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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

.: Crítica: "Coração Selvagem" é um "Sempre Ao Seu Lado" de aventuras

Imagem de "Coração Selvagem"


Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em setembro de 2026


O longa de aventura "Coração Selvagem" (Heart of the Beast), estrelado por Brad Pitt ("Trem-Bala", "F1 - O Filme") com participação de J.K. Simmons ("Homem-Aranha", 2002) e de Anna Lambe (The Grizzlies) entrega a potência que um cachorro pastor-alemão Odin (Uber) é capaz de imprimir numa história de amor e parceria. A produção dirigida por David Ayer de fotografia impecável trabalha o desenvolvimento da sensibilidade e sintonia entre um homem e um animal. 

O intenso drama de sobrevivência começa quando uma moça na estrada tem seu caminho "pausado" por um cachorro. Dali, em diante o público vivencia a aventura de sobrevivência do ex-agente das forças especiais James Belmont (Brad Pitt) ao lado de seu cão de combate aposentado, o pastor-alemão Odin (interpretado pelo cão Uber). Após esbarrar no andarilho Witkins (J. K. Simmons) e ser avisado sobre a tempestade que estava vindo, James e Odin acabam perdidos no Alasca após um acidente aéreo.

No entanto, Odin sofre de estresse pós-traumático tendo pesadelos de guerra, assim como seu parceiro James. Logo, o sofrimento dos dois vira um. Humanizando o cachorro e colocando-o no posto de um autêntico veterano de combate. Em enquadramentos amplos de uma natureza digna de ser apreciada com alegria, a telona do cinema enche os olhos do público com encontros animais. Seja a tensão pura diante de um urso ou quando lobos atacam de modo coordenado a dupla.

"Coração Selvagem" consegue ser uma nova leitura do clássico "Sempre Ao Seu Lado" (2009), com adrenalina, mas passa longe da cidade e seus deveres agitados, pois é repleto de pesadelos do passado e aventuras em busca de sobrevivência na natureza indomada. É notório que Brad Pitt entrega interpretação intensa e teatral, ainda que por vezes tenha seu brilho roubado pelo carisma e olhar expressivo do cachorro. Vale a pena conferir!


Trailer de "Coração Selvagem"


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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

.: Resenha crítica: "O Sorveteiro" é trash colorido com muito sangue jorrando

Cartaz de "O Sorveteiro"


Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em setembro de 2026


O terror slasher "O Sorveteiro" é o tipo de filme com baixo orçamento que até tem uma boa premissa e tenta apresentar uma história assustadora (dentro das possibilidades). Assim, a aposta no elenco infanto-juvenil para protagonizar uma trama que tinha grande chance de se tornar um clássico do gênero, cai com facilidade, diretamente, no trash de colorido encantador na telona de cinema com muito sangue jorrando.

Sem querer agradar, a produção do diretor Eli Roth ("Cabana do Inferno" e "O Albergue") foca no diálogo com quem aceita a sua proposta despojada e o ritmo de diversão violenta. Numa história de vingança da figura pavorosa de um sorveteiro, o longa que soma 1 hora e 27 minutos de duração, o público que admira o terror tradicional ou busca diversão é levado a Bayleen Bay.

Calma! Não se trata de um flerte com o clássico "Os Pássaros", embora tudo aconteça numa baía e tenha nos seus primeiros minutos um campo aberto com crianças, como acontece em "A Bolha Assassina". A nova produção sanguinolenta traça um caminho próprio entregando um toque do seriado "The Walking Dead" e de filme para TV.

A película que poderia ser apenas um episódio do seriado "American Horror Stories", devidamente aproveitado (considerando a premissa) ou daqueles que só servem para retomar o hiato e que ninguém sabe a motivação de ter sido produzido (considerando o filme entregue), apresenta três jovens que não comeram o sorvete amaldiçoado distribuído pelo misterioso sorveteiro e tentam impedir que a carnificina acabe com o local idílico.

"O Sorveteiro" é uma super opção quando se considera o longa pelo lado do terrir e trash como um resgate do cinema B raiz dos anos 1980 pelo uso de efeitos práticos e humor macabro. Vale destacar que o longa apresenta uma cena pós-créditos. Assista por sua conta e risco!


"O Sorveteiro" (Ice Cream Man). Gênero: Terror. Eli Roth. Roteiro: Noah Belson e Eli Roth. Duração: 1h 26 minutos. Classificação Indicativa: 16 anos. Elenco: Eli Roth, Ari Millen, Charlie Zeltzer e Snoop Dogg. Sinopse: Tudo acontece em torno de um misterioso e simpático sorveteiro ambulante. Ele passa a distribuir sorvetes e picolés amaldiçoados para as crianças locais.

Trailer de "O Sorveteiro"



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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

.: Crítica: "Uma Infância Alemã" é história de amadurecimento e devoção


"Uma Infância Alemã"" pode ser assistido no site e aplicativo Reserva IMOVISION

Por Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com. Em maio de 2026

Em busca de realizar o desejo da mãe, garotinho Nanning (Jasper Billerbeck) descobre que além do rio há uma realidade ainda mais cruel e capaz de fazê-lo romper a inocência diante do recesso de itens comuns como a farinha de trigo. Ambientado na primavera de 1945, "Uma Infância Alemã" (Amrum), em cartaz na plataforma de streaming Reserva Imovision, apresenta uma aventura épica na ilha isolada de Amrum, no Mar do Norte.

O drama que acontece ainda nas semanas finais da Segunda Guerra Mundial, leva o menino de 12 anos que aguarda o retorno do pai do front, a protagonizar uma verdadeira jornada do herói com uma trajetória emocionante, que o faz caçar focas, pescar à noite, trabalhar no campo para sustentar a mãe grávida e até o faz cair no erro de cometer alguns delitos. 

O longa exibido no Festival de Cinema Europeu Imovision 2026, baseado em memórias reais que pincelam o fim da guerra e segredos familiares profundos, entrega uma perspectiva emocional e psicológica sobre a Segunda Guerra Mundial. Logo, "Uma Infância Alemã" é um retrato delicado sobre o amadurecimento diante da realidade, assim como o impacto do fascismo e do trauma por meio dos olhos de uma criança criada dentro da ideologia nazista.

"Uma Infância Alemã" (Amrum). Gênero: Drama. Direção: Fatih Akin. Roteiro: Fatih Akin e Hark Bohm. Duração: 1h 33 minutos. Classificação Indicativa: 14 anos. Distribuição: Imovision. Elenco: Laura Tonke, Jasper Billerbeck e Diane Kruger. Sinopse: drama histórico que acompanha a perda da inocência de um garoto durante o colapso do Terceiro Reich. 

Ficha técnica
"Uma Infância Alemã" | "Amrum" (título original)
Gênero: Drama. Direção: Fatih Akin. Roteiro: Fatih Akin e Hark Bohm. Duração: 1h 33 minutos. Classificação Indicativa: 14 anos. Distribuição: Imovision. Elenco: Laura Tonke, Jasper Billerbeck e Diane Kruger. Sinopse: drama histórico que acompanha a perda da inocência de um garoto durante o colapso do Terceiro Reich. Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.


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Trailer de "Uma Infância Alemã"



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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

.: Crítica: "O Convite" faz convocação claustrofóbica para reavaliar a relação


Cartaz de "O Convite"

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em agosto de 2026


Baseada no filme e peça "Sentimental", do cineasta Cesc Gay, a comédia dramática "O Convite" é uma intrincada armadilha emocional que percorre desentendimentos surpreendentes para permitir que casal reavalie a relação. Ambientado num apartamento bem espaçoso (até que as conversas começam a afunilar os debates), a produção dirigida por Olivia Wilde, apresenta um casal em crise que recebe os vizinhos do andar de cima, o que torna o jantar caótico e totalmente hilário.

De um lado, em meio ao desgaste afetivo e o tédio conjugal, estão os donos do apartamento, Joe (Seth Rogen) e Angela (Olivia Wilde), que "aguardam" a chegada dos visitantes. Numa implicância silenciosa, os dois recebem o casal ardente Pinã (Penélope Cruz) e Hawk (Edward Norton). De fato, Joe fica incomodado com os sons das festas sexuais dos vizinhos e, acaba sendo levado a verbalizar tamanho desagrado.

Em meio a cutucadas provocativas e bastantes claustrofóbicas que vão além das paredes daquele apartamento como cenário, surgem diálogos inteligentes regando o desconforto do casal com a curiosidade e vontade de sair do marasmo que mergulharam. Assim, o público embarca, mesmo que com receio, na tensão e humor bem balanceados de um relacionamento longo.

O filme que transita na contramão do moralismo, tem um roteiro reflexivo e maduro para uma trama conflitante e tão humana a ponto de permitir que o público, por vezes, consiga se identificar com determinados episódios de uma vida a dois. Sem forçar um desfecho, "O Convite" tem seus minutos finais em silêncio, deixando livre a interpretação do público, se ocorreu uma reconciliação ou apenas o término pacífico do casamento. Vale muito a pena conferir!


"O Convite" (The Invite). Gênero: Comédia, drama, romance. Direção: Olivia Wilde. Roteiro: Rashida Jones, Will McCormack e Cesc Gay. Duração: 1h 47 minutos. Classificação Indicativa: 16 anos. Distribuição: Diamond Filmes. Elenco:  Seth Rogen (Joe), Olivia Wilde (Angela), Penélope Cruz (Piña) e Edward Norton (Hawk). Sinopse: Joe e Angela formam um casal preso na rotina e com o relacionamento à beira de um colapso. A dinâmica muda quando eles decidem convidar os enigmáticos vizinhos do andar de cima, Hawk e Piña, para um jantar casual. O que seria uma noite tranquila transforma-se em um encontro repleto de revelações, constrangimentos e discussões sobre intimidade e desejos reprimidos.

Trailer de "O Convite" 





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quinta-feira, 30 de julho de 2026

.: Crítica: "Homem-Aranha: Um Novo Dia" é "absolute cinema" dos heróis

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em julho de 2026


Sozinho e esquecido por aqueles que amava, o amigo da vizinhança agora vive no último andar de um prédio, antes em condições bastante precárias e transformado por Peter Parker (Tom Holland, "A Odisseia") num lar doce lar. Sem cursar uma graduação, ele trabalha em conjunto com a polícia combatendo o crime em Nova York. Em "Homem-Aranha: Um Novo Dia", lidando também conta o luto da tia May (Marissa Tomei) e a ausência dos amigos, o Teioso passa pelo processo de amadurecimento (aliado ao da mutação) diante dos olhos do público.

Sendo reconhecido pelo público como herói, o escalador de paredes acompanha à distância o sucesso escolar de Michelle Jones-Watson (Zendaya, "O Drama") e Ned Leeds (Jacob Batalon, "Novocaine: À Prova da Dor"). Com o retorno da dupla para a Grande Maçã, Peter faz uma visita que o deixa magoado e com a certeza de que o feitiço do Doutor Estranho não foi quebrado.

Contudo, o Cabeça de Teia esbarra num implacável ser repleto de vilanias capaz de entrar na mente de múltiplos indivíduos e superar a vontade de cada um. Até mesmo o clássico inimigo do Homem-Aranha, o Escorpião, acaba sendo manipulado. Mesmo com a mente ágil e o sentido aranha, o Miranha que não tem poder de impedir tamanha invasão, em "Homem-Aranha: Um Novo Dia" repele a telepatia da ainda iniciante Jean Grey (Sadie Sink, "Stranger Things" e "A Baleia").

Em meio as situações hilárias da categoria que só o Miranha é capaz de entregar, o ágil e repleto de ação "Homem-Aranha: Um Novo Dia" reserva uma boa e bem trabalhada dose de drama (provocando até lágrimas). Não somente por conta da solidão de Peter Parker, mas por ele enfrentar além dos poderosos vilões (até o Hulk aparece na sua essência, externando o seu lado ameaçador e bem distante de um integrante de "Os Vingadores"), a árdua passagem para uma nova etapa da vida sem tropeçar no desejo de vingança. 

O longa de 2 horas e 25 minutos de duração, com cena pós-créditos (que indicam a presença de uma variante do Homem-Aranha ou uma ponte para os próximos filmes dos Vingadores, no caso, "Guerras Secretas") entrega tudo, além de confrontos de "absolute cinema" dos filmes de heróis. Não só do Hulk, mas a sequência com os ninjas que é de deixar qualquer um boquiaberto. Perfeita, inclusivo nas cores na telona. Redondinho e sem deixar pontas soltas, mesmo com a grande responsabilidade por vir após o emocionante e marcante encontro dos três Miranhas, "Homem-Aranha: Um Novo Dia" consegue ser estupendo. Filmaço imperdível!


"Homem-Aranha: Um Novo Dia". (Spider-Man: Brand New Day). Diretor: Destin Daniel Cretton. Roteiro: Chris McKenna e Erik Sommers. Gênero: Ação, Aventura e Ação. Duração: 145 minutos (2h 25min). Elenco principal: Tom Holland (Peter Parker/Homem-Aranha), Zendaya, Jon Bernthal e Sadie Sink. Trilha Sonora: Ludwig Göransson. Sinopse: Após o mundo ter esquecido seu nome, Peter Parker inicia um novo capítulo em sua vida, conciliando as aulas da faculdade, um trabalho de meio período e sua responsabilidade como o Homem-Aranha. Mas quando uma força misteriosa começa a desmantelar a cidade de dentro para fora, Peter se vê preso entre inimigos poderosos, legados antigos e aliados inesperados.

Trailer de "Homem-Aranha: Um Novo Dia"



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sexta-feira, 17 de julho de 2026

.: Crítica: "A Odisseia" é "absolute cinema" com epopeia clássica

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em julho de 2026


A história das histórias da literatura ocidental em uma produção impecável de grudar os olhos do público na telona, do início ao fim. Eis "A Odisseia" dirigida e roteirizada por Christopher Nolan (Dunkirk), quem entrega uma adaptação épica do poema, a epopeia clássica atribuída a Homero. Assim, a nova produção torna-se totalmente indispensável a ponto de ser necessário assistir ao espetáculo numa grande sala de cinema, não somente pela imagem gigantesca e as belas panorâmicas, mas por apresentar conteúdo e, por vezes, ditar o ritmo tal qual o poema.

Em cartaz nos cinemas, a produção que soma 2 horas e 53 minutos de literatura visual de narrativa não-linear é puro deleite. Não somente pelo elenco estelar (e nitidamente muito bem escalado) que inclui Matt Damon (Air: A História por Trás do Logo) na pele do protagonista Odisseu, Anne Hathaway (Instinto Materno) como a fiel esposa que tece a mortalha interminável para a escolha de um novo pretendente, além de Tom Holland (Telêmaco), Robert Pattinson (Antínoo), Lupita Nyong'o (Helena de Troia), Zendaya (deusa Athena) e outros (todos com tempo de tela proveitosos), mas pela entrega final de tamanha epopeia que é tal qual o meme atual muito usado: "Absolute Cinema".

A grandiosidade do poema que narra feitos heroicos, intervenções divinas e aventuras extraordinárias por meio de uma linguagem colossal se faz presente no longa de edição ágil, roteiro extremamente amarradinho e trilha sonora de arrepiar. Em meio a idas e vindas na narrativa, acompanha-se as aventuras do herói grego Odisseu (Matt Damon) e sua trajetória enfrentando monstros e a fúria de deuses como Poseidon ao regressar para casa após a Guerra de Troia, para reencontrar a esposa Penélope e o filho Telêmaco que resistem bravamente a pretendentes ao trono.

Acompanhar cada etapa da façanha mais extraordinária da literatura universal, seja das aventuras de Odisseu, esbarrando no gigante ciclope Polifemo, filho de Poseidon, na poderosa deusa e feiticeira da ilha de Eeia, Circe (Samantha Morton, de "A Baleia"), ouvir o canto das sereias, ser aprisionado por Calipso (Charlize Theron, de "O Escândalo"), a ninfa da ilha de Ogígia, assim como a luta de Penélope e Telêmaco em protegerem Ítaca de modo inteligente é um entretenimento totalmente empolgante. Tudo é como uma aula ilustrada na mais alta categoria. Com uma fotografia de encher os olhos, "A Odisseia" é sem dúvida um filme que marcará presença no Oscar 2027 e tem tudo para levar o prêmio em importantes categorias. Imperdível!

A Odisseia. (The Odyssey). Diretor: Christopher Nolan. Roteiro: Christopher Nolan. Gênero: Épico, Aventura e Ação. Duração: 172 minutos (2h e 52min). Elenco principal: Matt Damon (Odisseu), Anne Hathaway (Penélope) e Tom Holland (Telêmaco). Trilha Sonora: Ludwig Göransson. Sinopse: Odisseu, rei de Ítaca, embarca em uma jornada para retornar para casa após a Guerra de Troia.


Trailer de "A Odisseia"


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