terça-feira, 15 de setembro de 2020

.: Entrevista: Carlos Machado fala sobre o Ferdinand de "Fina Estampa"


Tereza Cristina (Christiane Torloni) e Ferdinand (Carlos Machado) combinam serviço. Foto: TV GLOBO / Zeca Guimarães

Segurança e frequentador do quiosque de Álvaro (Wolf Maya) e Zambeze (Totia Meireles), Ferdinand (Carlos Machado) também é o principal cúmplice da vilã Tereza Cristina (Christiane Torloni). É para ele que ela recorre quando quer esconder seus crimes ou colocar em prática todos os seus planos de vingança contra a família de Griselda (Lilia Cabral). 

Mas enquanto a perua consegue armar sem deixar muitos rastros, Ferdinand é atrapalhado e sempre coloca tudo a perder. “A grande falha trágica da Tereza Cristina é ter o Ferdinand de assistente, pois é ele que vai deixando os rastros. E isso deve acontecer porque ela quer ser pega, já que ele comete erros que são primários”, comenta Christiane Torloni, intérprete da "Rainha do Nilo".

O que a Pitonisa de Tebas não imagina é que seu cúmplice atrapalhado reuniu ao longo da história provas concretas contra ela. Cansado de ouvir tantos insultos apesar de tudo que já fez a mando da perua, Ferdinand organiza todo o material que incrimina a inimiga de Griselda. "Fina Estampa" é uma obra de Aguinaldo Silva, com direção geral e de núcleo de Wolf Maya e direção de Ary Coslov, Claudio Boeckel, Marcelo Travesso, Marco Rodrigo e Marcus Figueiredo.

Qual foi a importância de "Fina Estampa" na sua carreira?
Carlos Machado -
"Fina Estampa" foi de uma importância ímpar na minha carreira e na minha vida. Foi a primeira grande oportunidade que eu tive na teledramaturgia, o que acabou trazendo uma visibilidade incrível e oportunidades muito bacanas. Sou muito grato por ter feito essa novela e esse papel tão divertido. Apesar de o Ferdinand ser um vilão, ele sempre foi muito divertido porque é um vilão meio estabanado. Em uma cena engraçada com ele, a Tereza Cristina pede para ele armar contra a Griselda usando ratos. Mas ele é que fica preso com os ratos na sauna e morre de medo. Gravamos com uns 30 ratos, mas com o efeito da computação na cena parece que são 300. Foi divertidíssimo gravar.


Você está conseguindo assistir à novela? Como está sendo rever um trabalho quase dez anos depois?
Carlos Machado - 
Eu moro nos Estados Unidos, então não consigo acompanhar todos os dias. Às vezes eu gravo e assisto com um pouquinho de atraso. Mas é muito divertido rever "Fina Estampa", eu gosto de acompanhar sim.

Como está a repercussão para você? Tem recebido muitas mensagens do público?
Carlos Machado - 
A repercussão é sempre bacana de uma novela no horário nobre. Mas a impressão que nos dá é que a repercussão desta vez está maior ainda. Tenho recebido mais mensagens do que nunca, mais comentários do que nunca. Eu tento responder todos que me escrevem. 


O que lembra com mais carinho das gravações? Qual cena mais te marcou?
Carlos Machado - 
O que eu guardo com mais carinho são as cenas com a Christiane Torloni, que era uma grande parceira. A que mais me marcou, talvez por ter sido a última, foi a do Ferdinand sendo eletrocutado na banheira. Foi a despedida.

Como está lidando com esse período de isolamento social?
Carlos Machado - 
Esse momento de isolamento social está sendo bastante tranquilo, porque é um período em que preciso estar mais em casa, ajudando a esposa com as crianças. A gente escolheu, num primeiro momento de adaptação nos Estados Unidos, estar na mesma cidade que minha irmã que mora em uma cidade menor, então estamos tendo uma vida mais sossegada.




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