sábado, 3 de março de 2018

.: Resenha crítica de "Dunkirk", dirigido por Christopher Nolan

Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em fevereiro de 2018


Não há dúvida de que o nome Christopher Nolan tem um peso na categoria diretor. Após dar robustez para o protagonista de "Batman: O cavaleiro das trevas" (2008), o diretor de "Amnésia" (2000) mergulhou no tema do amor à pátria -no sentido de dar a vida por ela. "Dunkirk", a última produção de Nolan, que concorre ao Oscar 2018, inclusive na categoria "Melhor Filme", retrata a luta e o desespero dos jovens soldados -de nações diversas, com enfoque aos britânicos- que ficaram acuados no porto que dá nome ao longa metragem de quase 2 horas.

Durante a Segunda Guerra Mundial -que durou de 1939 a 1945-, a Alemanha, comandada pelo político nazista Hitler, avança rumo à França e cerca as tropas aliadas nas praias de Dunquerque. Na tentativa de não perder todo o grupo de soldado, de 26 de maio a 4 de junho de 1940, ocorre a Operação Dínamo -também conhecida como Evacuação de Dunquerque e Milagre de Dunquerque-, que consiste na retirada dos homens encurralados pelos alemães.

O recuo era inevitável. Embora a intenção inicial fosse evacuar cerca de 45 mil soldados da Força Expedicionária Britânica em dois dias, logo o objetivo foi alterado para resgatar 120 mil homens em cinco dias. Por fim, quase trezentos e quarenta mil soldados aliados foram resgatados, da cidade francesa de Dunquerque até a cidade inglesa de Dover, ainda que sob intenso bombardeio.

Mesmo transmitindo o pavor dos membros da Força Expedicionária Britânica e seus aliados, a produção apresenta uma belíssima fotografia, assim como uma excelente sonoplastia, seja nos voos rasantes de seus caças ou quando os soldados, em terra, são atingidos por bombas. Embora o tema guerra seja rejeitado -com direito a nariz torcido- por grande parte do público que gosta de assistir filmes, "Dunkirk", não é tão inovador na narrativa, mas é envolvente ao destacar na trama situações que acontecem por terra, céu e mar (água) -soldados na praia, o caça pilotado por Tom Hardy e um barco de resgate.


Todavia, acompanhar parte da Segunda Guerra por meio desses três elementos, com uma narrativa não linear, boa trilha sonora e bela fotografia, definitivamente, não impedem que a produção seja arrastada, evidenciando a longa duração. Por outro lado, "Dunkirk", utilizando alguns cortes, é um prato feito para os professores de História que exibem filmes para ilustrar conteúdos em aula. Não espere outros trunfos de "Dunkirk", mas vale a pena assisti-lo pela aula de História -sob o ponto de vista dos britânicos. 

Em tempo, fãs do One Direction -ou das carreiras solo do quinteto-, terão o prazer de ver um dos integrantes da boyband, Harry Styles, na pele de um soldado um tanto que traiçoeiro. 


Filme: Dunkirk (Dunkirk, EUA, Reino Unido, França)
Ano: 2017
Classificação: 14 anos
Duração: 1h 47min
Direção: Christopher Nolan
Roteiro: Christopher Nolan
Elenco: Fionn Whitehead , Tom Glynn-Carney , Jack Lowden , Harry Styles , Aneurin Barnard , James D'Arcy , Barry Keoghan 
Data de lançamento: 27 de julho de 2017 (Brasil)



*Mary Ellen Farias dos Santos é criadora e editora do portal cultural Resenhando.com. É formada em Comunicação Social - Jornalismo, pós-graduada em Literatura e licenciada em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos. Twitter: @maryellenfsm


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