sexta-feira, 2 de novembro de 2018

.: Bruna Linzmeyer, de "O Sétimo Guardião", fala de feminismo


Capa da revista "Glamour" de novembro, a atriz Bruna Linzmeyer, 25 anos volta ao ar como Lourdes Maria na próxima novela global "O Sétimo Guardião". A nova das nove, em que promete complicar a vida da personagem de Marina Ruy Barbosa. No dia 15, estará em cartaz nos cinemas com "O Grande Circo Místico", de Cacá Diegues, e ainda este ano lança outro longa, "O que Resta", de Fernanda Teixeira.

A atriz catarinense, que hoje vive no Rio, adora a palavra “sapatão” e vive usando-a em seu Instagram, onde é seguida por 1,4 milhão de pessoas. “Amo a forma como a comunidade quer se apropria do xingamento e o transforma em algo bom. Você não vai me xingar dizendo o que eu sou. Pode buscar outra forma de lidar com seu preconceito”, diz ela, que namora há um ano e meio com a artista plástica Priscila Fiszman. Levantar bandeiras, para Bruna, é tão natural quanto existir.

Abaixo alguns trechos da entrevista para a "Glamour" que foi feita a partir de 26 temas de A a Z, sob o olhar de Bruna.  

DEUS: “Minha família já foi católica, minha mãe trabalhava na igreja paroquial. Hoje ela é espírita e terapeuta de reiki. Não me identifico com religião.  Acredito na natureza, no fluxo dessa energia, no amor que sentimos pelas pessoas. Nas ervas, em matéria e elementos como pedras, cristais, temperos, água doce e salgada, madeira, metais. No poder da linguagem, das imagens. Deus, para mim, é quem ama, acolhe, resiste e muda o mundo por meio do afeto, da escuta e do coletivo.”

MILITÂNCIA: “Enquanto houver  minorias violentadas, devemos estar na luta. A militância se dá no dia a dia, no olhar generoso e feminista para com as manas que encontro, com as ‘pequenas’ escolhas no trabalho, num post nas redes, em uma conversa com alguém na rua. O trabalho que me transformou em  uma mulher livre foi feito aos poucos, por muitas  pessoas que me encontraram em seus caminhos.  A militância é coletiva, é feita em rede e com amor.”

VAIDADE: “Há uma borda aí entre cuidado e prazer versus doença. Estejamos atentxs. Temos muita sorte do feminismo entrar como uma linguagem e nos fazer entender o que nossos corpos significam. Meu rolê é o conforto. Ia para a escola de moletom e chinelo. Moda e gênero são para a gente brincar. Escolher  quando e se quer se maquiar, botar um vestido ou um terno, um salto. Quando se torna obrigação, é opressão.”



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