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terça-feira, 22 de agosto de 2023

.: Jane Austen é principal inspiração para o filme "Perdida"

No longa brasileiro, existem referências à "Orgulho e Preconceito" e outras obras da autora; a edição da obra da Landmark já vendeu mais de 150 mil exemplares


Considerada a primeira romancista moderna da literatura inglesa, Jane Austen começou seu segundo romance, “Orgulho e Preconceito”, antes dos 21 anos de idade. Em 2023, o lançamento do filme “Perdida”, protagonizado por Giovanna Grigio, acompanha a jornada de Sofia, uma jovem que teme o amor e, na trama, é levada ao século XIX, época na qual se passam os romances de Austen.

O longa-metragem traz questões como a vida cotidiana da mulher tanto no século dezenove quanto atualmente por meio da determinação da protagonista para diversos assuntos, exceto o amor, tema no qual os únicos romances verdadeiros para Sofia são aqueles do universo de Jane Austen. Além disso, tanto o filme quanto o livro homônimo de Carina Rissi trazem referências especialmente à obra “Orgulho e Preconceito”.

O mais aclamado livro de Austen ganhou diversas versões no audiovisual, sendo a mais recente a versão de 2005, com interpretações de Keira Knightley e Matthew Macfadyen nos papéis principais, que ilustra a capa da edição bilíngue do livro lançado pela Landmark, a qual já vendeu mais de 150 mil exemplares e teve mais de 12 reimpressões.

“Orgulho e Preconceito” é tido como especial por transcender o preconceito causado pelas falsas primeiras impressões e adentrar na avaliação psicológica dos personagens. Assim, mostrando como o autoconhecimento, ou a falta dele, interfere nos julgamentos feitos com relação às outras pessoas, algo que também pode ser observado no filme “Perdida”. 

Por meio de uma escrita satírica, Austen revela certas posturas de seus personagens em situações cotidianas, nas quais os sentimentos deles devem ser decifrados por quem decide mergulhar na obra, visto que estão nas entrelinhas do texto. A escritora inglesa opta por expressar a discriminação de maneira sutil e perspicaz, transmitindo mensagens complexas com seu estilo espirituoso. 

O assunto principal da obra de Austen é abordado quando a autora menciona que um homem solteiro e afortunado deve ser o desejo de uma esposa. Dessa forma, a escritora faz três referências importantes: declara que o foco da trama são os relacionamentos e os casamentos, dá um tom de humor ao falar de maneira inteligente acerca de um tema comum e prepara o leitor para a dinâmica de jovens em busca de pretendentes. 

A partir disso, o romance retrata a relação entre a jovem Elizabeth Bennet (Lizzy) e o nobre Fitzwilliam Darcy na Inglaterra. Dentro disso, Mr. Darcy, por seu jeito frio, é mal falado e Lizzy inclusive desgosta dele, por ele ter ferido seu orgulho na primeira vez em que se encontram. Mesmo com uma má primeira impressão, Darcy se encanta por Lizzy, sem que ela saiba do fato. Então, o livro mostra a evolução do relacionamento entre eles e os que os rodeiam, desse modo, retratando a sociedade e o papel contemplado nela pela mulher na época.


A força de Jane Austen na cultura pop

Jane Austen (1775-1817) é considerada uma das maiores figuras da literatura inglesa, ao lado de William Shakespeare, Charles Dickens e Oscar Wilde. Ela representa o exemplo de escritora, cuja vida protegida e recatada em nada reduziu o dramatismo da sua ficção. Nasceu na casa paroquial de Steventon, Inglaterra, onde o pai era sacerdote, vivendo a maior parte do tempo nesta região. 

A fama de Jane Austen perdura através de sete livros principais: Razão e Sensibilidade (1811), Orgulho e Preconceito (1813), Mansfield Park (1814), Emma (1815), Persuasão (1818), Sanditon (1817) e A Abadia de Northanger (1818). Vista como uma das mulheres mais importantes da literatura, Austen já foi referenciada diversas vezes na cultura pop.

Ao menos dez adaptações foram feitas da obra “Orgulho e Preconceito”, desde releituras como a comédia “O Diário de Bridget Jones” (2001) ou a paródia “Orgulho, Preconceito e Zumbis” (2016) até versões mais fiéis a obra original como o filme citado anteriormente lançado em 2005 e a minissérie de seis episódios da BBC intitulada “Orgulho e Preconceito” (1995).

Outra obra bastante adaptada da autora é “Emma”, tendo como mais recente a versão de 2020 estrelada por Anya Taylor-Joy no papel principal. Também existe um paralelo entre Sofia de “Perdida” e a Emma de Jane Austen: a primeira teme o amor e a segunda não desejava se casar no começo da trama. “Emma” possui uma edição bilíngue da Landmark lançada este ano. Obras como Persuasão, Razão e Sensibilidade e Sanditon também já ganharam adaptações sejam como filmes ou séries. 

Além de adaptações, as referências à Austen na cultura pop são inúmeras. “Orgulho e Preconceito” foi até mesmo citado no live-action da Barbie lançado em 27 de julho deste ano e protagonizado por Margot Robbie. 

Austen já foi lembrada também na série "Bridgerton", em "Sex Education" – ambas da Netflix –  e na novela “Orgulho e Paixão” da Globo. Agora, a autora é inspiração para o filme brasileiro. A escritora é tão conhecida que possui seu próprio fandom, nomeado “janeite”, termo cunhado em 1894 no prefácio de uma edição de “Orgulho e Preconceito” por George Saintsbury. 

A edição, bilíngue e em capa dura da Landmark, de diversas obras de Jane Austen podem ser adquiridas aqui: amzn.to/44oaCNk


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quarta-feira, 21 de março de 2018

.: "Orgulho e Paixão" promete ser novelão açucarado, mas no ponto

Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em março de 2018


Que as narrativas de Jane Austen são apaixonantes e envolventes, isso são. Muito românticas? Sim, mas também revolucionárias para a época -devida a ironia nos perfis das personagens das obras clássicas. Assim, com a nítida intenção de fisgar o público -de modo garantido-, a Rede Globo estreou a novela "Orgulho e Paixão", inspirada nas produções da escritora inglesa -em 20 de março.

Sem tentar impressionar a todo custo, os personagens mostraram maior força, destacando o campo como pano de fundo, assim como em "Sinhá Moça". Em tempo, ficou a impressão de que uma casa grande usada como cenário é a mesma da novela de 2006. Outro ponto suave da trama foi a apresentação dos personagens centrais feita de modo natural. Tudo muito longe das "chuvas de imagens" gravadas e editadas em outros países. 

Uma delicadeza que muito condiz com a belíssima abertura em animação, embalada pela doce voz de Lucy Alves -revelação do The Voice 2013-, é o uso de ilustrações intercalando a troca de ambientes. Um cuidado orgulhosamente apaixonante, de fato!

"Orgulho e Paixão", de cara situa o telespectador de que tudo se passa no "Vale do Café", interior de São Paulo. No campo, Elizabeta (Nathália Dill), inteligente e despreocupada em encontrar o homem perfeito para se casar, fala em alto e bom som que seu anseio é o de conhecer o mundo. Detalhe: a mocinha fala com o cavalo que atende pelo nome de Tornado. Essa atitude não lembra a princesa Bela, da Disney? Bastante!

Gritos da mãe Ofélia (Vera Holtz) e salta a típica narrativa da família cheia de mulheres com uma mãe desesperada para se livrar delas -com marido rico, claro. Os temas casamento e conhecimento serão recorrentes, fatalmente. A própria amiga da protagonista, Emma (Agatha Moreira), um pouco espevitada também se rotula casamenteira. Assim, as características das cinco irmãs da protagonista são apresentadas por meio da descrição da mãe.

Elisabeta é irmã de Jane (Pamela Tomé), a mais bonita das filhas, Cecilia (Ana Julia Dorigon), a doentinha que vive lendo e desconfia que na casa do vizinho ocorreu um crime, o qual ela tem a função de investigar, tal qual Sherlock Holmes -conflito muito interessante para a trama-, Lidia (Bruna Griphão), é toda provocante com os homens e Mariana (Chandelly Braz), que sonha com uma vida mais emocionante.

Além das filhas da mãe com fala caipira que vive numa casinha bem aconchegante, muito similar a do sítio da família de Maria Francisca de "Chocolate com Pimeta", há o rico Darcy (Thiago Lacerda). Homem sisudo, mas de caráter que já se desentendeu com Elisabeta após "brigarem" por uma calça velha numa alfaiataria. Cena muito boa!

Dentre os personagens apresentados, a viúva rainha do café, Julieta (Gabriela Duarte) mostrou uma beleza de encher a tela. Ela, uma mulher forte, em companhia da amiga vilã Suzana (Alessandra Negrini), vivem exclusivamente para os negócios. Entretanto, o amor promete bagunçar o rumo da história de muitas mulheres de "Orgulho e Paixão". Parece que a novela vai ser muito boa. Vamos acompanhar!


*Mary Ellen Farias dos Santos é criadora e editora do portal cultural Resenhando.com. É formada em Comunicação Social - Jornalismo, pós-graduada em Literatura e licenciada em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos. Twitter: @maryellenfsm

quinta-feira, 26 de julho de 2018

.: Grace Gianoukas se despede do palco da "Terça Insana"


O show, criado para essa apresentação especial no Teatro J. Safra, terá no seu elenco, Roberto Camargo, Agnes Zuliani, Mila Ribeiro e Grace Gianoukas, diretora e criadora do projeto que está fora dos palcos por estar no elenco da novela "Orgulho e Paixão", no papel de Petúlia. 

Essa apresentação dá indícios de que será a última de Grace Gianoukas no elenco da "Terça Insana", mas ela continuará como diretora, o que já vem fazendo desde o começo do ano no projeto "Arquivo Terça Insana" que reúne um elenco de atores que participaram ou foram influenciados pelo projeto Terça Insana.

Por que o nome de "Terça Insana" em "Arquivo Secreto"? Porque será uma verdadeira operação de detetive para escolher os personagens que irão para o palco nesse show.  

Mila Ribeiro| Roberto Camargo | Agnes Zuliani | Grace Gianoukas

SERVIÇO:
Terça Insana em ARQUIVO SECRETO
Direção: Grace Gianoukas
Dia 28 de julho sábado 21 hrs
Dia 29 de julho domingo 20 hrs
Duração:  90 minutos
Indicação 14 anos

Ingressos
Plateia Premium: R$ 80,00 
Plateia VIP: R$ 60,00 
Mezanino: R$ 40,00 
Mezanino com visão parcial: R$30

Teatro J. Safra
Endereço: Rua Josef Kryss, 318 - Barra Funda - São Paulo - SP
Telefone: (11) 3611-3042
Abertura da Casa: 2 horas antes de cada horário de espetáculo, com serviço de lounge-bar no saguão do Teatro.
Capacidade da casa: 627 lugares
Acessibilidade para deficiente físico

Estacionamento
Valet Service (Estacionamento próprio do Teatro) - R$ 25,00
Horário de Funcionamento da bilheteria
Quartas – 14h às 21h
Quintas, Sextas, Sábados e Domingos – 14h até o horário dos espetáculos
Vendas online: www.teatrojsafra.com.br

Aceita os cartões de débito e crédito: Amex, Dinners, Elo, Mastercard, Visa e Hipercard. 
Não aceita cheques.

FICHA TÉCNICA
Elenco: Grace Gianoukas, Roberto Camargo, Agnes Zuliani e Mila Ribeiro
Direção: Grace Gianoukas
Realização: Terça Insana Produções Artísticas e Manhas e Manias
Direção de Produção: Paulo Marcel
Assistente de Produção: Isadora Lourenço
Assessoria de Imprensa: Flavia Fusco Comunicação

Sobre Grace Gianoukas

ATRIZ- AUTORA- DIRETORA DE ESPETÁCULOS E CRIADORA DE PROJETOS CULTURAIS

FORMAÇÃO: Artes Cênicas UFRGS - Porto Alegre (1981)

TEATRO:
Dias Felizes - de Samuel Beckett - direção Luis Lopretto - São Paulo (1985)
Nas Gôndolas do Tietê (1985), Tonturas de Verão (1987), SP em Surto (1988)
Carroça Sem Rumo (1989) e Troféu Creme de La Creme (de 1986 a 1992)
O Amigo da Onça - de Chico Caruso, direção Paulo Betti (1987)
O Pequeno Mago - com o Grupo XPTO (1996-1997)
Paraíso – direção de Luciene Adami (1998 a 2000)
Além do Abismo - com o Grupo XPTO (1999)
Sobre o Amor e a Amizade - de Caio Fernando Abreu (2002)
2014 – Espetáculo “ Adios Amigos” – Direção e Criação – Turnê Nacional e SP
2015 – Espetáculo “ Mulheres Insanas” – Direção, Criação e Atuação.
2015 – Espetáculo “ Homens Insanos” – Direção e Criação.
2015/2016 – Espetáculo “ Grace Gianoukas Recebe” -  Direção , Criação e Atuação.
2016 – Espetaculo “ Lili e Cia” – Direção
2017/2018 – Espetáculo “ Hortance, a Velha” – Direção Fred Mayrink.
2017/2018 – “Arquivo Terça Insana” - Direção e Criação – Turnê Nacional e SP

AUTORA, ATRIZ E DIRETORA:
O Pequeno Grande Pônei (1987 -1989)
Não Quero Droga Nenhuma- A Comédia (1990 - 1995)
Terça Insana – Projeto Teatral dedicado á comédia contemporânea (Desde 2001 até o presente momento)

TELEVISÃO:
Chapadão do Bugre – minissérie TV Bandeirantes – Direção de Valter Avancini
(1986)
TV MIX - programa diário de variedades – TV Gazeta - Direção de Fernando
Meirelles (1987)
O Grande Pai - seriado SBT - Direção de Valter Avancini (1988)
Ra-tim-bum - série educativa TV Cultura - Direção de Fernando Meirelles (1989)
Escolinha do Professor Raimundo - TV Globo - Direção de Cininha de Paula
(1993-94)
Sex Appeal - minissérie TV Globo - Direção de Ricardo Wadington (1994)
Castelo Ratimbum - série educativa TV Cultura - Direção de Cao Hamburguer
(1995)
2014 -  Participação na novela “ Chiquititas ( SBT)” – Personagem Benedita
2016 – Integrante do elenco principal da novela “ Haja Coração ( Globo)” – Personagem Teodora
Abdala
2017- Participação na Série da Multishow “ Eu, Ela e  1 milhão de seguidores” de Rafinha Bastos.
2017/2018 – Integrante do Elenco da novela da Globo “ Orgulho e Paixão”
2017/2018 – Direção do projeto “Arquivo Terça Insana” Em cartaz em SP e em turnê nacional.

CINEMA:
A Festa – Direção de Ugo Georgetti (LM)
Flores Impares- Direção de Sung Fai (CM)
Eu não conhecia Tururú – Direção de Florinda Bolkan (LM)
Dossiê Rê Bordosa- Direção de César Cabral (CM de animação stop-motion)

PRÊMIOS:
Troféu Açoriano pelo espetáculo - “O Acre vai à Rússia”
Prêmio Mambembe - Melhor Atriz  no espetáculo “O Pequeno Mago”
Troféu Nelson Rodrigues – Prêmio Referência Nacional
Prêmio Arte qualidade Brasil – Melhor Atriz espetáculo teatral de Comédia

domingo, 12 de agosto de 2018

.: #DOM17: “O que aprendi devo ao meu pai e ao Lulu Santos”, diz Léo Maia

Por Helder Moraes Miranda, em agosto de 2018.




.: “O que aprendi como homem devo ao meu pai
e ao Lulu Santos”, 
diz Léo Maia, filho de Tim .:

Herdeiro de um dos maiores nomes da MPB e soul, Leo Maia, filho de Tim, compartilha histórias do pai e aproveita a data comemorativa para agradecer ao cantor Lulu Santos pelo apoio e parceria. “O Lulu foi o cara mais presente na minha vida depois que meu pai se foi. O homem que parou do meu lado e falou: ‘é assim, faz assim, você tem que enxergar as coisas dessa forma’. Eu tinha 19 anos quando Deus levou meu pai e o que eu aprendi como homem devo ao meu pai e ao Lulu Santos”, diz o músico.

Ao falar da própria carreira no meio musical, Leo relembra, em recente entrevista ao programa "Ritmo Brasil", relembrou um dos grandes ensinamentos que recebeu de Tim Maia sobre a profissão, ainda na infância. “Eu comecei na música de forma muito humilde. A primeira aula de música que meu pai me deu foi com uma vassoura para lavar o chão, ele dizia que para virar músico de verdade tinha que ter humildade”.

***


.: Lulu Santos lança single e clipe “Orgulho e Preconceito” 
em todas as plataformas digitais :.

Por falar em Lulu Santos, o cantor lançou single e clipe de “Orgulho e Preconceito”, canção  que foi composta pelo artista em homenagem a Clebson Teixeira, seu companheiro, e tem a parceria dos produtores da HEAD Media. Lulu contou parte de sua trajetória no programa "The Voice Brasil", na Rede Globo, quando apresentou a música.

Em versos românticos, o single é uma bela e explícita declaração de amor: “Esta canção é pra você nunca mais ter que sussurrar quando diz que me ama. Pra te libertar de todo julgamento alheio. Pra você poder dizer sem receio: te amo! Só sinto verdade no que ouço, só sinceridade. Não daria certo de outro jeito. Ouça o coração mais que a um preconceito. Pra poder dizer do fundo do peito: Lux, te amo”

Sobre a nova canção, Lulu comenta: “Minhas músicas mais populares são as românticas, não é à toa que sou ‘O último romântico’. E a música ‘Orgulho e Preconceito’ é uma canção simples, direta e sentida, como deve ser o próprio amor”. O videoclipe conta com a direção de Lucas Paixão e produção de Marcelinho Ferraz e Dan Valbusa. 


O cantor segue fazendo shows da turnê “Canta Lulu!”, em parceria com a Universal Music/GTS e a Live Nation. No show, ele mescla suas músicas com as releituras do repertório de Rita Lee, apresentadas em seu último disco, “Baby Baby”. “É muito difícil competir com meu próprio passado, porque é um cânone. São cerca de 25 músicas que não posso deixar de cantar. Por outro lado, eu faço meus espetáculos. Desde abril, estou fazendo esse espetáculo onde oxigeno meu repertório com o dessa diva. É claro que é difícil competir com meu próprio passado, mas eu não sou bobo de fazê-lo”, diz.

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.: Companhia das Letras divulga trecho de 
novo livro de Yuval Noah Harari :.


Para comemorar o Dia dos Pais, a Companhia das Letras divulgou um trecho exclusivo de "21 Lições Para o Século 21", novo livro de Yuval Noah Harari, autor de "Sapiens" e "Homo Deus". O trecho pode ser encaminhado para pais, tios, avós, todos e todas que se interessem pelas grandes questões do mundo atual.

A obra explora as grandes questões do presente e o que pode ser feito para melhorá-lo. Como podemos nos proteger de guerras nucleares, cataclismos ambientais e crises tecnológicas? O que fazer sobre a epidemia de fake news ou a ameaça do terrorismo? O que devemos ensinar aos nossos filhos?

Em "Sapiens", Yuval Noah Harari mostrou de onde viemos; em "Homo Deus", para onde vamos. "21 Lições Para o Século 21" explora o presente e nos conduz por uma fascinante jornada pelos assuntos prementes da atualidade. O novo livro trata sobre o desafio de manter o foco coletivo e individual em face a mudanças frequentes e desconcertantes. Seríamos ainda capazes de entender o mundo que criamos? Lançamento mundial: 30 de agosto. Já em pré-venda.

"Os humanos sempre viveram na era da pós‑verdade. O Homo sapiens é uma espécie da pós‑verdade, cujo poder depende de criar ficções e acreditar nelas. Desde a Idade da Pedra, mitos que se autorreforçavam serviram para unir coletivos humanos. Realmente, o Homo sapiens conquistou esse planeta graças, acima de tudo, à capacidade exclusiva dos humanos de criar e disseminar ficções. Somos os únicos mamíferos capazes de cooperar com vários estranhos porque somente nós somos capazes de inventar narrativas ficcionais, espalhá‑las e convencer milhões de outros a acreditar nelas. Enquanto todos acreditarmos nas mesmas ficções, todos nós obedecemos às mesmas leis e, portanto, cooperamos efetivamente". Confira o trecho completo neste link.


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.: Henrique Fogaça empresta voz à personagem em série da Disney


Com episódios no ar desde o início de julho, a nova temporada de "Mickey: Aventuras Sobre Rodas" contará com um personagem convidado, que aparecerá em episódio especial na série da Disney: o chef Henrique. O personagem é um conceituado chef de cozinha que irá abrir um novo café em Paris, junto com o Pateta. Henrique Fogaça foi o convidado especial para dar voz ao personagem.

Para Fogaça, o universo da dublagem não é uma novidade, mas a participação em uma série com personagens que fizeram parte de sua infância foi especial. "A Disney faz parte do imaginário de todas as pessoas e, por isso, foi muito legal participar da série, principalmente atuando com personagens como o Pluto, que marcou minha infância", comenta. O episódio especial ainda não tem data de veiculação no canal, mas confira fotos da dublagem aqui.

A série é transmitida no canal às segundas-feiras às 20h, e conta com novos episódios toda semana no mesmo horário. A série é protagonizada por Mickey Mouse e seus melhores amigos Minnie, Pateta, Margarida e Donald, com participações especiais de Pluto, Tico e Teco, Clarabela e João Bafo de Onça, entre outros. Mickey e sua turma participam de competições, em seus veículos personalizados, na cidade de Morro Legal e nas pistas de todo o mundo, embarcando em incontáveis aventuras e travessuras. A narrativa da nova série, que combina animação digital com imagens reais, transmite valores relacionados com a amizade, o trabalho em equipe e o espírito esportivo.

Além de Fogaça, a série conta também com participações de personagens surpresas, como a Bia – dublada pela piloto de Stock Car, Bia Figueiredo. Outros corredores como Takuma Sato e Pippa Mann também participaram da equipe de dubladores.

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.: Sociedade Brasileira de Diabetes se manifesta 
contra vídeo do Porta dos Fundos .:

A Sociedade Brasileira de Diabetes se manifestou sobre o vídeo publicado no último dia 9, no canal Porta dos Fundos. Nele, o personagem de um youtuber diz que vai injetar 25 mililitros de insulina no corpo, além de falar um pouco sobre a própria insulina e as possíveis consequências de seu ato. A proposta faz alusão aos vídeos virais do Youtube, que mostram consumos exagerados de diversos alimentos. A SBD encara tal conteúdo como irresponsável e um desserviço à sociedade.

"Na tentativa de criticar outros produtores de conteúdo do youtube, o personagem diz que vai injetar 25 mililitros de insulina no organismo, enaltecendo o uso indiscriminado e totalmente errado do hormônio, além de ridicularizar pessoas com diabetes e profissionais de saúde envolvidos no cuidado do paciente. Longe de ser considerada uma brincadeira, o diabetes é uma doença crônica, que acomete aproximadamente 13 milhões de pessoas no Brasil e cuja desinformação a respeito da condição ainda é grande...", afirmou a instituição, que solicitou ainda a exclusão do vídeo e uma retratação. 

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.: "O Mundo de Beakman" está de volta para 
série nostálgica de três episódios :.


Um dos ícones da cultura pop dos anos 90 retorna pelas mãos da Blizzard Entertainment e seu jogo de cards gratuito, Hearthstone, que acaba de receber uma nova expansão baseada em experimentos malucos.

A série contará com três episódios online protagonizados por Paul Zaloom – retornando ao laboratório que o consagrou como Beakman após mais de 20 anos – e Flávio Dias, seu dublador no Brasil. A série lé uma celebração ao lançamento de “Projeto Cabum”, a mais nova expansão inspirada em ciências de Hearthstone, o renomado jogo de cards digitais gratuito da Blizzard Entertainment.

Fãs do programa original poderão visitar o canal brasileiro de Hearthstone no YouTube e ver a recriação do laboratório de “O Mundo de Beakman” no qual Paul Zaloom, o intérprete original do cientista maluco, conduzirá experimentos inspirados na nova expansão de Hearthstone.

Para garantir uma genuína experiência nostálgica ao público brasileiro, a Blizzard também convidou para este retorno, Flávio Dias, o dublador que interpretou Paul Zaloom em português quando o “Mundo de Beakman” foi ao ar no país. 

O projeto também conta com uma série de surpresas e easter eggs que farão todos os fãs (e aqueles que se tornarão fãs) de Hearthstone aguardarem ansiosamente pelos novos episódios, como uma versão “Hearthstone” da mão de Ney, o câmera misterioso do programa.

O primeiro episódio do retorno de Beakman já está disponível e os demais irão ao ar ao longo das próximas semanas. Lançado na última terça-feira, 7 de agosto, o “Projeto Cabum” é a nova expansão para o aclamado jogo de cards digitais da Blizzard Entertainment, Hearthstone, que pode ser baixado gratuitamente em www.PlayHearthstone.com. Desta vez, os infames e irresponsáveis experimentos de Dr. Cabum foram lançados sobre os jogadores na forma de 135 novos cards, com uma série de novas mecânicas, como os nove Feitiços Lendários ou o terrível poder dos cards Ômega, que podem trazer inacreditáveis recompensas quando se possui 10 cristais de mana.


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.: Documentário registra o chef Claude Troisgros em viagem de moto por cidades à margem do Rio São Francisco

Começaram as filmagens do documentário de longa-metragem que busca retratar o modo sensorial como o chef Claude Troisgros percebe o mundo a sua volta. Isso acontece durante a viagem a bordo de uma moto por um trecho do Rio São Francisco, que vai até Piaçabuçu (Alagoas), na foz, passando por diversas cidades da costa da caatinga.

Claude, que está no Brasil há 40 anos, é considerado um dos grandes nomes da gastronomia internacional e responsável pela criação de uma sólida conexão entre a cozinha tradicional francesa e a brasileira. O documentário traz a percepção de Claude que quase ninguém conhece e junta duas linhas narrativas – a história de Claude (passado) e a viagem (presente). Serão usadas imagens de arquivo, e em paralelo à viagem será possível conhecer um pouco da história de Claude, desde a sua infância em Roane, onde viu de perto o surgimento da Nouvelle Cuisine, até a decisão de se estabelecer no Brasil e assim contribuir para a construção da gastronomia nacional.

O documentário, que terá o nome anunciado em breve, tem direção de Ricardo Pompeu (“The Taste Brasil”, “SOS Salvem o Salão” e “Que Seja Doce”) e é uma produção da Moonshot Pictures, de Roberto d’Avila, que conta com mais de 20 filmes produzidos, entre eles, “Última Parada 174” e “Querida Mamãe”. O apoio é da BMW que cedeu as motos para o percurso feito pelo documentário, totalizando 2000 KM. O longa será filmado em cidades de Alagoas, Sergipe, Pernambuco e Bahia e tem previsão de estreia para 2019.

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.: São Paulo terá oficina gratuita para os amantes de orquídeas .:


Nos dias 25 e 26 de agosto, paulistanos poderão participar gratuitamente da Oficina de Orquídeas, ministrada pelos Orquidófilos Marcos Campacci e Cavalin. Quem participar das oficinas conhecerá um pouquinho mais sobre as plantas pertencentes à Família Orchidaceae, suas características, os principais gêneros e espécies, manuseios e cuidados que se deve ter ao plantá-las. 

Os orquidófilos responsáveis pelo conteúdo também abordarão as técnicas e cuidados básicos para o cultivo das flores, mostrarão as ferramentas e vasos adequados, os tipos de substratos e adubos, e a quantidade de luz necessária para manter as flores lindas.

As palestras ainda trarão dicas de como montar um pequeno orquidário, seja vertical ou horizontal, em ambiente externo ou interno, casa, apartamento ou escritório. A beleza, as cores e seus perfumes, são algumas das vantagens de se ter orquídeas completando a decoração de um cantinho especial.

Além de trazer vida para o dia a dia de seus apreciadores, as orquídeas são excelentes presentes, se adaptam aos mais diferentes locais e podem durar por muitos anos.

As oficinas gratuitas serão realizadas no Shopping Garden Tatuapé, nos dias 25 e 26 de Agosto em dois horários, sábado às 11h e às 15h, e domingo às 11h.  Os cursos serão realizados em paralelo a Exposição de Orquídeas e Bromélias. No Shopping Garden Tatuapé. Inscrição gratuita no email: marketing@shopgarden.com.br ou pelo telefone.

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*Helder Moraes Miranda escreve desde os seis anos e publicou um livro de poemas, "Fuga", aos 17. É bacharel em jornalismo e licenciado em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos, pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura, pela USP - Universidade de São Paulo, e graduando em Pedagogia, pela Univesp - Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Participou de várias antologias nacionais e internacionais, escreve contos, poemas e romances ainda não publicados. É editor do portal de cultura e entretenimento Resenhando e assina a coluna dominical DOM.

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

.: “A Peste”, de Albert Camus, com Thiago Lacerda, no Sesc Santana


Thiago Lacerda como Dr. Rieux em registro de Mônica Côrtes

Uma das obras mais notáveis do escritor franco-argelino Albert Camus, publicada em 1947, “A Peste”, ganha montagem inédita no Brasil de Ron Daniels e Thiago Lacerda. A estreia nacional é no dia 10 de outubro, em curta temporada, no Sesc Santana, zona norte da capital, em São Paulo. Com tradução de Valerie Rumjanet, adaptação e direção de Ron Daniels e atuação de Thiago Lacerda, a peça, assim como no romance, irá contar a história a partir do relato do Dr. Bernard Rieux que, de forma fluida e reflexiva, apresenta a evolução da peste, relatando a instauração da epidemia em larga escala, os efeitos e impactos nas vidas das pessoas individual e coletivamente, as medidas tomadas pelas pessoas, os desdobramentos das ações da população e as mudanças geradas por estas ações.

Dr. Rieux se dirige ao público após passar um ano preso lutando contra o bacilo da peste expressando, em metáfora amplificada dos males da Guerra, especificamente da ocupação da França pelos nazistas, o flagelo de uma civilização contemporânea sob o signo da miséria moral. “Em 2020, em meio a 'angústia coletiva' e aos 'sentimentos compartilhados por todos', Ron trouxe a ideia de adaptarmos 'A Peste' e me pareceu urgente. Convite aceito”, diz Thiago.

 “As ‘coincidências’ são muitas se comparadas à nossa situação atual. Mas o que mais se destaca na obra é a forma sensível, inteligente e perspicaz com que o autor aborda a condição humana no amor, no sofrimento, no exílio, na luta pela justiça e na coletividade”, completa Daniels. Compre o livro "A Peste" neste link.


Sinopse de "A Peste"
Dizem que “quando os ratos abandonam o navio, alguma desgraça está para acontecer”! Isso poderia ser verdade com uma cidade inteira? Chega o momento em que os habitantes de Orã, que até então queixavam-se apenas de um mal-estar desagradável, e que disfarçavam sua inquietação com gracejos e piadas, começam a entender que, com tantos ratos mortos, alguma coisa realmente ameaçadora está para acontecer na cidade. Neste monólogo, baseado no livro de Albert Camus, o doutor Bernard Rieux conta como a pequena cidade de Orã luta para sobreviver ao terrível e devastador flagelo da peste.


Sobre o autor
Albert Camus
 (1913-1960) escritor e dramaturgo francês, nascido na Argélia. Militante da Resistência Francesa, construiu suas obras a partir de discussões morais e existencialista sobre o mundo destruído e miserável do pós-guerra, principalmente em seu continente natal, África. Recebeu o Prêmio Nobel em 1957, dez anos depois de publicar "A Peste".


Ron Daniels
Diretor de teatro, de ópera e de cinema com atuação internacional. Ron Daniels nasceu em Niterói, residiu mais de 30 anos em Nova York. Atualmente vive em Londres. Fez parte da formação profissional do Teatro Oficina. É diretor honorário da Royal Shakespeare Company e foi diretor artístico do The Other Place, o teatro experimental da RSC.

Encenou mais de 30 obras de Shakespeare na Inglaterra, Estados Unidos, Japão e Brasil. Dirigiu, entre outros, Ian McKellen, Glenda Jackson, Claire Bloom, Dianne Wiest, Gary Oldman, Patrick Stewart, Ralph Fiennes, Derek Jacobi, Juliet Stevenson, Mark Rylance, Kathleen Turner e Mikijiro Hira. Em 2009, assinou seu primeiro longa-metragem, "Os Meninos da Guerra". Foi diretor do Instituto de Treino Avançado da Universidade de Harvard e lecionou interpretação e direção na Real Academia de Arte Dramática de Londres e ainda nas universidades de Yale, Nova York e Columbia, nos Estados Unidos, e no Teatro-Escola Célia Helena, no Brasil.  Em 2000, encenou Rei Lear com Raul Cortez e em 2012, Hamlet e 2015 Macbeth e Medida por Medida, com Thiago Lacerda.

Adaptou e encenou "Quem Está Aí", monólogos apresentados por Thiago Lacerda que já foi visto em São Paulo, Porto Alegre , Curitiba, Uberaba. Dirigiu e encenou a montagem de "O Retorno de Benjamin Lay", monólogo sobre o anão anti-escravagista, que fez grande sucesso em Londres em 2023, com estreia em Nova Iorque , prevista  março de 2025. Realizou  em 2023 a curadoria e a direção da Coleção de Retratos Shakespearianos em Vídeo, com os maiores atores shakesperianos da Inglaterra, como Ian McKellen, Patrick Stewart, Derek Jacobi, Juliet Stevenson e Harriet Walter, que será exibida em Londres em Novembro 2024.


Thiago Lacerda
Ator, iniciou sua carreira em 1998 e, desde então, protagonizou novelas, séries e minisséries na Rede Globo, entre elas: “Terra Nostra “, “A Casa das Sete Mulheres”, “América”, “Páginas da Vida”, “Hilda Furacão”, “Cordel Encantado”, “Liberdade, Liberdade”, “A Vida da Gente” e “Orgulho e Paixão”. No teatro, atuou em “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” (direção de José Possi Neto) e "Calígula" (direção de Gabriel Villela). Em 2012, fez o papel-título no espetáculo “Hamlet”, com direção de Ron Daniels. Em 2015, produziu e atuou no espetáculo “Repertório Shakespeare”, onde protagonizou "Macbeth" e atuou em "Medida por Medida", ambos dirigidos por Ron Daniels. No cinema, protagonizou e atuou em mais de uma dezena de Filmes, entre eles, “A Paixão de Jacobina” (direção de Fabio Barreto), “Se Eu Fosse Você” (direção Daniel Filho), “Além de Nós” (direção Rogerio Rodrigues) e “O Tempo e o Vento”, de Érico Veríssimo (direção de Jayme Monjardim).


Os produtores
Pentâmetro Produções é uma empresa brasileira de produção cultural, com sede em São Paulo, formada pela diretora de produção, Érica Teodoro e pelo diretor Ron Daniels. A Ibirapema é empresa de produção cultural do ator Thiago Lacerda, com sede no Rio de Janeiro.

Desde 2015 as empresas são parceiras e correalizam e produzem, os espetáculos teatrais adaptados e dirigidos por Ron Daniels no Brasil , entre eles o Repertório Shakespeare – Macbeth e Medida por Medida, de William Shakespeare, “ O Testamento de Maria” , de Colm Tóibin, com Denise Weinberg.

Em 2019, produziram o lançamento do livro Encontros com Shakespeare ( Edições Sesc), de autoria de Ron Daniels realizando “Leitura in Concert – Hamlet” , no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. Também desenvolvem projetos pedagógicos com ênfase na obra de Shakespeare. Em 2020, produziram “ Quem Está Ai”? – Monólogos de Shakespeare, para plataformas digitais e, em 2024 adaptaram a montagem digital para os palcos. Em outubro de 2024, estreiam o monólogo "A Peste", de Albert Camus, no Sesc SP. Garanta o seu exemplar de "A Peste" neste link.

Ficha técnica
Monólogo "A Peste"
Texto | Albert Camus
Tradução | Valerie Ramjanek
Adaptação e Direção | Ron Daniels
Atuação | Thiago Lacerda
Cenário e figurinos | Márcio Medina
Iluminação | Fábio Retti
Sonoplastia | Aline Meyer
Direção de imagem e Videomapping | André Grynwask e Pri Argoud
Fotografia | Mônica Côrtes
Designer gráfico | Gustavo Blaauw
Direção de produção | Érica Teodoro
Diretor técnico | Marcos Loureiro
Assistência de direção | Bia Felix
Assistência de iluminação: Kim Retti
Alfaiate: Alex Leal
Confecção painéis e piso | Enrique Casas
Maquinista | Chim Quirino
Sonorização | Aline Meyer e Renato Garcia
Operação de som | Renato Garcia
Operação de vídeo | Pri Argoud
Operação de luz | Ademir Muniz
Revisão de textos | Ofício das letras
Assessoria de imprensa SP | Ofício das Letras – Adriana Monteiro
Assessoria de imprensa nacional | Juliana Lacerda
Mídias Digitais | Digital Diglings – Nayara Gonzalez
Produção executiva | Nélio Teodoro
Apoio de produção | Gustavo Blaauw e Aline Menezes
Administração | Flândia Mattar
Produção | Ibirapema Produções Artísticas


Serviço
Monólogo "A Peste"
Até dia 10 de novembro. Quinta a sábado, às 20h00. Domingos e feriado, às 18h00. 
Sessões gratuitas para maiores de 60 anos, sexta-feira, 25 de outubro, e 8 de novembro, às 15h00.
Sessões com recursos de acessibilidade, domingo, 20 de outubro e 3 de novembro, às 18h00.
Não haverá sessão nos dias 24 e 27 de outubro.
Sesc Santana – Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Jd. São Paulo. 
Local: Teatro. 330 lugares. 14 anos.
Ingressos: R$ 70,00 (inteira), R$ 35,00 (meia) R$ 21,00 (credencial plena)
Duração: 80 minutos
Acesso para pessoas com deficiência
Estacionamento - R$ 17,00 a primeira hora e R$ 4,00 a hora adicional - desconto para credenciados.
Paraciclo: gratuito (obs.: é necessário a utilização travas de seguranças). 19 vagas
Para mais informações, acesse o portal Sesc SP 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

.: Entrevista com José Luiz Tahan, idealizador da Tarrafa Literária

“Os escritores me tornam um forte, devo a eles e aos leitores a minha carreira”.

Por Helder Miranda


“Os escritores me tornam um forte, devo a eles e aos leitores a minha carreira”.

Por Helder Miranda


Ele não sabe, mas a primeira lembrança que tenho do livreiro e editor José Luiz Tahan José Luiz Tahan foi quando, eu ainda na adolescência, juntei dinheiro para o primeiro livro novo comprado por mim, os outros, na época vieram de sebos. O livro era “As Pessoas dos Livros”, de Fernanda Young, cuja capa, que se complementa frente e verso havia me conquistado. Tahan pediu o meu e-mail para cadastrar no mailing da extinta (e tradicional) livraria santista “Iporanga”, localizada no coração do Gonzaga, talvez o mais famoso e acolhedor bairro santista.

Acontece que no início dos anos 2000, quando a internet não era tão popularizada, e os adolescentes precisavam esperar até meia-noite para conectar à internet para que os pais pagassem um pulso só pela conexão discada, eu não tinha e-mail. Tive muito tempo depois e respondi qualquer coisa, talvez um e-mail inventado pela vergonha de “ainda” não ter um e-mail.

Depois, nossos caminhos se cruzaram outras vezes. Eu, no curso de jornalismo, e ele à frente da primeira livraria “Realejo”, que ficava na saudosa e aconchegante Faculdade de Filosofia da UniSantos - Universidade Católica de Santos, no campus demolido da Rua Euclides da Cunha, no bairro da Pompéia. E ainda nas reuniões do livro “Claríssima”, de Clara Monforte, quando ele já estava no número 2 da Rua Marechal Deodoro, no coração do Gonzaga. Uma admiração que só cresceu, e que se materializa virtualmente nesta entrevista.

Tahan vive o cotidiano de uma livraria de rua. Nela, atende leitores, publica livros e realiza lançamentos na livraria até um grande festival que celebra e festeja o encontro do leitor com seus escritores preferidos, que começa nesta quarta, nesta quinta, dia 25 de setembro, às 20h, na abertura do Festival Tarrafa Literária 2014, com Jorge Mautner, no Teatro do SESC - Santos. Mais que uma celebração à leitura e à arte, é uma celebração à vida e o que ela pode inspirar, em verso, prosa e paixão.


RESENHANDO - De onde surgiu a sua paixão pelos livros?
JOSÉ LUIZ TAHAN - Da infância. Minha mãe era professora e recebia em casa pacotes de livros amarrados com barbantes. Lia tanto clássicos juvenis como HQ, paixão do meu pai.


RESENHANDO - O que representa a literatura em sua vida?
J.L.T. - Diversão séria. A maneira como consigo enxergar outros mundos, resolver outros dilemas. Aprendizado em tempo real, ininterrupto.


RESENHANDO - Quais são seus autores preferidos?
J.L.T. - Paulo Mendes Campos, Millôr, Ian Mcwean e Pirandello me vieram rápido à cabeça, mas podem ser outros, de acordo com o meu dia e a minha fome.


RESENHANDO - Num universo menor - qual o seu livro preferido e seu personagem favorito?
J.L.T. - Hum, “Nenhum e Cem Mil”, do Pirandello, e o protagonista,  Moscarda. Leia e me fale!


RESENHANDO - Muitas pessoas o conhecem como um livreiro. Mas já chegou a se arriscar, também, como escritor?
J.L.T. - Sou livreiro, mas também ilustrador, editor e cometo algumas crônicas, bissextas, que podem ser lidas no (site) Publishnews. Quem sabe vira um livro?


RESENHANDO - Você lida com a parte operacional de uma editora, que envolve o financeiro, sem dúvida a mais racional. Paralelamente, trata com livros e escritores, que é um mundo mais emocional. Existe alguma contradição nisto?
J.L.T. - Nenhuma. O livro é o encontro da arte com o produto. Somos racionais apaixonados.


RESENHANDO - Desde que se aventurou como livreiro, fez muitas amizades com escritores?
J.L.T. - Os escritores me tornam um forte, devo a eles e aos leitores a minha carreira. Tenho orgulho de ter me tornado amigo de muitos, como o Zuenir Ventura, Xico Sá, a Adriana Falcão, Verissimo, ufa, a lista é longa!


RESENHANDO – Por que “Realejo Livros”?
J.L.T. - Queria um nome romântico. O realejo e seu tocador caminha pelas ruas, espalhando música e sorte. Somos uma livraria de rua, que busca o leitor, e o realejo é um bonito símbolo para mim.


RESENHANDO - E a “Tarrafa Literária”, qual foi o combustível para seguir em frente com este evento?
J.L.T. - A “Tarrafa” é a maturidade do nosso trabalho, que já acumula duas décadas. Nos divertimos seriamente,  e o evento cresce ano a ano.


RESENHANDO - O que faz para trazer grandes escritores para Santos?
J.L.T. - O meu sogro tinha uma frase: “Você pensa que o Diabo é sábio? Não! Ele só viveu muito!”. Brincadeiras à parte, trabalhamos muito, sem solenidade,  e os resultados vão aparecendo.  Acho que ser livreiro me ajuda muito,  e a cidade também,  Santos é especial.


RESENHANDO - Qual seria, dentro da Tarrafa Literária, o painel de seus sonhos , com os participantes de seus sonhos, entre escritores vivos e mortos?
J.L.T. - Nelson Rodrigues e Ariano Suassuna? Philip Roth e Patricia Highsmith? Nick Hornby e JK Rowling? João Guimarães Rosa e James Joyce? Entre vivos e mortos são muitos!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

.: "Um Fascista no Divã": atriz Giovana Echeverria contracena com o público


Com texto de Marcia Tiburi e Rubens Casara, a peça mostra uma psicanalista lidando com os conflitos ao atender em seu consultório um político da extrema direita. Em cena, a atriz interpreta uma analista em diferentes sessões com um fascista. Foto: Flora Negri

“Eu sou um homem de ação. Posso não saber, mas faço. Ignoro, mas faço. Se as pessoas parassem de pensar tanto e trabalhassem, a economia cresceria. Para que pensar?”. Essa é a pergunta lançada pelo político ao chegar ao consultório de uma psicanalista, indicada por seu marqueteiro. Em cena, ela propõe um diálogo que exige autorreflexão e subjetividade; mas isso se mostra impossível, pois rapidamente entendemos a personalidade autoritária do paciente, com posicionamento de extrema direita.

 A peça "Um Fascista no Divã" se dá nesse cenário hostil. Foi escrita por Marcia Tiburi e Rubens Casara entre 2016 e 2017, antevendo os desafios que o Brasil enfrentaria nos anos seguintes, e lançada em 2021. A escritora e também filósofa foi alvo de ataques e ameaças de morte diversas vezes, e após ser perseguida politicamente, deixou o Brasil depois das eleições de 2018.

A atriz Giovana Echeverria, que interpreta a psicanalista, idealizou trazer para a cena o texto que coloca lado a lado o duelo dessas linhas de pensamento e se uniu a André Capuano, que criou o jogo cênico e dirige o espetáculo. A estreia acontece dia 2 de março de 2023 e segue em cartaz até dia 25, de quinta a sábado, na SP Escola de Teatro, na Praça Roosevelt, com ingressos gratuitos.

O texto reflete e questiona a ascensão do fascismo no Brasil e o público exerce um papel fundamental, já que o personagem do fascista será representado por um coro de não atores, formado por diferentes pessoas a cada sessão do espetáculo.

“Nós buscamos uma forma de mostrar a complexidade que nos atravessou quando passamos a imaginar a relação entre uma psicanalista, que não é fascista, e um paciente fascista. Tentamos lidar cenicamente com as questões suscitadas em nós pelo texto da Márcia Tiburi. Um fascista só não faz terror e sempre haverá uma máquina fascista operando, enquanto o capitalismo correr solto. Por isso criamos na peça um coro guiado remotamente para assumir o personagem do fascista. A Giovana, que faz a psicanalista, vai precisar lidar com o modo de esse coro agir, com a circunstância de cada dia”, revela o diretor.

O cenário da peça inicialmente é um consultório, mas ele vai se modificando ao longo das cenas: se transforma em uma sala de jantar, em um programa de televisão ou em um acampamento. Quem faz essa mudança de cenário também é o coro do dia. “Por causa do modo como será guiado, haverá um desajuste teatral na movimentação do coro, uma falta de acabamento do gesto. Essa falta de acabamento também é proposital, porque não entendemos de fato o corpo fascista contemporâneo. Ao mesmo tempo que seus movimentos são extremamente eficazes, apoiados por uma máquina, a aparência é de falta de habilidade, como as marchas que vimos na frente dos quartéis e as inúmeras cenas bizarras que eles despejaram na nossa cara nos últimos anos”, diz Capuano.

Para Giovana, essa forma de encenação reforça a proporção que o delírio em massa tomou, facilita a experiência que o jogo de linguagem propõe de desnaturalizar os clichês absurdos ditos pelo fascista com frases misóginas, racistas, homofóbicas, sem qualquer constrangimento. “É muito importante entender e visualizar que por mais inacabado e ridículo que possa parecer, o comportamento autoritário jamais pode ser descredibilizado e a indiferença nutre o crescente do absurdo", diz a atriz.

A ação se passa durante algumas sessões entre a psicanalista e o fascista e os diálogos levantam questões sobre autoritarismo, direitos humanos, religião, entre outras. A analista procura entender o mecanismo desse pensamento, sem conseguir criar um laço possível. Durante a peça existe uma contextualização histórica apresentada em vídeo, com imagens documentais e estudos sobre fascismo e antifascismo. A linguagem audiovisual vira uma ferramenta aliada e mostra o fascismo como um movimento antigo, estrategicamente elaborado a serviço de outros setores. Uma das frases da peça é do filósofo Max Horkheimer que diz: “Quem não quer falar de capitalismo deveria também se calar sobre o fascismo”.

André Capuano é diretor, ator e filósofo. Mestrando em Artes Cênicas no Instituto de Artes da UNESP. Desde 2002 pesquisa a relação entre o teatro e o cotidiano urbano, coordenando a pesquisa USO – Teatro Urbano. Nessa pesquisa criou por exemplo o espetáculo Corpo-Cidade Rotinas (Ficção), concebido e atuado por atores, atrizes e dezenas de trabalhadores e trabalhadoras da República, no centro da cidade de São Paulo. Além dessa pesquisa cênica, criou e atuou em diversos espetáculos teatrais, com vários coletivos e artistas da cidade, dentre os quais: "As Mamas de Tirésias", de Guillaume Apollinaire; "Verdade, Pornoteobrasil" e "Trilogia Abnegação", com o grupo Tablado de Arruar; "Barafonda e o Santo Guerreiro" e "O Herói Desajustado", com a Cia São Jorge de Variedades; "Branco – o Cheiro do Lírio e do Formol", "Refúgio e Floresta", com Alexandre Dal Farra; entre outros.

Giovana Echeverria é atriz, analista de roteiro e comunicadora. Recentemente esteve em cartaz no Theatro Municipal de São Paulo com a Ópera das Três Laranjas, texto de Prokofiev, com direção de Luiz Carlos Vasconcellos; e no Sesc Paulista na performance "Cartas ao Mundo", concebido e dirigido por Bia Lessa. Estudou artes dramáticas na UFRGS, no Teatro Nilton Filho, em Porto Alegre, e Screen Acting na Academy of Art School of Acting, em São Francisco, também teve passagens nos grupos Tá na Rua e Teatro Oficina. Em 2009, começou sua carreira no audiovisual na Rede Globo, participou das séries "Verdades Secretas 2", "Justiça (indicada ao Emmy) e "Lei de Murphy", e das novelas "Orgulho e Paixão", "Sete Vidas" e "Malhação Id". 

Atuou também na Rede Record em duas grandes produções de novelas, "Gênesis" e "Vidas em Jogo". No Canal Brasil, participou da série "Meus Dias de Rock"; e foi antagonista da série "Perrengue" para a  MTV/MIAMI. No cinema protagonizou dois longas "#Garotas", distribuído pela Paris Filmes, e "Superfície da Sombra", exibido pela Paramount e Amazon Prime, também atuou no filme "Meu Mundo Não Cabe nos Teus Olhos", produção Globo Filmes, indicado a prêmio no Los Angeles Brazil Film Festival.


Ficha técnica
"Um Fascista no Divã"
Texto:
Marcia Tiburi e Rubens Casara
Idealização: Giovana Echeverria
Direção: André Capuano
Elenco: Giovana Echeverria
Direção de arte: Renato Bolelli
Iluminação & vídeo: Daniel Gonzales
Sonoplastia:
Miguel Caldas
Operador de luz: Daniel Gonzales
Corifeu: Benedito Canafístula
Cenotécnico: Bibi de Bibi
Assistente de iluminação: Felipe Mendes
Assistente de direção de arte: Wesley Souza da Silva
Design: Veni Barbosa
Foto divulgação: Flora Negri
Foto/filmagem: Cabaça Produções
Assessoria de imprensa: Canal Aberto
Produção: Corpo Rastreado | Gabs Ambròzia


Serviço
"Um Fascista no Divã"
Temporada de 2 a 25 de março de 2023
Quintas, sextas e sábados, às 20h30
SP Escola de Teatro - Sede Praça Roosevelt - Praça Roosevelt, 210
Ingressos gratuito - Retirada via Sympla
Lotação:
60 lugares
Classificação indicativa: 16 anos

domingo, 11 de janeiro de 2026

.: O "Coração Acelerado" de Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento


Duas autoras, uma novela musical e o sertanejo como linguagem dramática para falar de amor, ambição e protagonismo feminino. Foto: Globo/ Léo Rosario

Toda canção sertaneja carrega um enredo pronto: amores atravessados, promessas quebradas, coragem feminina e aquela emoção que pede refrão alto. "Coração Acelerado", nova novela das sete da TV Globo, surge exatamente desse cruzamento: quando a música popular encontra o melodrama clássico da telenovela e resolve falar de mulheres que querem soltar a própria voz. Pela primeira vez escrevendo juntas uma novela, Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento transformam o universo do sertanejo - e, sobretudo, do feminejo - em território narrativo, afetivo e até político. 

Além de hits, palcos ou bastidores, a novela tratará sobre ambição, redes sociais, contratos sufocantes, heranças familiares e o direito de sonhar sem baixar a cabeça para ninguém. Nesta entrevista, as autoras falam de pesquisa, parceria, humor, música como motor dramático e da aposta em uma história popular que acelera o coração sem abrir mão de inteligência, afeto e conflito.


Como vocês definem a trama de "Coração Acelerado"?
Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento - Nossa história é uma comédia romântica musical, com protagonismo feminino no universo da música sertaneja, que fala de amor, de sonhos e conquistas.

 
De quem foi a ideia desta trama e como vocês se dividem nesta escrita? 
Izabel de Oliveira - Eu tinha vontade de falar sobre o universo sertanejo, sobretudo o feminejo, e levei a ideia para a Globo. Quando o projeto foi aprovado, pedi alguém para embarcar comigo nesta construção e foi então que convidamos a Maria Helena. A partir do argumento inicial, elaboramos a sinopse juntas e nos dividimos na escrita da trama. De modo geral, eu estruturo as escaletas e a Maria Helena desenvolve as cenas, mas trocamos ao longo de todo o processo, nos complementando nas ideias. E temos ainda um time de roteiristas, com Daisy Chaves, Dino Cantelli, Flavia Bessone, Fabrício Santiago e Isabel Muniz, que trabalham conosco e contribuem muito na construção da nossa história.

 
O que inspirou vocês a contar essa história?
Izabel de Oliveira - A ideia de contar uma história ambientada no universo sertanejo veio da minha paixão pela história popular e por eu identificar no sertanejo, dentro do universo da música, o que há de mais parecido com um roteiro de novela. As letras das músicas sertanejas contam uma história! Elas falam de amor, dos sentimentos, de sonhos e têm um apelo popular que comunica imediatamente com o público. Eu tenho uma fascinação por isso. Então, veio o desejo de escrever uma novela musical com a temática sertaneja. E isso aconteceu quando o feminejo estava estourando, com mulheres talentosas e potentes que estavam buscando seus espaços.
Maria Helena Nascimento - Além da riqueza dos elementos de melodrama na letra sertaneja que nos inspirou, nós duas temos no histórico novelas musicais, eu com "Rock Story", e Izabel com "Cheias de Charme". É uma temática que gostamos. Como espectadora, sempre me encanto com projetos que envolvam música.
 

Como foi o processo de pesquisa para escrever essa história?
Izabel de Oliveira e
 Maria Helena Nascimento - Estamos mergulhadas nesse universo com apoio de diferentes áreas. O departamento de Pesquisa e Desenvolvimento Artístico da Globo promoveu um ciclo de conversas em que pudemos trocar com diversos cantores do sertanejo, fizemos uma pesquisa intensa em Goiânia e estamos contando com um suporte muito grande da TV Anhanguera, afiliada da região. E isso será um processo contínuo, que nos acompanhará até o fim da novela.


A novela traz uma história que aborda o feminejo e a força feminina. Como isso será mostrado? Que assuntos da atualidade são abordados na trama?
Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento - Contaremos a história da Agrado (Isadora Cruz), uma jovem que sonha com a carreira de cantora e batalha por isso em um universo em que a presença masculina é muito forte. As pessoas se interessam pelas composições da Agrado, mas sempre querem mudar algo, e isso a deixa indignada. Agrado não abaixa a cabeça, ela tem orgulho e acredita no seu talento. É uma mulher forte, dona de si. O público verá também a trajetória da Eduarda (Gabz), que, assim como Agrado, sonha com a carreira de cantora, mas lhe oferecem poucas oportunidades. Ela lutará muito por sua carreira. Teremos ainda as personagens Zilá (Leandra Leal) e Janete (Letícia Spiller), duas mulheres fortes e empreendedoras. Mostrar a batalha dessas mulheres será inspirador. Outra pauta que traremos é sobre a relação das pessoas com as redes sociais. A história se inicia com a repercussão de um post feito pelo astro sertanejo João Raul (Filipe Bragança). E temos a personagem Naiane (Isabelle Drummond), uma influenciadora digital. Vamos discutir sobre as relações digitais, a superexposição nas redes e o impacto disso na vida dessas pessoas.
 

Estão previstas participações especiais da música sertaneja. Por que trazer estes artistas para a história?
Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento - Gostamos de fazer essa conexão entre realidade e ficção, traz verdade para a história e causa um impacto no público. É divertido ter personagens reais inseridos na trama. E, claro, é uma forma de homenagear esses artistas.
 

O horário das sete propõe histórias com temáticas mais leves e divertidas. O humor estará presente na trama?
Izabel de Oliveira e
 Maria Helena Nascimento - Nossa história é um romance musical com muito humor. Não temos um único núcleo cômico, isso está espalhado nas tramas que envolvem a história, que é leve e bem-humorada. Acontece até mesmo com os vilões ou nas situações mais dramáticas.
 

Como está sendo a parceria com Carlos Araújo? É a primeira novela que fazem juntos? 
Izabel de Oliveira - Trabalhei com Carlos Araújo em "Cheias de Charme". Ele é um diretor muito vibrante, cheio de boas ideias e tem um lado sentimental muito parecido comigo e com a Maria Helena.
Maria Helena Nascimento - O Carlos tem se mostrado muito entusiasmado, e é muito gostoso para a gente ver a forma que ele recebe o nosso trabalho. A troca tem sido muito harmônica.
 

O que o público pode esperar de "Coração Acelerado"?
Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento - Que acelere o coração de todos! Música, romance, relações de famílias intensas, humor e sonoridade.

 
O que vocês querem despertar no público com a história que estão contando?
Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento - A vontade de correr atrás dos seus sonhos. De ter coragem para batalhar por aquilo que acreditam e desejam para suas vidas. E, claro, a emoção que a música provoca.



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