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terça-feira, 24 de março de 2026

.: Crítica: "Narciso" entrega magia ao tratar a dura realidade de órfãos negros

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


Um garoto retraído, negro e órfão, que aguarda adoção e segue morando na casa de Carmem e Joaquim junto com outras crianças. Eis o drama nacional "Narciso", em cartaz na telona Cineflix Cinemas de Santos, que faz uma releitura do mito grego de Narciso para subverter a ideia de vaidade, uma vez que o jovem protagonista apenas busca por identidade e pertencimento num Brasil envenenado pelo racismo. 

Entregando poesia, a produção que soma 1 hora e 30 minutos de duração usa do silêncio e reações do protagonista para provocar reflexões. Contudo, o órfão negro ganha uma bola reciclada de seu amigo e recebe a visita de um gênio (Seu Jorge) que lhe concede um pedido para um gênio: ter uma família que o ame e aceite, que o veja com os olhos do amor. 

Diante da vida que deseja, o garoto passa a ter pai e mãe e a morar num casarão com piscina. Numa sequência de em preto e branco, Narciso mergulha num universo que remete ao da protagonista de "Coraline e o Mundo Secreto" com pais sorridentes, amáveis e disponibilizando tudo o que é possível imaginar. No entanto, há um preço a se pagar. Frustrado com o vazio da riqueza do vazio, Narciso é capaz de escolher o que é melhor. 

"Narciso"dirigido por Jeferson De, transita entre o espiritual e a realidade, trabalhando o abismo do desejo de ser adotado e o de continuar à espera. O longa com roteiro de Jeferson De e Cristiane Arenas entrega magia com uma bola de basquete que abriga um gênio que possibilita explorar desejos, a lidar com as frustrações e convence ao retratar tamanha ansiedade de cada criança negra que espera por tal momento. Vale muito a pena conferir "Narciso" na telona Cineflix Cinemas!


A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN

"Narciso"(nacional). Gênero: fantasia, drama. Direção: Jeferson De. Roteiro: Jeferson De e Cristiane Arenas. Duração: 1h 30min. Distribuição: Elo Studios. Elenco: Arthur Ferreira (Narciso), Bukassa Kabengele (Joaquim), Ju Colombo (Carmen) Faiska Alves (Alexandre), Fernanda Nobre (Luiza), Seu Jorge (Gênio - Participação Especial), Juliana Alves (Sonia - Participação Especial), Marcelo Serrado (Fernando - Participação Especial). Sinopse: Narra a história de um menino órfão, interpretado por Arthur Ferreira, que busca uma família após um desejo mágico.

Trailer de "Narciso"



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Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


A comédia dramática nacional "O Velho Fusca", em cartaz na telona Cineflix Cinemas de Santos, apresenta uma história de avô e neto sem vínculo que são unidos por um Fusca abandonado na garagem. Enquanto Junior (Caio Manhente) tenta recuperar o carro dos anos 70, assistindo vídeos na internet e tendo a supervisão do avô, os dois também trabalham na própria relação -ainda que não aconteça uma aprofundamento na trama. 

Focado em ser alguém na vida, tendo um carro, no caso o Fusca do Vovô (Tonico Pereira), Junior que é lavador de pratos num restaurante, também acredita que conseguirá ter a garota amada a seu lado, a colega de trabalho Laila (Giovanna Chaves). Em meio aos percalços da vida, tudo acaba acontecendo como que por mágica para o rapaz que está cansado de andar de bicicleta. 

Seja no fato de Junior passar a trabalhar na recuperação do carro do avô, bem diante da praia do Rio de Janeiro, estando justamente ao lado de seu sonho de namorada. Há ainda muitas outras coincidências que causam estranhamento como que os pais (Danton Mello e Cleo Pires) estarem disponíveis e serem compreensíveis, além de abertos a tratarem de qualquer assunto. Remetendo ao agir pais do outro lado do portal de Coraline (Coraline e o Mundo Secreto), mas sem os botões no lugar dos olhos. De fato, o único problema de Junior é não ter um carro e a garota dos sonhos.

Embora o Jeff de Christian Malheiros represente uma pedra no sapato do rapaz, há apenas a retratação de um chefe completamente babaca que recorre ao assédio moral e também está interessado numa atendente. Até mesmo no ponto da comédia, o longa fica devendo, principalmente quando o Vovô, sem nome e de uma grosseria sem limites externa todo machismo e homofobia logo na primeira aparição, retratando apenas que ali está um homem de um mundo paralelo que segue abraçado ao ato de ser antiquado e desrespeitoso com quem julga não ser do seu agrado. Mesmo que o momento seja o da festa de aniversário do neto.

Apesar de proferir injúrias e não ser devidamente repreendido, Vovô consegue convencer pela atuação de Tonico Pereira. Não há dúvida alguma de que o personagem afasta o público a cada atitude e fala assustadoras, mas conquista um pequeno perdão quando se mostra fragilizado e até um autêntico parceiro do neto. No entanto, fica também a mensagem de que afastamentos acontecem por vários motivos e, às vezes, devem ser mantidos.

A produção dirigida por Emiliano Ruschel que acontece de modo acelerado e com resoluções abruptas mostra que o fusca é capaz de unir gerações e revelar um bela conexão em cena entre Caio Manhente e Tonico Pereira, mesmo que em meio a uma trama superficial de piadas retrógradas. Afinal, a fotografia da produção está impecável e o clima de Sol e praia tornam o visual de "O Velho Fusca"  muito agradável.


A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN


"O Velho Fusca"(nacional). Gênero: comédia, drama, família. Direção: Emiliano Ruschel. Roteiro: Bill Labonia. Duração: 1h 37min. Distribuição: A2 Filmes. Elenco: Caio Manhente (Junior), Tonico Pereira (Vovô), Cleo Pires (Elaine), Danton Mello (Mauricio), Giovanna Chaves (Laila), Christian Malheiros (Jeff). Sinopse: Junior (Caio Manhente) encontra um velho fusca abandonado na garagem de seu avô (Tonico Pereira) e cria um plano para ficar com o carro, o que o obriga a se reaproximar do avô amargurado e remendar uma antiga briga familiar.

Trailer de "O Velho Fusca"




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quarta-feira, 18 de março de 2026

.: Crítica: "O Testamento de Ann Lee" é maçante ao tratar a fé extrema

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


O radicalismo levado ao ponto máximo pela fé. Eis a cinebiografia musical "O Testamento de Ann Lee" (The Testament of Ann Lee), inspirado na vida de uma das primeiras líderes femininas religiosas. A produção com o protagonismo e o poderoso vocal de Amanda Seyfried ("Meninas Malvadas", "Mama Mia!") leva o público ao estranhamento diante da transe cinematográfica de fé na telona Cineflix Cinemas de Santos.

Reverenciada por seus seguidores, Ann Lee prega a igualdade social e de gênero como fundadora da seita devocional dos Shakers, resumindo a filosofia de organização extrema e funcionalidade dos Shakers com a máxima: "Um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar". Logo, os seguidores de Ann Lee são moldados a defender que o caos exterior reflete um caos interior, sendo necessário manter a ordem era um ato de devoção e disciplina espiritual. 

Tal máxima ia além da regra de organização doméstica, mas também servia como uma expressão profunda da espiritualidade Shaker, que via ordem, limpeza e utilidade como formas de adoração e perfeição divina. Assim, a garota traumatizada por presenciar atos obscenos entre os pais, cresce e vive uma relação abusiva com seu parceiro, entrega-se de corpo e alma ao celibato, repassando tal prática para seus seguidores, ainda que precise manter de fora da religião familiares. 

Ann Lee também pregava que a purificação da alma vinha do trabalho manual rigoroso, assim como da vida comunitária organizada. Enquanto que Deus era visto como masculino e feminino, naquela comunidade era proibido o orgulho e o excesso material, sempre para voltar o pensamento a algo maior, daí o lema "Mãos ao Trabalho, Corações a Deus". 

Embora existam pontos envolventes na trama a falta de ritmo por de 2 horas e 17 minutos de "O Testamento de Ann Lee" acaba pesando. Sem contar no didatismo com uma narração, do início ao fim. Nem mesmo a parte musical consegue escapar e torna a experiência um tanto que maçante diante da fé extrema. A trama ambientada na segunda metade do século XVIII, entrega forte denúncia da intolerância religiosa e seus abusos (breve momento do filme em que fisga o público). Aos fãs de filmes religiosos, "O Testamento de Ann Lee" é imperdível!


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"O Testamento de Ann Lee"(The Testament of Ann Lee). Gênero: biografia, drama, musical,  históricoDireção: Mona Fastvold. Roteiro: Mona Fastvold e Brady Corbet. Duração: 2h 17min. Distribuição: Walt Disney Studios. Elenco: Amanda Seyfried (Ann Lee), Thomasin McKenzie, Lewis Pullman, Tim Blake Nelson, Christopher Abbott. Sinopse: A trajetória de Lee como o "Cristo feminino" na criação de uma sociedade utópica no século XVIII. O drama histórico e musical dirigido por Mona Fastvold, estrelado por Amanda Seyfried como a fundadora do movimento Shaker. 

Trailer


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domingo, 15 de março de 2026

.: Crítica: "Guerreiras do K-Pop" entrega modernidade na essência "Sailor Moon"


Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


Muita ação e cantoria com um colorido belíssimo. A animação disponível na Netflix, "Guerreiras do K-Pop" (K-Pop Demon Hunters), premiada e também indicada ao Oscars 2026 na categoria Animação, apresenta a girl band de sucesso Huntrix, composta por Rumi, Mira e Joey. O trio de amigas mantém dupla vida. Logo, quando não estão nos palcos e participando de programas para agradar a seus fãs, lutam contra demônios que roubam almas.

Usando a música para fortalecer uma barreira mágica, o trio enfrenta rivais sobrenaturais, inclusive minutos antes das apresentações. A produção dirigida por Maggie Kang e Chris Appelhans entrega modernidade nas histórias tão trabalhadas nos anos 90 na série animada "Sailor Moon", assim como no estilo visual vibrante, incluindo recursos de mangá, como olhos expressivos e cores saturadas da estética de animes clássicos.

Até mesmo a temática de garotas com poderes mágicos combatendo com determinação a demônios vingativos estão em "Guerreiras do K-Pop". Há ainda um personagem lindo, de cabelos pretos, amado e odiado que ainda tem junto de si um gato, uma vez que a própria Sailor Moon tem a gata Luna. 

Em meio a forte carga emocional e firmeza nos enfrentamentos, é a música que dita o ritmo da animação, ainda que complemente o que se vê. É inegável que a produção deixa um gostinho de que uma das três personagens seja descendente da fantástica e inesquecível "Sailor Moon". Talvez uma neta. 

A trilha sonora com canções interpretadas pelos grupos fictícios do filme, o girl group HUNTR/X e o boy group Saja Boys, tem destaque para a música principal, "Golden", que alcançou o topo da Billboard Hot 100, um feito raro para uma trilha de animação. "Guerreiras do K-Pop" ainda quebrou recordes de audiência na Netflix, superando meio bilhão de reproduções. Assim, a Netflix confirmou a produção de "Guerreiras do K-Pop 2" (previsto para 2029) e um terceiro filme. Vale a pena conferir a animação!


Guerreiras do K-Pop (K-Pop Demon Hunters). Ano: 2025 Duração: 1h 35min. Gênero: Animação, Musical, Aventura, Fantasia Urbana. Classificação Indicativa: 10 anos. Direção: Maggie Kang e Chris Appelhans. Produção: Sony Pictures Animation e Netflix. Elenco de Voz (Original - EUA) O grupo principal HUNTR/X é composto por: Rumi (Vocalista Principal): Arden Cho Mira (Visual e Dançarina Líder): May Hong Zoey (Rapper e Maknae): Ji Young Yoo. Sinopse: As aventuras do trio HUNTR/X, que leva uma vida dupla como idols famosas e caçadoras de demônios. 

Trailer de "Guerreiras do K-Pop"


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sábado, 14 de março de 2026

.: Crítica: "A Pequena Amélie" deixa de ser Deus, esbarra no apego e amadurece

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


A delicada poesia da história de uma garotinha apática que deixa de viver pressa em seu mundo e passa a enxergar encantamento no aprender a escrever e descobrir o que há além da porta de sua casa. A coprodução independente entre França e Bélgica intitulada de "A Pequena Amélie" (Amélie et la métaphysique des tubes), indicada ao Oscars 2026 na categoria Animação, apresenta a formação de Amélie, facilmente constatando que é deus até fazer três anos e lidar com eventos inesperados e potentes para mudar totalmente a concepção de quem ela é e de como viver. 

Nos primeiros minutos, após ganhar forma e pensamento, a pequena chega ao seio de uma família composta por pai, mãe, irmão e irmã. Durante 1 hora e 18 minutos de duração, o longa animado leva o público a embarcar numa experiência sensorial em meio a traços simples com toques expressivos capazes de explodirem na telona do cinema. Com o colorido de encher os olhos, a produção marca as emoções raivosas e/ou cheias de dúvidas da garotinha em sequências acinzentadas ou nevoadas, assim como ganham vida quando ela estabelece uma relação mais profunda e libertadora, gerando cenas de cores vibrantes.

De olhos verdes marcantes, toda a trama é contada pela ótica da pequena garotinha nascida na Bélgica, mas que passa a ter certeza de que é japonesa. Diagnosticada em estado vegetativo, após nascer, ela cresce isolada e raivosa. Contudo, a virada de chave acontece quando Amélie recebe a visita da avó que lhe presenteia com um chocolate belga de propriedades mágicas. Junto disso, ela conhece a amável Nishio-san, agora governanta da família.

Tendo o apoio de Nishio-san, Amélie que aprendeu a andar e a falar de modo lento, passa, de modo voraz, a decifrar os códigos da vida humana, conhecendo até os impactos da guerra no Japão, assim como a cultura do país. Atenta a tudo o que Nishio-san faz e sedenta por aprender mais, Amélie desenvolve forte apego pela governanta -o que não agrada todos. 

É Kashima-san, a dona da casa em que a família mora, com seu modo de agir seco e sempre distante, quem força a pequena garotinha, no dia de seu aniversário de três anos, a amadurecer para compreender as complexidades da realidade. Profunda e sensível, a animação é indiscutivelmente imperdível!


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"A pequena Amélie"(Amélie et la Métaphysique des Tubes). Gênero: animação, drama, comédiaDireção: Amélie Nothomb, Liane-Cho Han Jin Kuang. Roteiro: Amélie Nothomb, Liane-Cho Han Jin Kuang, Aude Py. Duração: 1h 17min. Distribuição: Mares Filmes / Alpha Filmes. Elenco de Vozes (Original): Loïse Charpentier (Amélie); Victoria Grosbois (Nishio-San); Yumi Fujimori (Kashima-San); Isaac Schoumsky (André) Laetitia Coryn (Danièle, a mãe); Marc Arnaud (Patrick, o pai); Cathy Cerdà (Claude); Haylee Issembourg (Juliette); François Raison (Médico/Voz Rádio). Sinopse: Amélie é uma criança nascida no Japão e se sente uma divindade até os dois anos e meio. Após um evento marcante, ela descobre sua humanidade e desenvolve um laço profundo com sua babá japonesa, Nishio-san, explorando o mundo ao seu redor. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Animação na 98ª edição da premiação. 

Trailer


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quinta-feira, 12 de março de 2026

.: “O Testamento de Ann Lee” mergulha na fé radical e provoca o espectador


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.

“O Testamento de Ann Lee” chega à Rede Cineflix e aos cinemas de todo o Brasil como uma experiência cinematográfica que flerta com o transe espiritual. Dirigido pela cineasta norueguesa Mona Fastvold, que também assina o roteiro ao lado de Brady Corbet, o longa transforma a história da fundadora do movimento religioso Shaker em um híbrido de drama histórico e musical místico. No centro da narrativa está Amanda Seyfried, cuja interpretação da líder religiosa inglesa foi amplamente celebrada pela crítica internacional e apontada como uma das performances mais marcantes da carreira dela.

Ambientado no século XVIII, o filme acompanha a trajetória de Ann Lee, nascida em Manchester em 1736, que cresceu em meio à pobreza e a uma relação conflituosa com a sexualidade - experiência que moldaria a visão espiritual dela e a defesa da abstinência. A partir de encontros com grupos religiosos dissidentes, Lee passa a liderar um movimento que combina confissão pública, dança, cânticos e estados de êxtase coletivo, prática que daria origem aos chamados “Shaking Quakers”, ou simplesmente Shakers. Os seguidores dela passaram a vê-la como uma figura messiânica e, em alguns círculos, como a encarnação feminina de Cristo.

Fastvold constrói esse percurso como uma espécie de ópera espiritual. O filme incorpora mais de uma dezena de hinos tradicionais dos Shakers, recriados em números coreografados pela artista Celia Rowlson-Hall, enquanto a trilha sonora original fica a cargo do compositor Daniel Blumberg, vencedor do Oscar por “The Brutalist”. Em vez de tratar a fé apenas como tema histórico, o longa-metragem tenta traduzir cinematograficamente o fervor religioso, aproximando canto, dança e narrativa dramática.

Além de Seyfried, o elenco reúne nomes como Thomasin McKenzie, Lewis Pullman, Tim Blake Nelson, Christopher Abbott, Stacy Martin, Matthew Beard e Scott Handy. A produção, estimada em cerca de 10 milhões de dólares, estreou mundialmente na competição oficial do Festival de Veneza de 2025, onde disputou o Leão de Ouro. Desde então, o filme tem dividido espectadores entre o fascínio e o estranhamento, uma reação que parece coerente com a própria natureza radical da protagonista.

Parte da curiosidade em torno do projeto surgiu das escolhas ousadas de produção. Algumas sequências musicais foram gravadas ao vivo no set, reunindo dezenas de cantores para recriar a sensação de rituais religiosos coletivos. Em entrevistas, Seyfried revelou ainda detalhes curiosos das filmagens - incluindo o uso de próteses para cenas que exigiam nudez - evidenciando o grau de preparação e imersão exigido pelo papel.

Entre o fervor religioso e a ambição estética, “O Testamento de Ann Lee” parece interessado em algo mais amplo: investigar como a fé pode ser tanto um gesto de libertação quanto uma força capaz de reorganizar comunidades inteiras. Ao transformar essa história real em espetáculo musical, Fastvold cria um filme que oscila entre o sagrado e o teatral.


Ficha técnica
“O Testamento de Ann Lee” | “The Testament of Ann Lee” (Título original)

Gênero: drama histórico, musical, biografia
Classificação indicativa: 14 anos
Ano de produção: 2025
Idioma: inglês
Direção: Mona Fastvold
Roteiro: Mona Fastvold e Brady Corbet
Elenco: Amanda Seyfried, Thomasin McKenzie, Lewis Pullman, Tim Blake Nelson, Christopher Abbott, Stacy Martin, Matthew Beard, Scott Handy, Viola Prettejohn, Jamie Bogyo, David Cale
Distribuição no Brasil: Searchlight Pictures
Duração: 137 minutos
Cenas pós-créditos: não

Assista no Cineflix Cinemas mais perto de você
As principais estreias da semana podem ser assistidas na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

Cineflix Miramar | Santos | Sala 2
De 12 da 18 de março | Sessões legendadas | 18h00 e 20h50 
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo. Ingressos neste link.

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