos das mais variadas áreas da Economia Criativa. Para este ano, mesmo que distantes fisicamente, consolidamos mais uma vez nossa posição como hub de criatividade, conectando as pessoas por meio de uma programação leve e divertida, com uma pegada de verão, de modo a tornar a transição das estações mais suave e levar calor e conhecimento a todos. Acredito que com alto astral, criatividade, união e solidariedade, superaremos mais facilmente esses tempos tão difíceis que atravessamos”, disse Simon Szacher, sócio da Zupi e gestor cultural.
PROGRAMAÇÃO
A programação completa e as transmissões do Festival Pixel Show Summer em: https://pixelshow.co/. Os eventos começam sempre às 16h.
15/03 – Abertura com os irmãos e sócios Allan e Simon Szacher.
19/03 - Celso Gitahy - Live art
Artista plástico paulistano: graduado pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Com Mestrado em "Arte Contemporânea e Docência no Ensino Superior" pela Universidade Camilo Castelo Branco. Entre outras publicações é autor do livro “O que é Graffiti” da Coleção Primeiros Passos da Editora Brasiliense.
20/03 – Exposição de recorte do acervo da ZUPI
22/03 - Nick Groeneveld (AMBASSADORS) – Palestra
Nick vem do estúdio de produção criativa Ambassador, onde é conhecido por seu amor por personagens detalhados e cenários de animação em miniatura. Ambassadors agora tem três estúdios em Amsterdã e Nova York e conta com uma equipe de mais de 80 artistas, criativos, diretores, designers e produtores que elaboram o melhor conteúdo criativo em publicidade, cinema e arte.
> Esta será a única palestra de estrangeiro (holandês) no festival. <
05/04 - Alexandra Gomes (Unilever) / Beatriz Montiani (Visa) / Marcus Maida (FIESP - mediador) – Palestra - Painel
Alexandra Gomes tem formação tradicional em Administração de Empresas e Publicidade e Propaganda, começou sua transformação no Executive Program da Singularity University em 2014 e seguiu com formação em liderança, negócios e inovação. Com mais de 17 anos de experiência em tecnologia e digital, liderou áreas e projetos em grandes agências de comunicação e agora participa da jornada de transformação da Unilever Brasil.
Beatriz Montiani está na Visa desde 2015, é Diretora de Inovação e Engajamento com Fintechs, responsável pelo Programa de Aceleração Visa e por projetos que incentivam a inovação aberta com bancos e comércios no desenvolvimento de novas soluções. Beatriz possui mais de 15 anos de experiência profissional nas áreas de Vendas, Marketing, CRM e Produtos em empresas multinacionais do segmento financeiro e de serviços no Brasil, Espanha e Argentina. A executiva é formada em Administração pela FEA-USP com pós-graduação em Marketing pelo Insper, especialização em Estratégia Digital pela Columbia University e Programa de Inovação Exponencial pela Singularity University.
Marcus Maida Advogado e consultor empresarial com mais de 15 anos de atuação no segmento empresarial, desenvolvendo atividades nas áreas de modelagem de negócios, gestão estratégica, governança corporativa, gestão de riscos empresariais e compliance. Partner e CLO na Business Beats, aceleradora e desenvolvedora de negócios com foco em impacto social. Possui extensão em empreendedorismo na Babson College (EUA). Consultor em open innovation e recebido como pesquisador convidado em Purdue University (EUA). Investidor anjo. Autor. Palestrante. Mentor e avaliador de startups em diversos programas, públicos e privados. Avaliador convidado do SharkTank Brasil (2a., 3a., 4a. e 5a. temporadas). Diretor no Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria e Acelera, da FIESP.
09/04 - Marcos MOS - Live art
10/04 - Fernando Nas - Live art
12/04 - Caroline Brunetto di Farias / Leo Gmeiner / Marcus Maida (mediador) – Palestra - Painel
Caroline Brunetto di Farias é sócia-fundadora e CEO da Ziel Biosciences. Bióloga, mestre e doutora em Biologia Celular e Molecular (UFRGS). Atuou em funções de crescente responsabilidade nos últimos 15 anos nas áreas de pesquisa translacional, biologia celular e molecular, oncologia, hematologia e oncologia pediátrica. A empreendedora idealizou a empresa objetivando a pesquisa e desenvolvimento de produtos inovadores capazes de oferecer à sociedade tecnologias de saúde voltadas a melhoria da qualidade de vida causando impacto social.
Leo Gmeiner começou sua carreira profissional como jornalista há mais de 20 anos e, há 17, resolveu empreender formalmente. Fundou uma agência de comunicação, uma agência de marketing e, depois, a Intuitive Appz que, desde 2010, desenvolve tecnologia para clientes como Qualcomm, Mercedes-Benz, Mattel e Disney-Pixar. Em 2013, criamos o Filho sem Fila que, em 2015, deixou de ser um produto e se tornou uma startup, que está presente em quase todo o Brasil e em alguns outros países, atualmente com o nome de School Guardian. Atualmente, é diretor do Comitê de Edtechs das ABStartups e professor de Inovação e Empreendedorismo da FIAP.
Marcus Maida Advogado e consultor empresarial com mais de 15 anos de atuação no segmento empresarial, desenvolvendo atividades nas áreas de modelagem de negócios, gestão estratégica, governança corporativa, gestão de riscos empresariais e compliance. Partner e CLO na Business Beats, aceleradora e desenvolvedora de negócios com foco em impacto social. Possui extensão em empreendedorismo na Babson College (EUA). Consultor em open innovation e recebido como pesquisador convidado em Purdue University (EUA). Investidor anjo. Autor. Palestrante. Mentor e avaliador de startups em diversos programas, públicos e privados. Avaliador convidado do SharkTank Brasil (2a., 3a., 4a. e 5a. temporadas). Diretor no Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria e Acelera, da FIESP.
16/04 - Vanessa Queiroz - Colletivo - Live art
Designer e empresária, sócia cofundadora do Estúdio Colletivo, escritório de Design a mais de 14 anos no mercado, atuando em todos os desdobramentos do design, branding, identidade visual, ilustração e packing. Como empreendedora, já ministrou mais de 80 palestras nos Brasil e na Argentina. Participou do júri da 10ª Bienal de Design Gráfico e em 2014 foi listada como uma das 50 pessoas mais inovadoras em comunicação pela revista Proxxima.
17/04 - Exposição
19/04 - Vanessa Queiroz - Colletivo - Palestra
ATENÇÃO: A programação poderá sofrer eventual alteração por motivo de força maior. Sugerimos que acompanhem no instagram.com/pixelshow e no website do festival durante o período de execução. Pode até mesmo haver ampliação da programação com novos conteúdos durante o mês de Abril/2021.
Em entrevista, a atriz relembra a experiência de interpretar Jaqueline na trama de Maria Adelaide Amaral, de volta dia 29 no "Vale a Pena Ver de Novo". Foto: TV Globo / Blenda Gomes
A sensação de que viveu várias mulheres diferentes na pele da perua Jaqueline em "Ti Ti Ti" faz com que ela ocupe um lugar especial na galeria de tipos memoráveis que Claudia Raia coleciona ao longo da carreira. Durante a trama, a personagem, muito ligada ao universo da moda, mudou de visual e cor dos cabelos diversas vezes, além de ter uma personalidade intensa, exuberante, com um humor ácido e por vezes debochado. "A Jaqueline é uma Porcina pop, extravagante, exuberante. Mesmo sendo uma personagem de comédia, me trouxe um outro registro. Ainda não tinha feito uma personagem como ela", relembra Claudia, que está ansiosa para rever suas cenas na trama. "Eu amei receber a notícia de que a novela iria voltar. Jaqueline é uma personagem muito querida também pelo público. Ela é sempre muito lembrada. Foi uma novela deliciosa e mais um trabalho em que fui dirigida pelo meu amigo-irmão Jorge Fernando. Vai ser uma maneira de matar a saudade que sinto dele todos os dias", revela.
Em entrevista, a atriz conta um pouco mais sobre as lembranças da novela, que estará de volta no "Vale a Pena Ver de Novo" a partir do próximo dia 29, dividindo a faixa com as emoções finais de "Laços de Família". "Ti Ti Ti" é escrita por Maria Adelaide Amaral, com direção de núcleo de Jorge Fernando e direção de Marcelo Zambelli, Maria de Médicis e Ary Coslov.
Como foi receber a notícia de que 'Ti Ti Ti' estará de volta no 'Vale a Pena Ver de Novo?' Era um desejo do público que a novela voltasse. Seu também? Claudia Raia - Eu amei receber essa notícia. Jaqueline é uma personagem tão querida por mim e pelo público. Ela é sempre muito lembrada. Foi uma novela deliciosa, mais um trabalho com meu querido parceiro Alexandre Borges, que é meu marido da ficção de tanto par romântico que fizemos juntos (risos). Sem contar que é mais um trabalho em que fui dirigida pelo meu amigo-irmão Jorge Fernando. Vai ser uma maneira de matar a saudade que sinto dele todos os dias.
Qual a importância que esse trabalho tem na sua carreira? Quais são as principais recordações que a novela te traz? Claudia Raia - Jaqueline era uma mulher completamente destrambelhada (risos). E o público se divertia muito com esse jeito dela. Mesmo sendo uma personagem de comédia, Jaqueline me trouxe um outro registro. Ainda não tinha feito uma personagem como ela. Foi interessante também porque foi a primeira personagem de novela que eu interpretei depois de "A Favorita", e Jaqueline e Donatela não poderiam ser mais diferentes.
Como foi a composição para a personagem? Quais referências usou da primeira versão, exibida em 1985, e o que aprendeu sobre o mundo da moda? Claudia Raia - Eu já sou uma pessoa muito ligada a moda. Então, poder viver esse universo na novela foi uma delícia. Quando Jorge Fernando falou comigo sobre o trabalho, ele disse que queria que a minha personagem fosse a primona do Brasil. E assim foi! A Jaqueline é uma Porcina pop, extravagante, exuberante... A Jaqueline da primeira versão foi interpretada pela Sandra Bréa, que é minha grande referência de musicais feitos em televisão. As nossas Jaquelines foram bem diferentes, mas foi muito interessante essa reverência a ela. E claro que eu fui buscar referências nela também para a personagem.
Conte um pouco sobre representar uma mulher extravagante, cômica, que estava sempre mudando de visual. Você se identifica com a personagem, tem muitas características em comum com ela? Claudia Raia - Eu adorei isso porque fui muitas personagens em uma mesma novela. Não posso deixar de falar da figurinista Marilia Carneiro, que foi muito importante para esse trabalho centrado na moda. O trabalho de moda dessa personagem, desse universo todo de "Ti Ti Ti" é muito importante e o trabalho impecável da Marilia tem de ser enaltecido. Ao mesmo tempo que eu e Jaqueline temos muito em comum, também somos muito diferentes. Acho que a exuberância, o interesse por moda e o humor, ter essa lente do humor para a vida, são características que compartilhamos. Mas quando você olha a personagem mais a fundo, percebe que somos completamente diferentes. Jaqueline é tão imersa em si mesma que não tem espaço para mais ninguém, nem para a própria filha. Na verdade, ela tem uma quase obsessão em ser amada, em casar com alguém por quem seja completamente apaixonada e viver seu conto de fadas. Mas nessa busca ela negligencia todo o entorno. Eu sou o extremo oposto disso. Estou sempre de olho em todo mundo que me rodeia, preocupada com o bem-estar de todos. Tenho esse perfil mãezona mesmo, de cuidar, de acolher, não só com os meus filhos, mas com todas as pessoas que estão por perto. Sou muito maternal.
Como foi trabalhar com o Alexandre Borges e construir a relação entre a Jaqueline e o Jacques Leclair? E como era a relação com o restante do elenco com quem mais contracenava? Claudia Raia - Trabalhar com o Alexandre Borges é como estar em casa (risos). Acho que ele é a pessoa com quem mais fiz par romântico na vida! Então, foi muito fácil construir a intimidade dos personagens em cena porque nós nos conhecemos muito bem tanto pessoalmente quanto profissionalmente. Sabemos o que dá liga, o que funciona, como o outro trabalha, então, ficamos sempre muito à vontade. Minha relação com o restante do elenco era ótima também, só gente muito talentosa estava ali. Foi tão boa que a Fernanda Souza, minha filha da ficção, se tornou minha filha do coração. Até hoje somos grudadas.
Qual sua principal lembrança dos bastidores? Claudia Raia - São tantas! Teve a festa de aniversário surpresa que organizei para o Alexandre Borges. Detalhe que no dia anterior ele tinha tido outra festa (risos). Mas como eu não gravava e queria comemorar com ele também, organizei outra. A gente tem que celebrar a vida! O clima era muito descontraído, todo mundo se dava bem, o elenco era muito entrosado. Era um set maravilhoso!
Você já interpretou muitos personagens cômicos. A comédia continua tendo um lugar especial na sua carreira? Tem preferência pelo humor hoje em dia nos trabalhos? Claudia Raia - A comédia é muito especial para mim. Não tenho preferência entre drama e comédia. O que sempre falo é que comédia exige do ator uma preparação diferente, um tempo diferente. É um trabalho extremamente minucioso e que exige uma precisão enorme. Eu adoro. Por acaso, o espetáculo com o qual estava em cartaz antes de a pandemia começar era uma comédia musical, "Conserto para Dois", que tem apenas eu e Jarbas (Homem de Mello) no palco dando vida aos 12 personagens da história.
Qual cena de "Ti Ti Ti" foi mais marcante pra você? Claudia Raia - É difícil escolher uma só! Jaqueline se meteu em cada enrascada (risos). Acho que todas as loucuras que ela faz pelo Jacques Leclair (Alexandre Borges) são hilárias. E ela não tem pudor, ela fez de tudo mesmo.
Como foi o retorno do público na época da novela? As pessoas ainda comentam sobre esse trabalho com você? Claudia Raia - O melhor possível. Até hoje o público ainda fala da Jaqueline, do cabelo dela. O jeito fofo e super romântico da Jaqueline seduziu o público completamente.
Quais são seus planos e projetos para esse ano? Claudia Raia - Ser vacinada. Ainda não dá para dizer muito sobre planos futuros porque tudo muda o tempo todo. A ideia era voltar ao teatro, mas agora não sabemos mais quando será possível. Estamos aguardando.
Danielle Winits e Christine Fernandes vivem Marilyn Monroe e Maria Callas que dialogam sobre o universo feminino durante encontro das divas no aniversário do ex-presidente John Kennedy. Gratuita, a comédia biográfica "Parabéns, Senhor Presidente" estreia temporada online nesta sexta-feira, dia 19 de março. Foto: divulgação
Prepare-se para conhecer Marilyn Monroe e Maria Callas de um jeito diferente. As atrizes Danielle Winits e Christine Fernandes encarnam a atriz e a cantora lírica na peça "Parabéns, Senhor Presidente" , com temporada on-line e gratuita pela Sympla (www.sympla.com.br) dias 19, 20 e 21 de março, 20 horas. Dias 25 e 26, quinta e sexta-feiras, às 20 horas e no domingo, 28 de março, com sessões às 18 e 21h30 horas. A temporada tem patrocínio do Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Cultura e Economia Criativa, através da Lei Aldir Blanc.
Com texto de Fernando Duarte e Rita Elmôr e direção de Fernando Philbert, a comédia biográfica transporta a plateia para o ano de 1962 ao contar a história das duas divas, que sempre estiveram à frente do seu tempo. A comédia biográfica faz um recorte do episódio histórico: a festa de 45 anos de John F. Kennedy, realizada em 19 de maio de 1962 em Nova York - dez dias antes da data exata do aniversário do ex-presidente dos Estados Unidos. Em cena, graças ao duelo verbal entre as duas, as atrizes abordam temas relevantes sobre o universo feminino como o amor, a realização pessoal versus a profissional e o papel da mulher em uma época ainda controlada por homens. Tudo muito identificável com os dias de hoje.
“No palco, a história de dois dos maiores mitos da feminilidade do século XX: Marilyn Monroe, a mais absoluta encarnação da carência afetiva, e Maria Callas, uma voz de diamante em forma de mulher. Apesar das diferenças entre elas, perceptíveis de imediato, a mesma prisão sombria as aproxima, a dificuldade de se afirmar com autonomia em um mundo machista e a impossibilidade de encarar a vida sem afeto”, afirma Fernando Duarte.
Marilyn marcou a noite ao usar um vestido colado ao corpo e coberto de cristais brilhantes e cantar, com voz sussurrada, a famosa canção Parabéns a Você, com tamanha sensualidade. Já Callas foi protagonista da apresentação mais aplaudida da noite, ao interpretar, com sua voz de maior estrela da ópera de todos os tempos, Habanera, de Carmen.
“São duas pessoas fascinantes, que, por motivos diferentes, tiveram grande projeção e fins trágicos. A grande questão é como duas pessoas de universos tão distintos se relacionariam e o olhar diferente que tinham sobre uma série de situações. Callas era extremamente técnica e rigorosa, enquanto Marilyn era intuitiva e até um pouco irresponsável, graças a sua instabilidade emocional. Ao mesmo tempo, Callas, antes de Onassis, foi casada com um homem muito mais velho e não teve vida sexual até os 32 anos. Já Marilyn casou sempre por paixão e traiu todos os maridos, não ficando um dia sequer ao lado deles sem estar feliz”, conclui Rita Elmôr.
Ficha técnica Espetáculo: "Parabéns, Senhor Presidente". Texto: Fernando Duarte e Rita Elmôr. Direção: Fernando Philbert. Elenco: Danielle Winits e Christine Fernandes. Cenário e figurinos: Fernando Duarte. Iluminação: Vilmar Olos. Trilha sonora: Bob Reis. Projeções: Aníbal Diniz. Visagismo: Everton Soares. Caracterização: Rosivania Santos. Fotos: Pino Gomes. Cenotécnico: André Salles e equipe. Operador de som: Bob Nascimento. Operador de luz: Luiz Martins. Diretor de cena: Ricardo Silva. Operação de vídeos: Aníbal Diniz. Costureiras: Sônia Rodrigues e Lucí Pop. Bordadeiras: Rosa Souza e Elaine Thiengo. Designer gráfico: Thiago Ristow. Produtores associados: Danielle Winits e Christine Fernandes. Coordenação de produção: Fernando Duarte. Direção de produção: Fabrício Chianello. Produção: Vissi Darte Produções. Realização: Smille Produções Artísticas.
Serviço Espetáculo: "Parabéns, Senhor Presidente" Estreia: Dia 19 de março 20 horas. Sessões disponíveis nos dias 20, 21, 25 e 26, às 20 horas. No domingo, dia 28 de março, as sessões acontecem às 18 e 21h30 horas. Gratuito. www.sympla.com.br. Classificação: 12 anos - Duração: 60 minutos. Gênero: comédia biográfica. Patrocínio: Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Lei Aldir Blanc
Temporada virtual de "Cada Qual no seu Barril", com as atrizes Bruna Longo e Daniela Flor dirigidas por Kleber Montanheiro estreia nesta quinta-feira. Foto: Alvaro Barcellos
Livremente inspirado no livro de Ruth Rocha, “Dois Idiotas Sentados Cada qual no seu Barril”, as atrizes Bruna Longo e Daniela Flor criaram uma dramaturgia física na qual dois náufragos se veem isolados juntos em uma ilha deserta. Peça será transmitida online de 18 a 28 de março, como parte do Edital Proac Expresso Lab 38/2020.
"Cada Qual no Seu Barril" é um espetáculo de censura livre que nasceu em 2011 do desejo da criação de um espetáculo infanto‐juvenil utilizando técnicas provenientes do teatro físico. Comemorando dez anos de trajetória, já foi realizado em diversos formatos, em teatros em formato italiano e arena, na rua, em praças, em espaços pequenos e grandes palcos, e agora invade o universo virtual.
Com influência dos grandes personagens de desenho animado e nos clássicos filmes de cinema mudo, o espetáculo não possui texto falado e tem uma temática diferenciada para peças que buscam incluir o público infantil: a intolerância, um dos temas mais caros de nossos tempos. Em uma época de ignorância, as guerras, a banalização da violência e a negação / incompreensão daquilo que é diferente (etnia, condição social, religião e sexualidade, evidentes nas manchetes dos jornais) são realidades às quais as crianças estão constantemente sendo expostas.
Tratar desses temas de forma bem-humorada e utilizando a fisicalidade dos cartoons permite estabelecer diálogo direto com o público infantil: a linguagem não-verbal não depende da linearidade aristotélica, se aproximando da brincadeira de faz de conta. E é exatamente a linguagem cartunesca que faz de Cada Qual no Seu Barril ideal para a transmissão ao vivo pela internet! Além de ser um espetáculo de curta duração (40 minutos) que pode ser assistido por toda a família.
Sinopse Inspirado em famosos personagens de desenhos animados e utilizando o teatro físico como linguagem, Cada Qual no Seu Barril conta, sem palavras, a história de Igor e Vladimir, dois náufragos em uma ilha deserta tendo que dividir um mesmo espaço. A intransigência faz essa relação virar uma divertida batalha de egos, com um final inesperado.
Serviço Espetáculo: "Cada Qual no Seu Barril" Dias 18, 19, 20, 21 e 25, 26, 27 e 28 de março, quintas a domingos, 19h. Transmissão pelo link: https://www.facebook.com/espacociadarevista Gratuito. Duração: 40 minutos. Gênero: comédia / teatro físico Censura: livre. Faixa etária recomendada: maiores de cinco anos Tema e conteúdo: guerras, conflitos.
Ficha técnica Espetáculo: "Cada Qual no Seu Barril" Elenco, concepção e dramaturgia corporal: Bruna Longo e Daniela Flor. Direção, figurinos e iluminação: Kleber Montanheiro. Assistência de direção e responsável técnica: Luiza Torres. Criação e confecção de objetos cênicos: Ricardo Costa, Beatriz Nogueira e Adriana Michalski. Produção executiva: Bruna Longo
Realizado pelo Coletivo A.CORDA, espetáculo online "Acorda, Alice!... Através da Tela", reúne 24 mulheres que formam o coletivo dirigido por Juliana Sanches. Inspiradas por autoras feministas, atrizes investigam encaixes e desencaixes de padrões de idade e gênero em diferentes fases da vida da mulher e encenam a relação da mulher no tempo.
O espetáculo “Acorda, Alice!... Através da Tela”, do Coletivo A.CORDA, sob direção de Juliana Sanches, que fez duas temporadas de sucesso em São Paulo no Teatro de Container, na Santa Efigênia, e na Vila Maria Zélia, desde 2019, reestreia nesta quinta, 18 de março, nova montagem online. Em curta temporada, pela plataforma Sympla Streaming, com ingressos gratuitos, a nova temporada que reune em cena 24 atrizes, é resultado de fomento da lei Aldir Blanc.
Composto por 24 mulheres, o espetáculo “Acorda, Alice!... Através da Tela”, do Grupo XIX de teatro, resulta do trabalho de co-criação das atrizes sobre as obras de Adélia Prado, Ângela Davis, Carolina de Jesus, Hilda Hilst, Jane Austen, Simone de Beauvoir, Virgínia Woolf, Virginie Despentes, etc, em uma reflexão sobre os encaixes e desencaixes de padrão de idade e gênero na vida mulher. As cenas, sob a perspectiva e vivência de cada atriz estimulam o diálogo entre “mulher e o tempo”.
“Fazer Arte hoje, nesses tempos tão tristes, com tantas perdas, se faz mais do que necessário, é um ato de esperança e fé. Nesse sentido, reestrear o A Corda, Alice! Através da Tela é a afirmação dessas vozes femininas marcando esse tempo, na tentativa de dias melhores, mais femininos, uma busca em alcançar outro tempo: uma tempa”, explica Juliana Sanches.
Serão ao todo 8 apresentações, que acontecerão remotamente entre os dias 18 e 28 de março, sendo às quintas e sextas-feiras às 21 horas e aos sábados e domingos às 17 horas. Nas apresentações das sextas, dias 19 e 26 de março, os recursos de tradução simultânea em Libas - Língua Brasileiras de Sinais, legendas e audiodescrição estarão disponíveis ao público.
No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher e em tempos de lockdown, ir ao teatro remotamente pode ser um sopro de esperança que só a arte é capaz de proporcionar, além de um afago na alma proporcionado por essas mulheres. Imperdível!
Sobre o coletivo A.CORDA Em Março de 2019, 24 mulheres se debruçaram sobre a temática “Mulher no Tempo”, instigadas por obras de escritoras de diversas épocas, lugares e estilos, como Sylvia Plath, Adélia Prado, Hilda Hilst, Carolina de Jesus, Jane Austen, Virgínia Woolf, Simone de Beauvoir, Angela Davis, Virginie Despentes, entre outras, sob a orientação da atriz, diretora e dramaturgista, Juliana Sanches.
As artistas exploraram os encaixes e desencaixes, reais e imaginados, dentro dos padrões de idade e gênero, dos espaços públicos e privados, nas diferentes fases de vida da mulher. Investigaram, assim, os pontos de tensão e alívio entre os tempos internos e externos, as pressões sociais e pessoais, os desejos impostos e mais genuínos. As atrizes assumiram a autoria de seus próprios textos e propostas cênicas, que foram concatenados pelo dramaturgismo de Juliana Sanches, num processo especialmente colaborativo.
Esse trabalho valoriza tanto as obras produzidas por mulheres ao longo da história, como a criação dramatúrgica feminina atual. O resultado é um vasto campo de descobertas, que enfatiza a importância histórica do registro feito por mulheres para as futuras gerações. Nesse sentido, as artistas-criadoras apresentam uma postura política contundente na busca por equidade num processo de construção e abertura de espaços de protagonismo feminino. Nasce assim, o espetáculo “A Corda, Alice!” que depois de uma temporada de sucesso no teatro em Janeiro de 2020, ganha agora fôlego novo ao iniciar um ciclo, que atempa dois anos desde o princípio de toda a concepção. “A Corda, Alice” passa a entrar nas casas das pessoas “Através da Tela”.
No período de pandemia, as artistas se mantiveram unidas, mergulharam em um processo de (Re) criação digital, respeitando tanto a necessidade do distanciamento social quanto a urgência de “viralizar” o afeto através das redes, dessa maneira (re) nasce “ A Corda, Alice!... Através da Tela”, com temporada de 18 a 28 de março de 2021.
Sinopse O ponto de partida de "A Corda, Alice!... Através da Tela" é a chegada de seis mulheres em um espaço de encontro digital habitado por outras, que parecem saber sobre o tempo e sua passagem. As recém-chegadas perguntam e demonstram insegurança quanto as horas, os dias, os anos: qual é o tempo em que vivo, o que ele marcou na minha carne? O que esperam de mim, de nós no decorrer desse tempo? Como ele nos percorre e como nós o atravessamos?
Sempre marcado pelo tempo, o espetáculo percorre a trajetória cíclica da mulher, passando pelas fases da menina, adolescente, adulta e anciã. Nesse jogo, todas se misturam e se contagiam numa dança de cumplicidade e sororidade. As perguntas e as respostas já não importam mais, pois elas se colocam juntas neste tempo.
Construída a partir de vários encontros digitais e cenas solitárias, o experimento acompanha cada personagem em um fluxo de tempo diferente, mas cronologicamente seguido pelo tiquetaquear do relógio. Pela estrutura fragmentada, não há hierarquização das personagens, que em sua maioria contam experiências reais costuradas com a dramaturgia das escritoras pesquisadas.
Sobre a diretora A atriz e diretora Juliana Sanches, co-fundadora do Grupo XIX de Teatro, desenvolve há alguns anos um trabalho de residência artística na sede do Grupo, na Vila Maria Zélia. Ela trabalha com temas ligados às questões femininas, orientando artistas das mais diversas formações. Trata-se de uma espécie de ramificação do trabalho do coletivo, que dá continuidade às linhas de pesquisa do grupo e proporciona um rico intercâmbio entre artistas do Brasil e do exterior.
Ficha técnica Espetáculo: “Acorda, Alice!... Através da Tela” | Dramaturgismo: Juliana Sanches | Texto: Acorda Coletivo | Montagem Audiovisual Edição e Finalização: Val Hidalgo | Direção Geral: Juliana Sanches | Assistência de Direção Audiovisual: Alice Stamato | Figurino: Juliana Sanches e Acorda Coletivo | Iluminação: Acorda Coletivo | Elenco: Alice Stamato, Cacau Fonseca, Carol Andrade, Ericka Leal, Jaqueline Beatriz, Joice Bacantte, Juliana Roberta, Larissa Alves, Leticia Stamatopoulos, Lídia Engelberg, Lidi Seabra, Ligia Fonseca, Mahê Machado, Mariela Lamberti, Priscilla Nina, Rebecca Leão, Renata Dalmora, Rita Damasceno, Samira Uchôa e Victória de Paula | Atrizes que estiveram no processo: Lorena Barreto, Paloma Dantas e Vanusa Di Santi | Produção: Acorda Coletivo | Realização: Dama Produção | Mídias sociais: Samira Uchôa | Assessoria de Imprensa: Bossa Nova| Designer gráfico: Juliana Robertz | Teaser: Juliana Robertz | Técnica de transmissão: Carla Leoni | Ínterprete de LIBRAS: Paula Rosa | Audiodescrição: Rebecca Leão | Fotos: Anoca Freitas, Gabriela Burdmann, Giorgio D’Onofrio e Marília Apolônio.
Serviço Espetáculo: “Acorda, Alice!... Através da Tela” Curta temporada Dias: 18,19, 20, 21, 25, 26, 27 e 28 de março; Horários: Sextas e Sábados às 21 horas e Sábados e Domingos às 17 horas. Plataforma: https://www.sympla.com.br/produtor/acordaalice Ingresso gratuito
Coletivo Cardume estreia peça online "Os Fins do Sono", a partir de questionamentos feitos pelo ensaísta americano Jonathan Crary. Foto: Francisco Turbiani
O que pode acontecer quando uma cidade recebe luz solar 24 horas por dia? Quais as consequências disso para as relações de trabalho? Esses são alguns dos questionamentos que norteiam o espetáculo "Os Fins do Sono", do Coletivo Cardume, que ganha uma releitura virtual entre os dias 19 de março e 9 de abril.
O trabalho tem direção de Fransisco Turbiani, texto de Luis Felipe Labaki e é livremente inspirado nas reflexões feitas pelo ensaísta norte-americano Jonathan Crary no livro “24/7: Capitalismo Tardio e os Fins do Sono”. Com direção de Francisco Turbiani e texto de Luis Felipe Labaki, a montagem imagina a realidade distópica de uma cidade que recebe luz solar 24h por dia, impedindo as pessoas de dormir
As críticas à sociedade capitalista propostas pelo polêmico livro “24/7: Capitalismo Tardio e os Fins do Sono”, do ensaísta norte-americano Jonathan Crary, são o ponto de partida da peça online “Os Fins do Sono”, novo trabalho do Coletivo Cardume, que estreia no dia 19 de março via Zoom. As apresentações são gratuitas (retire o ingresso pelo Sympla) e acontecem às sextas, aos sábados e aos domingos, às 20h, até 9 de abril.
A obra de Crary sugere que o contexto social e econômico no qual vivemos nos impulsiona em direção a uma rotina de produção ininterrupta, na qual o expediente de trabalho dura 24 horas por dia e sete dias por semana. Dentro dessa perspectiva, o período de sono se apresenta como o último espaço “não-comercializável” de nosso cotidiano.
A dramaturgia da peça parte dessa crítica para imaginar uma realidade distópica, na qual uma cadeia de satélites em fase experimental passa a refletir a luz solar ininterruptamente sobre uma cidade grande, instaurando o fim da noite. Essa tentativa de aumentar a produtividade fez com que as pessoas passassem a trabalhar 24h por dia confinadas em suas casas por meio de uma videochamada eterna.
O público acompanha o cotidiano três funcionários de uma agência de seguros especializada em sinistros provocados por pessoas que sentem diretamente os efeitos desse novo cotidiano em seus corpos. Os colaboradores buscam maneiras de se adaptar à nova rotina e relatam o aumento do número de acidentes.
Para que os espectadores possam conhecer o trabalho dessa agência de sinistros, o Coletivo Cardume criou um site que funciona como uma extensão do espetáculo, quase como uma narrativa transmídia. A página pode ser acessada por meio deste endereço: https://coletivocardumedet.wixsite.com/segurosdevida.
Com direção de Francisco Turbiani e texto de Luis Felipe Labaki, o espetáculo é a remontagem repaginada de um trabalho homônimo que foi apresentado pelo grupo em 2015 no Teatro da Vertigem. A primeira versão fazia uma crítica ao mundo burocrático dos escritórios, usando muitas caixas de papelão para representar esse ambiente e apelando para um tom bastante sombrio.
Agora, a montagem estende suas críticas ao sistema de trabalho em home office, que intensifica os questionamentos apontados por Jonathan Crary e que ganha uma dimensão ainda mais trágica durante a pandemia de covid-19. Desta vez, a peça abandona a representação tradicional do escritório e assume como tom o humor irônico e tragicômico para retratar as situações propostas.
“Essa nova realidade intensifica essa invasão do mundo do trabalho na nossa vida pessoal. Perde-se o limite entre a esfera da vida pessoal e a do trabalho. Sem perceber, estamos o dia todo conectados e disponíveis para o trabalho, respondendo demandas na hora que chegam ao mesmo tempo em que fazemos atividades da esfera pessoal. Tudo fica misturado e as fronteiras se borram”, conta Turbiani.
Em cena, além dos atores, está o artista plástico e ilustrador Roberto Zink, que ilustra ao vivo os temas e cenas retratados pela peça e interfere diretamente na encenação. O elenco é formado por Juliana Valente, Marô Zamaro e Pedro Massuela.
Sobre Jonathan Crary Formado em história da arte pela Universidade de Columbia, onde é professor de arte moderna e teoria desde 1989. Foi um dos criadores da Zone Books, uma editora reconhecida internacionalmente por suas publicações de história, teoria da arte, política, antropologia e filosofia.
Foi agraciado com as bolsas Guggenheim, Getty, Mellon e National Endowment for the Arts, e é membro do Instituto de Estudo Avançado de Princeton. Em 2005, recebeu o prêmio Distinguished Columbia Faculty.
Sobre Luis Felipe Labaki É cineasta, tradutor do idioma russo e compositor. Dirigiu os curtas-metragens “O Pracinha de Odessa” (2013), “Que tal a vida, camaradas?” (2017) e “Um Guarda Real” (2019). Para o teatro, escreveu duas peças para o Coletivo Cardume de Teatro: “O Balneário” (2012) e “Os fins do sono” (2016).
É mestre em Meios e Processos Audiovisuais pela ECA-USP, tendo defendido em 2016 sua dissertação “Viértov no papel: um estudo sobre os escritos de Dziga Viértov”. Em 2017, foi co-curador do ciclo de documentários soviéticos “100: De Volta à URSS”, que integrou a 22ª edição do É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários. Em 2018 e 2019, integrou o comitê de seleção de curtas internacionais do festival.
Entre 2011 e 2015, colaborou com o coletivo NME (Nova Música Eletroacústica), participando da produção de concertos em diferentes espaços culturais de São Paulo e realizando peças acusmáticas e vídeos para os projetos do grupo. Entre 2014 e 2015, participou como colaborador mensal da revista eletrônica linda, voltada à música e arte experimental. Além de atuar como montador e compositor de trilhas musicais, trabalha como tradutor do russo, tendo publicado “Esqueci como se Chama”, pela Cosac Naify (2015), coletânea de contos infantis de Daniil Kharms.
Sobre Francisco Turbiani - Direção Francisco Turbiani é diretor e iluminador. Formado pela Universidade de São Paulo, onde realiza pesquisa de mestrado na área de iluminação teatral. Desde 2013, atua como formador residente do curso de Iluminação da SP Escola de Teatro - Centro de Formação das Artes do Palco, com coordenação de Guilherme Bonfanti.
Faz parte do Coletivo Cardume de teatro desde 2012, com o qual dirigiu as peças “Os Fins do Sono” (2016), dentro do projeto Residências Artísticas do Teatro da Vertigem, e “O Balneário” (2012 a 2014). Como iluminador, tem experiência na área de teatro, shows, dança, óperas, e eventos coorporativos. No teatro, já colaborou com diversos grupos e companhias teatrais da cidade de São Paulo.
Sobre o Coletivo Cardume Formado pela reunião de artistas, alunos e ex-alunos da Escola de Comunicação e Artes da USP (ECA-USP), o Coletivo Cardume surgiu em 2012 com a estreia de “O Balneário”, uma adaptação do texto “Um Inimigo do Povo”, de Herink Ibsen, com direção de Francisco Turbiani, para o contexto litorâneo paulista. O trabalho inaugural foi contemplado pelo ProAC – Primeiras Obras do Estado de São Paulo e circulou naquele ano pelas cidades de São Paulo, Cubatão, Mongaguá, São Vicente e São Sebastião.
Em 2016, o grupo estreou “Os Fins do Sono”, direção de Francisco Turbiani, um texto inédito a partir do livro “24/7: Capitalismo Tardio e os Fins do Sono”, de Jonathan Crary. A peça foi realizada dentro de uma residência artística no espaço sede do Teatro da Vertigem, dentro do projeto “Novos Encenadores”, com financiamento da Petrobras/Governo Federal. Em 2019, monta “Audiência”, texto do dramaturgo e ex-presidente da República Tcheca Václav Havel, dirigido por Juliana Valente.
Sinopse Uma cadeia de satélites em fase experimental passa a refletir a luz solar ininterruptamente sobre uma grande cidade, instaurando o fim da noite. Com o céu iluminado vinte e quatro horas por dia e confinados em suas casas, trabalhando à distância por meio de uma videochamada sem fim, três funcionários de uma agência de seguros de vida buscam maneiras de se adaptar à nova rotina enquanto percebem o contínuo aumento no número de acidentes envolvendo pessoas que, assim como eles, sentem no corpo os efeitos do novo cotidiano.
Ficha Técnica Espetáculo: "Os Fins do Sono" Atuantes: Juliana Valente, Marô Zamaro e Pedro Massuela Direção artística: Francisco Turbiani Dramaturgia: Luis Felipe Labaki Desenhos ao vivo: Roberto Zink Iluminação: Francisco Turbiani Sonoplastia: Luis Felipe Labaki Figurino: Murilo Rangel Assessoria de imprensa: Bruno Motta e Verônica Domingues – Agência Fática Realização: Coletivo Cardume de Teatro
Serviço Espetáculo: "Os Fins do Sono", do Coletivo Cardume de Teatro Transmitido pela plataforma Zoom Temporada: 19 de março a 09 de abril Às sextas, aos sábados e aos domingos, às 20h Ingressos: gratuitos e por contribuição livre Venda/reserva de ingressos: online pelo site sympla.com.br/osfinsdosono Classificação: 12 anos Duração: 55 minutos Informações:coletivocardumedeteatro@gmail.com Facebook: @ColetivoCardume Instagram: @coletivocardumedeteatro
Assisti no domingo toda a temporada de "Bom dia, Verônica" e... Até hoje não tirei a história e cenas da cabeça.
Ah! E como não se emocionar em tempos de pandemia, sem poder sair de casa... Foi tão reconfortante ver São Paulo na tela da minha televisão.
Com sede de vingança, a protagonista, escrivã de polícia, acaba se envolvendo em dois casos policiais de arrepiar... que a inserem em um terceiro caso.
Janete e Brandão em uma relação conturbada ao nível máximo que só alcança níveis de puro pavor, principalmente por envolver outras moças ou um maníaco que dopa mulheres para chantageá-las com fotos provocantes.
Esses são os casos que gritam por Verônica. Ao desvendar os lamaçais por trás dessas histórias, Verônica descobre segredos interligados a maracutaias dentro da polícia e esbarra no envolvimento do próprio pai, que agora vive em estado vegetativo.
Contudo, não há como negar... o maior peso da trama é o de Janete e Brandão. O machismo dele e o poder absoluto na vida da mulher é assombroso. Até o último minuto, inclusive. A sensação de horror da série é protagonizado pelos talentosos Eduardo Moscovis e Camila Morgado.
Na verdade, diário, não fui só eu quem ficou marcada por essa série... Auden Pink também.
Contudo, a nós, o que coube foi o chamamento de "passarinha", enquanto que eu o chamei no masculino. Mas só por achar esse jeitinho bonito de um falar com o outro...
"Minhas Queridas", espetáculo em homenagem aos 100 anos de nascimento de Clarice Lispector volta à cena em temporada online gratuita com recursos da lei Aldir Blanc.
Depois do Sucesso da temporada paulista, em 2020, "Minhas Queridas" entra em cartaz na internet para celebrar a obra de uma das mais importantes escritoras da literatura brasileira. A nova temporada será de 19 a 28 de março, às sextas-feiras, às 20h, e aos sábados e domingos, às 19h. A montagem é uma homenagem à escritora nascida no povoado de Tchechelnik, na Ucrânia, que chegou ao Brasil com a família aos dois meses de idade, fixando residência em Alagoas e depois em Recife.
O espetáculo reúne trechos das cartas íntimas escritas por Clarice Lispector para as irmãs Elisa e Tânia, durante os 15 anos em que viveu no exterior, acompanhando o marido em missão diplomática. Nas confidências trocadas com as irmãs, por quem nutria um amor incondicional, ela denuncia "um mundo de representação" e descreve, sem reservas, o período que viveu "como esposa de diplomata". Ficaram marcas profundas e transformadoras na vida da escritora, que morreu precocemente aos 57 anos, deixando um vasto legado de contos, crônicas e romances.
A montagem é uma realização da Cia. de Teatro Diversão & Arte, com direção e dramaturgia de Stella Tobar, direção musical e trilha original de Sérvulo Augusto, cenário de Kleber Montanheiro e figurinos de Carol Badra. Marilene Grama e Simone Evaristo interpretam duas atrizes que estão montando um espetáculo e revelam o conteúdo da correspondência de Clarice, durante esse período da vida da escritora.
"Minhas Queridas" reflete o período em que Clarice Lispector, dos 24 aos 40 anos, viveu no exterior, ao lado do marido, o embaixador Maury Gurgel Valente. Foram 15 anos de correspondência com as irmãs, que moravam no Brasil. Nas cartas, a genial escritora expõe as lembranças e ressentimentos em relação aos pais e as consequências da emigração forçada, durante a guerra na Ucrânia; as angústias em relação à sua produção literária, a maternidade e o papel que representava como "mulher de diplomata".
O texto revela uma experiência crucial na vida dessa mulher ucraniana, judia, naturalizada brasileira, trazendo à tona reflexões inspiradoras e profundamente humanas, capazes de emocionar os amantes da escritora e estimular o interesse de leigos em relação à obra clariceana. Em 2018, o projeto foi contemplado com o Proac - Edital de montagens inéditas, da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa. Em 2019, depois de 11 meses de pesquisa e ensaios, o espetáculo foi apresentado em dez cidades do interior de São Paulo, com grande repercussão de público e ganhando destaque na imprensa do interior do estado.
Como parte das comemorações do centenário de nascimento da Clarice, em 2020, o espetáculo realizou temporada no Sesc Pinheiros/SP, com lotação esgotada em todas as sessões. A proposta de levar o espetáculo para outras cidades brasileiras acabou abandonada, por conta da pandemia da Covid 19. "Nossa homenagem aos 100 anos de nascimento dessa genial escritora não poderia ser interrompida de maneira tão traumática. Por isso, mesmo sem as sessões presenciais, longe do calor do público, decidimos retomar o espetáculo e fazer as adaptações necessárias para resgatar parte do legado literário de Clarice, usando as ferramentas possíveis em tempos de coronavírus. Para isso fomos buscar ajuda do talentoso diretor Thiago Vasconcelos, da Cia. Antropofágica, para a direção de filmagem”, observa o produtor João Luís Gomes.
Para a diretora Stella Tobar, transmitir uma narrativa tão intimista como "Minhas Queridas", em formato online, sempre será um desafio. "Estamos aprendendo como o teatro pode dialogar com essa plataforma e a linguagem audiovisual. A filmagem prioriza planos mais próximos e conduz o olhar do espectador para que a beleza contida nas cartas seja transmitida com a mesma emoção e profundidade", acrescenta.
"Entrar em contato com a intimidade de Clarice Lispector por meio de cartas tão pessoais, as quais ela jamais imaginou que chegariam ao público é um deleite e uma responsabilidade ao mesmo tempo, quando a proposta é adaptá-las ao teatro. O período em que as cartas às irmãs foram escritas tem dores e delícias, e acho que o espetáculo opta por mostrar preferencialmente o momento difícil de uma escritora em adaptação à vida fora do país e sua dificuldade em escrever em meio às circunstâncias. Esse recorte foi uma escolha minha, o que mais me tocou na biografia dela nesse período", lembra a diretora.
Serviço: Espetáculo: "Minhas Queridas" Temporada online e gratuita De 19 a 28 de março Sextas, às 20h. Sábados e domingos, às 19h. Todo dia um bate-papo sobre Clarice Lispector, após o espetáculo Mediação de Stella Tobar
Sexta-feira, dia 19 de março - Eduardo Moreira - ator, diretor e fundador do Grupo Galpão de BH Sábado, dia 20 de março - Com a participação das atrizes Marilene Grama e Simone Evaristo Domingo, dia 21 de março - Yudyth Rosenbaum - Profa. Dra. em Literatura brasileira da USP Dia 26 de março - Com a participação das atrizes Marilene Grama e Simone Evaristo Dia 27 de março - Nádia Batella Gotlib - Escritora e biógrafa de Clarice Lispector Dia 28 de março - Paulo Flores - Diretor, ator e fundador da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveis de Porto Alegre
Ficha Técnica Espetáculo: "Minhas Queridas" Direção e dramaturgia: Stella Tobar Elenco: Marilene Grama e Simone Evaristo Direção musical e Trilha original: Sérvulo Augusto Direção da filmagem: Thiago Vasconcelos Cenário: Kleber Montanheiro Figurinos: Carol Badra Desenho de luz: Adriana Dham Vídeos: Stella Tobar Fotos: Eduardo Petrini e Matheus José Maria Logo do espetáculo: Marcelo Tobar Operação de luz: Júlio Avanci Operação de som e vídeo: Stella Tobar Comunicação/Mídias sociais: Mauro Britto e Fernando Maffia Streamer: Gabriela Jeniffer Tradutor intérprete de Libras: Luccas Araújo Diretor de produção: João Luís Gomes Realização: Cia. de Teatro Diversão & Arte e Cooperativa Paulista de Teatro Classificação indicativa: 14 anos Duração: 70 minutos Produção: João Luís Gomes. Whatsapp: (11) 95211-9127 / (11) 5571-2414 E-mail: diversaoearte.contato@gmail.com / diversaoearte09@gmail.com Diretora: Stella Tobar. Whatsapp: (11) 98327-4130 E-mail: mariastella.tobar@gmail.com