sexta-feira, 13 de novembro de 2015

.: Jovens da Querô transformam geladeiras em bibliotecas

Alimente-se de conhecimento! Foi com essa ideologia que os jovens das Oficinas Querô 2015 realizaram nesta semana o projeto "Geladeiras Literárias", levando arte, cinema e literatura para diferentes comunidades dos morros da Baixada Santista.

Todos os anos, os jovens são estimulados a realizarem uma Ação Social na região. Pensando não somente no universo audiovisual, mas também na transformação humana, a intenção da turma de 2015 foi a de levar mais cultura às comunidades, tendo a literatura como ferramenta. Foram quatro geladeiras doadas por moradores das cidades da Baixada Santista foram customizadas e transformadas em bibliotecas.

Para isso, houve uma mobilização regional, de diferentes formas. O artista Leandro Shesko ministrou aos jovens uma aula prática sobre pintura em grafite e customizou uma das geladeiras. As outras três foram pintadas pelos próprios jovens, desde a criação do desenho até a aplicação na geladeira.

Cerca de 300 livros foram doados por moradores e empresas da região, em campanha realizada online, via redes sociais e aplicativos no celular e as tintas foram doadas pela empresa Tintas e Tintas. Após essa união, foi possível realizar a entrega das Geladeiras Literárias em quatro comunidades da região: Vila Progresso, Morro do Tetéu, Morro do José Menino, em Santos, e Vila Charms, em São Vicente.

No Morro do Tetéu, por exemplo, a Geladeira Literária ficou no H&D Infinity, espaço criado pela moradora Nani, onde realizam atividades com cerca de 20 crianças, oferecendo aulas de canto, dança e show de talentos. “Acho a cultura importante pra criança se desenvolver e aprender, por isso tivemos essa ideia de criar um espaço para que as crianças saíssem das ruas”. Sobre as geladeiras, Nani agradeceu por mais esta atividade com as crianças. “Achei a ideia da geladeira ótima pois aqui nada acontece sem união. Agora temos um ponto de pesquisa e leitura para a criançada”.

Todo o processo de captação dos materiais, pintura das geladeiras e a entrega nas comunidades foi registrado em um documentário, com direção dos jovens Lucas Camargo e Danielle Gonçalves. “Foi emocionante ver a reação das pessoas ao receberem as geladeiras. Adoramos colocar em prática esse documentário e ver o quanto livros que pareciam tão comuns no nosso dia a dia foram tão importantes para os moradores”, comenta o jovem Lucas.

As Oficinas Querô tem patrocínio do Banco Votorantim. O filme poderá ser visto na sessão de estreia dos curtas das Oficinas Querô 2015, marcado para o dia 15 de dezembro, no Cine Roxy 5 , no Gonzaga.

Projeto foi realizado em diferentes cidades A ação foi inspirada em intervenção realizada por artistas em Brasília, televisionada recentemente em rede nacional e que ganhando espaço pelas cidades brasileiras. A intenção de trazer a ideia para a Baixada Santista, incentivando a união das artes regionais e a troca de experiências das comunidades com artistas e jovens do Querô foi do profissional Rubens de Farias, educador das aulas de Coletivo das Oficinas Querô.

“Dessa forma, os jovens do Querô deixam um legado às comunidades da região, contribuindo para a troca de experiências entre comunidade e juventude”, comenta o educador. A articulação com as comunidades se tornou possível devido à parceria com o Instituto Elos, que realiza atividades nas comunidades da região por meio do programa Comunidades Empreendedoras.

.: Músico africano Bombino se apresenta domingo em São Paulo

Neste domingo, 15 de novembro, o Sesc Pinheiros recebe o guitarrista e compositor Bombino, para única apresentação em São Paulo. Os ingressos vão de R$ 9 (credencial plena) a R$ 30 (inteira). No show, apresenta canções de seus dois álbuns lançados internacionalmente: Agadez, de 2011, e Nomad, de 2013.

Omara “Bombino” Moctarin é um músico tuaregue, povo nômade descendente dos berberes do norte de África, de Agadez, no Níger. Conhecido como “Hendrix do deserto”, suas composições evidenciam suas influências sonoras, desde cantos tuaregues à música ocidental, mais notadamente Jimi Hendrix e Mark Knopfler, do Dire Straits.

A sonoridade assouf (definido como "blues tuaregue") o levou ao circuito dos mais prestigiados festivais internacionais, tais como o "South by Southwest" (SxSW) e "Coachell"a. A participação neste último rendeu, pela mídia especializada, o reconhecimento como um dos grandes destaques de 2014, ao lado de nomes como Arcade Fire, The Knife e Queens of The Stone Age. A banda de apoio de Bombino é formada pelos estadunidenses Avi Salloway na guitarra e Corey Wilhelm na bateria e percussão e pelo belga Djakrave Dia no baixo. 

O músico de 35 anos teve contato com a guitarra pela primeira vez nos anos 90, graças a seu tio Rissa Ixa, um reconhecido pintor tuaregue, que lhe deu uma guitarra. Após ter aulas do instrumento com um guitarrista local, foi convidado pelo próprio a se juntar a sua banda. Como era o mais novo membro da banda, ganhou o apelido "Bombino", uma corruptela de bambino.

Após relutância de seu pai diante da possibilidade de se tornar músico, Bombino foi temporariamente para a Líbia, onde permaneceu estudando vídeos de Hendrix e Dire Straits e praticando guitarra enquanto trabalhava de pastor, observando e cuidando de animais. 

Em 2009, já de volta ao Níger, Bombino conheceu o cineasta Ron Wyman, que estava produzindo um documentário sobre os tuaregues. O músico não apenas se tornou figura essencial do filme "Agadez, the Music and the Rebellion" como teve seu primeiro álbum internacional, "Agadez", produzido por ele e lançado em abril de 2011. Exatos dois anos depois, o guitarrista teve seu segundo álbum lançado, "Nomad", dessa vez produzido por Dan Auerbach, do The Black Keys. O reconhecimento de sua música o levou a comparações a Jimi Hendrix e Carlos Santana.

Serviço
Show de Bombino
Local:
 
Sesc Pinheiros / Teatro Paulo Autran (1.010 lugares)
Endereço: Rua Paes Leme, 195. 
Dia: 15 de novembro, domingo, às 18h
Duração: 90 minutos
Classificação: não recomendado para menores de 10 anos.
Ingressos: R$ 30 (inteira). R$ 15 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 9 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). 
Ingressos à venda pelo portal www.sescsp.org.br, e nas bilheterias do SescSP. Venda limitada a quatro ingressos por pessoa. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Telefone: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Matriculados no Sesc: R$ 7,50 nas três primeiras horas e R$ 1,50 a cada hora adicional. Não matriculados no Sesc: R$ 10,00 nas três primeiras horas e R$ 2,50 a cada hora adicional. Para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 7,50.

Bombino - Azamane Tiliade 



.: Eletric Light Orchestra, de volta ao estúdio, por Luiz Gomes Otero

Por Luiz Gomes Otero
Em outubro de 2015


Quando todos imaginavam que Jeff Lynne debandaria de vez para os lados da produção musical, eis que ele ressurge com seu grupo, a Eletric Light Orchestra (ELO), com um disco de músicas inéditas. Algo incomum entre os músicos veteranos, que ultimamente têm preferido regravar seus hits mais conhecidos. "Alone In The Universe"  tem a sonoridade característica da ELO, um rock influenciado basicamente pelos Beatles e por outras bandas de rock dos anos 60.




As canções de "Alone In The Universe" têm um certo cunho saudosista. Talvez Lynne esteja consciente que o tempo é algo que não para nunca. Avança sempre e não é possível voltar para trás. "When I Was A Boy", que abre o disco, parece transmitir esse tipo de mensagem.

As baladas do álbum são primorosas, dentro do arranjo estilo 4x4 que Lynne sabe produzir com maestria. "All My Life", "The Sun Will Shine On You" e a faixa título seguem a receita de Lynne que, aliás, predomina em todos os vocais principais.




O lado mais roqueiro se sobressai nas canções "When The Night Comes", "One Step At The Time" e "Dirty To The Bone", todas muito bem tocadas e produzidas. Mas a faixa que me tocou mesmo foi "When I Was A Boy". Ouvi-la no dia do aniversário de 50 anos me fez entender que Lynne não está sozinho no seu sentimento de saudade do tempo que passou. Sem sombra de dúvida, "Alone In The Universe" é um "discaço". Não chega ao nível dos álbuns clássicos da banda dos anos 70, mas também não decepcionará os fãs, com certeza.

"When I Was A Boy"

"When The Night Comes"

"One Step At The Time"


.: Livro: Jornalista Irlam Rocha Lima traz memórias de cobertura musical

O jornalista Irlam Rocha Lima lança livro com memórias de sua trajetória na cobertura musical. 60 histórias que cobrem mais de 40 anos de jornalismo cultural


Quem se interessa pela cena musical brasileira certamente sabe que o jornalista Irlam Rocha Lima é uma sumidade no assunto. Repórter do Correio Braziliense há mais de 40 anos (completados em junho passado), Irlam está sempre onde está a notícia. Ou onde está a música. Ao longo de tantos anos de trabalho na cobertura musical, fez amigos e acumulou muita história pra contar. Agora, ele resolveu reunir seus relatos num livro e dividir um pouco de sua experiência com o público leitor. No próximo dia 7 de dezembro, a partir das 19h30, o jornalista lança "Minha Trilha Sonora – 40 anos de jornalismo cultural", obra que apresenta 60 histórias vividas pelo repórter ao lado de grandes nomes da Música Popular Brasileira. O livro terá lançamento duplo – também no dia 21 de dezembro, a partir das 20h30, no restaurante Feitiço Mineiro – e poderá ser adquirido por R$ 20,00.

Irlam Rocha Lima faz a sorte acontecer e consegue estar sempre presente a eventos memoráveis. É difícil não encontrá-lo na plateia de um show, seja grande ou pequeno. Irlam sempre está onde está a notícia quente. Foi assim que ele assistiu a shows emblemáticos, como "Fa-tal – Gal a todo vapor" (marco na carreira da cantora Gal Costa) e "Rosa dos Ventos", da diva Maria Bethânia, ambos em 1971; ao início da trajetória do cantor e compositor Raimundo Fagner, vencendo o 1º Festival do Ceub, também em 1971; à primeira apresentação do cantor e compositor Caetano Veloso após seu retorno do exílio, em 1972; ao lendário show dos Doces Bárbaros, em 1976; ao início da carreira do cantor Ney Matogrosso, nos Secos e Molhados, e por aí vai. A lista é imensa e está longe de terminar, já que Irlam continua escrevendo sua trajetória.

Ao longo das 60 histórias que o jornalista selecionou para o livro "Minha Trilha Sonora – 40 anos de jornalismo cultural" estão relatos de fatos e conversas que o repórter testemunhou ao lado de alguns dos maiores nomes da Música Popular Brasileira. Só para dar uma ideia, Irlam Rocha Lima já jogou bola com Chico Buarque, excursionou por Portugal com Ivete Sangalo, virou grande amigo de Bell Marques (vocalista da banda Chiclete com Banana), tornou-se um dos jornalistas preferidos de Maria Bethânia, esteve presente às antológicas apresentações do nascente rock brasiliense, nos primeiros anos da década de 1980, conversou muitas e muitas vezes com Cássia Eller, Cazuza e Renato Russo, perdeu as contas de quantos papos já teve com Milton Nascimento, Caetano Veloso etc. É feita da essência desses encontros preciosos a narrativa do livro de memórias.

No prefácio, o jornalista Paulo Pestana, que já atuou como editor de Irlam Rocha Lima no caderno cultural do jornal, destaca o esforço diário do jornalista: “Antes dos espetáculos, Irlam corre de um lado a outro para ter a informação em primeira mão, para obter detalhes, para garantir a entrevista; no dia das apresentações, continua a correr; faz questão de marcar presença em todo canto. E depois de tudo isso não abandona o leitor: reporta o que viu”, escreve. E complementa: “É assim que, há quatro décadas, ele vem transformando música em notícia”.

"Minha Trilha Sonora – 40 anos de jornalismo cultural" é editado pela escritora e jornalista Clara Arreguy. Lançamento da Outubro Edições, com 196 páginas e venda a R$ 20,00.

O AUTOR: Irlam Rocha Lima nasceu em Barreiras, interior da Bahia, numa família numerosa. Para estudar, mudou-se para Brasília em meados da década de 1960, onde passou a viver com uma irmã. Morou em Taguatinga, depois numa pensão da W3, trabalhou como office boy para pagar os estudos. Valeu a pena o esforço. Passou no vestibular para Letras da Universidade de Brasília e se formou, em 1972, em Jornalismo. Em 1975, integrou-se à equipe do Correio Braziliense, onde permanece até hoje.

O caminho no jornalismo teve início pela editoria de Esportes. Até que, em 1976, Irlam foi designado para cobrir o lendário show dos Doces Bárbaros – grupo formado no mesmo ano por Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia para celebrar 10 anos de carreira. Ali, encontrou sua seara. E a partir de então, não deixou mais a cobertura cultural.

Irlam é hoje um dos mais respeitados repórteres do universo musical brasileiro. Resultado de um trabalho feito com paixão e dedicação, como ressalta Paulo Pestana: “Talvez o sucesso do trabalho dele seja essa entrega, que faz de Irlam, mais que um repórter, um fã declarado e incondicional de música, de todo artista. Para ele, música é notícia daquelas pelas quais vale a pena brigar para conseguir um espaço nobre na edição do jornal”.

SERVIÇO
Lançamentos: dias 7 de dezembro, segunda-feira, às 19h30, no Clube do Choro, e dia 21 de dezembro, também segunda, às 20h30, no Feitiço Mineiro
ENTRADA FRANCA
Preço: R$ 20,00 o exemplar

.: O que fazer com o 13º salário em período de crise?

Por Wilson Pires*


Todo ano, o pagamento do 13º salário, injeta bilhões de reais na economia. Este valor, geralmente utilizado para compras extras no final de ano, deve ser repensado neste período de crise com altas constantes no índice de desemprego do brasileiro e nas taxas de juros cobradas em empréstimos e utilização do Cartão de Crédito.

Melhor do que gastar o abono em festas e muitos presentes de final de ano, é ter um dinheiro guardado no caso da má situação do país se agravar ainda mais. Pense que sua família pode precisar neste período e, recorrer a empréstimos, não é uma situação confortável em nenhum momento, imagine agora!

Então, o que você deve fazer como o dinheiro extra que virá?
Primeiro você deve pagar dívidas existentes (principalmente com cheque especial e cartão de crédito), pois precisa se livrar de pendências que estejam consumindo sua renda com pagamento de juros todos os meses. Isso trará um benefício muito grande para 2016.

Sobrando, você precisa também formar uma reserva de emergência, pois há um alto risco de surgirem alguns imprevistos e você pode ser obrigado a pedir empréstimos e, mais uma vez, pagar juros por isso. Não esqueça também que o início do ano é um período onde “brotam” diversas contas como IPTU, IPVA, matrícula e material escolar, uniforme entre outras.

Caso ainda consiga, guarde um dinheiro para gastar no final de ano em uma viagem ou em alguns presentes para as pessoas realmente especiais na sua vida, afinal trabalhamos muito durante 2015.

Não inverta a ordem acima, pois pode comprometer muito seu orçamento familiar dos próximos anos. Juros, temos que ganhar e não que pagar. Vale também, se possível, adiar as comprar de final de ano para o início de 2016, pois as lojas tendem a fazer diversas liquidações todo início de ano. E, quando o pagamento é a vista, pode-se conseguir um desconto ainda maior com o fornecedor do produto. Pergunte sempre: “E se eu pagar à vista, qual o desconto? ”.

Enquanto isso, deixe o dinheiro em uma aplicação como a caderneta de poupança. Ela não tem uma boa rentabilidade, mas como há a necessidade de retirar o dinheiro em pouco tempo, não dá para conseguir taxas melhores em outros tipos de aplicações.

Seguindo estas dicas, você terá muito mais tranquilidade para curtir as boas coisas da vida neste período de crise e fora dele!


*Wilson Pires é Professor do departamento de Administração do Centro Universitário FEI

.: Museu realiza programação relacionada à Consciência Negra

Oficinas, contação de histórias, exposição, debates e palestras estão entre as atividades propostas pelo Índia Vanuíre em parceria com a ONG Umont


O dia 20 de novembro, escolhido para celebrar a Consciência Negra, é relacionado à morte de Zumbi dos Palmares, último líder da resistência contra a escravidão, à frente do Quilombo dos Palmares. Para propor a reflexão, a conscientização e a valorização dos saberes e experiências da cultura afro, o Museu Índia Vanuíre - instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, administrada em parceria com a ACAM Portinari - realiza várias atividades em parceria como a União do Movimento Negro com Todos (Umont), de 16 a 20 de novembro.

Serão promovidas oficinas temáticas, exposição, apresentação de dança, documentário, debates, cotação de histórias e palestras para diversos públicos. A primeira delas é a abertura da mostra “A Presença do Movimento Negro em Tupã”, no dia 16 (segunda-feira), às 19h30, seguida por uma mostra de dança.

A terça-feira (17) começa com oficinas de dança e grafite, às 9h e às 10h, respectivamente. O “Em Cartaz no Museu” exibe o episódio “Matriz Afro”, da série “O Povo Brasileiro”, produzido a partir da obra do antropólogo Darcy Ribeiro (1913-1997), às 10h e às 14h, e haverá ainda uma contação de história, às 14h.

Para propor à comunidade uma reflexão sobre o respeito à diversidade e às heranças culturais, o Museu convida Elisa Périco, Mário Vieira, João Pedro Placidino, Ruth da Silva e André Prado dos Santos para um debate no dia 18, às 9h. No mesmo dia tem "Oficina Beleza Negra e Trança Afro”, às 14h.

A cultura hip hop é tema no dia 19, às 9h, e a culinária às 14h. À noite, 20h, acontece um encontro com universitários da Faccat conduzido por Edilson Marques da Silva, docente da Unesp/Bauru.  

Para fechar a programação, no dia 20/11 o público poderá conferir duas edições da contação de histórias, às 9h e às 14h. O Museu está localizado à Rua Coroados, nº 521, e a participação em todas as atividades é gratuita.

Serviço:

                            “MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA”

EXPOSIÇÃO “A Presença do Movimento Negro em Tupã”
Período: 16 a 30/11/2015
Abertura: 16/11/2015, às 19h30
Local: Museu H.P. Índia Vanuíre (Rua Coroados, nº 521, Centro – Tupã/SP)
Horário: de terça-feira a domingo, das 9h às 17h

"Apresentação de Dança e Música Afro"
Data: 16/11/2015 (segunda-feira)
Horário: às 20h

 "Oficina Dança Afro/Azonto e Black Charme”
Data: 17/11/2015 (terça-feira)
Horário: às 9h

“Oficina de Grafite”
Data: 17/11/2015
Local: Solar Luiz de Souza Leão (Rua Caingangs, nº 600 - Centro - Tupã/SP)
Horário: às10h

“Em Cartaz no Museu”
Data: 17/11/2015
Horário: às 10h e às 14h

“Contação de Histórias Africanas”
Data: 17/11/2015
Horário: às14h

Debate: “História e Memória”
Data: 18/11/2015 (quarta-feira)
Horário: às 9h

"Oficina Beleza Negra e Trança Afro”
Data: 18/11/2015
Horário: às14h

“Oficina de Hip Hop”
Data: 19/11/2015 (quinta-feira)
Horário: às 9h

“Degustando a Cultura Afro”
Data: 19/11/2015
Horário: às 14h

“Encontro com Universitários”
Data: 19/11/2015
Horário: às 20h
Público alvo: alunos do curso de pedagogia da Faccat

“Contação de Histórias Africanas”
Data: 20/11/2015 (sexta-feira)
Horário: às 9h e às 14h

Local: Museu H.P. Índia Vanuíre (Rua Coroados, nº 521, Centro – Tupã/SP)
Informações: (14) 3491-2333
Entrada: gratuita

.: TV Cultura: Repórter Eco apresenta a TV de LED orgânica

Programa também traz entrevista com pesquisador da EMBRAPA sobre a cultura africana e uma matéria sobre o projeto do banco de tecidos. 


A caminho de um mundo sustentável, sempre surgem novas tecnologias para deixar os equipamentos mais econômicos e reduzir os impactos ambientais. Esse é o caso da TV de LED orgânica, que será mostrada pelo repórter Rodrigo Piscitelli, direto da Alemanha para o Repórter Eco. O programa vai ao ar neste domingo, dia 15 de novembro, às 17h30, na TV Cultura.

A evolução das telas do LED orgânico vai além do que os olhos conseguem ver. Essa é uma nova tecnologia verde que é à base de carbono, ou seja, não usa metais, como cádmio e cromo, e emite menos CO2, que é um dos principais gases causadores do efeito estufa.

O programa também exibe uma matéria sobre a riqueza cultural dos povos africanos, pouco conhecida pelo resto do mundo. O agrônomo e pesquisador da EMBRAPA Evaristo de Miranda reúne experiências que obteve e conta tudo em seu livro A Geografia da Pele – Um Brasileiro Imerso na África Profunda. O pesquisador conviveu com vários povos africanos do Niger, Chade e Mali e presenciou, por exemplo, a queda de um Baobá, árvore símbolo do mundo na África.  Durante a entrevista, Evaristo conta mais sobre a importância desta árvore símbolo e detalha sua vivência com estes povos.

Ainda nesta edição do Repórter Eco, o público confere um projeto inédito de bancos de tecidos no Brasil. A reportagem mostra a proposta inteligente de reaproveitar e dar destino correto ao material que muitas vezes é jogado fora sem nenhum valor econômico.  A ideia é da figurinista e cenógrafa Lu Bueno, que não sabia o que fazer com 800 quilos de retalhos acumulados ao longo da carreira. Assim, a ideia surgiu e o banco, hoje, funciona como uma loja onde o tecido é a principal moeda corrente.

O Repórter Eco é apresentado pela jornalista Márcia Bongiovanni e vai ao ar aos domingos, às 17h30, com reexibição aos sábados, às 8h05.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

.: “A Arte do Cinema: Star Wars”: imagens e depoimentos inéditos

Desde que "Episódio IV - Uma Nova Esperança" chegou às telas em 1977, "Star Wars" nunca mais saiu de moda. Nos quase 40 anos que separam os dias de hoje daquele lançamento, outros filmes e uma enorme quantidade de livros, quadrinhos, animações, videogames e produtos licenciados deram continuidade ou expandiram a saga espacial criada por George Lucas.

Com a estreia de "Star Wars: Episódio VII - O Despertar da Força", em dezembro, mais lançamentos são anunciados a cada dia. Um deles é "A Arte do Cinema: Star Wars" ("The Art of Film – Volume 1: Star Wars"), que a Editora Europa traz ao Brasil com exclusividade.

O livro reúne as ilustrações de artistas de diferentes gerações que trabalharam com algum produto relacionado à franquia ou simplesmente colocaram seu talento a serviço do amor de fã. Entre eles estão desde os lendários Ralph McQuarrie e Greg Hildebrandt - criadores, respectivamente, da arte conceitual e do cartaz oficial do filme de 1977 - até Terry Dodson, desenhista de uma das atuais séries em quadrinhos de "Star Wars".

O primeiro capítulo revela detalhes da exposição "Identities", que já passou por vários países. A mostra reúne narrativas originais de George Lucas, mais de 200 adereços de roupas e cenas, e imagens em que artistas buscaram representar os principais personagens da saga por meio da junção de elementos que os representam.

Depoimentos e curiosidades
"A Arte do Cinema: Star Wars" é mais que uma sequência de imagens. Cada capítulo é enriquecido por entrevistas com os autores, que contam sua relação pessoal e profissional com a saga em declarações muitas vezes desconhecidas até mesmo dos fãs.

McQuarrie, por exemplo, lembra que o icônico visual de Boba Fett foi criado por acaso, enquanto ele rascunhava em seu bloco de anotações durante uma reunião sobre "O Império Contra-Ataca", segundo filme da trilogia original. “Quando terminamos, George Lucas olhou para ele e disse que poderia usá-lo como um caçador de recompensas”. Houve ocasiões em que Lucas utilizou pinturas de pré-produção feitas pelo artista para explicar no set como gostaria que as cenas fossem filmadas.

Greg Hildebrandt, que produziu o pôster original junto com o irmão gêmeo Tim em apenas quatro dias, tendo apenas algumas fotos como referência, relata algumas curiosidades: Lucas queria uma imagem que parecesse saída dos quadrinhos, então eles retrataram os personagens com proporções heroicas que os atores não tinham; e não puderam usar Mark Hammil (Luke Skywalker) e Carrie Fisher (Princesa Leia) como referência, porque se tratava de “atores desconhecidos”.

Mais de 30 anos depois, Greg foi contratado pela Marvel (Tim faleceu em 2006) para pintar três ilustrações que vão servir de capa para os encadernados das histórias em quadrinhos originais que a editora está relançando em formato de luxo.

O livro apresenta outras curiosidades, como o trabalho do artista Grant Gould, que criou milhares de cards de "Star Wars"; Iain McCaig, principal artista conceitual da trilogia moderna e criador do visual de Darth Maul; Randy Martinez, que coloca os personagens em situações bem-humoradas; o estilo art nouveau de Karen Hallion e o cartunesco de Bobby Pontillas; os cenários construídos com bonecos articulados de Stephen Hayford; e Chris Trevas, que com seu traço realista imaginou cenas omitidas dos filmes, como o assassinato dos pais de Luke Skywalker.

Em muitos casos, os artistas detalham as técnicas empregadas no trabalho, o que faz de "A Arte do Cinema: Star Wars" uma obra obrigatória não só para fãs e estudiosos, mas também para outros artistas que podem se inspirar em profissionais com anos de mercado.

"A Arte do Cinema: Star Wars" é uma publicação especial da conceituada revista inglesa ImagineFX. No Brasil, foi produzido pela mesma equipe que faz a revista "Mundo Nerd", também da Editora Europa: Manoel de Souza (editor de texto e arte), Maurício Muniz, Gustavo Vícola e Paulo Ferreira (tradução). À venda em livrarias de todo o País, lojas especializadas e no site www.europanet.com.br.

.: Destaque no "The Voice", Nikki é sucesso na web e líder no iTunes


A cantora Nikki ganha popularidade nacional com o "The Voice Brasil", mas sua carreira na internet já contabiliza grandes feitos e números surpreendentes. A cantora paulista está com seu segundo segundo álbum disponível nas plataformas digitais e com seus lançamentos, já esteve por cinco vezes no topo do principal chart digital no Brasil, o iTunes.

Em julho, a cantora emplacou seu recente trabalho musical no topo da lista de álbuns pop. O álbum "Nikki", lançado pela OH Produções em parceria com a Sony Music, ganhou destaque na internet e rendeu os singles "Sei Lá", "Não Faz Linha" e "Despertar", que tiveram suas ações promocionais concentradas nas redes sociais da artista. Composto por 12 músicas, o álbum traz colaborações de nomes como Leandro Buenno, também revelado no The Voice, e produções assinadas no Brasil pelo Ruxell e nos Estados Unidos, por Dream Kayris e Moka Blast.

O primeiro EP divulgado por Nikki, foi intitulado "Sometimes - The Hits"  e marcou o lançamento do single "Sometimes", que rendeu seu primeiro #01 na lista eletrônica do iTunes. O EP compilou os principais singles da cantora e promoveu o clipe lançado para o single "Kiss Kiss Goodbye", com direção assinada por Pedro Pitanga.

Em 2014, Nikki lançou seu álbum de estreia pela Sony Music, o Papa's Princess, que marcou sua aproximação com mercado pop e revelou os singles "Acabou" e "Vai Voltar", ambos com clipes no canal oficial da cantora no Youtube.

Para seu novo momento, a cantora trocou sua marca artística, assumindo o nome Nikki e deixando de lado o "Nicky Valentine", que a fez famosa para o segmento eletrônico no Brasil. Seu cabelo, simpatia e talento, tem marcado sua passagem pelo "The Voice", que chega à uma nova fase com a cantora entre os principais destaques. 

Confira cinco clipes lançados por Nikki na web:

Nikki - "Não Faz Linha" (ao vivo)

Nikki - Sei Lá (com Leandro Buenno)

Nikki - Vai Voltar (com Max B.O.)

Nikki - Acabou

Nikki - Sometimes


.: Funcionário público vence concurso “Fotografando São Vicente”

Entre os diversos olhares da cidade retratados em fotografias, o funcionário público Cláudio Yoshio Magario Júnior conquistou o 1º lugar no concurso "Fotografando São Vicente". A exposição dos trabalhos selecionados pode ser conferida até dia 21, no Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente - IHGSV. A realização é do Clube dos 21 Irmãos-Amigos, em parceria com o IHGSV.

“Pensei que fosse uma vista bonita”, conta o fotógrafo que aproveitou “o típico domingo ensolarado de São Vicente” para registrar a paisagem da baía do município no Mirante Oscar Niemeyer, na Ilha Porchat. Segundo ele, a fotografia dele chama a atenção porque se destaca na composição e contraste de cores do ambiente urbano com a natureza.

Fotografar se tornou um hobby na vida do funcionário, que ressalta ter participado pela primeira vez de um concurso de fotografia e não esperava receber a 1ª colocação. Ele ainda acredita que competições dessa categoria “incentivam a população a produzir uma foto, um olhar diferenciado”.

As fotografias "Entardecer na Cellula Mater" e "Píer de Aparecida", de L. Micossi Peres e Jorge Maciel, receberam o 2º e 3º lugar respectivamente. Escolhidas como menções honrosas, se destacaram "Entardecer no Gonzaguinha", de Francielle de O.R. Brandão; "Ponte Querida", de Leonardo R. de Carvalho; e "Miragem", de Kedma Oliver.

Além dos primeiros colocados, os participantes que também têm as fotografias expostas são Clarice Capusso Velloso, com "Marina em São Vicente"; Carolina Pierre Alonso, "Meu Esporte é Curtir o Mar"; Bruno Monin Cordeiro, "Solidão"; Lydia Maria Amaro Pereira, "Amor no Itararé"; Alaor Teixeira Júnior, "São Vicente Céu e Mar"; Edson Lopes Fernandes, "Anoitecer na Praia"; Durvalino S. Ferreira, "Fé"; e Rossidê Rodrigues Machado, "Evolução". O Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente pode ser visitado de segunda a sábado, das 13h às 17h, na rua Frei Gaspar, 280 - Centro.

A foto de Cláudio Yoshio Magario Júnior é, realmente, maravilhosa!

.: O pulo da barata, por Mary Ellen Farias dos Santos

Por: Mary Ellen Farias dos Santos 
Em novembro de 2015 
 



Estava indignada. Não conseguia acreditar no que via. Ali, diante de meus olhos estava aquela intrusa. Indesejável.

Era do tipo que chegava sem ser convidada. Disso todos sabiam. Eu, inocentemente, não a vi, porém fui avisada de que tamanha audácia fora feita em minha casa.

Ao vê-la gritei e pulei de desespero.

- O que fazes aqui?, perguntei à barata.


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do www.photonovelas.com.br. Twitter:@maryellenfsm

.: 5x6: "American Horror Story: Hotel" e a história macabra do quarto 33

Por: Mary Ellen Farias dos Santos 
Em novembro de 2015 



O sexto episódio da temporada de "American Horror Story: Hotel" tem um início de arrepiar, literalmente, pois fã que é fã de AHS entende tudo mesmo aparecendo somente uma casa. Sim! A casa!! A mesma da primeira temporada, de "AHS: Murder House". Por quê? A famosa -e fogosa- Condessa (Lady Gaga) procura o doutor "da morte" para dar um jeitinho em seu bebê de três semanas.

Assim, há um pouco da história da Condessa e um nascimento ao estilo "Alien" e "Wicked". O pequeno ser nasce e não quer leite, mas sangue. Apesar de tudo a mamãe é parabenizada pelo doutor, pois "é um menino"! Contudo, outro menino que mexe com as emoções da família Lowe faz uma aparição que confunde o detetive John (Wes Bentley) e uma descoberta impressionante, daquelas que fazem qualquer um cair para trás, inclusive o próprio "mocinho" da temporada.

Eis que surge um novo casal -em um momento íntimo- empunhando o clássico cigarrinho e uma boa conversa. Não tão distante, outro casal se diverte da mesma forma, pois a Condessa mostra que sabe usar bem a boca: mais sexo. Em tempo, titio Ryan tem uma fascinação por belos traseiros. É muito close em "bumbuns" para pouco episódio, gente!



O retorno de Donavan (Matt Bomer) e Ramona Royale (Angela Bassett) ao Hotel Cortez tem o intuito de acabar com aqueles que sobrevivem com o "tal vírus", mas a surpresa é ainda maior. O que Ramona quer? As chaves para entrar no quarto 33. É lá que está o segredo!? Já Donavan mata as saudades da Condessa, do modo que pode. Fofo! Tadinha de Iris (Kathy Bates)! A senhorinha não tem destaque nesta trama, mas faz liga a certas ações que pareciam aleatórias. 

De repente, o retorno de personagens que morreram no primeiro episódio e a história de puro terror de uma professora que apodreceu por meses numa banheira. Opa! Banheira? Não é que este objeto também é temido no outro seriado de Ryan Murphy: "Scream Queens". Quanta relação entre as criações!!  Sobre o Hotel Cortez, a dica é: Nunca beba a água daquele andar! 
Em tempo, o propósito de cada "fantasma" do Hotel Cortez começa a ser desenhado. Detalhe que a bolinha tenebrosa que rolou muito pelo chão, na primeira temporada de "American Horror Story", reaparece. Medo!

No corredor, um rapaz oriental no celular chama por Tina!? É o que parece e, neste momento, há uma confusão para os fãs de Glee. Sim! O jovem parece ser Mike Chang de Glee, ou melhor, o ator Harry Shum Jr. Não é ele, não. Infelizmente! Entretanto, o cara de olhinhos puxados será o prato principal da festa de duas sanguinolentas -que já não estão mais mortas!?- e mais traseiros na tela.

Embora esteja fora do caso, Lowe procura por encrenca, ou melhor, pelo mais novo caso do assassino dos 10 mandamentos. Mais cenas terríveis! Voltando ao Hotel Cortez, as sanguinolentas atacam o detetive. Sexo e mais sangue. A lavadeira oficial dos lençóis ensanguentados simplesmente dá a introdução e o Sr. March (Evan Peters) surge para dar o seu recado. Cena curta, mas expressiva. Enquanto isso, Sally (Sarah Paulson) nem dá as caras.

Em tempo, a musiquinha sinistra, dos momentos de tensão que remete ao famoso filme "Laranja Mecânica", serve de introdução para que a Condessa, que parece festejar a união inusitada -e que lhe atribuiu a condição de traída-, faça o esperado para separar o novo casal sensação da trama. Maquiavélica!


Enfim, Alex (Chloë Sevigny) é uma aliada ou, como uma boa médica, procura desesperadamente por uma forma de dar fim ao "vírus"? Ao mesmo tempo, parece que todos os personagens que vagueiam pelo Cortez estão mortos. Todos! Mas... Será?


Seriado: American Horror Story: Hotel
Temporada: 5
Episódio: 6 - "Room 33"
Exibido em: 11 de novembro de 2015, EUA.
Elenco: Lagy Gaga, Sarah Paulson, Wes Bentley, Denis O'Hare, Finn Wittrock, Matt Bomer, Evan Petters, Kathy Bates, Angela Bassett, Cheyenne Jackson, Chloë Sevigny



* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do www.photonovelas.com.br. Twitter:@maryellenfsm



Vídeo promocional do episódio

Personagens Mike e Tina do seriado "Glee"


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