segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

.: “Me Beija” é mais uma das faixas do EP “Ensaio”, da dupla OUTROEU

A dupla OUTROEU disponibilizou o vídeo de “Me Beija”. A canção é parte do EP “Ensaio Acústico”, que foi gravado no Santo Som Studios, em Campinas, e traz um formato intimista, com dois violões e vozes.

O repertório é composto pelas cinco faixas do EP de estreia, “Encaixe”, além de uma regravação inédita do hit “Velha Infância”, música dos Tribalistas. O vídeo já pode ser visto no canal oficial da dupla, no YouTube. 

Em junho, a dupla apresentou o EP “Encaixe”, trazendo em seu repertório cinco músicas autorais: “Não Olha Assim Pra Mim”, “Melodia de Arpoador”, “Me Beija”, “Sem Você Não Falta Nada” e “Encaixe”.

Formado por Mike Tulio e Guto Oliveira, coincidências não faltam nas biografias dos parceiros: ambos são de Nova Iguaçu, na baixada fluminense, região metropolitana do Rio de Janeiro, e nasceram sob o signo de Áries - Guto em 1989 e Mike, um ano depois. A partir do que retratam em suas canções, eles representam o “outro eu” de tantos admiradores conquistados ao longo dos últimos anos.

OUTRO EU - "Me Beija" (acústico) 

OUTRO EU - "Velha Infância" (acústico) 

domingo, 12 de janeiro de 2020

.: Roberta Campos faz show em Santos no próximo sábado


Com 20 músicas em novelas, Roberta Campos tem um lastro espantoso de hits.  Este show leva o nome do último sucesso da cantora e compositora, “Fique na Minha Vida”, gravado com a participação de Vitor Kley, que mostra um lado mais pop da artista. Ela se apresentará no palco do Teatro Municipal, que fica no Centro de Cultura Patrícia Galvão, neste sábado, às ____

Mas não faltarão músicas que fizeram parte de trilhas sonora de novelas como “De Janeiro a Janeiro”, “Abrigo” e “Minha Felicidade” e regravações de músicas que se tornaram um clássico, como "Casinha Branca" (Gilson e Joran) e "My Love" (Paul e Linda McCartney), dentre outras releituras do cancioneiro nacional.

Serviço: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia). O Centro Cultural Patricia Galvão fica na avenida Senador Pinheiro Machado, 48 - Vila Matias, em Santos.

.: "Recursão", de Blake Crouch, investiga o poder da memória

Em trama que costura ficção científica, ação e mistério, novo livro do autor do best-seller "Matéria Escura" investiga o poder da memória. “Crouch integra conceitos filosóficos, como a percepção humana do que é a realidade, a um enredo complexo e cativante.”, Publishers Weekly

E se um dia memórias vívidas de coisas que nunca aconteceram se infiltrassem em sua mente, pintando em tons de cinza todas as suas certezas? É dessa premissa que Blake Crouch parte em "Recursão", lançado em outubro pelo intrínsecos, clube do livro da Intrínseca, e que em janeiro chega às lojas. 

A obra, que questiona os limites e o poder do tempo e da memória, é tão impactante que já teve os direitos de adaptação audiovisual adquiridos pela Netflix, que produzirá um filme e uma série baseados no livro, ambos a cargo de Shonda Rhimes, responsável pelos sucessos "Grey’s Anatomy" e "How to Get Away With Murder".

Em 2018, Barry Sutton, um policial de Nova York, é acionado para intervir em uma tentativa de suicídio. Ele depara com uma mulher que sofre da Síndrome da Falsa Memória, uma doença misteriosa que planta na cabeça de suas vítimas lembranças de vidas que elas nunca tiveram, levando seus portadores à loucura.

Em 2007, a neurocientista Helena Smith está desenvolvendo uma tecnologia para a cura do Alzheimer, até que inesperadamente um milionário se oferece para financiar sua pesquisa. O que parecia a grande chance de sua vida acaba sendo o estopim de eventos catastróficos. Quando os caminhos de Barry e Helena se cruzam não lhes resta outra opção: terão que se unir para sobreviver e salvar a humanidade de um cenário de caos sem precedentes.

Um dos nomes mais importantes da ficção científica contemporânea, Blake Crouch é especialista em brincar com linhas temporais e outras realidades. O primeiro livro do autor publicado no Brasil, "Matéria Escura" aborda a existência de múltiplos universos e vendeu mais de 20 mil exemplares no país. 

Em seu novo trabalho, Crouch constrói uma jornada desnorteante, com personagens complexos, que nos fazem refletir sobre nossa identidade. "Recursão" tem uma trama elaborada, com uma prosa ágil e emocionante, que mostra que, quando nada é mais importante do que a memória, perdê-la significa perder a si mesmo.

Blake Crouch é roteirista e autor de diversos best-sellers internacionais. Sua trilogia "Wayward Pines" foi adaptada para uma série de TV exibida pela Fox. Seus livros já foram traduzidos para mais de 30 idiomas e venderam mais de um milhão de exemplares. Mora no estado americano do Colorado, com a família. Pela Intrínseca, publicou também Matéria escura, sucesso de crítica e público.

.: Caixa com quatro CDs reune os hits de Elvis Presley de 55 a 62


Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico musical.

Se estivesse vivo, Elvis Presley teria completado 85 anos neste mês. Para não deixar passar em branco a data, foi lançada uma caixa com quatro CDs ("Elvis Presley - The Complete EP U.S. Collection") que reúne uma rica parte de sua produção musical realizada entre os anos de 1955 e 1962 nos Estados Unidos.
Por causa de seu conteúdo, a caixa acaba sendo um item importante para os fãs do eterno "Rei do Rock", que faleceu em 1977 aos 42 anos em sua mansão Graceland, nos Estados Unidos. As faixas contam com as canções gravadas com sua primeira banda de apoio, que tinha Scotty Moore (guitarra), D.J. Fontana (bateria) e Bill Black (baixo). São desse período as faixas "That´s All Right Mama", "Blue Moon Of Kentucky", "Good Rocking Tonight" e "Mystery Train", todas fundamentais para consolidar o que se chamaria rock´n roll mais tarde.
Da fase de seus filmes no cinema, a caixa reúne outras preciosidades como "Trouble" (uma das preferidas de Raul Seixas, seu fã confesso), "King Creole", "Jailhouse Rock" e "Love Me Tender", que ele cantaria até os últimos shows nos anos 70.
A caixa reúne outras curiosidades, como a versão de "Blueberry Hill", um hit de Fats Domino, além de seus hits imprescindíveis como "Don´t Be Cruel", "Heartbreak Hotel", "Tutti Frutti", "Blue Suede Shoes" e "My Baby Left Me", entre outros.
Com uma série de aparições bem-sucedidas na televisão e registros no topo das paradas, Elvis se tornou a figura principal do rock and roll nesse período. Suas interpretações e estilo de performance sexualmente provocante, combinadas com uma mistura singularmente potente de influências musicais o tornaram imensamente popular e controverso. Em novembro de 1956, Presley estreou no cinema em "Love Me Tender". Convocado para o serviço militar em 1958, Presley relançou sua carreira de gravador dois anos depois, passando a dedicar boa parte da década de 1960 a fazer filmes e álbuns de trilhas sonoras de Hollywood.
Em 1968, após um intervalo de sete anos, ele voltou ao palco no aclamado especial de retorno de televisão ("Elvis Comeback"), que o levou a um período prolongado de concertos em Las Vegas e uma série de turnês altamente lucrativas pelos Estados Unidos até o fim da vida.
"Trouble"

"Jailhouse Rock"

"Don't Be Cruel"

.: Grátis: espetáculo "O Besouro Mutante", do Grupo Namakaca


Comemorando 14 anos de trabalho continuo de pesquisa o Grupo Namakaca realiza projeto de circulação com o espetáculo "O Besouro Mutante" em parques da cidade, faz mostra de repertório no Circo do Beco e diversas atividades formativas com oficinas de malabarismo e de iniciação circense para adultos e crianças, especialidades da companhia.  O grupo foi contemplado com o Edital de Apoio a Criação Artística – Linguagem Circo, da Secretaria Municipal de Cultura. Todas as atividades são gratuitas.

O projeto começa com a apresentação do espetáculo Besouro Mutante no Parque da Independência (no Ipiranga), dia 18 de março, domingo, às 16h. E segue no Parque da Aclimação, dia 7 de abril; Parque Jardim da Luz (Bom Retiro), dia 14 de abril; Parque Raul Seixas (José Bonifácio), dia 15 de abril; Parque Vila Guilherme(Vila Maria), dia 21 de abril e Parque Piqueri (Tatuapé), dia 29 de abril.

De 2 de abril a 1º de maio acontece a mostra de repertório no Circo no Beco, na Vila Madalena com os espetáculos "Carlos Felipe em Apuros" (dia 2 de abril), "Quebrando a Bacia" (dia 9 de abril), "O Omelete" (dia 16 de abril), "É Nóis na Xita" (dia 23 de abril), "Besouro Mutante" (dia 28 de abril) e "Zé Preguiça" (dia 1º de maio).

Formado pelos artistas circenses Cafi Otta, Du Circo e Montanha Carvalho, o Grupo Namakaca  foi criado em 2004 com a proposta de ampliar, contribuir e preservar os horizontes da linguagem do palhaço e das artes do circo. Desde então, criaram sete espetáculos:  "É Nóis na Xita", "Zé Preguiça", "Besouro Mutante", "O Omelete", "Carlos Felipe em Apuros", "Quebrando a Bacia" e o mais recente espetáculo, "O Pavão Misterioso".

“Nosso estímulo para este projeto vem ao encontro com tudo de inusitado que podemos oferecer ao público, e também pelo desejo de interferir em locais onde, comumente, os frequentadores não encontram manifestações artísticas”, explica Cafi Otta.

Programação completa

Espetáculo "Besouro Mutante"
Direção: Rhena de Faria. Duração: 50 minutos. Classificação: livre. Três vendedores charlatões rodam o mundo divulgando seu incrível produto: o Elixir Besouro Mutante, uma bebida milagrosa capaz de resolver todos os males, físicos e psíquicos. A prova da sua eficácia é a transformação do fusca 73, antes conhecido como Tétano, em uma máquina incrível. Utilizando suas habilidades circenses, os três caixeiros viajantes tentam convencer a plateia dos poderes de seu produto, transformando até mesmo os próprios espectadores, que descobrirão habilidades que nem imaginavam ter.

Dia 18 de março, domingo, às 16h.
Parque da Independência - Av. Nazareth, S/N – Ipiranga.
Dia 7 de abril, sábado, às 11h.
Parque da Aclimação - Rua Muniz de Souza, 1119 – Aclimação.
Dia 14 de abril, sábado, às 11h.
Parque Jardim da Luz - Rua Ribeiro de Lima, S/N - Bom Retiro.
Dia 15 de abril, domingo, às 16h.
Parque Raul Seixas - Rua Murmúrios da Tarde, 211 - José Bonifácio.
Dia 21 de abril, sábado, às 15h.
Parque Vila Guilherme – Trote - Av. Nadir Dias de Figueiredo - Vila Maria Baixa.
Dia 29 de abril, domingo, às 11h.
Parque Piqueri - Rua Tuiuti, 515 – Tatuapé.



Mostra de Repertório
Local: Circo no Beco
Rua Belmiro Braga, 31 – Vila Madalena.

Dia 2 de abril, segunda-feira, às 21h.
"Carlos Felipe em Apuros"
Carlos Felipe é um homem elegante, educado e fino.  Sua vida segue aparentemente em equilíbrio, mas seu universo é repleto de pequenos problemas.  A partir daí técnicas de equilibrismo, malabares e palhaço são usadas para que Carlos Felipe e a plateia divirtam-se sem parar.  Um espetáculo simples, quase sem texto, baseado na relação entre o artista, o público e o espaço a sua volta. Direção: Grupo Namakaca. Duração: 50 minutos. Classificação: livre.

Dia 9 de abril, segunda-feira, às 21h.
"Quebrando a Bacia"
O espetáculo conta a difícil rotina de trabalho do contra-regra atrapalhado do Circo Kapput. Limpar o traseiro do elefante acrobata, escovar os dentes da girafa bailarina, e alimentar um leão banguela são só algumas das aventuras que fazem parte do dia-a-dia do nosso herói. Atrás das cortinas do picadeiro, o personagem transita por vários tipos do imaginário do circo: malabarista, palhaço, mágico, tudo terminando sempre em grande confusão. Como no momento em que se arrisca no picadeiro para realizar uma antiga performance da família, o inimitável número das bacias chechenas. Direção: Alê Roit. Duração: 50 minutos. Classificação: livre.


Dia 16 de abril, segunda-feira, às 21h.
"O Omelete"
Quem nasceu primeiro? O ovo ou a galinha? O artista Du Circo responde esta pergunta com uma mistura de ingredientes: técnicas circenses, muita habilidade e pitadas generosas de humor. Um espetáculo que revive momentos inesquecíveis do imaginário circense. Apesar de estar sozinho no palco, Du Circo divide a cena com o público o tempo inteiro. A participação ativa da plateia é uma das características principais do espetáculo. Direção: Grupo Namakaca. Duração: 50 minutos. Classificação: livre.

Dia 23 de abril, segunda-feira, às 21h.
"É Nóis na Xita"
Carro chefe do grupo, esse espetáculo circense mostra o convívio entre três personagens: Du Circo, Montanha e Cafi, que disputam os aplausos do público, aceitando os próprios equívocos como fonte de improvisação. Além de malabarismos, monociclos, acrobacias e palhaçadas, o espetáculo é também musical, brincando com ritmos tipicamente brasileiros e instrumentos da cultura popular como cavaquinho, pandeiro e percussão. Direção: Alê Roit. Duração: 50 minutos. Classificação: livre.


Dia 28 de abril, sábado, às 16h.

"Besouro Mutante"
Três vendedores charlatões rodam o mundo divulgando seu incrível produto: o Elixir Besouro Mutante, uma bebida milagrosa capaz de resolver todos os males, físicos e psíquicos. A prova da sua eficácia é a transformação do fusca 73, antes conhecido como Tétano, em uma máquina incrível. Utilizando suas habilidades circenses, os três caixeiros viajantes tentam convencer a plateia dos poderes de seu produto, transformando até mesmo os próprios espectadores, que descobrirão habilidades que nem imaginavam ter. Direção: Rhena de Faria. Duração: 50 minutos. Classificação: livre.


Dia 1º de maio, terça-feira, às 17h.

"Zé Preguiça"
A peça infantil é uma infiel adaptação de Lazy Jack, conto folclórico britânico que imortalizou a figura arquetípica do preguiçoso presente em diversas culturas, inclusive no Brasil,  com o emblemático Jeca Tatu, personagem criado por Monteiro Lobato. Premiada em 2008 no 12º Cultura Inglesa Festival como Melhor Espetáculo Infantil, seu roteiro é estruturado a partir da interpretação de três galos narradores, que cantam, tocam e improvisam versos. Em seguida o que se vê é uma divertida sequência de números e esquetes cômicos, onde a trupe mostra seu diversificado repertório de técnicas circenses. Direção: Lu Lopes. Duração: 50 minutos. Classificação: livre.



Oficinas
Oficina de manipulação de objetos não convencionais
Dias  16 e 23 de maio, das 19h às 22h.
Local: Galpão do Grupo Namakaca.
Rua Álvaro Martins, 17 – Vila Ipojuca.
Público: artistas, alunos de escolas de circo/artes cênicas, mímicos, artistas circenses com intenção de criarem números com objetos normalmente não utilizados para fazer malabarismo.
12 vagas
Inscrições até o dia 14 de março pelo e-mail: namakaca@gmail.com
A seleção será divulgada até o dia 16 de março pela página do grupo no Facebook.


Oficina de malabarismo para iniciantes e iniciados

Dia 5 de maio, das 9h30 às 12h30
Local: Tendal da Lapa
Rua Constança, 72 – (travessa da Rua Guaicurús) – Lapa.
Público: curiosos, artistas, alunos de escola de circo com dificuldade em malabares, pessoas que queiram lutar contra a gravidade,...
Idade: a partir de 8 anos  
20 vagas
Inscrições até o dia 27 de abril e-mail: namakaca@gmail.com
A seleção será divulgada até o dia 30 de abril pela página do grupo no Facebook.


Oficina de iniciação circense para pais/mães e crianças.

Dias 28 de abril, das 9h30 às 12h30.
Local: Galpão do Grupo Namakaca
Rua Álvaro Martins, 17 – Vila Ipojuca
Público: interessados em circo em geral de todas as idades.
20 vagas
Inscrições até o dia 20 de abril e-mail: namakaca@gmail.com
A seleção será divulgada até o dia 23 de abril pela página do grupo no Facebook.

Oficina de Passe de Clave
Dias 23 de março e 6 de abril, das 14h30 às 17h30.
Local: Galpão do Grupo Namakaca.
Rua Álvaro Martins, 17 – Vila Ipojuca.
Público: Iniciados em atividade circense - nível intermediário e avançado.
20 vagas
Inscrições: enviar carta de interesse contando sua trajetória circense e habilidades de passe de clave até o dia 19 de março.
Obs: caso trabalhe em dupla ou em grupo fazer uma única inscrição informando o número de participantes.    

Bate Papo
Dia 9 de abril, às 14h.
Local: EEP (Encontro de Estudos da Palhaçaria) - Centro de Memória do Circo – Café dos Artistas.
Galeria Olido – Av. São João, 473.
Objetivo: falar sobre o histórico da companhia.

Sobre o Grupo Namakaca
O Grupo foi criado em 2004 para ampliar, contribuir e preservar, através de pesquisas contínuas, os horizontes da linguagem do palhaço e das artes circenses brasileiras.  Em sua trajetória criou sete espetáculos: "É Nóis na Xita"; "Zé Preguiça"; "Besouro Mutante"; "O Omelete"; "Carlos Felipe em Apuros"; "Quebrando a Bacia"; e o mais recente espetáculo, "O Pavão Misterioso".

Com eles realizaram mais de 1.000 apresentações, em 23 estados brasileiros, agindo sempre nas fronteiras sociais, oferecendo atrações com entrada gratuita para pessoas com pouco ou nenhum acesso a espetáculos circenses e teatrais.  O Grupo Namakaca também se arriscou em outras praias, como no musical Noé, Noé, Deu a Louca no Convés, de Ivaldo Bertazzo, na ópera A Italiana em Argel, de Hugo Possolo  e no longa-metragem O Contador de Histórias, de Luiz Villaça. 

Fora do Brasil, se apresentaram em Hamamatsu, Japão; em diversas Convenções Européias, como na Eslovênia, na Grécia e na Holanda; e em alguns dos mais importantes festivais de teatro da Espanha, como o FIT de Cadiz e o Festival de Teatro Clássico de Almagro. Em 2016 participaram das gravações de uma série de tv que será exibida pelo Canal HBO.

.: Livro "A Cidade dos Cinco Ciprestes", de Marina Colasanti, é um jogo


O livro "A Cidade dos Cinco Ciprestes", de Marina Colasanti, é desafiador e surpreendente como um jogo. Nele, a autora conta a mesma história de cinco maneiras diferentes, que partem do mesmo princípio, mas que levam o leitor a finais distintos.

O livro, lançado pela Global Editora, está organizado em cinco contos: "Cinco Ciprestes, Vezes Dois"; "A Cidade dos Cinco Ciprestes"; "À Sombra de Cinco Ciprestes"; e "Em Busca de Cinco Ciprestes".

“O começo deste livro está localizado em um quarto de hotel, numa cidade nordestina da qual guardei o calor mas esqueci o nome […].”, escreve Marina na apresentação do livro "A Cidade dos Cinco Ciprestes".

sábado, 11 de janeiro de 2020

.: Espetáculo "Floresta", de Alexandre Dal Farra, estreia no Sesc Ipiranga

"Floresta", espetáculo com texto e direção de Alexandre Dal Farra, estreia dia 16 de janeiro no Sesc Ipiranga. Na trama, um pai, uma mãe e uma filha encontram-se refugiados em uma casa isolada no meio da mata. A família recebe dois visitantes inesperados e uma tensão se estabelece. A peça levanta uma reflexão sobre o medo irracional e inexplicável que as pessoas têm diante do desconhecido. Peça cria reflexão sobre o medo irracional e inexplicável que as pessoas têm diante do desconhecido. Fotos: Otávio Dantas


Expoente da dramaturgia paulistana atual, o autor e diretor Alexandre Dal Farra estreia seu novo espetáculo, "Floresta", no dia 16 de janeiro de 2020, no Sesc Ipiranga. A peça fica em cartaz até 9 de fevereiro, com sessões de quinta a sábado, às 21h, e aos domingos, às 18h. Fabiana Gugli e Gilda Nomacce, se revezam no papel da mãe. Nilcéia Vicente, Sofia Botelho, André Capuano e Clayton Mariano, completam o elenco.

Na trama, um pai, uma mãe e uma filha encontram-se refugiados em uma casa isolada no meio da mata, por razão não muito clara a princípio. A família recebe dois visitantes inesperados, mas não sabe lidar com essa presença estranha. À medida que as relações se estabelecem, a tensão aumenta e o acerto de contas mostra-se algo mais complexo do que parecia. Enquanto eles são obrigados a rever as próprias convicções, o mundo lá fora parece entrar em colapso.

A dramaturgia surgiu em torno do seguinte questionamento: como lidar com o inimigo? “Comecei a fazer essa pergunta para algumas pessoas e fiz entrevistas com lideranças indígenas enquanto escrevia o texto, muito embora o foco nunca tenha sido a questão indígena enquanto tema, mas sim, a possibilidade de pensar um pouco sobre maneiras diversas de lidar com essa pergunta, talvez aparentemente ‘nova’ para alguns de nós”, revela o dramaturgo e diretor Alexandre Dal Farra.

Outra referência importante para a encenação é o trabalho do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, que estuda as sociedades ameríndias e propõe que elas não se fundam na conservação de suas estruturas (como a sociedade ocidental), mas na busca por capturar relações exteriores (mutáveis e inconstantes), em troca constante com o que vem de fora, mesmo que esse interesse seja fruto de uma vontade de vingança ou guerra. 

Na peça, que não trata diretamente da questão indígena, tanto a família como os invasores – dois lados que se projetam como inimigos – procuram de modos diversos determinar o próprio papel nessa relação a partir da maneira como agem diante do outro. A partir de então, surge o questionamento: “como lidar com uma relação que, embora esteja calcada na diferença e no ódio, ainda assim, é uma relação?”.

A ideia de floresta que estrutura o trabalho é a de um lugar desconhecido, que pode assustar e gerar curiosidade e que, ao mesmo tempo que se desenvolve por meio de disputas constantes, também envolve e abraça. “A peça se funda em uma espécie de susto: de repente essas pessoas se veem obrigadas a lidar com uma situação de embate que não planejavam enfrentar, e da qual estavam possivelmente fugindo. Ou seja, o trabalho no fundo também fala sobre o medo, em suas diversas manifestações. E sobre a inércia que esse medo provoca. De certa forma as personagens são todas emanações diversas do medo”, acrescenta o autor.

A cenografia recria essa sensação de confinamento da floresta, com objetos comumente encontrados em um lar, mas ligeiramente estranhos, e fora de lugar. A luz, com as varas do teatro todas baixas, enfatiza esse espaço pressionado. Já a música sustenta o aspecto contraditório que a violência da peça engendra: ao mesmo tempo que é explosiva, envolve - proporcionando algo da sensação de imersão de uma floresta.


Sinopse
Uma família encontra-se refugiada em uma casa isolada. Ao receber estranhas visitas com as quais não sabem lidar, são obrigados a rever suas próprias convicções. Paralelamente, temos notícias de um mundo em colapso.

Sobre Alexandre Dal Farra
Doutorando pelo departamento de Artes Cênicas da Pós-Graduação da ECA-USP, Alexandre é dramaturgo, diretor e escritor. Fundou o grupo Tablado de Arruar, com o qual trabalha como dramaturgo desde 2006. Suas peças foram encenadas por todo o Brasil e fora do país. "Abnegação 3" foi montada em Buenos Aires pelo diretor Lisandro Rodrigues; "Abnegação [1]" foi publicada pela editora francesa Les Solitaires Intempestifs – a peça recebeu leituras cênicas no festival Mousson d’Eté em Pont-a-Mousson, em 2016, e em 2019 no festival de Avignon, e está sendo preparada uma montagem francesa para 2020; em 2019 realizou residência no FITEI (Festival Internacional de Expressão Ibérica), onde trabalhou em conjunto com a autora e diretora Patricia Portela na preparação de uma obra com estreia marcada para 2020 no mesmo festival.

Realizou ainda residências em diversos festivais nacionais e internacionais, dentre eles, o Cielos del Infinito. Trabalhou na Alemanha, em conjunto com o diretor Tillman Koehler e a dramaturga Tine Rahel Voelcker, com quem escreveu o texto "Pele de Ouro/Haut As Gold", dirigido por Koehler e estreado em 2009 no Teatro Maximo Gorki, em Berlim. No Brasil, publicou a "Trilogia Abnegação" em 2017, além de seu primeiro romance, "Manual da Destruição", em 2013 (hedra). Foi vencedor do prêmio Shell de melhor autor por "Mateus, 10" (2012), e indicado a todos os importantes prêmios do país pelas suas obras, das quais destacam-se "Refúgio" (2018), "Trilogia Abnegação" (2014-2016), "Mateus, 10" (2012), "O Filho" (2015), entre outras.

Ficha técnica:
Texto e Direção: Alexandre Dal Farra
Elenco: Fabiana Gugli (dias 16, 17, 18, 19, 23, 24, 25e 26/01) Gilda Nomacce (dias 30 e 31/01 e 1, 2, 6, 7, 8 e 9/02), Nilcéia Vicente, Sofia Botelho, André Capuano e Clayton Mariano. Composição Original: Miguel Caldas. Operação de som: Tomé de Souza. Desenho de Luz: Wagner Antônio. Assistente de Iluminação: Douglas de Amorim. Cenografia e Figurinos: Alexandre Dal Farra e Clayton Mariano. Vídeo: Flávio Barollo. Direção de Produção: Carla Estefan. Produção Executiva: Gabriela Elias. Administração: Metropolitana Gestão Cultural. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli. Fotos: Otávio Dantas.

Serviço:
"Floresta" – Estreia dia 16 janeiro de 2020 no Sesc Ipiranga
Duração: 90 minutos. Classificação: 18 anos. Gênero: Drama.
Ingressos: R$40 (inteira); R$20 meia-entrada); R$12 (credencial plena).
Temporada: De 16 de janeiro a 9 de fevereiro de 2020.
De quinta a sábado, às 21h; e aos domingos, às 18h.

Sesc Ipiranga – Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga
Horário de Funcionamento: Terça a sexta, das 7h às 21h30; aos sábados, das 10h às 21h30; domingos e feriados, das 10h às 18h30. Capacidade: 198 lugares.
Informações: (11) 3170-4059.
Vendas pelo site sescsp.org.br/ipiranga e nas unidades do Sesc.

.: Espetáculo "Encerramento do Amor" estreia dia 24 de janeiro

Foto: Washington Bonini

Versão brasiliense da obra "Clôture de l'Amour" do dramaturgo francês Pascal Rambert, o espetáculo "Encerramento do Amor" estreia dia 24 de janeiro, sexta-feira, às 21h, no Viga Espaço Cênico. O texto tem tradução de Marcus Vinícius Borja, direção de Diego Bressani e traz no elenco Ada Luana, João Campos e Taís Felippe. A curta temporada segue até 2 de fevereiro, com sessões sextas e sábados às 21h e domingo às 19h.

Em uma discussão que precede o fim de um relacionamento, apenas uma pessoa fala ininterruptamente, separados apenas por um breve número de sapateado. Dentro de uma grande sala, uma mulher e um homem conversam, é ele que começa o diálogo. Ela escuta, atenta, e lhe responde com um segundo monólogo. Eles evocam sua separação, falam do antes e do agora. Eles têm armas iguais, mas não as utilizam da mesma maneira. Há dois olhares, dois silêncios, dois discursos para dizer sobre a violência de um amor que vive seus últimos suspiros diante do público.

Para o diretor Diego Bressani, o texto foi o foco principal no processo de montagem. “Pesquisamos subsídios que pudessem favorecer esse elemento em sua forma mais essencial, buscando experimentar e colocar em cena só o que julgássemos realmente necessário. Trabalhamos muito com a ideia de uma instalação sonora, em que cada um faz o seu monólogo para encerrar, à sua maneira, aquela relação. A partir daí, outros elementos surgiram da forma mais simples e orgânica possível. Procuramos seguir o texto original à risca e abraçar, à nossa maneira, as propostas por ele sugeridas”, explica.

O desejo de montar a versão brasileira veio da atriz Ada Luana, que viu na ousadia do texto não somente um grande desafio como intérprete, mas também a potencialidade das relações humanas. O tradutor Marcus Vinícius Borja assistiu o espetáculo em sua estreia na França em 2011. Muito impactado com a obra, surgiu a ideia de montar uma versão brasileira com a atriz, mas a distância impossibilitou a parceria.  A peça estreou no Cena Contemporânea 2018 - Festival Internacional de Teatro de Brasília - e passou também pelo Festival do Teatro Brasileiro/Janeiro de Grandes Espetáculos, em Recife.

Ada convidou, então, o ator João Campos e seus parceiros do grupo S.A.I (Setor de Áreas Isoladas), Diego Bresani e Taís Felippe para realizar a montagem. “Por meio dos caminhos de direção e atuação decidimos expandir a discussão sobre o término de um relacionamento também para as questões de gênero. O abuso emocional nas relações afetivas, a violência psicológica, o machismo, o empoderamento feminino, temas atuais e urgentes. Nesse sentido, creio que há um diálogo direto com o conceito de ‘amor líquido’, do filósofo francês Zygmunt Bauman (1921-2017)".

“A peça não trata, necessariamente, de um amor romântico, no sentido mais clássico e tradicional da palavra. É um retrato atual da humanidade e suas relações afetivas, de gênero. É real, sem filtros, um espelho muito próximo para os espectadores. E muitas vezes incômodo. Levamos à cena um amor em transição, que busca um caminho ao se ver perdido, muitas vezes atropelado pela velocidade e urgências do mundo”, completa João Campos.

A pesquisa do grupo sobre a obra de Pascal Rambert se debruça sobre o verbo e a escuta como elementos estruturantes na construção da narrativa e condução da expressividade no palco. O formato contemporâneo proposto pela encenação do texto francês remete o espetáculo à uma intensa paisagem sonora. A distância entre os corpos no palco, a limpeza e simplicidade do figurino e cenografia e a iluminação fria reforçam e conduzem o foco da experiência cênica ao trabalho dos atores, ao ato de falar e de ouvir.

“Não há nada mais universal do que esse sentimento que tanto nos fascina e nos corrói. E o término dessa relação, escrito de forma tão genial por Pascal Rambert, acaba por abarcar diversos outros temas fundamentais para serem debatidos hoje, não só no Brasil, mas no mundo todo: afeto, família, incomunicabilidade, liberdade, violências contra mulher, machismo. Tudo vem à tona quando se decide falar de forma tão visceral sobre o amor”, fala João Campos.

Encenada pela primeira vez no Festival de Avignon em 2011, a peça recebeu o Grand Prix de Literature Dramatique em 2012, assim como o prêmio de melhor atriz e autor no Palmarés du Théâtre 2013. O texto foi escrito para os atores franceses Audrey Bonnet e Stanislas Nordeye. Após a temporada francesa, surgiram diversas versões da peça com atores de diferentes culturas e línguas.

Sobre o autor
Pascal Rambert foi diretor do Théâtre de Gennevilliers (T2G), do qual transformou em Centro Dramático Nacional de Criação Contemporânea, dedicado ao teatro, dança, ópera, arte contemporânea, cinema e filosofia. Suas criações são apresentadas internacionalmente e seus textos foram traduzidos para diversas línguas. Suas obras são apresentadas nos principais festivais da Europa: Montpellier, Avignon , Utrecht, Berlim, Hamburgo, Nova York e Tóquio. Pascal Rambert encenou também várias óperas na França e nos Estados Unidos.

Sobre o diretor
Diego Bresani é fotógrafo e diretor de teatro, graduado em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília em 2006. Iniciou a carreira de direção como assistente de Antônio Abujamra e Hugo Rodas no espetáculo "Os Demônios" que teve temporada no CCBB (Brasília e Rio de Janeiro). Dirigiu diversos espetáculos, entre eles "A História do Jardim Zoológico" (2006) - classificado entre as dez melhores peças do ano em São Paulo pela revista Veja. No mesmo ano foi indicado ao prêmio de Melhor Direção - Prêmio Sesc de Teatro Candango. Dirigiu A trilogia sobre a violência da Cia. Setor de Áreas Isoladas, composta pelos espetáculos: "Vialenta", "Terapia de Risco" e "Qualquer Coisa Eu Como Um Ovo". Todas as peças foram indicadas aos prêmios de Melhor Direção e a Melhor Espetáculo (Prêmios Sesc), nos anos 2010, 2012 e 2013 respectivamente. Com as peças viajou para diversos festivais no Brasil, entre eles o Janeiro de Grandes Espetáculos, em Recife.

Ficha técnica:
Texto: Pascal Rambert. Tradução: Marcus Vinícius Borja. Direção: Diego Bressani. Elenco: Ada Luana, João Campos e Taís Felippe. Iluminação: Diego Bressani. Fotografia: Henri dos Anjos. Cenografia e figurino: Companhia Setor de Áreas Isoladas. Produção: Taís Felippe. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli. Realização: Companhia S.A.I (Setor de Áreas Isoladas).

Serviço:
"Encerramento do Amor"
Temporada: De 24 de janeiro a 2 de fevereiro – Sextas e sábados, 21h. Domingos, 19h.
Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 (meia entrada).
Duração: 80 minutos.
Classificação etária: 14 anos.
Viga Espaço Cênico – Rua Capote Valente, 1323.
Capacidade teatro: 73 lugares. Outras informações: (11) 3801 1843.

.: "Maurício Manieri - Classics" em janeiro no Teatro Bradesco


Um dos maiores e mais respeitados artistas brasileiros, Maurício Manieri estará em turnê pelo país com o show de lançamento do DVD Classics. E a primeira data, que marcará o resultado do trabalho, será no mesmo palco, pouco mais de dois meses após a gravação e ocorrerá no dia 17 de janeiro, às 21h, no Teatro Bradesco, em São Paulo. 

A superprodução, que aconteceu no dia 12 de novembro de 2019, no Teatro Bradesco, em São Paulo, contou com músicos, orquestra, painéis de led, projeto de iluminação e as preciosas participações de Chitãozinho & Xororó, Daniel, Alexandre Pires, Jon Secada, Gilbert e Ivete Sangalo. A celebração das mais de duas décadas de carreira do músico foi marcada por muita emoção, em uma noite com ingressos esgotados e convidados especiais.

No repertório do show, Manieri reproduz sucessos consagrados da carreira, como “Minha Menina”, “Bem Querer”, “Se Quer Saber”, além de clássicos do universo pop e romântico nacional e internacional como “Easy”, “Como Vai Você” e “Angel”.

Garanta já os seus ingressos em Uhuu: https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/mauricio-manieri-classics-8810Classificação: livre. Duração: 90 minutos. O Teatro Bradesco fica na rua Palestra Itália, 500 / 3º piso - Bourbon Shopping São Paulo - Perdizes.


.: "Eu Sou a Dita-cuja", de Tatiana Belinky, é sobre o amor de mãe


Lançado pela editora global "Eu Sou a Dita-cuja", de Tatiana Belinky com ilustrações de Cris Eich, trata sobre o sentimento terno e particular das mães, que enxergam nos filhos a perfeição, e que tentam protegê-los de todo o mal.

Quem é que acha o filho o mais bonito, inteligente, corajoso e alegre? É a dita-cuja, claro! Neste livro, a história, escrita em versos, traz ilustrações coloridas e divertidas que vão conquistar adultos e crianças.

“PARA MIM, NÃO É PRECISO
PADECER NO PARAÍSO!
SER MÃE NÃO É SACRIFÍCIO!
VALE O CUSTO-BENEFÍCIO.”

.: Filme “The Gamechangers” mostra a violência dos videogames

Por Oscar D’Ambrosiojornalista e crítico de arte.

Videogames violentos realmente estimulam os jovens a serem mais agressivos e darem menos valor à vida? Esta é a grande pergunta do filme “The Gamechangers”, realizado pela BBC para contar a história de dois jogos realizados pela empresa inglesa Rockstar Games; Grand Theft Auto (GTA): Vice City e Grand Theft Auto (GTA): San Andreas, respectivamente de 2002 e 2004.

O diretor Owen Harris opta por concentrar a ação em dois momentos cruciais. No primeiro, relacionado ao jogo GTA: Vice City, que foi um grande êxito, uando era preparada uma nova versão, mais realista e violenta, um jovem negro de 17 anos, viciado no game, atacou e matou policias em uma delegacia em Alabama, EUA.

Um advogado conservador norte-americano, interpretado por Bill Paxton, decide acionar a empresa inglesa por considerar que o game estimulou o jovem a praticar os assassinatos, num processo neurológico de perda de limites entre realidade e ficção. Embora ele tivesse reunido alguns argumentos a seu favor, o processo não avançou pela prática inapropriada do profissional na maneira de conduzir o processo, incluindo e-mails ameaçadores e posturas próximas do fanatismo.

Tudo se complicou, porém, com o lançamento do GTA: San Andres. Após um grande sucesso com a narrativa que se passa em Los Angeles, num ambiente de conflito entre brancos e negros, um jogador e programador holandês encontrou, dentro dos códigos, uma cena de sexo explícito que deveria ter sido retirada do jogo, mas que permanecia escondida para não comprometer a programação do game como um todo.

Isso levou a protestos generalizados, grande pressão e prejuízos, incluindo a necessidade de reclassificar a faixa etária e de retirar o jogo de muitos pontos de venda. Houve novo processo judicial, que resultou em advertência para a empresa britânica e a retirada do direito do advogado norte-americano de atuar profissionalmente.

O ator Daniel Radcliffe, como Sam Houser, um dos fundadores e presidente da Rockstar Games, brilha no papel do perfeccionista obsessivo e imaturo de um jovem que só deseja se divertir, sem se importar com as consequências que seus jogos podem trazer nas mais variadas esferas, da psicológica à criminal.

Sua atuação contribui para a discussão central do filme: a violência dos videogames pode de fato ser um fator que repercute na violência contemporânea. Ou é o contrário: os jogos apenas representam uma situação que já existe? Só por levantar esse tema o filme é imperdível, principalmente para advogados e para quem trabalha na área de comunicação.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

.: #ResenhaRápida com a atriz Alexia Annes em perguntas inusitadas



Por Helder Moraes Miranda Mary Ellen Farias dos Santos, editores do Resenhando.


Alexia Annes é atriz, dramaturga, arte educadora e diretora na Batom Produções. Trabalha há 20 anos no mercado artístico já participou de mais de 60 campanhas publicitárias, três longas metragens e diversos curtas metragens. Atuou como repórter para o SBT World e fez a cobertura do Teleton durante três anos. 

Formada em Artes Visuais, também estudou na escola de Atores Wolf Maya, Studio Fátima Toledo, e com os diretores Brian Penido Ross, Wolf Maya e Fernanda Chamma. Atualmente, produz trabalhos autorais. Recebeu o prêmio de melhor atriz pelo longa-metragem "Invasão" e a medalha de ecologia e excelência em dramaturgia pelo musical "Sukata".

Nome completo: Alexia Annes (artístico tá?!, risos).
Apelido(s): Ale, Annes, Cacau, Anne...
Data de nascimento: 16 de maio.
Qualidade: sou generosa.
Defeito: sou difícil mudar de ideia (risos).
Signo: Touro. 
Ascendente: Áries.
Uma mania: sentar sempre no mesmo lugar. 
Religião: Católica e como toda brasileira também acredito em outras mil religiões. 
Time: Vai Corinthians
Amor: arte.
Sexo:  só com muito amor.
Família é: minha vida.
Ídolo: Tim Burton. 
Inspiração: viajar. Todas as viagens me inspiram a escrever um novo texto.
Arte é: fundamental. 
Brasil: estamos em um momento muito difícil, muitas vezes penso em ir. embora. Mas a cada dia surgem novos projetos e sinto a necessidade em estar presente fazendo a minha parte.
Fé: tenho fé nas crianças e na evolução. O ser humano vai evoluir por bem ou mal. Este é o caminho. 
Deus é: perfeição e fonte de tudo de melhor: cura, natureza e amor.
Política é: importante e fundamental entender e lutar por seus direitos.
Hobby: pista de dança com um bom drink.
Lugar: qualquer lugar com vista para o mar.
Prato predileto: lasanha.
Sobremesa: sorvete de pistache. 
Fruta: morango. 
Cor favorita: preto.
Medo de: me afogar.
Uma peça de teatro: "Um Bonde Chamado Desejo".
Um show: Elton John.
Um ator: Johnny Depp.
Uma atriz: Fernanda Montenegro.
Um cantor: Cazuza.
Uma cantora: Lady Gaga.
Um escritor: William Shakespeare. 
Uma escritora: Lígia Fagundes Telles.
Um filme: "Psicose" (1960), de Alfred Hitchcock.
Um livro: todos os de Paulo Coelho. 
Uma música: "Your Song", de Elton John.
Um disco: todos os de Legião Urbana.
Um personagem: Forest Gump.
Uma novela: "Escrava Isaura".
Uma série: "Breaking Bad".
Um programa de TV: amo um bom reality show.
Um podcast: Reinaldo Azevedo.
Uma saudade: minha avó, Iris Peixoto de Paula, e minha mãe Leila, que partiu de forma súbita agora em dezembro de 2019.
Algo que me irrita: falta de consideração.
Algo que me deixa feliz é: estar em cena.
Digo sim à: liberdade!
Digo não à: censura.
Sonho: atuar e assinar o roteiro de uma série para a Netflix.
Futuro: trabalhar muito e colher os frutos.
Morte é: uma passagem para outro plano.
Vida é: a chance de evoluir.
Uma palavra: saudade.
Ser atriz é: meu ofício e amor.


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