segunda-feira, 21 de junho de 2021

.: Mural que retrata "A Divina Comédia" é pintado em colégio paulistano


Para marcar seus 110 anos e 700 anos da morte do poeta, Colégio Dante Alighieri recebe mural retratando "A Divina Comédia".

O artista plástico Claudio Canato finaliza em 13 de setembro um mural de 100 metros quadrados com cenas da obra-prima de Dante Alighieri, cuja morte fará 700 anos na data; futuramente, pintura poderá ser visitada pelo público.

No dia 9 de julho deste ano, o Colégio Dante Alighieri, o maior colégio italiano fora da Itália, comemora 110 anos. O ano de 2021 também marca os 700 anos da morte do poeta Dante Alighieri, tema de inúmeras comemorações do governo italiano no país e, através de suas embaixadas, ao redor do mundo. Para marcar estas importantes datas, o colégio recebe a finalização da pintura que será o maior mural do mundo fora da Itália de "A Divina Comédia", a obra-prima do poeta florentino. 

No corredor principal da escola, localizada na região da avenida Paulista, serão finalizados 100 metros quadrados de paredes pintadas com passagens da odisseia de Dante. Estudada no mundo todo e um clássico da literatura mundial, "A Divina Comédia" conta a viagem do autor e protagonista pelo Inferno, pelo Purgatório, terminando no Paraíso, guiado por sua musa eterna Beatriz. 

Os murais começaram a ser feitos em 2011 pelo artista plástico paulistano Claudio Canato que, com inspiração na Renascença italiana, começou a retratar a jornada do poeta nas paredes do principal corredor da escola paulistana que leva seu nome. O ano do início da pintura marcou o centenário do colégio.

Nos dois primeiros murais, Canato pintou cenas do Inferno, local de sofrimento em que Dante se encontra com almas perdidas e lembra de seus pecados, e do Purgatório, que é a passagem entre um e outro, onde as pessoas têm esperança em livrar suas almas. No terceiro ele aborda uma parte do Paraíso, quando Dante se aproxima de sua própria redenção e caminha em direção a Deus. 

Agora, o artista, ex-aluno do colégio e, ele próprio, profundo conhecedor de Dante e de sua obra máxima, finaliza seu trabalho a óleo sobre as paredes, retratando o auge de "A Divina Comédia": o último céu do Paraíso, quando Dante olha, enfim, para Deus. O mural em desenvolvimento chama-se Empíreo, que é a morada de Deus, e tem previsão de término no dia 13 de setembro, data da morte do poeta. O colégio vai desenvolver um tour virtual para que se possa conhecer a obra pela internet e, mais para frente, planeja organizar a visitação de público nos murais.


Sobre o artista
Claudio Canato é pintor, muralista, escritor e professor de pintura do Dante. Ele explica que parte de sua inspiração é resultado de sua ligação tanto com a escola quanto com o poeta homônimo, juntamente com a vontade de encontrar uma maneira artística de explicar a obra clássica da literatura mundial. “Há 10 anos, estou mergulhado na obra de Dante querendo trazê-la para perto de todos. Isso me dá um sentimento muito legal: levar a obra dele para muita gente é gratificante”, afirma Canato. 


A presença dos números em "A Divina Comédia" 
Um ponto de destaque é a forte presença dos números em "A Divina Comédia", repleta de referências, como o fato de que todos os versos são hendecassílabos (em que há 11 sílabas com tonicidade na décima); a presença constante do número dez, considerado o número da perfeição - cada etapa (Inferno, Purgatório e Paraíso) é dividida em dez círculos; cada parte tem 33 cantos (o que somado dá 99, mais o canto da introdução, ficam 100, outro número da perfeição); uma das menções a Beatriz está num canto que soma nove, idade em que Dante a conheceu; a presença do número três (três livros, 33 cantos, três personagens principais) relativas à Santíssima Trindade, entre outros.

Na pintura, toda a composição foi feita com base na proporção áurea, como uma homenagem do pintor à perfeição matemática do poema de Dante. “Construí retângulos para traçar a espiral áurea e encontrar o ponto geométrico chamado ‘Olho de Deus’. Fiz esse ponto coincidir com o olho de Dante, e a espiral, como caminho que leva a Deus”, explica Canato. 


.: Laurentino Gomes lança segundo volume de trilogia sobre a escravidão


Obra cobre um período de cem anos, entre a corrida do ouro em Minas Gerais, no início do século XVIII, e a chegada da corte de dom João ao Brasil, em 1808.

"Tudo que já fomos no passado, o que somos hoje e o que seremos no futuro tem a ver com as nossas raízes africanas e a forma como nos relacionamos com elas. Fomos a maior sociedade escravista do Hemisfério Ocidental por mais de trezentos anos. Quarenta por cento de todos os doze milhões de cativos africanos trazidos para as Américas tiveram como destino o Brasil. Portanto, sem estudar a escravidão seria impossível entender o que somos hoje e também o que pretendemos ser no futuro"Laurentino Gomes.


Chega às livrarias e lojas virtuais o segundo volume da trilogia de Laurentino Gomes dedicada à história da escravidão no Brasil. Sequência do primeiro livro, apresentado na Bienal do Rio de Janeiro de 2019, a obra é editada pela Globo Livros"Escravidão - Da Corrida do Ouro em Minas Gerais até a Chegada da Corte de Dom João ao Brasil - Volume II" concentra-se no século XVIII, auge do tráfico negreiro no Atlântico, motivado pela descoberta das minas de ouro e diamantes em território brasileiro e pela disseminação, em outras regiões da América, do cultivo de cana-de-açúcar, arroz, tabaco, algodão e outras lavouras e atividades de uso intensivo de mão-de-obra africana escravizada. 

É também um período marcado por importantes rupturas e transformações ocorridas no universo dos brancos, como a independência dos Estados Unidos, a Conjuração Mineira, a Revolução Francesa, a Revolução Industrial e o nascimento do abolicionismo na Inglaterra.

Laurentino Gomes explica que há uma importante mudança na geografia do primeiro para o segundo volume: "O livro anterior teve seu foco principal na África, pelo simples motivo de que, para estudar a escravidão, é preciso sempre começar pela África. Este volume tem como cenário o Brasil, que se tornaria no século XVIII o maior território escravista do hemisfério ocidental. No espaço de apenas cem anos, mais de dois milhões de homens e mulheres escravizados chegaram aos portos brasileiros. Todas as atividades do Brasil colonial dependiam do sangue e do sofrimento de negros cativos. Entre outros aspectos, procuro descrever a violência e as formas de trabalho no cativeiro, a família escrava, as irmandades e práticas religiosas, o papel das mulheres, as fugas, revoltas e formação de quilombos e outras formas de resistência contra o regime escravista".

Durante o século XVIII, a busca por ouro e pedras preciosas, acompanhada pelo uso cada vez mais intenso de escravidão, fez com que o território brasileiro praticamente dobrasse de tamanho. Começavam também ali alguns fenômenos que marcariam profundamente a face do escravismo brasileiro. A escravidão urbana, de serviços, diferente daquela observada nas antigas lavouras de cana-de-açúcar na região Nordeste, deu maior mobilidade aos cativos, acelerou os processos de alforria, ofereceu oportunidades às mulheres e gerou uma nova cultura em que hábitos de origem africana se misturaram a outros, de raiz europeia ou indígena. "São esses alguns dos ingredientes principais na construção da grande, bela e sofrida África que hoje temos no coração do Brasil", afirma Laurentino Gomes.

Com mais de 500 páginas e 31 capítulos ricamente ilustrados com imagens, mapas e tabelas, o segundo volume de "Escravidão" segue o estilo do livro anterior, caracterizado por um texto jornalístico fluido de leitura acessível, e reúne na forma de ensaios as observações e conclusões do autor ao longo de mais de seis anos de pesquisas. Nesse período, Laurentino Gomes debruçou-se sobre a vasta bibliografia já existente sobre o assunto e visitou centros de estudos, bibliotecas, museus e lugares históricos. O trabalho de reportagem incluiu viagens por doze países em três continentes.

Para este volume, entre outros locais, o autor esteve em quilombos nos estados da Paraíba, Alagoas, Minas Gerais e São Paulo; antigos engenhos de cana-de-açúcar da região Nordeste; terreiros de candomblé no Recôncavo Baiano; as cidades históricas do ciclo do ouro e diamante em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso; as fazendas dos barões do café no Vale do Paraíba; e o Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, maior entreposto de comércio de escravos no século XIX.


Sobre o autor
Paranaense de Maringá e sete vezes ganhador do Prêmio Jabuti de Literatura, Laurentino Gomes é autor dos livros "1808", sobre a fuga da corte portuguesa de dom João para o Rio de Janeiro (eleito Melhor Ensaio de 2008 pela Academia Brasileira de Letras); "1822", sobre a Independência do Brasil; e "1889", sobre a Proclamação da República, além de "O Caminho do Peregrino", em coautoria com Osmar Luduvico da Silva - todos publicados pela Globo Livros. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, com pós-graduação em Administração pela Universidade de São Paulo, é titular da cadeira de número dezoito da Academia Paranaense de Letras.

Ficha técnica
Livro:
 "Escravidão - Da Corrida do Ouro em Minas Gerais até a Chegada da Corte de Dom João ao Brasil - Volume II"
Autor: Laurentino Gomes
Páginas: 512
Formato: 16X23cm
Editora: Globo Livros
Link na Amazon: https://amzn.to/3xA25Xx

.: Amazon Studios lança em julho o filme "Jolt", com Kate Beckinsale


Longa-metragem também conta com Bobby Cannavale, Laverne Cox, Susan Sarandon e Stanley Tucci no elenco.

Amazon Prime Video anuncia que "Jolt", filme de ação e comédia do Amazon Studios estrelado por Kate Beckinsale, estreia no serviço em 23 de julho. O longa conta a história de uma mulher com uma condição rara que vai em busca do responsável por matar o único homem que não temeu sua verdadeira natureza.

Lindy (Beckinsale) é uma mulher bonita e sarcasticamente engraçada com um segredo doloroso: devido a um raro distúrbio neurológico ao longo da vida, ela tem impulsos assassinos esporádicos cheios de raiva que só podem ser interrompidos quando ela se choca com um eletrodo especial. Incapaz de encontrar amor e conexão em um mundo que teme sua condição bizarra, ela finalmente confia em um homem por tempo suficiente para se apaixonar, e o encontra morto no dia seguinte. 

Com o coração partido e enfurecido, ela embarca em uma missão cheia de vingança para encontrar o assassino, enquanto também é perseguida pela polícia como principal suspeita do crime. Além de Beckinsale, o filme também conta com Bobby Cannavale, Jai Courtney, Laverne Cox, David Bradley, Ori Pfeffer, Susan Sarandon e Stanley Tucci no elenco. "Jolt" é dirigido por Tanya Wexler, com roteiro de Scott Wascha.

Sobre o Amazon Prime Video
Amazon Prime Video oferece aos clientes uma diversificada coleção de filmes, séries e esportes, disponíveis para assistir em centenas de dispositivos compatíveis .


Sobre Amazon Prime
Mais de 200 milhões de membros em todo o mundo aproveitam muitos dos benefícios do Amazon Prime, um programa que combina compras e entretenimento. No Brasil, o Amazon Prime inclui frete grátis e rápido para todo país em milhares de produtos elegíveis, sem valor mínimo de compras, e também acesso a promoções exclusivas no site Amazon.com.br . Além disso, oferece filmes e séries de sucesso no Prime Video, mais de 2 milhões de músicas e podcasts no Prime Music, acesso a centenas de livros e revistas digitais no Prime Reading, e jogos gratuitos no Prime Gaming. Tudo em uma única assinatura por apenas R﹩ 9,90 ao mês, ou R﹩ 89 ao ano, podendo ser cancelado a qualquer momento. Novos clientes podem experimentar gratuitamente por 30 dias em https://www.amazon.com.br/prime


Sobre a Amazon
A Amazon orienta-se por quatro princípios: obsessão pelo cliente ao invés de foco na concorrência, paixão por invenções, compromisso com excelência operacional e visão de longo prazo. A Amazon se empenha para ser a empresa mais centrada no cliente do mundo, a melhor empregadora do mundo, e o lugar mais seguro para se trabalhar no mundo. Avaliações de consumidores, compra com 1-Clique, recomendações personalizadas, Prime, Fulfillment by Amazon (Logística da Amazon), Amazon Web Services (AWS), Kindle Direct Publishing, Kindle, Career Choice, Fire tablets, Fire TV, Amazon Echo, Alexa, tecnologia Just Walk Out, Amazon Studios e The Climate Pledge são algumas das ações pioneiras da Amazon. Para mais informações, acesse amazon.com/about e siga @AmazonNews.



.: "A Vida Solitária de Antonio Ligabue" estreia no Cinema Virtual dia 24


Premiado internacionalmente, filme chega à plataforma na próxima quinta-feira

O longa-metragem italiano "A Vida Solitária de Antonio Ligabue" ("Volevo Nascondermi aka Hidden Away") chega ao Cinema Virtual na próxima quinta-feira, dia 24 de junho. O filme acumula sete prêmios em festivais de cinema internacionais e é protagonizado por Elio Germano, vencedor do Urso de Prata no 70º Festival Internacional de Cinema de Berlim (2020). 

Bem recebida pela crítica internacional, a cinebiografia narra a história do pintor suíço com transtornos mentais que descobriu sua vocação para as artes e nunca desistiu dela. Antônio é expulso da Suíça para a Itália. Durante anos vive na pobreza do campo, mas nunca desiste da paixão pelo desenho. 

Essa é a história de Antonio Ligabue, um solitário e revolucionário artista da arte moderna. Direção: Giorgio Diritti. Roteiro: Giorgio Diritti, Fredo Valla, Tania Pedroni. Elenco: Elio Germano, Oliver Ewy, Leonardo Carrozzom.

Prêmios:

  • Festival Internacional de Cinema de Beaufort (2020): Melhor Direção (Sean Cisterna), Melhor Filme de Ficção
  • Devour! The Food Film Fest: Melhor Filme de Ficção
  • Festival Internacional de Cinema de Fort Lauderdale: Melhor Filme Estrangeiro, Career Achievement Award (Joe Pantoliano)
  • Ischia Global Film & Music Festival: Ischia Legend Award (Joe Pantoliano)
  • Italian Contemporary Film Festival: Melhor Filme
  • Naples International Film Festival: Impact Award (Joe Pantoliano)

Trailer de "A Vida Solitária de Antonio Ligabue"

domingo, 20 de junho de 2021

.: A controversa e polêmica história de "Euclides da Cunha: Uma Biografia"


O livro "Euclides da Cunha: Uma Biografia" escrito por Luís Cláudio Villafañe G. Santos e lançado pela editora Todavia, remonta a trajetória de Euclides da Cunha, recontada em todos os seus lances de realização e tragédia.

Euclides da Cunha viveu relativamente pouco: apenas 43 anos. Mas foram anos movimentados. Passou meses na Bahia, durante a última campanha do Exército contra Antônio Conselheiro, em meio ao fogo cruzado da Guerra de Canudos. Por mais de um ano, liderou uma expedição selva adentro na Amazônia, até as nascentes do rio Purus. 

Da Cunha ergueu fortificações militares e pontes civis. Conviveu com nomes importantes da política e da cultura na primeira década do século passado. Participou de uma conspiração para a derrubada de um presidente e defendeu outro de armas na mão. Escreveu um clássico da literatura brasileira. Tentou matar e acabou morto.

Mesmo com todas essas experiências, as discussões sobre Euclides da Cunha costumam se restringir à sua existência torturada, marcada pela trágica morte em troca de tiros com o amante da mulher, e à publicação de "Os Sertões". Mas é possível traçar um retrato mais amplo. Ele foi militar, engenheiro, jornalista, cientista, literato e cartógrafo. Viveu na capital do país em plena belle époque. Depois em uma São Paulo que começava a se tornar metrópole. Conheceu o interior dos estados do Rio, de São Paulo e de Minas, o sertão da Bahia e a Amazônia profunda. Posicionou-se como cientista e como artista. Foi um intelectual e um homem de ação.

A despeito da abundância de fontes, alguns episódios de sua vida continuam pouco conhecidos, como a sensacional expedição à Amazônia e a relativamente longa passagem pelo Itamaraty. Com riqueza de detalhes e documentação inédita, as circunstâncias da viagem de Euclides da Cunha pelo rio Purus e o período que passou trabalhando sob as ordens do barão do Rio Branco aparecem neste livro com frescor e vivacidade. 

Esta biografia traz ainda novas interpretações para eventos conhecidos, sublinhando contradições entre o discurso e os fatos, a autoimagem e a realidade. Mas nunca para diminuir o personagem, e sim para realçar sua profunda - e contraditória - humanidade.

 
Sobre o autor
Luís Cláudio Villafañe G. Santos nasceu no Rio de Janeiro, em 1960. Diplomata de carreira, é pós-graduado em ciência política pela Universidade de Nova York e doutor em história pela Universidade de Brasília. É autor de Juca Paranhos, o barão do Rio Branco, entre outros livros.

Ficha técnica
Páginas: 432 
Tiragem: 3000 exemplares
Editora: Todavia
Link na Amazon: https://amzn.to/3zGeKdy

.: "Amazon Sem Limites", de Brad Stone, desvenda os segredos do sucesso

 


O autor do best-seller "A Loja de Tudo" traça um panorama fiel do crescimento sem precedentes da Amazon e de seu bilionário fundador, Jeff Bezos
 

Quando pesquisava possibilidades de nomes para a empresa que estava prestes a lançar, em 1995, Jeff Bezos teve uma epifania ao chegar à palavra Amazon. “Ele não é apenas o maior rio do mundo”, disse aos colegas. “É muitas vezes maior que o segundo maior rio. Ele deixa todos os outros rios no chinelo”. Muita água já rolou dos longínquos anos 1990 até os dias de hoje. Há quase uma década, Brad Stone registrou pela primeira vez a ascensão da Amazon, o empreendimento pioneiro que transformou de forma silenciosa nosso modo de fazer compras pela internet. 

Desde então, a empresa tem passado por um crescimento exponencial, inventando produtos e apostando na disrupção. A assistente pessoal baseada em inteligência artificial Alexa e o serviço de armazenamento em nuvem Amazon Web Services (AWS) são demonstrações claras desta disposição.

Em "Amazon Sem Limites", disponível no Brasil pela Intrínseca, o experiente jornalista americano, que cobriu o Vale do Silício por mais de duas décadas, apresenta o retrato vívido e fascinante de como uma novata no varejo se tornou uma das entidades mais poderosas e temidas na economia global. Com acesso sem precedente a executivos, funcionários, integrantes de órgãos reguladores e críticos, Stone mostra como mudanças profundas na empresa durante os últimos dez anos levaram a inovações drásticas.

A narrativa não omite os erros que alimentaram uma percepção negativa do público a respeito das agressivas práticas de negócios da Amazon, do seu ambiente de trabalho e sua relação com funcionários e colaboradores, do seu impacto no meio ambiente e na sociedade e do frenesi digno de reality show na busca por uma segunda sede.        

Stone também investiga a evolução do próprio Bezos, um tecnólogo geek totalmente dedicado a seu empreendimento, que se transformaria em bilionário disciplinado, com ambições globais, comandando um império com mão de ferro, mesmo quando sua vida pessoal passou a ser escrutinada pelos tabloides.

O livro analisa o afastamento gradual de Bezos do dia a dia da companhia para focar em seus muitos outros interesses, bem no momento em que seu império se expande: um movimento que culminou no anúncio de sua importante transição de CEO para presidente executivo. Definitivo, oportuno e revelador, Amazon sem limites é o relato inédito sobre um homem e uma empresa sem os quais não poderíamos imaginar a vida moderna.


Sobre o autor
Brad Stone é editor executivo sênior de tecnologia global da Bloomberg News. É autor do best-seller "A Loja de Tudo", traduzido em mais de 35 idiomas, e de "As Upstarts". Como jornalista, cobriu o Vale do Silício por mais de duas décadas e hoje mora em São Francisco.

Ficha técnica
"Amazon Sem Limites"
Autor: Brad Stone
Tradução: Isabella Pacheco, Livia de Almeida e Regina Lyra
Páginas: 512
Editora: Intrínseca
Link na Amazon: https://amzn.to/3cWEHMe

.: “Colônia”, série original do Canal Brasil, estreia dia 25 de junho

Rodada em preto e branco, a produção, estrelada por Fernanda Marques, tem Andréia Horta Augusto Madeira, Naruna Costa, Bukassa Kabengele, Arlindo Lopes e Rejane Faria no elenco 


Estreia no Canal Brasil, em 25 de junho, às 21h30, a série original de ficção “Colônia”, de André Ristum. Na mesma data, todos os 10 episódios estarão disponíveis nos serviços de streaming Canais Globo e Globoplay e o primeiro episódio estará disponível para não assinantes por sete dias. “Colônia” é uma produção de Sombumbo e Tc Filmes, em coprodução com a Gullane, produzida por André Ristum e Rodrigo Castellar, e financiada através do Fundo Setorial do Audiovisual. Estrelada por Fernanda Marques, no papel da jovem Elisa, a série tem no elenco atores como Andréia Horta, Augusto Madeira, Naruna Costa, Bukassa Kabengele, Arlindo Lopes, Rejane Faria, além de participações especiais de Stephanie de Jongh, Rafaela Mandelli, Christian Malheiros, Eduardo Moscovis, Marat Descartes e Nicola Siri, entre tantos outros.

Criada por André Ristum, que também assina a direção e o roteiro – esse, junto com Marco Dutra e Rita Gloria Curvo –, a trama é livremente inspirada no livro “Holocausto Brasileiro”, de Daniela Arbex, e na história real de tantas pessoas que passaram pelo Hospício Colônia, em Minas Gerais, ao longo de seus quase 100 anos de existência. Pela primeira vez é recriado ficcionalmente um pedaço doloroso da história do Brasil, contando a trajetória de tanta gente que foi injustamente trancada no local, onde mais de 60 mil pessoas perderam a vida vítimas de maus tratos, eletrochoque, tortura e abandono. 

A produção conta a história de Elisa (Fernanda Marques), uma jovem de vinte anos que chega ao Hospício Colônia no começo dos anos setenta. Ela está grávida de quatro meses de sua grande paixão juvenil e foi enviada para o local pelo pai, Júlio (Henrique Schafer), que fica enfurecido ao descobrir que a filha arruinara seus projetos de casá-la com um rico vizinho de fazendas. Elisa logo se depara com a verdadeira loucura ali presente, mas rapidamente consegue descobrir que, assim como ela, muitas outras pessoas sem nenhum tipo de diagnostico de doença mental estão internadas: o alcoólatra Raimundo (Bukassa Kabengele), a prostituta Valeska (Andréia Horta), o homossexual Gilberto (Arlindo Lopes) e dona Wanda (Rejane Faria), todos para lá enviados por serem considerados incômodos para a sociedade. Elisa se aproxima destas pessoas e cria laços de amizade fundamentais para sobreviver, da maneira mais sã possível, a uma vida de abusos e violência diária. 

A série foi rodada toda em preto e branco, em locações entre Campinas e São Paulo. O hospício foi reconstituído em um edifício antigo no bairro do Ipiranga, na capital paulista. Sobre a escolha estética de gravar em P&B, André Ristum afirma: “Quando eu imaginava a série, eu não conseguia enxergar de outra forma que não em preto e branco. A vida dessas pessoas era tão sem cor, sem brilho, que, para mim, não fazia sentido rodá-la colorida”. 


Colônia (2021) (10X30’)

INÉDITO e EXCLUSIVO

Classificação: 16 anos

Criação e direção: André Ristum

Roteiro: André Ristum, Marco Dutra e Rita Gloria Curvo

Elenco: Fernanda Marques, Andréia Horta, Augusto Madeira, Naruna Costa, Bukassa Kabengele, Arlindo Lopes e Rejane Faria.

Estreia: sexta, dia 25/06, às 21h30.

Horário: sexta, às 21h30

Alternativos: madrugada de sábado/domingo, 1h55, e madrugada de segunda/terça, 0h55.


Contexto Histórico:

“Aquele carro parara na linha de resguardo, desde a véspera, tinha vindo com o expresso do Rio, e estava lá, no desvio de dentro, na esplanada da estação. Não era um vagão comum de passageiros, de primeira, só que mais vistoso, todo novo. A gente reparando, notava as diferenças. Assim repartido em dois, num dos cômodos as janelas sendo de grades, feito as de cadeia, para os presos. A gente sabia que, com pouco, ele ia rodar de volta, atrelado ao expresso daí de baixo, fazendo parte da composição. Ia servir para levar duas mulheres, para longe, para sempre. O trem do sertão passava às 12h45m. (...) Para onde ia, no levar as mulheres, era para um lugar chamado Barbacena, longe. Para o pobre, os lugares são mais longe.”

João Guimarães Rosa, Sorôco, sua mãe, sua filha (em Primeiras Estórias)


***

O Hospital Colônia de Barbacena, MG, foi fundado em 12 de outubro de 1903, cerca de quinze anos após a abolição da escravatura e da proclamação da República, e pouco após a criação da Assistência aos Alienados no estado em 1900. Foi construído em terras da Fazenda da Caveira, propriedade que diziam pertencer ao delator da Inconfidência Joaquim Silvério dos Reis. O município receberia o epíteto de “Cidade dos Loucos”. O trem que carregava os internos para lá foi apelidado de “Trem de Doido” pelo escritor Guimarães Rosa. Inicialmente construído com 200 leitos, o hospital atingiu a marca de cinco mil pacientes nos anos 60. Os pacientes eram mantidos em condições sub-humanas. Faltavam leitos, roupas, proteção contra o frio, água e comida. Havia outras formas de tortura, como o eletrochoque, utilizado sem finalidade terapêutica, e os banhos frios.

O hospital tornou-se destino de todo tipo de indesejável social da época, que demostra racismo e desigualdade: homens e mulheres negras, homossexuais, alcoólatras, prostitutas, jovens grávidas, vítimas de estupro, mulheres com senso de liderança e opositores políticos. Deste modo, a internação era de fato uma forma de exclusão.

As denúncias contra o Colônia surgiram nos anos 60. Em 1961, o fotógrafo Luiz Alfredo registrou pela primeira vez, para a revista “O Cruzeiro”, a grave situação de abuso dos direitos humanos que ocorria no hospício. Helvécio Ratton dirigiu o documentário “Em Nome da Razão” em 1979. Em 2013, a escritora e jornalista Daniela Arbex escreveu o premiado livro-reportagem “Holocausto Brasileiro”.

A série “Colônia”, que estreia dia 25 de junho de 2021, é um esforço ficcional inspirado pelos fatos reais. Os episódios buscam retratar a realidade de diversas personagens que representam os grupos sociais vítimas desta violência. Os registros históricos, ainda que lacunares, serviram como base para a criação da série. Trata-se de uma adaptação que busca um olhar crítico em relação à sociedade patriarcal e conservadora do país, que tinha como hábito livrar-se dos indesejados jogando-os nestes depósitos humanos. Através de Elisa, filha de fazendeiro, uma “estranha no ninho” enviada para internação pelo próprio pai, o público é convidado a conhecer alguns dos dramas humanos que se desenrolaram no Colônia, e também a projetar futuros possíveis – futuros pelos quais devemos lutar.


.: "A Vinícola dos Sonhos" estreia no Cinema Virtual nesta quinta


Premiado internacionalmente, filme chega à plataforma na próxima quinta-feira.

Estreia no Cinema Virtual o filme "A Vinícola dos Sonhos" ("From The Vine") na próxima quinta-feira, dia 24 de junho. O filme trouxe ao ator Joe Pantoliano o “Prêmio Reconhecimento de Carreira”, no Festival Internacional de Cinema de Beaufort. Dirigido por Sean Cisterna, a produção canadense traz a história de um homem que, ao passar por uma crise, viaja para sua cidade natal na Itália. Lá, ele encontra um novo propósito ao reavivar o antigo vinhedo de seu avô. 

Mark Gentile é um atarefado advogado que está passando por uma crise de meia idade. Ele resolve viajar para um pequeno vilarejo na Itália e visitar o vinhedo onde cresceu, mas o encontra em estado de total abandono. Mark tem a ideia de reformar a propriedade com a ajuda dos moradores do vilarejo e começar a produzir vinho novamente. Direção: Sean Cisterna. Roteiro: Kenneth Canio Cancellara, Willem Wennekers. Elenco: Joe Pantoliano, Paula Brancati, Marco Leonardi.


Prêmios:

  • Festival Internacional de Berlim (2020): Urso de Prata (Elio Germano)
  • Festival Internacional Capri Hollywood (2020): Melhor Ator (Elio Germano)
  • European Film Awards (2020): Melhor Fotografia (Matteo Cocco), Melhor Figurino (Ursula Patzak)
  • Globo de Ouro (Itália – 2020): Melhor Fotografia (Matteo Cocco) e Melhor Filme
  • Sindicato Italiano Nacional dos Jornalistas de Cinema: Silver Ribbon of the Year

Trailer de "A Vinícola dos Sonhos"


.: "O estupro fica no cérebro", diz a deputada Isa Penna no #Provoca


Apresentado por Marcelo Tas, programa vai ao ar nesta terça-feira, dia 22, a partir das 22h. Foto: Gelse Montesso

Nesta terça-feira, dia 22, no #Provoca, Marcelo Tas conversa com a deputada estadual Isa Penna (PSOL), a partir das 22h, na TV Cultura. Durante a entrevista, ela fala, entre outros assuntos, sobre violência sexual, o assédio que sofreu na Assembleia Legislativa de São Paulo, a disputa pelo poder na política e a possibilidade de Guilherme Boulos sair candidato ao Governo do Estado de São Paulo.

Isa comenta na edição sobre o livro Vagina, de Naomi Wolf, que trata sobre as consequências psicológica, química e física das violências sexuais. "O estupro fica no cérebro, o homem que assedia, que violenta mulheres de forma sexual, fica no cérebro. Tem uma frase da Naomi que fala que todas as mulheres que ela conversou e que sofreram recentes violências sexuais têm em comum a falta do brilho no olhar e eu, por meses, me senti assim", conta.

Sobre o episódio de assédio na Alesp, envolvendo o deputado Fernando Cury, Isa reforça no programa, e sempre que pode, que tem um anjo da guarda. "É um sem-teto, que é meu companheiro de militância, do movimento sem teto. Ele chegou em casa e falou: 'Isa pega lá o vídeo da Alesp porque eu estava assistindo e vi que dá para ver direitinho o que aconteceu'. Faço questão que as pessoas saibam que foi um trabalhador negro do movimento de moradia que chegou na minha casa, na hora H, que eu estava assim cara, como é que eu vou enfrentar essa situação sem provas?", explica.

A deputada fala também no #Provoca do momento que estamos vivendo no Brasil. E quando Tas indaga se ela é a favor de uma candidatura própria do PSOL ao governo de São Paulo, que o Lula parece não querer, ela diz: "A gente tem o nosso candidato, Guilherme Boulos, primeiro lugar nas pesquisas. Eu não posso falar pelo Guilherme, mas eu posso dizer, com certeza, que se ele topar, eu tive com ele esses dias e falei isso, a gente vai elegê-lo governador", conta.

Por fim, Isa desromantiza a luta política. "A política é a disputa de poder. E essa disputa se dá em diversas dimensões: de poder na sociedade, no Estado, no jornal, em diversos patamares. Por exemplo, vamos imaginar no PSOL, estou citando o meu partido para o pessoal não me xingar depois. A direção do PSOL é majoritariamente composta por homens brancos. Ninguém parou para pensar se é uma coincidência? Só que é assim, para uma mulher entrar, outra pessoa tem que sair e ninguém quer sair", afirma.

sábado, 19 de junho de 2021

.: "O Clube do Crime das Quintas-Feiras", de Richard Osman, fenômeno britânico


Maior fenômeno do mercado editorial britânico desde Harry Potter une mistério e humor em uma tram surpreendente

Fã de romances policiais, Richard Osman escreveu "O Clube do Crime das Quintas-feiras" em segredo. O famoso produtor e apresentador de TV temia nunca conseguir terminar o livro e não queria que o romance se tornasse apenas mais uma obra de celebridade. O resultado de tanta dedicação foi uma estreia avassaladora na literatura.

O romance conquistou a crítica e o público do Reino Unido, onde 1,5 milhão de exemplares foi vendido até o momento. E como reconhecimento da qualidade do trabalho, recentemente Osman recebeu o prêmio de autor do ano no British Book Awards.  O best-seller chega em junho às lojas brasileiras, depois de uma edição especial ter sido enviada em abril com exclusividade para os leitores do intrínsecos, clube de assinatura da Intrínseca.

A originalidade da história policial com pitadas de fina ironia criada por Osman chamou a atenção do mercado audiovisual. Nada menos que 14 estúdios disputaram a aquisição dos direitos para a adaptação cinematográfica do livro. A empresa de Steven Spielberg, Amblin Entertainment, venceu a concorrência e vai rodar o longa-metragem. A direção ficará a cargo de Ol Parker ("O Exótico Hotel Marigold" e "Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo"), a produção com Jennifer Todd ("Alice no País das Maravilhas") e a produção-executiva será do próprio Richard Osman.

Apontado pela revista People como “um romance de estreia hilário que mostra o lado bom de envelhecer”O Clube do Crime das Quintas-feiras tem como protagonistas quatro idosos que se reúnem todas as quintas em um retiro para aposentados no sudeste da Inglaterra para — segundo consta na agenda da sala de reunião — discutir ópera japonesa. Mas não é bem isso que acontece ali dentro. Elizabeth, Ibrahim, Joyce e Ron usam o horário para debater casos policiais antigos sem solução, confiantes de que podem levar justiça às vítimas e encontrar os responsáveis por algumas daquelas atrocidades do passado.

Com todos os integrantes acima dos 70 anos, o clube não é a equipe de detetives mais convencional em que se conseguiria pensar, mas com certeza está mais do que acostumada a fortes emoções. Afinal, Joyce foi enfermeira por décadas, Ibrahim ajudou pacientes psiquiátricos em situações dificílimas, Ron era um reconhecido líder sindical e digamos que assassinatos e redes de contatos sigilosas não são nenhuma novidade para Elizabeth.

O ponto de partida desse enredo policial ocorre quando um empreiteiro local com projetos bastante questionáveis na cidade aparece morto. A partir daí, o grupo tem a oportunidade de seguir as pistas de um caso atual. Apostando em seus semblantes inocentes e habilidades investigativas estranhamente eficazes — além de trocas de favores clandestinas com a polícia, que parece estar sempre um passo atrás de seus colegas amadores —, os quatro amigos embarcam em uma aventura na qual as mortes do presente se entrelaçam com antigos segredos. E saber demais pode trazer consequências perigosas.

Original, espirituoso e sem deixar de ser tragicômico na medida certa, O Clube do Crime das Quintas-feiras foi disputado por dez editoras britânicas. O best-seller inova ao apresentar uma história de mistério e assassinato com genuíno senso de humor. O homem que morreu duas vezes, segundo livro da série, traz mais uma vez os quatro cativantes personagens e está programado para setembro no Reino Unido. Ele será publicado simultaneamente no Brasil, pela Intrínseca.


O que disseram sobre o livro
 “Não é o desfecho da história que mantém o leitor envolvido, mas os personagens calorosos, os comentários perspicazes e emocionantes e a sagacidade da narrativa. Maravilhoso do início ao fim.” — Daily Mirror

“Quanto mais é revelado sobre as vidas e os amores de Joyce, Ibrahim, Ron e Elizabeth, mais se torna impossível não torcer por eles — e esperar encontrá-los de novo em breve.” — The Times

“A obra de estreia de Osman é inteligente, cativante e extremamente divertida.” — Wall Street Journal


Sobre o autor
Richard Osman é produtor e apresentador de televisão. Já trabalhou em diversos programas de TV britânicos e hoje tem o próprio game show na BBC. O Clube do Crime das Quintas-feiras é seu primeiro livro. 

Ficha técnica
Livro: "O Clube do Crime das Quintas-feiras"
Autor: Richard Osman
Tradução: Jaime Biaggio
Páginas: 400
Editora: Intrínseca
Link na Amazon: https://amzn.to/3cRb1A8

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