domingo, 3 de abril de 2022

.: "Quanto Mais Vida, Melhor": resumo dos capítulos de 4 a 9 de abril


De corpos trocados, Flávia (Mateus Solano) e Guilherme  (Valentina Herszage) conversam. Foto: Globo/Divulgação

"Quando Mais Vida, Melhor!" conta a história que une Neném (Vladimir Brichta), Paula (Giovanna Antonelli), Guilherme (Mateus Solano) e Flávia (Valentina Herszage) que têm as vidas interligadas a partir de um epísódio sobrenatural e, a partir disso, passam por situações hilariantes. A novela é criada e escrita por Mauro Wilson, com direção artística de Allan Fiterman. 

Confira os resumos dos capítulos de 4 a 9 de abril. Os resumos dos capítulos estão sujeitos a mudanças em função da edição da novela. O Resenhando.com tem um grupo para comentar a novela das sete - entre e fique à vontade para participar!


Capítulo 115
Guilherme/Flávia entrega a aliança para Flávia/Guilherme, que a atira no mar. Paula/Neném reivindica as ações da Wollinger. Nedda tenta manter a integridade do almoço. Rose comenta, animada, com Joana sobre o encontro que terá com Neném. Guilherme/Flávia aceita sair de barco com Flávia/Guilherme. Roni pede para Nedda morar com ele. Soraia provoca Tina. Valdirene ameaça Celina para demitir Deusa. Paula/Neném chega à casa de Nedda.


Capítulo 116
Todos na casa de Nedda começam a discutir. Tina briga com Tigrão por causa de Soraia. Neném/Paula revela que Roni é pai de Tina. Bianca e Tina vão com Cabeça e Denis para o bar de Gabriel. Neném/Paula manda Paula/Neném se encontrar com Rose. Celina demite Deusa. Gabriel conhece Tina. Carmem descobre que foi enganada e fica furiosa. Paula/Neném convida Rose para participar da campanha da Terrare Wollinger. Nedda e Jandira conversam com Tina. Roni agride Neném/Paula.


Capítulo 117
Osvaldo chama a polícia e Roni é preso. Tina se desespera ao saber que não é filha de Neném. Paula/Neném fala para Rose do amor que Neném sente por ela. Flávia/Guilherme e Guilherme/Flávia voltam para casa. Daniel fica intrigado com as crises de Celina. Paula/Neném sofre por causa de Tina, que se recusa a falar com Neném/Paula. Neném/Paula vai com Paula/Neném para a reunião na Terrare. Roni rejeita Nedda.


Capítulo 118
Roni corta relações com Nedda. Neném/Paula conduz a reunião e Carmem fica irritada. Rose tenta consolar Tina. Juca fica feliz com o casamento da filha. Paula/Neném fala com Tina. Rose beija Neném/Paula. Joana cai e bate o corpo no meio-fio e Marcelo a leva para clínica de Guilherme. Carmem ameaça Paula/Neném. Tina visita Roni na cadeia. Joana desmaia nos braços de Flávia/Guilherme.


Capítulo 119
Flávia/Guilherme decide operar Joana. Carmem desiste de atacar Paula/Neném. Roni tenta ser carinhoso com Tina. Prado avisa a Jandira sobre Tina e Neném/Paula vai à delegacia. Carmem pede ajuda a Paula/Neném. Rose conta para Tigrão sobre o pai de Tina e se preocupa com a reação do filho. Tina pede para Neném/Paula tirar Roni da cadeia. Neném/Paula exige que Roni não se aproxime de Tina. Rose flagra Neném/Paula e Paula/Neném se beijando.


Capítulo 120
Neném/Paula vai atrás de Rose. Roni avisa que Juca terá que colocar máquinas caça-níqueis na padaria. Flávia/Guilherme comenta com Guilherme/Flávia que eles precisam falar com a Morte. Rose convida Neném/Paula para jantar em sua casa. Rose não aceita bem o pedido de tempo de Neném/Paula. Tigrão fica com ciúmes de Tina com Gabriel. A Morte encontra Guilherme, Flávia, Neném e Paula.

.: Entrevista com Juliana Paes: "Não esperei dez segundos. Eu disse 'sim'"


Em entrevista, Juliana Paes comenta a personagem Maria Marruá, um dos destaques da primeira fase da nova versão de "Pantanal". Foto: Globo/João Miguel Júnior


Na novela "Pantanal", Maria Marruá (Juliana Paes) é uma esposa dedicada, dócil e servil, leva uma vida sem luxo e conforto algum. Mesmo com todas as tragédias que lhe acompanham, acredita que pode ser feliz. Essa felicidade prometida, contudo, se esvai quando Gil descobre que foi enganado. Sem saber, comprou terras que já tinham dono e ao se ver ameaçado de despejo - ele, o filho e a esposa – de uma propriedade pela qual pagou com muito suor, vê crescer em seu peito uma revolta incontrolável. Instigado pelo filho e ao lado dele, Gil resolver ir à luta, literalmente. 

 Maria enterra com Chico (Tulio Starling) o pedacinho de alegria que lhe resta. Ela e o marido fogem para o pantanal a fim de reconstruir suas vidas, mas neste momento Maria já é um retalho de gente: sem vida, sem alma, sem esperança.  Ao engravidar de Juma (Alanis Guillen), recebe a filha com ar de maldição, em um parto na beira do rio com o intuito de colocá-la no bojo da canoa e empurrá-la para as águas. Não por falta de amor, mas porque não pode suportar a ideia de perder outro filho. O destino, contudo, as quer juntas. E a natureza encontra uma maneira de fazer isso acontecer.

"Pantanal" é escrita por Bruno Luperi, baseada na novela original escrita por Benedito Ruy Barbosa. A direção artística é de Rogério Gomes, direção de Walter Carvalho, Davi Alves, Beta Richard e Noa Bressane. A produção é de Luciana Monteiro e Andrea Kelly, e a direção de gênero é de José Luiz Villamarim. 


Como foi receber o convite para interpretar Maria Marruá?
Juliana Paes -
O convite veio de um jeito super inesperado: a gente estava, ainda, vivendo os efeitos de pandemia, em casa, e eu recebi uma mensagem do Rogério (Gomes, diretor artístico), nosso Papinha amado, querido. “Ju, queria falar com você sobre Pantanal”, e eu fiquei pensando: “O que será?”. Eu não fazia ideia. Sabia que já estavam produzindo, que já tinham algumas pessoas escaladas. “Você pode me ligar?”, ele me perguntou. Eu liguei e ele falou: “Sei que você veio de uma batida e tal, mas acho que já deu tempo de descansar. Eu queria muito que você fizesse a Maria Marruá”. Acho que eu não o esperei falar por mais dez segundos. Eu disse "sim". Ele falou: “É uma participação, porque a Maria morre no início da segunda fase”. Mas é uma personagem maravilhosa e eu sabia que tinha sido vivida pela Cássia (Kis), porque eu tenho algumas lembranças da primeira versão. Eu sou tão fã da Cássia! Já tive a oportunidade de falar isso para ela. Por isso, falei: “Óbvio que eu vou aceitar esse desafio”, porque quando é uma personagem que já foi vivida por alguém e por alguém de quem você é tão fã, tão apaixonado, vira um desafio em dobro. Eu me senti muito lisonjeada, desafiada e com muita vontade de fazer essa Maria Marruá. 


Você lembra da novela na época? 
Juliana Paes - Em 1990, eu tinha 11 anos, então, tenho as minhas memórias de criança, de perceber que, naquele momento (de exibição da novela), a casa dava uma parada; todo mundo parava para assistir. Acho que, talvez, movidos não só pela trama, mas pelo torpor que causava aquela linguagem diferente de assistir novela. Era um momento de contemplação. Se escutava menos gente falando e você escutava uma música tocando um tempão. Você via imagens mais extensas, o pássaro Tuiuiú, o jacaré, a arara. Causava nas pessoas uma sensação diferente. Um momento de parar um pouco, suspender um pouco a fala e aguçar mais o olhar e o sentimento. Creio que esse tenha sido o grande diferencial de "Pantanal": a sensação que provocava nas pessoas.


O que acha que será diferente na nova versão?
Juliana Paes - Por um lado, se a gente tem um desafio em momentos em que existe tanta quantidade de informação, de aquietar um pouco a nossa mente pra contemplar um pouco mais - esse é o desafio que a gente tem como produto, como novela - , por outro lado, a gente tem mais tecnologia, tem mais definição, processos mais definidos para mostrar essas imagens. 
 

Como foram as gravações no pantanal?
Juliana Paes - Quando a gente chega, tem um percurso longo pela frente. E enquanto você vai se embrenhando por dentro das fazendas e tal, vai aumentando a expectativa. “Ai, o que eu vou ver?!”. E aí, quando você chega, todas as expectativas são superadas, porque eu vi bichos que eu nunca tinha visto na minha vida, ouvi sons que eu não tinha escutado ainda. Fora que tem uma energia diferente - isso é o que não dá pra explicar, isso é o que não dá pra você contar. Tem que estar lá, porque o ar é diferente, o tempo é diferente, onde a vista alcança é diferente. Então, tudo isso traz para dentro da gente uma sensação diferente também, que as fotos não conseguem transmitir. Acho que, talvez, a gente com as imagens da novela consiga chegar o mais perto disso. Mas ter estado no pantanal foi muito bom, especial demais.

.: "A Reabilitação": Leslie Jamison expõe os tabus da relação com entorpecentes


Autora visitou as profundezas de seu próprio inferno pessoal e as trajetórias de gênios da arte, cujas vidas e obras foram marcadas pelo alcoolismo e o abuso de diferentes substâncias, para escrever a obra. Ao oferecer sua própria história nua e crua de vício e reabilitação, Leslie Jamison expõe os tabus de nossa relação com os entorpecentes e nossos próprios desejos sombrios em um relato sincero, ousado e verdadeiro, impossível de ser esquecido. 


Globo Livros lança "A Reabilitação", de Leslie Jamison. Com seu estilo profundamente pessoal e uma hábil combinação de memórias, história cultural, crítica literária e reportagem, a obra subverte a narrativa tradicional a respeito da luta contra o vício ao demonstrar que a estrada que leva a uma vida limpa pode ser muito mais tortuosa e eletrizante do que o turbilhão que fez tudo sair do controle.

Na obra, a autora revisita histórias sobre reabilitação - tanto a sua quanto a de outras pessoas - e examina porque essas narrativas, mesmo quando não são bem-sucedidas, nos atraem e fazem parte da mitologia contemporânea. Jamison nos oferece um fascinante panorama da cultura da reabilitação, que movimenta milhões de dólares por ano e muitas vezes se usa de promessas milagrosas, premissas equivocadas e práticas no mínimo questionáveis. Indo mais a fundo nas mazelas da nossa sociedade, ela analisa, ainda, como questões de raça e classe social influenciam o julgamento não só da opinião pública, mas também de profissionais de saúde e da lei sobre quem é criminoso e quem está apenas sofrendo de uma doença sem cura.

"A Reabilitação" revisita as trajetórias de gênios da literatura e de outras expressões artísticas cujas vidas e obras foram marcadas pelo alcoolismo e o abuso de diferentes substâncias, como Billie Holiday, Raymond Carver e David Foster Wallace, para citar apenas alguns, assim como outras figuras brilhantes, mas que tiveram o devido reconhecimento obscurecido por seus vícios. E, por meio da relação visceral da autora com seus próprios tormentos, o livro se torna igualmente uma investigação sobre como nossos desejos mais latentes podem nos destruir, ao mesmo tempo que moldam quem nós somos. Você pode comprar o livro "A Reabilitação", de Leslie Jamison, neste link.


Sobre a autora:
Leslie Jamison nasceu em Washington e cresceu em Los Angeles. Viveu no Iowa, em New Haven, Nova York e na Nicarágua. É colunista do New York Times Book Review e é diretora do Programa de Graduação em Não-Ficção da Universidade de Colúmbia. Dela, a Globo Livros publicou "Exames de Empatia" e "Deixe que Grite, Deixe que Queime".


Livro: "A Reabilitação"
Autores: Leslie Jamison
Páginas: 496
Formato: 16x23cm
Editora: Globo Livros

.: Continuação do clássico "Tomates Verdes Fritos" é lançada em livro


“O Incrível Garoto da Parada do Apito” é um romance emocionante sobre os segredos da infância, as memórias dos lugares onde crescemos e os momentos mágicos que tornam as vidas das pessoas comuns simplesmente fantásticas. Fannie Flagg brinda os milhões de fãs de Tomate verdes fritos com um novo mergulho aos significados da amizade, do amor, das memórias e do que faz uma família.
 


A Globo Livros lança "O Incrível Garoto da Parada do Apito", a tão aguardada continuação do clássico "Tomates Verdes Fritos". Neste volume, Fannie Flagg faz uma nova viagem aos cenários e personagens inesquecíveis de sua primeira obra e sua adaptação cinematográfica da década de 1990.

Bud Threadgoode cresceu na fervilhante Parada do Apito, uma cidadezinha às margens de uma ferrovia. Ele foi criado por sua mãe, a séria e carola Ruth, e Idgie, a quem chamava de tia, uma mulher à frente de seu tempo, que adorava se divertir e quebrar as convenções. Juntas, elas criaram uma cafeteria que se tornou uma das maiores atrações das redondezas, conhecida pelo ambiente descontraído e seus famosos tomates verdes fritos, a especialidade da casa. Como Bud costuma dizer a sua filha, ele teve a infância mais incrível do mundo.

Porém, para a total tristeza de Bud, a estrada de ferro que sustentava a cidade foi desativada e a Parada do Apito se tornou uma cidade-fantasma. Não sobrou nada além de prédios abandonados e as memórias de dias mais felizes. Contudo, tomando pela saudade de sua infância, Bud decide fazer uma última viagem ao lugar onde nasceu, cresceu e aprendeu as lições mais valiosas da sua vida. Seu desejo é simplesmente ver o que sobrou de sua tão amada Parada do Apito.

Nessa jornada, ele descobrirá novos amigos assim como desvendará segredos não só a respeito do vilarejo, mas sobre Idigie, Ninny Threadgoode e outros personagens inesquecíveis. Ele também se verá como o centro de diversos acontecimentos emocionantes que mudarão para sempre sua vida e a de sua família. Você pode comprar o livro "O Incrível Garoto da Parada do Apito", de Fannie Flagg, neste link. 


Sobre a autora:
Fannie Flagg nasceu em 1944 em Birmingham, Alabama. É atriz, comediante, produtora e escritora. A maioria de suas histórias se passa em seu estado de origem e apresenta personagens femininas fortes e que questionam injustiças raciais e de gênero. O best-seller "Tomates Verdes Fritos", lançado pela Globo Livros, foi adaptado para o cinema e comoveu leitores de todas as gerações.

Livro: "O Incrível Garoto da Parada do Apito"
Autores: Fannie Flagg
Páginas: 320
Formato: 16X23cm
Editora: Globo Livros


.: "Missa Leiga", de Chico de Assis, ganha montagem de Marcio Boaro


Texto que marcou a história da dramaturgia brasileira nos anos 1970, "Missa Leiga", de Chico de Assis, ganha montagem de Marcio Boaro, com elenco de 19 atores. Músicas de Cláudio Petraglia, Figurinos de Kleber Montanheiro e direção Musical de Demian Pinto. Foto de cena de Fernanda Ayodelê Procópio.


Com direção de Adhemar Guerra e produção de Ruth Escobar, a estreia de “Missa Leiga” em 1972, foi realizada em São Paulo em uma antiga fábrica abandonada. A montagem havia sido concebida para ser na Igreja da Consolação, porém, às vésperas de ser encenada recebeu uma negativa - os católicos não permitiram.  A peça, com música de Cláudio Petraglia, cenários e figurinos de Joel de Carvalho e um elenco de 30 atores, entre os quais estava Armando Bógus e Buzza Ferraz e, posteriormente, no Rio, Sérgio Britto.

“Missa Leiga” ganha montagem do diretor Marcio Boaro, no Teatro Paulo Eiró em temporada até 10 de abril. Em seguida, parte para o Teatro Arthur Azevedo ficando em cartaz de 14 a 24 de abril e de 5 a 8 de maio. Considerado, por muitos, obra prima do autor, o espetáculo driblou a censura ao se utilizar da estrutura de uma missa católica para falar sobre o que acontecia no país em pleno regime militar, bem como materializar o entrecruzamento das diferentes crises que eclodiam no mundo no início da década de 1970, que economicamente rumavam ao neoliberalismo. O texto empregava os choques do “tempo do templo com o tempo do mundo” de maneira a criar tensões úteis para se pensar o Brasil.

Chico de Assis ao identificar claramente os males do novo modelo de acumulação capitalista dá a “Missa Leiga” uma força duradoura. A frase em epígrafe, parte de uma fala do Corifeu, oferece uma chave de reflexão sobre a peça e o mundo neoliberal: “Só uma consciência em cacos entende um mundo despedaçado”.

“Chico soube criar obras que uniam uma profunda reflexão sobre o país a formas artísticas genuinamente brasileiras. Essa combinação é a grande força de Missa Leiga”, diz Boaro, que já montou "As Aventuras e Desventuras de Maria Malazartes" durante a Construção da Grande Pirâmide, também de autoria de Assis. Chico de Assis acabou se tornando um interlocutor fundamental ao longo dos anos da Cia. Ocamorana em conversas, reuniões, palestras, aulas que fizeram com que o coletivo apreendesse de forma privilegiada seu pensamento criador.

A Cia. Ocamorana trabalhou desde o início em “Missa Leiga” com a perspectiva do teatro épico, e concebeu uma montagem profundamente fiel ao texto de Chico de Assis sem deixar de abrir espaços de criação na obra, de forma a ressaltar as tensões de sua transposição para o tempo presente. O objeto de estudo e pesquisa foram os cacos citados na epígrafe acima. “Hoje temos nossas graves mazelas; pandemia, guerras e fascismo; a força conservadora sendo imposta e nossa montagem deve resgatar um pouco do sonho hippie presente naquele momento, e ir além, dando sentido ao novo em uma sociedade mais plural, mais "feminina", revela Boaro.


Ficha técnica
Espetáculo: "Missa Leiga"
Texto:
Chico de Assis
Músicas: Cláudio Petraglia
Direção geral: Márcio Boaro   
Assistente de direção: Eduardo Campos   
Elenco: Alessandra Siqueyra, Amanda Nascimento, André Capuano, Arô Ribeiro, Atton, Cecília Barros, Demian Pinto, Ernani Sanchez, Joaz Campos,  Luiz Campos, Maíra Chasseraux, Manuel Boucinhas, Mônica Raphael, Rodrigo Ramos, Theófila Lima e Toni D’Agostinho.
Direção musical e músico-ator: Demian Pinto
Assistente de direção musical e músico: Daniel Baraúna
Músicos e atores: Alberto Eloy e Ernani Sanchez
Cenógrafo e direção de palco: Antonio Marciano   
Concepção de luz: Márcio Boaro
Operação de luz: Luciana Silva
Figurino: Kleber Montanheiro
Preparação Corporal e Coreografia: Kátia Naiane
Fotógrafa: Fernanda Ayodelê Procópio 
Assessoria de imprensa: Adriana Monteiro
Designer gráfico: Toni D’Agostinho 
Direção de produção: Mônica Raphael   
Produção: Vanda Dantas 


Serviço:
Temporadas "Missa Leiga"
Teatro Paulo Eiró
Datas:
até dia 10 de abril de 2022
Horário: quintas, sextas e sábados. às 21h, e domingos, às 19h
Endereço: Av. Adolfo Pinheiro, 765 – Santo Amaro
Preços: R$ 20 inteira e R$ 10 (meia-entrada)
Indicação: 14 anos
Duração: 80 minutos

Teatro Arthur Azevedo
Datas:
14 a 24 de abril e 5 a 8 de maio de 2022
Horários: quintas, Sextas e Sábados às 21:00 e Domingos às 19:00
Endereço: Av. Paes de Barros, 955 – Mooca
Tel: 11 2605-8007
Horário da Bilheteria: apenas no dia da apresentação, abre com 1h de antecedência do espetáculo.
Preços: R$ 20 inteira e R$ 10 (meia-entrada)
Indicação: 14 anos
Duração: 80 minutos


.: A semana no "Pantanal": resumos dos capítulos de 4 a 9 de abril


"Pantanal"
 é escrita por Bruno Luperi, baseada na novela original escrita por Benedito Ruy Barbosa. A direção artística é de Rogério Gomes, direção de Walter Carvalho, Davi Alves, Beta Richard e Noa Bressane. A produção é de Luciana Monteiro e Andrea Kelly, e a direção de gênero é de José Luiz Villamarim. 

Confira os resumos dos capítulos de 4 a 9 de abril de 2022. Os capítulos estão sujeitos a mudanças em função da edição da novela. O Resenhando.com tem um grupo para comentar a novela das nove - entre e fique à vontade para participar!


Capítulo 7
Mariana flagra Antero contando o dinheiro que recebeu de Zé Leôncio. Maria tenta se afogar, mas Gil chega a tempo de resgatá-la. Filó fica devastada quando Zé Leôncio chega em casa e apresenta Madeleine como sua esposa. Madeleine não se adapta à rotina no campo. A carioca comenta com Filó que acha que está grávida. Zé Leôncio comemora a notícia da gravidez de Madeleine. Meses passam. Madeleine está prestes a parir e fica aflita por Zé Leôncio estar fora. Nasce Jove. 

Capítulo 8
Zé Leôncio sai com o recém-nascido para galopar.  Enquanto cavalga com o bebê, tem a impressão de ver o pai. Maria Marruá sente as dores do parto. Maria despista Gil e sai sozinha, entra em uma canoa e navega pelo rio. Nasce Juma. Sofrendo muito, Maria coloca a bebê em uma canoa e empurra rio abaixo. O Velho do Rio a observa, uma sucuri anda pela mata. Maria se arrepende e resgata a canoa com a filha. A sucuri se aproxima da canoa. Maria enfrenta a sucuri e vira onça para salvar a filha. 

Capítulo 9
Gil conta sobre Maria virar onça para Filó, Eugênio e peões. Maria e Gil estão felizes com Juma. Irma começa a se interessar por Gustavo, mas ele, incitado por Mariana, viaja para o Pantanal atrás de Madeleine. Madeleine fica eufórica ao ver Gustavo. Gil e Maria são procurados por dois homens que chegam ao Pantanal. Uma sucuri se aproxima de um deles.


Capítulo 
10
Um matador é atacado pela sucuri, enquanto o outro dorme. Filó tenta em vão impedir a partida de Madeleine com Gustavo. O jagunço mata Gil e é morto por Maria. Maria enterra o marido e jura para a filha que nunca mais vai chorar. Zé Leôncio fica chocado ao chegar e saber partida de Madeleine. Antero repreende Madeleine e expulsa Gustavo. Mariana apoia a filha. Zé Leôncio viaja para o Rio e chega à casa de Madeleine para resgatar Jove. 


Capítulo 
11
Zé Leôncio exige que Madeleine lhe entregue a criança. Ele  parte levando Jove, mas o voo para o Pantanal só sairá no dia seguinte. Madeleine, apoiada pelos pais, presta queixa contra o marido. Zé Leôncio entrega Jove a Madeleine e diz que vai pagar as despesas depois filho. Ao retornar ao Pantanal, Zé Leôncio convida Maria para morar com Juma na fazenda; ela recusa a oferta. 


Capítulo 12
José Leôncio, Filó e Tadeu se despedem de Quim e Tião. Maria Marruá é picada por uma cobra. José Leôncio sai para cavalgar com Tadeu. O Velho do Rio se esforça para salvar a vida de Maria Marruá, que está em risco. Velho do Rio cuida de Juma. Irma chega ao Pantanal.

sábado, 2 de abril de 2022

.: Douglas Tufano propõe uma viagem descontraída pela Semana de 22


De autoria do escritor e professor Douglas Tufano, "A Semana de Arte Moderna de São Paulo". lançamento da editora Moderna, ropõe uma viagem no tempo para conhecer, de forma descontraída, esse importante marco da história da cultura brasileira que completa 100 anos em 2022.


A editora Moderna apresenta a obra “A Semana de Arte Moderna: São Paulo, 1922”, de autoria de Douglas Tufano. Com indicação de leitura a partir dos 13 anos, o volume convida o leitor a uma viagem no tempo para conhecer, de forma descontraída, esse importante episódio da nossa história cultural no ano de seu centenário

Dividido em 13 capítulos, repleto de fotografias, reproduções de obras de arte, materiais de arquivo, boxes explicativos e com um projeto gráfico que remete ao design característico dos anos 20, o autor conta como a icônica semana foi responsável para definir os rumos da arte e da literatura no Brasil. Contextualizando a época e seguindo uma ordem cronológica, o livro mostra como a Semana, realizada nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, no Theatro Municipal de São Paulo, foi fundamental para a cidade que se desevolvia aceleradamente do ponto de vista industrial e econômico.

O mundo ainda sofria as consequências da 1ª Guerra Mundial, que havia recém-terminando, afetando sobretudo a economia europeia. Ao mesmo tempo, no campo da arte aconteciam vários movimentos para romper com os estilos tradicionais naquele continente. Toda essa agitação repercutiu no Brasil e, por consequência, em São Paulo. Assim começou a nascer a ideia da Semana de Arte Moderna.

Tufano explica que o acontecimento provocou polêmicas na cidade, pois havia entre alguns jovens escritores o desejo de renovação. Em São Paulo, a Literatura ainda tinha fortes referências no Romantismo e Parnasianismo. O movimento de renovação, porém, iniciou-se pelas áreas da escultura e da pintura.

Um dos impulsos para a concepção do evento foi a comoção gerada pela exposição de pinturas modernas de Anita Malfatti, que provocou polêmicas no tradicional cenário artístico paulistano, em 1917. Nasceu, então, o chamado Grupo dos cinco, formado pelos artistas e escritores Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, que a apoiaram e lutaram pela defesa da liberdade de expressão artística.

O autor mostra que a Semana de Arte Moderna cumpriu seu objetivo, com a ampla divulgação de uma nova geração de artistas, que lutavam pela renovação das artes em geral. O movimento modernista se tornou forte e coletivo em São Paulo, e o evento realizado em fevereiro tornou-se um marco na história da cultura brasileira. Você pode comprar o livro “A Semana de Arte Moderna: São Paulo, 1922”, de Douglas Tufano, neste link.


Livro: "A Semana de Arte Moderna: São Paulo 1922"
Autor: Douglas Tufano
Páginas: 96
Editora: Moderna

.: Comédia francesa “Um Casamento Feliz” em temporada no Teatro UOL


Fábio Villa Verde, Renato Rabelo, Marcos Wainberg, Regiane Cesnique e Junno Andrade estreiam no teatro, que fica no Shopping Pátio Higienópolis. A adaptação brasileira é de Flávio Marinho. Foto: Blad Meneghel


Escrita por Michel Munz e Gérard Bitton, autores da série de cinema “Eu Mentiria pra Você?” ("La Vérité si je Mens"), a peça “Le Gai Mariage” estreou em janeiro de 2011 em Paris no Théâtre des Nouveaux e fez temporadas de sucesso em países como Espanha e Inglaterra. “Um Casamento Feliz” estreia presencialmente em São Paulo, no Teatro UOL, no Shopping Higienópolis.

Fábio Villa Verde, Renato Rabelo, Marcos Wainberg, Regiane Cesnique e Junno Andrade estão no elenco, em temporada que fica em cartaz até dia 29 de maio. Henrique (Fabio Villa Verde) é um solteirão convicto, de família tradicional, um “bon vivant” que está sempre cercado de lindas mulheres, além dos dois amigos inseparáveis Dodô (Renato Rabelo) um ator desempregado que ama games e Roberto (Junno Andrade) um advogado bem-sucedido que se vê às voltas com o divórcio litigioso com sua atual mulher.

Após a morte de Ivone, uma tia querida de Henrique, uma notícia de que uma herança milionária o aguardava, porém, com a condição dada pela tia dele se casar no cartório e permanecer por um período mínimo de um ano no matrimônio. Roberto (Junno Andrade) cria então um plano genial para o amigo não perder a liberdade de solteiro e receber a fortuna de Ivone: forjar um casamento fake com seu melhor amigo Dodô.

Durante esse período, Henrique receberá visitas esporádicas de um oficial de justiça, para avaliar se realmente ele está vivendo “Um Casamento Feliz”. Elza (Regiane Cesnique) uma das muitas namoradas de Henrique e o pai dele (Marcos Wainberg) parecem não se convencer do que presenciam. A confusão está armada, uma história de cumplicidade, onde nada é o que parece. A peça com este elenco cumpriu temporada no Rio de Janeiro no início de 2020 e fez curta temporada presencial em Sâo Paulo no início da pandemia, de menos de um mês, no Mooca Plaza Shopping.


Ficha técnica
Espetáculo:
"Um Casamento Feliz"
Elenco: Fabio Vila Verde, Renato RabeloJunno AndradeMarcos Wainberg e Regiane Cesnique
Texto: Gérard Bitton e Michel Munz
Adaptação brasileira: Flávio Marinho
Produção e colaboração artística: Marcos Pasquim
Direção: J. R. DeVille.


Serviço
Espetáculo: 
"Um Casamento Feliz"
Temporada até: 29 de maio de 2022
Apresentações: sextas, 21h. Sábados e domingos, 20h.
Ingresso: R$ 80 e R$ 40
https://teatrouol.showare.com.br/Default.aspx?EventId=156&trk_eventId=156
Duração:
90 minutos
Classificação etária: 12 anos.


Shopping Pátio Higienópolis
Avenida Higienópolis, 618 - São Paulo - Terraço
Telefone: (11) 3823-2323
Bilheteria: (11) 3823 2323 / 3823 2423 / 3823 2737
Administração: (11) 3104-4885 / 3101-8589


.: Indelicada Cia. Teatral reflete sobre a existência e a liquidez dos tempos


O espetáculo "Infinitivo", encenado em múltiplas plataformas, é uma criação coletiva pautada na polifonia e tem como provocações a linguagem da videoarte e as obras de Fernando Pessoa, Clarice Lispector e Albert Camus. Foto: Solomon R. Plaza


O espaço vazio que há entre nós, a existência e o modo como lidamos com ele diante de situações extrema - ou no marasmo do cotidiano - são alguns temas evocados por "Infinitivo", novo trabalho da goiana Indelicada Cia. Teatral. O grupo aposta na noção de polifonia e em uma narrativa transmídia para criar uma obra que pode ser consumida pelo público de diversas formas: nas sessões on-line transmitidas pelo YouTube nos dias 2, 3 e 8 de abril, no Spotify, no site do grupo e no Instagram.

O experimento cênico é resultado de um processo de criação coletiva dos atores Daniel Pires, Ricardo Fiuza e Sol Silveira. Isolados diante da pandemia, eles criaram cenas/performances a partir das provocações propostas pelo diretor João Bosco Amaral. O ponto de partida para a pesquisa foi a linguagem da videoarte, textos e a trajetória dos escritores Fernando Pessoa, Clarice Lispector e Albert Camus.

“O processo partiu muito da observação do espaço vazio que existe em cada um de nós, buscando descobrir esse infinitivo. A interação e observação com o universo em que cada artista-criador estava inserido foi um condutor das nossas ações. Fomos sendo conduzidos e afetados por essas experiências sensoriais em cada espaço-tempo, para criação de novas histórias, imagens e personagens, emprestando nossos olhares para compartilhar essa experiência com os espectadores”, conta a atriz-criadora Sol Silveira.

De acordo com o diretor João Bosco Amaral, para consumir esses fragmentos poéticos, o público deve assumir uma postura ativa. “As pessoas definirão a ordem e os diferentes sentidos - sensoriais ou enquanto semiologia das experiências vivenciadas - que desejam para cada cena/performance. Assim, o público poderá definir a dramaturgia do experimento cênico na totalidade, escolhendo o áudio para o vídeo que quiser, seguindo ou não as orientações textuais que lhe foram destinadas. E poderá também experimentar apenas isoladamente ou mesmo nos momentos do encontro”, explica.

A ideia é fazer com que a plateia vá dando ordem a esse “caos” poético, como se estivesse tirando um verbo do infinitivo e conjugando-o - daí a referência ao título do trabalho. Além disso, os espectadores também podem emprestar seu olhar ao experimento, enviando áudios, vídeos e imagens, que poderão ser compartilhadas pelo grupo nos vários canais online.


A polifonia
Com esse caráter de work in progress, a dramaturgia de Infintivo foi costurada a partir da soma das várias vozes presentes ao redor do trabalho. “A polifonia é construída com nossa experiência individual, mas totalmente conectada às múltiplas experiências coletivas, espalhadas por vários cantos. Essas vozes são de sujeitos que são traduzidos e colocados em visibilidade por nós atores e pelo dramaturgismo e direção do João. Isso vai ao encontro às vozes de Pessoa, Camus e Lispector, além daqueles artistas/performers que nos inspiram em nosso trabalho com a videoarte, como Joseph Beuys, Bill Viola e Robert Wilson”, conta Daniel Pires.

E cada artista-criador foi contaminado e interferiu no trabalho do outro ao longo dos processos. “Cada um de nós escolheu um dos três autores propostos e ficamos livres para escolher quais textos, aspectos biográficos ou ideias relacionadas a eles que gostaríamos de trazer para o experimento. Tivemos momentos de experimentação com textos do autor escolhido por cada um e momentos de troca. Foi interessante, pois passamos a ter outros pontos de vista sobre o autor que estávamos experimentando, seja propondo o texto que o outro ia experimentar, seja recebendo a provocação do outro”, acrescenta Ricardo Fiuza.


Sobre a Indelicada Cia. Teatral
Criada em 2014, a Indelicada Cia. Teatral realiza um trabalho calcado na pesquisa de uma dramaturgia orgânica, tendo como base a estética contemporânea em um processo colaborativo entre atores, dramaturgos e direção. O resultado desta mistura é um Teatro Indelicado, que busca estabelecer relação direta com as angústias e anseios dos criadores em compasso com a necessidade de interagir e relacionar diretamente com o espectador.

Assim, ao passo em que o grupo desenvolve uma dramaturgia autoral, também realiza montagens de textos clássicos com roupagens contemporâneas, trazendo à tona questões da atualidade em meio a temas universais, instigando e buscando uma maneira própria de encenação.

Com experiência nacional e internacional, tendo passado por festivais pelo Brasil, México e Equador, a Indelicada busca promover a interação e o intercâmbio de ideias e culturas. Ao longo de sua trajetória, o grupo estreou os espetáculos "O Príncipe", "Macário" e "Mercúrio Retrógrado", além de apresentar oficinas e cursos, mantendo uma contínua investigação na técnica e nos processos criativos, criando também propostas de obras híbridas (performances e experimentos cênicos).


Sinopse
"Infinitivo" é uma experiência cênica imersiva em multiplataformas, e com diferentes linguagens artísticas, em uma obra de arte polifônica. O espectador, em diferentes contextos e momentos, deve por ordem ao “caos” assistindo/ouvindo/lendo a tudo e ainda se tornar co-criador dessa dramaturgia work in progress.


Ficha técnica
Diretor e dramaturgista:
João Bosco Amaral. Artistas-criadores: Daniel Pires, Ricardo Fiuza e Sol Silveira. Trilha sonora original e montagem: Lino Calaça. Produção executiva: Daniel Pires. Comunicação: Bricolagem Produções. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli. Identidade visual e projeto gráfico: Mayllon Oliveira, João Paulo Falcão e Renan Pinheiro. Este projeto foi contemplado pelo Edital de Seleção de Projetos de Teatro - Concurso nº 09/2021-Secult-Goiás - Secretaria de Cultura - Governo Federal.


Serviço
"Infinitivo"
Sessões ao vivo:
dias 2 e 3 de abril, às 16h e às 18h.
Apresentações ao vivo acontecem via YouTube: youtube.com/c/IndelicadaCiaTeatral.

Disponibilização da versão com tradução em Libras no canal do YouTube:
Dia 8 de abril, sexta-feira, às 16h.

Disponibilização da versão com audiodescrição no canal do YouTube:
Dia 8 de abril, sexta-feira, às 18h.

Ingressos: grátis
Classificação etária: 14 anos.
Duração: 40 minutos.

Outras plataformas com fragmentos do espetáculo:
Site da companhia: indelicada.com/
Spotify: página “Infinitivo”, clique aqui para abrir
Instagram: @indelicadaciateatral

.: Studio TH recebe exposição de Claudio Edinger em curtíssima temporada


Com inauguração neste sábado, dia 2, as fotos da série "Machina Mundi" estarão expostas no local até dia 10 de abril.


Passados dois anos de pandemia, shows, feiras e exposições de arte voltam a ser presenciais, e o público anseia por retomar esta agenda. O panorama no setor é bastante promissor e dá conta de pelo menos cerca de 70 feiras de arte previstas pelo mundo todo em 2022, segundo o Artnet, site americano especializado neste mercado. 

Em São Paulo, a Art Sampa, recentemente realizada, provou que o apetite por exposições artísticas está a todo vapor. Em entrevista para o Neofeed no início deste ano, Fernanda Feitosa, Diretora da SP-Arte, comentou que o aumento do interesse do público e dos eventos do setor é uma boa notícia para o mercado, e pode indicar um enriquecimento no cenário cultural brasileiro com um todo.

Nesse quesito, as exposições de fotografia também têm sua boa parcela de apreciadores e potenciais compradores. O interesse por obras fotográficas ao lado de obras tradicionais cresce à medida em que esse mercado promove mostras em galerias ou eventos do setor, bastante concorridos, no geral. A Theodora Home, sempre em sintonia com o zeitgeist do momento e apoiando seus parceiros no âmbito do design, décor, arte, já tem seu primeiro evento anunciado para o dia 2 de abril, quando receberá pela primeira vez a exposição Exposição Machina Mundi, do fotógrafo Claudio Edinger, aproveitando para estrear seu novo espaço, o Studio TH, no Jardim Europa.

Nascido no Rio de Janeiro em 1952, Claudio Edinger vive em São Paulo e é autor de 14 livros fotográficos e um romance. Começou a fotografar no início dos anos 70, enquanto estudava Economia na Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo. Em 1975 teve sua primeira exposição individual no MASP, com fotografias do prédio Martinelli de São Paulo. No ano seguinte se mudou a Nova York, onde morou até 1996.

O artista, representado pela Galeria Lume, parceira e vizinha do Studio TH, irá expor fotos da série "Machina Mundi", iniciada em 2009, na qual Edinger busca enquadramentos jamais vistos em diversas cidades do mundo como São Paulo, Rio de Janeiro, Nova York, Lisboa e Veneza. As fotos, em grande parte aéreas, são feitas através de uma técnica conhecida como “foco seletivo”, que direciona a câmera para um ponto específico do cenário, aproximando a imagem captada do que é visto por nossos olhos. Com entrada gratuita, a exposição está aberta de segunda a sábado, do dia 2 a 10 de abril, das 14h às 18h. Rua Gumercindo Saraiva 54B Jardim Europa São Paulo.

sexta-feira, 1 de abril de 2022

.: Crítica: "Morbius" é história soturna do vampiro vilão de "Homem-Aranha"

Por: Mary Ellen Farias dos Santos 

Em março de 2022


Contextualizado, soturno e sem pressa para começar a pancadaria. Assim é o longa "Morbius", da Sony Pictures, estrelado pelo camaleão Jared Leto. Em cartaz no Cineflix, o longa de 1h 44m apresenta a história da transformação do doutor Michael Morbius (Jared Leto), que desde criança sofre de um raro distúrbio sanguíneo, torna-se um importante cientista a ponto de fazer um experimento no próprio corpo. 

Com um fera fora de controle, Morbius tenta conviver com uma possível cura para o mal, mas que implica em outros problemas. Embora Morbius esteja longe de ser o Homem-Morcego, o Batman, da Marvel -devido características próprias-, há semelhanças entre ambos, por conta do mamífero a que se aproximam. No entanto, aqui há um cientista bancado por um amigo rico que segue com testes e pesquisas com o objetivo de encontrar a cura para o mal que selou a amizade entre os dois, Michael Morbius e Lucian, apelidado pelo amigo de Milo (Matt Smith).


Com a descoberta científica, doutor Morbius, deixa seu lado sombrio, ganha tônus, mas precisa de sangue para manter sob controle o ser feroz que leva consigo. Não precisa de um sangue qualquer, mas o humano. Mesmo tendo pinta de anti-herói, Morbius opta por consumir sangue sem tirar vidas. O que lembra muito o Louis, do clássico "Entrevista com Vampiro". No entanto, a morte de uma enfermeira, mãe solo de gêmeos, causa uma grande revivolta e revelações dão ritmo para a trama.


"Morbius" segue o estilo de filme de herói da Sony Pictures que é o de contar a história do protagonista, trabalhar na contextualização para criar uma problemática que será resolvida mediante o grande embate. O longa do doutor vampiro vai na contramão da Marvel, sem piadinhas nos diálogos, não começa com pancadaria, explosões e milhões de efeitos visuais, como por exemplo, a franquia de "Os Vingadores". E, sim, "Morbius" é agradável de assistir.

Por fim, após obedecer uma ordem cronológica, sem trazer o vilão Venom -apenas em citação de Morbius-, a produção dirigida por Daniel Espinosa, apresenta duas cenas pós-créditos que conectam a trama vampiresca ao Miranha. Provando que dois vilões estão mais do que garantidos para o próximo filme do aracnídeo queridinho de todos os tempos: o Homem-Aranha

Em parceria com a rede Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. O Cineclube do Cineflix traz uma série de vantagens, entre elas ir ao cinema com acompanhante quantas vezes quiser - um sonho para qualquer cinéfilo. Além disso, o Cinema traz uma série de projetos, que você pode conferir neste link.


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm


Filme: Morbius

Diretor: Daniel Espinosa

Ano: 2022 

Gênero: Ação/Aventura 

Duração: 1h 44m

Elenco: Jared Leto (Dr. Michael Morbius), Matt Smith (XI) (Loxias Crown), Adria Arjona (Martine Bancroft), Jared Harris (Emil Nikos)

.: Entrevista com Janes Rocha, autora do livro "Os Outubros de Taiguara"


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

Resultado de um trabalho intenso de pesquisa e entrevistas com pessoas que conviveram com o cantor e compositor, livro resgata a rica obra musical de Taiguara.

Considerado um dos músicos mais perseguidos pela censura durante o Governo Militar, Taiguara tem sua trajetória contada nas páginas do livro “Os Outubros de Taiguara”, da editora Kuarup. Escrito pela jornalista Janes Rocha, o livro foi resultado de um trabalho intenso de pesquisa e entrevistas com pessoas que conviveram com o cantor e compositor, que faleceu precocemente em 1996, vítima de um câncer agressivo na bexiga.

É possível entender por exemplo como se deu o seu processo de formação na música, a elaboração de canções clássicas e a mudança da carreira, que havia sido iniciada interpretando canções românticas e depois seguiu uma linha poética mais crítica contra a repressão e a diretriz imposta pelo Governo Militar nos anos 70.

Essa postura aliás foi um fator que levou os censores a persegui-lo de forma implacável, a ponto de forçá-lo a um autoexílio no exterior em duas ocasiões. Em entrevista para o Resenhando.com, Janes Rocha conta como foi que surgiu a oportunidade de mergulhar na rica história de Taiguara e como se deu o processo de elaboração do livro.


Como foi que surgiu a oportunidade de escrever esse livro?
Janes Rocha - 
Foi a pedido do jornalista Alcides Ferreira, sócio da editora Kuarup, que detinha os direitos de parte da obra de Taiguara e estava preparando um relançamento de músicas. O livro é parte de um projeto de curadoria e recuperação da obra do artista. Era 2012, eu morava no Rio de Janeiro e vivia de free-lancer. Há algum tempo planejava escrever uma biografia, estudava sobre esse tema como ouvinte em uma disciplina da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Alcides me pediu, em princípio, para fazer uma pesquisa no Arquivo Nacional sobre os processos de censura ao Taiguara na época da ditadura civil-militar (1964-1985). Depois do material levantado, ele me perguntou se eu queria escrever o livro, eu topei na hora. Só prá você entender, assim como eu, Alcides é jornalista da área econômica e foi nas coberturas de economia que nos conhecemos, muitos anos atrás, ele pelo Estadão, eu pela finada Gazeta Mercantil. Ele continua nessa área, eu saí, há três anos mudei a área de cobertura, hoje sou repórter de ciência, tecnologia e meio ambiente no Jornal da Ciência, uma publicação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).


Qual foi o capítulo que deu mais trabalho na elaboração do livro?
Janes Rocha - 
Não tive mais ou menos trabalho com capítulos específicos. Tudo deu trabalho, a pesquisa, as entrevistas, a organização dos dados, dos documentos. Um grande desafio é encontrar as pessoas que fizeram parte do passado do biografado e convencê-los a falar, principalmente quando o personagem viveu em outra época. Mas essa é uma dificuldade típica do trabalho de pesquisadores e jornalistas. 


Durante a obra de Taiguara, quando foi que o patrulhamento da censura começou a apertar o cerco?
Janes Rocha - 
Conforme relatei no livro, enquanto era um cantor essencialmente romântico, Taiguara não foi incomodado pelo regime militar. Porém, na época dos festivais de música – entre o fim dos anos 1960, início dos 70 -, no contexto da perseguição a outros artistas, quando ele passou a questionar poeticamente a situação ou avançar em temas considerados ofensivos ao moralismo (sexo, drogas), começou a chamar a atenção dos censores do Departamento de Censura e Diversões Públicas (DCDP) da Polícia Federal.


Ao contrário de Simonal, Taiguara não chegou a ser cancelado pela classe artística. Mesmo assim acabou se afastando da mídia. Na sua opinião, por que ele não deu continuidade ao trabalho no Brasil?Janes Rocha - São dois eventos separados da vida dele: as viagens e estadias fora do Brasil e o afastamento da mídia. Taiguara, assim como outros artistas (Geraldo Vandré, Caetano, Gil e Chico Buarque), foi “forçado” a um autoexílio. Coloco entre aspas porque ele não foi preso nem torturado, mas a censura ao seu trabalho, às letras das composições e o clima de perseguição tornou o ambiente irrespirável e ele decidiu partir para a Europa. Em 1974 ele parte para a primeira temporada artística em Londres. Depois ele volta ao Brasil, lança do disco “Imyra, Tayra, Ipy, Taiguara” que foi recolhido pela censura quando já estava nas lojas. Foi um tremendo baque e ele decide partir novamente, dessa vez para a África. Quando ele volta dessa viagem, em 1977, estava bastante mudado e muito politizado. Se engajou na militância política de esquerda, se aproximou muito do Luís Carlos Prestes e ficou nove anos sem lançar discos, sem lançar novas canções, sem se apresentar, em protesto pela censura. Esse foi o motivo do afastamento da mídia. 


Qual foi a importância do maestro Gaya na evolução do Taiguara como músico e intérprete?
Janes Rocha - 
O maestro Lindolfo Gaya foi um grande companheiro e conselheiro. Esteve presente em vários trabalhos de Taiguara: orquestrou o disco “Viagem” (1970) que traz entre suas faixas um dos maiores sucessos de Taiguara, a música “Universo no Teu Corpo”, dirigiu o disco “Piano e Viola” (1972) e regeu a versão final de sua obra prima, o disco “Imyra, Tayra, Ipy, Taiguara” (1975).


"Hoje"

"Universo do Teu Corpo"

"Teu Sonho Não Acabou"



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