Embaixador Global de Reggaeton e 5 vezes vencedor do Grammy Latino, J Balvin será o próximo convidado da nossa Headstream, nova série interativa e ao vivo do TikTok que convida os fãs a entrar na mente de seus artistas favoritos no dia em que eles lançam novas músicas. Durante 30 minutos, às sextas-feiras, às 16h, a Headstream convida os artistas a apresentarem suas novas músicas, interagirem com os fãs no bate-papo ao vivo e conversarem com seu entrevistador mais duro até agora - eles mesmos. A edição da Headstream com J Balvin será na sexta-feira, 2 de julho, no perfil do artista @jbalvin, onde o astro colombiano compartilhará um trecho de seu novo single.
J Balvin é um fenômeno global, ostentando mais de 48 bilhões de streams em todas as plataformas, incluindo a VEVO, onde é o artista mais assistido em todo o mundo, e YouTube, Spotify, Deezer e Shazam, todas plataformas nas quais ele é o artista latino #1. Além da música, Balvin foi nomeado uma das 100 Pessoas Mais Influentes pela revista Time de 2020 e um dos 50 Mais Criativos da Colômbia pela Forbes. Ele é o único artista latino a colaborar com a marca Jordan e apenas o terceiro artista (e o único artista latino) a ganhar uma refeição com seu nome no menu do McDonald 's.
Mergulhe no mundo colorido de J Balvin com a série Headstream e confira a turnê este ano!
Sobre: O TikTok é o destino líder para vídeos curtos em dispositivos móveis. Nossa missão é inspirar criatividade e trazer alegria. O TikTok possui escritórios globais, incluindo Los Angeles, Nova York, Londres, Paris, São Paulo, Berlim, Dubai, Mumbai, Cingapura, Jacarta, Seul e Tóquio.
Para um cirurgião, cortar o corpo humano é uma arte. Músculo e carne são sua tela, o bisturi sua ferramenta. Ele estuda a composição dos órgãos — seu equilíbrio e forma —, a estrutura dos ossos e a delicada rede de vasos sanguíneos. Ele faz sua incisão, cortando, cortando sem hesitar.
Clive Barker é um cirurgião das palavras. Ele sabe como o corpo humano pulsa. Ele sabe como o sangue quente se expande por veias, artérias e músculos. Todos abraçados por uma fina membrana de pele. E então jorra...
Um nome marcado a sangue na memória de todos os leitores macabros que mergulharam nas imagens sombrias e viscerais criadas pela mente de um grande artista, Clive Barker é inigualável em sua criação. A Macabra Filmes, em parceria com a DarkSide® Books, avança mais um passo no sonho dos fãs de horror no Brasil: a antologia de Livros de Sangue chega em seu segundo volume com o tratamento ímpar que o mestre merece.
Clive Barker já tem um lar na DarkSide® Books. "Livros de Sangue", "Hellraiser", "Candyman" e "Evangelho de Sangue" são portais para os inimagináveis prazeres do horror que ele propõe. O primeiro volume da antologia Livros de Sangue arrebatou os fãs e apresentou um novo mundo a quem se rendeu a estes encantos pela primeira vez. Com um tratamento especial e tradução cuidadosa de Paulo Raviere, o livro traz ainda uma introdução assinada por Bruno Ribeiro, autor de Porco de Sangue, romance vencedor em sua categoria no Prêmio Machado DarkSide® de Literatura, Quadrinhos e Outras Narrativas de 2020.
Do esquisito ao grotesco, do fantástico ao drama, nada escapa de Clive Barker e do seu olhar aguçado para as miudezas humanas. Você está pronto para abrir este livro?
A Colheita Macabra na DarkSide® Books: A Macabra Filmes e a DarkSide® Books selaram um pacto eterno e inauguraram, no início de 2020, o selo Macabra para apresentar livros e quadrinhos transgressores ao público brasileiro. Casa de sucessos como o aclamado Grimório das Bruxas, de Ronald Hutton, o clássico perturbador "A Garota da Casa ao Lado", de Jack Ketchum, e o surpreendente "Medicina Macabra", de Thomas Morris, a Macabra agora apresenta o segundo volume do desejado "Livros de Sangue", de Clive Barker, e o terceiro volume da série de quadrinhos de terror "Condado Maldito". A fazenda segue viva e cultivando o horror em todas as suas formas.
SOBRE O AUTOR+: Clive Barker é um artista de inúmeras capacidades e talentos indomáveis. O escritor, cineasta, roteirista, ator, produtor de cinema, artista plástico e dramaturgo, nascido em 1952 em Liverpool, gosta de viver de sua imaginação e é uma joia rara no horror. Clive Barker se tornou mundialmente conhecido na década de 1980, com sua coletânea de histórias curtas e impactantes, Livros de Sangue. A antologia macabra e brutal o estabeleceu como um escritor consagrado do gênero. Seus personagens saíram das linhas perturbadoras de seus contos para protagonizar histórias em quadrinhos e jogos de computador, além de filmes agora clássicos como "Hellraiser", "A Lenda Candyman" e "O Último Trem". Parte fundamental de seu trabalho, as pinturas e ilustrações de Barker transmitem sua energia, poder e caos, e já foram exibidas em galerias de arte, nas capas e no interior de seus próprios livros. O mestre do horror visceral tem uma escrita peculiar, provocante, muitas vezes poética, mesmo (e principalmente) quando ele nos apresenta vivissecções, torturas e desmembramentos. Sua vasta produção é fonte de pesquisa para autores, dramaturgos, cineastas, músicos e artistas plásticos que se dispõem a mergulhar nas águas escurecidas e sangrentas do horror. Saiba mais em clivebarker.info.
Pássaros seguiam em disparada no alto do céu azul e limpo, como que partindo numa fuga coordenada, logo abaixo, na Agência Winsherburg, algo diante de Sam e Lola, de certa forma, materializou-se.
Sam desmaiada ao chão, fez com que Lola se desesperasse ainda mais. Sabia que estava sozinha para proteger as duas. Contudo, o medo a forçou permanecer na pose de incrédula. Então, com a mesma agilidade que vieram, o som ensurdecedor e o clarão na sala, deram espaço ao silêncio e a luz natural dali.
Afinal, o que fora aquilo?
* * *
Ellen, mesmo sendo de manhãzinha, já tinha perdido o celular dentro de casa. Lembrou que antes de preparar a mesa para o café-da-manhã, tinha estado na sala, para pegar um papel em branco e montar a próxima lista de compras. Precisava urgentemente de manteiga.
Determinada, como se estivesse certa de onde havia deixado o celular, saiu da cozinha e foi até a sala. Seguiu firme, agarrou uma banda das cortinas cor creme, na grande janela do ambiente, empurrou um lado e depois o outro para os cantos, a fim de clarear todo o espaço.
E se fez a luz!, pensou Ellen enquanto dava meia volta para iniciar a caçada.
Tal qual o Visão, passou os olhos em tudo o que estava ali –exatamente do jeito que ela havia deixado. Focou em duas poltronas e duas namoradeiras, impecavelmente arrumadas, cobertas por mantinhas finas, com franjas e almofadas combinando, também cheias de detalhes. E ali, na namoradeira perto da televisão, entre uma almofada e outra, foi para onde o celular havia escorregado, deixando de fora, somente uma pontinha da carteira protetora de um rosa gritante que Ellen usava no aparelho.
- Temos que maneirar aí na manteiga, hein!, gritou Ellen ali da sala, enquanto se deu conta de que não tinha anotado no papel das compras a palavra “manteiga”, embora já tivesse escrito “barras de chocolate”, “marrom glacê” e “leite condensado”. Itens que não estavam perto de acabar, mas que para ela, não poderiam faltar de modo algum.
De que adiantou dar o alerta somente para Mary?, concluiu. Afinal, Benjamin, Lolita e Samantha já tinham saído para trabalhar.
Ao retornar para a cozinha comemorando o achado, erguendo o celular como que se fosse um troféu, fazendo Mary se apressar, Ellen percebeu que a filha conversava alegremente.
- Com quem você está falando, Mary?, perguntou a mãe estranhando tanta alegria logo cedo.
Mary que já lavava a louça do café, virou-se pálida, com os olhos arregalados e antes de falar, engoliu em seco até gaguejar:
- Com a senhora! Estava aqui bem atrás de mim, agorinha!
- Claro que não, menina! Acabei de voltar da sala, rebateu Ellen. E continuou:
- Sabe o que é isso, mocinha? Eu sei. É resultado de mais uma noite mal dormida. Eu vi a claridade por debaixo da sua porta e sei que era algum filme de terror! Era uma gritaria desesperada e aquelas musiquinhas esquisitas...
Mary engoliu em seco e acabou revelando.
- Estava assistindo “Colheita Maldita” na live da galera da escola, mãe! Ai, a senhora não deixa nada passar batido.
- Claro, minha filha! Eu já tive a sua idade... Ou acha que eu nasci adulta, casada e mãe de três?! Mas se isso der problema no seu rendimento escolar, vou ter que contar para o seu pai.
* * *
Mãe e filha seguiram no carro da família para a escola, sem comentar a respeito do que havia acontecido na cozinha, minutos antes. Ellen, gostava de repassar o conteúdo de Língua Portuguesa com a filha, durante o trajeto. Geralmente, as duas se divertiam, mas também se estranhavam, tal qual mãe e filha.
Mary amava escrever e dizia querer ser professora, mas Ellen logo falava que era melhor estudar jornalismo, pois tinha a oportunidade de trabalhar com as irmãs, na Agência Winsherburg.
- Nananinanão! Ser professor é só desrespeito de todos os lados. É lindo em filmes, filha! Já viu o filme “Entre Os Muros da Escola”? Super recomendo! Olha, independentemente de ser escola particular ou pública. Não! Todas são pesadelos. Ou por alunos sem educação ou pela diretoria que só cobra e pouquíssimo oferece, incluindo um pagamento até abaixo do piso. Olha eu aqui, não vivo ouvindo gracinhas abusivas da diretora Nana? Ela me faz pensar que ser professora em escola pública é um sonho. Aliás, não vejo a hora de sair dali. Só estou esperando você se formar!
- Eu sei! Eu sei, mãe!, falou Ellen bem baixinho.
- Você gosta de escrever! Melhor pesquisar mais sobre jornalismo. Fale com a Lolita e a Samantha!
- Boa! Mãe, hoje eu posso ficar com elas, na agência? Deixa?!
* * *
Lola continuou estática enquanto Sam despertava totalmente confusa... Foi quando ambas trocaram um olhar que parecia infinito.
- Lola, o que aconteceu?
Lolita apenas balbuciou palavras embaralhadas e sem sentido.
Após dar uma golada na garrafinha de Fanta Laranja, Lola sentenciou:
- Mana, veio um vento forte acompanhado de um clarão e um zunido enlouquecedor! Tu teve a sorte de apagar, mas eu vi. Era uma figura indecifrável!
*Mary Ellen Farias dos Santos é criadora e editora do portal cultural Resenhando.com. É formada em Comunicação Social - Jornalismo, pós-graduada em Literatura, licenciada em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos e formada em Pedagogia pela Universidade Cruzeiro do Sul. Twitter: @maryellenfsm
Filmes chegam à plataforma na próxima quinta-feira. Cena de“Elyse – A Coragem Vem do Coração”
Elyse – A Coragem Vem do Coração
Dois novos filmes chegam ao Cinema Virtual na próxima quinta-feira, 1º de julho. “Elyse – A Coragem Vem do Coração” é um longa americano dirigido por Stella Hopkins e estrelado por Anthony Hopkins, Lisa Pepper, Aaron Tucker, entre outros. Entrelaçando memórias e alucinações para expor uma história de trauma e revelar a verdade, o filme discute a questão da saúde mental e o impacto causado nas pessoas próximas quando a situação sai do controle.
Já "Máfia S/A" é inspirado no livro homônimo dos jornalistas canadenses André Cédilot e André Noël. Finalista nas categorias Melhor Filme e Prêmio de Público no Le Gala de Quebec (2020), o filme narra o rompimento e o conflito entre as famílias Gamache e Paternó, que conviveram amigavelmente durante gerações. Confira os trailers, cartazes e sinopses:
Elyse – A Coragem Vem do Coração (Elyse) | Drama |Estados Unidos
Sinopse: Durante um surto psicótico repentino, Elyse (Lisa Pepper) acidentalmente causa a morte de seu filho pequeno e de sua babá. Em estado catatônico, ela perde a noção do que é real, memória ou alucinação, e acaba internada em um hospital psiquiátrico, onde é tratada pelo doutor Lewis (Anthony Hopkins). Assombrada pelas lembranças do ato trágico que cometeu, Elyse se apoia na ajuda do médico e de seu atencioso enfermeiro para começar a superar o trauma.
Direção: Stella Hopkins
Elenco: Aaron Tucker (Um Sonho Dentro de Um Sonho), Anthony Apel (Westworld), Anthony Hopkins (Meu Pai), Connor Garelick (Sem Saída), Danny Jacobs (Crescendo e Outras Mentiras), Lisa Pepper (Jogos de Interesses) e Tara Arroyave (Presságios de um Crime)
Sinopse: Em Montreal, na década de 1990, a família siciliana Paternò governa o violento submundo do narcotráfico canadense com mão de ferro. O patriarca, Don Frank, busca consolidar sua riqueza investindo na construção de uma ponte na Itália, e convoca Vince Gamache, filho de seu antigo alfaiate Henri, para ajudar a extorquir os investidores. Subindo rapidamente na hierarquia da máfia, Vince logo vira inimigo do filho ciumento de Don Paternò, Giaco, resultando em uma guerra sangrenta entre as duas famílias.
Direção: Daniel Grou
Elenco: Sergio Castellitto (As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian), Gilbert Sicotte (O Vendedor), Marc-André Grondin (Os Brutamontes), Donny Falsetti (No Topo do Mundo), Mylène Mackay (Endorfina), Michael Ricci (UFC 158: St-Pierre vs. Diaz)
Para assistir, o público pode acessar a plataforma pelo NOW ou escolher a sala de exibição preferida em cinemavirtual.com.br e realizar a compra do ingresso. O filme fica disponível durante 72 horas para até três dispositivos.
Outros treze filmes já estão disponíveis no Cinema Virtual: A Vida Solitária de Antonio Ligabue, A Vinícola dos Sonhos, Uma Relação Delicada, No Fundo do Poço, Preparativos para Ficarmos Juntos por Tempo Indefinido, Homens Não Choram, Harmonia Silenciosa, Os Esquecidos, Haifa Street - Corações em Guerra, Clara, Lucky - Uma Mulher de Sorte, Doce Obsessão, Uma Mulher Inesquecível.
Rodado no primeiro semestre de 2019, o longa-metragem independente "O Segredo de Sara" conta a história de cinco jovens que invadem uma casa para gravar um filme, sob as ordens da misteriosa Sara (Giselle Batista). Giulia Costa, que está prestes a terminar a faculdade de cinema e que também deseja seguir carreira atrás das câmeras, dessa vez também participou do projeto como atriz. Giulia interpreta Tina, a líder do grupo, numa trama que se aproxima do terror. O elenco também conta com Tonico Pereira, Francisco Vitti, Fernanda Schneider e Eduardo Thomaz, entre outros nomes. O roteiro é de José Frazão, que também assina a direção ao lado de Thiago Greco.
O "Segredo de Sara" está disponível nas plataformas NOW, Looke e Vivo Play.
A atriz e bailarina Larissa Cavalante integra o elenco da nova montagem do musical “A Megera Domada” com direção geral de Fernanda Chamma
Larissa Cavalante dará vida a personagem Gaby, a fitness. O musical é mais uma realização do Estúdio Broadway e conta a participação de jovens talentos do teatro musical nacional, a adaptação do clássico de William Shakespeare e está em cartaz no Teatro Cassiano Gabus Mendes, em São Paulo.
Seguindo todos os protocolos de segurança exigidos pela OMS, o texto de Leonardo Robbi se passa numa escola com momentos de romance e comicidade, onde Catarina, com sua forte personalidade, assusta os garotos que a evitam por considerá-la muito durona, uma verdadeira megera. Com a chegada de Petrúquio, um jovem estudante que acabou de se mudar para a cidade, tudo pode acontecer…
Com idealização de Cininha de Paula e Fernanda Chamma, direção geral de Fernanda Chamma, encenação de Daniela Stirbulov, direção musical de Willian Sancar e coreografias de Thiago Garça, A Megera Domada - O Musical é uma forma de mostrar ao grande público que Shakespeare pode ser atual, moderno, e musical, proporcionando um programa cultural e divertido para toda família.
Sinopse: Catarina é uma garota bonita que possui uma personalidade forte. Já Bianca, sua irmã, é o oposto, meiga e sensível ela é a garota mais desejada da escola. O pai das meninas, já viúvo, orientou Batista, o irmão mais velho, a não permitir que Bianca tivesse um encontro amoroso antes de Catarina. Com a chegada de Petrúquio, um garoto do interior que acabou de chegar na cidade, ele aceita o desafio de conquistar a megera. Será que ela é tão indomável assim?
Sobre a atriz: Larissa Cavalante é bailarina, atriz e cantora. Estuda ballet desde 2 anos de idade e está em formação na Royal Academy of Dance, através do Núcleo Arte e Saúde. Já fez parte de espetáculos de ballet, "Família Adams", pelo TeenBroadway, e integrou o elenco de "Matilda in Concert" e "Christmas Show", dirigidos por Fernanda Chamma.
"O Projeto Decamerão" é uma coletânea de contos originais encomendados pelo jornal The New York Times e publicados online durante o período de isolamento mundial. Conforme o coronavírus avançava pelo mundo, vinte e nove autores, incluindo grande nomes como Margaret Atwood, Tommy Orange, Mia Couto, Julian Fuks, Colm Tóibín e o vencedor do National Book Award 2020 Charles Yu, entre outros, escreveram sobre nova realidade que nos foi imposta, cada um deles analisando a pandemia por um prisma.
Se em 1353, Giovanni Boccaccio escreveu"O Decamerão", composto por cem histórias contadas por um grupo de jovens que saem de Florença para quarentenar em seus arredores enquanto aguardavam o fim da peste bubônica, doença que matou mais de 25 milhões de pessoas, em março de 2020, os editores do jornal The New York Times criaram "O Projeto Decamerão", uma antologia com um objetivo simples e determinado: reunir uma coletânea de histórias escritas enquanto a pandemia da covid-19 atingia os quatro continentes.
Um trabalho que será lembrado como uma homenagem histórica a um tempo e lugar diferente de qualquer outro em nossas vidas, e oferecerá perspectiva e consolo ao leitor até que o covid-19 seja, felizmente, apenas uma memória.
O empresário gaúcho Gustavo Miotti é um viajante nato, e também um idealista. Percorreu mais de 70 países a trabalho, estudo ou passeio. Já viveu na Itália, Reino Unido, estudou na China e Índia. Há cinco anos, mora nos Estados Unidos, onde pesquisa atitudes relativas à globalização em seu doutorado no Rollins College.
Agora, o cientista econômico reúne essas vivências sobre diferentes culturas e modelos socioeconômicos em um livro. "Crônicas de Uma Pandemia" apresenta as reflexões e percepções intimistas sobre países com regimes ditatoriais e democráticos. Informação, história e descontração se misturam.
Conexões imperceptíveis a olhares menos sensíveis são afloradas na visão intimista de Gustavo Miottiem "Crônicas de Uma Pandemia - Reflexões de Um Idealista". Viajante nato, o autor uniu experiências pelo mundo a reflexões sobre a condição humana nos dois principais sistemas socioeconômicos. Destinos complexos como Coreia do Norte, Etiópia e Cuba são abordados na primeira parte da obra. Em “Sob a Sombra do Comunismo”, Gustavo compartilha histórias, descobertas e a impressão de um brasileiro acerca das imposições da doutrina econômica no cotidiano de homens e mulheres. Pequenos detalhes ascendem observações analíticas sobre temas que vão da política à ciência.
O autor também narrou uma viagem à antiga Tchecoslováquia, pois “queria conhecer a vida do outro lado do muro e como estavam se adaptando à democracia”. O país, que em 1992 fazia transição entre o comunismo e o capitalismo, chamava a atenção do então jovem viajante por conta da beleza da cidade de Praga e de um personagem em especial: o presidente Vaclav Havel.
Ele assumiu a presidência logo após a queda do regime comunista e conduziu o processo de separação amigável do país entre tchecos e eslovacos de forma brilhante. Em apenas seis meses, os tchecos e os eslovacos voltaram a ter países independentes, sem uma gota de sangue, algo raro na europa oriental da época.
Após discorrer sobre a experiência coreana, o autor atravessa o oceano para dissecar os Estados Unidos. Intitulada “A Fragilidade da Democracia”, a segunda parte do livro mergulha naquele que talvez seja o principal paradoxo da mais antiga democracia do mundo: a luta pela igualdade racial. Da escravidão à guerra civil, as crônicas adentram no período pandêmico para revelar as investidas da Casa Branca em tentar abrandar as estatísticas desoladoras no país, onde o autor vive há cinco anos.
Quem se interessa por política, cultura e relações internacionais encontra em "Crônicas de Uma Pandemia - Reflexões de Um Idealista" um panorama sociocultural contemporâneo na perspectiva de um brasileiro que percorreu mais de 70 países. Além do Brasil e EUA, Gustavo Miotti morou também na Itália, Reino Unido e estudou na China e na Índia. Empresário e cientista econômico, atualmente pesquisa atitudes relativas à globalização em seu doutorado.
Aos 19 anos, cozinheiros tentam nova chance no talent show mais famoso e disputado do país. Daphne e Eduardo voltam ao MasterChef após seis anos. Fotos: Divulgação/Band
O "MasterChef Brasil" retoma o formato original na oitava edição com cozinheiros amadores, que estreia dia 6 de julho, às 22h30, na tela da Band. Além da chegada de Helena Rizzo, chef brasileira mais premiada no mundo, o talent show trará outras grandes novidades. Uma delas é a volta de Daphne e Eduardo, hoje com 19 anos, ex-participantes do "MasterChef Júnior", exibido em 2015. Seis anos após estrearem na cozinha mais disputada do país, eles retornam à competição para mostrar toda a evolução na gastronomia depois de atingirem a maioridade.
A participação de Daphne na temporada Júnior foi marcada pela vitória na prova de empanadas. Na época, a receita da adolescente de 13 anos acabou entrando no cardápio do La Guapa, da chef Paola Carosella. Nascida em São Paulo, ela mora atualmente na Praia Grande, litoral de São Paulo, é skatista profissional e pratica surfe, mas continua se aperfeiçoando diante do fogão. Entre suas maiores inspirações está o chefGrégoire Berger, que atua em Dubai.
Já Eduardo ficou em quarto lugar e prometeu voltar para ganhar o título. Mais maduro, ele acredita que conseguirá lidar melhor com as questões emocionais e com o espírito de competividade. Nascido e criado em São Paulo, o cozinheiro estuda Administração de Empresas na Fundação Getúlio Vargas e quer usar o curso para potencializar sua gastronomia, criando negócios a partir disso e aprendendo questões de gerenciamento para não falir. Ao longo dos últimos seis anos, aprimorou as técnicas, enxergou o que havia feito errado e aprendeu a fazer o básico bem-feito.
O "MasterChef Brasil" é um formato da Endemol Shine Group. O programa é uma produçãoEndemol Shine Brasil para a Bande para o Discovery Home & Health. O talent show estreia dia 6 de julho, às 22h30, na tela da Band, com transmissão simultânea no Portal da Band e no aplicativo BandPlay. A partir de 9 de julho, a atração também será exibida toda sexta-feira, às 19h40, no canal Discovery Home & Health.
Em homenagem aos cem anos da morte de João do Rio, site organizado pela jornalista Cristiane d'Avila disponibiliza, em acesso livre, textos inéditos do repórter e cronista. São arquivos digitais da coluna Bilhete do jornal A Pátria, fundado por ele meses antes de sua súbita morte, em 23 de junho de 1921. As 52 colunas estão transcritas, organizadas por data de publicação e podem ser consultadas por ano, mês e palavras-chave. Você pode conferir os textos no site: https://www.bilhetesdejoaodorio.com.br.
João do Rio, pseudônimo de João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto (Rio de Janeiro, 5 de agosto de 1881 - 23 de junho de 1921) foi um jornalista, cronista, tradutor e teatrólogo brasileiro. Considerado um pioneiro da crônica-reportagem, ele era membro da Academia Brasileira de Letras.
Filho de Alfredo Coelho Barreto, professor de matemática e positivista, e da dona de casa Florência dos Santos Barreto, Paulo Barreto nasceu na rua do Hospício, 284 (atual rua Buenos Aires, no Centro do Rio de Janeiro). Estudou Português no Colégio São Bento, onde começou a exercer seus dotes literários, e aos 15 anos prestou concurso de admissão ao Ginásio Nacional (hoje, Colégio Pedro II).
Em 1º de junho de 1899, com 17 anos incompletos, teve seu primeiro texto publicado em O Tribunal, jornal de Alcindo Guanabara. Assinado com seu próprio nome, era uma crítica intitulada Lucília Simões sobre a peça "Casa de Bonecas" de Ibsen, então em cartaz no teatro Santana (atual Teatro Carlos Gomes).
Prolífico escritor, entre 1900 e 1903 colaborou sob diversos pseudônimos com vários órgãos da imprensa carioca, como O Paiz, O Dia, Correio Mercantil, O Tagarela e O Coió. Em 1903 foi indicado por Nilo Peçanha para a Gazeta de Notícias, onde permaneceu até 1913. Foi neste jornal que, em 26 de novembro de 1903, nasceu João do Rio, seu pseudônimo mais famoso, assinando o artigo "O Brasil Lê", uma enquete sobre as preferências literárias do leitor carioca. E, como indica Gomes (1996, p. 84), "daí por diante, o nome que fixa a identidade literária engole Paulo Barreto. Sob essa máscara publicará todos os seus livros e é como granjeia fama. Junto ao nome o nome da cidade".
E é como João do Rio que assina o texto do magnífico álbum sobre o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, lançado pela Photo Musso em 1913. Ali divergiu de seu amigo e colega teatrólogo Arthur Azevedo, ao elogiar o pano de boca do Theatro, pintado por Eliseu Visconti, obra cuja concepção havia sido ferozmente atacada por Arthur Azevedo antes de sua morte, em 1908.
Paulo Barreto, jornalista Segundo seus biógrafos, ao profissionalizar-se, Paulo Barreto representou o surgimento de um novo tipo de jornalista na imprensa brasileira do início do século XX. Até então, o exercício do jornalismo e da literatura por intelectuais era encarado como "bico", uma atividade menor para pessoas que possuíam muitas horas vagas à disposição (como funcionários públicos, por exemplo). Paulo Barreto move a criação literária para o segundo plano e passa a viver disso, empregando seus pseudônimos (mais de onze) para atrair diversos públicos e leitores. Foi diretor da revista Atlantida (1915-1920) e colaborou na revista Serões (1901-1911).
As Religiões no Rio Entre 22 de fevereiro e abril de 1904, realizou uma série de reportagens intituladas "As Religiões no Rio", que além de seu caráter de "jornalismo investigativo", constituem-se em importantes análises de cunho antropológico e sociológico, cedo reconhecidas como tal, particularmente no tocante as quatro matérias pioneiras sobre os cultos africanos na Pequena África, que antecedem em mais de um quarto de século as publicações de Nina Rodrigues sobre o tema (além de que, a obra de Rodrigues ficou praticamente restrita aos círculos acadêmicos baianos).
Estudiosos apontaram semelhanças entre "As Religiões do Rio" e o livro "Les Petites Réligions de Paris" (1898), do francês Jules Bois. Todavia, a semelhança parece estar muito mais na ideia geral (uma investigação sobre as manifestações religiosas minoritárias numa grande cidade) do que no plano da realização formal.
A série de reportagens despertou tamanha curiosidade que Paulo Barreto a publicou em livro, tendo vendido mais de oito mil exemplares em seis anos. A proeza é ainda mais impressionante levando-se em conta o restrito público leitor da época, num país com elevadas taxas de analfabetismo.
Alguns biógrafos criticam o cronista pelo fato de que, ao perceber o filão representado pela publicação de coletâneas (algo que se tornaria comum na segunda metade do século XX), Paulo Barreto tenha descoberto uma "fórmula" para inflacionar a própria bibliografia. Todavia, uma análise das coletâneas publicadas ao tempo de sua curta vida repele tal afirmação. Primeiro, ele fazia uma seleção dos textos que iriam ser publicados; e, segundo, os textos selecionados possuíam unidade entre si, concordante com o título geral da obra e previamente justificados por um parágrafo introdutório.
Paulo Barreto, imortal Eleito para a Academia Brasileira de Letras em sua terceira tentativa, em 1910, Paulo Barreto foi o primeiro a tomar posse usando o hoje famoso "fardão dos imortais". Anos depois, com a eleição de seu desafeto, o poeta Humberto de Campos, ele se afastou da instituição. Conta-se que, quando informada de sua morte, a mãe avisou expressamente que o velório não poderia ser feito lá, pois o filho não aprovaria a ideia.
Paulo Barreto, homossexual A orientação sexual de Paulo Barreto desde cedo constituiu-se em motivo de suspeita (e posteriormente, de troça) entre seus contemporâneos. Solteiro, sem namorada ou amante conhecidas, muitos de seus textos deixam transparecer uma inclinação homoerótica bastante explícita. As suspeitas praticamente se confirmaram quando ele se arvorou em divulgador na terra brasileira, da obra do "maldito" Oscar Wilde, de quem traduziu várias obras.
Figura ímpar, que se vestia e se comportava como um "dândi de salão" (Rodrigues, 1996, p. 239), Paulo Barreto jamais ousou desafiar os estereótipos com os quais a sociedade rotula os homossexuais. Todavia, ao se propôr a defender novas ideias nos campos político e social, sua figura "volumosa, beiçuda, muito moreno, lisa de pelo" (como registrou Gilberto Amado) tornou-se um alvo perfeito para toda sorte de ataques, dentre os quais se destaca Humberto de Campos.
É nesse contexto que se insere seu suposto "flirt" com Isadora Duncan, que se apresentou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 1916. Duncan e Barreto já haviam se conhecido anteriormente, em Portugal, mas foi somente durante a temporada no Rio que se tornaram íntimos. O grau dessa intimidade é um mistério. Especula-se que tudo poderia não ter passado de uma "jogada de marketing" para atrair a atenção da imprensa, embora outras fontes citem um suposto diálogo em que a bailarina teria interpelado Barreto sobre sua pederastia, ao que ele teria respondido: "Je suis très corrompu" ("Sou muito corrompido").
Paulo Barreto, paladino Em 1920, Paulo Barreto fundou o jornal A Pátria (chamado ironicamente de A Mátria por seus detratores), no qual buscou defender os interesses dos "poveiros", pescadores lusos oriundos em sua maioria de Póvoa de Varzim, e que abasteciam de pescado a cidade do Rio de Janeiro. Ameaçados por uma lei de nacionalização do governo brasileiro, que exigia que a pesca fosse exercida apenas por nacionais, e os obrigava a naturalizar-se para poder continuar na profissão, os "poveiros" entraram em greve.
A atividade de Barreto em prol da colônia portuguesa granjeou-lhe grande quantidade de inimigos, um sem-número de ofensas morais ("manta de banha com dois olhos" foi uma das mais leves) e até mesmo um covarde episódio de agressão física, quando, surpreendido enquanto almoçava sozinho num restaurante, foi surrado por um grupo de nacionalistas.
A morte de João do Rio Obeso, Paulo Barreto sentiu-se mal durante todo o dia 23 de junho de 1921. Ao pegar um táxi, o mal-estar aumentou e ele pediu ao motorista que parasse e lhe trouxesse um copo d'água. Antes que o socorro chegasse, no entanto, ele faleceu, vítima de um enfarte do miocárdio fulminante.
A notícia de que João do Rio havia morrido espalhou-se por toda a cidade rapidamente. Estima-se que cerca de 100 mil pessoas tenham comparecido para o último adeus ao escritor que certa feita, sob o pseudônimo de Godofredo de Alencar, havia registrado sua opção preferencial pela diversidade: "Nas sociedades organizadas interessam apenas: a gente de cima e a canalha. Porque são imprevistos e se parecem pela coragem dos recursos e a ausência de escrúpulos." (Gomes, 1996, p. 29).
Homenagens póstumas Os restos de João do Rioencontram-se sepultados em uma magnífica tumba de mármore italiano e bronze, erguida por ordem de sua mãe, no Cemitério de São João Batista, no bairro de Botafogo. Também por ordem de sua mãe, a biblioteca de João do Rio foi doada ao Real Gabinete Português de Leitura, onde ainda hoje pode ser vista uma placa comemorativa do ato. O túmulo deJoão do Rio é considerado um dos mais belos trabalhos de arte funerária no Rio de Janeiro e atrai muitos visitantes.
O nome Paulo Barreto batiza uma rua inexpressiva no mesmo bairro de Botafogo. Como apontou Graciliano Ramos, "a homenagem que lhe tributaram é modesta: ofereceram-lhe uma rua curta" (Gomes, 1996, p. 11). A Póvoa de Varzim, em Portugal, também deu o seu nome a uma pequena rua mesmo no centro da cidade, junto à Câmara Municipal. Em Lisboa, Portugal, o seu nome foi dado a uma praça onde se encontra um pequeno monumento em sua honra contendo as suas seguintes palavras: "Nada me devem os portugueses por amar e defender portugueses, porque assim amo, venero e quero duas vezes a minha pátria". João do Rio é patrono da cadeira número 34 da Academia Irajaense de Letras e Artes (AILA) ocupada pelo escritor e poeta acadêmico Agostinho Rodrigues, fundador da entidade, em 1993.