"Enreduana - O Musical" apresenta ao público infantil a trajetória da primeira autora da literatura, com direção de Roger Mello. Ilustração: Mariana Massarani
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sábado, 23 de maio de 2026
.: "Enreduana - O Musical" transforma histórias antigas em aventura
"Enreduana - O Musical" apresenta ao público infantil a trajetória da primeira autora da literatura, com direção de Roger Mello. Ilustração: Mariana Massarani
.: Musical infantil propõe resgate da imaginação em meio a excesso de telas
Em um cotidiano cada vez mais marcado por telas, estímulos rápidos e pouco tempo para o brincar livre, uma menina descobre que os livros também podem abrir caminhos para mundos extraordinários. Essa é a premissa de “Além da Magia: Um Musical de Sonhos”, espetáculo infantil que será apresentado nos dias 24 e 31 de maio, sempre às 16h00, no Teatro Jardim Sul – Sala 2, na Vila Andrade, em São Paulo.
Assessoria de Imprensa: Bruno Gambini
Realização: Luz e Magia Produções
.: Espetáculo "TIP" tem apresentação gratuita no Teatro Youtube neste sábado
Estrelado por Milla Fernandez, o espetáculo, que é considerado um dos mais impactantes do teatro contemporâneo, integra a programação da Virada Cultural. Excepcionalmente no sábado, o público poderá retirar seu ingresso gratuitamente. Foto: divulgação
Neste sábado, dia 23 de maio, às 20h00, o Teatro YouTube integra a programação da Virada Cultural 2026 com a apresentação gratuita de "TIP", um dos espetáculos mais impactantes do teatro contemporâneo. Em cena, Milla Fernandez compartilha, com coragem e honestidade, sua vivência como camgirl em uma obra indicada ao Prêmio APTR. O resultado é um relato potente que transita entre o humor e a dor, atravessando os limites entre realidade e performance.
Ficha técnica
Espetáculo "TIP"
Serviço
23 de maio, às 20h00
.: Clássico do teatro judaico, “Dibuk - O Musical” ganha versão musical inédita
A obra retrata um amor trágico e impossível entre dois jovens, muito semelhante ao clássico "Romeu e Julieta" de Shakespeare, ambientado no universo do folclore, da cabala e do inquietante mundo espiritual judaico. Foto: Priscila Prade
“Dibuk - O Musical”
“Dibuk - O Musical”
Setores
Plateia VIP central: R$ 300,00 (inteira), R$ 150,00 (meia)
sexta-feira, 22 de maio de 2026
.: Crítica musical: Sergio Santos lança CD "Todo Samba"
O cantor e violonista Sérgio Santos ao lado do clarinetista Nailor Proveta. Foto de divulgação: Isabela Espíndola
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
Chegou às plataformas o novo álbum do compositor, violonista, cantor e arranjador Sergio Santos. “Todo samba” reúne 13 canções inéditas, baseadas no samba e suas diferentes possibilidades, para o qual Sergio convidou o clarinetista, compositor e arranjador Nailor Proveta, mestre na linguagem do samba e do choro.
As canções de “Todo Samba” (Biscoito Fino) bebem da raiz fundamental, mas cada uma delas foi construída a seu modo, evitando os jargões melódicos e harmônicos. No repertório, “Serenadas Pedras” tem a autoria da melodia dividida com Francis Hime, e letra sensível de Olivia Hime. Quanto à poética, Sergio Santos recorreu à sua parceria com Paulo César Pinheiro, ícone da poesia musical brasileira, com quem já compôs mais de 300 canções. Há também, além de suas próprias letras, a estreia da parceria de Sergio com o escritor e poeta Marcílio Godói.
O trabalho conta ainda com participações especialíssimas, que dividem os vocais com Sergio em três faixas: em "Trate Bem Seu Bem", o compositor canta com Maíra Manga, jovem e talentosíssima cantora de suas Minas Gerais. Já “Inquietude” é dividida com a magnífica Leila Pinheiro. A canção “Preciosas Pedras” conta com a participação impecável dos parceiros Francis Hime e Olivia Hime.
"Todo Samba' é um disco que mostra bem a proposta de trabalho de Sérgio Santos, além de comprovar a genialidade de Nailor Proveta. Vai agradar quem curte a nossa MPB de qualidade.
Senhoras do Samba
A Ordem do Rei
.: Crônica: Uma rampa guardada a sete chaves
Por Maria Paula Teperino, escritora
Outro dia fui conhecer um restaurante recém-inaugurado em uma ruazinha de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Amigos já haviam ido e comentado que a comida era ótima, assim como o ambiente. Entrei na página do restaurante no Instagram e enviei uma mensagem perguntando se o local tinha acesso para pessoas que, como eu, se deslocam com cadeira de rodas.
Aqui faço um parêntese antes de retomar o objetivo desta escrita. É extremamente constrangedor ter que enviar mensagens ou telefonar para um determinado lugar de uso público — ou seja, que recebeu um alvará do poder municipal — para perguntar se o seu corpo pode ou não frequentar aquele espaço. Estamos entrando no segundo quarto do século XXI e, pelo menos na minha cidade, o Rio de Janeiro, muitos espaços públicos continuam sem acessibilidade para pessoas com deficiência.
Feito esse parêntese, recebi rapidamente uma resposta pela rede social informando que havia acesso. Ao chegar lá — talvez por ainda ser cedo para o almoço — alguns funcionários estavam na porta. Quando estacionei o carro, e suponho que tenham visto o cartão de estacionamento para pessoas com deficiência, uma funcionária avisou que haviam ido buscar a rampa, pois, embora a porta tivesse apenas dois degraus, quem fez a reforma, em vez de optar por rampear a entrada, deve ter pensado que degraus são mais estilosos do que acessibilidade. Assim, não restou alternativa senão mandar confeccionar uma rampa de metal.
A rampa não demorou a chegar. Pasmem: ela não fica guardada dentro do restaurante, mas sim na rua ao lado. Foi preciso uma moça e um rapaz para trazê-la. Pela dificuldade com que a carregavam, dava para perceber o quanto era pesada — eles chegaram a colocá-la no chão duas vezes, tomar fôlego e continuar o trajeto, até que finalmente pudesse ser posicionada no lugar onde deveria estar fixa.
Confesso que esse foi mais um constrangimento. Os funcionários que foram buscar a rampa — um garçom e a gerente — não foram contratados para isso. Eu, como cliente, deveria ter o direito de entrar no restaurante como qualquer outra pessoa, mas não foi o que aconteceu.
Por outro lado, quando um local se torna acessível, ele não se transforma em um espaço exclusivo para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida. Pelo contrário: um lugar onde uma pessoa em cadeira de rodas entra com autonomia é justamente um espaço ao qual qualquer pessoa pode acessar. E foi exatamente isso que aconteceu: a referida rampa passou a ser utilizada por todos que chegaram ao restaurante durante as aproximadamente três horas em que permaneci ali.
Agora, gostaria que você refletisse comigo: por que um equipamento de acessibilidade, como essa rampa, é sempre visto como algo de uso exclusivo de pessoas com deficiência? E, mais importante, por que, quando existe, esse equipamento costuma ficar guardado — muitas vezes trancado? Acredito que o medo do contato com um corpo fora da normatividade contribua, senão como principal razão, ao menos como um fator importante para a ideia de que não existimos, de que não frequentamos lugares para além de clínicas de reabilitação, hospitais e afins.
Depois de me deparar inúmeras vezes com situações como essa — por dever de ofício, já que sou psicanalista — pude perceber que não se trata apenas de desconhecimento ou ignorância. Existe algo para além disso. A invisibilização imposta às pessoas com deficiência e às suas demandas não acontece somente por questões sociais ou pela forma como são tratados os grupos historicamente minorizados. Isso tem nome: capacitismo.
Resolvi, então, dedicar-me a tentar responder a essa questão a partir do ponto de vista da psicanálise. Fiz um mestrado e minha dissertação abordou esse tema. Ela está sendo publicada e, em breve, convido você a ler meu livro, "Não Desvie o Olhar - A Invisibilização das Pessoas com Deficiência sob o Ponto de Vista da Psicanálise", publicado pela Editora Appris, no qual discuto essa e outras questões relacionadas ao tema.
Sobre a autora
Maria Paula Teperino construiu uma trajetória marcada pela pluralidade e pela profundidade intelectual. Graduada em Psicologia e em Direito, aprofundou sua formação no campo da psicanálise: é pós-graduada em Psicologia Clínica pela PUC-Rio e em Teoria Psicanalítica pela Universidade Veiga de Almeida (UVA/RJ), instituição onde também concluiu o Mestrado em Psicanálise, Saúde e Sociedade. Atualmente, integra o Fórum do Campo Lacaniano do Rio de Janeiro. Mulher com deficiência física, Maria Paula traz à sua prática e às suas reflexões uma perspectiva singular sobre corpo, sujeito e sociedade.
quinta-feira, 21 de maio de 2026
.: Vencedor em Berlim, drama revela como progresso redesenha as relações
Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.
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A equipe do Resenhando.com acompanha os filmes por meio da plataforma de streaming Reserva Imovision, dedicada ao cinema independente e autoral. Para acessar o catálogo completo, conferir novidades e realizar sua assinatura, o aplicativo da plataforma ou o visite o site oficial neste link. A Reserva Imovision reúne filmes e séries cuidadosamente selecionados, ampliando o acesso a obras que valorizam a diversidade cultural, a reflexão e experiências cinematográficas diferenciadas. Assine a plataforma de streaming Reserva Imovision neste link.
quarta-feira, 20 de maio de 2026
.: Crítica: "Mortal Kombat II" é puro entretenimento gamer com cultura pop
Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com
Em maio de 2026
O longa "Mortal Kombat II", dirigido por Simon McQuoid ("Mortal Kombat I"), é entretenimento gamer nostálgico estampado na telona de cinema em sua forma pura. A nítida evolução em relação ao filme de 2021, capaz de corrigir falhas do antecessor, ao focar diretamente no torneio e nas sequências de cenas de ação. Em 1 hora e 56 minutos, a produção entrega lutas coreografadas com excelência na atmosfera contagiante e facilitadora de estabelecer toda conexão com o clássico jogo.
Com muita pancadaria, sangue jorrando e momentos épicos em cenários que mudam constantemente, a produção automaticamente alimenta no público a sensação de estar assistindo a um modo história dos videogames. De fato, a ambientação com boa qualidade de computação gráfica, assim como cenários icônicos bem elaborados e as luta em meio a luz do dia ou antes do cair da noite, fugindo da constante escuridão para esconder falhas técnicas digitais, fazem o longa fluir a ponto de ser palatável, inclusive para quem não assistiu ao primeiro filme e/ou nunca jogou Mortal Kombat.
Sem tramas confusas, o longa de 2026 entrega a essência caótica e divertida da franquia clássica de lutas mortais por meio de personagens mais do que conhecidos. Assim, Johnny Cage (Karl Urban, saga "O Senhor dos Aneis", "The Boys"), personagem da série de jogos eletrônicos inspirado em Jean-Claude Van Damme, entra na história como todo o peso de ser um ator narcisista famoso por filmes de artes marciais, mas que está ultrapassado e até esquecido pelo público. No entanto, para lutar ele é necessário. Logo, o confuso Cage traz muito alívio cômico para a trama.
Contudo, cabe também a Josh Lawson ("O Fantástico Mundo de Blaze") interpretando Kano entregar muito bom humor com sacadas rápidas e divertidas, equilibrando a tensão e a violência garantindo boas risadas para o público. Destaque também para as cenas de protagonismo de Hanzo Hasashi, o Scorpion, na pele de Hanzo ("Trem Bala", "John Wick 4: Baba Yaga"), assim como a Kitana de Adeline Rudolph ("Hellboy e o Homem Torto").
"Mortal Kombat II" pode não ser o melhor filme de todos os tempos por ainda esbarrar em falhas pontuais, como certas representações de poderes, mas garante o seu lugar entre as melhores adaptações de videogames para o cinema. O resultado é um filme de puro entretenimento gamer regado de cultura pop que garante muita diversão. Vale a pena conferir na telona de cinema!
"Mortal Kombat II" ("Mortal Kombat II"). Gênero: Ação, artes marciais. Direção: Simon McQuoid. Roteiro: Jeremy Slater. Duração: 1h 56 minutos. Classificação Indicativa: 18 anos. Distribuição: Warner Bros. Elenco: Carl Urban (Johnny Cage), Adeline Rudolph (Kitana), Lewis Tan (Cole Young), Tadanobu Asano (Raiden), Martyn Ford (Shao Kahn), Hiroyuki Sanada (Scorpion). Sinopse: A sequência do longa de 2021 traz o aguardado torneio entre a Terra e a Exoterra.
Trailer de "Mortal Kombat II"
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.: Crítica: "Omen" é história de choque cultural em busca por pertencimento
Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com
Em maio de 2026
O primeiro longa congolês a estrear em uma mostra competitiva do Festival de Cannes, vencedor do prêmio Nova Voz, o drama fantástico "Omen" (Augure), é um mergulho em histórias distintas que se assemelham quando apresentadas em quatro capítulos que permeiam crenças que fortalecem feridas coloniais. De estética exuberante, repleta de simbolismos e sequências fascinantes, o filme que soma 1 hora e 30 minutos é uma crítica social onírica, que transita em contos de fadas, imprimindo a dinâmica do exílio, luto e desconexão com o próprio povo.
A narrativa de choque cultural pautada nas vidas de cultura africana, escrita e dirigida pelo artista belga-congolês Baloji apresenta histórias paralelas que se conectam por meio dos personagens Koffi (Marc Zinga), o rejeitado pela mãe na juventude por nascer com uma grande marca de nascença, Paco (Marcel Otete Kabeya), o menino de rua que lidera uma gangue que veste em roupas rosa e está em luto pela morte da irmã, Tshala (Eliane Umuhire), a irmã de Koffi, adepta do poliamor que se prepara para imigrar para a África do Sul e Mujila (Yves-Marina Gnahoua), mãe de Koffi, uma figura forte e controversa.
Ainda que Koffi seja introduzido primeiro na trama, a força da matriarca da família, Mama Mujila, o pilar da família, desenha o rumo do filho, Koffi que volta da Bélgica para a República Democrática do Congo acompanhado de sua noiva grávida. Sem conhecer a própria cultura devido a seu banimento, a relação conturbada com a mãe que o mandou para viver longe por considerá-lo feiticeiro. No entanto, é o desconhecido que conecta mãe, filho, filha (Tshala) e um garoto de rua. Todos marcados como um zabolo (feiticeiro maligno na língua suaíli).
Aliás, o ponto central de "Omen" (Augure) está no estigma de cada personagem ser rotulado pela sociedade local tradicional como "diabo" ou portador do "sinal do diabo". De um ritual para o descrédito instantâneo no outro seguindo uma crença para a anulação de cada indivíduo, a marcante colisão entre antigas crenças tribais, misticismo e as expectativas do mundo moderno, fazem com que a produção afrofuturista entregue um choque cultural brutal em meio a tentativas de pertencimento. Imperdível!
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"Omen" (Augure). Gênero: Drama, fantasia, thriller. Direção: Baloji. Roteiro: Baloji e Thomas van Zuylen. Duração: 1h 30 minutos. Classificação Indicativa: 14 anos. Distribuição: MUBI. Elenco: Marc Zinga (Koffi), Lucie Debay (Alice), Eliane Umuhire (Tshala), Yves-Marina Gnahoua (Mama Mujila) . Sinopse: A trama segue quatro personagens estigmatizados e acusados de serem "bruxos" ou "feiticeiros", que encontram uma maneira de se ajudar mutuamente para escapar de seus destinos socialmente impostos.
Trailer de "Omen"
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.: Crítica: "Um Gato Em Paris" é cinema noir animado para todas as idades
Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com
Em maio de 2026
A animação francesa "Um Gato Em Paris" (Une vie de chat) é uma perfeita história de gato e rato, cabendo ao felino em questão o trabalho de costurar toda a trama. De estética artesanal feita à mão, numa atmosfera inspirada no Cinema Noir (estilo cinematográfico, fortemente associado a suspenses e dramas criminais de Hollywood), a produção dirigida por Jean-Loup Felicioli e Alain Gagnol, apresenta a história da garotinha Zoé que perdeu o pai nas mãos de um mafioso e tem uma mãe policial muito atarefada.
A menina muda cuida de seu animal de estimação, o gato Dino, sem imaginar que seu bichinho é um autêntico representante da vida boêmia a ponto de levar uma vida dupla, uma vez que no cair da noite ele é parceiro de um gatuno, o ladrão de bom coração, Nico. Contudo, o crime volta a bater de frente com a pequena Zoé que ao ser raptada, acaba sendo a chave para a solução de uma rede de criminalidade e ajuda a mãe a chegar em quem tanto deseja.
O longa de 1 hora e 10 minutos de duração, tem traços à mão em visual vibrante e cores quentes que remetem a pinturas em movimento que contribuem para a criação da atmosfera perfeita de suspense. Logo, o enredo policial, em cenários de linhas tortas e distorcidas, prende a atenção, gerando curiosidade em torno das reviravoltas e do desfecho.
De enorme prestígio internacional e indicado ao Oscar de Melhor Filme de Animação, "Um Gato Em Paris" é voltado para todas as idades por transitar com maestria por temas diversos como luto, traumas, vingança e corrupção com maturidade e sobriedade. Vale a pena conferir na Reserva IMOVISION!
PRÊMIOS: A produção de trajetória celebrada em eventos do cinema mundial acumulou indicações a prêmios, além do Oscar (2012), na categoria de Melhor Filme de Animação, também esteve entre os favoritos do Prêmio César (2011), na categoria Melhor Filme de Animação (a principal premiação do cinema francês), no European Film Awards (2011) na categoria Melhor Filme de Animação Europeu e no Annie Awards (2012) esteve na categoria de Melhor Direção em uma Produção de Longa-Metragem.
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"Um Gato Em Paris" (Une vie de chat). Gênero: Animação, aventura, policial, infantil. Direção: Alain Gagnol e Jean-Loup Felicioli. Roteiro: Alain Gagnol e Jacques-Rémy Girerd. Duração: 1h 10 minutos. Classificação Indicativa: livres. Distribuição: Bonfilm. Vozes originais: Dominique Blanc (Jeanne, a comissária de polícia), Bruno Salomone (Nico, o ladrão), Jean Benguigui (Victor Costa, o principal gângster/vilão), Bernadette Lafont ( Claudine), Oriane Zani (Zoé, a garotinha), Patrick Descamps (Lucas), Patrick Ridremont (Sr. Sapo). Sinopse: Dino, um gato que vive uma vida dupla: de dia mora com uma garotinha muda, e à noite ajuda um simpático ladrão a escalar os telhados da cidade.
Trailer de "Um Gato Em Paris"
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.: Crítica: "A Noiva!" é saboroso delírio em thriller gótico feminista efervescente
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terça-feira, 19 de maio de 2026
.: “O Sushi dos Sonhos de Jiro” revela como obsessão constrói um mestre
Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.
O documentário “O Sushi dos Sonhos de Jiro” estreia na plataforma de streaming Reserva Imovision, nesta quinta-feira, dia 21 de maio, como uma obra rara que ultrapassa o objeto imediato - a gastronomia - para tocar em algo mais profundo: a ética do trabalho, a obsessão pela excelência e o peso silencioso da herança. Dirigido e roteirizado por David Gelb, o filme acompanha o cotidiano de Jiro Ono, mestre octogenário que transformou um balcão de dez lugares escondido em uma estação de metrô de Tóquio em um dos restaurantes mais reverenciados do mundo, agraciado com três estrelas do guia Michelin.
“O Sushi dos Sonhos de Jiro” | “Jiro Dreams of Sushi” (título original)
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.: Filme de encerramento em Veneza, “O Jardim Americano” aposta no suspense
Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.
























