domingo, 13 de junho de 2021

.: 34º Bloomsday tem celebração com programação especial em São Paulo


Em junho, os museus Casa das Rosas e Casa Guilherme de Almeida celebram o Bloomsday. A data homenageia a obra "Ulysses", do escritor irlandês James Joyce.  Em 2021, a homenagem ao escritor irlandês James Joyce acontece com o tema "Ulysses: o Homem Menos Só". Na imagem, o escritor na década de 1920. 


Os museus Casa das Rosas e Casa Guilherme de Almeida, equipamentos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e gerenciados pela Poiesis, celebram nos dias 16 e 17 de junho o 34º Bloomsday na capital paulista. O evento, realizado de forma online pelo segundo ano, conta com atividades dedicadas à obra do escritor irlandês James Joyce.

O dia 16 de junho é o dia em que transcorre a ação do romance mais famoso do autor, Ulysses. Nele, o personagem central, Leopold Bloom, perambula por Dublin, em 1904. O Bloomsday ocorre em diversas cidades do mundo, como Dublin, Londres, Nova York e São Paulo, onde foi criado em 1988 pelo poeta Haroldo de Campos, que participou da organização até seu falecimento, em 2003.

Em sua introdução a "Ulysses", de Joyce, Declan Kiberd observa que se o romance "é o épico do corpo, seus monólogos interiores e sua política pacifista fazem dele um urgentíssimo épico da mente"; para ele, ao reencenar o contexto mítico por meio de papéis como os de Ulysses e Telêmaco, a obra permite lembrar "o que os povos têm em comum através das eras", alcançando-se, assim, "um dos principais propósitos da arte: fazer com que o homem se sinta menos só".

A edição de 2021 do Bloomsday paulistano evocará o tema por meio de comentários e leituras de fragmentos do romance e de outras criações de Joyce, bem como de fontes e referências suas, como a "Odisseia" de Homero, a peça "Hamlet", de Shakespeare, e a obra do também irlandês William Butler Yeats. No dia 16 de junho, o evento será realizado das 18h30 às 21h pela plataforma Zoom. As inscrições estão abertas por meio deste link até o dia 14 de junho. Confira a programação coordenada e apresentada por Marcelo Tápia:

• Abertura: cônsul da Irlanda no Brasil;

• Breve palestra: "O Ulysses e a Eterna Afirmação do Espírito do Homem na Literatura", por Caetano Galindo;

• Leitura, em diversos idiomas, de fragmentos do 17° capítulo de Ulysses, "Ítaca" - apontado como o preferido por Joyce -, em que Leopold Bloom retorna a sua casa em companhia de Stephen Dedalus:

Português (em tradução de Caetano Galindo), por Julio Mendonça; inglês, por John Milton; alemão (em tradução de Hans Wollschläger), por Simone Homem de Mello; francês (em tradução de Auguste Morel), por Eliane Fittipaldi; italiano (em tradução de Giulio de Angelis), por Aurora Bernardini; espanhol (em tradução de J. Salas Subirat), por Tereza Jardini; hebraico (em tradução de Yael Ranen), por Moacir Amâncio;

• Leitura dos versos 105 a 134 do episódio dos Lestrígones no "Canto X" da "Odisseia" de Homero, na tradução de Donaldo Schüler, pelo tradutor;

• Leitura de fragmento do 8° capítulo de "Ulysses", "Lestrígones", em inglês, por Donny Correia, e em português, na tradução de Bernardina Silveira Pinheiro, por Reynaldo Damazio;

• W. B. Yeats e o "abismo de si próprio": uma evocação do autor de A vision, que considerou ter Joyce uma "mente heroica". Leitura de fragmentos da peça At the Hawk’s Well ("O Poço do Falcão") - baseada na mitologia celta e no teatro Nô - na tradução de Marcelo Tápia, Maria Helena Kopschitz e Therezinha Sarno de Vidal Chaves, por Caio Gabriel, Marcelo Tápia e Rodrigo Bravo;

• Apresentação da canção "Down by the Salley Gardens", cuja letra foi criada por Yeats como tributo à música tradicional irlandesa (Joyce cantou esta canção em 27 de agosto de 1904 na sala de concertos Ancient Concert Rooms, em Dublin). Por Marcelo Tápia e Daniel Tápia;

• "Eis a questão" - leitura dramática do solilóquio "To be or not to be", da peça "Hamlet", de Shakespeare, em tradução de Rodrigo Bravo, pela Cia. Vento Áureo de Teatro;

• Encerramento musical, com Cid Campos.


James Joyce via Coletivo Finnegans
No dia seguinte, 17 de junho das 19h às 21h, a programação especial continua. O Coletivo Finnegans abre as portas de sua oficina para relatar o processo de tradução colaborativa de Finnegans Wake, de James Joyce, sob organização de Dirce Waltrick do Amarante. No segundo de quatro encontros a serem realizados ao longo do ano, integrantes do coletivo falam, entre outros temas, da abordagem da obra de James Joyce dentro das universidades brasileiras e da presença ou ausência de Finnegans Wake e do alto modernismo nas disciplinas dos programas de graduação em Literaturas em Língua Inglesa. As inscrições para a oficina, que acontecerá via Zoom, estão abertas até o dia 15 de junho neste link.

Sobre a Casa das Rosas
A Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos é um museu dedicado à poesia, à literatura, à cultura e à preservação do acervo bibliográfico do poeta paulistano Haroldo de Campos, um dos criadores do movimento da poesia concreta na década de 1950. Localizada em uma das avenidas mais importantes da cidade de São Paulo, a Avenida Paulista, o espaço realiza intensa programação de atividades gratuitas, como oficinas de criação e crítica literárias, palestras, ciclos de debates, exposições, apresentações literárias e musicais, saraus, lançamentos de livros, performances e apresentações teatrais. O museu está instalado em um imponente casarão, construído em 1935 pelo escritório Ramos de Azevedo, que na época já tinha projetado e executado importantes edifícios na cidade, como a Pinacoteca do Estado, o Teatro Municipal e o Mercado Público de São Paulo.


Sobre a Casa Guilherme de Almeida
Inaugurada em 1979, a Casa Guilherme de Almeida, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerenciada pela Poiesis, está instalada na residência onde viveu o poeta, tradutor, jornalista e advogado paulista Guilherme de Almeida (1890-1969), um dos mentores do movimento modernista brasileiro. Seu acervo é constituído por uma significativa coleção de obras, gravuras, desenhos, esculturas, pinturas, em grande parte oferecidas ao poeta pelos principais artistas do modernismo brasileiro, como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Emiliano Di Cavalcanti, Lasar Segall e Victor Brecheret. Hoje, o museu oferece uma série de atividades gratuitas relacionadas a todas as áreas de atuação de Guilherme de Almeida, da literatura traduzida ao cinema, passando pelo jornalismo e pelo teatro. Trata-se da primeira instituição não acadêmica a manter um Centro de Estudos de Tradução Literária no país.


Sobre a Poiesis
A Poiesis - Organização Social de Cultura é uma organização social que desenvolve e gere programas e projetos, além de pesquisas e espaços culturais, museológicos e educacionais, voltados para a formação complementar de estudantes e do público em geral. A instituição trabalha com o propósito de propiciar espaços de acesso democrático ao conhecimento, de estímulo à criação artística e intelectual e de difusão da língua e da literatura.

Serviço
Bloomsday 2021: 34º em São Paulo
Coordenação: Marcelo Tápia
Quarta-feira, 16 de junho, das 18h30 às 21h
Inscrições: até o dia 14 de junho neste link
Plataforma: Zoom
300 vagas por ordem de inscrição

James Joyce via Coletivo Finnegans
Coordenação: Luis Henrique Garcia Ferreira, Tarso do Amaral de Souza Cruz, Vitor Alevato do Amaral.
Quinta-feira, 17 de junho, das 19h às 21h
Plataforma: Zoom
Inscrições: até o dia 15 de junho neste link
Plataforma: Zoom
300 vagas por ordem de inscrição


Bloomsday 2021: teaser



.: Ignácio de Loyola Brandão: "O que estamos vivendo não é realidade"


O romancista é homenageado no programa apresentado por Chris Maksud e Atilio Bari, neste domingo, dia 13, na TV Cultura. Foto Alexani Barbosa

Como bem se sabe, os livros são capazes de mudar as pessoas, e a próxima edição do "Persona" convida um dos maiores escritores brasileiros para contar um pouco de suas histórias. Chris Maksud e Atilio Bari entrevistam e desvendam a trajetória de Ignácio de Loyola Brandão, neste domingo, dia 13, a partir das 21h, na TV Cultura.

Em uma edição recheada de boas histórias, a entrevista com Loyola revisita as memórias antigas do escritor, sua infância em Araraquara, no interior de São Paulo, o encontro com a literatura e seu ingresso no mundo dos jornais. "A fantasia ajuda a suportar a realidade", diz o romancista. Ele complementa que, em uma determinada altura, percebeu que a literatura poderia mudar sua vida e seu jeito de ser.

Loyola compartilha com os apresentadores sua paixão antiga pelo cinema e a frustração de não ter atingido o sonho de ser roteirista. Também conta sobre seu ingresso no jornal Última Hora, as aventuras, seus romances já publicados e seus escritos mais atuais como "Desta Terra Nada Vai Sobrar, a Não Ser o Vento que Sopra Sobre Ela".

Em meio a depoimentos e reflexões sobre a fantasia, o escritor compartilha sua visão sobre o Brasil atual: "A anormalidade se transforma em normalidade", comenta Loyola, que acrescenta: "O que estamos vivendo não é realidade".

.: "Silêncio", de Ilan Brenman e Heidi Strecker, fala para crianças sobre morte



Livro aborda histórias universais sobre a morte, um tema delicado e presente neste período de pandemia. 

A editora Moderna apresenta em junho um lançamento para compartilhar histórias, experiências e práticas importantes para as crianças durante a quarentena. Indicada para crianças a partir de 11 anos, a obra "Silêncio - Doze Histórias Universais sobre a Morte", de Ilan BrenmanHeidi Strecker,  fala para crianças sobre morte, um tema tão delicado para a humanidade e presente durante a pandemia.

Nem todas as civilizações encaram a morte da mesma maneira. Nesta segunda edição do livro, os autores Ilan Brenman e Heidi Strecker apresentam 12 contos de diferentes tempos e culturas sobre esse tema muitas vezes tão assustador. Divididas em três seções - "A Busca da Imortalidade", "Amores que Nunca Morrem" e "Morte e Renascimento" -, a obra mostra narrativas com uma diversidade de olhares e jeitos de lidar com a finitude humana. A leitura é indicada para crianças a partir de 11 anos.

Ilan Brenman, que é autor exclusivo da editora Moderna, tem um amor profundo pelas mais diversas narrativas. Esse afeto está ligado diretamente à origem do escritor, pois ele é israelense, naturalizado brasileiro, filho de argentinos, neto de poloneses e russos. Psicólogo de formação, ele é mestre e doutor pela Faculdade de Educação da USP, já ministrou centenas de cursos e palestras pelo país afora, sempre discutindo a importância das histórias lidas e contadas oralmente na vida de bebês, crianças, jovens e adultos. Possui mais de 50 livros publicados (além de vários no exterior).

Já a coautora Heidi Strecker é escritora e crítica literária. Formada em Letras e Filosofia pela USP e Teoria Literária na Unicamp, já deu aulas de redação e de filosofia, foi gestora no Colégio Modelo, fundou e dirigiu a ONG Centro de Alfabetização Natural. Também é autora e coautora de obras didáticas.


Ficha técnica:
Título: 
"Silêncio - Doze Histórias Universais sobre a Morte"  
Autores:
 Ilan Brenman e Heidi Strecker
Páginas: 136
Editora: Moderna
Link na Amazon: https://amzn.to/3iCz4GE



.: Ema Klabin oferece vagas em curso, palestras e encontro com escritores


A Casa Museu Ema Klabin promove curso, encontro com escritores e palestras virtuais nos meses de junho e julho para quem curte fotografia, arte, história, literatura. A maior parte gratuita. Encontros virtuais acontecem nos meses de junho e julho e estão com inscrições abertas no site do museu. Malangatana Ngwenya. Monstros Grandes Devorando Monstros Pequenos,1961.Óleo s/ Unitex. Fundação Mário Soares

A Casa Museu Ema Klabin promove curso, encontro com escritores e palestras virtuais nos meses de junho e julho. Haverá duas palestras mediadas por professores da Unifesp, uma sobre Artes moçambicanas e a outra sobre Medievalismos no século XIX, além de um encontro sobre os significados das cores com Luciana Martha Silveira.

E para quem curte fotografia, mesmo não sendo fotógrafo, a casa museu oferece ainda um curso que estimula os participantes a editarem suas imagens fotográficas para criar uma narrativa visual. Ao todo, serão disponibilizadas 400  vagas, com inscrições que variam de gratuitas a R$ 200. As inscrições já podem ser realizadas no site do museu: http://emaklabin.org.br/

As palestras e ciclo de encontros com escritores têm apoio cultural da plataforma Benfeitoria e da Sitawi, no âmbito do projeto Digitalização da Coleção Ema Klabin - Matchfunding BNDES+ 2020. Confira:


Curso Edição de imagens para construção de narrativas
Ministrado por Dani Sandrini, o curso com cinco encontros pretende estimular os participantes a editarem suas imagens fotográficas para criar uma narrativa visual. Através de exercícios e comentários usando imagens diversas, trabalhos fotográficos e audiovisuais de diferentes artistas, será possível experimentar o processo e ampliar repertório. Não é preciso ser fotógrafo profissional.  A parceria entre a Fundação Ema Klabin e a Gráfica Ipsis possibilita a impressão com descontos.
15, 22 e 29 de junho, 6 e 13 de julho, das 19h às 21h30. 20 vagas. Investimento: R$ 200. Plataforma Zoom.


Palestra Unifesp - Artes moçambicanas e outras modernidades: entre mercado, anticolonialismo e construção da nação
Com uma abordagem que destaca produções artísticas pouco conhecidas no Brasil, a palestra discutirá como se deu o processo de formação da ideia de modernidade artística em Moçambique. Mariana Fujisawa apresentará como a arte mobilizou-se junto à política e à sociedade no contexto das opressões coloniais nas décadas de 1960 e 1970.  A partir desse panorama, a palestrante buscará analisar o surgimento e incorporação dos estilos shetani e ujamaa nas esculturas makonde, assim como a elaboração das pinturas em tela do artista Malangatana Valente Ngwenya, de modo a ilustrar e contextualizar diferentes modernidades desenvolvidas e expressadas no país africano.
16 de junho,  das 19h às 21h. 95 vagas. *Gratuito. Plataforma Zoom.


Encontros com escritores: outros olhares - Selma Maria
A sessão de junho do ciclo de palestras virtuais Encontros com escritores: outros olhares tem como convidada a escritora Selma Maria, que discutirá as práticas e efeitos da literatura na vida de crianças e adolescentes. Serão abordados tópicos como a importância de estimular a literatura desde a infância, perceber suas mensagens, e de que maneira a poesia, as brincadeiras e a oralidade se relacionam com as produções literárias. Com  mediação de Ana Beatriz Demarchi Barel, a série "Encontros com Escritores: Outros Olhares" tem como objetivo estimular a leitura e proporcionar o contato do público com temas contemporâneos e com obras que registram múltiplas perspectivas narrativas da realidade brasileira. 30 de junho, das 17h às 18h30. 95 vagas. Gratuito*. Plataforma Zoom.


Palestra - A cor em seus aspectos culturais e simbólicos
Quantas vezes nos perguntamos sobre os significados das cores? Como estes significados são apreendidos? Os significados das cores são fixos ou variam nos seus usos? Para responder essas e outras perguntas, Luciana Martha Silveira, doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) ministra a palestra A cor em seus aspectos culturais e simbólicos. O encontro tem como base a Teoria da Cor, e o foco estará nos seus aspectos culturais e simbólicos. 3 de julho, das 11h às 13h. 95 vagas. Gratuito*. Plataforma Zoom.

Inscrições: http://emaklabin.org.br/
*Como em todos os nossos eventos gratuitos, a instituição convida quem aprecia a Casa Museu Ema Klabin e pode contribuir para a manutenção das atividades do Museu a apoiar com uma doação voluntária no site da instituição.

.: CCBB Educativo promove atividades para educadores e professores


Programação conta com os cursos Transversalidades e a Semana do Educador no formato digital.

Ministrados por profissionais convidados de áreas diversas, os cursos "Transversalidades" são feitos no formato digital e sempre contam com intérpretes de Libras. O primeiro acontece no dia 16 de junho, 4ª-feira, às 15h, com o tema Patrimônio Cultural: a materialidade e a imaterialidade da cultura em tempos pandêmicos. Neste dia, Raul Lanari, bacharel, mestre e doutor em história pela UFMG, fala sobre o conceito de patrimônio cultural em suas diferentes abordagens existentes ao longo do tempo, associando as práticas patrimoniais aos dilemas dos períodos em que foram disseminadas.

O segundo acontece no dia 30 de junho, quarta-feira, às 15h, com o tema A resiliência das estrelas: o céu como patrimônio histórico, cultural e natural da humanidade. Alan Alves-Brito, professor e mestre e doutor em ciências, aborda o céu diurno e o céu noturno em uma perspectiva museológica, de valor cultural, histórico e natural, em que variadas narrativas de povos distintos que passaram pela Terra são revisitadas, traduzindo a resiliência de estrelas, planetas e da própria Via-Láctea.

Já no dia 17, quinta-feira, às 14h, acontece a Semana do Educador, que tem como tema a exposição Nise da Silveira: A Revolução pelo Afeto. Nesta data, educadores e professores entram em contato com as pesquisas, estratégias e metodologias utilizadas pelos educadores do programa CCBB Educativo Arte & Educação em atividades de mediação cultural realizadas na exposição.

O CCBB Educativo também possui um acervo disponível com todos os conteúdos da programação online, tais como: Lugar de Criação, Múltiplo Ancestral, Pílulas, relatos, todos os Transversalidades, para acessar clique aqui . Para mais informações e inscrições para as atividades, acesse o site do CCBB Educativo .


sábado, 12 de junho de 2021

.: Roupa Nova em primeira 1ª sem Paulinho em rede nacional


Band apresenta show ao vivo do Roupa Nova no Dia dos Namorados. Evento irá ao ar às 22h deste sábado direto do Teatro WTC, em São Paulo. Esta será a primeira apresentação da banda após a morte do cantor Paulinho (de blazer preto). Foto: Divulgação/Facebook

A Band exibe ao vivo neste sábado, dia 12 de junho, às 22h, o Especial Dia dos Namorados com Roupa Nova direto do Teatro WTC, em São Paulo. Esta será a primeira aparição pública da banda após a morte do vocalista Paulinho, em dezembro de 2020, vítima da Covid-19.

“Muitas pessoas se conheceram, começaram a namorar e se casaram com uma música do Roupa Nova. São histórias que vão ficar guardadas para sempre dentro do coração. Vamos fazer uma live para namorar, ficar junto e curtir”, adianta o músico Ricardo Feghali. Com 40 décadas de estrada, a trajetória do grupo se confunde com a história da própria música brasileira. São mais de 20 milhões de cópias vendidas, 38 discos lançados e 35 temas de novela. A banda também foi ganhadora do Grammy Latino na categoria Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro com o disco Roupa Nova em Londres, gravado em 2009.

Em 2019, os músicos lançaram "As Novas do Roupa" reunindo 11 faixas inéditas. O mais recente trabalho, a canção "Seu Jeito, Meu Jeito", traz uma parceria com o cantor Daniel. Ao longo dos últimos 40 anos, os artistas também dividiram os microfones com Roberto Carlos, Ivete Sangalo, Rita Lee, Sandra de Sá, Zélia Duncan, Fagner, Fafá de Belém, Lulu Santos, Leandro & Leonardo, Ney Matogrosso, Luan Santana, Maite Perroni, Steve Hackett e David Coverdale.

Na lista dos singles mais famosos estão “Whisky a Go Go”, “Dona”, “Volta pra Mim”, “Anjo”, “Seguindo no Trem Azul”, “A Viagem”, “Os Corações Não São Iguais”, “Linda Demais” e “Meu Universo é Você”. Em outubro deste ano, Cleberson Horsth, Ricardo Feghali, Kiko, Nando Oliveira e Serginho Herval planejam gravar um DVD na Jeunesse Arena, no Rio de Janeiro, para celebrar os 40 anos de carreira. O programa Especial Dia dos Namorados com Roupa Nova vai ao ar neste sábado, às 22h, na tela da Band, com transmissão simultânea no Portal da Band, YouTube, BandPlay, Play FM e Band Internacional. 




.: Edição especial de "Perto do Coração Selvagem" na série "Clarice Essencial"


A edição em capa dura de "Perto do Coração Selvagem", lançada pela editora Rocco, inaugura a série "Clarice Essencial" e dá continuidade às comemorações do centenário de Clarice Lispector. Assim como toda a obra da escritora, reeditada para a comemoração de seu centenário, a nova edição de "Perto do Coração Selvagem" também conta com projeto gráfico do consagrado designer Victor Burton, já o desenho de capa é um retrato de Alfredo Ceschiatti, reconhecido por sua colaboração com Oscar Niemeyer na realização de diversos monumentos públicos de Brasília.

O posfácio é de Nádia Battella Gotlib, uma das maiores especialistas na obra da escritora. O romance "Perto do Coração Selvagem" foi a estreia literária de Clarice Lispector, quando a autora tinha apenas 22 anos de idade, e causou grande impacto, suscitando artigos elogiosos de críticos e escritores. Esse foi um ano fundamental na vida de Clarice, além de publicar o primeiro livro, ela obteve a cidadania brasileira, casou-se e diplomou-se em Direito.

A leitura é caleidoscópica. A protagonista ora tem uma cor, ora outra, conforme o momento (“real” ou onírico). As cores dançam no enredo misturado ao cenário e às sensações da menina-mulher-amante. Joana desfila na vida dos outros personagens, destilando o veneno de víbora, instilado com ironia e respostas cruéis diante dos fatos. A leitura também é lúdica, quando o leitor tenta adivinhar o que a autora preparou páginas adiante e se surpreende com o que presencia.

O primeiro romance de Clarice Lispector
O surgimento de "Perto do Coração Selvagem", em 1943, causou grande impacto no cenário literário brasileiro, proporcionando à autora aclamação imediata da crítica e de seus colegas escritores. Houve quem encontrasse no livro a influência de Virginia Woolf, ao passo que outros apostavam em James Joyce, seguindo a falsa pista da epígrafe da qual Clarice pinçou seu título: “Ele estava só. Estava abandonado, feliz, perto do coração selvagem da vida”. 

Ambos os grupos estavam errados, apesar do uso do fluxo de consciência pela escritora estreante a justificar tais correlações. Ocorre, no entanto, que esse havia sido um achado natural e espontâneo para Clarice Lispector, que admitiu como única influência neste caso "O Lobo da Estepe", de Hermann Hesse. Não em termos estilísticos tampouco por se identificar com o caráter do protagonista, mas sim por compartilhar com ele e, sobretudo, com Hesse, o desejo imperioso de romper todas as barreiras e ultrapassar todos os limites na busca da própria verdade interior.

Anseio personificado pela personagem central, Joana, com uma expressão que se tornou célebre: “Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome”. Íntima e universal, destemida e secreta, Joana “sentia o mundo palpitar docemente em seu peito, doía-lhe o corpo como se nele suportasse a feminilidade de todas as mulheres” e ela destoava do sistema patriarcal em que se encontrava inserida da mesma forma que Clarice se distanciava da literatura de seu tempo, ainda dominada pelo regionalismo e o realismo.

Ambas, autora e protagonista, eram forças divergentes, porém não dissonantes, já que introduziam uma nova musicalidade, uma harmonia própria, poética e triunfal, na aspereza circundante, enquanto buscavam “o centro luminoso das coisas” sem hesitar em “mergulhar em águas desconhecidas”, deixando o silêncio e partindo para a luta. Deste embate à beira do íntimo abismo, Joana torna-se uma mulher completa e Clarice, uma escritora singular e inimitável.

Ficha técnica
Livro: 
"Perto do Coração Selvagem"
Autora: 
Clarice Lispector
Encadernação: capa dura
Formato: 14,5 x 21,5 x 1,3
Páginas: 208
Editora: Rocco
Link na Amazon: https://amzn.to/3xfU7CN



.: Livro "Modern Love: Histórias Reais de Amor" inspirou a série da Amazon


Livro que inspirou a série da Amazon Prime, "Modern Love: Histórias Reais de Amor" é uma coletânea de relatos memoráveis publicados na coluna “Modern Love” do jornal The New York Times, incluindo os oito textos que inspiraram a série, com Tina Fey, Andy Garcia, Anne Hathaway, Dev Patel e outros.

Entre as histórias, uma jovem que passa pelos cinco estágios da dor fantasma; um homem que termina seu quarto encontro promissor em uma sala de emergência; uma advogada com transtorno bipolar que vivencia os altos e baixos do namoro; um viúvo que hesita em apresentar os filhos à nova namorada e um homem divorciado, na casa dos 70, que contempla a beleza e os escombros de antigos relacionamentos.

As pessoas que contam as histórias em “Modern Love” compõem um fascinante mosaico sobre o amor, repleto de diversidade, humor, emoção e, sobretudo, esperança. Essas histórias impressionam e ensinam. Provocam risadas, tristeza e lágrimas. Às vezes (isso é verdade), não são nem muito modernas. Mas sempre forçam a concha da ostra do amor humano a se abrir, para revelar a beleza misteriosa que há lá dentro. 

Algumas das histórias mostradas no livro “Modern Love” não são nada convencionais, enquanto outras parecem bem familiares. Algumas revelam como a tecnologia mudou para sempre o namoro, outras exploram as lutas atemporais vividas por quem já procurou amor. Acima de tudo, todas constituem relatos honestos que mostram como os relacionamentos começam, como geralmente fracassam e, quando temos sorte, perduram. 

Organizado pelo editor Daniel Jones, e apresentando uma seleção diversificada de colaboradores incluindo Amy Krouse Rosenthal, Larry Smith, Ayelet Waldman, Andrew Rannells, Veronica Chambers, Dan Savage, entre outros escritores, este é o livro perfeito para quem é amado, está perdido ou sendo perseguido por um ex nas redes sociais, ou para aqueles que sempre desejaram um romance verdadeiro. Em outras palavras, uma leitura para qualquer pessoa interessada no funcionamento infinitamente complicado do coração humano.

Ficha técnica
Livro:
 "Modern Love: Histórias Reais de Amor"
Organizador: Daniel Jones
Tradutor: Ana Rodrigues
Páginas: 304
Editora: Rocco
Link na Amazon: https://amzn.to/3vffBhN

.: Claudia Raia relembra Tancinha, personagem icônica de “Sassaricando”


Claudia Raia relembra o sucesso de uma das personagens mais marcantes de sua carreira. Foto: Globo/Fábio Rocha

Hit dos anos de 1980, que deixa um rastro de nostalgia em todas as suas reexibições,  “Sassaricando” chega para ficar no Globoplay a partir desta segunda-feira, dia 24, como parte do projeto de resgate de novelas clássicas da plataforma. Com a comédia permeando grande parte das tramas, a novela escrita por Silvio de Abreu narra a trajetória de Aparício Varela (Paulo Autran), um rico sessentão que, ao ficar viúvo, passa a levar uma vida cheia de aventuras e rolos amorosos. 

Com inúmeras histórias paralelas à principal, uma se destaca: a de Tancinha, eternizada por Claudia Raia. Filha mais velha de Aldonza (Lolita Rodrigues), com quem trabalha como feirante ao lado das outras irmãs, a personagem fala quase tudo errado e com sotaque “italianado”, herdado da família do pai. Tão provinciana quanto atraente, Tancinha vive um romance com o vizinho Apolo (Alexandre Frota), que a sufoca com seus ciúmes, e também com o mauricinho Beto (Marcos Frota), que lhe mostra um mundo novo.

Quais são suas principais lembranças da época de Sassaricando? 
Claudia Raia - 
Tancinha foi a minha primeira grande personagem e o primeiro trabalho com meu querido Silvio de Abreu, que a fez para mim. Tenho um carinho enorme. Lembro muito da recepção do público, que adorava. Até hoje as pessoas falam comigo sobre ela.


O que Sassaricando representa na sua carreira? 
Claudia Raia - Representa muita coisa. Tancinha foi a grande explosão da minha carreira. Foi em "Sassaricando" que o público me conheceu. Tancinha era uma mulher ingênua naquele corpo de mulherão, falava errado, tinha um jeito muito desinibido e espontâneo. Tudo isso cativou o público. O jeito de ela falar era imitado pelas pessoas, ela foi uma das capas do disco da novela, tamanha era a repercussão. Um dos grandes mistérios da novela era com quem ela ia ficar no final, se com Beto ou Apolo (risos).


Você tem algo de Tancinha? 
Claudia Raia - Acho que o jeito divertido e espontâneo é algo que temos em comum, além de olhar o copo sempre meio cheio. Mas Tancinha tem um temperamento mais explosivo que o meu (risos).


Pode indicar algo que tenha aprendido com essa novela? 
Claudia Raia - A novela toda foi um aprendizado enorme. Aprendi que a gente não pode levar a sério a fama. O que conta é o trabalho que a gente realiza, então, é sempre importante ter os dois pés bem fincados no chão para que a fama não suba à cabeça. Eu sempre fui uma operária da arte, muito disciplinada, nada deslumbrada. Tancinha foi a prova de fogo para isso. Entendi claramente que meu caminho era continuar me dedicando, indo atrás das minhas personagens e que o sucesso e a fama eram uma consequência do trabalho bem feito, da dedicação. 

 
Neste mês de maio completamos um ano do projeto de resgate dos clássicos no Globoplay e você está em obras como "A Favorita", "Torre de Babel", "Terra Nostra", que foram disponibilizadas pela plataforma. Como tem sido o retorno do público, que tem a oportunidade de ver e rever essas novelas quando e onde quiser? 
Claudia Raia - O retorno do público tem sido maravilhoso. Eles me marcam nas cenas e eu me divirto relembrando tantos personagens marcantes. Em casa, a repercussão também está ótima (risos). A gente assiste às novelas. Jarbas ficava morrendo de pena da Donatela, em "A Favorita". Ele sofria junto com ela. Era muito engraçado de ver. Para mim, também é maravilhoso poder rever todas essas obras agora, com calma, quando eu quiser. Normalmente, quando a novela está no ar, não consigo acompanhar os capítulos por causa do ritmo das gravações. Agora, com o Globoplay, posso rever tudo. Estou amando!


Aliás, tem sentido que novas gerações estão tendo acesso à obra pela primeira vez? 
Claudia Raia - Sim, muitos jovens falam comigo das novelas que estão vendo pela primeira vez no Globoplay. Isso é muito legal. Acho interessante porque mostra como novelas ainda têm força, o que me deixa muito feliz. Muito se fala das séries e se questiona se esse formato mais curto e com temporadas acabaria com as novelas, por exemplo. Eu não acredito que acabe e a prova disso é o sucesso que as novelas fazem no Globoplay. Nossas novelas são muito únicas, é uma narrativa muito brasileira, que dialoga muito bem com o público vasto que temos no Brasil. Eu adoro!

.: "Berlim, Eu Te Amo", com Helen Mirren e Keira Knightley, em cartaz


O longa-metragem romântico “Berlim, Eu Te Amo” (“Berlin, I Love You”) já está disponível nas plataformas digitais Claro Now, Vivo Play, Sky Play, iTunes / Apple TV, Google Play e YouTube Filmes para compra e aluguel, com distribuição da Synapse Distribution. O filme é uma carta de amor a Berlim e acompanha dez histórias sobre diferentes formas de amor que se cruzam pelas ruas da vibrante capital alemã. Confira o trailer aqui e baixe as imagens neste link.

Seguindo o mesmo conceito dos filmes anteriores da série – “Nova York, Eu Te Amo”, “Paris, Eu Te Amo” e “Rio, Eu Te Amo” –, a produção trabalhou com 11 diretores e cerca de 20 estrelas, incluindo a vencedora do Oscar, Helen Mirren (“A Rainha”), os indicados ao Oscar Keira Knightley (“O Jogo da Imitação”) e Mickey Rourke (“O Lutador”), além de Luke Wilson (“Os Excêntricos Tenenbaums”), Jim Sturgess (“Across the Universe”), Dianna Agron (“Glee”) e Diego Luna (“Rogue One: Uma História Star Wars”).

“Berlim, Eu Te Amo” celebra a diversidade e a energia criativa e artística da cidade ao abordar temas variados como romance, tolerância e redenção, sob diferentes perspectivas. Cada segmento é ambientado em um bairro diferente de Berlim, e os enredos estão todos interligados.

Para os produtores Claus Clausen e Edda Reiser, fãs da cidade, a Berlim de hoje tem a mesma magia emocionante de 100 anos atrás. “Berlim também representa tolerância e liberdade, que em nossos tempos é um bem muito raro. Nós trabalhamos com artistas de 26 países diferentes neste filme, com diferentes culturas e origens religiosas. Queríamos mostrar também no filme que a diversidade e a tolerância são importantes e positivas para uma sociedade aberta e para a criação de algo especial”

Diretores do filme: Dani Levy, Daniel Lwowski, Dennis Gansel, Dianna Agron, Fernando Eimbcke, Gabriela Tscherniak, Josef Rusnak, Justin Franklin, Massy Tadjedin, Peter Chelsom e Til Schweiger. Atores do filme: Alexander Black, Carlo Kitzlinger, Caro Schuler, Charlotte Le Bon, Dianna Agron, Diego Luna, Emily Beecham, Jake Weber, Jenna Dewan, Jim Sturgess, Hannelore Elsner, Helen Mirren, Iwan Rheon, Katja Riemann, Kiera Knightley, Liam Gross, Laila Maria Witt, Lili Gattyán, Luke Wilson, Max Raabe, Michelangelo Fortuzzi, Mickey Rourke, Nolan Funk, Phoebe Nicholls, Rafaëlle Cohen, Robert Stadlober, Sibel Kekili, Toni Garrn e Veronica Ferres.

Trailer de "Berlim - Eu te Amo"


← Postagens mais recentes Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.