segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

.: “Piano Rock em Família” com ­Glaucio Cristelo dia 30 no Teatro Liberdade


Fenômeno do piano rock, com passagens marcantes pelo Rock in Rio e palcos internacionais, a família Cristelo chega ao Teatro Liberdade com espetáculo produzido pela Infinitus, do Grupo IN, em parceria com a Sympla, em apresentação única no dia 30 de janeiro. Foto: Glaucio Costello


Reconhecido por transformar grandes sucessos do rock em experiências intensas, emocionantes e cheias de energia, o pianista Glaucio Cristelo apresenta o espetáculo “Piano Rock em Família” no dia 30 de janeiro de 2026, às 20h30, no Teatro Liberdade, em São Paulo. A noite, que promete reunir fãs de todas as idades, é uma produção da Infinitus, empresa do Grupo IN, em parceria com a Sympla, integrando a programação de grandes atrações de fim de ano no tradicional palco da Liberdade. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site da Sympla e ou pela bilheteria física do teatro.

O título “Piano Rock em Família” não é apenas simbólico: Glaucio divide o palco com a esposa, Tay Cristelo, e com o filho, Lucas Cristelo, formando um trio que imprime ao espetáculo um clima acolhedor e colaborativo. A união dos três músicos cria um ambiente único, atravessado por afeto e musicalidade, ampliando a potência emocional da apresentação e destacando a dimensão humana que acompanha a trajetória do artista.

Cristelo vive um dos momentos mais significativos de sua carreira, com shows lotados no Brasil e no exterior e reconhecimento crescente no cenário da música instrumental contemporânea. Suas performances eletrizantes ao longo de nove edições da área VIP do Rock in Rio Brasil e Portugal reforçam sua força artística - assim como a marcante aparição com seu piano no deserto do Atacama, no comercial do festival em 2022, imagem que sintetiza sua entrega total ao instrumento. 

Tocando em pé e colocando o piano no centro da cena, Glaucio criou uma linguagem própria, unindo virtuosismo, emoção e uma energia quase teatral que cativa quem o assiste. Entre socos, cabeçadas e carícias nas teclas, ele converte cada música em um espetáculo visual e sonoro, consolidando-se como uma figura singular no panorama atual.

No repertório, hits de bandas como U2, Coldplay, Rolling Stones, Oasis, Journey, Ed Sheeran, Guns N’ Roses, Linkin Park, entre outras, ganham novas cores e texturas em arranjos que unem potência e sensibilidade. Cada apresentação se transforma em uma grande celebração coletiva, com público cantando, dançando e vibrando do início ao fim, uma característica que ajudou Cristelo a se destacar como um dos nomes mais relevantes da música instrumental contemporânea.

A força do artista também se reflete no ambiente digital: seu canal no YouTube, com mais de 345 mil seguidores, ultrapassa 2 milhões de visualizações mensais, com números em constante crescimento. Na televisão, suas participações em programas como Jô Soares, Altas Horas, Programa da Xuxa e Estúdio i reforçam sua versatilidade e sua presença magnética diante das câmeras.

“Piano Rock em Família” chega ao Teatro Liberdade como uma oportunidade única para o público vivenciar ao vivo essa fusão explosiva de técnica e emoção que vem marcando a trajetória da família Cristelo - um show feito para encantar fãs de música, amantes do rock e famílias inteiras em busca de uma noite inesquecível.


Serviço
Show "Piano Rock em Família"
Teatro Liberdade
Rua São Joaquim nº129 - Liberdade / São Paulo
Sexta-feira, dia 30 de janeiro, às 20h30

Setores:
Plateia Premium: R$230,00 (Inteira) | R$115,00 (Meia-entrada)
Plateia: R$180,00 (Inteira) R$90,00 | (Meia-entrada)
Balcão A Visão Parcial: R$140,00 (Inteira) | R$70,00 (Meia-entrada)
Balcão A: R$160,00 (Inteira) R$80,00 | (Meia-entrada)
Balcão B: R$140,00 (Inteira) | R$70,00 (Meia-entrada)
Vendas: Site da Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/112085/d/344087) ou Bilheteria Local
Gênero: show
Classificação: livre
Duração: 120 minutos
Abertura da casa: 1h antes do início do evento
*Clientes Glesp tem 25% de desconto nos ingressos inteiros mediante a aplicação do cupom, limitado a 4 ingressos por cupom. Válido para todos os setores.

.: Monólogo "Pagu - Do Outro Lado do Muro" entra em curtíssima temporada


Com texto escrito por Tereza Freire espetáculo tem a atriz Thais Aguiar no papel de Patrícia Rehder Galvão, a Pagu, e revela o resultado de uma investigação dos destroços mais profundos e pouco conhecidos da história da militante política e cultural, e uma das pioneiras do feminismo no Brasil. Foto: Arô Ribeiro


Há mais de cinco anos, Thais Aguiar começou suas pesquisas para levar aos palcos a biografia de Pagu, uma das percursoras da luta feminista no Brasil. O espetáculo “Pagu -Do Outro Lado do Muro” tem o texto de Tereza Freire que também é autora do livro em que o espetáculo foi inspirado e faz curtíssima temporada, nos dias 30 e 31 de janeiro e 6, 7, 27 e 28 de fevereiro, no Teatro Arena Eugênio Kusnet, no Centro de São Paulo, com apoio da Funarte

“As pessoas precisam saber que Pagu foi muito além de ser a ‘mulher de Oswald de Andrade’, predicado injusto que é usado para descrevê-la. Ela me ensinou com sua trajetória de vida que o título de mulher e mãe nos é dado como um prêmio pelo patriarcado e que infelizmente esse prêmio nos serve mais como prisão e anulação dos nossos dons e escolhas. Os tempos mudaram”, explica Thais, que além de dar vida à personagem também assina a direção do espetáculo.

A atriz também destaca que “estamos nos fortalecendo como mulheres, recuperando nosso espaço de fala, de direito e Pagu já nos mostrava que o caminho seria árduo, mas possível! Escolhi dar vida a Pagu e com a dramaturgia de Tereza Freire, sem nenhum romantismo ou histórias pessoais e paralelas o espetáculo faz uma provocação extremamente atual sobre a luta por justiça social e retomando uma cultura de papel transformador. As pessoas poderão vivenciar uma jornada cheia de detalhes para entender toda a complexidade dessa personalidade”.

O texto é baseado no livro “Dos Escombros de Pagu”, resultado de uma tese de mestrado de Tereza Freire, que também assina o texto do espetáculo. A pesquisa resgatou a vida e a obra dessa importante precursora de comportamentos político-socioculturais brasileiros de uma feminista, militante política, ilustradora, comunista e crítica literária e teatral. Ela marcou a história do Brasil, revolucionando e chocando a sociedade dos anos de 1930, com suas ações e pensamentos inovadores.

Em “Pagu – Do Outro Lado do Muro”, a personagem volta para narrar sua trajetória de vida com todos os acontecimentos vividos e superados, sem qualquer sentimento de culpa e vitimização dos fatos. Uma interpretação que mergulha nas memórias da personagem e emociona pela veracidade dos acontecimentos vivenciados, deixando o público livre para interpretar a história como quiser e com isso a narração atinge uma amplitude para além da informação.

Sobre Patrícia Redher Galvão (Pagu)
Nasceu em São João da Boa Vista em 9 de junho de 1910 e morreu em Santos em 12 de dezembro de 1962. Foi autora do primeiro romance proletário brasileiro "Parque Industrial" e a primeira presa política deste país. Casada com Oswald de Andrade, destacou-se significativamente no movimento Modernista de 1922. Ainda jovem, trabalhou em fábricas e militou pelo Partido Comunista.

Escreveu contos policiais publicados pela revista Detective, dirigida pelo dramaturgo Nelson Rodrigues, que depois (1998) foram reunidos na obra "Safra Macabra". Em trabalhos, junto a grupo teatrais, revelou e traduziu grandes autores, até então inéditos no Brasil, como James Joyce, Eugène Ionesco, Arrabal e Octavio Paz.

Fundou um jornal de esquerda com Oswald de Andrade, empastelado pela polícia repressora da época. Foi perseguida pela ditadura Vargas. Militou na França, foi presa e deportada para o Brasil. Antes, presenciou a coroação do Imperador Pu Yi, da Manchúria. Presa em 1935, permaneceu encarcerada por cinco anos. Foi torturada e, somente libertada por motivos de doença, pesando cerca 40kg.

Tentou suicídio por conta de um tratamento de câncer mal sucedido. Em Santos, tornou-se uma das grandes incentivadoras do teatro amador, responsável pela descoberta de Plínio Marcos. Morreu aos 52 anos, vítima de câncer no pulmão. Seu último marido foi Geraldo Ferraz, crítico do jornal “A Tribuna”, de Santos, em que também foi colaboradora. Caiu no esquecimento da história oficial até que Augusto de Campos publicou sua antologia poética e “gritou”: Quem resgatará Pagu? 


Ficha técnica

Espetáculo "Pagu - Do Outro Lado Do Muro"
Atuação e direção: Thais Aguiar
Texto: Tereza Freire
Orientação e provocação: Erika Moura e Natália Siufi
Trilha sonora original e execução ao vivo: Paulo Gianini
Iluminação e operação: Tomate Saraiva
Fotografias: Arô Ribeiro
Produção: Jucimara Canteiro
Cenário: Livia Loureiro
Assessoria de imprensa: Antonio Montano
Design gráfico: Theo Siqueira
Realização: Espontânea Cia. de Teatro
Apoio: Funarte

Serviço
Espetáculo "Pagu - Do Outro Lado Do Muro"
Sextas e sábados, dias 30 e 31 de janeiro e 6, 7, 27 e 28 de fevereiro
Horário de início do espetáculo: 20h00
Teatro de Arena Eugênia Kusnet
Rua Dr. Teodoro Baima, 94 - Vila Buarque / São Paulo
Gênero: drama
Duração: 70 minutos
Classificação: 14 anos
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada) via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/pagu---do-outro-lado-do-muro/3284227)

.: #LeituraMiau: "Deixa que Eu Conto - Volume 2", de Maria Braga Canaan


Por Cláudia Brino, escritora, ativista cultural e editora da Costelas Felinas

Em "Deixa que Eu Conto - Volume 2: Rabiscos", publicado pela Costelas Felinas Editora, a autora Maria Braga Canaan aprofunda um projeto literário que se constrói à margem das classificações tradicionais. A autora propõe uma escrita que não se submete a gêneros rígidos nem a expectativas formais, optando por textos que surgem como fragmentos de pensamento, impressões sensíveis e confissões veladas.

A escolha do termo “rabiscos” é fundamental para a compreensão da obra. Longe de indicar precariedade ou improviso inconsequente, o conceito funciona como chave estética do livro. Os textos nascem do gesto imediato, do registro quase cru daquilo que pulsa, mas carregam uma densidade emocional e reflexiva que revela domínio da linguagem e consciência do próprio fazer literário. A espontaneidade, aqui, não exclui profundidade; ao contrário, é por meio dela que a autora alcança um grau elevado de intimidade com o leitor.

Neste volume os pensamentos, afetos e contradições que normalmente permanecem ocultos, tornam-se visíveis em uma escrita fragmentária. Essa postura confere ao livro uma força particular, fazendo da leitura uma experiência de aproximação, a fragmentação não fragiliza a obra; pelo contrário, sustenta sua unidade.

A linguagem é direta, mas não simplista. Há uma economia de palavras que intensifica o impacto de cada frase, exigindo uma leitura atenta e pausada. Assim, Deixa que eu Conto – Volume 2: Rabiscos se firma como um livro que valoriza o processo criativo e a verdade do instante. Ao transformar a escrita em gesto de risco e de honestidade radical, Maria Braga Canaan entrega uma obra sensível, provocadora e profundamente humana.

domingo, 25 de janeiro de 2026

.: Aos 74 anos, finalista do Prêmio LeYa Portugal transforma perdas em arte


Jozias Benedicto encontrou na literatura um novo caminho de criação e expressão após os 60, e seu novo livro mistura realismo fantástico e memória para falar de tempo, família e reconstrução. Foto: divulgação


Artista visual e escritor, Jozias Benedicto transforma perdas pessoais e memórias familiares em ficção no romance “As Vontades do Vento”, publicado pelo Caravana Grupo Editorial, finalista do Prêmio LeYa Portugal de Literatura 2024. O autor maranhense - que começou a publicar depois dos 60 anos -  simboliza uma geração de criadores que encontram na maturidade o auge da experimentação e da liberdade artística. O autor, que já publicou nove livros, também já conquistou outras premiações como o Prêmio de Literatura do Governo de Minas Gerais, o Prêmio da Fundação Cultural do Maranhão e o Prêmio de Literatura do Estado do Pará.

Em sua prosa, a vida, a morte e o tempo se confundem em vozes múltiplas que revelam o Brasil profundo e suas heranças emocionais. “O autor, com domínio absoluto da linguagem e da técnica narrativa, transpõe a estrutura do conto para a narrativa longa. O romance traz, na singularidade de cada capítulo, as diversas vozes, os lugares, cheiros e ambientações - tanto de um vilarejo do interior quanto das grandes cidades modernas - sem perder o contexto geral do que se quer contar”, ressalta Andreia Fernandes, escritora, na orelha do livro.

Neste novo trabalho, o artista visual e escritor maranhense apresenta um romance inquietante que mergulha nas entranhas de uma família envolta em segredos do clero, prostituição e herança escravocrata. Narrada por múltiplas vozes, a história ganha contornos de realismo fantástico ao incluir as perspectivas daqueles que já partiram, mas que seguem essenciais para o desfecho de uma trama que atravessa gerações. 

Segundo Jozias, o livro reflete as contradições entre o Brasil tradicional e o país em busca de modernização, abordando os efeitos do desenvolvimento desigual, como a violência e o rompimento de vínculos familiares. “Nunca quis escrever ensaio ou não ficção, nem um romance realista e engajado - meu caminho foi o oposto: desenvolver esses temas por meio da ficção e de suas vertentes mágicas e fantasiosas”, afirma o autor. Compre o livro “As Vontades do Vento”, de Jozias Benedicto, neste link.

Vozes que se cruzam, memórias que se desfazem
Dividido em três partes - "O Interior", "A Travessia" e "A Capital" - o romance reúne 49 capítulos narrados em primeira pessoa por diferentes personagens. O núcleo central é composto pelo pai, mascate (vendedor de porta em porta), a mãe e os três filhos - Joaquim, Pedro e Bento - além de figuras que orbitam o cotidiano da família, como Mocinha, a empregada, e Elisa, a cafetina. A avó materna e seu irmão, o já falecido Monsenhor - tido como santo no vilarejo - são peças-chave no desenlace do enredo, situado em uma pequena cidade do norte do país, nos anos 1950.

O ponto de partida é a morte da mãe e a promessa dos filhos de cumprir seu último desejo. Antes da viagem, porém, o livro retorna ao passado e desvenda o percurso da família: da ascensão social vertiginosa à desolação que precipita a queda dos herdeiros.

A estrutura polifônica é o grande trunfo de “As vontades do vento”. Ao alternar os narradores, Jozias costura as pontas soltas e revela tanto o contexto dos acontecimentos quanto as motivações de cada personagem. Os episódios vistos sob diferentes ângulos ampliam a força dramática das cenas e sustentam um ritmo ao mesmo tempo compassado e instigante. O desfecho, de impacto emocional, confirma a sagacidade e a singularidade do escritor-artista. Compre os livros de Jozias Benedicto neste link.


Trajetória consolidada e uma coleção de prêmios
Nascido em São Luís (MA), em 1950, Jozias Benedicto mudou-se aos 15 anos para o Rio de Janeiro, onde viveu a maior parte da vida. Entre 2006 e 2010, residiu em Brasília e, desde 2022, divide seu tempo entre o Brasil e Lisboa. Formado em Tecnologia da Informação, atuou na área entre 1970 e 2010. Após os 60 anos, decidiu dedicar-se integralmente às artes - especialmente à interseção entre literatura e artes visuais.

Cursou duas pós-graduações na PUC-Rio - Literatura, Arte e Pensamento Contemporâneo (2014-2015) e Corpo e Palavra nas Artes da Cena e da Imagem (2021-2022) - e trabalhou como editor na Apicuri (2010–2016). Também atua como curador e produtor de textos críticos para exposições de arte e escreve crônicas e resenhas para o portal luso-brasileiro Estrategizando.

Estreou na literatura em 2013 com "Estranhas Criaturas Noturnas" (Editora Apicuri) e, desde então, publicou nove livros, entre contos, poesia e romance. Acumula distinções como o Prêmio de Literatura do Governo de Minas Gerais, Prêmio Moacyr Scliar, Prêmio da Fundação Cultural do Estado do Maranhão e do Prêmio de Literatura do Estado do Pará, além de ter sido finalista do Prêmio Sesc de Literatura e do Prêmio LeYa Portugal com o romance agora lançado.

O autor revela que o processo de escrita também o ajudou a atravessar perdas pessoais, como a morte da mãe e um incêndio em seu apartamento. “Ainda que o livro tenha me ajudado a superar traumas, não é o efeito terapêutico que me move como artista. O que importa é saber se a obra atinge o leitor”, pondera. Compre o livro “As Vontades do Vento”, de Jozias Benedicto, neste link.

.: "Hamnet", o livro que inspirou o filme vencedor do Globo de Ouro


"Hamnet"
, vencedor do Globo de Ouro nas categorias Melhor Filme de Drama e Melhor Atriz em Filme de Drama, é uma adaptação do livro de mesmo nome de Maggie O'Farrell, publicado no Brasil pela Intrínseca em 2021. Nesta obra vencedora do Women’s Prize for Fiction, a autora se inspira na tragédia de William Shakespeare para retratar uma família destroçada pelo luto e pela perda e uma reconstituição delicada e memorável de um menino cuja vida foi esquecida, mas cujo nome intitula uma das peças mais celebradas de todos os tempos. A tradução é de Regina Lyra.

Um dos favoritos para receber o Oscar de Melhor Filme, é estrelado por Paul Mescal e Jessie Buckley e dirigido por Chloé Zhao, que já ganhou a estatueta de melhor direção em 2021 por Nomadland. No livro e no filme, em 1596, o filho de 11 anos de William Shakespeare, Hamnet, morreu em Stratford-upon-Avon, pequena cidade na Inglaterra, de causa desconhecida. Poucos anos depois, o famoso dramaturgo inglês escreveu a peça considerada por muitos sua obra-prima, dando a seu herói trágico uma variação do nome de seu filho morto. 

Passados quase quatro séculos, Maggie O’Farrell era adolescente, quando, na escola, ouviu falar do menino pela primeira vez. A semente da curiosidade plantada há trinta anos se transformou em um romance premiado e arrebatador que, sem mencionar o nome do dramaturgo, mergulha profundamente na história da família ― focando na trajetória da mãe da criança, a quem a autora chama de Agnes (outra variação do nome da esposa de Shakespeare seria Anna), e nas suas tentativas desesperadas de salvar o filho. 

É a partir dessas poucas referências disponíveis sobre a vida do bardo que Maggie O’Farrell cria magistralmente a trama protagonizada por Agnes, uma mulher excêntrica e selvagem que costumava caminhar pela propriedade da família com seu falcão pousado na luva e tinha dons extraordinários, como prever o futuro, ler pessoas e curá-las com poções e plantas. Enquanto isso, o personagem mais famoso do romance não tem nome; ele é chamado de “seu marido”, “o pai”, “o tutor de latim”. Filho de um luveiro caído em desgraça e com péssima reputação na cidade, ele casou-se com a protagonista, detentora de uma generosa porção de terra e alguns anos mais velha. Tiveram uma filha e um casal de gêmeos.

Após o casamento, Agnes se torna uma mãe superprotetora e a força centrífuga na vida do marido, que seguira para Londres com o objetivo de se estabelecer como dramaturgo. A vida do casal é gravemente abalada quando o filho Hamnet sucumbe a uma febre repentina. Compre o livro "Hamnet", de Maggie O'Farrell, neste link.


O que disseram sobre o livro

“Hamnet é a prova de que sempre há novas histórias a serem contadas até quando se trata de uma das figuras históricas mais conhecidas. A obra também revela a escrita extremamente versátil de O’Farrell, com um entendimento profundo dos laços humanos - qualidades atribuídas também a um certo professor de latim de Stratford.” ―The Observer


Sobre a autora

Nascida na Irlanda do Norte em 1972, Maggie O'Farrell cresceu no País de Gales e na Escócia e mora atualmente em Edimburgo. Também é autora de "A Mão Que Me Acariciou Primeiro" (vencedor do Costa Novel Award); "Instructions for a Heatwave"; "This Must Be the Place"; e, mais recentemente, "Existo, Existo, Existo: 17 Tropeços na Morte". Foto: Murdo Macleod. Compre os livros de Maggie O'Farrell neste link.

Ficha técnica
“Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” | “Hamnet”
Gênero: drama histórico. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 2025. Idioma: inglês. Direção: Chloé Zhao. Roteiro: Maggie O’Farrell e Chloé Zhao. Elenco: Jessie Buckley, Paul Mescal. Distribuição no Brasil: Universal Pictures. Duração: 2h05. Cenas pós-créditos: não.

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Cineflix Miramar | Santos
25 a 28 de janeiro | Sessões legendadas | Sala 3 | 18h00 
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo. Ingressos neste link.

.: Especialista em Saúde Mental escreve romance que fala sobre abandono


Perita em temas relacionados à saúde mental, a enfermeira Pós-Doutora em Saúde Pública Adriana Moro nos apresenta um romance repleto de camadas e dono de um olhar sensível sobre dois problemas cotidianos: a solidão e as formas de abandono, e os dobramentos desses na saúde mental do indivíduo, na forma como ele se relaciona com o mundo. Foi pensando nessas demandas que a autora escreveu "Não Me Chame de Mãe", romance de estreia lançado pela editora Urutau.

O livro mergulha na dura realidade de uma mulher que se vê sozinha para enfrentar os desafios da maternidade durante a pandemia de Covid-19. “Não Me Chame de Mãe” nasce impactante e desconstrói a visão romantizada da maternidade ao narrar, de forma crua e sensível, a luta de uma jovem mãe sem renda, sem rede de apoio e com uma filha recém-diagnosticada no espectro autista.

“A ideia para escrever este livro veio com a prática diária dos meus mais de 23 anos trabalhando no Sistema Único de Saúde, atendendo mulheres 'mães' de crianças e adolescentes atípicos, que por sua vez quase sempre enfrentam a dura demanda do cuidado integral sozinhas. Muitas não têm rede de apoio e uma grande parte é abandonada pelo companheiro após o diagnóstico. Nestas situações há um duplo abandono, abandono do outro e o abandono de si. Estas mulheres tem adoecido e pouco a sociedade tem olhado para isso”, afirma Adriana Moro, escritora e Pós-doutora em saúde pública

O abandono do companheiro, a dificuldade em suprir as necessidades básicas e a pressão emocional de cuidar de uma criança neurodivergente em meio ao isolamento social são temas que atravessam a obra, tornando-a uma leitura urgente e necessária. Adriana Moro constrói um enredo que não só documenta a rotina de muitas mulheres invisibilizadas pela sociedade, mas também convida o leitor a refletir sobre o peso da solidão e do julgamento que recai sobre as mães solo.

O retrato principal de “Não Me Chame de Mãe” é estarrecedor e mostra um lado da sociedade que muitas vezes desejamos que não seja verdade: Segundo estudos do Instituto Baresi, cerca de 78% a 80% dos pais abandonam os filhos com deficiência ou doenças raras antes dos cinco anos de idade. Mais do que um romance, temos na obra um choque de realidade, um convite à empatia e uma voz para tantas histórias que nunca são contadas.

“A escrita desse livro é atravessada pelo meu dia a dia e a minha própria maternidade – mesmo eu não sendo uma mãe atípica - e as histórias que já acompanhei. A maioria das cenas são constituídas por elementos reais e a própria personagem principal é uma soma de várias mulheres que já passaram por minha vida, por meus atendimentos. Trabalhar com saúde mental diariamente me fez querer escrever esta história para auxiliar a sociedade a alcançar um tema tão sensível e necessário”, afirma Adriana Moro. Compre o livro "Não Me Chame de Mãe", de Adriana Moro, neste link.


Sobre a autora
Adriana Moro
é enfermeira, escritora e pesquisadora. Pós-doutora em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/FIOCRUZ) e doutora em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com estágio doutoral no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Portugal. Possui mestrado em Desenvolvimento Regional e Políticas Públicas e especializações em Enfermagem com Ênfase em Cuidados Intensivos Neonatais, Enfermagem em Saúde Mental e Psiquiatria e Acupuntura.

Na literatura, Adriana traz um olhar sensível e aprofundado sobre as complexidades da vida cotidiana. Seu primeiro romance, "Não Me Chame de Mãe", se destaca pela força narrativa e pela capacidade de provocar reflexões profundas no leitor. Compre o livro "Não Me Chame de Mãe", de Adriana Moro, neste link.

.: "Shrek - O Musical" apresenta figurino de Fabi Bang e Myra Ruiz como Fiona


Atrizes vão se revezar no papel da princesa ogra em espetáculo no Teatro Renault em curtíssima temporada; ingressos já estão à venda. Foto: Jairo Goldflus (fotos); Gabriel Pinho (edição)/Divulgação

As estrelas do teatro musical Fabi Bang e Myra Ruiz já estão sentindo na pele o que será viver Fiona, a icônica princesa de "Shrek - O Musical". O Instituto Artium de Cultura apresentou o figurino das atrizes para o espetáculo que entra em cartaz no Teatro Renault, em São Paulo, em 15 de abril para uma breve temporada de três meses. Fabi Bang e Myra Ruiz vão se revezar no papel de Fiona nessa história de amor e aventura, que tem o ator e cantor Tiago Abravanel no papel de Shrek.

O figurino de Fiona tem assinatura de Ligia Rocha e foi inspirado nos desenhos originais do britânico Tim Hatley, criados para as montagens internacionais de "Shrek - O Musical". A figurinista conta que cada detalhe foi pensado, das texturas dos tecidos aos tons de verde, para sustentar a transformação da personagem em cena e acompanhar as exigências de movimento ao longo do espetáculo.

"Trabalhar o figurino de Fiona é um exercício de dualidade. Precisamos unir a delicadeza da princesa à robustez da ogra, preservando a agilidade necessária para as cenas. Beber na fonte dos desenhos de Tim Hatley foi fundamental para garantir que o público brasileiro tenha a mesma experiência visual impactante da Broadway, mas com o toque e a excelência da nossa produção local", explica Ligia Rocha.

A montagem que será levada aos palcos do Teatro Renault pelo Instituto Artium de Cultura, em coprodução com o Atelier de Cultura (os mesmos responsáveis pelo fenômeno de bilheteria "Wicked – A História Não Contada das Bruxas de Oz"), tem a direção-geral de Gustavo Barchilon.

A história acompanha Shrek e seu inseparável parceiro, o Burro Falante, em uma jornada repleta de humor, música e aventura, desafiando preconceitos e mostrando que todos merecem um final feliz, mesmo fora dos padrões tradicionais dos contos de fadas."'Shrek' é uma história sobre quebrar moldes, e ter Fabi e Myra se revezando no papel de Fiona é a personificação desse talento sem fronteiras. A montagem no Teatro Renault não é apenas uma reprodução, é uma celebração da grandiosidade técnica que o teatro musical brasileiro alcançou. Estamos unindo o humor ácido e o coração gigante dessa história para criar um espetáculo que conversa com todas as gerações”, afirma Barchilon.

Carlos Cavalcanti, presidente do Instituto Artium, reconhecido por trazer ao país montagens da Broadway com elevado padrão de qualidade, garante que o público vai se surpreender e se encantar com "Shrek". “Vamos manter a essência e as referências dessa história que encantou o mundo, mas vamos além. O público brasileiro pode esperar uma produção grandiosa, com belos figurinos e cenografia, soluções criativas de cena e efeitos especiais que marcam nossas produções”, diz Cavalcanti. Os ingressos para "Shrek - O Musical" já estão disponíveis e podem ser adquiridos pelo site ticketsforfun.com.br ou diretamente na bilheteria do Teatro Renault, sem cobrança de taxa de conveniência.


Serviço
"Shrek - O Musical"
Estreia:  15 de abril de 2026, às 20h
Temporada: semanalmente, quinta e sexta-feira às 20h00; sábado, às 15h00 e 19h30; domingo, às 14h00 e 18h30.
Local: Teatro Renault – Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista, São Paulo – SP Bilheteria Oficial: Terça a domingo, das 12h às 20h, exceto feriados.
Venda de ingressos on-lineticketsforfun.com.br
Redes sociais oficiais: Instagram: @shrekomusicalbrasil;  TikTok: @shrekomusicalbrasilJairo Goldflus (fotos); Gabriel Pinho (edição)/Divulgação
Atrizes Fabi Bang e Myra Ruiz vão se revezar no papel de Fiona, em "Shrek - O Musical", com Tiago Abravanel

.: Renata Sorrah estreia como dubladora em "Cara de Um, Focinho de Outro"


Lenda da dramaturgia brasileira dará voz à Rainha Inseto, personagem de Meryl Streep na versão original. Fotos: divulgação
 

A versão brasileira da animação "Cara de Um, Focinho de Outro" acaba de receber um reforço de peso. A The Walt Disney Brasil anunciou na última quinta-feira, dia 22 de janeiro, durante o intervalo do "Big Brother Brasil", que a atriz Renata Sorrah fará sua estreia na dublagem no novo filme da Pixar.

Lenda da dramaturgia brasileira, Renata Sorrah dispensa apresentações. Com uma carreira brilhante, cheia de papéis marcantes nos palcos, no cinema e na televisão, a atriz vai dar voz à Rainha dos Insetos, figura importante para o reino animal da animação. Na versão original, a personagem é dublada por ninguém menos do que Meryl Streep

"Cara de Um, Focinho de Outro" conta a história de Mabel, uma jovem amante dos animais que usa tecnologia para transferir a própria consciência para um castor robótico e hiper-realista. Com isso, a jovem passa a se comunicar com a vida selvagem, desvendando mistérios inimagináveis pelo caminho. O filme tem direção de Daniel Chong e chega aos cinemas do Brasil em 5 março de 2026.

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.: Stray Kids dominam o cinema e transformam turnê em experiência


A estreia de “Stray Kids: The DominATE Experience” na Rede Cineflix e nos cinemas brasileiros transforma o fenômeno do K-pop em espetáculo de tela grande e reforça a força do grupo sul-coreano Stray Kids fora dos palcos. Com sessões antecipadas em pré-venda e lançamento marcado para 5 de fevereiro, o filme-concerto chega ao circuito exibidor como um evento pensado para os fãs - e não apenas como registro de turnê. 

Narrada pelos próprios oito integrantes, a produção combina imagens de apresentações esgotadas no SoFi Stadium com bastidores inéditos, depoimentos pessoais e momentos de intimidade que ajudam a compreender a trajetória do grupo e a relação afetiva construída com os STAYs - os fãs oficiais do grupo sul-coreano. O nome do fandom foi escolhido pelo próprio grupo e carrega um sentido simbólico forte: stay, em inglês, significa ficar, permanecer - a ideia é que os fãs “fiquem” ao lado do Stray Kids ao longo da trajetória artística.

Dirigido como uma experiência imersiva, o documentário aposta em linguagem de show cinematográfico, com som e edição que valorizam a escala do espetáculo e a energia do público. A proposta é menos a de um retrato cronológico e mais a de um mergulho sensorial na era "dominATE", título que sintetiza o momento de consolidação internacional do Stray Kids, hoje apontado pela imprensa especializada como um dos principais nomes do K-pop contemporâneo. Não por acaso, o grupo já tem presença confirmada como headliner do Palco Mundo no Rock in Rio 2026, reforçando seu alcance global.

Distribuído pela Universal Pictures, “Stray Kids: The DominATE Experience” acompanha a tendência recente da indústria de transformar turnês de grande porte em lançamentos cinematográficos, prática já adotada por outros artistas globais e que tem encontrado resposta imediata do público jovem. Ao reunir show, bastidores e narrativa em primeira pessoa, o filme amplia o alcance da turnê e funciona como porta de entrada para novos espectadores, sem perder o vínculo direto com a base fiel de fãs.


Ficha técnica
“Stray Kids: The DominATE Experience” (título original)
Gênero: documentário / filme-concerto. Classificação indicativa: a definir. Ano de produção: 2025.
Idioma: coreano e inglês. Direção: a confirmar. Roteiro: Stray Kids. Elenco: Bang Chan, Lee Know, Changbin, Hyunjin, Han, Felix, Seungmin e I.N. Distribuição no Brasil: Universal Pictures. Duração: a confirmar. Cenas pós-créditos: não.


sábado, 24 de janeiro de 2026

.: Adaptação da obra de Machado de Assis, "O Alienista" será encenado em SP


No espetáculo, um jovem ator se mistura entre os espectadores logo na recepção do espetáculo, compartilhando como a leitura de um clássico da literatura transformou sua vida. Foto: Ronaldo Gutierrez


Em comemoração aos 185 anos de nascimento de Machado de Assis, um dos maiores autores brasileiros, o ator Victor Garbossa une-se ao diretor Eduardo Figueiredo para trazer aos palcos uma adaptação de "O Alienista", clássico que atravessa gerações e mantém-se atual ao abordar questões profundas sobre a sociedade contemporânea. A obra provoca reflexões sobre temas como razão, loucura, diferenças sociais, poder, e civilidade - assuntos que, embora raros, são de extrema relevância nos dias de hoje. Dentro do Projeto Domingo no Teatro, dias 25 de janeiro e 1° de janeiro, às 11h00. no Teatro J. Safra.

No espetáculo, um jovem ator se mistura entre os espectadores logo na recepção do espetáculo, compartilhando como a leitura de um clássico da literatura transformou sua vida. Tudo começou quando ele "tropeçou" em Machado de Assis. A partir daí, a narrativa nos transporta de volta ao teatro e à obra de Machado, que, com sua habitual ironia e humor, apresenta o célebre personagem Simão Bacamarte, ilustre morador de Itaguaí. Bacamarte dedicou sua vida ao estudo das doenças mentais e da loucura, sendo um homem da ciência e um fervoroso investigador, cuja única vocação é a prática científica.

"O Alienista" oferece uma nova perspectiva da obra, por meio da linguagem teatral e com músicas interpretadas ao vivo, com uma dinâmica pensada para o público jovem e familiar, sem perder a essência da narrativa original. No palco, o ator Victor Garbossa (recentemente visto na novela “Paulo o Apóstolo” da Record) interpreta não apenas o excêntrico médico Simão Bacamarte, mas também uma série de personagens cômicos e irônicos da trama. A peça faz uso de diversos recursos cênicos, proporcionando uma experiência repleta de humor e crítica social.


Ficha técnica
"O Alienista", da obra original de Machado de Assis
Adaptação: Eduardo Figueiredo e Victor Garbossa
Direção: Eduardo Figueiredo
Elenco: Victor Garbossa
Figurinos: Thais Boneville
Cenário: Demerson Campos
Máscaras: Murilo Inforsato
Desenho delLuz: Eduardo Figueiredo
Composições e versões musicais:  Victor Garbossa
Programação visual: Zurcc Studio Criativo
Fotografias divulgação: Ronaldo Gutierrez
Assessoria de imprensa: Flavia Fusco Comunicação
Idealização e produção: Carlton's Produções


Serviço
Espetáculo "O Alienista", de Machado de Assis
Adaptação: Eduardo Figueiredo e Victor Garbossa
Direção: Eduardo Figueiredo
Elenco:  Victor Garbossa
Duração: 60 minutos
Classificação: 12 anos
Temporada: 25 de janeiro e 1º de fevereiro, domingos, às 11h.
Ingressos: R$ 20 | R$ 10 meia

Bilheteria
Quartas e quintas, das 14h00 às 21h00
Sextas, sábados e domingos, das 14h00 até o horário dos espetáculos
Aceita os cartões de débito e crédito: Amex, Dinners, Elo, Mastercard, Visa e Hipercard. Não aceita cheques. 
Telefone da bilheteria: (11) 3611-3042
Teatro J. Safra | 627 lugares
Endereço: Rua Josef Kryss, 318 - Barra Funda - São Paulo – SP 
Telefone: (11) 3611 3042 e 3611 2561
Abertura da casa: 2 horas antes de cada horário de espetáculo, com serviço de lounge-bar no saguão do Teatro. 
Acessibilidade para deficiente físico 
Estacionamento: Valet Service (Estacionamento próprio do Teatro) - R$ 30,00 

.: Grátis: QINTI Companhia celebra a vida e a morte em "Temperos de Frida"


Com direção de Tatiana Motta Lima, espetáculo é embalado com músicas de cantoras latino-americanas e costurado por episódios da vida da pintora Frida Kahlo. Foto: Renato Mangolin

Em sua pesquisa sobre o universo feminino em intercâmbio cultural entre México, Brasil e Peru, a artista migrante peruana Rosana Reátegui criou o espetáculo "Temperos de Frida", que estreou no Rio de Janeiro em 2023. Agora, o trabalho, com direção de Tatiana Motta Lima, ganha duas apresentações gratuitas em São Paulo, nos dias 24 e 25 de janeiro, no Teatro Flávio Império. A peça tem como eixo temático central as simbologias que circundam vida e morte, suas manifestações nos espaços de convivência social e a criação de espaços sagrados e profanos nos cotidianos das mulheres, embalado com músicas de cantoras latino-americanas e costurado por episódios da vida da pintora Frida Kahlo.

Na trama, em plena noite de comemoração do "Dia dos Mortos", o público é convidado para conhecer o bar Viva La Vida, comandado por Rosana Reátegui, a dona da bodega. Nessa celebração da vida, também estão a cantora Natália Sarante e o violonista Luciano Camara para festejar a vida. Embalada por clássicos da música latino-americana, como La Llorona, La Bruja e  Cucurrucucu Paloma, Cariñito, Gracias a la Vida, Adelita e Explode Coração, interpretadas ao vivo, Reátegui traz à cena episódios da vida da pintora mexicana Frida Kahlo (1907-1954) e sua relação com Catrina, a Dona Morte.

Frida recebeu inúmeras vezes a visita de D. Catrina, sua madrinha, e do modo que podia e por sua conta e risco, como boa afilhada, sempre afirmou a vida. Fez arte, fez sexo e fez festa! Pois, como diz o escritor, professor e historiador brasileiro Luiz Antônio Simas, não se faz festa porque a vida é boa, mas justamente pela razão inversa. O público é convidado para um lugar provocador e cúmplice, no qual tempo e espaço se misturam, estabelecendo um ambiente de festa e memória para aproximar sagrado, profano, vida e morte. Em alguns momentos, o tempo cronológico e material para e flutua, sobretudo quando o principal oratório daquele bar se abre, pois assim é que se convoca Catrina.


Ficha técnica
Espetáculo "Temperos de Frida"
Concepção, atuação e dramaturgia: Rosana Reátegui
Direção: Tatiana Motta Lima
Canto: Natalia Sarante
Violonista: Luciano Camara
Figurinista e Adereços: Francisco Leite
Cenografia: Daniele Geammal e Renato Marques
Direção de palco: Francisco Leite
Colaboração dramatúrgica: Cadu Cinelli
Iluminação: Thiago Monte e Renato Marques
Operação de luz e montagem:Renato Marques
Confecção de Máscara da Catrina: Paul Colinó Vargas (Peru)
Preparação de máscara: Marise Nogueira
Designer cartaz: Pedro Pessanha
Designer visual e vídeos: Rodrigo Menezes
Fotografia: Renato Mangolin
Produção executiva e local: Adriana Silva
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Realização: QINTI Companhia


Serviço
Espetáculo "Temperos de Frida"
Dias 24 e 25 de janeiro, no sábado, às 20h00, e no domingo, às 18h00
Teatro Flávio Império - Rua Professor Alves Pedroso 600, Cangaíba. São Paulo. Prox Estação Engenheiro Goulart (linha 12)
Ingressos: grátis, distribuídos uma hora antes de cada sessão
Classificação: 16 anos
Duração: 60 minutos
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

.: Sesc 24 de Maio traz Garotos Podres com show “Mais Podres do que Nunca”


Banda de punk rock dos anos 80 apresenta show de seu primeiro álbum. Foto: Mazzei.br 

O Sesc 24 de Maio recebe no dia 25 de janeiro o show “Mais Podres do que Nunca” da banda Garotos Podres, um dos ícones do punk rock brasileiro dos anos 80. Conhecida por suas composições irreverentes e com forte crítica social, a banda promete levar o público a uma viagem nostálgica ao seu som original.

Engajada em movimentos sociais, Garotos Podres estreou nos palcos em 1983, com um show em prol do Fundo de Greve dos Metalúrgicos do ABC, muito ligado a própria origem da banda, que é de Mauá. Seu primeiro álbum, que leva o nome do show, "Mais Podres do que Nunca", foi lançado em 1985, ultrapassando a marca de 50.000 mil cópias vendidas.

Atualmente a banda apresenta 3 novos integrantes em sua composição, sendo Mao o único da formação original. Em 2026 se apresentam: Mao (vocalista), Rinaldi (guitarra), Uel (baixo) e Negralha (bateria). No palco, tocam clássicos do primeiro disco, como Johnny, Papai Noel Velho Batuta e Liberdade (Onde Está?). 


Serviço 
Show da banda Garotos Podres

Dia 25 de janeiro de 2026, domingo, às 18h00
Sesc 24 de Maio, Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – 350 metros da estação República do metrô
Classificação: 12 anos
Ingressos: sescsp.org.br/24demaio ou através do aplicativo Credencial Sesc SP e nas bilheterias - R$60 (inteira), R$30 (meia) e R$18 (Credencial Sesc).
Duração do show: 90 minutos
Serviço de van: transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h00 às 23h00, e aos domingos e feriados, das 18h00 às 21h00.

Sesc 24 de Maio
Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo
350 metros do metrô República
Telefone: (11) 3350-6300

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