sábado, 7 de novembro de 2015

.: Nando Reis lança CD ao vivo pela Deck e pelo selo Relicário

Três anos após o lançamento de “Sei”, seu mais recente disco de inéditas, Nando Reis apresenta, ainda esse mês, seu novo trabalho. Depois de muitos anos rodando o país com os Infernais, esse álbum traz o cantor, compositor e violonista como há tempos não se via: sozinho no palco com seu violão. Gravado ao vivo e intitulado “Nando Reis - Voz e Violão – No Recreio – Volume 1”, o projeto é lançado em formato físico (CD) e digital pela Deck e pelo selo Relicário. No início do próximo ano, a Polysom irá lançar em vinil.

O CD foi produzido por Nando, com produção executiva de Fernando Furtado e Diogo Damascena, mixado por Jack Endino (Seattle – EUA) e masterizado por Chris Hanzsek (EUA). O álbum traz 14 faixas, entre sucessos e lados B da carreira de Nando, todas de sua autoria. Entre elas estão as inesquecíveis “Relicário”, “Diariamente” e “All Star”, todas interpretadas ao vivo, no show gravado em abril desse ano, no Citibank Hall em São Paulo.

.: Websérie com Monica Iozzi, Dani Calabresa e Carlos Moreno

Com conteúdo jovem e divertido, novo projeto será veiculado em quatro episódios, que também serão replicados nas redes sociais oficiais da empresa. 

Carlos Moreno, Dani Calabresa e Monica Iozzi se juntaram em mais um projeto: o Apartamento 1001. Com conteúdo jovem e divertido, a web série é dividida em quatro episódios que vão ao ar no dia 5 de novembro na TV Bombril (www.bombril.com.br/tvbombril). Também serão divulgados semanalmente na Fanpage (www.facebook.com/BombrilOficial), Instagram (@bombriloficial) e Twitter (twitter.com/bombriloficial).

O enredo traz duas jornalistas, interpretadas por Monica e Dani, que dividem o Apartamento 1001. Elas fazem de tudo para conseguir uma matéria de capa com a diva Ivete Sangalo por meio do seu empresário, interpretado por Carlos Moreno.

Com conteúdo sempre pautado pelo humor e abordando assuntos atuais, a TV Bombril faz parte da estratégia que a Bombril tem seguido, nos últimos anos, para se aproximar do público jovem. Reúne programas como o Jornal 1001, com a dupla Carlos Moreno e Dani Calabresa, que divertem os internautas em edições semanais, e o Virozzi, vlog da Monica Iozzi onde a apresentadora comenta temas ligados ao dia-a-dia, como desperdício de água e previsão do tempo. 

.: Melhor resort da América do Sul cobra R$ 11.700 por quatro dias

Considerado pela  revista de luxo e estilo de vida e viagens "Condé Nast Traveller" o melhor resort da América do Sul, o Ponta dos Ganchos apresenta uma programação especial para o Natal 2015 para aqueles que passam longe da crise.

Resort de praia mais exclusivo do Brasil está localizado em uma península particular em Governador Celso Ramos, a 50 km de Florianópolis, o Ponta dos Ganchos Resort é rodeado por uma vila de pescadores e está imerso a uma natureza exuberante. Três pequenas ilhas e uma Baía de areia branca tornam o cenário ainda mais encantador.  

Inaugurado em dezembro de 2001, o resort foi pensado para oferecer um novo conceito de experiência aos hóspedes mais exigentes. Privacidade é a palavra de ordem no Ponta dos Ganchos Resort. São apenas 25 bangalôs distribuídos em uma área de 80 mil m². Todos com vista para o mar e construídos de maneira a preservar a individualidade. 

O resort oferece pacote especial de luxo com quatro noites, de 23 a 27 de dezembro, a partir de R$ 11.700,00 no Bangalô Anhatomirim. Estão inclusos no pacote de Natal: uma ceia de Natal harmonizada, workshop de panetone, concertos na natureza, programação especial para as crianças (SUP, trilha e canoa) e até clínica de tênis.  

.: Neste sábado estreia "O Primeiro Milagre do Menino Jesus" em Santos

A Companhia do Elefante e o Grupo TESCOM realizam nos próximos dias 7 e 14 de novembro, na Sala de Espetáculos Iracema Paula Ribeiro - TESCOM, às 21h, o solo teatral "O Primeiro Milagre do Menino Jesus", texto do italiano Dario Fo. 

Marcelo Marinho mergulha nessa sátira histórica e busca colocar em discussão se o que condiz mais com a religião é a complexidade das intransigíveis regras ou a simplicidade das relações humanas. Na Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 195 - Macuco - Santos. Ingresso: R$20 (R$10 meia entrada, R$7 para alunos da TESCOM Escola de Teatro). Recomendação livre. Informações: (13) 3233-6060 ou facebook.com/OPrimeiroMilagre.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

.: Encontrado curta de Walt Disney que estava perdido há 87 anos

Uma descoberta importante para a sétima arte aconteceu na última terça-feira, dia 3 de novembro, em Londres. O British Film Institute anunciou ter encontrado em seu acervo o curta animado "Sleigh Bells", de Walt Disney e Ub Iwerks perdido desde 1928, quando foi exibido pela primeira vez. De acordo com o jornal britânico "The Guardian", o filme está no acervo do BFI há 34 anos, parte de um lote comprado em 1931. 

Por conta da falta de indicações, a instituição não identificou a raridade. "Existe uma centena de coisas chamadas 'Sleigh Bells'", declarou seu porta-voz. No total, o arquivo possui cerca de um milhão de itens, o que impossibilita que a organização assista a todos eles.

Segundo o curador-chefe do BFI National Archive, Robin Baker"o filme demonstra a vitalidade e imaginação da animação de Disney em um ponto crucial de seu início de carreira". 

Os curtas do personagem chegam ao total de seis minutos de duração e apresenta Oswald the Lucky Rabbit (Coelho Osvaldo), o primeiro personagem do mestra das animações. O sortudo coelho Osvaldo tem orelhas mais longas e se assemelha ao ratinho Mickey.

O achado será exibido em 12 de dezembro, em Londres, 87 anos após seu lançamento. 

Alguns curtas de Oswald





.: Resenha crítica do sucesso de bilheteria "Jurassic World"

Por: Mary Ellen Farias dos Santos*
Em novembro de 2015



Não há como negar que nos anos 90, "Jurassic Park: O Parque dos dinossauros" e toda a franquia foi um sucesso arrebatador. Contudo, estamos cada vez mais saudosistas e as empresas -sabiamente- passaram a investir para trazer tudo diretamente do túnel do tempo. Logo revirar a memória afetiva do público em geral virou lei. 

Seja o saudoso desenho "Jem e as Hologramas" chegando às telonas no formato live action ou a repaginação do sucesso de Steven Spielberg: "Poltergeist". É claro que o alucinante parque dos dinossauros, do mesmo diretor, não poderia ficar de fora desta onda. 

Surpreendentemente, o ano de 2015 trouxe o incrível "Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros". Não há como deixar de elogiar a nova produção que apresenta uma trama até bem amarrada e apesar de ser parecida com a do seu percursor, não perdeu a mágica. É claro que o novo longa bebe da fonte que foi sucesso em 1993, mas é inovador ao usar e abusar da tecnologia atual diante dos "mais" poderosos dinossauros.

Tal qual o primeiro longa, neste temos o foco na história de dois adultos e dois mais jovens. Ok! 
O parque temático recebe 10 milhões de visitantes todos os anos, mas é preciso pinçar personagens para o público acompanhar e se apegar. Claro! Nesta novidade, a aventura acontece em um parque completamente seguro, até a próxima página ou até o primeiro erro. Assim, o casal de protagonistas une-se para encontrar os "irmãozinhos" que estão com a vida em risco. 

Embora cheguem a ficar cara a cara com a combinação mais mortal produzida em laboratório, o dinossauro híbrido, Indominus Rex, que no caso é uma fêmea. Os jovenzinhos conseguem se virar e muito bem. História sem originalidade? Talvez. Contudo, as novas tecnologias proporcionaram efeitos incríveis, permitindo que "Jurassic World - O Mundo dos Dinossaurosseja um filme paralelo e "novo". 


Neste, acontece, diretamente, a relação entre o homem -o tratador- e o animal -no caso, três exemplares de velociraptor. Tal envolvimento, embora inesperado, reaparece no momento "X" da trama e resolve o desfecho que é sensacional. Desta forma, a produção de ficção científica deixa uma tremenda cutucada, ou melhor, destaca que a ganância do homem pode levar todo um grupo de pessoas a um resultado desastroso. Como? Transfigurados em dinossauros, o tratamento do homem com os animais vem à tona. Há quem os veja somente como exemplares fabricados em laboratório e outros percebam que se tratam de seres vivos.

Não há dúvida de que 
"Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros" é um filme para se rever. O bom de tudo é que o sucesso estrondoso renderá uma trilogia. Que venham os próximos filmes!


Filme: Jurassic World (Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros)
Elenco: Chris Pratt, Bryce DallasHoward,Judy Gree,Omar Sy,Vicente d Onofrio, Ty Simpkins
Direção : Colin Trevorrow
Gênero: Ficção científica, aventura
Ano: 2015
Duração: 2 horas 05 minutos


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do www.photonovelas.com.br. Twitter: @maryellenfsm 


Trailer do filme

.: Estava no limite, por Mary Ellen Farias dos Santos

Por: Mary Ellen Farias dos Santos 
Em novembro de 2015 



Estava com uma dor de cabeça enlouquecedora. Sem um pingo de paciência escutou as desculpas alheias e saiu de cena. Não queria qualquer desentendimento. Tinha como objetivo chegar logo em casa.

Estava irritada e ninguém poderia mudar isso, somente um bom banho e o aconchego da cama. Começou a dormir, mas tudo foi em vão. O toque desesperador do telefone, por mais que estivesse em outro cômodo da casa, foi tão gritante quanto se estivesse ao lado de seu ouvido.

Estava decidida a não sair da cama. A ligação continuou a ecoar pelo corredor e a dor de cabeça que chegou a ficar em segundo plano, retornou com toda força.

Estava no limite novamente.


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do www.photonovelas.com.br. Twitter:@maryellenfsm 

.: Exposição sobre Maurilio Biagi chega a Pontal, em São Paulo

Mostra retrata a trajetória do empreendedor que esteve à frente do desenvolvimento econômico de Ribeirão Preto e Sertãozinho, está em cartaz


Em uma parceria entre o Museu Cana, por meio do Ministério da Cultura, e a Casa da Memória Italiana, Casa da Cultural de Pontal (SP) receberá a mostra "Sonhar e Fazer: 100 anos de Maurílio Biagi". Em cartaz, a exposição comemora os 100 anos de nascimento desse empreendedor que marcou a história da região. No momento da abertura, Edilah Biage fez a entrega do livro "Engenho Central e Fazenda Vassoural" para a biblioteca municipal.

A intenção das curadoras, Leila Heck e Alice Registro, é trazer ao público a biografia de Maurílio Biagi, construída por sonhos e realizações empreendedoras. "A sua atuação como agricultor e empresário contribuiu para colocar esta região em local de destaque no mapa mundial da produção e processamento da cana-de-açúcar. O seu legado é a prosperidade e riqueza pela qual a região é reconhecida", reforça Leila.

O que poderá ser visto são textos, fotos e documentos organizados em blocos. Uma maquete da sede da Usina Santa Elisa também fará parte do projeto. Após a passagem pela cidade, a montagem segue para Sertãozinho, em novembro, e para o Museu da Cana, em dezembro, como atividade comemorativa aos dois anos de abertura da instituição de Pontal.

A visitação é gratuita e ocorre até 15 de novembro, de segunda a sexta-feira, 7h às 11h e das 13h às 17h. Outras informações pelo (16) 3625-0692/3497-5008. 

Histórico: Nascido em 1914, filho de imigrantes italianos, Biagi trabalhou desde menino nos negócios da família. Na agricultura criou e empreendeu técnicas de correção de solos para o plantio da cana em larga escala. Como empresário criou a Usina Santa Elisa, a partir da qual investiu e diversificou os negócios: Refrescos Ipiranga - fábrica da Coca-Cola; Zanini Ltda - oficina para reposição de peças para as usinas; Lagoa da Serra - inseminação artificial e, em 1964,  adquiriu da família Schmidt o Engenho Central, a primeira Usina de Açúcar da região, fundada em 1906. Desde então, manteve esse importante acervo preservado até que, em 2013, veio a se tornar o Museu da Cana. 

Serviço:
Período: até 15/11/2015
Local: Casa da Cultural de Pontal (rua Manoel Vasconcelos Martins, nº 68 - Pontal/SP)
Horário: de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h
Entrada: gratuita
Informações: (16) 3625-0692/3497-5008 

.: Cinema: Expocine 15 apresentará tecnologias de última geração

Nos dias 17, 18 e 19 será realizado o maior evento da América Latina voltado à indústria de exibição e distribuição cinematográfica de serviços e produtos para os cinemas. Desde a primeira edição, em 2014, a convenção já conquistou o posto de terceiro maior evento do mundo em número de participantes, e a expectativa para este ano é que esse número seja facilmente ultrapassado. Novamente neste ano, estarão reunidos no evento renomadas empresas de tecnologia de som, projeção, mobiliário, iluminação, alimentação, entre tantos outros itens essenciais para o negócio de exibição de cinema.

Pela primeira vez na América Latina, os dois melhores sistemas de som imersivo do mundo para salas de cinemas serão demonstrados no mesmo evento. Os visitantes poderão apreciar, por exemplo, os sistemas Barco Auro e o Dolby Atmos, que proporcionam uma nova experiência em termos de imersão sonora. Só para dar um exemplo, o novo filme da saga Star Wars já foi gravado usando o Dolby Atmos e os exibidores nacionais correm para atualizar seus equipamentos e oferecerem o máximo de qualidade ao público.

Outros grandes destaques que os visitantes poderão conferir de perto são as novas tecnologias de projeção a laser, que prometem revolucionar as salas de cinema em termos de qualidade de projeção e economia, e foram desenvolvidas por companhias como NEC, Barco e Christie.

A Expocine também apresentará discussões e palestras sobre os novos paradigmas na gestão das salas, as novas tecnologias em formatos diferenciados, e outras novidades atuais da indústria e o seu futuro. Em um dos painéis, preparado pela IMAX, a discussão vai abordar o competitivo cenário dos lançamentos para cinema e a importância de tecnologias para telas, sons, projeção, além do 3D e outros aspectos diferenciados que podem potencializar a experiência de imersão e aumentar mais os resultados das bilheterias em um lançamento. Entre os nomes já confirmados estão Larry O'Reilly, presidente da IMAX, como moderador, e executivos da Paramount, Cinemark, Cinesystem e Cinépolis.

Também estúdios e distribuidores como Disney, Paramount, Universal, Sony, Diamond, Warner Bros., Imagem Filmes, Europa Filmes e Fox apresentarão exclusivamente seus conteúdos na Expocine /15 em São Paulo. Além disso, marcas e instituições reconhecidas nesse importante mercado cultural, como Dolby, Ancine, MasterImage, Barco, Cine Brasil, Christie, entre outros, farão parte das exposições montadas nos espaços do Centro de Convenções no Shopping Frei Caneca, que conta com mais de 40 empresas expositoras.

Considerado o maior portal web de cinema do Brasil, a AdoroCinema apresentará uma análise detalhada do comportamento dos usuários de seu site e seus serviços. Segundo a empresa, que atua em vários países, atualmente o AdoroCinema recebe mais de 20 milhões de visitantes por mês.

A Expocine / 15 é parte da série de eventos do batizado “Novembro Audiovisual” promovidos pela Spcine no decorrer do mês, com iniciativas que fomentam a produção, distribuição e exibição da cidade. A Spcine tem como objetivo financiar ações e programar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico, social, cultural, artístico, tecnológico e científico do cinema e audiovisual de São Paulo, experiência que não poderia ficar de fora de um dos principais eventos sobre cinema na cidade.

O acesso a toda a programação é gratuito para agentes do mercado que se cadastrarem, até o dia 09 de novembro, pelo website do evento. A entrada dá o direito ao participante de acompanhar a mostra de produtos e serviços, palestras, workshops, entre outros eventos programados. Mas para aproximar os profissionais do mercado de exibição e distribuição, algumas atividades programadas terão acesso restrito aos convidados.

SERVIÇO PARA OS VISITANTES 
Evento – ExpoCine/15
Quando - Nos dias 17, 18 e 19 de novembro 
Onde – No Centro de Convenções do Shopping Frei Caneca, em São Paulo
Preço - As inscrições serão gratuitas para todos os agentes do mercado que se inscreverem pelo site www.expocine.com.br até o dia 9 de novembro
Navegando - Visite o site www.expocine.com.br e tenha detalhes de toda a programação das exposições, palestras, workshops e exibições especiais
Clique aqui para ver o mapa do Shopping Frei Caneca

.: Ator e autor, Lázaro Ramos lança livro de rimas neste sábado

Ator e autor, Lázaro Ramos realiza manhã de autógrafos do livro "Caderno de Rimas do João" na Saraiva do Shopping Higienópolis neste sábado, dia 7 de novembro, a partir das 11h, na Saraiva do Shopping Higienópolis. O evento é gratuito.

"Caderno de Rimas do João" é o primeiro livro do Lázaro Ramos publicado pela Pallas Editora. O menino João encanta os leitores com rimas espontâneas e temáticas diversas. Ele apresenta, de um jeito divertido, os assuntos de um modo mais colorido. Além do texto escrito por Lázaro Ramos, o livro conta com as ilustrações do renomado Mauricio Negro.

Serviço:
Manhã de autógrafos "Caderno de Rimas do João"
Data: sábado, 7 de novembro
Horário: 11h
Local: Saraiva do Shopping Higienópolis
Endereço: Av. Higienópolis, 618, Arco 326, Piso Higienópolis, Higienópolis, São Paulo
Telefone: (11) 3660-0200

.: "Mais Que Dilmais", com Gustavo Mendes, sábado, em Santos

A comédia traz o ator Gustavo Mendes em uma compilação de seus textos, piadas e performances musicais. Entre elas está Maria Bethânia cantando funk, além de Alcione e Ana Carolina em situações engraçadas. Mesmo com tantos personagens, o destaque do espetáculo é a imitação da Presidente da República, sucesso que teve início na internet e hoje soma mais de 20 milhões de visualizações. 

Neste sábado, dia 7 de novembro, às 21h30, no Teatro Coliseu, à rua Amador Bueno, 237, Centro Histórico. Os ingressos custam de R$ 30 a R$ 80 e podem ser adquiridos pelo site www.compreingressos.com. Mais informações pelo telefone 4062-0016.

"Mais que Dilmais": show com o humorista Gustavo Mendes

.: Bárbara Eugênia lança novo disco, “Frou Frou”

Por Alexandre Matias
Em outubro de 2015

2015 é um ano tenso, turbulento, agressivo. Polaridades disparam em radicais opostos para chocar-se de frente. Tudo está em xeque: comportamentos, ideologias, gêneros, classes sociais, estéticas, pontos de vista. O ano é uma catarse de emoções e elas vêm intensas, contraditórias, díspares, em bando.

Mas uma virada de bateria corta o horizonte sonoro, passeando pelas peças de seu instrumento numa lenta e didática virada que ao mesmo tempo em que testa a sonoridade de cada tambor e anuncia a suspensão da realidade para um anúncio importante, como um juiz da realidade que apita “tempo” para que possamos prestar atenção em um detalhe. Ao concluir no bumbo, a virada passa a contar o tempo num lento e hipnótico compasso bate-estaca em câmera lenta, perseguido por um baixo cúmplice e cordas dramáticas, que funcionam como base para um riff discreto e reverente, que reforçam o pedido de atenção exigido pelo ritmo com doses de elegância e reverência.

Bárbara Eugenia surge solene e séria, como se dispusesse a se tornar arauta deste ano turbulento. “Nesse tumulto de emoções”, canta quase conversando, antes de mudar drasticamente o ponto de vista do ouvinte, “que se chama ‘eu’, quero uma liteira que me carregue pra longe do meu coração para mantê-lo hermeticamente fechado, isolado da dor, imune. ”

A tensão começa a ser dissipada como uma manteiga cortada por uma faca quente - a guitarra que acaricia arabescos entre a surf music e o western spaghetti, pista de pouso para um teclado que repousa, a cada verso, acordes de sonho - baixo e bateria, seguem marcando o tempo e determinando o pulso marcial do início da canção que abre o terceiro disco de Bárbara.

“Acontece que não sei viver à margem. Prefiro ser assim - amando, sofrendo, gozando a vida de verdade”, Barbara segue implacável como se rogasse uma praga almadovariana sobre si mesma, aos poucos vai baixando a guarda, ao mesmo tempo em que o ritmo vai deixando a seriedade de lado para começar a instigar a dança - e ela mesma vai anuncia que cede à própria fragilidade: “Tentei fugir, fingir que nada se passava. Inevitável - essa amizade foi longe demais” - ela repete a última frase vocalizando as vogais e cedendo a um drama teatral que se entrega por inteiro quando o baixo se pronuncia em primeiro plano, como se acendesse luzes coloridas traduzidas em cordas de tom épico girando ao redor de um muquifo escuro que segundos antes era feio, forte e formal como um pub de filme policial.

“E quanto mais eu me aproximo, mais colada eu tô”, Barbara atira seu vocal à pista de dança e nos recebe em um delírio brasileiro de disco music, tecendo uma ponte entre a música pop e a música popular brasileira que foi abalada pelo surgimento da geração rock dos anos 80. “Vidrada com o teu sorriso com a cara de besta que sou” - ela canta o título da primeira canção - “Besta” - de forma quase jocosa, tirando toda a pseudosseriedade do início da faixa e exorcizando completamente as tensões do ano de seu lançamento.

“Besta” é a melhor introdução a Frou Frou, um disco fútil e volúvel à primeira vista, que esconde exatamente essa necessidade de criar um hiato ou um aposto que consiga nos isolar da enxurrada de animosidade que convivemos diariamente. Bárbara Eugenia vem elegante como um trocadilho dadaísta, mas sua raiz é passional, quente, latina, novelesca. Ela abre uma fenda interdimensional para um universo minusculo, um inferninho discothèque abrasileirado que daria continuidade à casa noturna carioca Noites Tropicais ao misturar as atmosferas de um Studio 54 à brasileira com todo o espectro emocional de programas de calouros e da Discoteca do Chacrinha nos anos 80. “Eu bem que sabia que isso era uma cilada”, ela confessa num momento de pausa da canção, “eu tinha certeza, mas adoro uma roubada” - e aí entra um sax rasgando tudo, tão clichê, autorreferente e eficaz quanto os “uh uhs” que fazem a canção retomar o tom solene inicial. Mas aí já era. Toda pose foi desfeita e o que parecia arrogância era só a própria insegurança esparramada em um comentário irônico e sério sobre este 2015. Com um risinho no canto da boca, piscando discretamente um dos olhos, ela nos pede um favor: “Menos, galera. ”

A primeira metade do disco - e algumas faixas da segunda metade - traz outros exemplos desse campo de força criado ao redor de uma pseudofutilidade. “Vou Ficar Maluca” parece ecoar “Penny Lane” ironicamente, mas o groove puxado pelo piano como o de “Modern Love” nos devolve à pista de dança do início do disco. Prince e Debbie Harry se encontram num subúrbio brasileiro em “Pra Te Atazanar”, dobradinha com o arisco Rafael Castro (que também atravessa 2015 em fase dance) que nos dá uma explicação impossível de ser rebatida: “Por quê? Porque sim. Porque cismei com você. Por quê? Porque sim. Porque pirei, ” enquanto os dois nos levam madrugada adentro aos limites de uma relação afetada e paranoica. Mais adiante ela derrete-se blueseira cabaret no pé na buda de “Ai Doeu” que parafraseia Lulu Santos (“Tudo passa, tudo sempre passará”) bem temperada de órgãos elétricos, meio como os blues de Paul McCartney, que misturavam os sentimentos mistos das dores de cotovelo de Wanderléa com o andamento pesado da banda de Janis Joplin.

“Recomeçar”, composta pelo líder do Cidadão Instigado, o guitarrista Fernando Catatau, talvez seja um dos grandes momentos de Frou Frou. Bárbara já conhecia a canção desde antes do lançamento do disco Uhuuu, que a banda cearense lançou em 2009, e ao ver que ela não havia entrado nem naquele disco nem no Fortaleza, lançado este ano, chamou a responsabilidade para si e gravou uma canção romântica perfeita para ser tocada nas rádios brasileiras dos anos 70 e 80, uma música que Roberto Carlos, Fagner e Odair José provavelmente gostariam de tê-la escrito. Mesmo com seus “papapa” e “tchururu” próprios do pop brasileiro, “Recomeçar” também passeia pela pista de dança que aos poucos vai tomando conta do do disco em um breque que aponta para os momentos disco music do disco The Wall do Pink Floyd. “Vamos parar algum momento pra recomeçar”, lamenta e confessa uma das músicas mais firmes de Fernando Catatau, “partir do princípio de quando nosso olhar se encontrou. ”

O ponto de meditação “Para Curar o Coração” reúne comadres - Andreia Dias, Blubell, Andrea Merkel, Claudia Dorei e Naná Rizini - para repetir uma frase em português entreouvida por um acaso num mantra cantado em tibetano - e funciona como uma vinheta de transição para a segunda metade do disco, que deixa seu lado hedonista e porraloca em segundo plano para entrar numa internalização a respeito dos próprios sentimentos.

Como é o caso de outro ponto alto do disco, a delicada “Ouvi Dizer”, composta com o compositor Peri Pane - que faz um dueto com Bárbara na gravação - e o poeta Arruda, que contrapõe Pasárgada e Atlântida como ideais de utopias coletivas, refletindo sobre sua efemeridade num arranjo quase oriental. A versão para “Cama”, de Tatá Aeroplano, outro velho conhecido da cantora, assume outro holofote do disco, ao levar a canção de amor impulsivo e obsessivo naquele limite entre o hard rock e o rock progressivo, puxando a eletricidade no talo para amplificar ainda mais a birra original da música. Como na música de Catatau, Bárbara encarna o protagonista originalmente masculino da canção sem o menor estranhamento, trazendo completamente as músicas para o coração feminino.

“Doppelganger Love”, a primeira música composta em inglês do disco, retoma o tom dançante e aparentemente fútil do disco, chacoalhando-se retilínea entre a new wave e o pós-punk, a Gang 90 e o Gang of Four. A beatlesca “Tudo Aqui” equilibra as duas metades do disco à medida em que ele vai chegando perto do final. A faixa ecoa o trabalho anterior de Bárbara - o subestimado duo em inglês Aurora, que gravou ao lado de Fernando “Chankas” Cappi, do Hurtmold - e foi a primeira canção que ela compôs na guitarra, logo que começou a aprender a tocar o instrumento, uma mudança nas apresentações ao vivo.

A praiana “Só Quero Seu Amor” - com o cantor Pélico fazendo backing vocal ao lado dos outros integrantes de sua banda - e aos poucos vai fazendo o sol do disco se por, depois de apresentar-se com um riff de guitarra glam rock. A sonhadora “Baby”, também em inglês e levada no ukulele, antecipa uma noite leve e tranquila, completamente diferente daquela em que começamos o disco. O disco termina com a música-tema, uma faixa instrumental que ela compôs em Lumiar para um pinheiro chamado Carvalhão (pois é). “Frou Frou” encerra o disco que batiza da forma mais sessão da tarde possível, liberando a banda que a acompanha para farrear à vontade, com vocais divididos com Tatá Aeroplano.

Esta é formada essencialmente pelo guitarrista Davi Bernardo, o baixista Jesus Sanchez e o baterista Clayton Martin, que coproduziu o disco ao lado de Bárbara, sugerindo instrumentos, virando músicas do avesso e compondo riffs. Ao redor dos três, um contingente de músicos de primeira desfila pelas faixas do disco - do piano de Dudu Tsuda ao minimoog do Astronauta Pinguim, passando pelos teclados de Pedro Pelotas, João Leão, André Whong e Dustan Gallas, o violão de Regis Damasceno, o sax de Dharma Samu e o baixo de Diogo Valentino.

Um disco leve e alto astral, que funciona como um refúgio para o excesso de tensão deste ano. Uma brecha aberta com gosto, que nos convida para a fuga. Siga aquela garota!

Sobre Bárbara Eugênia:
Bárbara Eugênia é carioca, mas mora em São Paulo desde 2005 e foi na paulicéia que ela iniciou sua carreira musical efetivamente de maneira excepcional: em 2007 foi convidada pelo produtor musical Apollo 9 para participar da trilha sonora do filme “O Cheiro do Ralo”, do premiado cineasta Heitor Dahlia. A partir daí participou de grandes projetos, como “Les Provocateurs”, com Edgar Scandurra que prestou homenagem ao cantor francês Serge Gainsbourg, o projeto "Aurora", Fernando Cappi, o Chankas, guitarrista do Hurtmold, foi uma das vocalistas do projeto "3naMassa", com Dengue e Pupilo do Nação Zumbi e Rica Amabis. 

Participou também do DVD “Amigos Invisíveis” de Edgard Scandurra, fez parte da coletânea “Literalmente Loucas (Elas cantam Marina Lima)”, gravou a música-tema do filme “Abismo Prateado” de Karim Ainouz, dividiu o palco do VMB da MTV com Marina Lima e do Trip Transformadores com Luiz Melodia e Wilson das Neves; participou da gravação do programa Som Brasil (Globo), da coletânea “Re-trato”, disco-tributo ao Los Hermanos, da coletânea “Mulheres de Péricles”, disco-tributo a Péricles Cavalcanti, e da segunda temporada do programa Cantoras do Brasil (Canal Brasil), em homenagem a Vinicius de Moraes. Além dos seus dois elogiados discos: "Journal de Bad" e "É o que temos", que ela ganhou o Prêmio Multishow de melhor versão.
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