terça-feira, 22 de janeiro de 2019

.: No aniversário de São Paulo, conheça a história de D. Pedro I

Por Valter Pereira


No dia 25 de janeiro, a cidade de São Paulo completará 465 anos. A cidade, maior metrópole do Brasil, foi palco de acontecimentos marcantes da nossa história, sendo a Independência do país um dos principais. Para celebrar a data, vamos contar um pouco da história de D. Pedro I, o grande responsável por este feito.

Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon, ou simplesmente D. Pedro I, nasceu na cidade portuguesa de Queluz em 12 de outubro de 1798. Foi ele quem bradou, às margens do rio Ipiranga, em São Paulo, a célebre frase “Independência ou morte”.

Após declarar a independência, tornou-se o primeiro imperador do Brasil, tendo governado o país de 1822 até 1831, quando abdicou do trono. Até hoje, é considerada importante personalidade no desenvolvimento do liberalismo que permitiu ao Brasil e a Portugal que optassem por formas representativas de governo, em detrimento de regimes absolutistas.

Entre março e maio de 1826, D. Pedro I também foi rei de Portugal e Algarves, tendo acumulado as duas funções. Em Portugal, D. Pedro I é conhecido como Pedro IV, dando nome até hoje ao conhecido Largo do Rossio, importante ponto turístico de Lisboa, onde se ergue uma estátua em sua homenagem, em cima de um enorme pedestal.

D. Pedro I era filho de D. João VI e da rainha Carlota Joaquina da Espanha. Viveu em Portugal até os 9 anos de idade, quando Portugal foi invadido pelas tropas de Napoleão e a família real portuguesa se transferiu para o Brasil.

Com o retorno do imperador D. João VI para Portugal em 1821, D. Pedro I permaneceu no Brasil, tornando-se seu Príncipe Regente, período no qual enfrentou e derrotou tropas portuguesas insubordinadas. Também precisou enfrentar a própria coroa portuguesa, que pretendia restringir a autonomia que o Brasil havia adquirido desde a chegada da família real, em 1808. Além disso, a Coroa Portuguesa também exigia o seu retorno a Portugal.

Diante desse propósito e da grande insatisfação causada aos brasileiros por essas intenções, em 9 de janeiro de 1922, D. Pedro I decidiu desafiar a Corte Portuguesa e permanecer no Brasil, no que ficou conhecido como o “Dia do Fico”.

Em 7 de setembro de 1822, D. Pedro I declarou a Independência do Brasil, tornando-se o seu imperador no dia 12 de outubro do mesmo ano.


Durante a sua regência, precisou combater as forças que permaneciam leais ao governo português e, também, algumas revoltas separatistas que brotaram no nordeste e no que era o extremo sul do país, hoje o Uruguai.

Com o falecimento de seu pai, D. João VI, em 10 de março de 1826, tornou-se também o rei de Portugal e Algarves, mas, aproximadamente dois meses depois, renunciou aos poderes portugueses em favor de sua filha, Maria II.

Sua vida também foi marcada por casos extraconjugais, tendo convivido com escândalos que prejudicaram muito a sua reputação.

Dentre esses casos, destacou-se o que mantinha com a Marquesa de Santos, amante do imperador desde 1822, embora fosse casado com Maria Leopoldina. Seu romance com a Marquesa de Santos chegou ao conhecimento de grande parte da população da época e gerou grande crise em seu relacionamento com a sua esposa, a quem impunha a presença frequente de sua amante.

Por outro lado, D. Pedro I também entrou em disputa com o parlamento brasileiro, que questionava a amplitude do poder do Imperador.

O governo de D. Pedro I sucumbiu às disputas políticas que enfrentava e aos escândalos em sua vida pessoal. D. Pedro I abdicou do trono e retornou a Portugal no dia 7 de abril de 1831, deixando-o para o seu filho, D. Pedro II.

Já em Portugal, D. Pedro I (ou D. Pedro IV de Portugal) comandou um exército em um conflito inicialmente restrito ao território português, mas que atingiu toda a Península Ibérica, defendendo o liberalismo contra partidários do retorno do absolutismo.

Em 24 de setembro de 1834, alguns meses após a sua vitória nessa batalha, D. Pedro I faleceu, vítima de tuberculose.


Valter Pereira leciona há quinze anos na rede particular de ensino da cidade de São Paulo. Professor de História e Sociologia especializou-se em Bens Culturais pela Fundação Getúlio Vargas. É professor de História no 9ª ano e Ensino Médio no Colégio Salesiano Santa Teresinha e no Liceu Coração de Jesus. Atualmente vem aprofundando estudos em metodologias ativas de ensino-aprendizagem e metodologias de ensino baseada em análise e resolução de problemas.

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