Beth Goulart, que dirige e protagoniza o premiadíssimo espetáculo, dá continuidade às comemorações da sua carreira que completa 52 anos. Foto: Fabian
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Uma das artistas mais completas e influentes do Brasil, Zezé Motta é a grande homenageada do CineSesc 2026. Quatro filmes protagonizados pela atriz compõem o acervo do projeto, dentro do recorte Retrospectiva Brasil, que celebra grandes nomes do cinema brasileiro. Entre eles, o icônico "Xica da Silva" (1976), papel que lhe rendeu os principais prêmios do cinema nacional. No total, o CineSesc licenciou este ano 50 obras cinematográficas para serem exibidas gratuitamente nas salas de cinema da Instituição até dezembro.
“A decisão de homenagear a Zezé Motta e sua carreira de seis décadas de atuação, marcada por talento, versatilidade e engajamento social, reafirma o compromisso do Sesc com a valorização de trajetórias que transformaram a cultura brasileira e abriram caminhos para novas gerações”, afirma o gerente interino de Cultura do Departamento Nacional do Sesc, Leonardo Minervini.
O catálogo do CineSesc 2026 reúne lançamentos premiados do cinema brasileiro contemporâneo até produções independentes autorais, além filmes de países como Cuba, Estados Unidos, França, Finlândia e Bélgica. O acervo também explora temas como ancestralidade, terror e longevidade, além de um recorte com sete produções voltadas ao público infantojuvenil.
São alguns destaques da programação: o “Auto da Compadecida 2”, com Matheus Nachtergaele e Selton Melo reprisando os papéis de João Grilo e Chicó, “Que Horas Ela Volta?”, estrelado por Regina Casé, “Meu Pé de Laranja Lima”, um clássico da literatura brasileira, “Malu”, premiado no Sundance Film Festival 2024, e “Meu bolo favorito”, dos diretores iranianos Maryam Moghadam e Behtash Sanaeeha, que explora as temáticas da solidão na terceira idade e repressão do regime fundamentalista islâmico sobre as mulheres.
Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em maio de 2026
* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Instagram: instagram.com/maryellen.fsm
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A CAIXA Cultural São Paulo inaugura, nesta terça-feira, dia 5 de maio de 2026, às 17h00, a exposição "Milton Dacosta, a Construção da Forma", com a curadoria de Denise Mattar. Instalada na Galeria Neuter Michelon, no edifício da Praça da Sé, a mostra, gratuita e aberta ao público, apresenta um conjunto de 50 obras entre pinturas, gravuras e desenhos, mapeando a produção do artista desde a década de 1930 até o final de sua vida na década de 1980. A exposição permanecerá em cartaz até dia 5 de julho.
Segundo a curadora, a exposição não tem a pretensão de ser uma retrospectiva, mas de traçar o percurso poético do artista. “Durante toda a vida Dacosta manteve-se fiel à sua pesquisa pessoal, sempre conciliando contradições, e é nesse equilíbrio inquieto que reside a potência de sua obra. A mostra se inicia com suas primeiras produções: retratos e paisagens neoimpressionistas nos quais já ficam evidentes certas características que o acompanhariam por toda a vida como o desinteresse por temas regionais e a capacidade de captar em profundidade os assuntos escolhidos. A partir dos anos 1940, ele revela interesse pela síntese formal e suas figuras então se reduzem aos elementos essenciais, em composições com rigor quase musical. A seguir Dacosta alcança um construtivismo lírico, em trabalhos de grande precisão formal, conhecidos como “naturezas mortas” e “castelos”. Eliminando ainda mais as alusões figurativas, produz séries monocromáticas, de concisão extrema. Apesar do amplo reconhecimento da crítica, Dacosta teve a ousadia de considerar que essa vertente estava esgotada e retornou à figuração de modo renovado, criando as sensuais Vênus, nas quais a linha curva e o gesto livre ganham protagonismo. A exposição busca estabelecer a ligação entre esses trabalhos enfatizando a coerência que permeou a trajetória do artista”. explica.
A expografia utiliza recursos de cor e iluminação para acentuar as características dos trabalhos a fim de proporcionar ao público um clima lúdico e intenso. A produção está a cargo de Anderson Eleotério da ADUPLA Produção Cultural e o Patrocínio é da CAIXA Econômica Federal.
Sobre Milton Dacosta (1915-1988)
Nascido em Niterói, em 1915, Milton Dacosta desde cedo revelou sua inclinação para as artes. Estudou na Escola Nacional de Belas-Artes, onde foi aluno de Marques Júnior e aos 16 anos foi um dos fundadores do Núcleo Bernardelli. Sua primeira participação no Salão Anual de Belas-Artes deu-se em 1933, e realizou sua primeira mostra individual em 1936, na Galeria Santo Antônio, no Rio.
Em 1944 recebeu o prêmio de viagem ao estrangeiro do Salão Nacional de Belas-Artes, e em 1955, o de melhor pintor brasileiro da III Bienal de São Paulo. Várias vezes expôs individualmente e participou de muitas mostras coletivas. Teve salas especiais na VI Bienal de São Paulo, em 1961, e na I Bienal da Bahia, em 1966. Sua obra figura em acervos de diversas instituições como o MNBA-RJ, MAM -São Paulo, MAM- Rio de Janeiro, MAC- Niterói, MASP –São Paulo, entre outras.
O trabalho de Milton Dacosta sempre despertou a atenção da crítica especializada. Ao longo de sua vida escreveram sobre ele intelectuais como Mario Pedrosa, Antônio Bento, Ferreira Gullar, Roberto Pontual, Jayme Maurício, Jacob Klintowitz, Olívio Tavares de Araújo, entre outros. Esse interesse continuou mesmo após a morte do artista, e sua obra tem recebido análises de críticos como, Ronaldo Brito, Paulo Venâncio Filho, Maria Alice Milliet, entre muitos outros.
Serviço
Exposição "Milton Dacosta, a Construção da Forma"
Curadoria: Denise Mattar
Abertura: terça-feira, dia 5 de maio de 2026, às 17h00
Período: de 6 de maio a 5 de julho de 2026
Horário de visitação: terça a domingo, das 9h00 às 18h00
Local: CAIXA Cultural São Paulo - Praça da Sé, 111 – Centro / São Paulo, próxima à estação Sé do metrô
Entrada: gratuita
Classificação: livre
Informações: (11) 3321-4400 / @caixaculturalsp
Patrocínio: CAIXA e Governo do Brasil
A equipe de produção criativa do diretor James Watkins inclui o diretor de fotografia, Rob Hardy, o designer de produção, James Price, o editor, Jon Harris, o supervisor de efeitos visuais, Angus Bickerton, o figurinista, Keith Madden, e a diretora de elenco, Lucy Bevan. A DC Studios apresenta, em associação com a Domain Entertainment, uma produção da 6th & Idaho, um filme de James Watkins, Cara-de-Barro será distribuído pela Warner Bros. Pictures nas salas de cinema e IMAX de todo o mundo em 22 de outubro deste ano.
A célebre comédia policial "8 Femmes", de Robert Thomas, escrita nos anos 60, ganha pela primeira vez uma adaptação brasileira para o teatro musical. Em 1962, Nathalia Timberg, Suely Franco, Dulcina de Moraes e outras cinco atrizes consagradas deram vida a esta obra. Nesta nova montagem de "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical", que estreia no dia 31 de julho, no 033 Rooftop, a adaptação e canções originais são de Anna Toledo, a direção artística é de Ricardo Grasson e Heitor Garcia e direção musical de Thiago Gimenes, com produção geral de Bruna Dornellas e Wesley Telles, da WB Produções. O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet, e tem patrocínio do Zurich Santander, e apoio da Hyundai.
Preservando a tradição de sempre ser interpretada por grandes nomes, o elenco, formado por Alessandra Maestrini, Bruna Guerin, Laura Castro, Letícia Soares, Malu Rodrigues, Stella Miranda e Verónica Valentino, dará corpo a uma história repleta de segredos, mistérios e surpresas, envolvendo o público numa trama onde sete mulheres se reúnem para celebrar o Natal - até que um crime inesperado vira tudo de cabeça para baixo. Presas no mesmo espaço, sem contato com o exterior e desconfiando umas das outras, elas são obrigadas a investigar o mistério… enquanto tentam esconder suas próprias mentiras. Com músicas e composições originais, o espetáculo mantém a essência da trama original protagonizada por grandes atrizes dessa geração.
A obra de Robert Thomas é reconhecida como um clássico do suspense policial. O sucesso duradouro revela sua habilidade em criar histórias envolventes que resistem ao tempo. “É uma dramaturgia cheia de detalhes, aguçada, precisa, preciosa. É um texto que lendo hoje, vemos que é mais atual do que nunca. Ele fala sobre as relações humanas, sobre o jogo de poder nas dinâmicas do relacionamento familiar. Eu acho que a vibração, a importância desse texto é essa. Por isso transcende ao tempo, como as grandes obras”, aponta o diretor Ricardo Grasson.
Ainda sobre a atemporalidade, o diretor Heitor Garcia destaca outras pautas presentes na história, como etarismo, papéis de gênero e preconceito na relação entre patrão e funcionários e também bissexualidade. Tudo isso aparece no texto original, que se passa no interior da França nos anos 50. “Vamos revisitar a época em que a história foi escrita, ampliar e observar o quão as questões daquela época ressoam até hoje. A obra distancia essas histórias do realismo fechado da literatura policial, e essa distância é aquela fornecida por um confortável 'não leve totalmente a sério', o que nos proporciona como diretores ampliar deliberadamente esse distanciamento autoirônico e aproximar/transformar a história em farsa” .
Responsável pela adaptação e pelas músicas originais, Anna Toledo encarou o desafio de compor para contar a história, usando a música como fio condutor das cenas, a favor de cada interpretação. A escolha pelo tom e pela linguagem também imprimem originalidade ao espetáculo. Na peça francesa, Huit Femmes, de Robert Thomas, existe uma tensão permanente criada pelo confinamento das personagens em um único ambiente, que vai dando vazão a ressentimentos e segredos guardados. “Ao adaptar essa trama para uma comédia musical, eu imaginei que tudo teria que ser exacerbado – os segredos têm que ser bombásticos e as emoções, vulcânicas. Então a música entra para trazer à tona estes sentimentos, virar tudo de ponta cabeça e revelar o que está oculto”, conta.
Tanto a peça original ("Huit Femmes") como as adaptações cinematográficas ("Huit Femmes" e 7 "Donne e um Mistero") foram escritas por homens. Em todas as versões há somente personagens femininos em cena, mas o conflito gira em torno de um único homem: A morte misteriosa do patriarca. “O desafio que eu mesma me propus foi multiplicar estes conflitos para criar personagens femininos com motivações mais complexas. Neste sentido, o protagonismo feminino não se dá apenas pela presença de atrizes mulheres, mas também pelas ações das personagens, que passam a ser movidas por desejos além da necessidade de validação pela figura masculina”, ressalta Anna Toledo. O espetáculo tem como produtores associados: Bruna Dornellas, Heitor Garcia, Ricardo Grasson e Wesley Telles, unindo expertise e conhecimento dos anos consolidados de sucesso no teatro brasileiro, se reúnem para oferecer ao público um espetáculo musical de grande qualidade artística.
O autor, a obra e os prêmios
Robert Thomas foi um escritor, roteirista, diretor e ator francês que ajudou a criar o gênero de comédia suspense. Em 1958, publicou o texto "Huit Femmes" ("8 Mulheres"), em 1961 o texto ganhou vida e virou um espetáculo teatral dirigido por Jean Le Poulain, ele também ganhou o Prix du Quai des Orfèvres que premia textos inéditos de mistério policial. A obra de Robert Thomas é reconhecida como um clássico do suspense e do teatro policial. O sucesso duradouro é um testemunho da genialidade de Thomas como dramaturgo e de sua habilidade em criar histórias envolventes que resistem ao teste do tempo.
Em 1971 o espetáculo foi remontado pelo mesmo diretor. Em 2002 o François Ozon lançou a versão cinematográfica da peça, transformando para além do suspense e da comédia um filme musical. O filme ganhou um total de 31 prêmios, entre eles o César e o Urso de Prata. No teatro brasileiro, a primeira encenação do texto 8 Mulheres foi uma montagem da companhia da Dulcina-Odilon, dirigida por Luís de Lima em 1962. O elenco era formado por grandes divas, como Nathalia Timberg, Suely Franco, a própria Dulcina de Moares, Margarida Rey, Maria Fernanda, Maria Sampaio, Iracema de Alencar e Sônia de Moraes.
A peça voltou a ganhar uma adaptação em 2021 pelo cineasta italiano Alessandro Genovesi, que abriu mão do estilo musical e investiu em uma linguagem cinematográfica voltada para uma ambientação de mistério e suspense, e mudou o título da peça para "7 Mulheres e Um Mistério". O longa foi um sucesso na Netflix, sendo o filme de língua não inglesa mais assistido, com 9.89 milhões de horas assistidas.
Sinopse
Na véspera de Natal, a festa de família é interrompida por um crime misterioso. Presas numa mansão isolada, sete mulheres precisam descobrir o culpado antes que um novo crime aconteça. Entre revelações surpreendentes e segredos de família, todas tem um bom motivo e um péssimo álibi. Com uma sequência alucinante de confissões absurdas, alianças improváveis e rivalidades hilárias, "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical" é uma comédia cheia de reviravoltas, mistérios e personagens tão exagerados quanto irresistíveis. Instagram do espetáculo: @7mulheresomusical
Ficha técnica
Espetáculo "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical"
Autor: Robert Thomas.
Tradução, adaptação, letras e músicas: Anna Toledo.
Direção artistica: Ricardo Grasson e Heitor Garcia.
Direção musical: Thiago Gimenes.
Produção geral: Bruna Dornellas e Wesley Telles.
Elenco: Alessandra Maestrini, Bruna Guerin, Laura Castro, Letícia Soares, Malu Rodrigues, Stella Miranda e Verónica Valentino.
Swings: Carla Masumoto e Larissa Noel.
Coreografia e direção de movimento: Keila Bueno e Victoria Ariante.
Cenografia: Natália Lana.
Assistente de cenografia: Matheus Muniz.
Desenho de som: Tocko Michelazzo.
Desenho de luz: Gabriele Souza.
Figurinista: Ligia Rocha.
Assistente de figurino: Acrides.
Visagismo: Simone Momo.
Fotografias: Priscila Prade.
Gerente de produção: Deivid Andrade.
Produção executiva: Clarice Coelho.
Assistente de produção: Guilherme Balestrero.
Gestão de comunicação: Bárbara Kuster.
Designer gráfico: Alana Karralrey, Jhon Lucas Paes e Natália Farias.
Social media: Luis Mousinho.
Direção de palco e stage manager: Tatah Cerquinho
Técnica de som: Maria Lia.
Técnica de luz: Carol Dourado.
Contrarregras: Adriana Oliveira e Anderson Assis.
Microfonista: Cecília Lüzs.
Camareira: Luciana Galvão.
Peruqueira: Milena Santos.
Intérprete de Libras: Karina Zonzini.
Gestão de tráfego: Válvula Marketing.
Gestão de mídia: R+ Marketing.
Coordenação administrativa: Vianapole Arte e Comunicação.
Assessoria jurídica: Maia, Benincá & Miranda Advocacia.
Assessoria contábil: Gavacon Contabilidade.
Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes.
Idealização: Nosso Cultural e Francisco Antonelli.
Produtores associados: Bruna Dornellas, Heitor Garcia, Ricardo Grasson e Wesley Telles.
Apresentado por: Ministério da Cultura.
Patrocínio: Santander.
Apoio: Hyundai Financiamentos.
Correalização: WB Produções.
Realização: Nosso Cultural.
Serviço
"7 Mulheres e Um Mistério - O Musical"
Temporada: 31 de julho a 4 de outubro de 2026.
Sextas, às 20h00. Sábados, às 16h00 e 20h00. Domingos, às 15h00 e 19h00.
Ingressos
Mesa Premium: R$ 300,00 inteira e R$ 150,00 meia-entrada
Plateia Sofá: R$ 250,00 inteira e R$ 125,00 meia-entrada
Plateia: R$ 200,00 inteira e R$ 100,00 meia-entrada
Plateia Popular: R$ 50,00 inteira e R$ 25,00 meia-entrada
Vendas: sympla.com.br ou bilheteria do Teatro Santander
Link vendas https://bileto.sympla.com.br/event/118295
Duração: 120 minutos (com intervalo de 15 minutos)
Classificação etária: 12 anos.
033 Rooftop
Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 - Vila Nova Conceição, São Paulo - SP
Capacidade: 388 lugares.
Acessibilidade: espaço acessível para cadeirantes. Programa em braile. Intérprete de libras sempre nas sessões de domingos, 15h00.
A aclamada montagem da Cia. Extemporânea da tragédia "Rei Lear", de William Shakespeare, ganha nova temporada no Teatro Paulo Eiró, entre os dias 7 e 17 de maio, com apresentações de quinta-feira a sábado, às 20h00, e aos domingos, às 19h00. Dirigida por Ines Bushatsky, a peça traz no elenco as drag queens Alexia Twister, Antonia Pethit, DaCota Monteiro, Ginger Moon, Lilith Prexeva, Maldita Hammer, Mercedez Vulcão, Thelores e Xaniqua Laquisha. O dramaturgo João Mostazo assina a adaptação do texto.
Pela atuação como o Rei, a drag queen Alexia Twister venceu em 2025 o Prêmio Shell na categoria de Melhor Ator. Alexia foi a primeira drag queen na história a ser indicada e vencer o prêmio mais importante do teatro brasileiro. Entre as premiações que o espetáculo recebeu, ainda, estão o Prêmio Arcanjo concedido em 2024 à Cia. Extemporânea, na categoria Prêmio Especial, por “inovar Shakespeare com drags”, e a indicação de DaCota Monteiro, no mesmo ano, ao Prêmio Prio de Humor.
Considerada pelo jornal Folha de S.Paulo como uma das melhores peças de 2024, com crítica de 5 estrelas, Rei Lear estreou naquele ano no Teatro Anchieta do Sesc Consolação, onde realizou uma temporada de enorme sucesso. Em seguida a peça realizou temporadas nos teatros Alfredo Mesquita e Arthur Azevedo, em São Paulo, antes de circular, ao longo de 2025, por vários estados do Brasil. Integrando as mostras dos mais importantes festivais do país, como o Festival Nacional de Teatro de Recife, o Festival de Curitiba e o FIT-Rio Preto, o espetáculo também foi aclamado em cidades como Santos e Franca.
Ao longo de 2024 e 2025, a peça foi assistida por mais de 10 mil pessoas em todo o Brasil. Em fevereiro de 2026 a peça reestreou no Teatro Sérgio Cardoso em quatro apresentações esgotadas. Agora, o espetáculo retorna com uma nova temporada em São Paulo no Teatro Paulo Eiró, de 7 a 17 de maio. As apresentações integram o projeto de Fomento ao Teatro “Amanhã, e depois, e amanhã: 10 anos de Cia. Extemporânea”, com ingressos gratuitos.
Na tragédia de Shakespeare, Lear, rei da Bretanha, está muito velho e anuncia que decidiu dividir seu reino entre suas três filhas: Goneril, Regan e Cordelia. Antes de passar a coroa, o monarca pergunta: “qual das três me ama mais?”. Quem demonstrasse maior amor pelo pai ganharia a maior porção de terras. Cordelia, a mais nova e a única que o ama genuinamente, se recusa a participar daquele jogo. Furioso, Lear decide condenar a caçula ao exílio. Após o banimento da irmã, Regan e Goneril começam uma luta violenta pelo poder. Traído pelas filhas, o velho rei vê seu reino à beira de uma guerra e afunda em uma espiral de loucura, arrependido por banir a única pessoa que o amou de verdade.
Sobre a Cia. Extemporânea
Fundada em 2016, a Cia. Extemporânea tem como horizonte de pesquisa a intersecção entre comédia e violência, com foco para a produção de dramaturgia autoral e a encenação de temas de relevância política e social. Desde a sua criação a companhia vem desenvolvendo uma pesquisa consistente que já atravessou diversas abordagens e temas, levando o grupo a alcançar um lugar de cada vez maior destaque na cena paulistana atual.
Entre 2016 e 2024 a companhia criou as peças A demência dos touros (2017) e Roda morta (2018), B de Beatriz Silveira (2021), O mistério cinematográfico de Sendras Berloni (2022), Dr. Anti (2022) e A gente te liga, Laura (2024). Em 2025, a companhia foi contemplada pelo edital de Fomento ao Teatro da Secretaria Municipal de São Paulo, com projeto que celebra os 10 anos de existência do grupo.
Sinopse
Lear, rei da Bretanha, decide dividir o reino entre as suas três filhas, Cordelia, Regan e Goneril. Porém, Cordelia se recusa a participar do ritual de passagem da coroa, e o rei, furioso, a condena ao exílio. O exílio de Cordelia põe em marcha a completa desagregação do reino. Sem coroa, traído pelas filhas e vendo seu reino à beira da guerra, Lear afunda em uma espiral de loucura.
Ficha técnica
Espetáculo "Rei Lear"
Direção: Ines Bushatsky
Texto adaptado e assistência de direção: João Mostazo
Elenco: Alexia Twister, Antonia Pethit, DaCota Monteiro, Ginger Moon, Lilith Prexeva, Maldita Hammer, Mercedez Vulcão, Thelores, Xaniqua Laquisha
Cenário: Fernando Passetti
Luz: Aline Santini
Figurino: Salomé Abdala
Visagismo: Malonna e Polly
Trilha sonora e operação de som: Gabriel Edé
Preparação vocal: Felipe Venâncio
Operação de luz: Cauê Gouveia, Vinicius Hideki
Contrarregragem: Felipe Venâncio, Matias Ivan Arce, Diego França
Costureiras: Caio Katchborian, Nana Simões, Salomé Abdala
Sapatos: Porto Free Calçados
Bordados: Alesha Bruke, Salomé Abdala
Arte gráfica: Lidia Ganhito
Assistente de produção: Iolanda Sinatra
Direção de produção: Tetembua Dandara
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Este projeto foi contemplado pela 45ª edição do Fomento ao Teatro - Secretaria Municipal de Cultura.
Serviço
"Rei Lear", da Cia. Extemporânea
Temporada de 7 a 17 de maio de 2026
De quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h
Ingressos gratuitos: distribuição uma hora antes na bilheteria do teatro. Retirada de até dois ingressos por pessoa.
Classificação: 14 anos
Duração: 120 minutos
Capacidade: 600 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida
Serviço
Espetáculo “Pequeno Monstro”
Sexta-feira, dia 8, e sábado, dia 9 de maio, às 20h00. Ingressos a R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (credencial plena). Não recomendado para menores de 16 anos - autoclassificação.
Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.
Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta-feira, das 9h00 às 21h30 | Sábados e domingos, 10h00 às 18h30
Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos