quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

.: Nara Leão completaria 80 anos nesta quarta-feira: série revisita trajetória


Nara Leão
foi fundamental para a bossa nova. Revolucionou a música brasileira com o show “Opinião”. Revelou Chico Buarque e, com ele, brilhou nos festivais com “A Banda”. Mais do que isso: Nara rompeu preconceitos na música brasileira, comprou brigas, confrontou a ditadura militar, abriu novos caminhos para as mulheres de sua geração. Tudo isso sem alterar o tom de voz. 

A série documental Original Globoplay "O Canto Livre de Nara Leão", disponível na plataforma desde o último dia 7, mostra como o talento e a personalidade de Nara se combinaram para provocar uma transformação na música e no comportamento. Dirigida por Renato Terra e produzida pelo Conversa.doc, núcleo de documentários do programa "Conversa com Bial", o projeto entrevista pessoas que conviveram com a artista e traz uma enorme pesquisa de imagens, fotos e arquivos – muitos inéditos. No dia 19 de janeiro, nesta quarta-feira, ela completaria 80 anos.

“Nara foi uma cantora brilhante. Mas sua importância não se resume à música. Suas entrevistas, muitas vezes, pautavam as conversas em todo país. Ela confrontava os críticos que queriam rotular e limitar o seu trabalho. Com inteligência e delicadeza, Nara sempre fez o que quis na sua arte e na sua vida pessoal. Na maneira de vestir, de contestar, de falar, de se impor. Quis trazer esse jeito suave e contundente da Nara para ajudar a contar essa história”, observa Renato Terra, diretor do documentário.

Dividida em cinco episódios, a série mostra as diversas fases de Nara Leão, na música e na vida íntima. Conta com depoimentos de Chico Buarque, Roberto Menescal, Paulinho da Viola, Maria Bethânia, Edu Lobo, Dori Caymmi, Marieta Severo, Fagner e muitos outros. Casado com Nara durante muitos anos, Cacá Diegues deu um íntimo depoimento sobre sua relação. Filha do casal, Isabel Diegues também participa - com seu depoimento e como consultora do documentário. E aos 19 anos, José Bial, neto da cantora, também colabora no projeto, como produtor de conteúdo. 

“Esse projeto traz várias facetas da Nara, apresentadas de uma forma original, não cronológica. Uma espécie de viagem emocional-musical pela história dela. Cada episódio é como se fosse um filme diferente sobre essa mesma pessoa. E o mais fascinante é conseguir falar de um grande, importante e criativo período da música brasileira através de uma única personalidade”, analisa a montadora do projeto, Jordana Berg

Os episódios contam com imagens de acervos variados, entre materiais raros e alguns inéditos, como arquivos da ditadura que foram descobertos recentemente. Entrevistas que Nara deu ao longo da carreira, números e encontros musicais, shows, filmes e fotos de reuniões em seu apartamento fazem parte do conteúdo que conta a história da mulher e artista potente que foi Nara Leão. O projeto ainda resgata o rico acervo do especial "Por Toda A Minha Vida", exibido em 2007 na TV Globo. 

 O primeiro episódio mostra as origens da bossa nova em meio ao círculo de amizade que se formou na Zona Sul do Rio de Janeiro e que, mais tarde, se transformaria em um gênero de influência mundial. Com uma abordagem original, revela o que acontecia no famoso apartamento de Nara em Copacabana.  

Intenso e forte, o segundo episódio apresenta uma Nara que já não tem nada de bossa nova. É quando ela começa a desenvolver sua consciência política e a dar voz a composições de sambistas como Zé Keti, Cartola e Nelson Cavaquinho. O episódio também traz o show “Opinião”, a primeira resposta artística à ditadura militar instituída em 1964, que, posteriormente, inspirou músicas de protesto. 

A parceria de Nara com Chico Buarque e sua importância crucial nas carreiras de Edu Lobo, Sidney MillerFagner e Dominguinhos é tema do terceiro capítulo. Já no quarto episódio, aparece a Nara transgressora, que rompe barreiras. Ela participa da Tropicália, rompe preconceitos ao gravar um disco com músicas de Roberto Carlos e Erasmo CarlosMarieta Severo dá um emocionante depoimento sobre a importância de Nara para as mulheres de sua geração.  

O quinto e último episódio fala sobre afetos. O recorte conta com a entrevista de Cacá Diegues, que se casou com Nara; Roberto Menescal, seu amigo da vida inteira; e a filha Isabel. Nessa parte do documentário, é possível observar as pessoas falando de Nara na intimidade: a mãe, a esposa e a amiga que foi.  

"O Canto Livre de Nara Leão" é um documentário Original Globoplay produzido com o selo do "Conversa.doc". Realizado pelo núcleo de Mariano Boni, diretor de gênero de Variedades da Globo, o projeto tem direção de Renato Terra, montagem de Jordana Berg e supervisão artística de Mônica Almeida e Pedro Bial

.: "Macunaíma, o Herói Sem Nenhum Caráter" volta em edição especial


A editora Antofágica lança "Macunaíma, o Herói Sem Nenhum Caráter", clássico de Mário de Andrade, que foi um marco no modernismo brasileiro.  A edição em capa dura conta com ilustrações de Camille Sproesser.

Esta edição da Antofágica conta com apresentação de Antonio Fagundes, posfácios do músico e compositor Tom Zé, do historiador e doutor em literatura Frederico Coelho (PUC-RJ), das antropólogas Virgínia Amaral e Aparecida Vilaça (Museu Nacional – UFRJ) e do premiado músico, escritor e diretor indígena Cristino Wapichana.

Publicado pela primeira vez em 1928, "Macunaíma" pinta um Brasil antropofágico de si mesmo, baseado em mitos de povos indígenas da região amazônica e com um extenso vocabulário regional. No fundo da floresta amazônica, ao som do murmurejo do rio Uriracoera, nasce Macunaíma, o herói do povo brasileiro.  

Em comemoração ao centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, a Antofágica revisita essa obra-prima da literatura brasileira. Com ilustrações de Camille Sproesser e apresentação de Antonio Fagundes, a edição também conta com posfácios 

Extra: ao escanear o QR Code da cinta, o leitor tem acesso a duas videoaulas sobre o livro com Pedro Fragelli, doutor em Letras pela USP com pesquisa de pós-doutorado em Mário de Andrade. Você pode comprar o livro neste link.


Sobre o Autor
Mário Raul de Morais Andrade
(1893–1945) foi um escritor, ensaísta, poeta, crítico, músico, professor, folclorista e um dos maiores nomes do movimento modernista brasileiro. Nascido e criado em São Paulo, foi membro e professor do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, funcionário do Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico (SPHAN) e diretor do Departamento de Cultura da cidade.

Ao lado de nomes como Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e di Cavalcanti, foi um dos principais articuladores da Semana de Arte Moderna de 1922. Importante promotor cultural, também organizou cursos e congressos sobre os mais diversos temas, estimulando jovens artistas e fomentando restauros de construções, além de colaborar com jornais editoras.


Livro: "Macunaíma, o Herói Sem Nenhum Caráter"
Editora: ‎Antofagica Editora (5 fevereiro 2022)
Idioma: ‎Português
Capa dura:  352 páginas
Dimensões:  23 x 16 x 2.2 cm



.: Mostra de Teatro Musical Autoral “Arte É Progresso”: novos passaportes


Devido ao sucesso de vendas na primeira venda presencial de passaportes, a produção da mostra acaba de anunciar mais dois dias de vendas presenciais, nos dias 22 e 23 de janeiro.


Mostra de teatro musical que irá reunir os espetáculos “Cargas D’Água - Um Musical de Bolso”, “Se Essa Lua Fosse Minha”, “O Magico Di Ó, Um Clássico em Forma de Cordel” e “Bom Dia Sem Companhia”, quatro espetáculos musicais autorais brasileiros escritos pelo dramaturgo Vítor Rocha.

Após temporadas de estreia e os desdobramentos que cada projeto teve, como as montagens internacionais de “Cargas D’Água”, o filme de “O Mágico Di Ó” e a versão para o streaming de “Bom Dia Sem Companhia”, essa será a primeira vez onde todos os espetáculos estarão em cartaz simultaneamente, durante um mês e no mesmo teatro.

Reunindo mais de 50 artistas nacionais, a ideia da mostra, produzida por Luiza Porto e Vítor Rocha através da Encanto Artístico e da Enxame Produções Culturais, é justamente ocupar os palcos - depois de muito tempo fora deles - com histórias brasileiras e destacar a importância de se produzir espetáculos autorais, que falem para e sobre o nosso povo.

Os ingressos serão vendidos novamente de forma presencial nos dias 22 e 23 de janeiro, na bilheteria do Teatro Viradalata, em São Paulo, onde a mostra estará em cartaz. A venda acontecerá das 15h às 20h. Os ingressos individuais não darão direito ao convite físico, apenas o passaporte para os quatro dias. A venda online acontece normalmente pelo site Sympla.


Sobre Vitor Rocha:
Ator, produtor, diretor e roteirista. Eleito pela Forbes um Under 30, entre os 90 jovens mais promissores e bem sucedidos do país em 2019. Escreveu, atuou e dirigiu “Cargas D'Água - Um Musical de Bolso” que lhe rendeu diversas indicações a prêmios de teatro (além de ter sido montado em Londres no Off-West End e Nova York na Off-Off-Broadway) e também o consagrou como o primeiro autor a receber um Prêmio Bibi Ferreira, na categoria revelação.

Em 2019, atuou no seu segundo musical, também de sua autoria: “Se Essa Lua Fosse Minha”, que recebeu quatro indicações ao Prêmio Bibi Ferreira, incluindo melhor musical brasileiro e melhor letra e música (categoria na qual foi vencedor ao lado de Elton Towersey). No mesmo ano em “O Mágico Di Ó - Um Clássico em Forma de Cordel”, assinou a autoria do texto, das letras e foi responsável por interpretar o personagem Osvaldo.

Sendo este seu trabalho mais recente, sua indicação ao Prêmio Aplauso Brasil de melhor espetáculo infanto-juvenil completa a lista das 18 indicações e 4 prêmios de teatro pelos seus 3 primeiros trabalhos. Criador dos projetos sociais “Casusbelli" e “Pardalzinho” e fundador da Academia Jacutinguense de Letras, estreou seu último trabalho autoral “Bom Dia Sem Companhia” em setembro 2021 e faz sua estreia no cinema nacional como ator e roteirista em 2022, no filme “O Mágico Di Ó”, produzido e dirigido por Pedro Vasconcelos e em breve nos cinemas.


Serviço:
Venda presencial no Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387)
Dia 22 e 23 de janeiro, das 15h às 20h
O passaporte dá direito a um ingresso para cada peça (independente da data)
Valor R$160 (R$40 cada ingresso)
O ingresso individual também será vendido presencialmente
Valor R$70 (inteira) e R$35 (meia)


Vendas online pelo Sympla
Venda na bilheteria do Teatro Viradalata (sem taxa de conveniência)
Ponto de Venda sem Taxa de Conveniência:
Teatro Viradalata - Rua Apinajés, 1387 - Sumaré, São Paulo - SP
Informação: (11) 3868-2535


Horário de atendimento ao público:
Sexta - das 19h até 22h
Sábados - das 19h até 22h
Domingos - das 17h até 20h

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

.: Edição especial de "Ulysses" chega repleta de gravuras e textos extras


O grande romance do século XX ganha edição especial com ampla fortuna crítica, gravuras de Robert Motherwell e tradução revisada de Caetano W. Galindo.

Em 2 de fevereiro, completa-se 100 anos da publicação do grande romance do século XX: "Ulysses", de James Joyce. Para celebrar a data, a Companhia das Letras lança em 27 de janeiro uma edição especial do clássico, trazendo a consagrada tradução de Caetano W. Galindo, revisada pelo tradutor dez anos após a primeira publicação.

Em projeto gráfico especial, a obra conta com gravuras do artista plástico Robert Motherwell - feitas para uma edição especial e limitada de 1988.  Em cerca de 100 páginas, a edição apresenta amplo aparato crítico com textos inéditos de Dirce Waltrick do Amarante, Fábio Akcelrud Durão, Fritz Senn, John McCourt, Sandra Guardini Vasconcelos e Vitor Alevato do Amaral; além das resenhas escritas à época do lançamento (em traduções inéditas) por Louis Gillet e Joseph Collins.

O clássico traz a história de Leopold Bloom, homem que sai de casa pela manhã, cumpre com as tarefas do dia e, pela noite, retorna ao lar. Tal como o Ulisses homérico, Bloom precisa superar numerosos obstáculos e tentações até retornar ao apartamento onde sua esposa, Molly, o espera. Para criar esse personagem rico e vibrante, Joyce misturou numerosos estilos e referências culturais, num caleidoscópio de vozes que tem desafiado gerações de leitores e estudiosos ao redor do mundo. Você pode comprar o livro neste link.


Textos extras na edição

  • "Em defesa da dificuldade", de Fabio Akcelrud Durão.
  • "Ulysses: Um jogo inesgotável", de Fritz Senn.
  • "James Joyce: Um mestre do romance", de Sandra Guardini Vasconcelos.
  • "Ulysses no Brasil, de Vitor Alevato do Amaral.
  • "Ulysses na Irlanda", de John McCourt. “Ulysses in Ireland 1922-2022”. Este texto, produzido especialmente para esta edição, apresenta os principais pontos do livro "Consuming Joyce: 100 Years of ‘Ulysses’ in Ireland" (no prelo). Tradução de Cristian Clemente.
  • "Auto de fé e Bloomsday", de Dirce Waltrick do Amarante.
  • "Paris, 1925: No caminho de Joyce", de Louis Gillet. Texto originalmente publicado em 1o de agosto de 1925, em Revue des Deux Mondes, sob o título “Du côté de chez Joyce”. Tradução e notas de Sandra M. Stroparo.
  • "Nova York, 1922: A espantosa crônica de James Joyce", de Joseph Collins. Texto originalmente publicado em 28 de maio de 1922, em The New York Times, sob o título “James Joyce’s Amazing Chronicle”. Tradução de Rogério W. Galindo.


Sobre o autor
James Joyce
nasceu em Dublin, em 1882. Era o mais velho dos dez filhos de uma família que, após uma breve prosperidade, caiu na pobreza. Depois do começo da Segunda Guerra Mundial, foi morar na França ainda não ocupada e, em dezembro de 1940, conseguiu uma permissão para morar em Zurique, onde morreu em 1941.


Serviço:
"Ulysses - Edição Especial", James Joyce
Tradução: Caetano W. Galindo
Número de páginas: 848
Lançamento: 27 de janeiro de 2022
Você pode comprar o livro neste link.
    


.: Entrevista: Bárbara Paz dá vida à ambiciosa Úrsula em "Além da Ilusão"


A atriz fala sobre a personagem, que não mede esforços para ajudar o filho Joaquim (Thiago Voltolini/Danilo Mesquita) em seus planos. Foto: Paulo Belote/Globo 

A manipuladora e ambiciosa Úrsula Alves, personagem de Bárbara Paz em "Além da Ilusão", próxima novela das 18h, é uma mulher de origem humilde que, logo cedo, teve que ganhar a vida sozinha, já que perdeu a família ainda menina. Desamparada, Úrsula recebe abrigo e trabalha como cozinheira na casa da família de Eugênio Barbosa, interpretado por Marcello Novaes. Eugênio, por quem Úrsula é apaixonada, acaba se tornando padrinho de seu filho, o mau-caráter Joaquim (Thiago Voltolini/ Danilo Mesquita).

“A Úrsula, como uma boa mãe possessiva, usa bastante o filho para ensinar o que não deveria e para suprir o que ela não teve em vida. Está gerando uma pessoa bastante ambiciosa, assim como ela, talvez até pior. A criação do Joaquim não foi fácil, mas os dois têm uma relação de cumplicidade, até certo ponto, que a gente vai ver durante a novela, mas é uma relação de cumplicidade muito forte, de um endeusamento que esse filho tem por essa mãe, de uma confiança, uma entrega... Eles viram o jogo mesmo, Úrsula e Joaquim são parceiros no jogo da vida”, explica a atriz.

O filho de Úrsula sonha em se tornar herdeiro de seu padrinho, Eugênio, um homem sério, justo, correto e trabalhador, que nem imagina o que o afilhado é capaz de fazer para alcançar seus objetivos. Ao herdar um bom dinheiro, Eugênio vai propor sociedade a Violeta (Malu Galli), viabilizando a construção de uma tecelagem nas terras do antigo engenho de cana-de-açúcar.

Com isso, o interesse de Joaquim também alcança as posses da Família Tapajós, já que sua mãe o incentiva a se aproximar de Isadora (Sofia Budke/ Larissa Manoela) ainda na infância para um dia casar com ela e também herdar tudo. Confira, a seguir, entrevista com Bárbara Paz, que conta detalhes sobre sua personagem, a relação com Eugênio e o filho e as expectativas para mais uma estreia.


Como você define a Úrsula e em que se inspirou para interpretá-la?
Bárbara Paz - Úrsula é misteriosa, ardilosa, uma mulher ambiciosa, e que tem uma história de vida forte. Não me inspirei em ninguém para fazê-la, simplesmente acho que uma mulher dos anos 40, que passou por essa guerra, que passou por várias coisas num momento da vida em que a mulher não tinha voz, uma pessoa que se cria sozinha, que é mãe solteira tem muitos obstáculos. E falo não só da Úrsula, mas das mulheres em geral dessa época em que se divorciar, separar, ser mãe solteira era incabível, um afronte, era mulher non grata... Então essas mulheres, sim, são as inspirações. Em uma época em que ao mesmo tempo nós, mulheres, sofremos, mas é também um período muito bonito, começando a libertação, dos anos 20, 30 e 40, com movimentos muito importantes para o feminino.
 

Qual sua expectativa para esse trabalho?
Bárbara Paz - "Além da Ilusão" é uma novela leve, suave, uma novela das seis, que conta quase como uma fábula uma história de amor e dor, porque todo amor tem dor, um grande folhetim como deve ser. É uma novela que tem a leveza que um folhetim pode ter, que tem seus lados escuros e claros, como é a vida. Fala dos dois lados de uma mesma história, do que o destino reserva para cada um, e como um pode enganar o outro. Acho que tudo tem um outro lado na vida, nada é uma coisa só, nada é o que parece, sempre tem o outro lado da moeda. Esses dois lados que todo ser humano tem.
 

Comente sobre a relação de Úrsula com Joaquim.
Bárbara Paz - A Úrsula, como uma boa mãe possessiva, usa bastante o filho para ensinar o que não deveria e para suprir o que ela não teve em vida. Está gerando uma pessoa bastante ambiciosa, assim como ela, talvez até pior. A criação do Joaquim não foi fácil, mas os dois têm uma relação de cumplicidade, até certo ponto, que a gente vai ver durante a novela, mas é uma relação de cumplicidade muito forte, de um endeusamento que esse filho tem por essa mãe, de uma confiança, uma entrega... Eles viram o jogo mesmo, Úrsula e Joaquim são parceiros no jogo da vida.
 

Comente sobre a relação de Úrsula com Eugênio.
Bárbara Paz - Eugênio é a grande paixão da vida da Úrsula, foi um homem que a ajudou na vida e ela vai fazer de tudo para conquistá-lo, para conquistar esse coração, passando por cima de tudo o que vier pela frente, para poder deixá-lo sozinho no caminho. Essa é a grande meta da Úrsula, conquistar o Eugênio, com tudo o que vem junto.
 

Úrsula é a grande vilã da novela?
Bárbara Paz - Vilão é uma palavra tão forte, né? Acredito que ela não é só uma pessoa malvada, que vai fazer coisas ruins. Não. Ela é uma mulher tentando sobreviver, tentando ser alguém na vida, mesmo que, pra isso, ela tenha que passar por cima de muita coisa e muita gente. Ela vai fazer de tudo para alcançar o que deseja na vida, que é ser alguém, ter um sobrenome, uma família, uma estabilidade financeira... E aí durante a novela você vai perceber quem ela é. Acho que de vilania todo ser humano está cheio, depende do ponto de vista. Então ela é mais uma.

 

"Além da Ilusão" é criada e escrita por Alessandra Poggi com direção artística de Luiz Henrique Rios. A obra é escrita com Adriana Chevalier, Letícia Mey, Flávio Marinho e Rita Lemgruber. A direção geral de Luís Felipe Sá e direção de Tande Bressane, Jeferson De e Joana Clark. A produção é de Mauricio Quaresma e a direção de gênero é de José Luiz Villamarim.

.: "São Paulo", espetáculo com Regina Braga, celebra o aniversário da cidade


A cidade de São Paulo é revelada com afeto, música e poesia em espetáculo com Regina Braga, no ar na novela "Um Lugar ao Sol". Com estreia em 28 de janeiro, "São Paulo" marca a reabertura do Teatro Unimed, depois de quase dois anos fechado em decorrência da pandemia. Foto: Roberto Setton / Teatro Unimed

Uma cidade que assusta, desafia, acolhe, estimula e encanta. Uma atriz que faz questão de compartilhar com todos sua crescente paixão pela cidade por meio de histórias garimpadas ao longo de anos. Um grupo musical que traz à tona versos e melodias que mostram uma cidade única, contraditória, misteriosa e muito divertida. 

Assim é "São Paulo", espetáculo teatral com a atriz Regina Braga que estreia na sexta-feira, 28 de janeiro, celebrando o aniversário da cidade, no Teatro Unimed (Ed. Santos Augusta, ao lado da Av. Paulista, em São Paulo). Agora, o aguardado espetáculo poderá, finalmente, ser visto presencialmente pelo grande público, pois a estreia prevista para 12 de março de 2020 foi desmarcada em decorrência da pandemia.

A ideia do espetáculo começou a tomar forma há dez anos, estimulada pela leitura do livro "A Capital da Solidão", de Roberto Pompeu de Toledo. “Com este livro, a minha relação com a cidade mudou, passou a ser mais amorosa, de afeto mesmo, buscando entender os lugares descritos no livro, como a forca que existia na Liberdade”, revela Regina, que chegou em São Paulo aos 18 anos de idade e, como ela mesma diz, “foi ficando”

São Paulo, uma cidade que nasceu isolada, escondida e assim permaneceu por quase quatro séculos. Ao longo da peça, (re)descobrimos a transformação da pacata vila com o ciclo do café, que fomentou estradas de ferro e estimulou a imigração; a fundação da Faculdade de Direito no largo de São Francisco, que impactou definitivamente em sua vida cultural e de lazer; o crescimento da cidade para além dos rios Tietê e Pinheiros; o surgimento das periferias a partir dos anos 30 e sua imensa força braçal e cultural; o carnaval do jeito bem paulistano e suas primeiras escolas de samba...

“A evidente paixão de Regina pela cidade de São Paulo é contagiante, conduz o fio narrativo e envolve completamente quem assiste ao espetáculo”, afirma a diretora Isabel Teixeira. Este afeto e este encantamento motivaram uma extensa pesquisa sobre a cidade e o que se escreveu e se cantou sobre ela, com inúmeras ideias anotadas - uma a uma, ano após ano - em um caderninho. Um processo de construção narrativa realizado com as pessoas e para as pessoas, que foi incorporando referências que vieram à tona em uma série de leituras realizadas na Casa de Mario de Andrade, na Biblioteca Mario de Andrade, na Casa das Rosas e em oito exibições no YouTube.

A própria Regina, responsável pelo roteiro, organizou tudo sobre uma ampla mesa, peça central no processo de criação e que acabou sendo o principal elemento cenográfico na montagem teatral, em volta da qual casos e lembranças são compartilhados e ganham calor, cor e som, como acontece mesmo em uma acolhedora mesa de roda de samba, daquelas que adoramos em um boteco ou no quintal de casa. Cenário perfeito para a música produzida graças ao talento de Xeina Barros (voz e percussão), Alfredo Castro (voz e percussão), Vitor Casagrande (voz, cavaquinho e bandolim) e Gustavo de Medeiros / Guilherme Girardi (voz e violão), que dividem o palco com Regina.

A boa música que é o elemento condutor do espetáculo, seja complementando os textos que majestosamente ganham vida com a atriz, seja servindo de contraponto à sua atuação. Entre as pérolas resgatadas, "São Paulo", "Chapadão da Glória" (Silas de Oliveira e Joaci Santana), "Samba Abstrato" (Paulo Vanzolini), "Viaduto de Santa Efigênia" (Adoniran Barbosa), "O Mundo" (André Abujamra), "No Sumaré" (Chico César), "Vira" (Renato Teixeira), "Persigo São Paulo" (Itamar Assumpção), entre outras. “A Regina é uma artista muito completa: escreve, canta, produz, sempre muito viva e inquieta. Eu me reconheço nessa inquietação”, complementa Isabel.

E é por inquietação e afeto que Regina compartilha também algumas de suas lembranças da cidade, como as chegadas de trem na Estação da Sorocabana (como era conhecida a estação Júlio Prestes), os jardins floridos dos casarões da Av. Angélica, a elegância nas ruas, a garoa, as águas que sumiram embaixo do cimento, com os rios subterrâneos e retificados, a efervescência do centro da cidade e de teatros como o Maria Della Costa, o Arena e o Oficina, a Escola de Arte Dramática que funcionava onde hoje é a Pinacoteca, as - também teimosas! - árvores da cidade: ipês brancos, roxos, amarelos; flamboyants vermelhos, alaranjados; tipuanas; jacarandás mimosos; sibipurunas com flores amarelas que imitam can& aacute;rios... 

Uma cidade sempre viva, estimulante e aberta, como o próprio espetáculo, como sus próprias pessoas. Parafraseando Itamar Assumpção, não é (só) amor, é uma identificação absoluta. São Paulo é Regina, São Paulo somos nós.

 “Estamos muito felizes em retomar os espetáculos presenciais do Teatro Unimed com a Regina Braga, uma referência em talento brasileiro, ainda mais exaltando uma cidade que todos amamos, levando cultura e alegria ao público. A arte e o entretenimento são grandes aliados da saúde mental, fundamentais para uma vida plena e de bem-estar”, afirma Luiz Paulo Tostes Coimbra, presidente da Central Nacional Unimed.

"Regina Braga e o Teatro Unimed têm muito em comum. Todos trabalhamos em prol da produção cultural de alta qualidade, cuja função principal é comunicar, divertir e emocionar. Ao mesmo tempo, faz parte dos nossos objetivos sempre olhar de forma atenta para a cidade, respeitando sua história, suas transformações, suas necessidades, e contribuindo para sua melhor qualidade de vida. Assim como Regina, amamos São Paulo e é por esta cidade que existimos”, declara Fernando Tchalian, CEO da desenvolvedora Reud, controladora do Teatro Unimed.

Ficha Técnica
Espetáculo: "São Paulo"
Elenco: Regina Braga, Vitor Casagrande, Gustavo de Medeiros/Guilherme Girardi, Alfredo Castro e Xeina Barros
Direção: Isabel Teixeira
Assistente de direção: Aline Meyer
Roteiro: Regina Braga
Colaboração no roteiro: Isabel Teixeira, Aline Meyer, Vitor Casagrande, Alfredo Castro, Guilherme Girardi e Mônica Sucupira
Colaboração artística: Monique Gardenberg
Iluminação: Beto Bruel
Cenografia e figurino: Simone Mina
Assistente de cenografia: Vinicius Cardoso
Gravuras: ateliê Fora de Esquadro – Isabel Teixeira (a partir de arquivos antigos, acervo pessoal e fotos de German Lorca)
Projeto gráfico: Alexandre Caetano e Júlia Gonçalves (Oré Design Studio)
Fotos: Roberto Setton
Vídeo: Gislaine Miyono e Michel Souza
Operação de luz: Ton Ribeiro
Operação de som: Alexandre Martins
Gerente Técnico: Reynold Itiki
Comunicação: Dayan Machado
Assessoria de Imprensa: Fernando Sant’ Ana
Assessoria Jurídica: Carolina Simão
Produção Executiva: Rick Nagash
Direção de Produção: Anayan Moretto
Realização: Ágora Produções Teatrais e Artísticas


Serviço
Espetáculo: "São Paulo", com Regina Braga
Teatro Unimed - Ed. Santos Augusta, Al. Santos, 2159, Jardins, São Paulo
Curta temporada: de 28 de janeiro a 20 de fevereiro de 2022
Quintas, sextas e sábados, às 21h. Domingos, às 18h.
Inteira R$ 90 (plateia), R$ 60 (balcão), R$45 e R$ 30 (meia-entrada)
Clientes Unimed têm 50% de desconto com apresentação da carteirinha
Horários da bilheteria: de quinta a sábado, das 13h30 às 21h30. Domingos, das 10h30 às 18h30
Vendas online: www.sympla.com.br
Duração: 75 minutos
Classificação: livre
Capacidade: 249 lugares
Acesso para pessoas com mobilidade reduzida
Serão exigidos comprovante de vacinação contra Covid e uso de máscara durante todo o espetáculo.
Estacionamento com manobrista: R$ 25 (preço único)

.: Miguel Falabella e Danielle Winits em São Paulo para protagonizar "A Mentira"


Após temporada de sucesso em 2019, "A Mentira" volta aos palcos. A aclamada peça teatral dirigida por Miguel Falabella volta a São Paulo em curta temporada a partir de 4 de março. As apresentações acontecem no Teatro Claro com grande elenco.

"A Mentira" é uma comédia deliciosa do aclamado escritor Florian Zeller, que cria uma dramaturgia engenhosa e com tempos desafiadores para o público, trazendo de forma leve e divertida uma reflexão sobre os limites da fraqueza e da lealdade nas relações pessoais.

 Na história, Alice surpreende o marido de sua melhor amiga com outra mulher, criando, assim, um conflito para si: contar ou não à amiga o que viu? Seu marido, Paulo, tenta convencê-la a esconder a verdade, defendendo assim a mentira. É só para proteger seu amigo? Ou ele também tem algo a esconder?

A peça tem uma narrativa brilhante e abre um diálogo instigante sobre a verdade, em um momento em que estamos sendo bombardeados por fake news, traçando um paralelo com a realidade onde não se sabe mais o que é verdade e o que é mentira.

Traduzida, dirigida e estrelada por Miguel Falabella, "A Mentira" é uma comédia sobre a arte de esconder para proteger aqueles que amamos ou não. A nova temporada conta com grande elenco e Falabella divide o palco com Danielle Winits, Alessandra Verney e Fred Reuter.

A temporada paulistana acontece a partir de 4 de março no Teatro Claro, localizado dentro do Shopping Vila Olímpia. Os ingressos já estão disponíveis para venda na bilheteria do teatro e pelo site da Sympla. Mais informações no serviço. "A Mentira" é apresentada por Governo do Estado de São Paulo por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, tem patrocínio de Claro e apoio de Sonda. A realização é da Bárbaro! e Atual Produções.


Sobre o autor
Florian Zeller escreveu seu primeiro romance, "Neve Artificial", quando tinha 22 anos de idade. Mas foi sua terceira obra, "A Fascinação pelo Pior" (o vencedor do Prix Interallié de 2004), que fez dele um nome conhecido na França. O livro, que explora a relação do Ocidente com o Islã, causou alguma controvérsia. Foi selecionado para o Prix Goncourt.

Sua comédia, "O Pai", é um dos sucessos mais notáveis dos últimos anos, estreando no West End londrino com críticas de cinco estrelas e excelentes listagens nas Melhores Peças do Ano. Foi considerada como "a nova peça mais aclamada da última década". Foi adaptada para o cinema com atuação de Anthony Hopkins e teve indicação a seis Oscars, ganhando dois deles, Melhor ator e Oscar de melhor argumento/ roteiro adaptado. Suas peças já foram encenadas em mais de 35 países.
 

Sobre as Produtoras
A Atual Produções e Bárbaro! São responsáveis por grandes produções de sucessos no cenário do Teatro Brasileiro. Foram responsáveis por produzir grandes espetáculos musicais entre eles Alegria, Alegria com a cantora Zélia Duncan e direção de Moacyr Góes," Hebe - O Musical" com direção de Miguel Falabella; Zorro – Nasce uma Lenda com Leticia Spiller, Marcos Mion e Bruno Fagundes, direção de Ulysses Cruz; "Donna Summer Musical", com Karin Hils e Jeniffer Nascimento, direção de Miguel Falabella e no segundo semestre tratá Uma exposição científica inédita para o Brasil chamada Dinossauros do Fim do Mundo, com a réplica do maior Dinossauro descoberto no mundo, o Titanossauro, que está exposto no Museu de História Natural de Nova York.

 

Ficha Técnica
Espetáculo: "A Mentira"
Texto: Florian Zeller
Versão e direção: Miguel Falabella
Elenco: Miguel Falabella, Danielle Winits, Alessandra Verney e Frederico Reuter
Cenário: Zezinho Santos e Turíbio Santos
Iluminação: Guillermo Herrero
Designer de som e trilha: Leandro Lapagese
Figurino: Ligia Rocha e Marco Pacheco
Visagismo: Andreson Bueno
Fotos: Caio Galucci
Gerente de Produção: Fabio Campos
Produtores: Antonio Ranieri e Robert Litig
Iluminador: Jukyara Felipe
Técnico de Som: Carlos Ferreyra
Chefe de Palco: Sidney Felippe
Técnico de palco / Maquinista: Marlon Bandarz
Camareira: Nieta Costa
Financeiro: Natalia Oliveira
Elaboração e prestação de lei de incentivo: Patricia Figueiredo
Coordenadora de Marketing: Dani Bon
Atendimento: Talita Trevisani
Produção Geral: Julio César e Bárbara Guerra
Realização e Produção: ATUAL PRODUÇÕES, BÁRBARO! PRODUÇÕES e AVEIA CÔMICA


Serviço
Espetáculo: "A Mentira"
Temporada a partir de 4 de março de 2022
Local: Teatro Claro SP – Shopping Vila Olímpia - R. Olimpíadas, 360 - Vila Olímpia, São Paulo - SP, 04551-000
Capacidade: 799 pessoas
http://teatroclarosp.com.br/
Classificação: 10 anos
Duração: 80 minutos
Acessibilidade (em18 de março, haverá sessão com audiodescrição e libras)
Ar-condicionado


Sessões
Sextas e Sábados às 21h
Domingos às 19h


Ingressos
de R$ 70 a R$ 180
Confira legislação vigente para meia-entrada

 
Canais de vendas oficiais:
https://bileto.sympla.com.br/event/71127/d/123278 – com taxa de serviço
Bilheteria física –
sem taxa de serviço
Teatro Claro (Shopping Vila Olímpia – 5º piso) - de segunda-feira a domingo, das 10h às 22h, inclusive feriados.
Telefone: (11) 3448-5061 

.: Douglas Silva e Jade Picon começam como favoritos no "BBB 22"




Betfair analisou os participantes e calculou as chances de vitória dos famosos na edição 2022 do reality show.

Começou! Nestaa segunda-feira, 17, estreou a nova temporada do "Big Brother Brasil". Após duas edições, 20 e 21, de sucesso absoluto, a TV Globo repete a fórmula e confina famosos e anônimos na disputa pelo prêmio de R$ 1,5 milhão. Após a confirmação das celebridades que compõem o elenco do "BBB 22", a Betfair, com seu time de especialistas, analisou os participantes e apontou os famosos que já entram com favoritismo no reality show, estando assim com maiores chances de vitória.

Douglas Silva aparece com 36%, as maiores chances de vencer o "BBB 22", seguido por Jade Picon, que aparece com 34% de probabilidade de vitória. Com as menores chances de levar o prêmio do "BBB 22" estão Pedro Scooby e Paulo André Camilo, com 7% e 3%, respectivamente. Confira o ranking do Camarote com chances de vitória no "BBB 22", de acordo com a Betfair: 

Como os famosos já entram conhecidos do grande público e com uma base de fãs já estabelecida, também é possível analisar um segundo ranking, separando Camarote e Pipoca. No ranking da Pipoca, Vinicius aparece com 6% de chances de vitória, seguido por Eslovênia com 4%. Confira o ranking da Pipoca com chances de vitória no "BBB 22", de acordo com a Betfair:

  • Vinicius - 6%
  • Eslovênia - 4%
  • Laís - 3%
  • Bárbara - 2%
  • Jessilane - 1,5%
  • Rodrigo - 1,2%
  • Lucas - 1%
  • Luciano - 1%
  • Eliezer - 1%
  • Natália - 1%

O time de especialistas da Betfair seguirá analisando a competição e atualizando o ranking de chances de vitória ao decorrer do "BBB 22". Pelo terceiro ano consecutivo, a Betfair analisa as probabilidades do Big Brother Brasil, sempre utilizando a expertise dos analistas para apontar as chances dos participantes. Durante o programa será possível apostar na plataforma da Betfair, que traz o mercado do "BBB 22", além de outras apostas esportivas e de entretenimento.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

.: Entrevista: Tadeu Schmidt conta tudo sobre o "Big Brother Brasil"


Foto: Globo/Sergio Zalis


E não são só os participantes que sentem o entusiasmo para o início da 22ª edição do "Big Brother Brasil". Para Tadeu Schmidt, que estreia no programa, a emoção é única. “Sou só expectativa e empolgação. Estou aprendendo muito com as pessoas da equipe, que têm tanta experiência no programa, e também estou tendo liberdade para criar a minha maneira de apresentar. Já está sendo muito especial”, descreve ele, que se coloca no lugar dos participantes para antecipar o que vem pela frente: “Um jogo em que o caminho para a vitória não é a minha velocidade, a minha força ou o meu talento e, sim, o meu jeito, a maneira como eu ajo e me posiciono diante das coisas, o meu caráter, a minha simpatia... Isso é demais”


Qual foi a sua reação ao ser convidado para ser apresentador do "BBB 22"? 
Tadeu Schmidt - Eu fiquei empolgadíssimo, feliz da vida, porque eu sei a importância e o tamanho que tem o "Big Brother Brasil". Acho um programa genial, curto como fã desde a primeira edição! Assistia para ver o desempenho do Pedro Bial e, depois, o do Tiago Leifert, que são craques. Eu apreciava assistir isso. Via também pelos VTs, que são muito divertidos, e para observar a conexão das pessoas, as características psicológicas, como elas se revelam. Todo mundo faz isso, não é? Quando estamos conversando com alguém, vamos pensando: “Ah, essa pessoa é mais mandona, essa aqui é mais tímida, essa aqui é mais extrovertida...”. É genial poder ver as pessoas dessa forma. Eu sempre gostei de tudo isso, então saber que a responsabilidade de apresentar o "BBB" foi passada para mim, me encheu de orgulho e de felicidade.

Você já tinha se imaginado apresentando o "BBB" antes do convite?   
Tadeu Schmidt - Várias vezes! Inclusive muitos anos antes de o Bial sair. Ficava pensando como seria estar ali, qual seria o meu jeito de apresentar... Nessa mesma época, quando estavam especulando quem poderia apresentar o programa no lugar dele e falaram meu nome, junto ao de outras pessoas, eu achei superlegal. 

Você esperava ser chamado? 
Tadeu Schmidt - Não imaginava que iria mesmo acontecer, então por isso foi uma surpresa muito grande receber a notícia do convite.


Como está a expectativa para o início da temporada?   
Tadeu Schmidt - 
Eu estou louco para estrear! A contagem regressiva nas minhas redes sociais não é à toa. Sou só expectativa e empolgação. Eu coloco a minha alma em tudo que faço e, no "BBB", não está sendo diferente. Estou aprendendo muito com as pessoas da equipe, que têm tanta experiência no programa, e também estou tendo liberdade para criar a minha maneira de apresentar. Já está sendo muito especial. Com a chegada dos fãs do "BBB" nas minhas redes, a sensação é que a nossa troca já está antecipando um pouco do que vamos viver juntos ao longo da temporada. Vejo que a empolgação é algo em comum entre a gente! 
 

O que tem feito para se preparar para o programa?   
Tadeu Schmidt - Eu assisti e reassisti a muita coisa, incluindo toda a edição anterior. Antes, eu acompanhava o "Big Brother Brasil" como um espectador, que pode assistir um dia, pode acabar perdendo outro... Até mesmo por causa da minha agenda no Fantástico isso acontecia. Então, além de conversar com a equipe do programa, claro, escolhi fazer dessa forma para entender tudo melhor e ficar mais íntimo do reality.   

 
Assim como o esporte, o "Big Brother Brasil" é um jogo de torcidas. Como você pretende lidar com elas durante a temporada?
Tadeu Schmidt - 
Se tem uma coisa que eu aprendi na minha vida foi a lidar com torcida (risos). Aprendi que o torcedor usa o coração. O mesmo cara que é superequilibrado, super centrado, na hora que vai para a torcida, ele enlouquece! Mas aprendi que não dá para ficar chateado com torcedor. No final, um torce pelo João e outro torce pela Maria. Se eu falar da Maria, o pessoal do João pode não curtir. Se eu falar do João, lá vem o grupo da Maria. Normal. Essa paixão pelo "BBB" trouxe o programa até a 22ª edição, então tem muita coisa boa aí e é nela que eu foco.


Você toparia participar do "BBB"?   
Tadeu Schmidt - 
Eu adoraria ser um brother pela experiência de ficar em um lugar fechado, em uma convivência intensa, sendo cercado pelas câmeras e com todo mundo vendo o que está acontecendo. Mas, sobretudo, por estar participando de um jogo. Eu fui atleta, minha família é de atletas. Um jogo em que o caminho para a vitória não é a minha velocidade, a minha força ou o meu talento e, sim, o meu jeito, a maneira como eu ajo e me posiciono diante das coisas, o meu caráter, a minha simpatia... Isso é demais! Imagina: é o meu jeitão que pode me levar à vitória! Eu adoraria participar de um programa que testa tudo isso. Estou ansioso para entrarmos logo no ar e eu poder acompanhar tudo de perto!

.: Rita Lee se transforma em fada e faz viagem de disco voador com ratinho


A editora Globinho lança "Dr. Alex e Vovó Ritinha: Uma Aventura no Espaço", o novo livro de infantil de Rita Lee. “Sempre me perguntei onde eu estava antes de nascer e para onde vou depois que morrer... E não é que um ETzinho muito simpático apareceu aqui em casa e levou eu e o ratinho Alex para dar uma voltinha pelo espaço em seu disco voador? Conhecemos tantos planetas, seres e paraísos que resolvi contar este segredo só para você, que vai ler este livrinho comigo!”. É assim que a roqueira mais amada do Brasil convida seus leitores para embarcarem na história.

De maneira leve, lúdica, colorida e criativa - no melhor estilo Rita Lee --, a autora usa como pano de fundo uma viagem ao espaço, em um disco voador, para tratar de um assunto nem sempre fácil de abordar com o público infantil.

 “Geralmente, não queremos falar de morte com crianças. E isso passa para elas uma impressão de algo muito ruim. De medo. Quando, na verdade, temos que entender que tudo o que existe no universo passa por transformações. Com a pandemia, comecei a pensar também que as crianças tiveram que lidar mais e mais com isso. E, frequentemente, quando morre uma pessoa próxima ou um bicho, falam: ‘A vovó virou uma estrelinha’, ‘Seu bichinho tão amado virou uma estrelinha’. Mas isso é muito vago para a criança. E criança gosta é de honestidade. Então, vou dar um toque de forma leve e legal sobre o assunto”, conta Rita.

O texto, escrito no início da pandemia, ganhou ilustrações de Guilherme Francini, que iniciou a parceria com Rita Lee em "Amiga Ursa". “Quando escrevi o livro, já pensei na sensibilidade dele, na magia que sempre coloca em cada imagem”, diz Rita.  No livro, a escritora aparece como vovó Ritinha, junto de seu inseparável ratinho Alex. Os dois observam os planetas e as estrelas do quintal de casa quando surge Grey, um ET que oferece um passeio pelo espaço. Entretanto, para caber na nave, vovó Ritinha é transformada numa fada, enquanto Alex recebe um par de asinhas para voar livre, leve e solto. Você pode comprar "Dr. Alex e Vovó Ritinha: Uma Aventura no Espaço", de Rita Lee, neste link.  


Livro: "Dr. Alex e Vovó Ritinha: Uma Aventura no Espaço"
Autora: Rita Lee | Páginas: 40 | Formato: 18,9 cm x 24,6 cm





.: “Mulheres que Nascem com os Filhos” estreia no Teatro XP Investimentos


Rita Elmôr dirige Samara Felippo e Carolinie Figueiredo em “Mulheres que Nascem com os Filhos”. A peça aborda de forma sensível, bem-humorada e sarcástica o cotidiano, os dilemas e a trajetória de renascimento da mulher com a chegada da maternidade. Peça foi adiada para dia 21 de janeiro. 


Idealizada e protagonizada por Samara Felippo e Carolinie Figueiredo, e dirigido por Rita Elmôr, o espetáculo “Mulheres que Nascem com os Filhos” surgiu do desejo das atrizes de investigar seus processos de transformação após os filhos. Cômica e dramática como a própria vida de mãe, a peça acompanha a trajetória do renascimento da mulher após a maternidade. A peça estreia dia 21 de janeiro no Teatro XP Investimentos, no Leblon, Rio de Janeiro. 

Abordando a gravidez, puerpério, criação, aceitação do corpo pós-filhos e o encontro de sua nova identidade como mulher, o trabalho busca desconstruir modelos e convidar as mulheres a pensarem na maternidade para além dos velhos rótulos. Contando com depoimentos em vídeo de outras mulheres, a peça aborda de forma sensível, bem-humorada e sarcástica o cotidiano e os dilemas do universo da maternidade.  

O processo criativo simbolizou também uma cura para essas três mulheres artistas que, através deste trabalho, puderam revisitar suas relações com a maternidade e a ancestralidade. São muitas as mães com quem dialoga a peça: jovens, maduras, solteiras, casadas, dependentes e independentes, presentes e ausentes. 


Rita Elmôr, sobre o espetáculo
 
“A ideia e o convite para fazer essa peça veio da Samara e da Carol. Inicialmente, seria só uma comédia sobre a maternidade mas, durante os ensaios, fomos produzindo mais material escrito e o texto acabou mudando todo. Ao longo de nove meses mergulhamos nas questões da maternidade, do ser filha, ser mãe, e o que isso determina nas nossas vidas. O que recebemos das nossas mães e pais, e passamos adiante. Fomos muito fundo nessas memórias, nessas dores, foi um trabalho de cura.

A maternidade é o tema da minha vida. Eu fui mãe adolescente, aos 18 (do filho Lucas), e tinha então uma relação muito difícil com a minha mãe. Ao longo da vida, tive que me desenvolver muito para curar as dores causadas por essa relação, entender e perdoar minha mãe. Eu e ela conseguimos nos resolver, e de alguma maneira eu trouxe isto para a peça. Essa história que vai se construindo a partir do momento em que temos um filho e nos vemos como mãe. Entramos nesse baú de memórias do que é ser filha para poder encontrar mecanismos de ser mãe. 

Fui mãe novamente agora, aos 46 anos (da filha Nina), e o trabalho com as meninas (logo antes da gravidez) na sala de ensaio também me ajudou muito. Foi um processo de troca intensa entre essas três filhas e essas três mães.”


O que as atrizes/autoras dizem sobre o espetáculo 

“Eu renasci com a maternidade. Saí de uma zona de conforto e encontrei minha força e sentido na vida. Fui atrás da desconstrução para me reconstruir junto com minhas filhas. Nessa peça, quero trazer a transformação que é, em qualquer vida, a chegada de uma criança. Quero poder dar voz a essas mães, mulheres, e até pais, que buscam diariamente fazer o seu melhor na criação dos filhos. Desde que minha filha, menina negra, questionou a beleza do seu cabelo, minha vida tomou outro rumo. Fui ao encontro de um mundo racista, cruel e covarde em busca de soluções e acolhimento.”, conta Samara Felippo, mãe de duas meninas negras e criadora do canal no youtube “Muito Além de Cachos”.

A parceira de cena e escrita Carolinie Figueiredo, atualmente também terapeuta, completa: “A maternidade mudou completamente minha vida, inclusive no campo profissional. Eu precisei passar por um profundo processo de redefinição de valores após a chegada dos filhos. É preciso sair do automatismo de repetir com os filhos aquilo que recebemos na infância como forma de educar. O mundo mudou, as crianças mudaram e a nossa geração precisa refletir sobre uma parentalidade mais consciente.” 


Ficha técnica
Espetáculo: “Mulheres que Nascem com os Filhos”
Texto: Samara Felippo, Carolinie Figueiredo e Rita Elmôr
Elenco:  Samara Felippo e Carolinie Figueiredo
Direção, cenografia e trilha sonora: Rita Elmôr
Figurino: Mel Akerman e Mônica Xavier
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Projeto gráfico: Raquel Alvarenga
Direção de produção: Caio Bucker
Produção Executiva e Turnê: Ricardo Fernandes
Realização: Bucker Produções Artísticas e Sem Cartilha Produções
Assessoria de imprensa: JSPontes Comunicação - João Pontes e Stella Stephany


Serviço
Espetáculo: 
“Mulheres que Nascem com os Filhos”
Estreia: sexta-feira, dia 21 de janeiro, às 20h
Teatro XP Investimentos - Jockey Club Brasileiro - Av. Bartolomeu Mitre, 1110 - Leblon / Rio de Janeiro
Horários: sextas e sábados, às 20h, domingos, às 19h / Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia) / Como e onde comprar: https://bileto.sympla.com.br/event/70826/d/120800/s/723645 / Capacidade: 366 lugares / Duração: 60 minutos / Gênero: comédia / Classificação: 12 anos / Temporada: 21 de janeiro a 13 de fevereiro.



.: Entrevista com Rodrigo Dourado, o diretor-geral do "Big Brother Brasil"


A nova temporada do "Big Brother Brasil" estreia nesta segunda-feira, dia 17 de janeiro. Na imagem, Rodrigo Dourado na casa do "BBB 22". Foto: Globo/Sergio Zalis


O diretor Rodrigo Dourado aproveita a chegada do "Big Brother Brasil" há duas décadas no ar para destacar a relação íntima que o reality show vem nutrindo com seu público nesses anos. Para ele, é o que representa a essência do programa, que estará presente também nesta edição: “Nesses 20 anos, o 'BBB' se transformou, mas ao mesmo tempo, nunca deixou de ser uma grande paixão. Ele nunca foi só mais um programa de televisão. Isso vem da inquietude da equipe, que está sempre em busca de novidades para as provas, dinâmicas do jogo e para a forma de se comunicar com quem assiste. Hoje o BBB é referência em muitos sentidos graças a essa proximidade e paixão mútua com seu público”, explica.

São 22 edições e 20 anos do "BBB". Você esteve presente em todos eles. Na sua opinião, o que o programa acrescentou ao cenário dos realities no Brasil?
Rodrigo Dourado - "BBB" está no ar há duas décadas. Nesses 20 anos, ele se transformou, mas ao mesmo tempo, nunca deixou de ser uma grande paixão. O "BBB" nunca foi só mais um programa de televisão. Desde que estreou, em 2002, ele sempre se fez muito presente na vida dos brasileiros. E soube se reinventar. Isso é o que constrói a longevidade da qual a gente tem tanto orgulho. O "BBB" consegue andar junto com a transformação das pessoas, da vida em sociedade. É um programa que nutre um relacionamento muito íntimo com seu público e que está presente em diferentes canais antes mesmo do termo “multiplataforma” existir. Isso vem da inquietude da equipe, que está sempre em busca de novidades para as provas, dinâmicas do jogo e para a forma de se comunicar com quem assiste ao BBB. Hoje o "BBB" é referência em muitos sentidos graças a essa proximidade e paixão mútua com seu público.
 

Que diferenciais você conseguiu identificar na relação do "BBB" com seu público durante o tempo em que está na equipe do programa?
Rodrigo Dourado  - O programa se conecta muito com a curiosidade do brasileiro pela vida. A possibilidade de se ver, se espelhar e se imaginar dentro do programa, muitas vezes, vai além da competição. A competição é um motor, é o que faz a história andar. Hoje, as pessoas também querem estar por dentro do que acontece no "BBB" para poder fazer parte da conversa, da discussão. Isso é muito rico. Outro fato é que o "BBB" oferece ao público uma história imprevisível, contada pelos participantes. Uma “dramaturgia às avessas”. Quando você coloca as pessoas dentro da casa, entrega uma página em branco na mão delas e diz que a regra é fugir do paredão e chegar à final, o que elas vão fazer depende de cada uma. E tem ainda mais camadas: as pessoas são umas quando estão sozinhas, mas se revelam outras, dependendo das companhias. Essa imprevisibilidade é muito interessante. É tudo muito dinâmico, muito vivo. São raros os realities que conseguem levar isso com tanta intensidade para o público. Tudo acontece em frente a dezenas de câmeras transmitindo ao vivo durante 24 horas por dia. 
 

Como está sendo a troca com o novo apresentador, Tadeu Schmidt?   
Rodrigo Dourado  - Está sendo incrível. Esse lado dele fã do programa até nos pegou de surpresa! Ele é totalmente interessado, muito disponível, muito aberto a aprender e a querer fazer parte dos processos, entender o que a gente faz. Tadeu é muito empático. E a gente sente isso na relação dele com a equipe. E vamos levar isso para dentro da casa: se ele é alguém que se interessa por quem faz o programa, obviamente será interessado por quem joga o jogo. Ele vai se apaixonar por essas pessoas como a gente se apaixona. Ele também está muito empolgado com as provas, já se colocou disponível para estar junto na hora de criar e desenvolver as dinâmicas do game... Tem sido uma ótima troca. 


"BBB 22" tem direção geral de Rodrigo Dourado, direção de gênero de Boninho e apresentação de Tadeu Schmidt.

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