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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

.: Entrevista com Nuno Mindelis, um simpático músico ranzinza


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

Ele se autodenomina um músico ranzinza. Mas está muito longe de ser algo parecido. Angolano radicado no Brasil há anos, Nuno Mindelis desenvolve uma carreira sólida como músico ligado principalmente ao blues, muito embora sua formação musical eclética inclua os medalhões da Gravadora Stax Records e os ícones do hard rock dos anos 60 e 70. E claro, alguns elementos de nossa música popular brasileira. Mindelis conseguiu a proeza de gravar discos com a icônica banda de apoio de um de seus ídolos (Steve Ray Vaughan), a Double Trouble. E chegou a ter seu talento reconhecido com destaque em publicações no Exterior. Em entrevista para o portal Resenhando.com, ele conta um pouco sobre sua trajetória na música e seus planos para o futuro. “O blues precisa ser reinventado, assim como toda forma de arte”.

Resenhando.com - Você é reconhecido como um dos nomes mais marcantes do Blues. Mas sua formação é mais eclética, abrangendo inclusive a soul music da gravadora Stax Records, Fale sobre suas principais influências musicais.
Nuno Mindelis - Antes, quero agradecer pela oportunidade da entrevista. Ouvi absolutamente tudo que se fez em música desde pelo menos os cinco anos, é quando me lembro de mim, até aos 17, em 1975, quando fui exilado de guerra, partindo para o Canadá e depois para o Brasil. Na época, perdi tudo e precisei de mais de década para me recompor, recomeçar. Nesse período, ouvi sempre muita coisa, mas já com outros ouvidos. Não gostava de nada do final dos anos 70: disco, punk etc, e nem dos anos 80. Mas, com o tempo, passei a gostar de algumas coisas. Quando era muito pequeno, ouvia muita música erudita, meus pais ouviam muito, todas as sinfonias de Beethoven, Wagner, Tannhäuser, considero o coro dos peregrinos espetacular, e outros. Lá pelos seis anos ouvi The Shadows e Beatles e ali a coisa mudou de figura. Aquelas guitarras eletrizantes me reviraram as moléculas corpo e do cérebro. Logo depois, aos nove anos, tive a sorte de um cara mais velho me mostrar Otis Redding e era tão criança que me lembro de ter que decifrar aquela massa sonora mais densa. Mas havia algo importante na época: respeito pelos mais velhos. Se alguém mais velho me aconselhava algo, era porque era  para ser decifrado mesmo, nunca desistiria. Conheci tudo de Otis, da gravadora Stax, Booker T & The Mgs é a minha banda de cabeceira. Não gosto do clichê mas encaixa perfeitamente: as primeiras audições da música de Otis Redding eram como o primeiro sexo, pode doer mas você quer mais. Otis, Stax, Booker T & The MGs e todo o cast viraram meu templo. Costumo dizer que a minha vida mudou várias vezes, essa foi a terceira. A primeira, a descoberta da música, a música clássica e canção francesa: Gilbert Bécaud, George Brassens etc, que meu pai ouvia bem. A segunda: Beatles e Shadows e depois veio a, na época, chamada música progressiva: Steppenwolf, Grand Funk Railroad, Led Zeppelin, Deep Purple, The Doors, Pink Floyd etc., todos aqueles derivados do Blues, do Soul, do Country, Folk, Celta, depois o Woodstock que foi algo transcendental. Aos 11, ouvi Big Bill Broonzy e isso levou a ouvir todo o Blues produzido antes e depois no planeta, seja acústico, elétrico etc. O acesso a discos era tão fluido em Luanda como em Londres, vinha direto da fonte e rápido. Eu tinha cerca de 2000 LPs aos 17 anos, edições originais, fora as centenas de singles. Perdi tudo quando me exilei.

Resenhando.com - Em seu canal no YouTube há vários vídeos onde você comenta sobre determinados músicos ou outros assuntos ligados a música. Como foi que surgiu essa ideia?
Nuno Mindelis - Comecei a fazer videos do tipo zoando, ironia sutis, série tipo crimes e castigos. Se você for flagrado tocando Blues como amplificador transistorizado. Pena: dois anos de reclusão + escutar Kenny G e Galvão Bueno por duas horas seguidas com fones irremovíveis. Esse tipo de coisa. Na verdade nos anos 80 eu tinha inventado essa série, quase sem querer, numa revista de música, Cover Guitarra, a convite do editor que era o Regis Tadeu. A turma lembrava disso até hoje, acredita? Viviam me relembrando disso. Então resgatei, meio sem querer, de novo. A galera pirou com esses videos, são tipo shorts, ainda estão no canal, depois passei para videos mais longos ficaram um pouco mais sérios e tal, e um dia perfilei um guitarrista e percebi que a galera engajou um monte, então continuei perfilando guitarristas. Quando acabarem todos os guitarristas da Terra farei parte 2 ou passarei a outra coisa qualquer. Ou já terei morrido (risos).

Resenhando.com - Na sua opinião, o blues pode ser reinventado ou deve permanecer na forma tradicional?
Nuno Mindelis - Deve ser reinventado, como toda a forma de arte, mas não porque seja uma obrigação técnica ou moral ou algo assim. É o próprio artista que normalmente é, ou deveria ser, irrequieto, que sente que precisa desconstruir. Como Miles Davis, o tradicional foi a grande escola dele mas depois ele foi lá e derreteu tudo. Hendrix idem. Picasso, Van Gogh etc. O que me parece é que há 60 anos ninguém, exceto talvez Jeff Beck e um ou outro mais, teve esse ímpeto. Jovens americanos, e não só,  nascem por estes dias e continuam fazendo o que se fazia há 60 anos. É certo que é fundamental que se conheçam muito bem as regras e isso requer ouvir muito e aprender bem todo o tradicional mas é muito importante que se as quebrem depois de bem sabidas. Como dizia Zappa, "Without deviation from the norm progress is not possible" ("Sem desvios da norma, o progresso não é possível"). Vejo um monte de artistas de Blues que conhecem as regras como ninguém e não saem daquilo. 

Resenhando.com - Você gravou dois discos com os músicos da mítica banda Double Trouble, que acompanhou Steve Ray Vaughan. Fale sobre essa experiência.
Nuno Mindelis - Ajustei com um produtor de Austin, no Texas (Eddie) para fazer um disco para a gravadora Antone’s. Ele tinha ouvido um disco meu e gostado muito. Antone’s é um selo e casa noturna altamente cult, gente como Buddy Guy, Muddy Waters e outros frequentaram e gravaram por ali. Ele me pediu uma fita demo para ter ideia do que eu pensava para o disco novo. Para saber que músicos chamar, se mais  blues negro ou mais rock branco, essas coisas. Entrei no estúdio e gravei baixo, guitarra bateria e piano e mandei para ele o rascunho. Ele tocava aquilo na gravadora durante o dia, no sistema de som geral ,todo o mundo ouvia. Tommy Shannon entrou ali por alguma razão (pegar um cachê ou algo assim) e perguntou o que era. Ele explicou: “é um brasileiro que eu vou produzir, o Nuno etc." e ali o Eddie, falando sério fingindo ser brincando, sabe como é, para não parecer ousadia, perguntou: “quer participar?”. E o Tommy disse: “sim, gostaria”. Ele me ligou exultante, "Hey Beast", tinha saído artigo de capa da Revista Austin Blues “The Southamerican Beast Whos Coming To Your Town, "você não vai acreditar, Tommy vai gravar uma música no seu disco. E obviamente Chris também". Depois gravaram o disco todo. "Texas Bound" gravamos em 95, saiu em 96. Depois, gravei outro em 1999, "Blues On The Outside", saiu acho que já em 2000.


Resenhando.com - Como você avalia o blues na atualidade?
Nuno Mindelis - 
Na real, nem avalio mais. Quase não ouço. É tudo muito igual. E grandes revolucionários como Little Walter, John Lee Hooker, Skip James etc. são cada vez mais raros. Não é saudosismo, havia de fato algo que transcendia ali. Hoje parece meio fabricado em série, especialmente do lado branco. Atenção: não me refiro à habilidade, o pessoal detona pra caramba, são artistas altamente proficientes e habilidosos, músicos de quilate. Mas não saem daquilo, me refiro ao conceito, às suas obras. Qual será o legado? Haverá?

Resenhando.com - Você pretende lançar um novo disco?
Nuno Mindelis - Há duas direções aqui. Do ponto de vista prático, preciso lançar algo mais rapidamente porque os números das plataformas caíram um pouco. Spotify e afins são como redes sociais, se parar de mexer caem os números, acredite. E eu parei de lançar coisa por um tempo. Entre 2022 e 2025 anunciei uma série “um single por mês” (acabou sendo um a cada dois ou três meses na real. Em 2025, só gravei mas não lancei. Então vou ver se lanço uma coletânea com isso tudo mais os inéditos de 2025. Serão cerca de 12 ou 13 faixas até onde vasculhei. Penso em criar algo físico, cassete ou pendrive. Esse negócio de não ser dono do produto não funciona. Nas plataformas, você não é dono de nada, o pessoal que curte quer algo para chamar de seu. LP não penso, porque é caríssimo no Brasil, absurdo, extorsivo. A segunda direção é um trabalho novo que desconstrua o que fiz até agora. Enquanto soar previsível, para mim mesmo, pelo menos, não farei nada. Estou atrás dessa inspiração e desse laboratório mas os videos do Youtube me tomam muito tempo e energia. Mas está na pauta, só preciso conseguir tempo e alguma inspiração. Também gostaria de trabalhar com alguém de nova geração com afinidade com produções eletrônicas mas parece que essa turma foge. No meu tempo, era ao contrário, idolatrávamos os pioneiros e faríamos de tudo para poder colaborar com eles. Vide U2 com BB King, Santana e o álbum "Supernatural", etc. 

Resenhando.com - Como está o plano para shows ao vivo?
Nuno Mindelis - Vou fazer um em Florianópolis e soube que está “sold out” (com ingressos esgotados). Em 2026, não sei bem o que será, uma turnê média em Minas é certeza. Apresentações no Blue Note e no Bourbon Street em São Paulo podem acontecer. 

Vídeo sobre Steve Ray Vaughan

 
"I Know What You Want"

"Stormy Minded Man"

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

.: Crítica: "Anaconda" é pura diversão e ainda prega bons sustos

"Anaconda" está em cartaz na Cineflix Cinemas de Santos


Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em dezembro de 2025


"Anaconda" volta aos cinemas e está em cartaz na Cineflix Cinemas de Santos, com um reboot que foge da forma original, o terror lançado em 1997. Em 2025, a versão é uma comédia de ação metalinguística que deixa qualquer brasileiro que ama cinema feliz. Não somente por fazer o público rir bastante com os trocadilhos do roteiro, mas por trazer o querido ator Selton Mello -recebendo até certo destaque ainda que acabe sendo vítima do ser rastejante de grandes proporções.

Dirigido por Tom Gormican ("Um Tira da Pesada 4", 2024), a trama apresenta um grupo de amigos que fazia filmes caseiros quando jovens. Agora, passando por uma crise de meia-idade e batendo o fatídico questionamento a respeito do que fizeram na vida, o quarteto composto por Doug (Jack Black, de "Escola do Rock", "King Kong"), Ronald (Paul Rudd, de "Homem-Formiga", "Romeu e Julieta"), Kenny (Steve Zahn, de "Diário de Um Banana") e Claire (Thandiwe Newton, de "Crash: No Limite" e da série "Westworld") embarca na ideia de fazer um remake amador de "Anaconda".

Para tanto, pisam na floresta tropical do Brasil e esbarram no adestrador de animais e especialista em cobras, o brasileiro, Carlos Santiago (Selton Mello). Contudo, durante as gravações um acidente muda todo o rumo da trama, uma vez que o grupo precisa de um novo animal para seguir com as gravações e o destino coloca diante deles uma Anaconda original e de um tamanho extraordinário. De quebra, a portuguesa Daniela Melchior ("Guardiões da Galáxia Vol. 3") interpreta Ana, uma vilã armada e que também coloca o enredo de ponta-cabeça, dando mais agilidade e muita ação.

A produção que entrega puro entretenimento, garante ainda bons sustos e, numa boa farofa despretensiosa, consegue envolver o público de modo brilhante. O alvo acertado de "Anaconda" está em não se levar a sério criando novas possibilidades que prendem a atenção do público até o último minuto do longa. E, de fato, a cena final diz muito, não por, minutos antes, resgatar dois personagens importantes do filme de 97,  Ice Cube (interpretando a si mesmo) e um encerramento com Jennifer Lopez, sugerindo uma possível sequência. Há um tiro certo em não cortar um personagem que pode dar muito ainda para a franquia que agora mescla terror e muita graça. 

Para quem busca entretenimento puro e simples, aliado a uma trama de ficção científica com um toque de "Jurassic World" ou "King Kong", filme que também tem Jack Black na pele de um ambicioso "cineasta", a nova produção, é repleta de boas piadas e tem o tempero de um brasileiro indo além de seus papéis dramaticamente sérios. "Anaconda" é para ser assistido já. Vale o ingresso do cinema!

O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no GonzagaConsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


"Anaconda". (Anaconda). Direção: Derek Drymon Roteiro: Pam Brady, Matt Lieberman, Marc Ceccarelli. Gênero: Ação, Comédia, Terror, Aventura. Direção e Roteiro: Tom Gormican e Kevin Etten. País: Estados Unidos (EUA). Ano de Lançamento: 2025 (estreia em 25 de Dezembro nos EUA) Distribuição: Sony Pictures. Duração: 1h 39min. Estúdio: Columbia Pictures. Sinopse: Doug (Jack Black) e Griff (Paul Rudd) recriam seu filme favorito da juventude, mas uma anaconda gigante real surge, transformando a comédia em perigo mortal. A produção tenta satirizar a indústria de Hollywood e o filme original de 1997, com um ritmo rápido. 

Trailer de "Anaconda"


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segunda-feira, 1 de setembro de 2025

.: Braulio Lorentz, autor de "Baseado em Hits Reais", e a arqueologia do pop


Por Helder Moraes Miranda, especial para o portal Resenhando.comFoto: Luiz Franco.

Há músicas que grudam feito chiclete e sobrevivem ao tempo mesmo contra a vontade de quem tenta esquecê-las. Canções que explodiram em rádios, trilhas de filmes e pistas de dança, mas acabaram arrastando para o limbo da memória os próprios artistas que as criaram. É nesse território delicado entre o brilho efêmero e o anonimato que o jornalista Braulio Lorentz, editor de cultura do G1 e apaixonado confesso por pop, mergulha em seu novo livro, "Baseado em Hits Reais", publicado pela editora Máquina de Livros.

A obra reúne mais de 40 histórias de nomes que já ocuparam o topo das paradas, de Natalie Imbruglia a Kelly Key, de Lou Bega a Daniel Powter. Artistas que tiveram seu momento de glória e depois precisaram lidar com o rótulo cruel do “one-hit wonder”. Alguns seguiram na música, outros abandonaram os palcos para dar aulas, filosofar ou até programar para gigantes da tecnologia. Todos, no entanto, guardam bastidores surpreendentes, melancólicos e por vezes engraçados sobre o que significa ter vivido “o auge” por um breve instante. Em entrevista exclusiva para o portal Resenhando.com, Braulio Lorentz fala sobre a arqueologia do pop, entre hits inesquecíveis e trajetórias improváveis. Compre o livro "Baseado em Hits Reais", de Braulio Lorentz, neste link.


Resenhando.com - Você humaniza hits esquecidos com uma ternura provocativa. Mas o que você acha que a gente projeta neles - nostalgia, vergonha alheia ou aquele prazer proibido de quem canta “Barbie Girl” no chuveiro?
Braulio Lorentz - Eu concordo que a nostalgia tem um papel para querer cantar e querer saber mais sobre esses hits. Também entendo que muitos deles se encaixam naquilo que se chama de "guilty pleasure", ouvir com culpa. Mas eu, sinceramente, nunca tive disso. Sem querer pagar de diferentão, mas lembro que no meu aniversário de 14 anos um amigo me pergunto qual CD eu gostaria de ganhar e eu disse: “Middle of Nowhere” do Hanson ou “The Colour and the Shape” do Foo Fighters. Ele pensou que eu estivesse zoando e me deu o do Foo Fighters. Mas eu, claro, não estava. Então, a gente projeta um monte de coisa quando ouve, mas, no final, a gente só está em busca de boas canções e boas histórias.


Resenhando.com - Ao escutar tantos relatos de ascensão meteórica e quedas silenciosas, você se viu mais como jornalista, terapeuta ou cúmplice melancólico de um karaokê emocional?
Braulio Lorentz - Eu me senti terapeuta algumas vezes, principalmente nas entrevistas em que eu precisava ir entrando no assunto óbvio (o sumiço, a decadência comercial, as mágoas) aos poucos. Então, talvez em mais da metade dos casos, teve algum momento do papo que a pessoa do outro lado foi se soltando até assumir que, sim, guardava algum tipo de sentimento ambíguo relacionado ao sucesso.


Resenhando.com - Existe algo mais cruel do que o conceito de “one-hit wonder”? Por que a cultura pop tem essa obsessão sádica por canonizar um sucesso e enterrar o resto da discografia - mesmo quando ela é decente?
Braulio Lorentz - Eu gosto muito do resumo feito pelo Vinny, com o qual outros artistas concordam: para a maioria dos artistas, o natural é nunca ter um grande sucesso. Eles furaram a bolha, fizeram muito sucesso e veio um declínio comercial natural. Então, aquele período de sucesso absurdo tem que ser tratado com exceção. Acho que esse ciclo faz parte da música pop: é muito difícil se manter no topo e existe vida fora da parte mais alta das paradas.


Resenhando.com - Você ouviu mais de 40 músicas que foram chicletes - e sobreviveu para contar. Qual delas você nunca mais quer ouvir nem sob tortura midiática?
Braulio Lorentz - Eu consigo ouvir todas sem problema, porque passei a ter um apego por elas. Agora, elas fazem parte da trilha sonora do primeiro livro que eu lancei. Mas, obviamente, gosto mais de algumas do que de outras. Na minha opinião, KT Tunstall e Vanessa Carlton são cantoras muito subestimadas, por exemplo. Acho também que Snow Patrol e Cornershop são nomes mais alternativos do britpop pelos quais eu tenho muito carinho. 


Resenhando.com - Dos entrevistados, quem mais surpreendeu: o filósofo, o programador da Amazon ou o artista que ainda insiste num comeback? Qual dessas reinvenções você achou mais tocante - e qual deu aquele nó na garganta?
Braulio Lorentz - Acho que o depoimento mais genuíno de uma pessoa que encontrou sua verdadeira vocação foi a do vocalista do EMF, o James Atkin. Ele fala com carinho do "Unbelievable", um hit número um do Hot 100 da Billboard americana, mas fala com mais carinho ainda dos alunos e alunas das classes de música no interior da Inglaterra. James é um cara muito good vibes e vê-lo sorrindo quando o comparei ao personagem do Jack Black em “Escola do Rock” foi um dos grandes momentos que estão no livro.


Resenhando.com - Seu livro faz uma espécie de arqueologia pop. Qual foi o fóssil mais valioso que você desenterrou?
Braulio Lorentz - É meio bizarro constatar isso, mas a entrevista que me deu mais trabalho, das publicadas no livro, foi a de um cara que morava no Brasil: Evan Dando, o ex-galã grunge do Lemonheads. Embora tenha desmarcado nosso papo quatro vezes pelos mais variados motivos (falta de luz, lanche da tarde, sonolência, reunião com empresário), Dando foi simpático e atencioso.


Qual hit virou dinossauro sem esqueleto?
Braulio Lorentz - Acho que os dinossauros sem esqueleto foram as entrevistas que tentei marcar, mas sem sucesso. Para tentar falar com o Spin Doctors, por exemplo, mandei uma foto em que segurava meus quatro CDs da banda. Só que “problemas na agenda” me impediram de falar com eles. No primeiro capítulo do livro conto outros casos de entrevistas que eu não consegui fazer.


Resenhando.com - Existe uma verdade incômoda por trás de todo grande hit?
Braulio Lorentz - Não sei se existe. Alguns são apenas o retrato de uma época. “One Thousand Miles” representa quem a Vanessa Carlton era aos 16 anos: uma menina apaixonada que tinha um senso melódico excelente e tocava muito bem piano. No fim, os hits retratam uma fase bem específica do artista e é um baita desafio tentar dar novo sentido àquela velha canção todas as noites. Afinal, muita gente vai ou ia aos shows apenas para ouvir aquela música.


Resenhando.com - Se você fosse obrigado a montar um trio elétrico só com os artistas do livro, quem puxaria o bloco? E quem você deixaria na calçada segurando a pochete?
Braulio Lorentz - Não deixaria ninguém na calçada, coitados. Se chamasse para o carnaval, gostaria que estivessem nos holofotes. Acho que para um trio elétrico botaria todos os artistas do capítulo mais agitado do livro, dedicado ao dance pop (Ace of Base, Alexia, Aqua, t.A.T.u., DJ Bobo e Kasino). Tiraria apenas o Right Said Fred, porque eles são antivax e não quero que eles tenham chance de propagar doenças.


Resenhando.com - O livro tem trilha sonora. Mas se tivesse cheiro, qual seria? Aroma de CD novo? De mofo de sebo? De lágrimas de artista pós-fama?
Braulio Lorentz - Seria cheirinho de loja de encarte amarelado de CD. Aquele que está até meio rasgadinho de tanto tempo que você passou folheando e lendo as letras, vendo as fotos.


Resenhando.com - No fundo, todo jornalista cultural quer escrever sobre o lado B do sucesso? A fama esquecida é mais literária do que a glória?
Braulio Lorentz - Acho que não. Muitos jornalistas preferem falar dos fenômenos pop mais recentes. Eu também me incluo nessa e gosto de explicar o que está rolando agora. Na minha opinião, existem boas histórias de bastidores em todas as épocas. O negócio é correr atrás para contá-las da melhor forma. De preferência falando com quem estava lá. Por isso, fiz questão de só incluir hits de artistas que falaram comigo.


sábado, 19 de julho de 2025

.: "A Comunidade do Arco-Íris", de Caio Fernando Abreu, estreia no CCBB SP


Com direção de Suzana Saldanha e supervisão de direção de Gilberto Gawronski, a peça traz no elenco a atriz Bianca Byington, tem participação especial em vídeo de Malu Mader e tem sua composição-tema assinada por Tonny Belloto e seu filho João Mader. A direção musical é de João Pedro Bonfá. A direção de produção é de Jenny Mezencio e a coordenação geral é de Flávio Helder e BFV Cultura e Esporte. O espetáculo cria uma reflexão sobre temas como confiança, respeito, amizade e democracia. Foto: Kika Antunes


A coletividade e a importância de se respeitar as diferenças são pautas levantadas por "A Comunidade do Arco-Íris", o único trabalho do saudoso autor gaúcho Caio Fernando Abreu (1948-1996) voltado para o público infantil. A obra ganhou uma montagem dirigida por Suzana Saldanha, sob supervisão de Gilberto Gawronski, que estreou em 2024 e teve temporadas de sucesso em Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Agora, a peça chega ao Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, onde tem sua estreia paulista e fica em cartaz de 19 de julho a 31 de agosto, com sessões aos sábados e domingos. Este projeto conta com o patrocínio do Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

O trabalho traz no elenco Bianca Byington, Raquel Karro, Tiago Herz, Lucas Oradovschi, Lucas Popeta, André Celant, Renato Reston, Patricia Regina, Aisha Jambo (stand-in) e Maksin Oliveira (stand-in). Além disso, conta com participação especial em vídeo de Malu Mader na abertura do espetáculo. Na trama, brinquedos e seres mágicos decidem viver numa comunidade na floresta, longe do mundo dos humanos, onde não há poluição e nem consumo desenfreado. A chegada de três gatos a esse recanto de paz, provoca discussões sobre confiança, respeito, amizade e democracia. 

Nesse lugar, que lembra uma espécie de rave ou festa hippie, os personagens vivem afastados do mundo humano. São eles: uma sereia cansada da poluição de mares e rios, uma bruxa de pano e uma bailarina de caixinha de música trocadas por videogame e outros eletrônicos, um soldadinho que não gosta de guerra e tem vocação para jardinagem, um mágico que deseja fazer suas mágicas sem ser criticado e um roqueiro que quer tocar sua música na tranquilidade da natureza. 

No papel da Bruxa de Pano, Bianca Byington comenta que não conhecia esse lado do autor “surpreendentemente leve, que não perde o sarcasmo em pequenas brincadeiras”. Para a atriz, chama a atenção que, em 1971, ele tenha dado importância à questão ambiental. “Abordagem simples, sem militância, mas no fundo fala o que realmente importa, a insatisfação em relação ao mundo capitalista, ao consumo”, diz. 

O cenário é composto por uma grande estrutura de ferro flexível que abrange o cenário interativo criado por Sérgio Marimba, promovendo um diálogo com a luz de Aurélio de Simoni e os figurinos de Danielly Ramos. As crianças são levadas a um mundo de faz de conta, com ambientes coloridos em que os atores podem se pendurar, penetrar, subir e passear livremente. 

Segundo Gawronski, na peça, o autor gaúcho convida as crianças à reflexão sobre convívio e coletividade. “Não é um texto sobre empoderamento da mulher, nem sobre racismo, gênero, ou etnias se colocando. Mas abrange isso tudo. O Arco-Íris de Caio é uma ode à diversidade. Simboliza um lugar ‘outsider’, alternativo, uma busca pelo utópico, onde todos vivem em harmonia e a diferença é respeitada”, comenta. 

A direção musical da peça é de autoria de João Pedro Bonfá, que mescla canções gravadas e música ao vivo. “Sempre que posso utilizar como trilha sonora o personagem Roque, interpretado pelo ator e músico Tiago Herz, é muito rico”.  Segundo Bonfá, Caio Fernando indica no texto uma letra com o hino da comunidade do Arco-Íris que, nesta montagem, é musicada por Tony Bellotto e por seu filho, João Mader. “A música virou um baita Rock n’ roll no estilo Titãs. Nós gravamos de uma vez, no estúdio, igual banda de rock, com guitarra e bateria. Isso trouxe uma sonoridade final bem interessante”, conta. 

“A Comunidade do Arco-Íris” é um espetáculo que se alinha aos valores que o Centro Cultural Banco do Brasil busca promover em sua programação, como diversidade, sensibilidade artística e estímulo ao pensamento crítico desde a infância. Ao realizar esse projeto, o CCBB SP reafirma seu papel como espaço de diálogo e formação cultural incentivando reflexões sobre respeito, convivência e a valorização das diferenças. “É uma honra receber uma obra tão simbólica e atual, que apresenta o universo do Caio Fernando Abreu às novas gerações com leveza e profundidade, pois acreditamos na força da arte para inspirar novas formas de ver e viver o mundo, e esta peça representa exatamente isso”, afirma Cláudio Mattos, gerente geral do CCBB São Paulo.


Suzana Saldanha e Caio Fernando Abreu
“Apesar de escrita há mais de 40 anos, trata-se de uma peça ecológica e atual. Caio denuncia, naquela época, o mesmo que denuncio hoje, em 2025”, diz Suzana Saldanha, que participou da fundação do inovador Grupo de Teatro Província de Porto Alegre, em 1970, onde trabalhou com Caio Fernando Abreu. “Além de jornalista e escritor, era um belíssimo ator”, lembra. Logo depois, em 1971, Caio escreveu “A Comunidade do Arco-Íris”

“O texto fala de forma poética sobre esse movimento de pessoas se organizando em comunidades, no auge da ditadura. Para nós, artistas, estava muito ruim. Mas nem todos iam da cidade para o campo. Caio foi para uma comunidade em Londres. Já eu fui morar, em 1973, com colegas de faculdade no Centro de Arte Sensibilização e Aprendizagem, onde também funcionava uma escola de teatro, em Porto Alegre”, recorda.

Quando volta ao Brasil em 1979, Caio entrega “A Comunidade do Arco-Íris” nas mãos de “Suzy Baby”, como chamava a amiga Suzana. “Eu fiquei louca com o texto”, lembra a diretora, que, no mesmo ano, estreia o espetáculo sob sua direção. Em 2008, a diretora contribui para a montagem da peça com crianças da Escola Carlitos (SP). 

Em 2018, um novo encontro com a obra: Suzana apresenta o texto ao amigo e produtor Flávio Helder, que se apaixona, e decidem remontá-lo. “Eu quero mostrar ao público o lado amoroso e divertido de Caio Fernando, um autor que ficou muito marcado como porta-voz do mundo gay e que não conheceu a fama em vida, mas que hoje é lido por todos, sobretudo o público jovem”, afirma a artista. 


Ficha técnica
Espetáculo "A Comunidade do Arco-Íris"
Texto: Caio Fernando Abreu
Direção: Suzana Saldanha
Supervisão de direção: Gilberto Gawronski
Elenco: Bianca Byington (Bruxa de pano); Raquel Karro (Sereia), Tiago Herz (Roque), Lucas Oradovschi (Mágico), Lucas Popeta (Gato Simão), André Celant (Soldadinho), Renato Reston (Gato Tião), Patricia Regina (Gata Bastiana), Stand-in ( Bruxa de Pano): Aisha Jambo, Stand-in ( Mágico): Maksin Oliveira
Participação especial em vídeo: Malu Mader
Cenário: Sérgio Marimba
Iluminação: Aurélio de Simoni
Figurinos: Danielly Ramos
Visagismo: Joana Seibel
Direção de movimento/coreografia: Sueli Guerra
Assistência de movimento/coreografia: Edney d’Conti
Composições e supervisão musical: Tony Belloto em colaboração com João Mader
Direção musical: João Pedro Bonfá
Programação visual: Juliana Della Costa
Assessoria de Imprensa em SP: Pombo Correio
Assistente de produção: Sofia Lima
Direção de produção: Jenny Mezencio
Coordenação geral e realização: Flávio Helder e BFV Cultura Esporte
Patrocínio: Banco do Brasil
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
Instagram: @acomunidadedoarcoiris2024


Serviço
Espetáculo “A Comunidade do Arco-Íris”
Período: 19 de julho a 31 de agosto de 2025
Horário: julho | Sábados e domingos, às 11h00 e às 15h00
Agosto | Sábados, às 11h00 e às 15h00. e Domingos, às 15h00.
Local:  Teatro CCBB SP
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro Histórico - SP
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia) disponível em bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB | Meia-entrada: para estudantes, professores, profissionais da saúde, pessoa com deficiência - e acompanhante, quando indispensável para locomoção, adultos maiores de 60 anos e clientes Ourocard. 
Capacidade: 120 lugares
Classificação: Livre
Duração: 60 minutos
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.


Informações CCBB SP - Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo  
Endereço: rua Álvares Penteado, 112 - Centro Histórico | São Paulo/SP  
Entrada acessível CCBB SP: pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal.
Funcionamento: aberto todos os dias, das 9h00 às 20h00, exceto às terças    
Contato: (11) 4297-0600 | ccbbsp@bb.com.br 
Estacionamento: o CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas - necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h00 às 21h00.    
Van: ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h00 às 21h00.
Transporte público: o CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.    
Táxi ou aplicativo: desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).

sábado, 5 de abril de 2025

.: Primeiro fim de semana de "Um Filme Minecraft" promete arrasa-quarteirão


Filme transporta os espectadores para o universo pixelado do jogo, em que a criatividade é a chave para a sobrevivência. Foto: divulgação Warner Bros. Pictures 

Em cartaz na rede Cineflix e em cinemas de todo o Brasil, a aguardada adaptação live-action do jogo mais vendido de todos os tempos promete ser um arrasa-quarteirão no primeiro fim de semana de exibição. "Um Filme Minecraft", da Warner Bros. Pictures e Legendary Pictures, chega hoje aos cinemas de todo o Brasil. Dirigido por Jared Hess ("Nacho Libre"), o longa é a primeira adaptação live-action do icônico videogame "Minecraft", um fenômeno global com milhões de cópias vendidas e milhões de jogadores ativos mensais espelhados pelo mundo todo. 

Estrelado por Jason Momoa ("Aquaman"), Jack Black ("Escola de Rock"), Emma Myers ("Wandinha"), Danielle Brooks ("A Cor Púrpura"), Sebastian Hansen e Jennifer Coolidge, "Um Filme Minecraft" transporta os espectadores para o universo pixelado do jogo, em que a criatividade é a chave para a sobrevivência. Na trama, quatro atrapalhados - Garrett “O Lixeiro” Garrison (Momoa), Henry (Hansen), Natalie (Myers) e Dawn (Brooks) - são inesperadamente levados ao Mundo Superior, um reino cheio de desafios e criaturas como Piglins e Zumbis. Para encontrar o caminho de volta para casa, eles se unem a Steve (Black), um construtor experiente, e embarcam em uma jornada cheia de ação, humor e trabalho em equipe. 

"Um Filme Minecraft" celebra a criatividade, a colaboração e a imaginação, enquanto entrega uma experiência cinematográfica imersiva para fãs de todas as idades. Com um elenco talentoso e efeitos visuais impressionantes, o filme promete conquistar tanto jogadores veteranos quanto novos espectadores e está disponível nas versões 2D, 3D e IMAX, além de versões acessíveis. Para mais informações, consulte os cinemas.


Ficha técnica
"Um Filme Minecraft"
Direção e produção: Jared Hess
Elenco: Jack Black, Jason Momoa, Sebastian Hansen, Emma Myers, Danielle Brooks e Jennifer Coolidge e outros.
Argumento: Allison Schroeder, Chris Bowman & Hubbel Palmer
Roteiro: Chris Bowman & Hubbel Palmer, Neil Widener & Gavin James, Chris Galletta, baseado no videogame Minecraft
Produção: Roy Lee, Jon Berg, Mary Parent, Cale Boyter, Jason Momoa, Jill Messick, Torfi Frans Ólafsson, Vu Bui
Produção executiva: Todd Hallowell, Jay Ashenfelter, Kayleen Walters, Brian Mendoza, Jon Spaihts
Direção de fotografia: Enrique Chediak
Design de produção: Grant Major
Edição: James Thomas
Figurino: Amanda Neale
Supervisão de efeitos Visuais: Dan Lemmon
Supervisão musical: Gabe Hilfer, Karyn Rachtman
Trilha sonora: Mark Mothersbaugh 

 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

.: Musical "Sweeney Todd" de volta em curta temporada no Teatro Santander


Um dos maiores marcos no teatro musical, apresentado pelo Ministério da Cultura e Esfera, empresa de recompensas do Santander Brasil, retorna à capital. Como protagonistas, a dupla Saulo Vasconcelos e Andrezza Massei se junta a um grande elenco e orquestra ao vivo. Foto: Stephan Solon


A partir desta quinta-feira, dia 9 de janeiro de 2025, o público poderá assistir ao retorno de Benjamin Barker aos palcos paulistanos: Sweeney Todd está de volta. Inspirada no livro "O Colar de Pérolas", publicado em 1846 pelos escritores britânicos Thomas Peckett Prest e James Malcom Rymer, o musical "Sweeney Todd - O Cruel Barbeiro da Rua Fleet" é uma fábula vitoriana macabra adaptada com maestria por Stephen Sondheim

O espetáculo, que teve temporada esgotada em São Paulo e passou por Curitiba em curtíssima temporada, retoma sessões na capital paulista, agora no palco principal do Teatro Santander, localizado no complexo JK Iguatemi, por apenas três semanas. Sucesso absoluto na Broadway, o musical é a confirmação da força de Sweeney Todd, que tanto na literatura, quanto nos cinemas ou nos palcos, chama atenção por uma história repleta de humor sórdido e inteligente.

O musical conta a história de Benjamin Barker, barbeiro que se viu obrigado a ir embora de Londres por conta de uma briga com o cruel Juiz Turpin (Rodrigo Mercadante). Após 15 anos afastado da cidade, ele retorna sob o pseudônimo Sweeney Todd (Saulo Vasconcelos) e sedento por vingança. Ao chegar ao lugar onde funcionava sua antiga barbearia, na Rua Fleet, Todd se depara com uma arruinada loja de tortas administrada pela Dona Lovett (Andrezza Massei). A partir daí, Todd e Lovett unem forças para que ele se vingue de Turpin, e ela faça sua loja crescer com tortas recheadas de ingredientes muito suspeitos.

As apresentações contam com orquestra ao vivo, composta por nove músicos e elenco de 18 atores. O espetáculo Sweeney Todd é uma realização da Del Claro Produções apresentado pela Esfera, empresa de recompensas do Santander Brasil, e Ministério da Cultura. A realização é da Del Claro Produções e da Firma de Teatro.

Em 2022, o espetáculo alcançou enorme sucesso de público e crítica no Brasil, com sessões esgotadas e oito indicações ao Prêmio Bibi Ferreira. A produção conquistou prêmios nas categorias de Melhor Direção em Musicais, para Zé Henrique de Paula, Melhor Atriz, para Andrezza Massei, e Melhor Figurino, para João Pimenta.

Dessa vez, assim como em Curitiba, o público terá oportunidade de assistir à montagem com Saulo Vasconcelos no papel-título. Saulo é um dos maiores atores de teatro musical no Brasil, notabilizado por protagonizar "O Fantasma da Ópera" e por participar do elenco de clássicos como "Les Misérables", "A Bela e a Fera", "A Noviça Rebelde", "Cats", "O Homem de La Mancha" e "Priscilla, a Rainha do Deserto". “É a realização de um sonho. Após 25 anos de carreira, que vão se completar este ano, estou em um papel que sempre sonhei em fazer em uma produção oficial e profissional”, comenta Saulo.

Sweeney Todd conta com direção musical de Fernanda Maia e direção geral de Zé Henrique de Paula. A produção geral é de Adriana Del Claro. O trio é conhecido por montagens de sucesso do teatro musical brasileiro como “Chaves – Um Tributo Musical” e “Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812”.


Sobre "Sweeney Todd"
O musical de Stephen Sondheim (música e letras) e Hugh Wheeler (libreto) estreou na Broadway em 1º de março de 1979. Já naquele ano, a montagem original levou oito Prêmios Tony, considerado o Oscar do teatro na Broadway, incluindo os de Melhor Musical, Melhor Libreto de Musical e Melhor Trilha Sonora Original. Além disso, levou o prêmio em 11 categorias do Drama Desk Awards e recebeu certificação de Melhor Musical no Drama Critics’ Circle Award.

Diante do grande sucesso nos palcos, com montagens no mundo inteiro até hoje, a obra de Sondheim chamou a atenção do cultuado diretor de cinema Tim Burton e, em 2007, "Sweeney Todd" chegou às telonas. Com Johnny Depp e Helena Bonham Carter no elenco, o filme foi indicado em três categorias do Oscar e levou a estatueta de Melhor Direção de Arte. Na premiação do Globo de Ouro, o longa ganhou nas categorias de Melhor Filme de Comédia ou Musical, Melhor Ator em Comédia ou Musical (Johnny Depp), Melhor Atriz em Comédia ou Musical (Helena Bonham Carter) e Melhor Diretor (Tim Burton).


Sinopse de "Sweeney Todd - O Cruel Barbeiro da Rua Fleet"
O pacato barbeiro Benjamin Barker tinha quase tudo o que desejava. Era considerado o melhor de Londres em seu ofício e vivia um casamento feliz. O único problema é que sua esposa era cegamente desejada pelo inescrupuloso Juiz Turpin. Por esta razão, Barker foi perseguido, acusado injustamente e condenado à prisão. 

Depois de fugir, acaba recebendo apoio do marinheiro Anthony para se refugiar em territórios mais tranquilos. Após 15 anos nesse exílio, o barbeiro volta à decadente capital inglesa, mas agora com um pseudônimo e muita sede de vingança. Barker agora é Sweeney Todd. Já na cidade, Todd reencontra sua antiga barbearia, localizada à Rua Fleet. O estabelecimento agora é uma decadente loja de tortas, que pertence à Dona Lovett. Os dois se encontram e estabelecem uma relação peculiar. Com a crise em Londres e a dificuldade em se conseguir carne de qualidade para as tortas, Lovett vê a oportunidade de fazer seu negócio crescer enquanto Todd coloca seu plano macabro de vingança em prática. 

Enquanto ele mata seus clientes para chegar ao Juiz Turpin, que ainda mantém sua filha Johanna prisioneira, ela faz deliciosas tortas com os restos mortais dos desafortunados clientes. No desenrolar da história, aparece Tobias Ragg. O garoto é aprendiz de barbearia do abusivo Pirelli. IApós Pirelli ser assassinado por Todd, o rapaz acaba ficando sob a tutela de Todd e Lovett.

Confira abaixo o elenco completo do espetáculo
Sweeney Todd - Saulo Vasconcelos
Dona Lovett - Andrezza Massei
Tobias Ragg - Mateus Ribeiro
Juiz Turpin -Rodrigo Mercadante
Anthony - Pedro Silveira
Johanna - Caru Truzzi
Bedel Bamford - Davi Novaes
Lucy Barker - Amanda Vicente
Adolfo Pirelli - Pedro Navarro
Ensemble - Bel Barros
Ensemble - Paulinho Ocanha
Ensemble - João Attuy
Ensemble - Fabiana Tolentino
Ensemble - Fred Silveira
Ensemble - Vanessa Espósito
Ensemble - Samir Alves


Músicos
Fernanda Maia
Rafael Miranda
Bruna Zenti
Marcos Rochael
Fabio Ferreira
André Masuia
Leo Salles
Leticia Andrade
Giulia Suizen

Ficha técnica
"Sweeney Todd - O Cruel Barbeiro da Rua Fleet"

Criativos
Música e Letras: Stephen Sondheim
Libretto: Mark Wheeler
Direção geral: Zé Henrique de Paula
Versão e direção Musical: Fernanda Maia
Preparação de elenco: Inês Aranha
Assistência de direção e ensemble: Davi Tápias
Assistência de direção musical e preparação vocal: Rafa Miranda
Cenografia: Zé Henrique de Paula
Assistência de cenografia: Cesar Costa
Ilustrações: Renato Caetano
Figurino: João Pimenta
Assistência de figurino: Dani Kina
Equipe de figurino: Everton Monteiro (auxiliar de corte), Magna Almeida Neto (piloteira), Marcia Almeida (contramestra), Neide Brito (piloteira), Noel Alves (piloteiro) e Wesley Souza (pintura de tecidos)
Visagismo: Dhiego Durso e Feliciano San Roman (peruca Dona Lovett)
Design de luz: Fran Barros
Design de som: João Baracho, Fernando Akio Wada e Guilherme Ramos 


Músicos
Regência e piano: Fernanda Maia
Teclado: Rafa Miranda
Violino 1: Thiago Brisolla
Violino 2: Bruna Zenti
Violoncelo: Leonardo Salles
Contrabaixo: Pedro Macedo
Flauta transversal e flautim: Fábio Ferreira
Flauta e clarinete: Flávio Rubens
Oboé: André Massuia


Técnica
Camareira: Larissa Elis
Perucaria e maquiagem: Feliciano San Roman (Perucas).
Assistência e operação de iluminação: Tulio Pezzoni
Operação de som: Guilherme Ramos
Microfonista: Káthia Akemi
Direção de palco: Diego Machado
Assistência de direção de palco: Matheus França
Contrarregra: Leo Magrão
Cenotécnica: All Arte Cenografia (cortinas e cadeira da barbearia), Armazém, Cenográfico (forno e moedor de carne), Ateliê Thiago Audrá (tortas cênicas), Fabin, Cenografia (pintura de arte), T.C. Cine Cenografia (montagem)

Produção
Produção geral: Del Claro Produções
Gerente de produção: Douglas Costta
Produção executiva:  Laura Sciulli
Assistente de produção: Renato Braz
Financeiro / Administrativo: Pedro Donadio
Diretora comercial: Simone Carneiro
Criação e direção de arte: Gustavo Perrella
Assessoria de Imprensa: Agência Taga e Augusto Tortato
Redes sociais: Felipe Guimarães
Fotografia: Ale Catan e Stephan Solon
Realização: Del Claro Produções e Firma de Teatro


Sobre Stephen Sondheim
Stephen Joshua Sondheim
foi um compositor e letrista norte-americano. Descrito pelo The New York Times como "o maior, e talvez o mais conhecido, artista do teatro musical americano". Ganhou diversos prêmios, entre eles diversos Tony Awards (seis, mais do que qualquer outro compositor), muitos Grammy Awards, um Prêmio Pulitzer de Teatro, e o Oscar de Melhor Canção Original por Sooner Or Later, interpretada por Madonna, no filme Dick Tracy (1990). Entre suas obras mais famosas, encontram-se A Funny Thing Happened on the Way to the Forum, Company, A Little Night Music, Follies, Sweeney Todd, Into the Woods, Send in the Clowns e Sunday in the Park with George, bem como letras para West Side Story e Gypsy.


Sobre Hugh Wheeler
Hugh Callingham Wheeler
foi um romancista, roteirista, libretista, poeta e tradutor britânico. Residiu nos Estados Unidos de 1934 até a data de sua morte, em 26 de julho de 1987. Wheeler foi o autor e coautor de muitos romances e contos de mistério. Em 1963, sua coleção The Ordeal of Mrs. Snow (1961), recebeu um prêmio especial Edgar Allan Poe na Mystery Writers of America.  Foi ganhador do Tony e do Drama Desk três vezes na categoria Melhor Libreto de Musical com os espetáculos A Little Night Music, Candide e Sweeney Todd. Siga Sweeney Todd nas redes sociais: www.instagram.com/sweeneytoddbrasil.


Sobre a Del Claro Produções
Parte do Grupo Live, a Del Claro Produções realiza grandes e premiados espetáculos. Já em seu primeiro ano de existência, a promotora de eventos – fundada por Adriana Del Claro – realizou o musical “Carrossel”, baseado na novela infanto-juvenil de grande sucesso do SBT, e que repetiu o feito nos palcos. Em 2018, a empresa chegou pela primeira vez ao 033 Rooftop do Teatro Santander, com a temporada de “Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812”, espetáculo imersivo da Broadway. O espetáculo “Chaves - um tributo musical” não ficou atrás em qualidade e levou diversos prêmios, entre eles o de Melhor Musical Brasileiro (Bibi Ferreira) e o Melhor Espetáculo de Humor de São Paulo (Prêmio do Humor – Fabio Porchat). A Del Claro Produções ainda criou e realizou edições de “Jingle Bus”, um projeto social com músicas natalinas. Em 2022, a empresa realizou a adaptação brasileira do musical Sweeney Todd e, em 2023, Bonnie & Clyde. A Del Claro Produções busca inovar e trazer conteúdos inusitados, que cativam o público pela surpresa e cuidado em cada detalhe.


Sobre a Firma de Teatro
A Firma de Teatro é uma produtora sediada em São Paulo desde 2005 e dirigida por Zé Henrique de Paula. Produziu a grande maioria dos espetáculos do Núcleo Experimental, entre eles: "Cândida", "As Troianas - Vozes da Guerra", "No coração do mundo", "Bichado", "Ou você poderia me beijar", "Preto no branco", "Urinal, o musical", "Lembro todo dia de você", "Senhor das moscas", "1984", entre outros.


Sobre a Esfera
A Esfera é o programa de recompensas do Santander Brasil. Atua com pontos e descontos para comprar, viajar e curtir. Tem mais de 200 parcerias, permitindo que todas as pessoas possam se cadastrar de forma gratuita para acumular pontos, resgatar e ganhar descontos. A Esfera reconhece a importância de preservar e promover o fomento da cultura e por isso, tem um compromisso em apoiar eventos culturais significativos.


Sobre o Teatro Santander
O Teatro Santander abriu as cortinas em 2016, com a proposta de ser um espaço multifuncional, moderno, sofisticado e inovador. É o primeiro espaço no Brasil que possui o sistema de recolhimento automático das poltronas e de varas cênicas automatizadas, que permitem a mudança de configuração do ambiente em questão de minutos. A casa, localizada no Complexo JK Iguatemi, foi recém-eleita como a preferida dos paulistanos entre os teatros, na premiação Os Mais Amados de SP, da revista Veja São Paulo. 

Pelo palco do Teatro Santander já passaram musicais como: "We Will Rock You", "My Fair Lady", "Alegria, Alegria", "Cantando na Chuva", "Se Meu Apartamento Falasse", "A Pequena Sereia", "Annie: o Musical", "Sunset Boulevard", "Escola do Rock", "Turma da Mônica", "O Som e a Sílaba", "Donna Summer" e "Chicago".

O Teatro Santander também já recebeu diversos shows, espetáculos de dança e concertos eruditos e populares, além de eventos corporativos importantes, desfiles, jantares, premiações para empresas, seminários e workshops. Graças a sua versatilidade e tecnologia, o espaço está preparado para receber qualquer tipo de evento sem necessidades de mudanças na configuração. O ambiente dispõe de acessibilidade para comodidade e locomoção necessária.


Sobre o JK Iguatemi
Projetado sob novo conceito de shopping center, desde 2012, o Shopping JK Iguatemi reúne arte, moda, entretenimento, lazer, tecnologia, cultura, design, gastronomia e excelentes serviços em um único lugar. Faz parte do seu DNA os pilares de inovação e experiência, fazendo com que cada visita seja única e proporcionando oportunidades diferentes e inéditas para todos os públicos. Com a expertise e o diferencial em oferecer mais completo e diversificado mix, o JK Iguatemi inova com qualidade e antecipa tendências para continuar sendo referência no setor.


Serviço
"Sweeney Todd - O Cruel Barbeiro da Rua Fleet"
Sessões: curta temporada
Temporada de 9 a 26 de janeiro de 2025 

Quintas: 20h00
Sextas: 20h00
Sábados: 16h00 e 20h00
Domingos: 16h00 e 20h00
Local: Teatro Santander
Endereço: Complexo JK Iguatemi – Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041
Capacidade: 1.084 pessoas
Classificação Etária: 16 anos
Duração: 120 minutos (com intervalo de 15 minutos)
Gênero: Teatro Musical
Ingressos: de R$ 21,18 a R$ 300,00
Bilheteria on-line (com taxa de conveniência): https://bileto.sympla.com.br/event/98254/d/278337
Bilheteria física (sem taxa de conveniência): Teatro Santander. Horário de funcionamento: Todos os dias das 12h00 às 18h00. Em dias de espetáculos, a bilheteria permanece aberta até o início da apresentação. A bilheteria do Teatro Santander possui um totem de autoatendimento para compras de ingressos sem taxa de conveniência 24h por dia. Endereço: Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041.

Descontos
50% de desconto | Meia-entrada - 
Obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição de beneficiário.

30% de desconto | Cliente Santander - Na compra de ingressos realizada por clientes Santander, limitado a 20% da lotação do teatro. Não cumulativo com meia­-entrada. Limitados a 02 (dois) ingressos por CPF. Esta compra deverá ser realizada com cartões do Banco Santander, para compras on-line somente o cartão de crédito Santander, compras na bilheteria e totem, o pagamento com o desconto poderá ser realizado em débito ou crédito. De acordo com o art. 38, inciso I, da Instrução Normativa nº 1, de 20/03/2017 e com base na Lei Federal nº 8.313 (Lei Rouanet) e Decreto nº 5.761, é proibido comercializar o produto cultural (ingressos) em condições diferentes para clientes Santander, das praticadas ao público em geral.

domingo, 22 de dezembro de 2024

.: Audições “Harry Potter e a Criança Amaldiçoada” seguem até dia 28


As audições para o elenco do fenômeno internacional "Harry Potter e a Criança Amaldiçoada", produzido pela recém-criada VME, idealizada por Vinícius Munhoz, estão abertas até o dia 28 de dezembro por meio do site www.harrypotteraovivo.com.br. Para se inscrever, é preciso ser maior de 18 anos e possuir sólida experiência em atuação e boa movimentação cênica. 

É hora de acreditar em magia  novamente. Quando Albus, o teimoso filho de Harry Potter, faz amizade com o filho de seu maior rival, Draco Malfoy, uma jornada incrível começa para todos eles – com o poder de mudar o passado e o futuro para sempre. Prepare-se para uma corrida alucinante através do tempo, feitiços espetaculares e uma batalha épica, tudo trazido à vida com a magia teatral mais impressionante já vista no palco.

Com um histórico impressionante de mais de 11 milhões de ingressos vendidos globalmente e prêmios como nove Laurence Olivier Awards e seis Tony Awards, incluindo o de Melhor Peça, "Harry Potter e a Criança Amaldiçoada" se consagrou como um fenômeno internacional. Escrita por Jack Thorne, a peça é uma extensão mágica da história que cativou gerações. O roteiro explora os desafios de uma nova geração de bruxos e um épico confronto que mistura o passado e o futuro, com efeitos ilusionistas e mágicos  inovadores que vão surpreender o público.

“Trazer Harry Potter e a Criança Amaldiçoada para o Brasil é um marco não apenas para o teatro, mas para o entretenimento como um todo no país. O Brasil é o terceiro maior mercado global da franquia, e os fãs daqui construíram uma conexão única com esse universo mágico que transcende gerações. De livros a jogos e filmes, Harry Potter é um verdadeiro fenômeno cultural ”, afirma Vinícius Munhoz, CEO da VME. Fundada com a missão de elevar o entretenimento ao vivo no país, a VME busca proporcionar experiências inesquecíveis para fãs, marcas e clientes, transformando cada projeto em um marco cultural. 

Dados recentes ressaltam o impacto da franquia Harry Potter no Brasil. Entre janeiro e outubro de 2024, os vídeos relacionados à saga alcançaram impressionantes 1,7 bilhão de visualizações. No mesmo período, foram registradas 1,4 milhão de menções públicas online em português. A reexibição dos filmes no Brasil arrecadou R$ 9,2 milhões em bilheteria. O impacto cultural da saga é tão marcante que, no Brasil, há 92 pessoas registradas com o nome Hermione, segundo levantamento de 2018 do IBGE. O jogo Hogwarts Legacy foi o mais buscado no país em 2023 e o livro Cursed Child vendeu 1,5 milhão de cópias por aqui, com 10,9 mil avaliações na Amazon. “Nosso objetivo é proporcionar uma experiência que vá além do palco, conectando o público com a magia que conhecia antes das telas do cinema, dos jogos e dos livros”, finaliza Vinícius. 


Histórico da peça
"Harry Potter e a Criança Amaldiçoada", a primeira história de Harry Potter a ser apresentada nos palcos e a oitava história da saga, teve sua estreia mundial em 2016, em Londres, e rapidamente se tornou um fenômeno global. Desde então, produções foram criadas em diversas partes do mundo e atualmente estão em cartaz em Londres, Nova York, Hamburgo, Tóquio e uma turnê norte-americana lançada em 2024 que está em Chicago. Reconhecida como a peça nova mais premiada da história do teatro, o espetáculo conquistou 24 prêmios no Reino Unido e 25 nos Estados Unidos, incluindo seis Tony Awards, entre eles o de Melhor Peça.

O impacto histórico inclui recordes no Guinness World Records, como a maior bilheteria semanal de todos os tempos para uma peça na Broadway e o maior sucesso de uma peça no Laurence Olivier Awards, vencendo 9 das 11 categorias. O texto publicado da peça já vendeu cerca de 4 milhões de cópias, tornando-se o roteiro mais vendido desde o início dos registros. Atualmente, as produções em cartaz atraem cerca de 13 mil espectadores semanalmente.

"Harry Potter e a Criança Amaldiçoada" é produzida mundialmente por Sonia Friedman Productions, Colin Callender e Harry Potter Theatrical Productions. Na América Latina será produzida exclusivamente pela VME, com o objetivo de impulsionar o turismo na cidade de São Paulo. 

Sinopse de "Harry Potter e a Criança Amaldiçoada"
É hora de acreditar em magia  novamente. Quando Albus, o teimoso filho de Harry Potter, faz amizade com o filho de seu maior rival, Draco Malfoy, uma jornada incrível começa para todos eles – com o poder de mudar o passado e o futuro para sempre. Prepare-se para uma corrida alucinante através do tempo, feitiços espetaculares e uma batalha épica, tudo trazido à vida com a magia teatral mais impressionante já vista no palco. “Você ficará se perguntando ‘como eles fizeram isso?’ por dias.” (People Magazine)


Sobre a VME  
Idealizada por Vinícius Munhoz, a recém-criada VME nasce da vontade de elevar o entretenimento no Brasil, com conteúdos e projetos que promovam experiências memoráveis para clientes, marcas e fãs. “Nosso propósito é transformar a vida das pessoas por meio da magia do entretenimento ao vivo, criando experiências únicas, de emoção e conexão que enriquecem a experiência humana”, comenta Munhoz – CEO da VME.

Vinicius Munhoz sempre foi apaixonado pelas artes. Produziu sua primeira peça ainda adolescente e, a partir daí, construiu uma carreira meteórica. Responsável pela direção de produção e captação de projetos como "Wicked" (2023 – Teatro Santander), "Evita Open Air" (2022 – Parque Villa-Lobos), "Matilda" (2023/24 – Teatro Claro SP), "Escola do Rock" (2019 – Teatro Santander), entre outros. "Harry Potter e a Criança Amaldiçoada" (2025) coroa a VME com sua primeira produção no Brasil.

A VME reuniu um time de peso com profissionais do entretenimento e do corporativo, caso da produtora Deborah Penafiel (ex-Artium/ Atelier de Cultura), a executiva c-level Thais Naufal (CMO VME / ex-Brasilprev e ex-Mercado Bitcoin), a administradora Daniela Alves (Gerente Financeira VME / ex-T4F), a publicitária Marilia Di Dio (Gerente de Conteúdo VME / ex-T4F/Atelier de Cultura) e o publicitário Renan Bonfim (Gerente de Branding & Growth VME / ex-Weber Shandwick e ex-Mercado Bitcoin).

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

.: Fenômeno mundial, "Harry Potter e a Criança Amaldiçoada" chega a São Paulo


Com um histórico impressionante de mais de 11 milhões de ingressos vendidos globalmente e prêmios como nove Laurence Olivier Awards e seis Tony Awards, é um fenômeno internacional. Escrita por Jack Thorne, a peça é uma extensão mágica da história que cativou gerações. Foto: Matthew Murphy


O fenômeno teatral que quebrou recordes está a caminho. Produzido pela recém-criada VME, idealizada por Vinícius Munhoz, o fenômeno internacional "Harry Potter e a Criança Amaldiçoada" está prestes a encantar o público brasileiro, oferecendo uma experiência inédita e mágica para os fãs da saga. A peça entra em cartaz em 2025, com temporada que ocorre pela primeira vez na América Latina. A partir do dia 16 de dezembro, será possível acompanhar as novidades do espetáculo (www.harrypotteraovivo.com.br) e se inscrever para as audições  por meio das redes sociais do espetáculo (@harrypotteraovivo).

Com um histórico impressionante de mais de 11 milhões de ingressos vendidos globalmente e prêmios como nove Laurence Olivier Awards e seis Tony Awards, incluindo o de Melhor Peça, "Harry Potter e a Criança Amaldiçoada" se consagrou como um fenômeno internacional. Escrita por Jack Thorne, a peça é uma extensão mágica da história que cativou gerações. O roteiro explora os desafios de uma nova geração de bruxos e um épico confronto que mistura o passado e o futuro, com efeitos ilusionistas e mágicos  inovadores que vão surpreender o público.

“Trazer Harry Potter e a Criança Amaldiçoada para o Brasil é um marco não apenas para o teatro, mas para o entretenimento como um todo no país. O Brasil é o terceiro maior mercado global da franquia, e os fãs daqui construíram uma conexão única com esse universo mágico que transcende gerações. De livros a jogos e filmes, Harry Potter é um verdadeiro fenômeno cultural ”, afirma Vinícius Munhoz, CEO da VME. Fundada com a missão de elevar o entretenimento ao vivo no país, a VME busca proporcionar experiências inesquecíveis para fãs, marcas e clientes, transformando cada projeto em um marco cultural. 

Dados recentes ressaltam o impacto da franquia Harry Potter no Brasil. Entre janeiro e outubro de 2024, os vídeos relacionados à saga alcançaram impressionantes 1,7 bilhão de visualizações. No mesmo período, foram registradas 1,4 milhão de menções públicas online em português. A reexibição dos filmes no Brasil arrecadou R$ 9,2 milhões em bilheteria. O impacto cultural da saga é tão marcante que, no Brasil, há 92 pessoas registradas com o nome Hermione, segundo levantamento de 2018 do IBGE. O jogo Hogwarts Legacy foi o mais buscado no país em 2023 e o livro Cursed Child vendeu 1,5 milhão de cópias por aqui, com 10,9 mil avaliações na Amazon. “Nosso objetivo é proporcionar uma experiência que vá além do palco, conectando o público com a magia que conhecia antes das telas do cinema, dos jogos e dos livros”, finaliza Vinícius. 


Histórico da peça
"Harry Potter e a Criança Amaldiçoada", a primeira história de Harry Potter a ser apresentada nos palcos e a oitava história da saga, teve sua estreia mundial em 2016, em Londres, e rapidamente se tornou um fenômeno global. Desde então, produções foram criadas em diversas partes do mundo e atualmente estão em cartaz em Londres, Nova York, Hamburgo, Tóquio e uma turnê norte-americana lançada em 2024 que está em Chicago. Reconhecida como a peça nova mais premiada da história do teatro, o espetáculo conquistou 24 prêmios no Reino Unido e 25 nos Estados Unidos, incluindo seis Tony Awards, entre eles o de Melhor Peça.

O impacto histórico inclui recordes no Guinness World Records, como a maior bilheteria semanal de todos os tempos para uma peça na Broadway e o maior sucesso de uma peça no Laurence Olivier Awards, vencendo 9 das 11 categorias. O texto publicado da peça já vendeu cerca de 4 milhões de cópias, tornando-se o roteiro mais vendido desde o início dos registros. Atualmente, as produções em cartaz atraem cerca de 13 mil espectadores semanalmente.

"Harry Potter e a Criança Amaldiçoada" é produzida mundialmente por Sonia Friedman Productions, Colin Callender e Harry Potter Theatrical Productions. Na América Latina será produzida exclusivamente pela VME, com o objetivo de impulsionar o turismo na cidade de São Paulo. 

Sinopse de "Harry Potter e a Criança Amaldiçoada"
É hora de acreditar em magia  novamente. Quando Albus, o teimoso filho de Harry Potter, faz amizade com o filho de seu maior rival, Draco Malfoy, uma jornada incrível começa para todos eles – com o poder de mudar o passado e o futuro para sempre. Prepare-se para uma corrida alucinante através do tempo, feitiços espetaculares e uma batalha épica, tudo trazido à vida com a magia teatral mais impressionante já vista no palco. “Você ficará se perguntando ‘como eles fizeram isso?’ por dias.” (People Magazine)


Sobre a VME  
Idealizada por Vinícius Munhoz, a recém-criada VME nasce da vontade de elevar o entretenimento no Brasil, com conteúdos e projetos que promovam experiências memoráveis para clientes, marcas e fãs. “Nosso propósito é transformar a vida das pessoas por meio da magia do entretenimento ao vivo, criando experiências únicas, de emoção e conexão que enriquecem a experiência humana”, comenta Munhoz – CEO da VME.

Vinicius Munhoz sempre foi apaixonado pelas artes. Produziu sua primeira peça ainda adolescente e, a partir daí, construiu uma carreira meteórica. Responsável pela direção de produção e captação de projetos como "Wicked" (2023 – Teatro Santander), "Evita Open Air" (2022 – Parque Villa-Lobos), "Matilda" (2023/24 – Teatro Claro SP), "Escola do Rock" (2019 – Teatro Santander), entre outros. "Harry Potter e a Criança Amaldiçoada" (2025) coroa a VME com sua primeira produção no Brasil.

A VME reuniu um time de peso com profissionais do entretenimento e do corporativo, caso da produtora Deborah Penafiel (ex-Artium/ Atelier de Cultura), a executiva c-level Thais Naufal (CMO VME / ex-Brasilprev e ex-Mercado Bitcoin), a administradora Daniela Alves (Gerente Financeira VME / ex-T4F), a publicitária Marilia Di Dio (Gerente de Conteúdo VME / ex-T4F/Atelier de Cultura) e o publicitário Renan Bonfim (Gerente de Branding & Growth VME / ex-Weber Shandwick e ex-Mercado Bitcoin).

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