segunda-feira, 3 de agosto de 2020

.: Entrevista: Carri Costa e Solange Teixeira brilham em "Cine Holliúdy"


Carri Costa e Solange Teixeira somam décadas de carreira no humor do Ceará. 
Foto: Globo / Estevam Avellar

Greve geral em Pitombas? Os gastos obscuros do prefeito Olegário (Matheus Nachtergaele) com uso de verba pública chamam a atenção do líder da oposição, Seu Lindoso, interpretado pelo ator cearense Carri Costa. O episódio vai ao ar na próxima terça-feira, dia 4, após "Fina Estampa". A série de Marcio Wilson e Claudio Paiva é inspirada no longa-metragem homônimo escrito e dirigido por Halder Gomes. A direção artística é de Patricia Pedrosa e a direção de Halder Gomes e Renata Porto D’Ave.

"'Cine Holliúdy chega num momento muito interessante para a família brasileira. Nos dá uma sensação de brasilidade, de pertencimento. Eu acho que é uma série que marcou e que vai continuar marcando", comenta. Assim como Carri, Solange Teixeira, que dá vida à Dona Belinha, somam décadas de carreira no humor do Ceará. Agora, comemoram a reexibição de "Cine Holliúdy" na TV e recordam com carinho da fase de gravações. Confira a entrevista com os atores abaixo:

O que vocês pensaram sobre o retorno da série à TV?  
Carri Costa - Fiquei muito surpreso e feliz também. Agora é um tempo em que as pessoas estão muito em casa, estão procurando conteúdo e formas de entretenimento.  "Cine Holliúdy" chega num momento muito interessante para a família brasileira. Nos dá uma sensação de brasilidade, de pertencimento. Eu acho que é uma série que marcou e que vai continuar marcando.
Solange Teixeira - Ficamos bem felizes com o retorno da série. Foi um alento poder ver novamente "Cine Holliúdy". 
 
Falem um pouco sobre o personagem de vocês, por favor. 
Carri Costa - Seu Lindoso é maravilhoso! Ele é um presente! Por mais de 30 anos de carreira, chega nas minhas mãos a ideia de um personagem no qual eu posso trabalhar uma ancestralidade, uma cearensidade que é uma coisa que está ligada ao meu trabalho quanto ator e comediante aqui no estado do Ceará. Ele permeia o meu passado indiscutivelmente cearense. Eu frequentei bodegas comprando coisas, vendo aquele universo do proprietário, daquele administrador, daquele que consegue administrar não só as relações financeiras, mas as relações humanas daquela localidade abraçando, acolhendo, divergindo de todos os personagens e frequentadores. E tem uma pureza, uma diversidade, uma pluralidade de relacionamentos. Muito bacana, eu amo muito esse personagem. 
Solange Teixeira - Belinha é uma mulher arretada! É uma mulher que está sempre atenta a tudo que acontece na cidade. Ela também gosta de ajudar o marido nas empreitadas dele do governo, mas sempre de uma maneira bem crítica, porque a Belinha é uma pessoa correta da maneira dela. Ela é forte, gosta de expressar bem o que acha das coisas. Ela deixa tudo na ponta da língua, não engole nada, nenhum desaforo. 
 
Que lembranças vocês guardam da fase de gravações? Alguma cena em destaque? 
Carri Costa - Se eu tivesse que escolher uma palavra que represente os momentos de gravação seria generosidade. Por mais que a gente tenha experiência em audiovisual, por mais que a gente tenha feito filme, programa de televisão, tenha uma relação interessante com a câmera, ali é um exercício novo para mim, e todos, de uma maneira bem coesa, nos deixaram muito a vontade. Foi uma troca bem teatral, porque a artesanalidade do teatro proporciona isso. Todo o trabalho me deixou muito feliz e ver o resultado dele é uma coisa esplendorosa. Deu saudade agora.
Solange Teixeira - Guardo memórias muito boas das gravações. Ficamos muito próximos uns dos outros. Tivemos muita sorte com esse elenco, cada pessoa é mais legal do que a outra e foi muito bom ter essa convivência. Uma das cenas que me marcou na série foi no quarto episódio, quando a Dona Belinha vai presa. Foi muito engraçado. 
 
A série homenageia os gêneros do cinema. Mais do que nunca, as famílias estão vendo muitos filmes, séries e programas de entretenimento. Como vocês avaliam a importância da arte nesta fase de quarentena? 
Carri Costa - Quando a série foi lançada, no ano passado, muitas pessoas com as quais eu conversava me falavam de resgates. Primeiro de um resgate de uma comicidade que há muito tempo não se via no audiovisual. Esse resgate de comicidade com uma dinâmica diferenciada, com uma respeitabilidade, com um conteúdo pensado e construído para casa, para um entretenimento, e que passasse alguma ideia, um pensamento, um valor além da emoção provocada do riso. E eu acho que esse é o momento para rever isso, esses valores. Reconhecemos muito o Ceará como um celeiro de bom humor, de molecagem, que é, mais do que nunca, uma representatividade do que o universo cómico é mesmo. O riso simplório, a singeleza. Uma coisa universal! E ele está muito impregnado no Nordeste do país, no Ceará. Nada melhor do que esse momento em que as pessoas estão reclusas em casa e podem compartilhar com os seus pares aquela emoção que estão prestigiando e vivenciando com a reexibição de 'Cine Holliúdy'. 
Solange Teixeira - A arte tem sido primordial neste momento de pandemia. Crucial, eu diria. O que seria de nós sem a arte neste momento? As pessoas em casa casa, sem poder sair... Filmes, séries, muita música, livros que a gente nunca tinha tempo de ler e estamos colocando tudo em dia. 

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