domingo, 1 de junho de 2008

.: Entrevista com Lucas Silveira, cantor da banda Fresno

"Eu diria que esse é o primeiro disco em que a gente atingiu uma sonoridade somente nossa, característica e facilmente reconhecível" - Lucas Silveira, da banda Fresno


Por: Mary Ellen Farias dos Santos e  Helder Miranda
Em junho de 2008



Entrevista com o vocalista da banda Fresno no R.G. de aniversário de cinco anos do Resenhando.com. Conheça um pouco mais do quarteto musical da nova geração. 



Ana Miranda, José Roberto Torero, Fernanda Young e uma reedição das melhores entrevistas de todos os tempos publicada no site em 2007. Estes foram os RG's de aniversário do Resenhando.com, uma honraria até então só ocupada por escritores. Ao contrário daquele papo brega de que o site "ainda ontem era um bebê e hoje dá os primeiros passos", os cinco anos são festejados com a juventude de alguém que está no auge, e promete ir ainda mais longe. Lucas Silveira, da banda Fresno, ao mesmo tempo em que arranca suspiros das garotas com seu hardcore melódico, também fala, com seu sotaque cantado de Porto Alegre - com um linguajar certinho, certinho, o que é difícil, principalmente no meio musical, sobretudo em uma banda jovem.

São muitos números que confirmam o fenômeno pop. A banda Fresno, desde 2003, ostenta o número de dois milhões de downloads de músicas via internet. Além disso, vendeu 30 mil cópias de maneira independente nos três primeiros álbuns, foi revelação na MTV em 2007, e percorreu mais de 20 estados no Brasil em shows que lotavam as cidades em que passavam. 

Com o clipe "Uma música" rolando sem parar na programação da MTV, eles já estrelaram um reallity show na emissora, o "Família MTV". Tanta comoção em torno de uma banda não rendeu a Lucas, nem aos outros integrantes do grupo Fresno - Vavo, Tavares e Bell - , egos inflados. Nesta entrevista, Lucas - que já tentou ser VJ - fala do novo disco,"Redenção" (Arsenal Music), Sandy & Júnior, com quem dividiu o vocal em uma das últimas apresentações da dupla em rede nacional, a um assunto extremamente delicado, principalmente no meio musical: o estigma de ser, ou não, Emo. 



       




RESENHANDO - Como define a banda Fresno após oito anos no meio musicial?
LUCAS - Eu diria que somos um sonho constantemente realizado. A gente foi conquistando muitas coisas pequenas que, aos poucos, nos trouxeram até aqui. Me sinto realizado profissionalmente.


RESENHANDO - Fãs por todo o Brasil. Hoje, qual o significado do sucesso?
LUCAS - É motivo de orgulho. E não é só pra mim. É um orgulho que toma conta de todo mundo que fez parte da nossa vida. Amigos, famílias, enfim, eu me sinto ainda mais feliz porque temos uma porção de gente ao nosso redor que também sente isso. 


RESENHANDO - Qual a diferença musical de Redenção em relação aos álbuns anteriores?
LUCAS - A diferença começa pela formação da banda, que é diferente da que gravou o "Ciano". Além disso, foi um disco concebido em São Paulo, com a gente morando sob o mesmo teto, vivendo uma vida totalmente diferente da que vivíamos em Porto Alegre. São muitos fatores que levaram esse disco a soar diferentemente. A gente sempre teve uma veia pop até na nossa música mais pesada. O que fizemos foi pegar esse lado pop e fazer ele aparecer mais, dando destaque para o que está sendo cantado, e também agregando outras texturas ao nosso som, com o uso de samplers e teclados.


RESENHANDO - Um quarteto que rompe com a agonia juvenil no disco Redenção, quarto álbum da banda. Como aconteceu esta transformação musical?
LUCAS - Trata-se de um amadurecimento natural. Banda que se preze não se contenta em fazer discos sempre iguais. A gente sempre procura deixar bem claro que evoluímos de um disco para o outro. Eu diria que esse é o primeiro disco em que a gente atingiu uma sonoridade somente nossa, característica e facilmente reconhecível. Foi o primeiro trabalho que nos agradou por completo, após finalizado. 


RESENHANDO - Como aconteceu a produção do novo CD? Como as músicas foram selecionadas?
LUCAS - O repertório do disco já estava 100% composto antes mesmo de a gente ter assinado com a Arsenal/Universal. A gente planejava lançar esse disco de forma independente. No entanto, com o contrato já assinado, o que fizemos foi apenas mostrar para o pessoal da gravadora as músicas, que foram totalmente aprovadas, sem ressalva alguma. Nossos interesses musicais atualmente convergem bastante com os da gravadora, por isso, não teve aquela coisa de os caras meterem os bedelhos, ou solicitarem a composição de mais músicas. Com isso em mente, tivemos quase um ano para lapidar essas músicas, que foram gravadas na maior das tranqüilidades, no estúdio Midas, com produção não só do Rick Bonadio, como do Rodrigo Castanho e do Paulo Anhaia. Optamos apenas por uma regravação, com a música "Alguém Que Te Faz Sorrir", que julgamos ser um sucesso não explorado pela banda anteriormente.


RESENHANDO - Apesar do fim da dupla Sandy e Jr., ambos continuam sendo ícones do meio artístico. Como foi cantar ou ter um membro do grupo junto deles, interpretando uma canção no VMA 2007?
LUCAS - Foi uma honra totalmente inesperada. Sandy e Jr. fazem, mesmo que indiretamente, parte da vida de muita gente. Todos os conhecem e eles têm um público enorme. Além disso, são pessoas muito legais. Essa participação angariou muitos olhares para a banda, que ainda se via num gueto segmentado da música. 


RESENHANDO - No site oficial da banda (http://www.fresnorock.com.br) diz: "Era necessário sair de vez do saco hardcore melódico (chamado por alguns de emo) que foi colocado quando estourou em 2006, com o álbum Ciano". Como surgiram os comentários que a banda era emo? Como é a reação da banda diante deste rótulo?
LUCAS - O rótulo "emo" partiu muitas vezes de nós mesmos, em idos de 2002 e 2003. No entanto, nessa época, o rótulo tratava-se somente de uma subdivisão do rock alternativo que englobava bandas sensacionais como At The Drive-In e Sunny Day Real Estate. Eu já citei muito em entrevistas, que gostávamos de bandas emo, que nosso som era emo, enfim. Mas todos nós sabemos que o conceito de emo hoje é algo totalmente distorcido, beirando a chacota. Musicalmente, hoje ele designa bandas do naipe de Simple Plan e Good Charlotte, que nada têm a ver com a essência da palavra, perdida anos atrás. Extra-musicalmente, emo é um fenômeno comportamental do século 21, uma tribo urbana que também não tem muito a ver com o que a gente quer passar. Enfim, já incomodou muito, mas hoje a gente leva numa boa, pois sabemos que esse tipo de febre passa, e a nossa vontade de tocar, não.


RESENHANDO - Quais os planos da banda para 2008?
LUCAS - A gente acabou de lançar nosso novo disco, "Redenção". Então, no momento, os planos se resumem em divulgar esse disco em todos os cantos do país, fazendo shows cada vez mais intensos. Estamos muito felizes e constantemente realizados. É isso! Valeu. 



Discografia
2008 - Redenção (Arsenal/Universal)
2007 - MTV Ao Vivo 5 Bandas de Rock (Arsenal/Universal)
2006 - Ciano (Terapia Records_
2004 - O Rio, A Cidade, A Árvore (RCT/Antídoto)
2003 - Quarto dos Livros (Sweet Salt/Antimídia)

Demo
2001 - O Acaso do Erro

DVD
2007 - MTV Ao Vivo 5 Bandas de Rock (Arsenal/Universal)

quinta-feira, 1 de maio de 2008

.: Imperdível! Entrevistas que colecionam cliques

Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em junho de 2008



A atriz e cantora Marjorie Estiano; o vocalista da banda Fresno, Lucas Silveira; a cantora e compositora, Isabella Taviani; os monstros das Noites do Terror, do Playcenter, os atores Alaní Santiago e Ricardo Fernandez; a cantora católica Adriana. Eles são destaque no R.G., mais uma vez!




Ao longo dos cinco anos do Resenhando muitos entrevistados importantes marcaram presença nas páginas virtuais do R.G.. Atores, escritores, poetas, dramaturgos, jornalistas e cantores, em conversas soltas, mostraram um outro lado, contaram um pouquinho da vida e falaram sobre o que todos gostariam de saber. Conversa vai, conversa vem. O resultado são grandes entrevistas. Ainda festejando seu quinto aniversário, nós do Resenhando preparamos uma lista com as cinco entrevistas mais acessadas (06/2007 a 06/2008). 

Liderando estas grandes entrevistas está a atriz e cantora da Rede Globo, Marjorie Estiano. Em seguida, o charmoso vocalista da banda Fresno, Lucas Silveira. Nesta corrida, chega em terceiro lugar a cantora e compositora, Isabella Taviani. Na seqüência algo sinistro paira no ar com os monstros das Noites do Terror, do Playcenter comemorando os 20 anos de evento e dão destaque aos atores Alaní Santiago e Ricardo Fernandez. A conquista da quinta colocação deste ranking fica com a cantora católica Adriana em uma grande missão dada por Deus. Agora saiba um pouco mais dos nossos entrevistados e não deixe de ler o R.G. de cada um deles na íntegra!

Marjorie Estiano: A cantora e atriz, entrevistada do mês de março deste 2008, com sua voz suave e macia, falou com simplicidade sobre protagonizar a novela de horário nobre, da Rede Globo, Duas Caras. De fato, para Marjorie Estiano parece fácil ser doce e gentil. A jovem de 26 anos contou ao Resenhando detalhes de sua carreira musical e da renovação de contrato com a maior emissora de TV brasileira. Qual a preferência da moça na área profissional? Ela responde com agilidade: "Sempre quis ser atriz e cantora. Quando comecei, em Malhação, interpretei a Natasha, uma menina que cantava, e foi uma feliz coincidência. Sobre o que mais gosto? Acabei decidindo por não me decidir.".

:: Mais sobre... 

:: R.G. de Marjorie Estiano, cantora e atriz




Lucas Silveira: Enquanto arranca suspiros das garotas com seu hardcore melódico, o vocalista da banda Fresno, dono do R.G. de junho de 2008, fala sobre o estigma de ser, ou não, Emo. "Extra-musicalmente, emo é um fenômeno comportamental do século 21, uma tribo urbana que também não tem muito a ver com o que a gente quer passar", afirma. No entanto, sobre o álbum Redenção Lucas Silveira enfatiza: "Eu diria que esse é o primeiro disco em que a gente atingiu uma sonoridade somente nossa, característica e facilmente reconhecível".

:: Mais sobre... 

:: R.G. de Lucas Silveira, vocalista da banda Fresno




Isabella Taviani: A entrevistada do R.G. de maio de 2008, tem uma grande história em seu currículo. Antes de se tornar cantora, Isabella jogou vôlei, trabalhou em repartição pública e deu aula para crianças carentes. Filha de uma pianista e neta de um cantor de ópera, procurou o curso de soprano apenas para aprimorar a voz, pois já sabia que o que queria era MPB. Isabella Taviani formou-se em canto lírico e desde então, vem desenvolvendo um estilo que cativa a todos que a ouvem pela força e melodia envolvente de suas composições. Pensando em aprimorar sua performance no palco ela fez curso na Casa das Artes de Laranjeiras (CAL).

:: Mais sobre... 

:: R.G. de Isabella Taviani, cantora e compositora


















Alaní Santiago e Ricardo Fernandez - Monstros das Noites do Terror do Playcenter: Para eternizar a grandiosa festa paulista, Noites do Terror - 20 anos, do parque de diversões, Playcenter, o R.G. do mês de novembro de 2007 foi composto por uma dobradinha de muito bom gosto: Alaní Santiago, intérprete do Zumbi Rodolfo e Ricardo Fernandez (ator que participa do evento desde a primeira edição), intérprete do Guardião do Cemitério. 

:: Mais sobre...

:: R.G. de Alaní (zumbi Rodolfo) e Ricardo (Guardião do Cemitério), atores Noites do Terror (20 anos)




Adriana: A bela de olhos azuis, abençoou a todos os internautas ao estrelar o R.G. de dezembro de 2007, com seu grande carinho por Deus. Ela que é uma das artistas católicas de maior sucesso, assume uma postura humilde ao falar sobre sua carreira que soma mais de dez anos. Adriana que foi convidada para gravar músicas não religiosas (em 1997) revela que nunca negou que sua música e seu dom vêm de Deus. "E, é só para Ele a quem eu devo cantar. Reconheço que a música é um milagre de Deus na minha vida", conclui.

:: Mais sobre... 


:: R.G. de Adriana, cantora católica

.: Entrevista com Isabella Taviani, cantora e compositora

“Hoje o público já reconhece que cada uma é única, mas ainda bem que me compararam a uma grande artista como Ana Carolina, uma honra” – Isabella Taviani


Por: Patrick Selvatti
Em maio de 2008


A cantora e compositora Isabella Taviani conta um pouco sobre seu estilo musical, fala das comparações com Ana Carolina e de sua identificação com o público gay.


Antes de se tornar cantora, Isabella jogou vôlei, trabalhou em repartição pública e deu aula para crianças carentes. Filha de uma pianista e neta de um cantor de ópera, procurou o curso de soprano apenas para aprimorar a voz, pois já sabia que o que queria era MPB. Isabella formou-se em canto lírico e desde então, vem desenvolvendo um estilo que cativa a todos que a ouvem pela força e melodia envolvente de suas composições. Pensando em aprimorar sua performance no palco ela fez curso na Casa das Artes de Laranjeiras (CAL). Conheça um pouco mais de Isabella Taviani.



RESENHANDO - Como você define seu estilo musical?
ISABELLA TAVIANI - É difícil definir. No meu repertório, há MPB, pop rock, rock pesado e também muita balada romântica. Eu flerto muito com o rock porque sou uma pessoa muito vigorosa e o rock me permite explorar esse interior que eu quero colocar para fora. Mas eu gosto mesmo é de compor sobre o amor, independente do estilo musical. Não sou uma compositora que fica pesquisando, rebuscando muito as palavras. Gosto de compor canções que saiam rapidamente, que saiam com uma expressão de sentimento, pois parece que elas são mais verdadeiras. 


RESENHANDO - Quem são suas influências musicais?
I.T. - Eu sempre ouvi muito Elis Regina, Maria Bethânia, Simone, Dalva de Oliveira. Mas me inspiro muito em Maria Callas, pela sua interpretação audaciosa. Eu acredito na cantora que realmente sua a camisa para estar no palco, e não apenas na sua voz. Eu não creio na voz perfeita, mas, sim, que, por baixo de uma grande voz, tem que haver uma grande intérprete, que está vivendo aquilo que está cantando.


RESENHANDO - Como você encara as comparações com Ana Carolina e como é a sua 
relação com ela?
I.T. - No início eu fiquei muito incomodada porque quando você não vê o mercado se abrindo para você, é difícil constatar que as pessoas salientam nossas semelhanças com outros artistas que já se fixaram no mercado e esquecem as diferenças que nós temos. Ana Carolina e eu temos muitas diferenças. Hoje, com a situação andando e o trabalho se estabilizando, o público já reconhece que cada uma é única, mas ainda bem que me compararam a uma grande artista como Ana Carolina, uma honra. Eu e ela hoje somos grandes amigas e planejamos até compor uma canção juntas.



RESENHANDO - Você já gravou dois álbuns e seu nome já é conhecido no meio artístico e de uma grande fatia do público, inclusive com músicas em outra novela da mesma emissora. Mas as pessoas ainda parecem associar seu sucesso a este último trabalho. Como é a sensação de ter sua música tocando na novela das nove da Rede Globo, o programa de televisão mais assistido do país, ainda mais embalando as cenas de uma atriz do porte de Renata Sorrah?
I.T. - É uma lente de aumento em cima de um trabalho que a gente já vem fazendo. MPB é um mercado muito difícil, as rádios tocam menos em todo o país, mas em todo lar há uma televisão e isso faz com que entremos nas casas das pessoas com mais facilidade.


RESENHANDO - Como é sua relação com os fãs?
I.T. - Existe entre nós uma relação verdadeira, sincera. Há uma troca muito boa, principalmente no palco, porque na platéia os fãs interagem bem, graças à facilidade que eles têm de se colocar no meu lugar quando eu canto. As canções falam de histórias que todo mundo passa e a maneira como interagimos faz com que eles se transfiram para o meu lugar. Acho que vem daí essa boa sintonia.


RESENHANDO - Que recordações você traz dos tempos em que canta em bares na noite?
I.T. - Eu acho que as roubadas que acontecem no palco, porque na noite você tem que ter jogo de cintura, saber lidar com várias situações. Mas o bom dessa época é que a proximidade com o público ajuda mais nessa interação.


RESENHANDO - Na música “Iguais”, você assume que faz um flerte com o público gay, que tanto participa dos seus shows. Como você enxerga essa questão da diversidade sexual nas artes de um modo geral?
I.T. - Os homens gays costumam ser muito sensíveis e isso faz com que eles sejam presentes nos meus shows. Já as mulheres gays são mais fortes, guerreiras. Lidar com o público gls é maravilhoso, embora eu não goste de limitar meu trabalho. Mas nessa música eu prestigio, sim, esse público que tanto me prestigia.


RESENHANDO - Que mensagem você deixa para os artistas que buscam esse reconhecimento que você está experimentando?
I.T. - Só há uma saída: acredite em você. Se você não acreditar em si mesmo, pára e vai buscar outra coisa para sua vida. Acredite no que você faz. Tem que permanecer, buscar seu sonho até o fim. Se você acredita, vai fundo.

sábado, 1 de março de 2008

.: Entrevista com Marjorie Estiano, atriz e cantora

"Sobre o que mais gosto? Acabei decidindo por não me decidir" - Marjorie Estiano

Por: Helder Miranda e Mary Ellen Farias dos Santos

Em março de 2008


A estrela do horário nobre da Rede Globo dá as caras no R.G. do Resenhando.com e fala sobre Maria Paula e a renovação de contrato com a emissora.



Cantora e atriz. Marjorie Estiano, uma jovem de 26 anos, que diz não ser feminista, apesar de ter nascido no dia 8 de março (Dia da Mulher), fala com simplicidade sobre a carreira musical e a correria para as gravações da novela da Rede Globo, Duas Caras, na qual interpreta a protagonista, Maria Paula.

Aos internautas, nós do Resenhando.com somente podemos afirmar que a estrela do horário nobre é extremamente doce e gentil, até mesmo ao ser questionada sobre renovação de contrato com a maior emissora de TV brasileira, possíveis chances de migrar para alguma emissora concorrente ou convites para posar nua.

HISTÓRIA: Marjorie Dias de Oliveira, concluiu o curso técnico de artes cênicas no Colégio Estadual do Paraná, em Curitiba, aos 18 anos. Em São Paulo, cursou a faculdade de Música (dois anos) e Publicidade (um ano). Conciliando os estudos, atuou em peças de teatro, fez comerciais de televisão e pertenceu a um grupo de garçons cantores que faziam performances de clássicos do cinema, como Grease e Cabaret, chamado Cine in Show.

Ao passar no teste da Oficina de Atores da Rede Globo, mudou-se para o Rio de Janeiro, em 2003. Foi então que a moça assumiu o nome artístico de Marjorie Estiano e entrou para o elenco fixo de Malhação, interpretando a personagem Natasha, baixista do grupo musical Vagabanda. Apesar de ser a vilã da 10ª temporada do seriado jovem, ela conquistou o grande público com sua voz nas canções Você sempre será e Por mais que eu tente.

Ao soltar a voz em singles, Marjorie ganhou o público jovem e investiu na carreira musical, gravou demos e a Universal Music aceitou a produção de um CD, que foi distribuído nas lojas no dia 30 de abril de 2005. Com o disco lançado, a cantora passou a apresentar-se pelo Brasil em julho do mesmo ano.

No mês de novembro ela lançou seu primeiro DVD que contou com as músicas do CD de estréia e releituras dos sucessos Miss Celie's Blues, tema do filme A Cor Púrpura, Até o Fim, do clássico de Chico Buarque, This Love, do Maroon 5, entre outros. O CD alcançou a marca de 175 mil cópias vendias enquanto que o DVD vendeu 42 mil cópias.

Ainda em 2005, a canção Você sempre será foi a segunda música mais executada nas rádios de todo o Brasil, impulsionando o CD para o topo dos mais vendidos. Em 2006, como cantora, ganhou o Prêmio Multishow de Revelação. Em 2007, Marjorie finalizou o segundo CD, Flores, Amores e Blábláblá, que traz uma canção de Rita Lee, Tatuagem, Oh! Darling, dos Beatles e a canção Espirais.

Após agradar os fãs de novelas em Páginas da Vida, ao interpretar a personagem Marina que lutou para salvar o pai do alcoolismo, Marjorie tem o árduo trabalho de protagonizar a atual novela das 21 horas, da Rede Globo, Duas Caras. Confira a entrevista descontraída e bem-humorada da estrela do horário nobre Marjorie Estiano.




RESENHANDO - O que muda na sua carreira, após interpretar uma protagonista no horário nobre da principal emissora do país?
MARJORIE ESTIANO – Não procuro pensar em ser protagonista, para não me atrapalhar. As pessoas colocam um peso muito grande, que na verdade não têm. Hoje, uma trama tem diversos protagonistas, pois é muito mais rápida e cada um tem o seu momento. Procurei pensar apenas em seguir em frente e fazer bem o meu trabalho.


RESENHANDO - Antes de seu contrato acabar, a Rede Globo acabou de renová-lo por mais quatro anos. A que você atribui isso?
M.E. – Foi um encontro de interesses. É uma empresa em que tive grandes oportunidades, que vem investindo porque teve algum retorno.


RESENHANDO - Não seria uma forma de garantir que você não seja contratada pela concorrência?
M.E. – (silêncio) Olha, não sei... Nem me interessa.


RESENHANDO - O que a Marjorie tem da Maria Paula?
M.E. – Determinação. Como a Maria Paula, sou obsessiva. Claro que não chego a ser patológica, mas no trabalho eu sempre quero dar o meu melhor.


RESENHANDO - Ferraço, Cláudius ou Narciso? Para quem você torce para sua personagem em Duas Caras ficar no final?
M.E. – Cláudius, porque eles têm uma história bonita. Ele gostava dela desde muito garoto, e Maria Paula passou a percebÊ-lo depois .


RESENHANDO - Você gosta mais de cantar ou atuar?
M.E. – As duas coisas. Sempre quis ser atriz e cantora. Quando comecei, em Malhação, interpretei a Natasha, uma menina que cantava, e foi uma feliz coincidência. Sobre o que mais gosto? Acabei decidindo por não me decidir.


RESENHANDO - Muito discreta, não se vê seu nome envolvido em fofocas. Inevitavelmente, já deve ter recebido convites para posar nua...
M.E. – (gargalhadas) Não, nunca! Se vieram, não chegaram até mim...


RESENHANDO - Posaria nua para uma revista masculina?
M.E. – (continuam as risadas) Eu iria achar muito engraçado, porque não é meu perfil. Quem tem essas propostas são atrizes que fazem personagens sensuais, que mexam com a libido e, até o momento, nunca interpretei personagens assim... Mesmo que eu viesse a fazer uma personagem com essa característica, a resposta seria não. Nada a ver comigo.


RESENHANDO - Acabando as gravações, você vai voltar à turnê dos shows? Pretende lançar um novo CD?
M.E. – Com o fim da novela, pretendo fazer lugares mais distantes, como o Nordeste, que não conseguia por conta das gravações. De qualquer forma, o terceiro disco está em meus planos, mas não posso adiantar nada concreto sobre ele.


RESENHANDO - O que há de autobiográfico nas canções que você interpreta?
M.E. – Nada... Eu me sinto contando histórias, passando mensagens que não tem nada de autobiografia. É claro que a gente se identifica em algumas canções, mas não há o tom de confissões nelas.


RESENHANDO - Quais as suas influências musicais?
M.E. – Ouço muito de tudo. Como minha mãe é baiana, e meu pai do interior do Paraná, cresci apreciando muitos cantores, como Chico Buarque, Lulu Santos, Lenine, e muito blues, como Louis Armstrong e B.B. King.



RESENHANDO - O que você está lendo?
M.E. – Olha, por conta das gravações, não tenho tempo para nada. Às vezes, leva-se uma semana para gravar um capítulo. Você não imagina o tempo que levou as gravações da festa do Renato (interpretado por Gabriel Sequeira, filho de Marjorie na novela)! Estou com um monte de livros acumulados... Entre eles, O Meu Mundo Caiu – A Bossa e A Fossa de Maysa, de Eduardo Logullo. Já Lolita, de Vladmir Nabokov, adoro. Tenho optado por contos, textos curtos, que aproveito para ler na espera entre uma gravação e outra. 


RESENHANDO - Você nasceu no Dia Internacional da Mulher. O que essa data representa para você?
M.E. – Não sou feminista, e sempre foi muito natural para mim nunca querer ser dona de casa, ter um marido, filhos. É uma data comemorativa como qualquer outra, não costumo elaborar um conceito para nada.


CARREIRA:
Telenovelas:
- Páginas da Vida (2006), na novela de Manoel Carlos interpretou Marina Martins de Andrade Rangel (personagem que lutou para tentar salvar o pai do alcoolismo), protagonista coadjuvante.  
- Duas Caras (2007), novela de Aguinaldo Silva, interpreta Maria Paula Fonseca do Nascimento Rangel, protagonista.
- Gabriela Cravo e Canela (2010), há rumores de que a atriz irá interpretar Malvina. 

Séries:
- Malhação (2003), interpretou Fabiana em participação especial de 4 episódios.
- Malhação (2004 a 2006), interpretou Natasha Ferreira, antagonista na 10ª temporada e coadjuvante na 11ª temporada.
- A Turma do Didi (2005 e 2007), foi Marjorie Estiano em dois episódios.
- Sob Nova Direção (2007), interpretou Nelly Li (uma mistura de Nelly Furtado e Negra Li e cantou a canção Espirais do CD Flores, Amores e Blablablá, e a canção O Rap da Gaguinha, com Ingrid Guimarães), no episódio 11 ("A Dona da Voz"), da 4ª temporada. 


Prêmios
2008 - Prêmio PMA 2007 - Melhor Cantora (Ouro); Prêmio PMA 2007 - Melhor Atriz (Prata, 2º lugar); Prêmio PMA 2007 - CD Nacional (Prata , 2º lugar) 
2006 - Cantora revelação do ano - Prêmio Multishow de Música Brasileira
2005 - Cantora revelação do ano, Troféu Leão Lobo; DVD de ouro pelas 25 mil cópias vendidas do DVD Marjorie Estiano e Banda ao Vivo; Música do ano (Você sempre será); Melhores do ano, do Domingão do Faustão; Cantora revelação do ano - Meus Prêmios Nick 2005; Disco de platina pelas 150 mil cópias vendidas do CD Marjorie Estiano no Domingão do Faustão; IV Prêmio Jovem Brasileiro,pela telenovela Malhação 
1999 - Melhor atriz - Festival de Teatro Lala Schneider



Discografia
2005 - Marjorie Estiano 
2007 - Flores, Amores e Blablablá


Singles
"Você Sempre Será"
"Por Mais que Eu Tente"
"O Jogo"
"So Easy"
"Espirais"
"Tatuagem"


Singles Promocionais
Versos Mudos
As Horas  


DVD
Marjorie Estiano e Banda ao Vivo (2005) 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

.: Dossiê Nicole Kidman, atriz

Moulin Rouge: Nicole Kidman em cena


Do Havaí ao cinema hollywoodiano

Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em fevereiro de 2008


Nicole Kidman: Um pouco da história de vida da camaleoa do cinema norte-americano.



Em de 20 de junho de 1967, em Honolulu, no Havaí nascia Nicole Mary Kidman (não me pergunte o que é este Mary, ok!), a famosa atriz de dupla cidadania -  norte-americana e australiana (por ser filha de australianos nascida no Havaí), chegou ao estrelato usando somente dois de seus três nomes: Nicole Kidman.

Na época do nascimento da camaleoa do cinema norte-americano (que já teve a cabeleira loura, ruiva e morena, curta, média e longa nas telonas), sua família morava no Havaí, sendo que logo se mudaram para Washington, DC. Ainda, pequena, quando Nicole estava com três anos, a família voltou para Sydney. Eis que nos anos 80, aos 16 anos, a estrelinha da atriz começou a querer brilhar.

Seguindo uma carreira mesclada entre cinema de televisão nos EUA e na Austrália, ainda em filmes menores, Nicole teve a oportunidade de mostrar seu talento em "Terror a Bordo". O longa de 1989, com Billy Zane e Sam Neill, é uma história de suspense e terror sobre um casal de velejadores que resgata um sobrevivente de naufrágio em alto mar.

Eis que o primeiro passo havia sido dado. A carreira de Nicole entrou em ascensão quando fez o filme "Dias de Trovão" (1990), com, o então quase queridinho da América, Tom Cruise. À partir deste longa um forte elo foi criado entre os dois e logo os pombinhos oficializaram a união e juntos adotaram duas crianças.

Junto com Cruise trabalhou no sensual e misterioso "De Olhos Bem Fechados" do consagrado cineasta Stanley Kubrick. Nem tudo que é belo dura para sempre e Tom e Nicole, casados por dez anos, separam-se. Apesar das inúmeras fofocas na TV e declarações confusas de Tom Cruise à imprensa, Nicole não se deixou abater.

Muito pelo contrário, tudo caminhou em direção ao sucesso profissional da ex de Cruise. Resultado: o musical "Moulin Rouge - Amor em Vermelho" (2001) somente mostrou todo o talento da atriz, que injustamente ficou sem o Oscar, abocanhando a estatueta dourada no ano seguinte, em "As Horas" (2003), por melhor atriz. 

Ela que atualmente está casada com Keith Urban e grávida do cantor, tem uma estrela na Calçada da Fama, localizada no número 6801 do Hollywood Boulevard. Agora desfrute do talento desta beldade e corra até uma locadora para conferir a longa lista de filmes de Nicole Kidman, uma "norte-americana-australiana"!


PRÊMIOS E INDICAÇÕES:
Oscar de Melhor Atriz por As Horas (2003) 
3 Globos de Ouro de Melhor Atriz:
- Comédia/Musical, por Um Sonho Sem Limite (1995) e Moulin Rouge - Amor em Vermelho (2001)
- Drama, por As Horas (2002)
Indicação ao Globo de Ouro de Melhor Atriz - Drama, por Reencarnação (Rebirth) (2004) 
MTV Movie Awards de Melhor Atriz, por Moulin Rouge - Amor em Vermelho (2001) 
Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim, por As Horas (2002) 

Filmografia
A Bússola de Ouro (The Golden Compass, 2007) 
Invasores (The Invasion, 2007) 
Happy Feet (Happy Feet, 2006) (voz) 
A Pele (The Fur: An Imaginary Portrait of Diane Arbus, 2006) 
A Feiticeira (Bewichtched, 2005) 
A Intérprete (The Interpreter, 2004) 
Mulheres Perfeitas (The Stepford Wives, 2004) 
Reencarnação (Birth, 2004) 
Revelações (The Human Stain, 2003) 
Cold Mountain (2003) 
Dogville (2003) 
As Horas (The Hours, 2002) 
O Quarto do Pânico (Panic Room, 2002) (voz) 
A Isca Perfeita (Birthday Girl, 2001) 
Os Outros (The Others, 2001) 
Moulin Rouge - Amor em Vermelho (Moulin Rouge, 2001) 
De Olhos Bem Fechados (Eyes Wide Shut, 1999) 
Da Magia à Sedução (Practical Magic, 1998) 
O Pacificador (The Peacemaker, 1997) 
Retrato de Mulher (The Portrait of a Lady, 1996) 
Batman Eternamente (Batman Forever, 1995) 
Um Sonho sem Limites (To Die For, 1995) 
Malícia (Malice, 1993) 
Minha Vida (My Life, 1993) 
Um Sonho Distante (Far and Away, 1992) 
Billy Barthgate - O Mundo a Seus Pés (Billy Bathgate, 1991) 
Dias de Trovão (Days of Thunder, 1990) 
Flirting (1990) 
Bangkok Hilton (1989) (minissérie de TV) 
Terror a Bordo (Dead Calm, 1988) 
Emerald City (1988) 
The Bit Part (1987) 
Room to Move (1987) (TV) 
Une Australienne à Rome (1987) 
Windrider (1986) 
Dança nas Sombras (Watch the Shadows Dance, 1986) 
Vietnam (1986) (minissérie de TV) 
Archer (1986) 
Archer's Adventure (1985) 
Wills & Burke (1985) 
'Five Mile Creek' (1984) (série de TV) 
Matthew and Son (1984) (TV) 
BMX Bandits (1983) 
Prince and The Great Race (1983) 
Bush Christmas (1983) 
Chase Through the Night (1983) (TV) 

.: Dossiê Josh Hartnett, ator

"Eu sempre quis sair (pelo mundo) e ver o que havia por aí... o que me define é a sede de viajar!" - Josh Hartnett

Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em fevereiro de 2008


Um jovem ator de voz rouca e um sinal no pescoço que leva muitas garotas à loucura. Encantador? Sim. Contudo, Josh não traz somente beleza, mas também talento na atuação. Conheça um pouco mais de Josh Hartnett!



Um namorador de 29 anos que não gosta de receber tal rótulo, muito menos quando as estampas dos jornais afirmam que ele sabe fazer a "fila andar" em sua vida sentimental. A última "namorada" do astro é a cantora Rihanna, de 19 anos. Ela assumiu o seu relacionamento com o ator ao jornal inglês “The Mirror”. A cantora do hit “Umbrella” disse que estaria mentindo se dissesse que eles não são mais do que amigos.

HISTÓRIA: O conquistador de corações, Joshua Daniel Hartnett, mais conhecido como Josh Hartnett, nasceu em São Francisco, Califórnia, no dia em 21 de Julho, de 1978. Ainda cedo sua estrela começou a brilhar: começou a carreira em 1997 na série televisiva Cracker. Eis que as portas começaram a se abrir para o garoto que chama a atenção por sua bela aparência.

Aproveitando as oportunidades, o moço de rosto bonito passou a atuar em papéis secundários e em comerciais. A grande chance no cinema foi o de interpretar o papel principal no longa de terror, "Halloween H20: 20 Anos Depois", em 1998.

O ator estado-unidense, apesar da descendência sueca, tem São Francisco como terra natal e foi criado em St. Paul, estado de Minnesota. Passou a maior parte de seu crescimento com o pai e a madrasta, Molly, com quem foi criado, pois com o divórcio dos pais, a mãe de Josh preferiu retornar para São Francisco.

Ainda no colegial, estudou na mesma classe da atriz Rachael Leigh Cook. Na escola, Josh jogava no time de futebol americano, mas abandonou o esporte após sofrer uma lesão no joelho esquerdo. Após a fama, o vegetariano decidiu deixar o caos de Los Angeles e, em março de 2002, voltou a morar em Minnesota.

Em 1999 Josh foi escolhido pela revista Teen People como uma das 21 Estrelas Mais Quentes Com Menos de 21 Anos. Passados alguns anos, em 2002, a mesma publicação o elegeu como uma das 25 Estrelas Mais Quentes Com Menos de 25 Anos. No mesmo ano ele entrou na lista das 50 Pessoas Mais Bonitas do Mundo, publicada anualmente pela revista People.

Josh também deu o ar de sua graça em alguns clips musicais: Playground Love do Air, trilha sonora de As Virgens Suicidas e no vídeo-clip There You'll Be da cantora Faith Hill, a música-tema do filme Pearl Harbor. O ator, que mede 1,90 m de altura, pretende trabalhar atrás das câmeras, pois criou uma produtora de filmes, a Roulette Entertainment, juntamente com o ator Elden Henson.

ROMANCE: Este é um capítulo à parte quando o alvo é Josh Hartnett, pois o currículo amoroso do moço é um tanto que grandinho, constando até famosas, como as atrizes Scarlett Johansson, Julia Stiles e Helena Christensen.

A última da vez é a cantora Rihanna. Uma das primeiras aparições do casal aconteceu no Total Request Live, da MTV, sendo que a boate Pink Elephant serviu de cenário para muito namoro e bebida. É claro que Josh disfarçou e afirmou não conhecê-la.

No entanto, o ator que revelou o seu desejo de ter uma família no futuro e três filhos, acabou sendo desmentido pela queridinha do cantor Jay-Z. "Ele é tão quente. É um doce para mim. Quando nos abraçamos, nos sentimos bem. É tudo muito novo.” 

NOVO PROJETO: Josh Hartnett esteve no foco de fotógrafos durante passeio pelas ruas de Park City, em Utah. O que ele fazia por lá? Esteve na cidade que acontece o Festival de Cinema de Sundance, para promover, August, seu novo longa. O festival que reúne os cineastas independentes dos Estados Unidos foi fundado pelo ator e diretor Robert Redford e, com o passar dos anos, virou palco de cineastas, atores e atrizes ainda pouco conhecidos. 

PREMIAÇÕES: Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards de Melhor Ator, por "Pearl Harbor" (2001); Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards de Melhor Revelação Masculina, por "Halloween H20 - 20 Anos Depois" (1998); Recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Dupla, por "Pearl Harbor" (2001). 

INSUCESSOS: Josh Hartnett fez testes para um papel no filme Duelo de Titãs (2000), um drama estrelado por Denzel Washington, mas não foi aprovado.


Filmografia

The Prince of Cool (2008) 
I Come with the Rain (2008) 
August (2008)
30 Dias de Noite (2007)
Resurrecting the Champ (2007) 
A Dália Negra (2006) 
Xeque-Mate (2006) 
Sin City: A Cidade do Pecado (2005) 
Loucos de Amor (2005) 
Paixão à Flor da Pele (2004) 
Divisão de Homicídios (2003) 
40 Dias e 40 Noites (2002) 
The Same (2001) 
Falcão Negro em Perigo (2001) 
Jogo de Intrigas - O (2001) 
Pearl Harbor (2001) 
Ricos, Bontios e Infiéis (2001) 
Blow Dry (2001) 
Member (2001) 
Seu Amor, Meu Destino (2000) 
As Virgens Suicidas (1999) 
Prova Final (1998) 
Debutante (1998) 
Halloween H20: 20 Anos Depois (1998) 
Cracker (1997) série de TV 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

.: Resenha de "De A-ha a U2: Os Bastidores das Entrevistas do Mundo da Música"

Encontrando-se na sonoridade pop

Por: Helder Miranda

Em dezembro de 2007


Autobiografia musical. Não é só mais um livro-documentário musical, e quem ler 
De A-ha a U2: Os Bastidores das Entrevistas do Mundo da Música, de Zeca Camargo, vai saber o porquê.


Quando se pensa em jornalismo, ainda mais para quem trabalha nessa área do que para leigos, a objetividade é citada quase que o tempo todo, mas sabe-se, ela não existe. Qualquer reportagem vai ser escrita, narrada ou editada sob a ótica de alguém, que inevitavelmente vai se posicionar. É justamente a partir daí que "De A-ha a U2: Os Bastidores das Entrevistas do Mundo da Música", livro de Zeca Camargo lançado pela editora Globo, arrebata o leitor.

Inicialmente, quem é atraído pela publicação, que se destaca na prateleira pela capa com cores chamativas, depois pela boa diagramação que abusa de grandes fotografias e capas de CD`s, passa da mera curiosidade a vontade de querer o livro. Fazem parte desse público pessoas que procuram sonoridades desconhecidas, com dicas de músicas, bandas e cantores sempre no final de cada capítulo e a tão pessoal (e questionável) única música que ele indica se você tiver de escutar apenas uma música das personagens citadas em cada capítulo.

Há, também, os que vão em busca dos detalhes apimentados dos bastidores, que sugere o livro de forma tão irresistível, que chega a ser desleal a concorrência com outras obras na livraria. Você vai encontrar tudo isso, mas terá acesso a algo que o livro não vende e é justamente seu ponto alto: Zeca Camargo se autobiografa por completo ali, e confesso, enquanto estava lendo tive a sensação de que seria amigo dele, se ele quisesse.

São 53 grandes momentos na carreira de Zeca. Na busca pela objetividade, com seu ponto de vista muito peculiar e com uma incansável perseguição por sobreviventes e recém-chegados ao mundo pop, ele esbarra em gente que sabe o que faz, além de fabricados que estão desconfortáveis em um papel atribuído pelas gravadoras e cobrado pela mídia e fãs, que inevitavelmente vão ficar bravos com algum comentário de desagrado que ele fizer sobre determinado artista. Ou concordar, depende, tendo em vista que fãs são piores que mãe de miss.

A publicação também cede espaço a momentos de puro lirismo, quando Elton John começa a falar da morte de Lady Di, ou George Michael, que em um momento delicado de sua carreira recorda o namorado brasileiro morto. Há, ainda, os altos e baixos das cinco entrevistas que fez com Alanis Morissete, a cantora que mais entrevistou, ou os hilariantes dois encontros com Britney Spears, que saiu do quarto de hotel aos prantos por causa de um jornalista que a havia bombardeado com perguntas incômodas, ou quando chegou mancando a entrevista porque o salto de uma de suas botas havia acabado de quebrar. Escolhas óbvias para citar aqui? Talvez, mas o livro é bom e pop demais para nos aproximarmos do cult.


Livro: De A-ha a U2: Os Bastidores das Entrevistas do Mundo da Música
Autor: Zeca Camargo
472 páginas
Ano: 2006
Editora: Globo

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

.: Resenha de "A Casa dos Beijinhos", de Claudia Bielinsky

É na procura que se descobre um universo mágico

Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em dezembro de 2007


Um livro-brinquedo recheado de amor, diversão e surpresas. Saiba mais de 
A Casa dos Beijinhos, de Claudia Bielinsky.


Último mês do ano. Natal 2007 com os dias contados para acontecer. As crianças, claro, como sempre ficam em polvorosa. Como agradar uma criança fugindo dos tradicionais presentes da linha Barbie (meninas) ou da linha Max Steel (meninos)? Não quer nada oco feito de plástico? Uma excelente dica é dar um livro.

Nada de fazer perguntas no estilo: "Um livro de Natal para uma criança?". Até porque a minha resposta é: Sim. Um livro diferente é uma opção divertida e cheia de surpresas. A Casa dos Beijinhos, de Claudia Bielinsky, publicação da Companhia das Letrinhas, é um livro-brinquedo que entretém e convida os pequenos a participar do mágico universo da leitura.

A Casa dos Beijinhos é um convite de capa-dura para o neném (de dois a quatro anos) procurar beijinhos e mais beijinhos diferentes em todos os cantos da casa. Seja na sala (debaixo de uma almofada) ou no banheiro (dentro da banheira). Em cada lugarzinho da casa estão os beijinhos de amor (sempre) dispostos a serem encontrados pela curiosidade infantil.

Por meio da interatividade as crianças ganham noção sobre os animais, a casa e a família, tendo o afeto como ponte de ligação entre esses elementos. Como isso pode ser feito? Simples. A Casa dos Beijinhos, além de trazer desenhos em cores vibrantes, é todo manipulável. Resultado: O apelo visual e tátil estimula os pequenos, enquanto escutam de seus pais e familiares a seqüência da história dos beijos amorosos.

De fato, as crianças tem a chance de encontrar o beijinho mais gostoso e que mais lhe agrada. Deste modo podem desenvolver uma melhor relação com a escrita, as figuras e a escuta, fatores positivos para a formação do futuro leitor. Enfim, esta brincadeira é uma grande fonte de diversão e descobertas para pais e filhos.


Livro: A Casa dos Beijinhos
Título Original: La Maison des Bisous
Autora: Claudia Bielinsky
16 páginas
Tradução: Amelinha Nogueira
Ano: 2007
Editora: Companhia das Letrinhas

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

.: Resenha de "Ser Feliz é Fácil", livro de Care Santos, da Editora Record



Aproveitando as maravilhas da juventude

Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em dezembro de 2007




Um casamento. Uma irmãzinha. Uma viagem longa na história. Novas aventuras das três super amigas: Júlia, Anali e Elisa.




"Você vai ver que escrever é uma das melhores formas de descobrir coisas que você não sabia que sabia". Esta é uma afirmação correta. Contudo, ler também tem este poder de conhecimento. Ser Feliz é Fácil conta uma história de força de otimismo.

Neste terceiro volume da coleção Amigas para Sempre, temos as inseparáveis: Anali, Júlia e Elisa em novas aventuras. A união das garotas é tão forte que nada as separa, mesmo quando Anali vai tirar férias na China, para conhecer Xian, a cidade em que nasceu.

Nesta viagem ao encontro de surpresas na vida familiar, as amigas da chinezinha, Júlia e Elisa terão de resolver alguns problemas relacionados ao coração: as três amigas estarão diante de momentos importantes. O descobre que o amor é melhor do que qualquer fórmula de emagrecimento, mesmo que esta seja a dieta da alcachofra.

Envolvida por tantas surpresas do ciclo da vida, Anali percebe que viver é algo totalmente simples, e claro, estar alegre não tem mistério algum. "Gostaria de explicar minha teoria sobre as pessoas. Penso que elas se dividem em três categorias: as que não têm cura, as que ainda têm cura e as que não precisam de nenhuma cura. Ao primeiro grupo pertencem os egoístas, pessoas que só se importam consigo mesmas. [...] A segunda categoria é formada pelas pessoas que de vez em quando nos fazem sofrer, mas que no fundo não querem fazer isso, e até sofrem por tê-lo feito. Os da última categoria são os que valem a pena de verdade. São alegres, solidários, amáveis. O único problema é que são muito poucos. Por isso, quando se encontra um, não se pode deixar escapar".

Ah! Caso ainda não tenha lido os livros anteriores Como Ficamos Amigas e Seja Você Mesma, da coleção Amigas para Sempre, você pode se acalmar, relaxar e seguir em frente na leitura deste livro. A autora, Care Santos, dá uma "pincelada" nos acontecimentos mais marcantes que ficaram no passado das meninas. Realmente, estas lembranças são positivas, até para aqueles que leram há um tempo os primeiros volumes da coleção e agora tem em mãos Ser Feliz É Fácil.

"Meu nome é Anali, tenho 11 anos e duas amigas. Gosto de colares coloridos, de tomar sorvete e de descobrir lugares estranhos (conheço uns quantos). Também gosto de danças, de dormir até muito tarde, de assistir a vários filmes seguidos e de Mike Pita (o cantor dos cachos). Detesto costurar e todas as atividades que se pareçam com esta, como fazer crochê. Não sei por que as pessoas acham que nós, meninas, devemos saber essas coisas. Algumas vezes, não muitas, me entedio e não sei o que fazer. Se tivesse um irmão, tudo seria diferente. Mas não tenho irmão, e agora já acho que nunca terei".

O que dizer sobre um livro que sabe como chegar direto nos adolescentes? De fato, não há como fazer qualquer comparação, pois "um caderno é como uma vida. No começo, todos são iguais. Não há cadernos ruins ou vidas ruins. Também não há cadernos bons e vidas boas. Tudo depende de você, das palavras que você escolhe para enchê-los e também da ordem em que as coisas são contadas."


Livro: Ser Feliz É Fácil
Título Original: 
Ser Feliz Es Fácil
Autora: 
Care Santos
180 páginas
Ano: 
2007
Tradução:
 Miguel Barbero
Editora: Record

sábado, 8 de dezembro de 2007

.: Resenha de " Burajiru: haicais", de Nelson Savioli

Um mestre brasileiro na poesia japonesa

Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em dezembro de 2007


A forma explicativa e prática dos haicais em livros. Confira 
Burajiru: haicais, de Nelson Savioli.


"O que é um haicai?". Ok. Ele não é um terrível bicho de sete cabeças, porém nem todos, pelo menos os não tão achegados à leitura de poesias, sabem o que é e como é possível identificar tal forma de escrita. Caso ainda não tenha em mãos Burajiru: haicais, de Nelson Savioli, leia a seguinte pesquisa no antigo, mas não ultrapassado Dicionário Enciclopédico Ilustrado TUDO (1977), da editora Abril.

Haicai - aportuguesamento de haiku, forma japonesa tradicional de verso, composta de três linhas de cinco, sete e cinco sílabas, sucessivamente. Desenvolvida por Matsuo Basho e outros, por volta do século XVII, a partir de uma forma mais antiga com trinta e uma sílabas, tem por característica o emprego de imagens, muitas vezes tiradas da natureza, para sugerir ou evocar um sentimento ou estado de espírito. Valoriza-se pela densidade e intensidade. Foi transplantada para a poesia de outras línguas, inclusive a portuguesa.

Calma! Você não terá de mergulhar em vários e vários livros para compreender a obra de Savioli, pois Burajiru: haicais é uma verdadeira fonte de sabedoria da poesia japonesa. No livro, em Notas, há o significado, a história e haicais de grande mestres desta forma de escrita. Outro ponto interessante está nos haicais do autor, separados de acordo com as quarto estações do ano: primavera, verão, outono e inverno. Confira alguns:



Primavera
"Uma estrada torta.
O jatobá centenário
domina a cena."


Verão
"Jabuti filhote.
Mas quem cuidará dele
no próximo século?"


Outono
"O grilo aparece
no meu livro de latim.
Dois analfabetos."


Inverno
"Geada na serra.
Na borda do copo brilham
nossas digitais"



Esta fonte do haicai impressa neste ano de 2007 é um pequeno livro em seu formato, porém extremamente grande no conteúdo. Nele há também Apêndice I: Haicai no Mundo CorporativoApêndice II: O Português no Cotidiano JaponêsBibliografia BásicaBibliografia ExtensivaÍndice Remissivo e Agradecimentos, isto é, um prato feito (muito bem feito, por sinal) para aqueles que gostam e querem soltar a criatividade nesta forma de poesia.

Na Introdução da obra Savioli lança a seguinte pergunta: "É possível para um brasileiro, que não descende de japoneses, escrever haicais minimamente aceitáveis nos moldes da tradição dos mestres dos séculos XVII e XVIII?". Para o autor ainda paira uma antiga dúvida, pois esta expressão poética teve duas portas de entrada no país, uma aberta pela linhagem familiar, a outra pela naturalização. Contudo, ao ter Burajiru: haicais nas mãos (um livro de cabeceira, certamente) percebe-se que esta dúvida não existe, há apenas uma resposta certeira: - Sim é possível um brasileiro escrever bons e intensos haicais, pelo menos Nelson Savioli é certamente uma exceção.


Livro: Burajiru: Haicais
Autor: Nelson Savioli
140 páginas
Ano: 2007
Editora: Qualitymark

← Postagens mais recentes Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.