sábado, 13 de junho de 2020

.: Museus-Casas Literários celebram o 33º Bloomsday na próxima terça


Os Museus-Casas Literários irão celebrar o 33º Bloomsday, evento dedicado à obra de James Joyce, com uma programação online e gratuita. Na foto, a primeira edição de "Ulysses", obra-prima de James Joyce

Museus-Casas Literários celebram o 33º Bloomsday. O evento anual celebra a obra do escritor irlandês James Joyce com uma programação dedicada ao autor, sob o tema “Juízo Final”. A Rede de Museus-Casas Literários, programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e gerenciado pela Poiesis, celebrará o 33º Bloomsday com uma programação especial.

O evento, que ocorre anualmente, é uma homenagem ao grande escritor irlandês, James Joyce. A data de sua realização, 16 de junho, é o dia em que transcorre a ação do romance mais famoso do autor, Ulysses. Nele, o personagem central, Leopold Bloom, perambula por Dublin, em 1904. A celebração ocorre em diversas cidades do mundo, como Dublin, Londres, Nova York e São Paulo, onde foi criado em 1988 pelo poeta Haroldo de Campos, que participou da organização até seu falecimento, em 2003.

Em 2020, as comemorações na cidade de São Paulo completam 33 anos e, este ano, a Rede de Museus-Casas Literários irá homenagear o escritor irlandês em um formato diferente. As atividades serão realizadas a distância, pela plataforma Google Meet, das 18h30 às 20h30 do dia 16 de junho, terça-feira. Para participar, bastará acessar o link da reunião: meet.google.com/nhm-btpw-rtd

Neste ano, o tema é “Juízo Final”, baseado no sexto capítulo de Ulysses, o Hades, no qual o personagem Leopold Bloom reflete sobre a vida e a morte durante o enterro de um amigo. O programa incluirá leituras de trechos do capítulo em vários idiomas, por diversos convidados, além de poesia, música e comentários sobre a história do evento.

Coordenado a apresentado por Marcelo Tápia, diretor da Rede de Museus-Casas Literários de São Paulo, o evento se abrirá com a exibição de uma colagem de cenas de filmes baseados na obra de Joyce, e apresentará, em seguida, a leitura de um fragmento do Canto XI (episódio do Hades) da Odisseia de Homero, obra que foi tomada como referência por Joyce para a criação de seu Ulysses. Logo após, o sexto capítulo do romance será lembrado em inglês, português, francês, italiano, alemão e hebraico, revivendo uma tradição de leituras em diversas línguas no Bloomsday, iniciada por Haroldo de Campos.

Saindo da obra Ulysses, Reynaldo Damazio fará a leitura do fragmento final do conto “Os Mortos”, do livro Dublinenses, de Joyce. Posteriormente, serão lidos poemas de Augusto dos Anjos e de James Joyce, por Donny Correia e Rodrigo Bravo.

A gravação da canção “Bid Adieu to Girlish Days”, do autor homenageado, será apresentada e, por fim, será feita a leitura de um trecho de Finnegans Wake, o último e mais experimental romance de Joyce, seguida da exibição de um vídeo sobre a história do Bloomsday em São Paulo.

O dia 16 de junho foi escolhido por James Joyce para a narrativa de "Ulysses" porque nesse dia ele viveu um encontro amoroso com sua futura mulher, Nora Barnacle. O aspecto autobiográfico é presente em toda a sua obra, que inclui o livro de contos Dublinenses, e os romances Um retrato do artista quando jovem e Finnegans Wake. 

Hoje, James Joyce é reverenciado em todo o mundo e considerado pela maioria dos críticos como o maior prosador do século XX, mas inicialmente suas obras encontraram resistência, receberam duras críticas e censura direta. O romance "Ulysses" (publicado em livro em 1922) acabou sendo proibido, à época, nos Estados Unidos e na Inglaterra, por ser julgado imoral pelas autoridades.

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