domingo, 11 de julho de 2021

.: Halsey revela capa do álbum “If I Can't Have Love, I Want Power”


A arte da capa foi apresentada no Metropolitan Museum of Art. Produzido por Trent Reznor e Atticus Ross, o álbum está programado para ser lançado no dia 27 de agosto.

No dia 27 de agosto, Halsey apresenta o álbum “If I Can't Have Love, I Want Power” via Capitol Records. Ela revelou a arte da capa do álbum no Metropolitan Museum of Art, em Nova York. 

Halsey escreveu todas as canções de “If I Can't Have Love, I Want Power” e gravou o álbum que define sua carreira, com Trent Reznor e Atticus Ross, conhecidos por seu trabalho com o Nine Inch Nails e como compositores para cinema/televisão e vencedores do Oscar®, do Globo de Ouro® e do Grammy®.

Até o momento, Halsey ultrapassou em sua carreira 60 milhões de unidades certificadas pela RIAA em álbuns, singles e participações como convidada. Em todo o mundo, ela vendeu mais de 150 milhões de singles ajustados. “If I Can’t Have Love, I Want Power” vem na sequência do álbum “Manic”, que estreou em Nº 1 na parada Top Current Albums da Billboard. Foi o primeiro álbum de 2020 a ser certificado Platina nos Estados Unidos e também obteve o certificado de Platina em vários outros países.

A artista continua a ultrapassar fronteiras criativas, expandindo sua influência e impacto para além da música. Seu primeiro livro, “I Would Leave Me If I Could: A Collection of Poetry”, estreou em novembro passado na lista de best sellers do The New York Times. Indicada em 2020 como uma das 100 pessoas mais influentes da revista Time, ela ganhou mais de 20 prêmios, incluindo um AMA, MTV VMA, GLAAD Award, o Songwriters Hall of Fame’s Hal David Starlight Award e um CMT Music Award. 

Halsey lançou recentemente a about-face, uma linha de maquiagem multidimensional feita para todos usarem. A cantora continua a usar sua voz para falar por causas nas quais ela acredita apaixonadamente, incluindo jovens desprivilegiados, direitos das mulheres, saúde mental e a comunidade LGBTQIA+.

sábado, 10 de julho de 2021

.: Tudo sobre "Encanto", a nova animação dos estúdios Disney


"Encanto"
, da Walt Disney Animation Studios, conta a história dos Madrigal, uma família extraordinária que vive escondida nas montanhas da Colômbia, em uma casa mágica conhecida como Encanto. O novo filme original apresenta Stephanie Beatriz como a voz em inglês de Mirabel, uma jovem de 15 anos que luta para encontrar seu lugar na família. “Mirabel é uma personagem muito divertida e amorosa, que também anseia profundamente por algo mais”, diz Beatriz. "Ela também não tem medo de defender o que sabe ser correto, algo que amo e com o qual me identifico muito".

“Sou colombiana por parte de pai e desempenhar esse papel me enche de orgulho”, continua Beatriz. “Como uma criança fã da Disney, eu assistia repetidamente às minhas fitas VHS e adorava todas as histórias mágicas que o mundo Disney me apresentava. Aprendi com essas histórias que tudo é possível, especialmente se você acredita na magia e na bondade em todos nós".

No filme, a magia abençoou todas as crianças da família com um dom único, desde a superforça até o poder de cura. Todos, exceto Mirabel. Mas, quando descobre que a magia que cerca "Encanto" está em perigo, Mirabel decide que ela, a única Madrigal sem poderes mágicos, pode ser a última esperança de sua família. As vozes em inglês também incluem María Cecilia Botero, Wilmer Valderrama, Adassa, Diane Guerrero, Mauro Castillo, Angie Cepeda, Jessica Darrow, Rhenzy Feliz e Carolina Gaitán. As vozes da versão brasileira serão reveladas em breve.

“Colombia, Mi Encanto”
O novo trailer inclui a música original do filme, “Colombia, Mi Encanto”, interpretada pelo cantor, compositor e ator vencedor do Grammy® e Latin Grammy® 17 vezes, Carlos Vives, natural de Santa Marta, Colômbia. “Esta música é uma celebração da diversidade mágica da Colômbia”, diz Vives. "Mal posso esperar para ver como a música se misturará às imagens e personagens inspirados no charme ’dos colombianos."

O filme apresenta canções inéditas do vencedor do Emmy®, Grammy® e Tony Award® Lin-Manuel Miranda ("Hamilton", "Moana") e é dirigido por Byron Howard ("Zootopia", "Enrolados") e Jared Bush (codiretor de "Zootopia"), co -dirigido por Charise Castro Smith (roteirista The Death of Eva Sofia Valdez) e produzido por Clark Spencer e Yvett Merino. Bush e Castro Smith são os roteiristas do filme. Os cineastas ficaram profundamente inspirados por sua viagem de pesquisa à Colômbia durante o desenvolvimento inicial de "Encanto", bem como por seu trabalho contínuo com um grupo de consultores especializados reunidos ao longo da produção do filme.

"Encanto" - Teaser/trailer oficial legendado


.: Grátis: "Palhaços", com Dedé Santana e Fioravante Almeida, neste domingo


Um dos mais importantes textos de Timochenco Wehbi, o espetáculo "Palhaços" terá uma sessão única especial em São Paulo, neste domingo, dia 11 de julho, em montagem estrelada pelo eterno trapalhão Dedé Santana acompanhado do ator Fioravante de Almeida, sob a direção de Alexandre Borges.

A peça fez a estreia nacional no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília e contou com temporada também no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, passando por temporadas no Rio de Janeiro e Manaus, realizou também turnê pelo interior de São Paulo e após 14 meses, desde a última temporada no Teatro Popular do Sesi na Av. Paulista, retorna aos palcos do Teatro Sérgio Cardoso, em apresentação gratuita, presencial e digital. 

O espetáculo também arrecadou quatro toneladas de alimentos em parceria com a Sodiê Doces. As cestas serão entregues para o Centro da Memória do Circo e para o Sindicato dos Artistas e Técnicos de Espetáculos e Diversões do Estado de São Paulo. A tragicomédia, escrita por Wehbi na década de 1970, narra a história de um palhaço que tem a sua rotina alterada ao se deparar com um espectador em seu camarim. 

O encontro entre Careta (Dedé Santana), verdadeiro nome de José, e Benvindo (Fioravante Almeida), um vendedor de sapatos, faz com que ambos questionem a vida e a própria existência de uma maneira espirituosa, opondo o palhaço profissional ao palhaço da vida. Durante a conversa, os personagens passam a se provocar, como em um jogo entre essas figuras opostas, desestabilizando crenças e valores, que se desnudam e refletem acerca de suas escolhas. 

A todo instante, um dos personagens parece dominar a cena quando, com um simples gesto, o outro rouba a atenção e o poder momentâneo do diálogo. As distâncias e as proximidades existentes entre Careta e Benvindo, remetem à metáfora dos homens que lhes assistem na plateia. "Palhaços" é um convite à reflexão sobre o verdadeiro papel do artista, o que faz com que o público ultrapasse o espaço da lona, do espaço cênico, para ver de perto o verdadeiro palhaço.

Um dos destaques dessa montagem está na presença de Dedé Santana nos palcos, um ícone do humor, com décadas de trajetória nas artes da interpretação. Um embaixador do circo que traz ao personagem que interpreta maestria para o seu habitat natural, o circo. Dedé é filho de artistas circenses e já aos três meses de idade era personagem nos picadeiros. Ele, que está no imaginário de gerações de brasileiros, em um novo papel, pronto para mais um jogo cênico, no qual a relação dos atores com a plateia, se torna o grande trunfo do espetáculo.

Ficha técnica:
"Palhaços"
Texto: 
Timochenco Wehbi
Direção: Alexandre Borges
Elenco: Dedé Santana e Fioravante Almeida
Cenografia: Marco Lima
Figurino: Fábio Namatame
Iluminação: Domingos Quintiliano
Assistente iluminação e operação: Ricardo Silva
Trilha sonora: Otto e Dipa
Preparação vocal: Madalena Bernardes
Coaching: Selma Kiss e Yasmim Sant’Anna
Diretor de palco: Marcos Loureiro
Fotos: Tatiana Coelho
Vídeo: Rústica Produções
Equipe captação de imagens live: Segundo Ato
Relações públicas/ Convidados: Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho
Assessoria de imprensa: Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho
Direção de produção: Camila Bevilacqua
Produção executiva: Giovanna de Donato
Coordenação do projeto: F L O ARTS e LadyCamis
Idealização: F L O ARTS e LadyCamis Produções
Duração: 60 min.
Lotação Sala Nydia Licia: 320 lugares (312 + 8 cadeirantes).
(40% da capacidade total da plateia, conforme estabelecido pelo protocolo do Governo do Estado e da Prefeitura da capital).
Classificação indicativa: 12 anos


Serviço:
"Palhaços" (presencial e digital)
Local:
Teatro Sérgio Cardoso - Sala Nydia Lícia
Endereço: Rua Rui Barbosa, nº 153, Bela Vista, São Paulo, SP
Data: 11 de julho (única apresentação)
Horário: 18h
Ingresso: gratuito
Horário de Funcionamento: – de terça a sábado das 14h às 19h
Outras informações: 11 3288-0136
Aceita-se alimentos não perecíveis. Show beneficente, com renda revertida para o Centro da Memória do Circo e para o Sated SP
Sessão presencial e transmitida ao vivo e online no Cultura em Casa:
https://culturaemcasa.com.br


#CulturaEmCasa
Plataforma de vídeos culturais gratuita do Governo do Estado de São Paulo desenvolvida pela Amigos da Arte - Organização Social de Cultura. Uma plataforma gratuita de conteúdo cultural por demanda! CulturaEmCasa é um programa de difusão cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo para democratizar o acesso a conteúdos culturais de qualidade e ampliar o alcance do nosso trabalho.


.: Entrevista: Thaila Ayala relembra um de seus principais trabalhos na TV


Em entrevista, a atriz fala sobre sua experiência ao viver Amanda na trama do "Vale a Pena Ver de Novo". Foto: TV Globo / Zé Paulo Cardeal


"Ti Ti Ti" é um dos trabalhos que Thaila Ayala mais gostou de fazer ao longo da carreira na TV. Foi sua terceira novela, depois da estreia em "Malhação", no ano de 2007. Na trama de Maria Adelaide Amaral, ela viveu Amanda, a filha mais velha de Marta (Dira Paes). A jovem começou cedo a carreira de modelo, mas não atingiu o sucesso, especialmente por seu temperamento difícil, que a fez perder diversos trabalhos.

Para se manter no mundo das subcelebridades, Amanda se mostra capaz de coisas que a rigidez moral da mãe jamais poderia imaginar. "Não dá para dizer que ela é vilã ou anti-heroína. Para mim, como atriz, foi muito bom trabalhar as nuances da personagem e a Amanda era cheia delas. Uma menina rebelde, mimada, que tinha uma mãe extremamente batalhadora, mas que sonhava com uma outra vida, com outras coisas... Eram muitos lados para levar em consideração. Isso é muito rico!", recorda a atriz. 

Em entrevista, Thaila relembra o trabalho na novela, os bastidores, os principais desafios e sua preparação para viver uma personagem ligada ao universo da moda. Exibida no "Vale a Pena Ver de Novo", "Ti Ti Ti" é escrita por Maria Adelaide Amaral, com direção de núcleo de Jorge Fernando e direção de Marcelo Zambelli, Maria de Médicis e Ary Coslov.


Como está sendo a experiência de rever "Ti Ti Ti" no "Vale a Pena Ver de Novo"?
Thaila Ayala -
Está sendo muito especial. Essa foi uma novela que eu gostei muito de fazer. O texto da Maria Adelaide é maravilhoso, a direção do Jorginho Fernando é incrível e os bastidores desse trabalho eram uma delícia. A gente trabalhava com tanta alegria, tanta leveza, que isso com certeza chegava ao público. Rever a novela e relembrar todos esses momentos é maravilhoso.

 

Qual a importância da Amanda na sua carreira?
Thaila Ayala - Muito grande. Eu tive a oportunidade de trabalhar com atores tão gentis e talentosos, como Dira Paes, que interpretava a mãe da minha personagem, Murilo Benício e Claudia Raia. Estar ali, trocando com eles e com todos os meus outros colegas de cena, com certeza me fez crescer muito como atriz.

 

Você tem acompanhado a repercussão da reprise? 
Thaila Ayala - Agora acompanho mais a repercussão nas redes sociais. É diferente, mas também é muito divertido. Amanda continua sendo uma personagem que desperta sentimentos conflitantes, mas acho que nem na primeira exibição, nem nessa o público realmente a odeia.

O que dizem sobre a sua personagem?
Thaila Ayala - Sinto que julgam as atitudes dela, criticam, mas também percebem que ela não é uma pessoa má. Tem algo além disso, além das atitudes mimadas dela. Acho que isso também cativa o público de alguma maneira até hoje.

 

Qual foi a sua cena mais marcante na trama?
Thaila Ayala - Tiveram duas cenas que foram mais marcantes. Uma foi com a Isis Valverde, as nossas personagens se bicavam e foi engraçado e difícil de gravar porque a gente não conseguia parar de rir. E a cena em que a Amanda descobre que o Jacques Leclair é o pai dela. Foi uma cena de mais emoção, que fez a personagem sair um pouco do ambiente dela.

 

O que mais te atraiu na personagem?
Thaila Ayala - O lado humano da Amanda. Não dava para dizer que ela era só vilã ou anti-heroína. Para mim, como atriz, é muito bom trabalhar as nuances da personagem e a Amanda era cheia delas. Uma menina rebelde, mimada, que tinha uma mãe extremamente batalhadora, mas que sonhava com uma outra vida, com outras coisas... Eram muitos lados para levar em consideração. Isso é muito rico! 

 

Como foi a preparação para viver uma personagem ligada ao mundo da moda e qual sua relação com esse universo?
Thaila Ayala - Eu já tinha uma vivência no mundo da moda e já tinha convivido com algumas Amandas na minha vida (risos). Então, foi um exercício de memória também. E trabalhar em uma novela sobre moda, interpretando uma modelo, foi muito bom, me senti em casa.

 

Conte um pouco como foi a experiência nos bastidores e o contato com o elenco. Fez amizades que duram até hoje?
Thaila Ayala - Por trás das câmeras o relacionamento do elenco era maravilhoso! Trabalhei com tanta gente incrível. Dentre elas estavam duas grandes amigas: Sophie Charlotte e Isis Valverde. Da Sophie, eu já era amiga. E da Isis me aproximei mais durante a novela. Até hoje somos amigas.

 

Quais são seus planos e projetos para este ano?
Thaila Ayala - Tenho cinco filmes para estrear: "Lamento", "O Garoto", "Moscow", "Distrito 666" e "Inverno". O primeiro a sair será "Lamento", agora em agosto. Ainda não tenho a previsão dos outros porque com a pandemia tudo muda muito, mas devem ser lançados em breve. Fico muito animada porque são trabalhos bem diferentes entre si. Em "Inverno", além de atuar, assinei o roteiro com Paulo Fontenelle e produzi o projeto junto com Renato (Góes), meu marido. É o primeiro longa da nossa produtora.

.: Maitê Proença apresenta monólogo "O Pior de Mim", gratuito, ao vivo e online


Após reunir uma plateia de mais de 2 milhões de pessoas em transmissões on-line e pela TV, o projeto retorna em julho de 2021 para novas transmissões de grandes montagens do teatro nacional. O primeiro espetáculo é "O Pior de Mim", texto de autoria de Maitê Proença, em que a atriz revisita a história de sua vida desde a infância até os dias de hoje. Montagem estreou em setembro do ano passado e esteve entre as melhores de 2020 pelo jornal O Globo e pelo portal Observatório do Teatro, e indicada ao Prêmio Arcanjo de Cultura.

Apresentação será no dia 22 de julho (quinta-feira), às 20h30, nos Canais Youtube do Sesc em Minas, Teatro Claro Rio e Pólobh Produtora e pelo Canal 264 da Claro TV. O Palco Instituto Unimed-BH em Casa segue com a proposta de manter vivos o hábito e a potência do teatro. Após uma programação de sucesso em 2020, com duas temporadas e 08 espetáculos que reuniram mais de 2 milhões de pessoas pela internet e pela TV, o projeto retorna para as apresentações de grandes montagens do teatro nacional, no formato virtual, entre os meses de julho e novembro de 2021.

“Lançamos o “Palco Instituto Unimed-BH em Casa” em junho do ano passado para criar alternativas para que tanto os artistas tivessem oportunidades de seguir promovendo a sua arte, quanto para o público, de manter-se conectado com a promoção de espetáculos teatrais, durante o pico da pandemia. Não sabíamos qual seria a reação do público, que para a nossa surpresa, formou uma grande plateia, tanto na primeira quanto na segunda fase do projeto. Agora, mesmo com o retorno gradativo da cultura em algumas cidades brasileiras para o formato presencial, a Pólobh optou por seguir com o projeto no formato virtual para que possamos continuar atendendo também o público que, por diversas razões, ainda prefere permanecer em casa. Estamos ansiosos para ver esse reencontro entre os públicos e os artistas, os teatros cheios e a plateia aplaudindo de pé, mas sabemos que essa volta precisa ser cautelosa. E preparamos belíssimas montagens para essa temporada, com a certeza de que o público irá se encantar, como foi no ano passado”, comemora Marisa M. Coelho, diretora da Pólobh, completando que esta temporada traz cinco espetáculos que serão transmitidos ao vivo, do palco do Teatro Claro Rio, e quatro montagens gravadas.

A estreia da temporada 2021 do “Palco Instituto Unimed-BH em Casa” será no dia 22 de julho (quinta-feira), às 20h30, com Maitê Proença apresentando o texto autoral “O Pior de Mim”, peça estreada em setembro do ano passado e considerada como uma das melhores de 2020 pelo jornal O Globo e pelo portal Observatório do Teatro, e indicada ao Prêmio Arcanjo de Cultura. Com direção de Rodrigo Portella (“Tom na Fazenda” e “As Crianças”), a montagem é um trabalho corajoso em que Maitê revisita a história de sua vida, desde a infância até os dias de hoje. “Apresento à plateia a parte mais escondida de mim, aquela que nem eu tinha coragem de bisbilhotar. Mais do que nunca estamos de olho na vida do outro. Neste voyeurismo desenfreado, nos comparamos, para melhor compreendermos a nós mesmos. Não é assim? Todos podem vir espiar, eu deixo”, diz Maitê Proença.

Em “O Pior de Mim”, Maitê Proença faz uma reflexão sobre como sua conturbada história familiar repercutiu na sua vida pessoal e em sua carreira, os eventuais bloqueios desenvolvidos e tudo que precisou fazer para se libertar. Em cena, ela coloca as circunstâncias que lhe foram impostas em cruzamento com as armadilhas que ela mesma se impôs para se defender. A atriz fala, ainda, da mulher de 60 anos no Brasil, de machismo, misoginia, dos preconceitos enfrentados. “É um trabalho que parte de uma história pessoal para falar de todas as histórias, na medida em que todos enfrentam em maior ou menor grau bloqueios e travas oriundos de traumas pessoais. Todo o público, em alguma medida, poderá se ver naqueles relatos e reflexões”, conclui a atriz.

A transmissão será gratuita e simultânea pelos canais YouTube do Sesc em Minas (SescemMinasGerais) e do Teatro Claro Rio (TeatroClaroRio) e da Pólobh (Polobhprodutora) e também pelo Canal 264 da Claro TV. Os espetáculos contarão com tradução de libras e áudio descrição para garantir o acesso das pessoas com deficiências auditivas e visuais.

Com os mesmos rigores técnicos aplicados nas apresentações presenciais, em um palco especialmente preparado com sistemas especiais de vídeo, iluminação e sonorização, o Palco Instituto Unimed-BH em Casa assegura ao público a melhor experiência que a plateia e o teatro merecem.  Para Marisa M. Coelho, diretora da produtora mineira Pólobh, idealizadora do projeto, a dedicação e investimentos foram os ingredientes do sucesso da primeira temporada, que cumpriu a sua proposta, e serão também imprescindíveis para esta nova edição.

Durante as apresentações da primeira temporada do Palco Instituto Unimed-BH em Casa o público pode fazer doações para o Mesa Brasil Sesc, programa de combate à fome e ao desperdício de alimentos promovido pelo Sesc. No total, foram arrecadados cerca de 50 mil reais, convertidos em cestas básicas que beneficiaram mais de 500 famílias. A segunda temporada também possibilitará ao público realizar as doações para o Mesa Brasil Sesc (por meio de QR Codes), mais uma vez em benefício aos profissionais do teatro, associados ao Sated, que permanecem impossibilitados de exercer integralmente as suas funções.    


Palco Instituto Unimed-BH em Casa
O projeto é uma iniciativa da Pólobh, produtora sediada em Belo Horizonte, MG, tem patrocínio do Instituto Unimed-BH e do Programa Sociocultural Unimed-BH, viabilizado por mais de 5,1 mil médicos cooperados e colaboradores, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Tem realização do Ministério do Turismo e Governo Federal, patrocínio da Pottencial Seguradora e apoio cultural do Sesc em Minas e Hypofarma, promoção exclusiva da Rádio Alvorada e apoio da Coreto Cultural, Fredizak, Jornal O Tempo, Rádio Super Notícia e SouBH.


Cuidado rigoroso
A produção dos espetáculos que vão acontecer ao vivo seguirá todos os protocolos e recomendações relacionados à prevenção da Covid-19 tais como a restrição do número de profissionais a trabalho nas montagens, o rigor no controle de circulação nas dependências do teatro (apenas pessoas a trabalho) e a medição da temperatura de todos os profissionais antes do acesso. Além disto, as áreas ocupadas serão frequentemente higienizadas, e haverá a disponibilização de álcool gel em diferentes setores, além da distribuição de máscaras para todos os envolvidos. Outras ações são a higienização do material antes de entrar no teatro (cenários, figurinos etc.), e o impedimento do consumo de alimentos e bebidas no local. Haverá, ainda, a presença de um bombeiro brigadista durante as atividades, para assegurar que todas as medidas serão cumpridas.


Instituto Unimed-BH
Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH, desde 2003, desenvolve projetos visando ampliar o acesso à cultura, estimular o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, valorizar espaços públicos e o meio ambiente. Ao longo de sua história, o Instituto destinou R$120 milhões ao setor cultural, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e da Lei Federal de Incentivo à Cultura, viabilizado pelo patrocínio de mais de 5.100 médicos cooperados e colaboradores. No último ano, mais de 850 mil pessoas foram alcançadas por meio de projetos de cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura. Saiba mais em www.institutounimedbh.com.br.


Ficha técnica:
Texto e atuação: 
Maitê Proença
Direção: Rodrigo Portella
Assistentes de direção: Clarisse Derzié Luz e Nina Luz
Trilha: Marcello H
Direção de produção: Celso Lemos
Classificação etária: 14 anos
Duração: 50 minutos


Serviço
Palco Instituto Unimed-BH em Casa – 2ª Temporada
Espetáculo “O Pior de Mim”, com Maitê Proença – 22 de julho (quinta-feira), às 20h30.
Gratuito | Transmissão ao vivo, pelos canais no YouTube do Sesc em Minas (SescemMinasGerais), do Teatro Claro Rio (TeatroClaroRio) e da Pólobh (Polobhprodutora), e pelo Canal 264 da Claro TV.




.: "O Pedido de Casamento" e a disputa de quem tem razão com o Grupo TAPA


No espetáculo, os atores 
Brian Penido Ross, Daniel Volpi e Natália Moço interpretam personagens que disputam de quem tem razão. Em cena, está o trio. Foto: Ronaldo Gutierrez

O Festival de Inverno - Grupo TAPA chega em seu último mês no Teatro Aliança Francesa com uma peça online diferente toda semana, sempre aos sábados e domingos, às 19h, até 1º de agosto. Dentro da programação do festival, a estreia de "O Pedido de Casamento", de Anton Tchekhov, será dias 17 e 18 de julho, sábado e domingo, às 19h. 

No centro do espetáculo, está uma DR que prenuncia a futura vida conjugal. Não importa o objeto do desentendimento, mas a disputa de quem tem razão. Em cena, está o trio Brian Penido Ross, Daniel Volpi e Natália Moço.

Depois de "O Pedido de Casamento", de Anton Tchekhov, os espetáculos que encerram a mostra são: "A Mais Forte", dias 24 e 25 de julho, de August Strindberg com Clara Carvalho e Sandra Corveloni. "Despedida de Solteiro", dias 31 de julho e 1º de agosto, de Arthur Schnitzler, com Adriano Bedin, Antoniela Canto, Ariel Cannal e Bruno Barchesi.

“Em tempos de polarização, a metáfora da vida privada como reflexo da dinâmica pública. Os fatos ficam em segundo plano, o que prevalece é a opinião. Entramos em mais uma incursão no humor das obras curtas deste autor clássico, que parecem feitas sob medida para essa plataforma digital, com sua curta duração e poucos personagens. É um desafio para o Tapa transitar do universo das grandes peças de Tchekhov no palco para essas pequenas jóias de observação que são o esboço do que estaria por vir em sua carreira”, ressalta o diretor, Eduardo Tolentino de Araujo. 

Tchekhov é um dos autores mais bem quistos pelo Grupo TAPA, que celebrou 40 anos de trajetória com "O Jardim das Cerejeiras". Tolentino reforçou um outro lado na obra do autor russo. “Um mestre das narrativas curtas, ele já era famoso por seus contos quando começou a afiar suas ferramentas na dramaturgia através de pequenos vaudevilles que já trazem em si o aspecto patético das relações humanas”, conclui o diretor. 

As montagens têm direção de Eduardo Tolentino de Araujo e a transmissão acontece pela plataforma Zoom. Os ingressos têm preços populares de R$ 20 e o público pode contribuir com outros valores para a campanha SOS TAPA. A venda é feito Sympla. Todos os espetáculos foram gravados no palco do Teatro Aliança Francesa.

As montagens têm direção de Eduardo Tolentino de Araujo e a transmissão será pela plataforma Zoom. Os ingressos têm preços populares de R$ 20 e o público pode contribuir com outros valores para a campanha SOS TAPA. A venda é feito Sympla. Todos os espetáculos foram gravados no palco do Teatro Aliança Francesa.

Ficha técnica
Texto: 
Anton TchekhovDireção: Eduardo Tolentino de Araujo. Elenco: Brian Penido Ross, Daniel Volpi e Natália Moço. Fotos: Ronaldo Gutierrez. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Captação de vídeo e fotografia da transmissão: Gito Fernandez. Captação e edição de áudio: Henrique Maciel e Lucas Bulhões. Design gráfico: Mau Machado. Assistência de produção: Nando Barbosa, Nando Medeiros e Rafaelly Vianna. Produção geral: Ariel Cannal. Duração: 40 minutos. Classificação etária: livre.


Serviço
O Festival de Inverno - Grupo TAPA
https://www.sympla.com.br/produtor/teatroaliancafrancesaonline
Ingressos: R$ 20 (ingresso único), R$ 35 (SOS TAPA), R$ 50 (SOS TAPA), R$ 75 (SOS TAPA), e R$ 100 (SOS TAPA).

sexta-feira, 9 de julho de 2021

.: "Hamlet", de Shakespeare, é o livro favorito de Mika Lins. Saiba o porquê


"Por ter alguns livros favoritos, pensei em um: 'Hamlet', de William Shakespeare. Essa edição da Ubu, que tem tradução da Bruna Beber. Hamlet é o personagem mais interessante da história do teatro. Ele tem crise existencial, angústia, reflete, pensa . É um intelectual. E é ate hoje um personagem moderno."
, Mika Lins, atriz e diretora de teatro. 

Recentemente, ela dirigiu a peça "Pós F - Para Além do Feminino e do Masculino", um monólogo protagonizado pela atriz Maria Ribeiro com texto de Fernanda Youngcrítica neste link

Na imagem, Mika Lins segura a edição do clássico de William Shakespeare lançada pela editora Ubu. Esta edição, traduzida por Bruna Beber, traz 21 xilogravuras feitas por Edward Gordon Craig para a edição clássica de "Hamlet" publicada em 1930 pela Cranach Press. 

A edição da Ubu
 conta com seis textos dos principais críticos da obra de Shakespeare, que fazem um arco de 1819 a 2008. A maioria é inédita em português: S. T. Coleridge (1819) – inédito Ivan Turguêniev (1860) – inédito A. C. Bradley (1904) Northrop Frye (1986) – inédito Jacques Lacan (1958-59) Barbara Heliodora (2008)



Porque 
"Hamlet"é tão importante
Um dos mais poderosos textos da literatura mundial, "Hamlet" representa o auge da criação artística mundial. É um retrato - eletrizante e sempre contemporâneo - da vida emocional de um homem adulto, além de uma obra clássica permanentemente atual pela força com que trata de problemas fundamentais da condição humana. A obsessão de uma vingança em que a dúvida e o desespero estão concentrados nos monólogos do príncipe Hamlet alcançam uma impressionante dimensão trágica.

As questões de "Hamlet" ecoam na literatura e no teatro e conferem uma potência que se relaciona a questões humanas, arquétipos e emblemas da psiquê que sempre estiveram e continuam presentes nos seres humanos. Não há importante pensador moderno que não tenha sido impactado pelos dilemas do jovem príncipe da Dinamarca, que se sente obrigado a vingar a morte do pai. Tragédia, sátira, romance e filosofia se alternam em uma narrativa marcada por mensagens difundidas em todo o mundo há quatro séculos.

"Hamlet" é a primeira de uma sequência de tragédias fundamentais na dramaturgia de Shakespeare, porém em nenhuma outra encontra-se um protagonista tão complexo e interessado na condição humana como o príncipe da Dinamarca. O principal tema do enredo é a vingança, sobretudo a desforra que o pai do personagem principal, já morto, atribui ao filho, rogando-lhe que mate Cláudio, irmão e assassino do rei, que agora ocupa o trono. 

Porém, o príncipe da Dinamarca não se sente impelido a cumprir o desejo do pai-fantasma de imediato, desencadeando suas famosas reflexões: algumas mais práticas, como matar ou não, e outras mais profundas, que levam os críticos a considerar esta a mais filosófica tragédia shakespeariana. Muito conhecida por frases que atravessaram os séculos e ainda permanecem no imaginário popular, "Hamlet" é um texto fundamental da dramaturgia mundial. Raros sao os textos literários que reunem tamanha complexidade na abordagem das relacoes humanas como os escritos por Shakespeare (1564-1616), em geral. e com "Hamlet" , em particular. 

"Hamlet" é uma tragédia de William Shakespeare, escrita entre 1599 e 1601. A peça, passada na Dinamarca, reconta a história de como o Príncipe Hamlet tenta vingar a morte de seu pai Hamlet, o rei, executando seu tio Cláudio, que o envenenou e em seguida tomou o trono casando-se com a mãe de Hamlet. A peça traça um mapa do curso de vida na loucura real e na loucura fingida - do sofrimento opressivo à raiva fervorosa - e explora temas como a traição, vingança, incesto, corrupção e moralidade.


"Ser ou não ser, eis a questão": o enredo de "Hamlet"
Hamlet, o Rei, morre repentinamente. Seu irmão, Cláudio, assume o trono e casa-se com a viúva, Gertrudes. Seu filho, que também denominado Hamlet, nem desconfia da verdade até que tem um encontro com o fantasma do finado pai, que lhe revela que foi assassinado com um veneno que Cláudio introduzira em seu ouvido. Assim, o fantasma faz que Hamlet jure vingança. Desesperado para cumprir sua promessa, o jovem príncipe da Dinamarca concebe um plano: passar por louco para preparar um cenário que possa levá-lo a matar Cláudio. 

Os reis, preocupados, acreditam que o príncipe está louco de amor e fazem que antigos amigos de Hamlet tentem arrancar dele a verdade. Nem mesmo a paixão do príncipe, Ofélia, é poupada da missão que tenciona descobrir a causa de sua loucura. Até que um grupo de atores chega ao castelo e é usado por Hamlet para encenar a morte de seu pai diante do rei. Convencido de que o príncipe sabe mais do que aparenta, Cláudio logo tenta se livrar do incômodo. 

Começa uma corrida entre os rivais para ver quem consegue se livrar do seu adversário. Mortes inesperadas e reviravoltas levam a um final que só mesmo o gênio literário de William Shakespeare poderia proporcionar. Uma peça encenada inúmeras vezes no cinema e no teatro, já foi protagonizada por diversos nomes famosos, incluindo Mel Gibson, Ralph Fiennes, Christopher Plummer e Lawrence Oliver.

"O Retrato de Chandos"; pintura atribuída a John Taylor e com autenticidade desconhecida. National Portrait Gallery, London.

Sobre o autor
William Shakespeare, batizado em 26 de abril de 1564, é, sem dúvida, um mito. Sua obra tem um caráter universal e eterno, subvertendo o tempo e atravessando gerações. Foi um poeta, dramaturgo e ator inglês, tido como o maior escritor do idioma inglês e o mais influente dramaturgo do mundo. É chamado frequentemente de poeta nacional da Inglaterra e de "Bardo do Avon" (ou simplesmente The Bard, "O Bardo"). De suas obras, incluindo aquelas em colaboração, restaram até os dias de hoje 38 peças, 154 sonetos, dois longos poemas narrativos, e mais alguns versos esparsos, cujas autorias, no entanto, são ainda disputadas. As peças de Shakespeare foram traduzidas para todas as principais línguas modernas e são mais encenadas que as de qualquer outro dramaturgo. Muitos dos textos shakesperianos e temas permanecem vivos até os dias atuais, sendo revisitados com frequência, especialmente no teatro, na televisão, no cinema e na literatura.

Shakespeare nasceu e foi criado em Stratford-upon-Avon. Aos 18 anos casou-se com Anne Hathaway, com quem teve três filhos: Susanna e os gêmeos Hamnet e Judith. Entre 1585 e 1592 William começou uma carreira bem-sucedida em Londres como ator, escritor e um dos proprietários da companhia de teatro chamada Lord Chamberlain's Men, mais tarde conhecida como King's Men. Acredita-se que ele tenha retornado a Stratford em torno de 1613, morrendo três anos depois. Restaram poucos registros da vida privada de Shakespeare, e existem muitas especulações sobre assuntos como a sua aparência física, sexualidade, crenças religiosas, e se algumas das obras que lhe são atribuídas teriam sido escritas por outros autores.

Shakespeare produziu a maior parte da obra entre 1590 e 1613. Suas primeiras peças eram principalmente comédias e obras baseadas em eventos e personagens históricos, gêneros que ele levou ao ápice da sofisticação e do talento artístico ao fim do século XVI. A partir de então escreveu apenas tragédias até por volta de 1608, incluindo "Hamlet", "Rei Lear" e "Macbeth", consideradas algumas das obras mais importantes na língua inglesa.

Na sua última fase, escreveu um conjuntos de peças classificadas como tragicomédias ou romances, e colaborou com outros dramaturgos. Diversas de suas peças foram publicadas, em edições com variados graus de qualidade e precisão, durante sua vida. Em 1623, John Heminges and Henry Condell, dois atores e antigos amigos de Shakespeare, publicaram o chamado First Folio, uma coletânea de suas obras dramáticas que incluía todas as peças (com a exceção de duas) reconhecidas atualmente como sendo de sua autoria.

Shakespeare foi um poeta e dramaturgo respeitado em sua própria época, mas sua reputação só viria a atingir o nível em que se encontra hoje no século XIX. Os românticos, especialmente, aclamaram a genialidade de Shakespeare, e os vitorianos idolatraram-no como um herói, com uma reverência que George Bernard Shaw chamava de "bardolatria". No século XX sua obra foi adotada e redescoberta repetidamente por novos movimentos, tanto na academia e quanto na performance. Suas peças permanecem extremamente populares hoje em dia e são estudadas, encenadas e reinterpretadas constantemente, em diversos contextos culturais e políticos, por todo o mundo.

.: Sem Reação": Mad Monkees divulga novo single com nova formação


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico musical.

A banda cearense Mad Monkees está lançando nas plataformas digitais a música "Sem Reação". A letra foi composta pelo grupo em parceria com a cantora e compositora Maria Sabina, buscando retratar os efeitos causados pelos desastres ambientais ocorridos especialmente em Minas Gerais, como o rompimento das barragens em Brumadinho e Mariana.

O single foi gravado em Fortaleza, no Estúdio Magnólia pelo Lucas Guterres e em São Paulo pelo baixista e produtor musical do Mad Monkees, Klaus Sena, no seu estúdio Índigo Azul. A banda está com nova formação: Felipe Cazaux (guitarra e voz), Klaus Senna (baixo), Netto de Sousa (bateria) e Capoo Polacco (guitarra). 

“A nossa inspiração vem da defesa da causa ambiental, negligenciada pelo governo federal há anos e agora mais ainda com as queimadas no Pantanal e na Amazônia, além da exploração ilegal de madeira, invasão a terras indígenas pelos grileiros e garimpeiros, causando morte e destruição da floresta, dos animais e dos povos indígenas”, afirma o cantor e guitarrista, Felipe Cazaux. 

Um novo álbum com dez músicas está sendo preparado. Quatro faixas já estão prontas.  A previsão de lançamento será na metade de 2022. Além das músicas novas, o quarteto cearense participará de duas coletâneas tocando covers de clássicos do Rock. Se manter a pegada do single “Sem Reação”, as demais faixas devem mostrar o peso habitual do rock com riffs matadores e muita critica social nas letras. Vamos aguardar para conferir.

Mad Monkees - "Sem Reação" (lyric video)


.: Em "Expiração", Ted Chiang levou em média um ano para escrever cada conto

Após livro de contos com história que deu origem ao filme "A Chegada", autor de ficção científica retorna com coletânea sobre questões da humanidade.

Ted Chiang, um dos mais aclamados autores de ficção científica da atualidade, é o que podemos chamar de avis rara. Nos últimos vinte anos, lançou apenas duas coleções de contos, sendo que a mais recente, "Expiração", chega às livrarias brasileiras agora em julho pela Intrínseca. Sua publicação anterior, "História da Sua Vida e Outros Contos", ganhou notoriedade pelo texto que deu origem ao filme "A Chegada", de Denis Villeneuve.

O longa com Amy Adams recebeu oito indicações ao Oscar de 2017, incluindo a de Melhor Filme. O ritmo próprio de escrever de Chiang, que produz, em média, um conto por ano, tem justificativa: suas histórias são irretocáveis e, não à toa, ele já foi premiado múltiplas vezes com os principais prêmios dedicados à literatura sci-fi — são quatro Nebulas, quatro Hugos e quatro Locus.

"Expiração" reúne nove contos, sendo dois inéditos e sete deles publicados em diferentes mídias entre 2005 e 2015 — incluindo a história que dá título ao livro, vencedora do prêmio Hugo em 2009. O texto traz a alarmante mensagem de uma civilização mais avançada que nós e já extinta, cujos habitantes usam cilindros de ar no lugar de pulmões. Eles acreditavam que, dessa forma, viveriam para sempre, até que um cientista resolveu investigar a si mesmo e fez uma descoberta fascinante.

Os dois contos inéditos - "Ônfalo" e "A Ânsia é a Vertigem da Liberdade" - estão nas últimas páginas. O primeiro relata a história contada em forma de prece por uma arqueóloga em um mundo onde a ciência e a religião se complementam. Já o texto final do livro apresenta um gadget que permite contato com versões diferentes de nós mesmos, que fizeram outras escolhas durante a vida e estão, agora, vivendo as consequências desses caminhos em uma linha do tempo diferente.

A nova coletânea mescla contos curtos, como "O que se Espera de Nós", de apenas quatro páginas - que descreve uma tranca de carro que prevê o movimento humano levantando questões sobre o livre-arbítrio -, e histórias mais longas, como "O Ciclo de Vida dos Objetos de Software", com mais de 100 páginas - que traça um paralelo do abandono animal e da ética aos seres sencientes com avançados mascotes digitais chamados “digientes”.

Em "Expiração", a assinatura de Ted Chiang é latente: as histórias construídas em torno não apenas de bases científicas, mas também de ideias filosóficas, éticas e religiosas, dão à ficção científica um aspecto profundamente humano.


O que disseram sobre o livro

“Em 'Expiração'Chiang volta a apresentar experimentos mentais elaborados em narrativas que parecem familiares no começo. Assuntos contemporâneos envolvendo bioética, realidade virtual, livre-arbítrio e determinismo, viagem no tempo e usos de inteligência artificial em robôs orientam uma prosa simples e direta.” — The New Yorker


“Os contos de Chiang são notáveis pela fusão de puro intelecto e emoção. No cerne de cada um, há um conceito profundo e rico, um fascínio metafísico ou mistério científico, entremeado por uma narrativa de refinada sensibilidade humana e alma.”The Washington Post


Sobre o autor
Ted Chiang nasceu em Port Jefferson, Nova York, em 1967. Formou-se em ciência da computação e frequentou, em 1989, o Clarion Workshop, curso de escrita de ficção científica e fantasia na Michigan State University. Já foi agraciado com diversos prêmios de destaque, entre eles, Nebula, Hugo e Locus. História da sua vida e outros contos foi publicado em mais de dez idiomas e inspirou o roteiro do filme "A Chegada", estrelado por Amy Adams. Foto: Alan Berner


Ficha técnica
"Expiração"

Autor: Ted Chiang 
Tradução:
Braulio Tavares
Editora: Intrínseca
Páginas: 416
Link na Amazon: https://amzn.to/3dZwCH1

.: "O gordo não beija, não trepa, não transa", diz Paulo Vieira no "#Provoca"


Edição com o humorista vai ao ar na próxima terça-feira, a partir das 22h, na TV Cultura. Foto: Julia Rugai

O "#Provoca" desta terça-feira, dia 13,traz o ator e humorista Paulo Vieira. Na conversa com Marcelo Tas, ele fala, entre outros assuntos, sobre as dificuldades da pobreza e resistência da família, sobre sua vontade de ser artista desde criança, a síndrome do pânico e ansiedade da mãe e como é ser preto e gordo. A edição inédita vai ao ar a partir das 22h, na TV Cultura.

Tas pergunta ao humorista da dificuldade do pobre em entrar na vida artística, da resistência da família. "Eu acho que escolher é um privilégio (...) que, às vezes, o pobre não pode se dar. Principalmente quando você vem de uma realidade onde precisa sobreviver, garantir a sua e dos seus, resolver ser artista é uma decisão quase egoísta. Imagina que meu pai estava contando comigo para o futuro da família. Como é que eu falo que eu vou ser artista? É como... jogou todas as fichas dele no lixo", explica.

Paulo Vieira fala também que lembra que desde os cinco anos chorava porque não estava na televisão. "Eu me lembro de ver um show que tinha a Angélica ou Tony Garrido com algumas crianças e chorar, sofrer e pensar: mais um ano que eu não estou na televisão. Todo programa 'Criança Esperança' para mim era um sofrimento (...) então eu sempre soube que queria ser artista", diz.

O humorista conta também no "#Provoca" sobre o "show da ansiedade" com a sua mãe. "Eu queria ser ator sério porque eu pensava que a comédia era inferior. E quando a gente se mudou para o Tocantins, minha mãe tinha síndrome do pânico e a gente não tinha condições de pagar os remédios". Segundo Paulo, a médica disse para a mãe que ela precisava tomar os remédios, mas a única coisa que ela podia aconselhar (o pânico vem antes da ansiedade), era que quando a mãe começasse a ficar ansiosa, para tentar pensar em outra coisa, se distrair. "E eu peguei essa missão para mim, de distrair a minha mãe. Quando ela começava a ficar ansiosa, eu imediatamente colocava um pano na cabeça, imitava minha vizinha, propunha brincadeiras (...) esse episódio com a minha mãe fez com que eu olhasse para a comédia com outros olhos, porque minha mãe foi parando de ter as crises de pânico e nunca mais teve. A comédia cura", comenta.

Sobre ser preto e gordo, ele explica. "Eu tô na Globo, mas, por exemplo, não tô fazendo a novela das 9. Estou em num lugar que eu posso estar, né. Quando a pessoa escreve assim: Claudio entra e beija a sua esposa, automaticamente o Claudio não é gordo porque ele tem uma esposa. A gente passou por um processo que o gordo é assexualizado imediatamente. O gordo não beija, não trepa, não transa, sobretudo o preto gordo", desabafa.


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