terça-feira, 10 de março de 2026

.: Projeto une literatura e música para mostrar legado de Langston Hughes

Unindo literatura e música, o projeto "Do Blues À Poesia: A Obra De Langston Hughes" faz homenagem a uma das figuras mais icônicas dos Estados Unidos do início do século 20, uma referência na arte e na resistência negra. A iniciativa traz apresentação do "Blues Macambúzio - O Show" no sábado, 14 de março, às 20h00, no Centro da Terra. Os ingressos estão à venda pela plataforma Sympla. O livro "O Blues Macambúzio" ("The Weary Blues"), obra que completa 100 anos em 2026, estará disponível para compra no site da produtora Româ Atômica (https://www.romaatomica.com.br/). É a primeira vez que a publicação ganha uma tradução em português.

"The Weary Blues" ou "O Blues Macambúzio", tradução de Pedro Tomé, é uma coletânea de poemas escrita por Langston Hughes (1901-1967), um dos principais nomes do Harlem Renaissance, movimento cultural e literário que ocorreu em Nova York. A publicação foi uma resposta à discriminação racial e à segregação que os afro-estadunidenses sofriam na época. O livro é importante na história da literatura estadunidense, não apenas como uma obra de arte literária, mas também como um testemunho do poder da música e da cultura negra. Os temas desenvolvidos são a marginalização do trabalho, a solidão, a vida no Harlem, o sonho americano, a noção de pertencimento. 

O show nasce como uma forma de se aventurar nas possibilidades musicais que a obra literária de Langston proporciona, unindo as influências do jazz que predominava no movimento Harlem Renaissance com a cadência poética e fonética de alguns de seus poemas emblemáticos. 

“Langston Hughes foi uma das vozes centrais do Renascimento do Harlem, consolidando uma poética marcada pela musicalidade e pela ruptura com padrões eurocêntricos. Ao valorizar a linguagem cotidiana e afirmar a cultura negra como arte, levou o dia a dia da população negra ao centro da literatura. Sua obra aborda desigualdade e resistência, e permanece atual ao dialogar com os debates raciais contemporâneos e inspirar reflexões sobre identidade, justiça social e ancestralidade”, enfatiza Éder Augusto Marcos, idealizador e diretor musical do projeto.

O repertório conta com faixas como "The Weary Blues" ("O Blues Macambúzio"), "Harlem Night Club" ("Clube Noturno do Harlem"), "Blues Fantasy" ("Fantasia Blues"), "Dream Variation" ("Variação de Sonho"), "Fantasy in Purple" ("Fantasia em Púrpura") e "Danse Africaine" ("Danse Africaine"). No palco, estão Éder Augusto Marcos (Direção Artística e Vocal), Pedro Tomé Castro (Arranjos e Composição Musical; Violão e Guitarra), Negra Vat (Vocal), Vanessa Ferreira (Baixo), Laura Santos (Clarinete), Vênus Garland (Bateria) e João Sirangelo (Teclas e Guitarra).

A apresentação musical vem como um desdobramento da tradução do livro e parte da própria publicação para selecionar poemas que dialogam diretamente com a musicalidade. Entre eles, há textos mais ligados ao universo do blues e aos clubes do Harlem, além de obras como Dream Variation, que propõem reflexões sobre identidade e pertencimento da população negra. A apresentação busca evidenciar as diferenças e aproximações entre jazz e blues, transitando também pelo gospel e pela improvisação, em um percurso sonoro marcado pela fusão de ritmos e pela força poética.

“Acho fundamental que o público brasileiro tenha contato com essa obra, porque, apesar da distância histórica, ela segue absolutamente atual. O projeto cria pontes entre Brasil e Estados Unidos ao refletir sobre identidade racial no campo artístico, aproximando música, literatura e resistência. Ao olhar para nossas semelhanças e diferenças, ampliamos a compreensão da comunidade negra e fortalecemos a arte como ferramenta de transformação social”, finaliza o idealizador.

O show "Blues Macambúzio" é uma ação que faz parte do projeto  "Do Blues á Poesia: a Obra de Langston Hughes" foi contemplado no Edital Fomento CULTSP – PNAB Nº 39/2024 Fomento à Economia Criativa da Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas do Governo do Estado de São Paulo.


Serviço
"Blues Macambúzio - O Show"

Sábado, 14 de março, às 20h00
Centro da Terra: R. Piracuama, 19 - Perdizes / São Paulo
Ingressos: R$ 70,00 (inteira) e R$ 35,00 (meia-entrada)
https://www.sympla.com.br/evento/blues-macambuzio-o-show/3312636


"The Weary Blues ou O Blues Macambúzio"

Páginas: 142
Preço: R$ 30,00 (valor promocional de lançamento). Depois R$ 65,00
Venda no https://www.romaatomica.com.br/


Ficha técnica
"Do Blues á Poesia: a Obra de Langston Hughes" 
Éder Augusto Marcos (Idealizador, Mediador, Palestrante e Diretor Musical)
Pedro Tomé (Palestrante, Mediador e Tradutor)
João Sirangelo (Músico)
João Raphael Reis (Revisor)
Eloísa Aragão (Revisão do prefácio)
Martha Macruz (Assessoria jurídica)
Bruno Gonçalves (Advogado)
Victor Paula (Diagramação, Identidade Visual e Design Gráfico)
Matheus Jeronimo (Direção de Comunicação)
Amara Hartmann (Idealização e Coordenação de Produção)
Paloma Rodrigues (Idealização e Direção de Produção)
Romã Atômica (Produção)


"Blues Macambúzio - O Show"
Direção Artística e Vocal: Éder Augusto Marcos
Arranjos e Composição musical: Pedro Tomé Castro
Vocal: Negra Vat
Baixo: Vanessa Ferreira
Clarinete: Laura Santos
Bateria: Vênus Garland
Violão e Guitarra: Pedro Tomé Castro
Teclas e Guitarra: João Sirangelo
Piano em Dream Variations: Tami Silveira
Projeto de luz e operação: Felipe Tchaça
Arranjos e Produção musical: João Sirangelo
Assistente de produção: Lennin Modesto
Produção Executiva:  Vinícius Prates
Direção de Produção: Paloma Rodrigues
Coordenação de produção: Amara Hartmann
Produção: Romã Atômica

.: Coletivo Labirinto estreia espetáculo "Pés-Coração" no Sesc Pompeia


Com direção de Luiz Fernando Marques e dramaturgia de Abel Xavier, espetáculo parte da cultura dos Rarámuri, povo indígena do México conhecido por percorrer grandes distâncias a pé. Foto: Tomas Franco

A partir de um olhar para um povo indígena que corre grandes distâncias a pé, o Coletivo Labirinto propõe uma reflexão sobre a condição latino-americana em seu novo trabalho, "Pés-Coração". O espetáculo tem sua temporada de estreia no Sesc Pompeia no dia 12 de março de 2026. O trabalho tem direção de Luiz Fernando Marques, o Lubi, e dramaturgia de Abel Xavier. Em cena, estão Carol Vidotti, Emilene Gutierrez e Wallyson Mota, além da artista convidada Allycia Machaca.

O interesse pelo povo Rarámuri surgiu durante o processo de montagem de "Mirar - Quando os Olhos Se Levantam", o trabalho anterior do grupo. “A Emilene Gutierrez, integrante do coletivo, trouxe essa informação de que tinha um povo originário do norte do México que era conhecido por caminhar longas distâncias a pé, de correr por longos quilômetros, e que esse povo, inclusive, estava vencendo maratonas internacionais, contrariando todas as expectativas em relação a essa ideia de uma preparação convencional para a maratona. Então, essa primeira curiosidade foi o que nos chamou a atenção”, conta Wallyson Mota, um dos criadores do trabalho.

A partir dessa provocação, o Coletivo Labirinto, que há 13 anos sempre esteve em contato com questões e dramaturgias contemporâneas da América Latina, em temáticas mais urbanas, decidiu deslocar o foco de seu olhar para o novo trabalho. “Estar em contato com os Rarámuri propicia para nós fazer uma ponte, traçar uma linha transversal no tempo para nos colocar em contato com algo mais fundante da nossa identidade, das nossas características, do nosso modo de ser”, explica.

A partir desse novo foco, o grupo passou a se debruçar sobre questões como: por que um povo, uma coletividade corre? Para quem a gente corre? Com quem corremos? De quem corremos? Será que a corrida pode representar algum tipo de alegoria para a condição latino-americana?

“Quando começamos a estudar mais fortemente o povo Rarámuri, descobrimos alguns pesquisadores que afirmam que essa corrida constante também pode ter a ver com o processo colonizatório que os espanhóis impuseram ao México. Nós, latino-americanos, estamos sempre no corre, estamos sempre nesse movimento constante. Então, acho que essas são questões que ficam fortes da peça. E acho que discutir isso no palco, no nosso contexto hoje, é discutir processos históricos também. Por que os nossos povos são identificados com essa ideia da corrida? O que isso representa culturalmente, socialmente, politicamente?”, indaga Mota. 

O artista-criador ainda diz que o grupo passou a discutir a própria noção de tempo. “Quando a gente corre, de alguma forma, tem uma ideia de que está acelerando o tempo. Esse tempo está passando mais rápido. Então, tratar de corrida no âmbito latino-americano é também tratar do tempo, deste tempo. Nós compartilhamos este momento histórico, esta fatia de tempo, conjuntamente com o público. Acho que tem algo por aí também”, acrescenta.

Sobre o processo de criação da dramaturgia, Abel Xavier conta que o processo foi muito colaborativo. “Desde o início, Lubi propôs que nos embriagássemos das referências, das vontades e ideias para que fossemos construindo passo a passo durante os ensaios quais histórias e personagens poderiam dialogar com esse tema da corrida e do corre na América Latina. E, a partir dessas improvisações, fui desenvolvendo e lapidando a dramaturgia”, explica.

Xavier ainda revela que a dramaturgia também dialoga com a história do Coletivo Labirinto, que se dedica a pesquisar e debater a América Latina há tanto tempo. “Eu costumo dizer que dessa vez estamos nos fantasiando de Brasil para pensar essa América Latina, porque o texto, de alguma maneira, faz referência a essas imagens de brasilidade para tentar correr disso ou correr com isso para a construção de uma identidade latina possivel”, complementa o dramaturgo.

“São Paulo é uma cidade que vive um capitalismo tardio, das margens. Acho que a ideia de estarmos em grupo no teatro é um gesto no sentido de furar essa lógica e promover algum tipo de ponte entre nós e a cultura rarámuri, por exemplo. Porque há em ambos o desejo pela coletividade. Não pela individualidade. O coletivo de teatro é, de alguma forma, a ideia de um sonho comum, de um sonho conjunto. E observando os rarámuris, percebemos que a corrida muitas vezes não está atrelada a uma vitória individual, como no esporte. A corrida acontece muito como um modo de existir e um modo de compartilhar a vida. Juntos. Acho que, ao fazermos teatro, optamos por um modo de existir e um modo de compartilhar a vida também, nessa nossa coletividade”, compara Wallyson Mota.


Sobre o Coletivo Labirinto
Fundado em 2013, o Coletivo Labirinto é um núcleo de pesquisa e criação cênica formado por artistas que transitam entre direção, atuação, performance e produção, a fim de investigar as relações des sujeites com o seu panorama social através da dramaturgia latino-americana contemporânea.

Entre os trabalhos estreados pelo grupo, estão “Sem_Título” (2014), “Argumento Contra a Existência de Vida Inteligente no Cone Sul” (2019), “Onde Vivem os Bárbaros” (2021/2022) e “Mirar: Quando os Olhos se Levantam”  (2022).


Ficha técnica
Espetáculo "Pés-Coração"
Pesquisa e Idealização: Coletivo Labirinto
Criadores: Abel Xavier, Carol Vidotti, Emilene Gutierrez, Wallyson Mota e Luiz Fernando Marques Lubi
Direção: Luiz Fernando Marques Lubi
Dramaturgia: Abel Xavier
Atuação: Carol Vidotti, Emilene Gutierrez e Wallyson Mota
Artista convidada: Allycia Machaca
Direção Musical e Trilha Original: Caetano Ribeiro
Músicos em cena: Caetano Ribeiro (guitarra, violão e voz) e Leandro Vieira (percussão e eletrônicos)
Canto: Allycia Machaca
Concepção audiovisual: Luiz Fernando Marques Lubi e Sol Faganello
Mapping, operação de vídeo e câmera: Sol Faganello
Edição vídeo Retiro: Tomás Franco
Atuantes: Alexandra Tavares, Camila Cohen, Daniela Alves, João Pedro Ribeiro, Lucas Bernardo, LuzMa Moreira, Paula Petreca, Renan Coelho, Sebastian Santamaria
Coreografia: Paula Petreca
Preparação de atores (Cena Passistas): Rhena de Faria
Cenário: Luiz Fernando Marques Lubi
Cenotécnico: Zé Valdir
Figurino: Emilene Gutierrez e Allycia Machaca
Visagismo: Fábia Mirassos
Adereços: Allycia Machaca
Fantasias Carnaval: Sérgio Cardoso Lopes
Desenho e operação de luz: Matheus Brant
Técnico e operador de som: Tomé de Souza
Coordenação de Ensaio: Madu Arakaki
Fisioterapia: Leandro Faria
Pesquisa e condução Retiro Artístico: Elias Cohen
Apoio Teórico: Gina Monge Aguilar
Mesas de Reflexão: Gina Monge Aguilar , Salloma Salomão, Monica Rodriguez Ulo, Paula Petreca, Paula Narvaez, Elias Cohen, Antonia Moreira, Andrezza Rodrigues e OWERÁ
Fotos: Tomás Franco
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Redes Sociais: Jorge Ferreira e Hayla Cavalcanti
Estagiários Produção: Bento Carolina e Mariana Ruiz
Produção: Corpo Rastreado - Leo Devitto


Serviço
Espetáculo "Pés-Coração"
Temporada: 12 de março a 5 de abril de 2026
Quinta-feira a sábado, às 20h00; domingos, às 18h00; 
Sextas (dias 13, 20 e 27 de março), também às 16h00.
Sessão extra: quarta, dia 1° de abril, às 20h00. 
Dia 3 de abril, Sexta-feira Santa não haverá sessão - Sesc fechado
Sesc Pompeia - R. Clélia, 93 - Água Branca, São Paulo
Ingressos: R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia-entrada) e R$ 18,00 (credencial plena)
Vendas on-line em sescsp.org.br
Classificação: 16 anos
Duração: 90 minutos
Capacidade: 302 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
As sessões dos dias 13, 20 e 27, às 20h00, terão tradução em Libras.

.: Majur apresenta o show “Gira Mundo” no Teatro do Sesc Santos


Movida pela potência da herança cultural afrodiaspórica, Majur constrói uma apresentação que articula música, dança e espiritualidade. Foto: Ladeira/Lucas Marinho


A cantora e compositora baiana Majur leva ao palco do Teatro do Sesc Santos o espetáculo do novo álbum “Gira Mundo”, trabalho composto por 16 faixas em iorubá que propõem uma imersão profunda nas raízes da cultura afro-brasileira, nesta sexta-feira, dia 13 de março, às 20h00. O show traduz ao vivo a força do disco e marca um novo momento na trajetória da artista, consolidando sua pesquisa estética e espiritual em torno da ancestralidade africana.

Movida pela potência da herança cultural afrodiaspórica, Majur constrói uma apresentação que articula música, dança e espiritualidade. No repertório, o público encontra sonoridades que transitam entre o afropop contemporâneo, arranjos percussivos e atmosferas orquestrais, criando uma experiência sensorial que dialoga com identidade, fé e pertencimento.

A turnê teve início em julho, cerca de um mês após a artista retornar de sua primeira temporada de shows pela Europa. No palco, o espetáculo ganha contornos ainda mais performáticos com o retorno do balé às apresentações da cantora. Quatro dançarinos integram a cena e interpretam as chamadas danças silvestres, inspiradas em tradições africanas e em movimentos ligados à natureza e à espiritualidade.

A coreografia é assinada por Thainara Cerqueira e Priscila Borges, reunindo nomes importantes da dança afro no Brasil, como Tatiana Campêlo, Nildinha Fonsêca e Vera Passos, todas de Salvador (BA) e reconhecidas por sua atuação na difusão das danças silvestres. “Esse movimento é muito potente. São quatro mulheres negras incríveis, que fazem parte do fomento da cultura africana no Brasil. Tê-las neste projeto é uma grande honra”, destaca Majur.

Com direção artística cuidadosa, “Gira Mundo” se constrói como um espetáculo que reúne sonoridade, corporeidade e espiritualidade em um mesmo palco. A direção musical fica sob a condução de Ícaro Sá, também responsável pela produção do álbum. A banda conta com três atabaques, percussão, teclado e dois backing vocals, reforçando a dimensão rítmica e ritualística da apresentação. No teclado está Ícaro Santiago, que também colaborou na criação musical do disco ao lado de Sá.

Ao longo da carreira, Majur tem flertado com diferentes sonoridades e abordado, em suas composições, temas ligados à identidade, ancestralidade e resistência. Seu início de trajetória chamou atenção no cenário musical brasileiro: apadrinhada por Caetano Veloso, a artista ganhou projeção nacional ao dividir os vocais com Emicida e Pabllo Vittar no sucesso AmarElo. Autora dos álbuns "Ojunifé", "Arrisca" e "Gira Mundo", a cantora também realizou em 2025 uma turnê internacional pela Europa, ampliando o alcance de sua obra e consolidando sua presença no circuito musical contemporâneo.

Serviço
Show “Gira Mundo” com Majur 
Sexta-feira, dia 13 de março, às 20h00
Ingressos: R$ 15,00 (credencial plena) | R$ 25,00 (meia) | R$ 50,00 (inteira)

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta-feira, das 9h00 às 21h30 | Sábados e domingos, 10h00 às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos

.: Dia da Pipoca na Cineflix Cinemas: leve um balde e por R$ 10 tenha puro sabor

O Dia da Pipoca na rede Cineflix Cinemas acontece em 11 de março de 2026. A ação permite que o público leve para encher por uma vez, um recipiente próprio, higienizado e impermeável, com capacidade de até 5 litros. A promoção é válida em todas as unidades Cineflix e enquanto durarem os estoques.

E para aproveitar a ida até o cinema, vale lembrar que a unidade Cineflix Cinemas de Santos, localizada no Shopping Miramar, apresenta três estreias esta semana como a animação Disney "Cara de Um, Focinho De Outro", a ficção científica de terror "A Noiva!" e o suspense psicológico "Mother´s baby".

A Cineflix Santos segue com a exibição do terror "Pânico 7", do drama indicado ao Oscar "Sirât", da animação "Um Cabra Bom de Bola", do romance arrebatador "O Morro dos Ventos Uivantes" e o suspense psicológico "A Empregada". Compre antecipadamente os ingressos aquihttps://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Estão disponíveis para venda os baldes colecionáveis da animação "Cara de Um, Focinho de Outro"A unidade de Cinemas Cineflix Santos, fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Saiba das novidades e as próximas estreias no instagram: https://www.instagram.com/cineflixcinemas

"A Noiva!"(The Bride!). Gênero: terror, ficção científica. Direção e roteiro: Maggie Gyllenhaal. Duração: 127 minutos. Distribuição: Warner Bros. Elenco: Jessie Buckley como A Noiva, Christian Bale como Frankenstein, Penélope Cruz, Annette Bening, Peter Sarsgaard. Sinopse: Na Chicago da década de 1930, um Frankenstein solitário busca a ajuda da Dra. Euphronia para criar uma companheira para si. Eles revivem uma jovem assassinada, dando origem à Noiva. No entanto, ela transcende as intenções de seus criadores, desenvolvendo uma identidade própria e desencadeando um romance fervoroso e mudanças sociais radicais.

"Cara de Um, Focinho De Outro"(Hoppers). Gênero: Animação. Direção e roteiro: Daniel Chong. Duração: Aprox. 106 minutos. Distribuição: Pixar Animation Studios / Walt Disney Pictures. Vozes: Piper Curda (Mabel), Jon Hamm (Prefeito Jerry). Sinopse: A história acompanha Mabel, uma amante dos animais que utiliza uma tecnologia revolucionária para transferir sua mente para um castor robô hiper-realista. Ao se infiltrar no mundo animal, ela descobre mistérios inimagináveis e precisa agir contra os planos de Jerry, um prefeito hostil aos seres não humanos.

"Mother´s baby"(Mother´s baby). Gênero: thriller psicológico. Direção e roteiro: Johanna Moder. Roteiro (Adicional): Arne Kohlweyer. Duração: 108 minutos. Distribuição: Autoral Filmes. Elenco: Marie Leuenberger (Julia), Hans Löw (Georg), Claes Bang (Dr. Vilfort), Julia Franz Richter (Gerlinde). Sinopse: Julia, uma maestrina de sucesso, enfrenta um pós-parto traumático e, ao reencontrar seu bebê, passa a desconfiar que a criança não é sua, mergulhando em uma espiral de paranoia e mistério.


"Pânico 7". (Scream 7). Direção: Kevin Williamson. Elenco: Neve Campbell retorna como Sidney Prescott. Courteney Cox reprisa seu papel como Gale Weathers. Isabel May interpreta a filha de Sidney. Patrick Dempsey (rumorado) e Joel McHale aparecem no elenco, com McHale interpretando o marido de Sidney.  Duração: 1 hora e 55 minutos. Sinopse: Com Sidney Prescott (Neve Campbell) de volta ao centro da história. Agora vivendo uma vida pacata com sua família, ela se torna novamente o alvo de um novo Ghostface, mas desta vez o perigo é mais pessoal, pois sua filha, Tatum Evans (Isabel May), é o alvo principal. 

"Sirât". (Sirât, 2025). Gênero: drama/thriller imersivo, road movie. Direção: Oliver Laxe. Roteiro: Oliver Laxe e Santiago Fillol. Duração: 1h55. Países de Origem: Espanha / Marrocos. Sinopse: O filme acompanha um pai e um filho que, após a filha/irmã desaparecer em um rave no Marrocos, iniciam uma busca desesperada que os leva a um perigoso e místico deserto. O filme é conhecido por sua atmosfera de suspense e uso de cenas de raves autênticas.


"O Morro dos Ventos Uivantes". Gênero: drama, romance. Direção: Emerald Fennell. Elenco: Margot Robbie (Catherine Earnshaw), Jacob Elordi (Heathcliff), Hong Chau, Alison Oliver, Shazad Latif e Ewan Mitchell. Sinopse: A tragédia acontece quando Heathcliff se apaixona por Catherine Earnshaw, uma mulher de uma família rica na Inglaterra do século 18.

"Um Cabra Bom de Bola". Gênero: animação. Direção: Tyree Dillihay. Elenco: Carolina Dieckmann (Kátia), Júlia Rabello (Léo) e Caco Ciocler (Zeca). Sinopse: Uma pequena cabra com grandes sonhos recebe uma oportunidade única na vida de se juntar aos profissionais. A história acompanha Zeca Brito (Will na versão original), uma pequena cabra com grandes sonhos que recebe uma oportunidade única de se juntar aos profissionais e jogar berrobol — um esporte de alta intensidade que lembra o basquete. Zeca precisa provar que, mesmo sendo pequeno, tem talento para brilhar no esporte e mudar a história do jogo.

"A Empregada". (The Housemaid). Gênero: Suspense Psicológico, Thriller. Direção: Paul Feig. Roteiro: Rebecca Sonnenshine, Freida McFadden. Ano de Lançamento: 2025. Data de Estreia (Brasil): 18 de Dezembro de 2025. País: EUA. Idioma: Inglês. Duração: 2h11m. Elenco Principal: Sydney Sweeney (Millie), Amanda Seyfried (Nina), Brandon Sklenar (Andrew), Michele Morrone. Baseado em: Livro de Freida McFadden. Sinopse: A história segue Millie Calloway, que, após sair da prisão, consegue um emprego como empregada na casa dos ricos Nina e Andrew Winchester, mas logo percebe a natureza perturbadora de Nina e as dinâmicas disfuncionais da família, levando a situações de manipulação e suspense, enquanto Millie tem seus próprios segredos. 


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Leia+

.: Crítica: "A Noiva!" é saboroso delírio em thriller gótico feminista efervescente

.: Crítica: "Cara de Um, Focinho De Outro" une avó e neta pela natureza

.: Crítica: "Pânico 7" é retorno triunfal de Sidney Prescott e do temível Ghostface

.: Crítica: "Sirât" é caminhada infernal de quem não sabe lidar com a ausência

.: Crítica: "Um Cabra Bom de Bola" ensina a criar raízes profundas e sonhar

.: Crítica: "O Morro dos Ventos Uivantes" é apimentado, mas cheio de romance

.: Crítica: "O Agente Secreto" é filmaço imperdível com a cara do Brasil

segunda-feira, 9 de março de 2026

.: Livro “Desemprego e Outras Heresias”, de Bruno Inácio, ganha nova edição


Com escrita fragmentada e fluxo de consciência, livro esgotado desde 2023 ganha nova edição pela Sabiá Livros e consolida a linguagem cortante do autor paulista

Com uma escrita fragmentada, direta e construída em fluxo de consciência, o romance "Desemprego e Outras Heresias", de Bruno Inácio, ganha nova edição pela Sabiá Livros, após o esgotamento de sua primeira edição. A obra investiga os efeitos duradouros do fanatismo religioso no ambiente familiar e reafirma a força literária de um autor que aposta na tensão entre forma e conteúdo. Trata-se de um romance inquietante sobre os traumas provocados por uma ruptura familiar. De forma crua e cortante, o autor traduz em linguagem o estado mental do protagonista, criando uma atmosfera de constante tensão, isolamento e desolação.

A 2ª edição conta com texto de orelha de Marcelo Labes, prefácio de Cintia Brasileiro, fotos de Lucas Orsini e textos de quarta capa assinados por Xico Sá, Carla Guerson, Pedro Augusto Baía e Gael Rodrigues. A capa, o projeto gráfico e o posfácio são de Andreas Chamorro. Escrito em um fluxo de consciência não linear, o romance acompanha Fábio, um publicitário que vive em São Paulo, distante de sua cidade natal, e enfrenta o isolamento, o desemprego e a falta de perspectivas. A narrativa alterna entre passado e presente, costurando a melancolia da vida adulta com lembranças de uma infância marcada por culpa, rejeição e episódios familiares tensos.

Quando Fábio recebe um pacote enviado por seu irmão, é lançado a um mergulho involuntário nas memórias desse passado, fazendo emergir um mistério que atravessa toda a obra e conecta essas duas pontas de sua existência. As relações familiares estão no centro do interesse literário de Bruno Inácio. “Ao longo dos séculos, a literatura tem se aprofundado nas mais diversas dinâmicas possíveis entre pessoas de uma mesma família e, ainda assim, o tema parece longe de estar esgotado”, afirma o autor.

A desolação com que o protagonista encara a vida desde a infância é tão visceral que provoca no leitor a dúvida sobre o caráter autoficcional da obra. Bruno reconhece que parte da história dialoga com uma experiência pessoal: o desemprego. “Quando mudei de cidade, pensei que não teria dificuldades para encontrar trabalho, mas fiquei quase um ano e meio sem ocupação formal”, relata.

Ainda assim, o autor destaca que o romance nasce do encontro entre vivências distintas. “Resolvi escrever uma história que juntasse a questão do desemprego com outro tema que já me causava bastante preocupação: os impactos do fanatismo religioso na formação de crianças e adolescentes”, explica.

Linguagem própria e amadurecimento literário Mesmo diante de temas densos," Desemprego e Outras Heresias" se constrói como uma obra coesa e instigante, consolidando o estilo próprio de Bruno Inácio: frases curtas, secas e diretas, que intensificam o ritmo da leitura e o impacto emocional da narrativa. Essa linguagem, já presente em seu livro de contos de estreia, ganha maior fôlego e complexidade no romance. “Foi desafiador construir uma história mais longa e compor um personagem tão complexo quanto o Fábio, alguém repleto de manias e contradições internas”, comenta o escritor. Compre o livro "Desemprego e Outras Heresias", de Bruno Inácio, neste link.


Sobre o autor
Bruno Inácio
nasceu em Ituverava, interior de São Paulo, e vive desde 2018 em Uberlândia (MG). É graduado em Jornalismo pela Universidade de Franca, mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Uberlândia e pós-graduado em Psicanálise e Análise do Contemporâneo (PUCRS), Cinema e Produção Audiovisual (USCS) e Literatura Contemporânea (Centro Universitário Barão de Mauá). É colaborador do Le Monde Diplomatique, Jornal Rascunho e São Paulo Review. Já publicou textos em veículos como Rolling Stone Brasil e Estado de Minas.

Na literatura, estreou em 2022 com "Desprazeres Existenciais em Colapso" (Patuá) e "De Repente Nenhum Som" (Sabiá Livros), lançado em 2024. "Desemprego e Outras Heresias", publicado originalmente em 2022, retorna agora em nova edição após o esgotamento dos 500 exemplares iniciais. O interesse pela escrita surgiu ainda na adolescência. “Até os vinte e poucos anos me dediquei à poesia, depois, passei a escrever prosa e me encontrei”, conta.

Entre suas referências literárias estão Marcelino Freire, Marcela Dantés e Carlos Eduardo Pereira, além de Caio Fernando Abreu, Clarice Lispector e Lygia Fagundes Telles. Outro nome fundamental em sua formação estética é Cazuza. Trechos de músicas do cantor aparecem em passagens relevantes de Desemprego e outras heresias, especialmente canções dos primeiros discos do Barão Vermelho. “Cazuza me impacta desde a adolescência e me hipnotiza até hoje com seus versos, o mesmo acontece com Fábio, protagonista do livro”, afirma o autor. Compre os livros de Bruno Inácio neste link.

.: Evelyn Castro será o Burro Falante em "Shrek - O Musical", que estreia em abril


Atriz assume personagem central da superprodução que estreia em abril no Teatro Renault, ao lado de Tiago Abravanel, Fabi Bang e Myra Ruiz. Foto: Jairo Goldflus (foto); Gabriel Pinho (edição)


A atriz Evelyn Castro foi confirmada no elenco de "Shrek - O Musical" e dará vida ao Burro Falante na montagem que estreia em 15 de abril, no Teatro Renault, em São Paulo. Personagem central da trama e parceiro inseparável do ogro, o Burro é reconhecido pelo humor afiado e pela presença constante ao longo da jornada. Com trajetória marcada pela comédia e pelo teatro musical, Evelyn assume o papel em uma leitura inédita na produção brasileira. A personagem, tradicionalmente interpretada por homens em grandes montagens internacionais, ganha agora uma nova perspectiva nos palcos nacionais. “É um personagem que exige ritmo, escuta e entrega. O Burro é o coração pulsante da história, aquele que provoca, questiona e move a narrativa. Assumir esse papel é um desafio que me instiga como atriz”, afirma Evelyn Castro.

A escalação insere Evelyn em um elenco de grande projeção. Ela se junta a Tiago Abravanel, que interpretará Shrek, e às atrizes Fabi Bang e Myra Ruiz, que se revezam no papel de Fiona. A reunião desses nomes marca a dimensão da superprodução, inspirada no filme vencedor do Oscar de Melhor Animação em 2002 e em uma das franquias mais populares do cinema mundial. "Shrek - O Musical" transporta para o teatro a história do ogro que vê seu pântano invadido por criaturas de contos de fadas e parte em missão para resgatar uma princesa. A adaptação preserva o humor e a trilha marcante da animação, ampliando a narrativa com números musicais e soluções cênicas de grande escala.

Diretor-geral da produção, Gustavo Barchilon afirma que a chegada de Evelyn ao elenco reforça o compromisso de preservar o humor rápido e visual que caracteriza Shrek nas telas e nos palcos, mas com personagens mais próximos da realidade emocional dos brasileiros. “A proposta é que o público reconheça os personagens como figuras humanas, com fragilidades, desejos e contradições, e, a partir dessa identificação, o humor se torne ainda mais potente. Nosso elenco tem tudo para conquistar a plateia, e a Evelyn tem o timing de humor físico e verbal que o papel exige”, diz Barchilon.

Apresentada pelo Ministério da Cultura e pela Brasilprev, a montagem tem a assinatura do Instituto Artium, em coprodução com o Atelier de Cultura, responsáveis por grandes espetáculos do teatro musical no país como “Wicked”. Carlos Cavalcanti, presidente do Instituto Artium, destaca a capacidade do elenco de dialogar com o público adulto e infantil. “Shrek tem esse poder de conversar com a família toda. Estamos fazendo uma montagem para agradar e surpreender diferentes gerações. Será um espetáculo grandioso e cheio de surpresas técnicas e artísticas”, diz Cavalcanti. Os ingressos para Shrek – O Musical estão disponíveis pelo site ticketsforfun.com.br e na bilheteria do Teatro Renault, sem cobrança de taxa de conveniência.


Serviço
"Shrek - O Musical"
Estreia: Quarta-feira, 15 de abril de 2026, às 20h
Sessões: quartas, quintas e sextas-feiras, às 20h00; sábados, às 15h00 e 19h30; domingos, às 14h00 e 18h30.
Ingressos: de R$ 50,00 a R$ 450,00
Local: Teatro Renault – Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista / São Paulo
Classificação Indicativa Etária: Livre. Menores de 12 anos devem estar acompanhados dos pais e/ou responsáveis legais.
Duração: 165 minutos com 15 minutos de intervalo


Canais de venda oficiais
Bilheteria on-lineticketsforfun.com.br
Bilheteria física - sem taxa de conveniência
Bilheteria do Teatro Renault - Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista/São Paulo. Horário de funcionamento: Terça a domingo, das 12h00 às 20h00, exceto feriados.

.: Espetáculo valoriza a cultura negra com história lúdica no Sesc Bom Retiro


De forma leve e lúdica, a montagem propõe ao público infantil uma experiência que combina entretenimento e reflexão, colocando temas sociais no centro da cena. Foto: Tico Dias e Binho Cidral


Com uma história que envolve pertencimento e respeito às diferenças a partir do olhar de uma criança, além de colocar em cena práticas antirracistas e a valorização da ancestralidade, "Quando Anoitece" está em cartaz no teatro do Sesc Bom Retiro. A temporada acontece sempre aos domingos, às 12h00, até 19 de abril, com sessão extra no feriado de 21 de abril, terça-feira, às 12h00. A direção é de Flávio Rodrigues e a dramaturgia é de Le Conde. O elenco conta com Amanda Linhares, Conrado Costa, Leonardo Garcez, Marina Espinoza e Thaís Cabral, atriz que - além de estar em cena - é idealizadora e produtora do projeto. O espetáculo também faz apresentações gratuitas nos dias 25 e 26 de abril, sábado e domingo, às 15h, no Espaço Cultural Inventivo, próximo à estação de metrô Vila Prudente. As sessões contam audiodescrição.

Na trama, Melânia é uma menina preta aparentemente feliz, que junto com Lari, Juca e Jaque forma um grupo de amigos inseparáveis. Porém, às vezes, se sente sozinha e triste por não se identificar fisicamente com nenhum de seus colegas. Quando está sozinha, faz confidências para o seu gravador. Durante um de seus desabafos, eis que surge um ser de outro mundo: “Pedacinho do céu”, Juntas farão reflexões profundas sobre o respeito às diferenças, a valorização da negritude e a importância do amor nas relações.

Durante a narrativa, Pedacinho do Céu representa uma figura alegórica do orgulho das próprias raízes e da ancestralidade negra. Ao interagir com Melânia e outras crianças, ela conduz situações que tratam de pertencimento, identidade e convivência com as diferenças. Ao longo da história, a peça apresenta situações em que os personagens discutem acolhimento, reconhecimento da diversidade e práticas antirracistas, com foco na formação de crianças conscientes de sua identidade e de seus direitos.

“'Quando Anoitece' não trata apenas da solidão da pessoa preta sem pares, embora eu saiba e já tenha sentido na pele o que é ser o único preto em muitos lugares. Este espetáculo também fala de encontro. De quando a noite não engole, mas acolhe. De quando a diferença deixa de ser distância e vira ponte. Aqui celebramos o afeto que nasce na diversidade, a amizade, o cuidado e o gesto simples de permanecer junto. Porque conhecer o outro de verdade é um exercício de coragem e ternura. Como diz Guimarães Rosa, qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura”, ressalta o diretor Flávio Rodrigues.

A encenação é centrada a partir da transformação cênica de dois ambientes centrais: o quintal e o quarto da protagonista. O quintal representa a convivência com os amigos, o universo lúdico e a relação com a ancestralidade. A cenografia é composta por elementos que remetem à brincadeira, como praticáveis, balanços e objetos reaproveitados. O espaço é concebido para se transformar ao longo da apresentação, assumindo diferentes configurações que acompanham os mundos imaginários em cena.

Já o quarto de Melânia funciona como espaço íntimo e criativo. É o ambiente onde ela expressa sonhos, desejos e medos. A ambientação inclui móveis infantis, ilustrações nas paredes e iluminação suave, compondo um cenário que evidencia o universo interior da personagem. A encenação utiliza esses recursos para conectar o mundo interno ao ambiente externo, articulando imaginação e realidade ao longo da trama.

A montagem aborda temas como racismo e gordofobia. Voltada ao público infantojuvenil, propõe reflexões sobre identidade racial, pertencimento e respeito às diferenças. A idealização dialoga com dados do Censo Escolar de 2022, que apontam que cerca de 27% dos estudantes não declararam cor ou raça, segundo o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). O dado é utilizado como ponto de partida para discutir identidade racial no ambiente escolar e os impactos na formulação de políticas públicas e na difusão da cultura negra.

“Quanto mais crianças empoderadas tivermos, mais indivíduos conscientes de seus valores teremos. É por isso que acho importante a existência de espetáculos como Quando Anoitece, que trata tudo de uma forma leve e lúdica. Falar daquilo que dói, não fragiliza aquele que sente, muito pelo contrário, potencializa. Ao colocar os sentimentos pra fora, cria-se espaço para a elaboração da força. Eu me reconheci em muitas palavras ditas por Melânia e sabemos que, mesmo diante de muitos avanços na sociedade, ainda é preciso discutir muito sobre o racismo e seu impacto na vida de uma criança, por exemplo. Além disso, a peça fala também sobre a valorização do diferente, da força coletiva que existe quando enxergamos as potências individuais e, principalmente, sobre como o amor é importante para combater qualquer tipo de preconceito”, enfatiza a atriz, produtora e idealizadora Thaís Cabral. O projeto foi viabilizado pelo Edital Fomento CultSP PNAB Nº32/2024.


Ficha técnica
Espetáculo "Quando Anoitece".
Idealização: Thaís Cabral. Direção geral: Flávio Rodrigues. Dramaturgia: Le Conde.  Assistência de direção: Marcos di Ferreira. Elenco: Amanda Linhares, Conrado Costa, Leonardo Garcez, Marina Espinoza e Thaís Cabral. Direção musical e Composição autoral: Wes Salatiel. Direção de movimento: Val Ribeiro. Preparação vocal: Aloysio Letra. Concepção cenográfica: Flávio Rodrigues. Equipe de cenografia: Alício Silva, Giorgia Massetani e Danndhara Shoyama. Cenotécnica: Casa Malagueta. Figurino: Érica Ribeiro. Costureira: Nana Sá. Desenho de luz: Matheus Brant. Operador de luz: Filipe Batista. Produtor musical e arranjador musical: Kleber Martins. Operador de som: Tomé de Souza. Voz da mãe: Aysha Nascimento. Contrarregra: Sagat Jorge. Apoio: Andy Bernardes. Fotografia: Tico Dias e Binho Cidral. Coordenação de Produção: Izah Neiva Produção: Muntu Produções - Thaís Cabral. Designer gráfico: Bruno Marcitelli. Assessoria de imprensa: Renato Fernandes.


Serviço
Espetáculo "Quando Anoitece"
Local: Sesc Bom Retiro (Teatro)
Alameda Nothmann, 185, Campos Elíseos - São Paulo
Temporada: de 8 de março a 19 de abril (Sessão extra no feriado de 21 de abril, terça-feira, às 12h). Horário: Domingos, às 12h. Preço: R$40 (Inteira), R$20 (Meia), e R$12 (Credencial Plena). Grátis para Crianças com até 12 anos. https://www.sescsp.org.br/programacao/quando-anoitece/
Local: Espaço Cultural Inventivo
Rua Limeira, 19. Q. da Paineira (Próximo à estação de metrô Vila Prudente)
Temporada: 25 e 26 de abril, sábado e domingo, às 15h.
Sessões gratuitas e com audiodescrição

.: Juvi lança álbum “O Sonho da Lagosta”, que faz analogia sobre vulnerabilidade


Cantora, compositora e multi-instrumentista, Juvi é conhecida por seus vídeos nas redes sociais, enquanto vai trilhando uma carreira na música, experimentando novos formatos e firmando seu nome na cena. Foto: Juvi

O novo álbum de Juvi, “O Sonho da Lagosta”, tem o conceito inspirado pelo “complexo de lagosta”, metáfora da psicanálise que faz analogia sobre vulnerabilidade e transformação na vida com a forma como o animal precisa quebrar o próprio exoesqueleto e se expor para crescer. É um disco sobre rupturas e recomeços, com um discurso que beira o punk ao abordar relacionamentos amorosos, familiares e de amizade. 

Misturando influências do rock psicodélico, Pink Floyd, Frank Zappa e Cream, com referências da música latina que vão de Ca7riel & Paco Amoroso a Tom Zé e Fito Páez, o disco tem forte presença de percussão, efeitos e delays. O repertório ainda conta com uma releitura de “Essa Noite Não” (Lobão/Bernardo Vilhena/Daniele Daumerie/Ivo Meirelles), única música do álbum que não leva a assinatura de Juvi.

Mais orgânico e centrado em instrumentais, “O Sonho da Lagosta” marca uma diferença em relação aos trabalhos anteriores. “É um álbum em que eu me mostro como guitarrista e vocalista. Toquei todos os instrumentos, tem menos efeitos na voz e muitos arranjos instrumentais” afirma Juvi. “É um disco mais sério, o humor aparece como um acidente, não como fio condutor”. “Sonho da Lagosta” tem produção musical, beats, sintetizador, guitarra, baixo, mixagem e masterização assinados por Juvi. O álbum já está disponível em todas as plataformas digitais pela gravadora Deck.

.: #VivoLendo: "Canto do Alaúde", de Rosani Abou Adal


Por 
Vieira Vivo, escritor e ativista cultural.

Não teve tempo de salvar a boneca, 
de dizer adeus aos pais.
A crueldade avassaladora movida e arquitetada pela supremacia bélica sionista sobre populações árabes civis indefesas, inclusive crianças, ressoa, grita e nos abala nas páginas de “Canto do Alaúde”, de Rosani Abou Adal, edição da autora sob o selo Linguagem Viva. A arma da poética da indignação é manuseada pela autora com imenso pesar, um versejar pungente e, ao mesmo tempo, de denúncia e alerta contra a aflição que envolve um cotidiano repleto de sofrimentos, perdas e escombros. A sonoridade plangente do instrumento musical milenar ecoa através das cenas retratadas em cada verso. O pesadelo que se abate diariamente com mísseis, tanques e drones, vem escancarar de maneira cruel e insensível a tragédia humanitária que se abate sobre os indefesos habitantes das áreas ocupadas.

A guerra em balbúrdia, navalha que dilacera.
Utilizando uma linguagem crua e direta, Rosani absorve, reflete e expõe a ausência de futuro infantil imediato, os pesadelos e horrores do dia a dia, a falta de perspectiva alimentar e de moradia para uma imensa quantidade de famílias destroçadas e de um séquito de órfãos atônitos e desamparados. Notamos que o livro torna-se atemporal, enquanto manifesto pacifista, ético e humanista. Uma poética consciente, consistente e sobretudo combatente contra os desvios perpetrados pelo autoritarismo militarista que campeia e nos ameaça neste início de milênio.

Dormir acordado entre os destroços, sem sonhos.
O prefácio de Ronaldo Cagiano intitulado “Uma poética aguerrida num cântico de intervenção” avaliza todo o teor de coerência e combatividade em que Rosani Abou Adal maneja sua adaga fonética, e ainda, emoldurado pela capa e ilustrações de Janaina Adal da Costa Millan temos em mãos um livro contundente a refletir o trágico e dramático quadro das relações de prepotência militar e de desigualdade entre os povos.

domingo, 8 de março de 2026

.: “Barquinho de Papel”, de Jadna Alana, vence a 10ª edição do Prêmio Kindle


O romance “Barquinho de Papel”, da escritora paraibana Jadna Alana, venceu a 10ª edição do Prêmio Kindle de Literatura, uma das principais iniciativas de incentivo à literatura independente no Brasil. A edição deste ano foi considerada histórica, reunindo mais de 3.200 obras inscritas. Com a vitória, a autora receberá R$ 50 mil em prêmio e adiantamento de royalties, terá o livro publicado pelo Grupo Editorial Record, ganhará uma edição especial enviada aos assinantes da TAG Experiências Literárias e contará com adaptação em audiolivro pela Audible. Além disso, Jadna Alana passa a integrar o grupo de jurados da próxima edição do prêmio.

Ambientado em um vilarejo fictício da Bahia, o romance acompanha Jurema, menina que vive na orla de Cruz-credo, um lugar marcado pela precariedade e pela sensação de abandono. Entre as figuras que povoam o cotidiano da pequena comunidade está o padre Cícero, responsável pela capela azul do povoado e alvo constante das provocações da protagonista. A relação entre os dois mistura humor, curiosidade e uma tentativa insistente de catequese, já que Jurema nunca foi batizada - fato que, segundo os moradores, explicaria seu espírito inquieto.

O enredo se constrói a partir de uma imagem delicada e simbólica: a menina recolhe do lixo pedaços de papel, cartas incompletas e fragmentos de histórias esquecidas. Com esses restos, decide construir um barquinho de papel capaz de carregar sonhos e memórias. Cada relato ouvido, cada lembrança abandonada pela comunidade passa a compor o casco, as velas e o leme dessa embarcação imaginária. O gesto simples transforma-se em metáfora de travessia e de reinvenção.

Ao acompanhar o crescimento de Jurema, o romance propõe uma reflexão sobre memória, pertencimento e desejo de partida. A protagonista vive entre a afeição pelas pessoas do vilarejo e a vontade de conhecer o mundo além-mar. O barquinho, feito de palavras descartadas, simboliza justamente essa possibilidade de partir sem deixar de carregar consigo as histórias que moldam a identidade.

Antes mesmo da conquista do Prêmio Kindle, “Barquinho de Papel” já havia recebido reconhecimento ao vencer o Prêmio Carolina Maria de Jesus em 2023. A obra dialoga com o campo que a autora investiga academicamente: o chamado regionalismo fantástico, vertente que mistura elementos da cultura regional brasileira com atmosferas fabulares e imaginativas. Compre o livro "Barquinho de Papel", de Jadna Alana, neste link.


Sobre a autora

Formada em Letras pela Universidade Estadual da Paraíba e mestre em Linguagem pela Universidade Federal de Ouro Preto, Jadna Alana já vinha se destacando no cenário literário. O livro anterior dela, “Se Tu Me Quisesse”, foi finalista do Prêmio Kindle em 2022 e do Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica em 2023. A autora também venceu o Prêmio Marília Arnaud com o conto “O Menino de Imburana”.

Além da produção literária, Jadna atua como profissional de texto na ALCE, sua marca editorial, e dirige o selo Candeário, dedicado à publicação de obras ligadas ao regionalismo fantástico. A vitória no Prêmio Kindle consolida sua trajetória e amplia a visibilidade de uma proposta estética que busca unir tradição regional, imaginação e experimentação narrativa.

Com “Barquinho de Papel”, Jadna Alana apresenta uma narrativa sensível sobre infância, memória e desejo de deslocamento. Ao transformar restos de histórias em matéria literária, o romance reafirma a potência das pequenas narrativas e das vozes esquecidas - aquelas que, dobradas com cuidado, podem se tornar barcos capazes de atravessar qualquer mar. Compre os livros de Jadna Alana neste link.

.: Teatro em SP: adaptação do romance “A Pediatra” estreia no Sesc Pinheiros


Inez Viana dirige e assina a primeira adaptação do romance homônimo de Andréa Del Fuego. A estreia no Auditório do Sesc Pinheiros será em 12 de março de 2026. Foto: Rodrigo Menezes

“A Pediatra” é a primeira adaptação para os palcos do romance homônimo que consagrou Andréa Del Fuego, vencedora do Prêmio José Saramago, idealizada por Inez Viana e Luis Antonio Fortes. Sucesso entre leitores, traduzido para sete idiomas, o romance foi considerado uma das melhores leituras de 2022 pelos críticos literários. A montagem teatral conta com adaptação e direção de Inez Viana e elenco formado por Debora Lamm e Luis Antônio Fortes. Debora Lamm interpreta uma pediatra que, paradoxalmente, odeia crianças e suas mães. Descrita como uma “vilã de humor vil”, ela é uma mulher privilegiada, classista e amoral cuja má conduta profissional e falta de empatia a levam a conflitos éticos e humanitários. A temporada de estreia nacional tem início em 12 de março de 2026, no Auditório do Sesc Pinheiros, onde fica em cartaz de quinta à sábado, às 20:30h, até 18 de abril. Leia a crítica do livro neste link: "A Pediatra" é importante para quem enfrenta a síndrome do impostor.


“Uma personagem como a Cecília encontrar uma atriz como Debora Lamm, é como um astronauta que finalmente encontra o planeta do seu destino. É raro. A personagem foi escrita para uma atriz como Debora Lamm, que pilota os pólos humanos na mesma intensidade. Para uma diretora como Inez Viana, que tão bem desenha a crueldade do desejo humano. Não é sempre que a literatura encontra o corpo que ela invoca.” – Andréa Del Fuego


Publicado em 2021 pela Companhia das Letras, "A Pediatra" consolidou Andréa Del Fuego como uma das vozes mais inquietantes da literatura brasileira contemporânea. O romance acompanha Cecília, uma médica pediatra que, a partir de uma prática clínica aparentemente ética e racional, passa a se envolver em uma série de decisões que tensionam de forma radical os limites entre cuidado, controle e violência. Narrada em primeira pessoa, a obra constrói um relato perturbador, no qual a frieza do discurso científico contrasta com a brutalidade dos atos descritos. 

A protagonista é uma mulher instruída, bem-sucedida e socialmente integrada, mas cuja relação com crianças, mães e corpos infantis revela um desejo profundo de poder e manipulação. Ao se apropriar do vocabulário médico e da autoridade institucional da medicina, Cecília legitima ações que desafiam qualquer noção humanista de cuidado. O corpo - especialmente o corpo infantil - aparece como território de disputa, silenciamento e intervenção, articulando temas como maternidade compulsória, biopolítica, misoginia e abuso de poder. Andrea del Fuego constrói essa personagem sem recorrer a explicações psicológicas fáceis ou a julgamentos morais explícitos, o que intensifica o desconforto do leitor, constantemente colocado diante de um dilema ético sem mediações.

A encenação de Inez Viana toca em questões que revelam a essência de nossos tempos, abordando as relações de poder, os preconceitos entre classes e culturas, a escolha de uma profissão sem paixão, o papel da mulher na sociedade e as cobranças envolvendo a maternidade. Pensando nesses temas, o espetáculo pretende envolver o público de maneira cúmplice, onde Cecília contará sua história, o que a ajudará a entender seus conflitos e anseios. A montagem busca ainda promover debates sobre papéis sociais e temas urgentes como aborto e ética profissional.


“Mulher privilegiada, classista, cheia de preconceitos, Cecília não percebe que sua má conduta se volta contra si e, obviamente, contra todas as pessoas à sua volta, perdendo uma oportunidade de praticar a medicina de forma mais humanizada. E aí há uma identificação geral quando pacientes de todas as classes já sofreram e sofrem por negligência médica. No Brasil, médicas e médicos, sobretudo em hospitais públicos onde a sobrecarga e o estresse estão sempre presentes, têm seus trabalhos afetados por atendimentos apressados e impessoais, sentido por seus pacientes. Mas as vezes não é uma escolha, como é para Cecília, que vai na contramão do que seria humanizado, como propõe a figura do outro pediatra Jaime, que se torna seu rival.” – Inez Viana


A respeito de suas personagens, Debora Lamm comenta que: "Cecília é uma pessoa amoral, que estudou medicina pela facilidade de seu pai ser um médico benquisto por colegas e pacientes, mas ela mesmo não tem o exercício do afeto e o tempo inteiro testa os limites da ética, vivendo à margem do humano." Já Luis Antonio Fortes diz que: "Celso é um cara de caráter duvidoso e amante de Cecília, a pediatra que fez o parto de seu filho Bruninho, uma criança por quem ela se vê encantada. Mas Celso também está encantado por Cecília."


Ficha técnica
Espetáculo "A Pediatra"
Texto: Andréa Del Fuego
Direção artística e adaptação dramatúrgica: Inez Viana
Elenco: Debora Lamm e Luis Antonio Fortes
Direção de produção: Bem Medeiros e Luis Antonio Fortes 
Produção executiva: Matheus Ribeiro
Assistência de direção: Lux Nègre 
Colaboração artística: Denise Stutz 
Cenário: Aurora dos Campos
Figurino: Carla Costa
Direção musical: Navalha Carrera
Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni 
Assessoria de imprensa: Ney Motta
Fotografia: Rodrigo Menezes
Design: Laryssa Ramos 
Idealização: Inez Viana e Luis Antonio Fortes
Realização: Sesc SP
Produção: Eu + Ela e Suma Produções


Serviço
Espetáculo "A Pediatra"
Temporada: 12 de março a 18 de abril, quintas, sextas e sábados, exceto na Sexta-feira Santa (3 de abril).
Horários: Às 20h30. Dias 27 de março, 10 e 17 de abril haverá sessões também às 16h
Sessão com LIBRAS dias 17 e 18 de abril – 3 sessões
Local: Sesc Pinheiros - Auditório - R. Pais Leme, 195 - Pinheiros, São Paulo, SP
Ingressos: R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia entrada) e R$ 15,00 (credencial plena). Vendas em sescsp.org.br ou na bilheteria de todas as unidades do Sesc SP.
Duração: 60 minutos | Classificação: 12 anos
Capacidade: 100 lugares
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

Sesc Pinheiros  
Rua Paes Leme, 195, Pinheiros - São Paulo (SP)
Horário de funcionamento: terça a sexta: 10h00 às 22h00. Sábados: 10h00 às 21h00. Domingos e feriados: 10h00 às 18h30
Estacionamento com manobrista
Como chegar de transporte público: 350 metros a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus).
Acessibilidade: a unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.

.: Guida Vianna e Silvia Buarque na peça "A Menina Escorrendo dos Olhos da Mãe"


Com texto de Daniela Pereira de Carvalho e direção de Leonardo Netto, a peça aborda um dos temas mais atemporais e universais: a relação (nem sempre fácil) entre mãe e filha. Foto: Nil Caniné

 
O espetáculo "A Menina Escorrendo dos Olhos da Mãe" volta a São Paulo para uma curta temporada gratuita na CAIXA Cultural, até dia 15 de março. A montagem propõe uma reflexão sobre os encontros e confrontos entre três gerações de mulheres, sobre temas urgentes da sociedade como a homofobia, as lutas históricas feministas e a construção de um novo lugar para a mulher. O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura e tem o patrocínio da CAIXA.

Com texto de Daniela Pereira de Carvalho e direção de Leonardo Netto, a peça investiga a relação entre mães e filhas vividas pelas personagens interpretadas por Guida Vianna e Silvia Buarque. A dramaturgia acompanha afetos, conflitos, silêncios e rupturas que atravessam gerações, evidenciando transformações sociais e subjetivas ao longo do tempo. Em um instigante jogo cênico, Elisa (Guida Vianna), aos 70 anos, reencontra depois de muito tempo sua filha Antonia (Silvia Buarque) com 50 anos. Passados 20 anos, a mesma Antonia, já aos 70 (agora vivida por Guida), conhece a sua filha perdida, Helena (agora vivida por Silvia), aos 50 anos.

“É um espetáculo de ator. Quero dizer, é um espetáculo sem pirotecnias, sem grandes distrações para a plateia. Temos duas ótimas atrizes, um ótimo texto e o espetáculo é todo construído em cima desses dois elementos. Tudo está a serviço dessas duas atrizes e de transmitir este texto. Esse é o tipo de teatro que eu mais gosto, focado no trabalho do ator, e esse é o meu grande prazer em dirigir este espetáculo, que tem me dado muitas alegrias durante o seu processo de criação”, explica o diretor Leonardo Netto.

Na trama, Guida Vianna e Silvia Buarque dão vida a personagens atravessadas por rupturas familiares e silêncios prolongados. Aos 50 anos, Antonia (Silvia Buarque) tenta reconstruir a relação com a mãe Elisa (Guida Vianna), que reage com resistência à sua orientação sexual. Nesse percurso, a personagem revela um segredo que carrega há décadas: o nascimento de uma filha que não criou. 

“Eu me dei conta, com essa peça, de que sou uma veterana. Dani (Pereira de Carvalho, autora) gostou de mim ainda na sua adolescência, ao me assistir em duas peças nos anos 90 - eu, ainda uma jovem de 20 e poucos anos. Tempos depois, durante a pandemia, Dani me convidou pra ler a peça com ela por Zoom. Me encantei com o texto e decidi produzir, coisa de veterana mesmo. A nós se juntou a Guida (Vianna) que me faz lembrar que ainda tenho muito a aprender. E veio o Leo (Netto, diretor), também para ensinar. Estou no céu!”, afirma Silvia Buarque, que também é a produtora do espetáculo. 

A ação acontece num espaço como um corredor, com a plateia distribuída em dois lados opostos. O cenário de Ronald Teixeira traz o chão coberto por folhas secas, evocando uma suspensão no tempo. Entre cadeiras de madeira de diferentes épocas, as atrizes interagem com uma cadeira de bebê que fará as vezes de um bar. No alto, sobre elenco e plateia, há molduras aéreas de janelas. Os figurinos, também de Ronald Teixeira, acompanham os tons terrosos do cenário. A luz é de Paulo Cesar Medeiros, a direção de movimento de Marcia Rubin e a trilha sonora de Leonardo Netto.

“Gosto de dramaturgia e estou muito feliz em estar fazendo um texto brasileiro de uma autora contemporânea. O tema ‘mãe e filha’ é universal e atemporal. As relações afetivas simbióticas envolvem um tanto de afeto e outro tanto de conflito. ‘A Menina Escorrendo Dos Olhos da Mãe’ trata de três gerações de mulheres em seus encontros e desencontros. Isso me chama para o teatro, me chama para o palco, me chama para atuar”, conta Guida Vianna.


Ficha técnica
Espetáculo "A Menina Escorrendo dos Olhos da Mãe"
Texto: Daniela Pereira de Carvalho. Direção: Leonardo Netto. Elenco: Guida Vianna e Silvia Buarque. Cenário e Figurinos: Ronald Teixeira. Iluminação: Paulo Cesar Medeiros. Direção de Movimento: Márcia Rubin. Trilha Sonora: Leonardo Netto. Mídias Sociais: Rafael Teixeira. Fotos: Nil Caniné. Design Gráfico: Gilberto Filho. Direção de Produção: Celso Lemos. Produção: Silvia Buarque. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli.

 
Serviço
Espetáculo "A Menina Escorrendo dos Olhos da Mãe"   
CAIXA Cultural São Paulo - Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP (próxima à estação Sé do Metrô).
Data: até dia 15 de março de 2026.
Horários: Quintas a sábado, às 19h00 | Domingos, às 18h00.
Sessões com acessibilidade dias 6 e 13 de março.
Entrada Franca: os ingressos serão distribuídos uma hora antes da sessão, limitados a um ingresso por pessoa. 
Duração: 75 minutos.
Classificação indicativa: 14 anos.
Gênero: drama 
Acesso a pessoas com deficiência  
Informações: (11) 3321-4400 | https://www.caixacultural.gov.br
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal
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