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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

.: Novo cinema brasileiro reúne 15 filmes e desenha muitos Brasis


De Amyr Klink à Revolta dos Malês, de uma família negra em luto a profissionais do sexo da Vila Mimosa, lista brasileira para o Oscar 2027 apresentou histórias, gêneros, territórios e personagens muito diferentes antes de “Feito Pipa” ser escolhido

Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.


Antes de “Feito Pipa” ganhar o direito de representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar 2027, outros 14 filmes dividiram com a produção de Allan Deberton a atenção da Academia Brasileira de Cinema. A lista de 15 títulos habilitados à disputa reuniu ficções, documentários, histórias contemporâneas, personagens históricos, crianças, idosos, artistas, criminosos, profissionais do sexo, famílias, políticos, aventureiros e personagens que poderiam facilmente habitar universos cinematográficos completamente diferentes. A escolha final aconteceu em 16 de setembro, depois de uma primeira triagem que reduziu os 15 títulos para seis.  

Além de “Feito Pipa”, chegaram à segunda etapa “100 Dias”, “A Fabulosa Máquina do Tempo”, “A Natureza das Coisas Invisíveis”, “Nosso Segredo” e “Vicentina Pede Desculpas”. A comissão formada pela Academia Brasileira de Cinema acabou escolhendo o filme de Allan Deberton, que agora segue no processo internacional do Oscar. O interessante está, também, no que aconteceu antes da escolha. Olhar para os 15 filmes permite enxergar uma espécie de fotografia do cinema brasileiro contemporâneo, ainda que uma lista de premiação nunca consiga representar sozinha toda a produção de um país.


"A Fabulosa Máquina do Tempo": no sertão do Piauí, meninas de dez anos navegam entre TikTok, cultos evangélicos e sonhos de futuro

Um barco, uma máquina do tempo e um menino do Ceará
“100 Dias”, de Carlos Saldanha, acompanha uma experiência real que parece ter sido escrita para o cinema: a travessia do Atlântico Sul feita por Amyr Klink a remo, entre a África e o Brasil. Sozinho em um pequeno barco, o navegador enfrenta o oceano enquanto a narrativa também mergulha em memórias, conflitos familiares e nos limites físicos e emocionais de quem decidiu encarar uma viagem dessa dimensão.

Já “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai, parte do sertão do Piauí para acompanhar meninas que circulam entre religião, redes sociais, histórias familiares e sonhos de futuro. A invenção de uma máquina do tempo permite que elas revisitem as experiências de mães e avós e imaginem outras possibilidades para suas próprias vidas.

“A Natureza das Coisas Invisíveis”, de Rafaela Camelo, também olha para a infância. Glória, de dez anos, conhece Sofia durante uma temporada no hospital onde a mãe trabalha. A amizade entre as duas nasce em meio à doença da bisavó de Sofia e continua quando as meninas e suas mães seguem para o interior de Goiás.

Em “Feito Pipa”, Allan Deberton leva o espectador para Quixadá, no Ceará, onde um menino de 12 anos, interpretado por Yuri Gomes, vive com a avó Dilma (Teca Pereira) e enfrenta a possibilidade de precisar morar com o pai, vivido por Lázaro Ramos. Futebol, família, infância, afeto e pertencimento se encontram na história que acabou escolhida pela Academia Brasileira de Cinema.


Quando o desejo vira assunto
“Ato Noturno”, dirigido por Marcio Reolon e Filipe Matzembacher, leva a lista de candidatos a representante do Brasil no Oscar para um território completamente diferente. O filme acompanha um ator ambicioso (interpretado por Gabriel Faryas) e um político em ascensão (Cirillo Luna) que mantêm um relacionamento secreto e compartilham o desejo por encontros sexuais em locais públicos. Conforme os dois se aproximam da fama, o risco também aumenta. O filme coloca sexualidade, desejo, exposição e poder dentro de uma mesma história. A relação entre os personagens também introduz uma questão recorrente no cinema contemporâneo: aquilo que uma pessoa faz quando a vida pública começa a entrar em conflito com aquilo que deseja viver longe dos olhos dos outros.

“Cinco Tipos de Medo”, de Bruno Bini, parte de outro tipo de tensão. Murilo (João Vitor Silva) é um jovem músico em luto que se envolve com Marlene (Bella Campos), uma enfermeira presa a um relacionamento abusivo com um traficante. As histórias deles se cruzam com as de Luciana (Bárbara Colen), uma policial movida por vingança, e Ivan (Rui Ricardo Diaz), um advogado com segundas intenções. O filme é inspirado em histórias reais e organiza os personagens em uma trama de vidas que se aproximam até o ponto de não haver mais caminho de volta.


Três mulheres apostam tudo
“Dolores”, de Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes, foca em três gerações de mulheres. Aos 65 anos, Dolores (Carla Ribas) tem uma premonição de que a vida dela vai mudar e imagina um futuro como dona de um cassino de sucesso. O problema é que o passado de vício em jogo continua por perto. A filha, Deborah (Naruna Costa), espera a saída do namorado da prisão para começar uma nova vida. Duda (Ariana Aparecida), neta de Dolores, vê uma oportunidade de trabalhar nos Estados Unidos. As três projetam futuros diferentes e apostam em mudanças que podem alterar a trajetória da família.

Em “Herança de Narcisa”, de Clarissa Appelt e Daniel Dias, a relação familiar também conduz a história. Ana (Paolla Oliveira) quer vender a casa onde passou a infância depois da morte da mãe, uma grande vedete chamada Narcisa (Rosamaria Murtinho), e dividir o dinheiro com o irmão Diego (Pedro Henrique Müller). O problema surge quando sinais da presença do espírito da mãe começam a aparecer.

“Vicentina Pede Desculpas”, de Gabriel Martins, apresenta outra mulher mais velha como protagonista. Vicentina (Rejane Farias) é uma professora aposentada de 75 anos e mãe de Wesley (Renato Novaes), motorista de um ônibus envolvido em um acidente que mata praticamente todos os passageiros. Depois da tragédia, ela procura as famílias das vítimas para pedir desculpas.


O Brasil que aparece quando a câmera muda de lugar
“Nosso Segredo”, de Grace Passô, acompanha uma família negra tentando reconstruir a rotina depois de uma perda. Cada integrante lida com o luto de uma maneira, enquanto o filho caçula guarda um segredo que pode levar a família a encarar as raízes de suas dores. Eles são uma família, com problemas, afetos, conflitos e segredos. O fato de serem negros integra essa experiência, mas não esgota seus personagens.

“Malês”, dirigido por Antonio Pitanga, olha para outro momento da história brasileira. Ambientado em Salvador, em 1835, o filme acompanha dois jovens muçulmanos que são separados depois de serem escravizados no Brasil. A trajetória dos dois se cruza com a Revolta dos Malês, uma das maiores insurreições de pessoas escravizadas da história brasileira. Entre um drama familiar contemporâneo e uma produção histórica ambientada no século XIX existe uma distância enorme. Ainda assim, os dois filmes colocam personagens negros no centro da narrativa e trabalham com experiências que durante muito tempo foram representadas de maneira limitada pelo audiovisual brasileiro.

A fama como destino
“O Rei da Internet”, de Fabrício Bittar, acompanha Daniel Nascimento (João Guilherme), personagem inspirado em uma história real. Ele ganhou fama como um dos melhores hackers do Brasil, entrou para uma organização criminosa que movimentava milhões de reais, viveu cercado por luxo e acabou preso em uma operação da Polícia Federal. A internet aparece aqui como território de ascensão, dinheiro e crime. A fama, que em outras histórias pode significar reconhecimento artístico ou sucesso profissional, assume outro formato.

Em “Papagaios”, de Douglas Soares, a obsessão por aparecer também está no centro da narrativa. Tunico (Gero Camilo) é conhecido no Rio de Janeiro como “Papagaio de Pirata”, aquele personagem que persegue repórteres para tentar aparecer nas transmissões de televisão. Depois de sofrer um acidente, ele conhece Beto (Ruan Aguiar), um jovem misterioso que se torna seu aprendiz. A história usa a televisão e a busca pela fama para falar de um Brasil com milhões de aparelhos ligados diariamente, onde aparecer pode se tornar uma espécie de profissão informal. São dois filmes interessados em personagens que querem ser vistos. Um encontra a fama na internet; o outro, na televisão.


Quando a história recente volta a bater à porta
“A Conspiração Condor”, de André Sturm, parte de uma investigação jornalística. Depois da morte de Juscelino Kubitschek em um acidente de carro, um jornalista interpretada por Mel Lisboa começa a investigar o caso. A morte de João Goulart meses depois aumenta suas suspeitas sobre uma possível conspiração relacionada à ditadura militar. O filme entra em uma zona conhecida do cinema brasileiro: a tentativa de revisitar acontecimentos históricos ainda cercados de dúvidas e interpretações. A proposta se aproxima do thriller político e utiliza uma investigação para retornar a um período que continua presente no debate histórico brasileiro.

A variedade da lista também aparece no modo como o passado é abordado. Em “Malês”, o cinema retorna ao século XIX. Em “A Conspiração Condor”, olha para a ditadura militar. Em “Herança de Narcisa”, o passado aparece dentro de uma casa e de uma família. Em “Feito Pipa”, surge nas memórias de infância de seus criadores. O passado brasileiro, portanto, não chega ao cinema de uma única maneira.

O que fica escondido
“Quando Vira a Esquina”, documentário dirigido por Chris Alcazar, leva a câmera para a Vila Mimosa, no Rio de Janeiro, um dos mais conhecidos territórios de prostituição do país. O filme escuta profissionais do sexo que trabalham no local e constrói sua narrativa a partir da relação de confiança estabelecida entre realizadora e personagens. É outro tipo de movimento dentro da lista. Em vez de criar personagens ficcionais, o documentário abre espaço para pessoas que raramente controlam a maneira como suas vidas são representadas.

Essa mesma vontade de olhar para personagens e ambientes pouco convencionais aparece, de maneira diferente, nos demais títulos. A lista não se limita a histórias de famílias de classe média, grandes centros urbanos ou personagens já conhecidos do público. Ela passa por comunidades, profissões, cidades, períodos históricos e experiências que ampliam o repertório do cinema brasileiro.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

.: Novo cinema brasileiro coloca novos personagens no centro das histórias


Filmes recentes aproximam crianças, mulheres, idosos, personagens negros e LGBTQIA+ do centro da narrativa e revelam um país contado a partir de experiências que durante muito tempo apareceram nas margens

Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

Gugu tem quase 12 anos, gosta de futebol, dança e maquiagem, vive com a avó e tenta administrar sozinho uma situação que ultrapassa a idade que tem. Em “Feito Pipa”, Allan Deberton escolheu esse menino do interior do Ceará para conduzir uma história sobre afeto, família, preconceito, memória e perda. A escolha do personagem ajuda a entender uma das características mais interessantes do cinema brasileiro recente: o centro das narrativas está ficando maior.

Durante muito tempo, o cinema brasileiro comercial e autoral repetiu determinados tipos de protagonista. Homens adultos, urbanos, geralmente inseridos em conflitos políticos, familiares ou profissionais, ocuparam boa parte desse espaço. Eles continuam existindo, naturalmente, mas dividem a cena com personagens que chegam de outros lugares, idades, classes sociais, regiões e experiências.

O resultado aparece em filmes de perfis muito diversos em que circulam personagens que fogem do óbvio. Nessas produções, estão uma menina de 13 anos na Ilha do Marajó, uma professora aposentada de 75 anos em Belo Horizonte, duas meninas que se conhecem em um hospital, uma família negra lidando com o luto, duas mulheres que atravessam deslocamentos entre cidade e campo e um menino cearense criado pela avó podem parecer personagens sem muita relação entre si. Juntos, porém, ajudam a desenhar um país cinematográfico menos preocupado em caber em um único retrato.

A escolha de Gugu como protagonista de “Feito Pipa” chama atenção porque o personagem reúne características que poderiam facilmente empurrá-lo para o papel de coadjuvante dentro de uma história familiar. Ele é criança, vive no interior, gosta de atividades que desafiam expectativas associadas ao comportamento masculino e precisa lidar com a doença da avó enquanto teme ser separado dela.

No filme, essas características organizam a própria narrativa. Gugu, interpretado por Yuri Gomes, conduz o espectador por uma experiência de infância marcada por afeto, insegurança e descoberta, enquanto Dilma, interpretada por Teca Pereira, ocupa outro espaço que costuma receber menos atenção no cinema: o de uma mulher idosa que não existe apenas em função dos personagens mais jovens.

A relação entre os dois é fundamental para o filme e também ajuda a deslocar uma ideia antiga de família no audiovisual. Em vez de colocar adultos como responsáveis por explicar o mundo às crianças, “Feito Pipa” acompanha uma criança que também precisa cuidar, decidir, esconder, compreender e encontrar maneiras de continuar vivendo. A repercussão internacional do filme reforça essa escolha. Antes de ser selecionado para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar 2027, “Feito Pipa” passou pela Berlinale, onde recebeu o Urso de Cristal e o Grande Prêmio do Júri da Generation Kplus, e depois conquistou cinco prêmios no Festival de Gramado, entre eles os reconhecimentos para Yuri Gomes, Teca Pereira e Lázaro Ramos.


Protagonista de "Manas", Jamilli Correa foi descoberta em testes com centenas de crianças na Região Metropolitana de Belém e ilhas próximas, sem nenhuma experiência em atuação. Foto: divulgação

Uma menina olha para o futuro
“Manas”, de Marianna Brennand, também coloca uma adolescente no centro de uma história atravessada por violência, desigualdade e falta de perspectivas. Marcielle tem 13 anos e vive na Ilha do Marajó, no Pará. A personagem percebe que o futuro oferecido a ela segue um roteiro conhecido pelas mulheres de sua família e decide confrontá-lo. A diferença está no ponto de vista. O filme acompanha uma menina que observa o mundo ao redor e começa a entender as estruturas que limitam as possibilidades. Marcielle não aparece como uma figura distante a ser observada pelo público, mas é ela quem conduz a narrativa e percebe, aos poucos, aquilo que os adultos ao redor naturalizaram.

O cinema brasileiro recente tem apresentado outras personagens femininas em posições semelhantes, sem precisar encaixá-las em modelos de heroísmo tradicional. Em “Vicentina Pede Desculpas”, Gabriel Martins acompanha uma professora aposentada de 75 anos que decide procurar as famílias das vítimas de um acidente provocado pelo próprio filho. Vicentina parte de uma tragédia íntima para entrar em contato com pessoas que ela sequer conhece e tentar encontrar uma maneira de continuar vivendo.

A idade da personagem também importa. Mulheres idosas ainda aparecem com frequência menor como protagonistas de histórias cinematográficas, sobretudo quando a narrativa não está organizada em torno da doença, da memória afetiva ou da relação com filhos e netos. Em “Vicentina Pede Desculpas”, Rejane Faria conduz uma personagem que toma decisões, erra, sofre, se movimenta e ocupa a história por inteiro.


Crianças também descobrem o mundo
“A Natureza das Coisas Invisíveis”, dirigido por Rafaela Camelo, aproxima duas meninas de experiências relacionadas à doença, à amizade, à perda e ao amadurecimento. Glória, de dez anos, passa as férias no hospital onde a mãe trabalha e conhece Sofia, outra menina que está lidando com a piora da saúde da bisavó.

A infância aparece novamente como ponto de observação do mundo adulto. Em vez de apresentar crianças como personagens que apenas acompanham as decisões dos pais, o filme acompanha a maneira como elas interpretam acontecimentos que nem sempre conseguem compreender completamente. Parece uma diferença pequena, mas o que acontece é algo grande na construção narrativa. 

A criança deixa de ser apenas uma lembrança da infância dos adultos e passa a ter uma experiência própria, com dúvidas, desejos, medos e interpretações. “Feito Pipa” e “A Natureza das Coisas Invisíveis” partem de situações diferentes, mas compartilham uma escolha: permitir que personagens infantis sustentem questões complexas sem transformá-los em pequenos adultos que reproduzem discursos prontos.


Famílias negras contam as próprias histórias
“Nosso Segredo”, de Grace Passô, parte de uma família negra que tenta reorganizar a vida depois de uma perda. O filme acompanha diferentes maneiras de lidar com o luto e coloca no centro uma família formada por personagens negros, com relações, conflitos e afetos que não precisam ser apresentados ao espectador como uma exceção.

Essa mudança de perspectiva aparece também em outros filmes brasileiros recentes, em que personagens negros ocupam posições variadas dentro das narrativas. Eles podem ser crianças, pais, trabalhadores, artistas, amantes, professores, criminosos, religiosos, idosos, protagonistas ou personagens secundários. A experiência negra deixa de estar limitada a determinados assuntos e passa a integrar a variedade de histórias possíveis.

“Malês”, de Antonio Pitanga, trabalha com outro registro ao recuperar a Revolta dos Malês e acompanhar personagens negros na Salvador de 1835. A produção utiliza um episódio histórico como matéria narrativa, mas também devolve nomes, relações, conflitos e protagonismo a personagens negros que durante muito tempo foram tratados de maneira secundária nas representações audiovisuais da história brasileira.

A diferença entre esses filmes também é reveladora. “Nosso Segredo” parte de uma família contemporânea e de uma experiência de luto. “Malês” olha para o século XIX e para a resistência de pessoas escravizadas. Um fala de uma família; o outro, de uma revolta histórica. Nenhum precisa reduzir seus personagens a uma única questão identitária.


O desejo também muda de lugar
A presença de personagens LGBTQIA+ no cinema brasileiro recente também ajuda a perceber essa ampliação. Em “Feito Pipa”, Gugu é um menino queer que vive sua infância em uma relação de afeto com a avó, enquanto o conflito com o pai está ligado à dificuldade de aceitação de quem ele é. Em “Cidade; Campo”, Juliana Rojas acompanha, entre outras questões, a relação de Flávia e Mara, duas mulheres que se mudam para uma fazenda depois da morte do pai de uma delas. O filme cruza relações afetivas, migração, trabalho, memória e território, sem transformar a relação das duas em uma história isolada do restante da vida.

A presença de personagens LGBTQIA+ nesse cinema também aparece acompanhada de diferenças de classe, idade, região e contexto familiar. Isso amplia a representação porque não existe uma única maneira de contar uma experiência dissidente. O cinema deixa de perguntar apenas quem esses personagens desejam amar e passa a mostrar onde trabalham, como vivem, do que têm medo, o que desejam, de onde vieram e para onde querem ir.


Mulheres atrás e diante da câmera
Os dados mais recentes da Ancine mostram que, entre os 367 longas-metragens brasileiros exibidos em 2025, 78 foram dirigidos exclusivamente por mulheres. O número representa 21,3% do total e supera os 52 filmes dirigidos exclusivamente por mulheres em 2024, quando a participação havia sido de 16,8%.

Ainda existe uma diferença considerável, mas a comparação entre os dois anos ajuda a perceber uma movimentação. “Cidade; Campo”, “Manas” e “A Natureza das Coisas Invisíveis” são exemplos de filmes recentes dirigidos por mulheres em que personagens femininas ocupam posições centrais. A relação entre quem conta e quem é contado não precisa seguir uma regra automática. Uma diretora não precisa fazer filmes sobre mulheres, assim como um homem não está condenado a contar histórias protagonizadas por homens. O que muda quando mais pessoas chegam às diferentes etapas da produção é o número de experiências disponíveis para virar roteiro, personagem, conflito e imagem.


Wagner Moura encabeça o elenco de 'O Agente Secreto', filme de Kleber Mendonça Filho. Foto: divulgação

Um país com mais de um protagonista
“O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, oferece outro caminho. O protagonista é Marcelo, interpretado por Wagner Moura, um homem que retorna ao Recife em 1977 e tenta reencontrar o filho enquanto é perseguido pela repressão da ditadura militar. É um personagem masculino, adulto e inserido em uma trama política, mas a narrativa também se constrói ao redor de figuras que ampliam o retrato daquela cidade e daquele período.

Dona Sebastiana, interpretada por Tânia Maria, é um desses exemplos. O personagem integra uma rede de pessoas que oferecem abrigo e proteção a quem está sendo perseguido. A cidade também deixa de ser apenas cenário: Recife participa da construção da história, com seus cinemas, ruas, hábitos, sons, memórias e personagens. É essa variedade que ajuda a compreender o chamado “novo cinema brasileiro”. O termo não define uma escola estética nem uma geração fechada, mas pode ser observado na quantidade de perspectivas que passam a disputar o centro das narrativas. Compre o roteiro de “O Agente Secreto” neste link.


O centro ficou maior
Uma das melhores maneiras de observar o cinema brasileiro atual seja prestar atenção a quem aparece quando a câmera começa a filmar. As histórias são diferentes, os gêneros variam e os lugares também. O que elas têm em comum é a possibilidade de transformar experiências específicas em matéria de cinema. “Feito Pipa” chegou ao Oscar a partir do Ceará. Outros filmes recentes chegaram a Berlim, Cannes, Sundance, Toronto, San Sebastián e a diferentes festivais brasileiros levando personagens que não precisam abandonar sua origem para serem compreendidos fora dela.

O novo cinema brasileiro, nesse sentido, também pode ser observado pelo tamanho do elenco de protagonistas que ele ostentar. Quanto mais gente encontra espaço para contar a própria história, mais difícil fica resumir o país a meia dúzia de personagens conhecidos. O Brasil continua reconhecível, mas começa a aparecer por ângulos que o cinema nem sempre teve disposição, dinheiro ou liberdade para mostrar.

domingo, 20 de setembro de 2026

.: “Feito Pipa” leva o sertão ao Oscar e provoca o novo cinema brasileiro


Escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar 2027, filme de Allan Deberton transforma memórias do interior do Ceará em uma história sobre infância, afeto, família, preconceito e pertencimento, depois de conquistar prêmios em Berlim, Cartagena e Gramado


Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

Um menino de quase 12 anos que gosta de futebol. Uma avó que o criou com liberdade e carinho. Um pai com quem a relação está longe de ser simples, uma cidade do sertão cearense e, ao redor de tudo isso, as ruínas de um lugar que desapareceu debaixo d’água. É desse universo que “Feito Pipa”, de Allan Deberton, parte para tentar chegar ao Oscar 2027. Escolhido pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional, o filme chega ao posto depois de construir uma trajetória que começou muito antes do anúncio feito em 16 de setembro. 

A produção estreou mundialmente no Festival de Berlim, conquistou o Urso de Cristal de Melhor Filme e o Grande Prêmio do Júri Internacional da mostra Generation Kplus, passou por festivais internacionais e chegou ao Festival de Gramado como uma das produções brasileiras de maior repercussão do ano. Agora, o caminho é outro. “Feito Pipa” ainda precisa passar pela seleção da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas para entrar na lista de indicados ao Oscar. A shortlist será divulgada em dezembro e os indicados, em janeiro de 2027. A cerimônia está marcada para 14 de março.



Um cinema com sotaque próprio
Allan Deberton nasceu em Russas, no interior do Ceará, e construiu uma carreira que passa pelos curtas-metragens, pelos festivais e por histórias ligadas ao lugar de onde veio. Formado em Cinema pela Universidade Federal Fluminense, o diretor teve trabalhos exibidos em mais de 150 festivais nacionais e internacionais, acumulando 76 prêmios, segundo a Academia Brasileira de Cinema. Em 2019, estreou no cinema como diretor de longa-metragem com “Pacarrete”. Ambientado em Russas, o filme acompanha uma bailarina aposentada que decide preparar uma apresentação para presentear a população durante as comemorações dos 200 anos da cidade.

No Festival de Gramado, levou oito Kikitos, incluindo os de Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Roteiro. Sete anos depois, Deberton voltou ao festival com “Feito Pipa”. Voltou com força suficiente para levar novamente Melhor Direção, além dos prêmios de Melhor Atriz para Teca Pereira, Melhor Ator Coadjuvante para Lázaro Ramos e Melhor Filme pelo Júri Popular. Yuri Gomes, intérprete de Gugu, recebeu Menção Honrosa. Se “Pacarrete” já colocava uma cidade do interior no centro da narrativa, “Feito Pipa” amplia essa escolha. Quixadá aparece como cenário e como parte da história. A produção nasceu de memórias da infância vivida por Deberton e pelo roteirista André Araújo em Russas, mas foi filmada em Quixadá. O resultado é um filme profundamente ligado ao Ceará sem precisar transformar a paisagem em cartão-postal.


Um menino, uma avó e uma cidade submersa
Gugu (Yuri Gomes) tem quase 12 anos e vive com a avó Dilma (Teca Pereira). É apaixonado por futebol, dança e pela liberdade que encontrou naquela casa. A chegada do pai, porém, ameaça mudar a rotina e colocar em xeque a relação que construiu com a avó. Como se a família já não tivesse problemas suficientes, Dilma enfrenta uma doença que compromete suas lembranças.

Ao redor deles existe a barragem de Araújo Lima. Depois de um período de seca, o recuo das águas revela as ruínas de uma antiga cidade submersa. Enquanto Gugu tenta lidar com a possibilidade de perder a avó e deixar para trás a vida que conhece, o cenário devolve ao presente aquilo que ficou escondido durante anos. A ideia de memória percorre o filme e está na relação entre Gugu e Dilma, na paisagem e na própria história daquele lugar.


Mais de 600 crianças para encontrar Gugu
Uma das apostas do filme estava na escolha do protagonista. Mais de 600 crianças foram testadas até Yuri Gomes ser escolhido para interpretar Gugu: foi a estreia do jovem ator no cinema. Ao lado dele estão Teca Pereira, Lázaro Ramos, Carlos Francisco e Georgina Castro. A escolha acabou rendendo frutos durante a circulação do filme pelos festivais. 

Em Gramado, Yuri recebeu Menção Honrosa. Teca Pereira levou o prêmio de Melhor Atriz e Lázaro Ramos foi reconhecido como Melhor Ator Coadjuvante. O garoto que precisou passar por uma peneira de mais de 600 candidatos terminou no centro das atenções de um dos principais festivais de cinema do país. Nada mal para uma primeira experiência diante das câmeras.


De Berlim a Gramado
Antes de conquistar os Kikitos, “Feito Pipa” já havia recebido uma apresentação de respeito no circuito internacional. A estreia mundial aconteceu no Festival de Berlim, na mostra Generation Kplus. O filme saiu de lá com dois prêmios: o Urso de Cristal de Melhor Filme, concedido pelo Júri Jovem, e o Grande Prêmio do Júri Internacional.

A produção também passou por Guadalajara e Cartagena das Índias, onde recebeu outros reconhecimentos, incluindo prêmios de atuação para Yuri Gomes e Teca Pereira. Em Berlim, o filme ainda participou da disputa pelo Teddy Award, tradicional premiação dedicada ao cinema queer. A trajetória internacional, portanto, já estava em andamento quando o filme entrou na corrida brasileira pelo Oscar.


15 filmes, muitos Brasis
Quando a Academia Brasileira de Cinema abriu a disputa pelo representante brasileiro no Oscar 2027, “Feito Pipa” estava entre 15 produções de diferentes gerações, regiões e propostas. A lista reunia “100 Dias”, de Carlos Saldanha; “A Conspiração Condor”, de André Sturm; “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai; “A Natureza das Coisas Invisíveis”, de Rafaela Camelo; “Ato Noturno”, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher; “Cinco Tipos de Medo”, de Bruno Bini; “Dolores”, de Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes; “Feito Pipa”, de Allan Deberton; “Herança de Narcisa”, de Clarissa Appelt e Daniel Dias; “Nosso Segredo”, de Grace Passô; “O Rei da Internet”, de Fabrício Bittar; “Quando Vira a Esquina”, de Chris Alcazar; “Malês”, de Antonio Pitanga; “Papagaios”, de Douglas Soares; e “Vicentina Pede Desculpas”, de Gabriel Martins.

Seis avançaram para a etapa seguinte: “100 Dias”, “A Fabulosa Máquina do Tempo”, “A Natureza das Coisas Invisíveis”, “Feito Pipa”, “Nosso Segredo” e “Vicentina Pede Desculpas”. Em 16 de setembro, “Feito Pipa” foi escolhido como o representante brasileiro. A comissão de seleção destacou a capacidade da produção de apresentar uma história de alcance universal mantendo uma identidade fortemente brasileira, ligada a uma cidade do interior do Ceará. O filme olha para uma comunidade específica e, ao fazer isso, encontra questões que ultrapassam qualquer fronteira geográfica.

É uma das características que ajudam a aproximar “Feito Pipa” de um movimento maior do cinema brasileiro contemporâneo: histórias locais encontrando espaço em circuitos nacionais e internacionais sem abandonar sua origem. “Feito Pipa” estreia comercialmente em 5 de novembro, com distribuição da Paris Filmes. Antes disso, participa do Festival do Rio, na mostra Première Brasil: Hors Concours.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

.: Cineflix Cinemas de Santos exibe "Michael", "Velhos Bandidos" e mais!

"Michael" é a grande atração da Cineflix Cinemas de Santos


A unidade Cineflix Cinemas de Santos, localizada no Shopping Miramar, exibe hoje, dia 30 de abril de 2026, a cinebiografia sobre o eterno Rei do Pop "Michael", o drama nacional "Rio de Sangue", com Giovanna Antonelli, a animação "Super Mario Galaxy: O Filme" e a comédia de ação policial nacional com Fernanda Montenegro e Ary Fontoura, "Velhos Bandidos". Compre antecipadamente os ingressos aqui: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Estão disponíveis para venda baldes colecionáveis da animação "Super Mario Galaxy: O Filme" e de "O Diabo Veste Prada 2". A unidade de Cinemas Cineflix Santos, fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga.

O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


"Michael". (Michael). Gênero: Cinebiografia. Direção: Antoine Fuqua. Roteiro: John Logan. Duração: 2h 06min. Distribuição: Universal Pictures Brasil. Elenco: Jaafar Jackson, Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller. Sinopse: A trajetória nos Jackson Five até se tornar o maior artista do mundo. Foca na ambição criativa e na vida pessoal do "Rei do Pop".

"Rio de Sangue" (nacional). Gênero: Thriller, Ação, Drama. Direção: Gustavo Bonafé. Roteiro: Felipe Berlinck, Dennison Ramalho. Duração: 1h 46 minutos. Distribuição: Disney. Classificação Indicativa: 16 anos. Elenco: Giovanna Antonelli (Patrícia Trindade), Alice Wegmann (Luiza), Antônio Calloni, Felipe Simas, Sérgio Menezes, Fidélis Baniwa, Ravel Andrade. Sinopse: Patrícia, uma policial afastada após uma operação fracassada e jurada de morte, se refugia no Pará. A trama engrena quando sua filha Luiza, médica em missão humanitária, é sequestrada por garimpeiros, forçando Patrícia a agir.  

"Super Mario Galaxy: O Filme" (The Super Mario Galaxy Movie). Gênero: Animação, Aventura, Comédia. Direção: Aaron Horvath e Michael Jelenic. Roteiro: Matthew Fogel. Duração: 1h 39 minutos.  Distribuição: Universal Pictures. Sinopse: Desta vez, a trama expande o universo cinematográfico para uma missão intergaláctica onde Mario e seus amigos devem deter uma nova ameaça cósmica. O filme marca a introdução da Princesa Rosalina e conta com a participação de Bowser Jr.

"Velhos Bandidos". (nacional). Gênero: Comédia, ação, policial. Direção: Cláudio Torres. Roteiro: Cláudio Torres, Fábio Mendes e Renan Flumian. Duração: 1h 33min. Distribuição: Paris Filmes. Elenco: Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Bruna Marquezine, Vladimir Brichta, Lázaro Ramos. Sinopse: O longa acompanha o casal de aposentados que planeja um assalto audacioso a um banco para garantir uma aposentadoria tranquila. Para executar o plano, eles recrutam dois jovens comparsas, mas acabam sendo perseguidos por um obstinado investigador. 


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quarta-feira, 22 de abril de 2026

.: Cineflix Cinemas de Santos exibe "Michael" e Festival IMOVISION

 

"Michael" é a grande estreia Cineflix Cinemas de Santos


A unidade Cineflix Cinemas de Santos, localizada no Shopping Miramar, exibe a aguardada cinebiografia "Michael", em cartaz desde dia 21, feriado do Dia de Tiradentes, com a distribuição de mini cartaz ao público (enquanto durar no estoque), além do  Festival IMOVISION, a 2ª edição do Festival de Cinema Europeu Imovision 2026 que ocorre de 23 a 29 de abril em mais de 20 cidades brasileiras, apresentando 14 longas-metragens inéditos e autorais da França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça e Polônia. 

Confira a lista dos nomes de filmes que compõem a programação oficial:

5 Segundos (Five Seconds) — Dir: Paolo Virzì (Itália)

8 Décadas de Amor (8) — Dir: Julio Medem (Espanha)

A Divina Sarah Bernhardt (La Divine Sarah Bernhardt) — Dir: Guillaume Nicloux (França)

Amiga Silenciosa — Dir: Ildikó Enyedi (Alemanha)

As Cores do Tempo (Colours of Time) — Dir: Cédric Klapisch (França)

Beladona — Dir: Giada Colagrande (Itália)

Diva Futura — Dir: Giulia Louise Steigerwalt (Itália)

E Seus Filhos Depois Deles (And Their Children After Them) — Dir: Ludovic & Zoran Boukherma (França)

Erupcja — Dir: Piotr Dumała (Polônia)

Mirrors no.3 — Dir: Lorenzo Di Nola (Suíça)

O Grande Arco de Paris (The Great Arch) — Dir: Stéphane Demoustier (França)

Querendo ou Não — Dir: Morgan Simon (França)

Uma Infância Alemã — Dir: Marco Kreuzpaintner (Alemanha)

Vingança à Italiana — Dir: Alessandro Genovesi (Itália) 

A Cineflix Santos segue em cartaz com o drama nacional "Rio de Sangue", com Giovanna Antonelli, a animação "Super Mario Galaxy: O Filme" e a comédia de ação policial nacional com Fernanda Montenegro e Ary Fontoura, "Velhos Bandidos". Compre antecipadamente os ingressos aqui: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Estão disponíveis para venda baldes colecionáveis da animação "Super Mario Galaxy: O Filme" e "Cara de Um, Focinho de Outro". A unidade de Cinemas Cineflix Santos, fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga.

"Michael". (Michael). Gênero: Cinebiografia. Direção: Antoine Fuqua. Roteiro: John Logan. Duração: 2h 06min. Distribuição: Universal Pictures Brasil. Elenco: Jaafar Jackson, Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller. Sinopse: A trajetória nos Jackson Five até se tornar o maior artista do mundo. Foca na ambição criativa e na vida pessoal do "Rei do Pop".

"Rio de Sangue" (nacional). Gênero: Thriller, Ação, Drama. Direção: Gustavo Bonafé. Roteiro: Felipe Berlinck, Dennison Ramalho. Duração: 1h 46 minutos. Distribuição: Disney. Classificação Indicativa: 16 anos. Elenco: Giovanna Antonelli (Patrícia Trindade), Alice Wegmann (Luiza), Antônio Calloni, Felipe Simas, Sérgio Menezes, Fidélis Baniwa, Ravel Andrade. Sinopse: Patrícia, uma policial afastada após uma operação fracassada e jurada de morte, se refugia no Pará. A trama engrena quando sua filha Luiza, médica em missão humanitária, é sequestrada por garimpeiros, forçando Patrícia a agir.  

"Super Mario Galaxy: O Filme" (The Super Mario Galaxy Movie). Gênero: Animação, Aventura, Comédia. Direção: Aaron Horvath e Michael Jelenic. Roteiro: Matthew Fogel. Duração: 1h 39 minutos.  Distribuição: Universal Pictures. Sinopse: Desta vez, a trama expande o universo cinematográfico para uma missão intergaláctica onde Mario e seus amigos devem deter uma nova ameaça cósmica. O filme marca a introdução da Princesa Rosalina e conta com a participação de Bowser Jr.

"Velhos Bandidos". (nacional). Gênero: Comédia, ação, policial. Direção: Cláudio Torres. Roteiro: Cláudio Torres, Fábio Mendes e Renan Flumian. Duração: 1h 33min. Distribuição: Paris Filmes. Elenco: Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Bruna Marquezine, Vladimir Brichta, Lázaro Ramos. Sinopse: O longa acompanha o casal de aposentados que planeja um assalto audacioso a um banco para garantir uma aposentadoria tranquila. Para executar o plano, eles recrutam dois jovens comparsas, mas acabam sendo perseguidos por um obstinado investigador.



O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


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quarta-feira, 15 de abril de 2026

.: Cineflix Cinemas de Santos estreia "Rio de Sangue" e "Caso 137"

"Rio de Sangue" é uma das estreias Cineflix Cinemas de Santos


A unidade Cineflix Cinemas de Santos, localizada no Shopping Miramar, apresenta a estreia de dois filmes, a partir de 16 de abril, o drama nacional "Rio de Sangue", com Giovanna Antonelli e o drama francês "Caso 137". Vale destacar que dia 21, feriado do Dia de Tiradentes, estreia a cinebiografia "Michael" que terá distribuição de mini cartaz ao público presente. 

A Cineflix Santos segue em cartaz com o romance "O Drama" com Zendaya e Robert Pattinson, o thriller político, o drama comédia com Adam Driver e Cate Blanchett, "Pai mãe irmã irmão", a animação "Super Mario Galaxy: O Filme", a comédia de ação policial nacional com Fernanda Montenegro e Ary Fontoura, "Velhos Bandidos" e a ficção científica "Devoradores de Estrelas". Compre antecipadamente os ingressos aqui: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Estão disponíveis para venda baldes colecionáveis da animação "Super Mario Galaxy: O Filme" e "Cara de Um, Focinho de Outro". A unidade de Cinemas Cineflix Santos, fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga.

"Rio de Sangue" (nacional). Gênero: Thriller, Ação, Drama. Direção: Gustavo Bonafé. Roteiro: Felipe Berlinck, Dennison Ramalho. Duração: 1h 46 minutos. Distribuição: Disney. Classificação Indicativa: 16 anos. Elenco: Giovanna Antonelli (Patrícia Trindade), Alice Wegmann (Luiza), Antônio Calloni, Felipe Simas, Sérgio Menezes, Fidélis Baniwa, Ravel Andrade. Sinopse: Patrícia, uma policial afastada após uma operação fracassada e jurada de morte, se refugia no Pará. A trama engrena quando sua filha Luiza, médica em missão humanitária, é sequestrada por garimpeiros, forçando Patrícia a agir.  

"Caso 137" (Dossier 137). Gênero: Thriller Policial, Drama. Direção: Dominik Moll. Roteiro: Dominik Moll e Gilles Marchand. Duração: 1h 55 minutos. Distribuição: Autoral Distribuidora. Elenco: Léa Drucker (Stéphanie), Jonathan Turnbull, Mathilde Roehrich, Pascal Sangla. Sinopse: A trama acompanha Stéphanie, uma detetive da corregedoria (assuntos internos) da polícia francesa. Ela investiga um incidente onde um jovem foi gravemente ferido durante um protesto em Paris.


"O Drama" (The Drama). Gênero: Comédia, Drama, Romance. Direção e Roteiro: Kristoffer Borgli. Duração: 1h 50 minutos. Distribuição: Diamond Films. Elenco: Zendaya, Robert Pattinson, Alana Haim, Mamoudou Athie, Zoë Winters. Sinopse: A trama acompanha um casal (Zendaya e Robert Pattinson) nos preparativos finais para o seu casamento. A relação é abalada quando revelações inesperadas e segredos inimagináveis vêm à tona, forçando-os a questionar o quanto realmente conhecem um ao outro e o futuro da união.

"Pai mãe irmã irmão" (Father Mother Sister Brother). Gênero: Comédia Dramática, Tríptico. Direção e Roteiro: Jim Jarmusch. Duração: 1h 50 minutos. Distribuição: Mubi / Imovision.  Elenco: Tom Waits, Adam Driver, Mayim Bialik, Charlotte Rampling, Cate Blanchett, Vicky Krieps, Sarah Greene, Indya Moore, Luka Sabbat, Françoise Lebrun. Sinopse: O filme narra três histórias focadas em relações entre filhos adultos e pais distantes, ambientadas em locais diferentes: o nordeste dos EUA (Pai), Dublin (Mãe) e Paris (Irmã/Irmão).

"Super Mario Galaxy: O Filme" (The Super Mario Galaxy Movie). Gênero: Animação, Aventura, Comédia. Direção: Aaron Horvath e Michael Jelenic. Roteiro: Matthew Fogel. Duração: 1h 39 minutos.  Distribuição: Universal Pictures. Sinopse: Desta vez, a trama expande o universo cinematográfico para uma missão intergaláctica onde Mario e seus amigos devem deter uma nova ameaça cósmica. O filme marca a introdução da Princesa Rosalina e conta com a participação de Bowser Jr.

"Velhos Bandidos". (nacional). Gênero: Comédia, ação, policial. Direção: Cláudio Torres. Roteiro: Cláudio Torres, Fábio Mendes e Renan Flumian. Duração: 1h 33min. Distribuição: Paris Filmes. Elenco: Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Bruna Marquezine, Vladimir Brichta, Lázaro Ramos. Sinopse: O longa acompanha o casal de aposentados que planeja um assalto audacioso a um banco para garantir uma aposentadoria tranquila. Para executar o plano, eles recrutam dois jovens comparsas, mas acabam sendo perseguidos por um obstinado investigador. 

"Devoradores de Estrelas". (Project Hail Mary). Gênero: Ficção Científica, Aventura, Ação. Direção: Phil Lord e Christopher Miller. Roteiro: Drew Goddard (baseado no livro de Andy Weir). Duração: 2h 36min. Distribuição: Sony Pictures. Elenco: Ryan Gosling, Sandra Hüller, Milana Vayntrub, Lionel Boyce, Ken Leung. Sinopse: Um astronauta acorda sozinho em uma espaçonave com amnésia e precisa reconstruir suas memórias para salvar a humanidade de uma crise solar.

VEM AÍ!

"Michael". (Michael). Gênero: Cinebiografia. Direção: Antoine Fuqua. Roteiro: John Logan. Duração: 2h 06min. Distribuição: Universal Pictures Brasil. Elenco: Jaafar Jackson, Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller. Sinopse: A trajetória nos Jackson Five até se tornar o maior artista do mundo. Foca na ambição criativa e na vida pessoal do "Rei do Pop".



O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


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.: Crítica: "O Drama" é a potencialização de possibilidades paranoicas

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