domingo, 17 de abril de 2022

.: Mundo invertido: "Stranger Things" em cards colecionáveis da Panini

Fãs da série poderão se divertir com cards gamificados, testar os conhecimentos sobre o mundo invertido e colecionar itens limitados


Diretamente do mundo invertido, a Editora Panini, líder no segmento de colecionáveis, está trazendo uma novidade para os apaixonados por "Stranger Things": uma coleção de cards especiais! Enquanto aguardam o lançamento da quarta temporada da série, os fãs poderão se aprofundar ainda mais neste universo sobrenatural.

O kit completo contém 50 cards gamificados com os quais é possível jogar partidas, 10 cards colecionáveis feitos por ilustradores, 10 cards especiais e 5 cards grandes de edição limitada. Além disso, há também um livreto com curiosidades sobre os personagens e sobre a série, um jogo para testar os conhecimentos dos fãs, 2 folhas de adesivos em formato PVC e um pôster frente e verso.

Todos os materiais do kit ficam dentro de uma caixa de metal que imita uma fita cassete, tudo para deixar esse lançamento icônico com a cara de Hawkins nos anos 1980! Os interessados podem adquirir a coleção exclusivamente pelo site da Panini.

.: "As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão" faz curta temporada no Teatro Alfa


Com texto e letras de Newton Moreno, direção de Sergio Módena e direção musical de Fernanda Maia, espetáculo é livremente inspirado em depoimentos de mulheres envolvidas no Cangaço e exalta a força feminina. Foto: Adriano Dória


Sucesso de crítica e público, o musical original "As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão" ganha uma nova temporada no Teatro Alfa até dia 1º de maio de 2022. O espetáculo tem texto e letras de Newton Moreno, direção de Sergio Módena, direção musical de Fernanda Maia e elenco formado por Amanda Acosta, Marco França, Vera Zimmermann, Luciana Ramanzini, Luciana Lyra, Rebeca Jamir, Jessé Scarpellini, Marcello Boffat, Milton Filho, Pedro Arrais, Nábia Villela, Carol Bezerra e Eduardo Leão.

"As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão" estreou em 2019 no Teatro do SESI e é uma fábula inspirada nas mulheres que seguiam os bandos nordestinos atuantes contra a desigualdade social da região. A trama narra a história de um grupo de mulheres que se rebelam contra mecanismos de opressão encontrados dentro do próprio cangaço, e encontram, umas nas outras, a força para seguir. Além de reflexões sobre o conceito de justiça social que o cangaço representava, o espetáculo também reflete sobre as forças do feminino nesse espaço de libertação e sobre a ideia de cidadania e heroísmo.


Um pouco sobre a encenação
As canções originais foram compostas por Fernanda Maia (música) e Newton Moreno (letras), inspirados em ritmos da cultura nordestina. “Nas canções usei várias referências da música nordestina e tive uma abordagem afetiva desse material, por ser filha de paraibano e por ter morado no Nordeste enquanto fazia faculdade de música. Nessa época, pude entrar mais em contato com a cultura do Nordeste, que é de uma riqueza ímpar, cheia de personalidade, identidade, poesia e, ao mesmo tempo, muito paradoxal. Esse trabalho foi a união das vozes de todos. Não há como receber um texto de Newton Moreno nas mãos e não se encantar com o universo que existe ali”, conta Fernanda Maia.

Além dos atores cantarem em cena, o espetáculo traz cinco músicos para completar a parte musical (baixo, violão, guitarra, violoncelo e acordeão). Texto e música se misturam, palavra e canto se complementam, como se tudo fosse uma única linha dramatúrgica. “Optamos por uma narrativa que realmente seja uma continuação da cena e não um momento musical que pare para celebrar, ou para criar umas aspas dentro da história. Isso só é possível com canções compostas para o espetáculo. Buscamos um DNA totalmente brasileiro para a peça, tanto na embocadura, na fala, na construção do texto, como na interpretação dos atores. Não tem um modelo importado, não tem uma misancene importada, é uma investigação a partir de códigos que pertencem a uma estética do nosso país e do teatro brasileiro”, comenta o diretor Sergio Módena.


Como tudo começou
O produtor Rodrigo Velloni, o diretor Sergio Módena e o dramaturgo Newton Moreno queriam fazer uma parceria no teatro há tempos. Em 2018, o produtor Rodrigo Velloni sugeriu que colocassem um projeto no edital do Sesi-SP, juntos decidiram falar do feminino dentro do cangaço. Assim nasceu "As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão": um musical brasileiro inédito autoral.

Tanto a questão do protagonismo feminino como a questão da cultura e da história do Nordeste sempre foram muito presentes na dramaturgia e no teatro feitos por Newton Moreno. “Eu achei que falar sobre as Cangaceiras unia essas duas fontes. Uma escuta sensível a várias vozes femininas, quebrando o silêncio e falando sobre tantas violências, isso me fez pensar sobre os espaços onde não imaginamos que existam lutas silenciosas ou que não são mostradas. Simultaneamente, acessamos documentários, materiais de internet, notícias de jornal e o livro 'Maria Bonita: Sexo, Violência e Mulheres no Cangaço', da Adriana Negreiros, que discute a trajetória de Maria Bonita, falando que, apesar de o cangaço ser um espaço de liberdade para algumas mulheres, era também um lugar violento. O cangaço reproduzia alguns mecanismos de violência do Sertão – abusos, estupros, desmandos. Enfim, ficou relativizado esse lugar de liberdade. Então, o cangaço acabou virando um trampolim, uma janela, para falarmos sobre a situação de hoje. Por isso, fizemos a opção de não contar – elas são inspiração, mas não contamos a biografia de nenhuma dessas mulheres. Não há registro histórico de um bando dessa natureza. Mas, e se houvesse?”, explica Newton.


Um pouco da trama
Uma das grandes características dessa dramaturgia é seu caráter fabular e não de uma reprodução histórica e factual do que foi o cangaço e o próprio nordeste brasileiro da época. O enredo começa quando Serena (personagem de Amanda Acosta) descobre que seu filho, que ela acreditava ter sido morto a mando do marido, Taturano (personagem de Marco França), está vivo. Ela, então, larga seu grupo do cangaço, chefiado por Taturano, para partir em busca de seu bebê. Neste momento ela não tem a dimensão de que sua luta para encontrar o filho se tornará uma luta coletiva, maior que seu problema pessoal. Outras mulheres que formavam o bando se engajam nessa batalha, além de futuras companheiras que cruzam seu caminho.

Segundo a atriz Amanda Acosta, a peça “é o grito de libertação que estas mulheres não puderam dar, mas que darão agora através desta obra escrita pelo nosso grande dramaturgo Newton Moreno. Grito que fala sobre coragem, amor, empatia, união, insurreição e liberdade”.

“A partir do momento que essa dramaturgia traz um bando de mulheres, que é algo que nunca ocorreu, temos uma liberdade para abrir várias janelas de reflexão, inclusive, fazendo um paralelo com o que estamos vivendo hoje. É uma reflexão sobre o sistema de opressão, no caso a mulher, mas você pode estender para qualquer camada social que está ali sendo historicamente oprimida”, completa o diretor.


Ficha técnica
Espetáculo: 
"As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão"Patrocínio: Alfa Impacta Mais. Uma produção original do Sesi-SP, encenado em 2019, no Teatro do Sesi-SP, Centro Cultural Fiesp. Realização: Velloni Produções Artísticas. Promoção: Nova Brasil FM.

Elenco: Amanda Acosta, Marco França, Vera Zimmermann, Luciana Ramanzini, Luciana Lyra, Rebeca Jamir, Jessé Scarpellini, Marcello Boffat, Milton Filho, Pedro Arrais, Nábia Villela, Carol Bezerra e Eduardo Leão. Stand-in: Lola Fanucchi e Fábio Galvão. Músicos: Pedro Macedo (contrabaixo), Clara Bastos (contrabaixo), Daniel  Warschauer (acordeon), Dicinho Areias (acordeon), Carlos Augusto (violão), Abner Paul (bateria), Pedro Henning (bateria), Felipe Parisi (violoncelo), Samuel Lopes (violoncelo)  | Dramaturgia: Newton Moreno | Direção: Sergio Módena | Produção: Rodrigo Velloni | Direção musical: Fernanda Maia | Canções originais: Fernanda Maia e Newton Moreno | Coreografia: Erica Rodrigues | Figurino: Fabio Namatame | Cenário: Marcio Medina | Iluminação: Domingos Quintiliano | Assistente de dramaturgia: Almir Martines | Diretor assistente: Lurryan Nascimento | Pianista ensaiador e assistente de direção musical: Rafa Miranda | Designer gráfico e ilustrações: Ricardo Cammarota | Fotografia: Priscila Prade | Produção executiva: Swan Prado | Assistente de produção: Adriana Souza e Bruno Gonçalves | Gestão financeira: Vanessa Velloni | Realização: Velloni Produções Artísticas | Assessoria de imprensa: Pombo Correio. 
 

Serviços
"As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão"
Teatro Alfa:
Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 - Santo Amaro
Até dia 1º de maio de 2022 
Sábados, 20h e domingos, 18h.
Plateia: R$ 120 | Balcão: R$ 100 | Ingresso popular: R$ 50
sympla.com.br
Estacionamento com manobrista:
R$ 45 | Auto estacionamento (em frente ao teatro): R$ 31
Duração: 120 minutos
Classificação: 12 anos


.: Espetáculo "Meus Cabelos de Baobá" em cartaz no teatro do Sesc Santos


“Meus Cabelos de Baobá” será apresentado na próxima quarta-feira, dia 20, com público presencial no Teatro do Sesc Santos. O espetáculo de Fernanda Dias com as participações de Ana Paula Black e Beá e direção de Vilma Melo faz curta temporada. Espetáculo valoriza a identidade negra feminina, abordando temas que se conectam a ancestralidade e a força de se reinventar.
 Foto: Valmyr Ferreira


O espetáculo "Meus Cabelos de Baobá" será realizado na quarta-feira, dia 20 de abril, às 20h, no teatro do Sesc Santos. Indicação a partir dos 14 anos. Os ingressos custam de R$ 15 (credencial plena) a R$ 30 (inteira) e estão disponíveis on-line em sescsp.org.br a partir das 14h do dia 19 de abril. Presencialmente, na quarta, dia 20 de abril, às 17h, nas bilheterias do Sesc SP.

O objetivo deste espetáculo é além de trazer para a cena teatral uma estética que atravessa a diáspora negra, como essa diáspora, influencia a capacidade das mulheres se reinventarem através dos tempos e como essas estéticas podem ser reveladoras a ponto de fazer com o que o não dito venha à tona. Deste modo, a narrativa apresentada traz ao espectador a possibilidade de perceber o que está por trás do que vê.

O espetáculo “Meus Cabelos de Baobá” tem dramaturgia e atuação de Fernanda Dias e direção de Vilma Melo. A montagem costura sua narrativa aos argumentos de Simone Ricco, textos da escritora Conceição Evaristo e dança da bailarina senegalesa Germaine Acogny.

A peça se desenvolve em torno de diálogos da Rainha Dandaluanda com a árvore milenar de origem africana, o Baobá.  A árvore ensina a rainha os valores africanos e desperta sua autoestima: primeiro, como menina; em seguida, como mulher e, finalmente, como rainha, consciente de sua beleza singular, de sua força ancestral e identidade negra.

"Podemos notar que no cenário cultural brasileiro, os padrões e valores eurocêntricos dominam a cena. A carência de uma estética negra, neste campo, ainda é uma ação recorrente. Trata-se de um conjunto de engrenagens que silencia de modo subliminar as mulheres, principalmente as mulheres negras", ressalta Fernanda Dias.

O objetivo deste espetáculo é além de trazer para a cena teatral uma estética que atravessa a diáspora negra, como essa diáspora, influencia a capacidade das mulheres de se reinventarem ao longo dos tempos, e como essas estéticas podem ser reveladoras a ponto de fazer com o que o não dito venha à tona.

Fernanda Dias é atriz, artista e pesquisadora das danças de matrizes africanas, especializada   em Preparação Corporal para as Artes Cênicas pela Faculdade de Dança Angel Viana (FAV). Atualmente é Doutoranda em Artes pela UERJ, onde debruça-se nas estéticas corporais negras para a cena através do Laboratório de Dança Raízes do Movimento.

Vilma Melo é formada em Artes Cênicas (UNIRIO), com mais de vinte anos de carreira e nesse período, trabalhou com artistas renomados da cena carioca em diversos espetáculos teatrais, novelas, curtas e longas metragens. Em 2017, sua atuação no espetáculo “Chica da Silva”, com direção de Gilberto Grawrosnky, lhe rendeu o prêmio Shell de Melhor Atriz.


Ficha técnica
Espetáculo:
“Meus Cabelos de Baobá”
Direção: Vilma Melo
Argumento: Simone Ricco
Texto: Fernanda Dias
Elenco: Fernanda Dias, Ana Paula Black  e  Beá
Stand-in: Tati Silva e Rosa Nogueira
Figurino: Clívea Choen
Desenho de luz: Binho Schaefer (in memória)
Operador de luz: Victor Tavares
Direção musical e percussão: Beá
Coreografias: Fernanda Dias e Charles Nelson
Músicas originais: Jhon Conceição e Beá
Concepção de cenário e projeto gráfico: Cachalote Mattos
Idealização: Fernanda Dias
Produção executiva: Claudia Bueno


Serviço
Espetáculo: “Meus Cabelos de Baobá”
Quarta-feira, dia 20 de abril, às 20h, no teatro do Sesc Santos

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida - Santos/SP
(13) 3278-9800 
sescsp.org.br/santos 


Orientação para acesso à unidade:
Para ingressar nas unidades do Sesc SP é necessário apresentar comprovante de vacinação contra Covid-19 (físico ou digital) e um documento com foto:

  • Maiores de 12 anos devem apresentar o comprovante contendo as duas doses ou dose única da vacina.
  • As crianças de 5 a 11 anos devem apresentar o comprovante evidenciando UMA dose (conforme calendário do município).
  • Recomendável o uso de máscara.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h30
Venda de ingressos até 1 hora antes do espetáculo. 


.: A semana no "Pantanal": resumos dos capítulos de 18 a 23 de abril


Jove (Jesuíta Barbosa) é um dos protagonistas da segunda fase de "Pantanal". Foto: Globo/João Miguel Júnior

"Pantanal" é escrita por Bruno Luperi, baseada na novela original escrita por Benedito Ruy Barbosa. A direção artística é de Rogério Gomes, direção de Walter Carvalho, Davi Alves, Beta Richard e Noa Bressane. A produção é de Luciana Monteiro e Andrea Kelly, e a direção de gênero é de José Luiz Villamarim. Confira os resumos dos capítulos de 18 a 23 de abril de 2022. Os capítulos estão sujeitos a mudanças em função da edição da novela. O Resenhando.com tem um grupo para comentar a novela das nove - entre e fique à vontade para participar!


Capítulo 19
Jove diz a José Leôncio que não tem a intenção de viver no Pantanal. Muda fica aterrorizada ao ouvir o Velho do Rio contar para Juma sobre a morte do jagunço que matou Maria Marruá. José Leôncio se emociona quando Jove pede para Tibério tocar uma música que o avô gostava. Juma ameaça Muda ao vê-la com a espingarda apontada para a onça Marruá. Guta enfrenta Tenório. Tadeu reclama de José Leôncio para Filó. Juma e Muda brincam nas águas do rio. Tenório e José Leôncio sentem o bom entendimento entre seus filhos. Tibério e Tadeu falam de Juma para Jove, que fica curioso. Tadeu leva Jove até a tapera de Juma.

 
Capítulo 20
Juma expulsa Tadeu e Jove. José Leôncio pede que Tibério ajude seu filho a perder o medo de cavalo. Jove questiona Tadeu sobre Filó e José Leôncio. Nayara rouba o HD do computador de do ex-namorado. Tenório questiona José Leôncio sobra a lida com bois. Jove leva Guta até a tapera de Juma. Jove e Guta tomam banho de rio. Juma e Muda veem os dois e roubam suas roupas. Tibério critica Tadeu por não ter coragem de se declarar para Guta. Juma cheira as roupas de Jove. José Leôncio e Tenório se preocupam com os filhos. Guta decide se abrir com Jove. 
 

Capítulo 21
Guta e Jove saem do rio e descobrem que suas roupas foram roubadas. Tibério tenta ensinar Jove a montar. Guta revela para Tenório que se envolveu com o filho de José Leôncio. Jove ouve as reclamações do pai sobre ele e pensa em voltar para o Rio de Janeiro. José Leôncio viaja para São Paulo. Jove decide ir para o ninhal sozinho e Tibério não consegue impedi-lo. José Leôncio discute com Tadeu. Filó critica Tibério por ter deixado Jove ir sozinho para ninhal. Maria pede que Tenório converse com Guta sobre Jove. O Velho do Rio vê o barco de Jove ancorado no ninhal. Tadeu reclama da presença do irmão na fazenda. Jove é picado por uma cobra.
 

Capítulo 22
Jove não vê a cobra, mas sente a picada e desmaia. Uma sucuri gigante aparece e envolve todo o seu corpo. José Leôncio se reúne com Davi e Matilde na empresa. Filó manda Tibério procurar Jove. Madeleine descobre que Nayara invadiu o perfil do filho e fica furiosa. Tibério encontra o barco e a faca de Jove e Filó se desespera. Tadeu tenta avisar a José Leôncio do sumiço do irmão. Guta confronta Tenório e o questiona sobre sua outra família. José Leôncio descobre do desaparecimento de Jove. Gustavo discute com Madeleine e vai embora. O Velho do Rio pede ajuda a Juma.
 

Capítulo 23
O Velho do Rio faz seu ritual na tapera de Juma. José Leôncio e os peões procuram por Jove pelas matas. O fazendeiro culpa Tibério por ter permitido que seu filho saísse sozinho de barco e demite o peão. Juma cuida de Jove e teme pela sua morte. José Leôncio pensa em como dará a notícia para ex-mulher. Madeleine discute com Mariana sobre Gustavo. Tibério vai com Levi à tapera de Juma. O Velho do Rio deixa Jove aos cuidados de Juma. José Leôncio vai ao Rio de Janeiro falar com Madeleine. Guta chega à tapera de Juma e pergunta por Jove. Tibério vai embora da fazenda. José Leôncio chega à mansão dos Novaes. Tibério encontra Jove na tapera de Juma.
 

Capítulo 24
Juma aponta a arma para Tibério e afirma que ninguém pode saber sobre Jove. José Leôncio fala com Mariana, que se desespera. Tibério pede para Muda ir embora com ele. Madeleine se descontrola ao saber do sumiço de Jove. Tadeu questiona Filó sobre o relacionamento dela com seu padrinho. Tibério volta para a fazenda, mas não conta sobre Jove. Guta desmoraliza Tenório na frente da mãe. José Leôncio decide se divorciar de Madeleine. Jove recobra a consciência e Juma fica feliz. José Leôncio vai embora da mansão dos Novaes. O Velho do Rio diz a Juma que Jove não vai mais sair do Pantanal. Tibério se surpreende quando Jove afirma que não deixará a tapera.

.: "Quanto Mais Vida, Melhor": resumo dos capítulos de 18 a 23 de abril


Neném (Vladimir Brichta), Flávia (Valentina Herszage), Guilherme (Mateus Solano) e Paula (Giovanna Antonelli) de corpos trocados. Foto: Globo/Estevam Avellar


"Quando Mais Vida, Melhor!" conta a história que une Neném (Vladimir Brichta), Paula (Giovanna Antonelli), Guilherme (Mateus Solano) e Flávia (Valentina Herszage) que têm as vidas interligadas a partir de um epísódio sobrenatural e, a partir disso, passam por situações hilariantes. A novela é criada e escrita por Mauro Wilson, com direção artística de Allan Fiterman. 

Confira os resumos dos capítulos de 18 a 23 de abril. Os resumos dos capítulos estão sujeitos a mudanças em função da edição da novela. O Resenhando.com tem um grupo para comentar a novela das sete - entre e fique à vontade para participar!


Capítulo 127
Flávia/Guilherme é presa. Guilherme/Flávia desconfia da culpa de Roni na prisão de Pink. Paula e Neném confirmam as suspeitas de Carmem. Guilherme/Flávia avisa que não irá mais se casar e Celina comemora. Carmem chantageia Neném e Paula. Flávia/Guilherme tenta se explicar para Torres e Prado. Gabriel decide produzir a banda de Murilo. Rose recebe uma proposta para trabalhar fora do país. Carmem volta a ser a presidente da Wollinger Terrare.

 

Capítulo 128
Paula/Neném se recusa a fazer massagem em Carmem. Joana encontra Flávia/Guilherme no centro cirúrgico. Rose conta para Paula/Neném que vai trabalhar em Paris. Roni e Cora obrigam Juca e Odete a trabalharem na Pulp Fiction. Tigrão beija Soraia e Tina observa os dois. Paula/Neném revela a Ingrid que Tuninha é sua avó.

 

Capítulo 129
Ingrid fica furiosa com Neném/Paula. Edson e Tetê confabulam contra Osvaldo. Flávia/Guilherme conversará com Roni. Ingrid é hostil com Tuninha. Paula/Neném lamenta por ter contado a verdade para Ingrid. Gabriel se incomoda com os olhares de Tina para Tigrão. Rose conta para Guilherme/Flávia que irá trabalhar em Paris. Ingrid discute com Neném/Paula. Flávia/Guilherme faz uma proposta para Roni. Tetê atropela Edson e Nedda culpa Osvaldo.

 

Capítulo 130
Edson reforça a culpa de Osvaldo no atropelamento. Celina tem um surto ao saber que o filho quer vender a clínica. Ingrid faz as pazes com Tuninha. Tina se acerta com Gabriel. Flávia/Guilherme passa mal e Paula/Neném a ajuda. Flávia/Guilherme se despede de Tigrão. Daniel avisa a Guilherme/Flávia que assinará a venda da clínica. Flávia/Guilherme se sente mal novamente e Odaílson se preocupa.

 

Capítulo 131
Paula/Neném pede para Rose não ir para Paris. Odaílson conta para Guilherme/Flávia que viu Flávia passar mal. Bianca se sente mal e pede a ajuda de Roni. Guilherme/Flávia não consegue falar com Flávia/Guilherme. Guilherme/Flávia, Neném/Paula e Paula/Neném vão atrás de Flávia/Guilherme, que está desmaiada no barco.

 

Capítulo 132
Guilherme/Flávia teme pela vida de Flávia/Guilherme. Roni se enfurece ao saber que a banda de Murilo tocará em outro bar. Celina tenta impedir a venda da clínica de Guilherme. Carmem chega para o evento da International Cosmetic Fair. Neném/Paula e Paula/Neném descobrem por que Flávia/Guilherme está passando mal. Rose ouve Neném chamar por ela no aeroporto.


sábado, 16 de abril de 2022

.: Crítica: "A Lista", com Lilia Cabral e Giulia Bertolli, mãe e filha no teatro


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do Resenhando. 


Depois de dez anos, Lilia Cabral volta ao teatro em São Paulo na estreia nacional da peça "A Lista", ao lado da filha Giulia Bertolli, juntas no palco pela primeira vez. A montagem inédita segue em cartaz nos palcos do Teatro Renaissance com dramaturgia de Gustavo Pinheiro e direção de Guilherme Piva. Foto: Pino Gomes

Algo de mágico acontece nas noites de São Paulo entre o sábado e o domingo. É quando as atrizes Lilia Cabral e Giulia Bertolli sobem ao palco do Teatro Renaissance para apresentar "A Lista", peça teatral escrita por Gustavo Pinheiro, que fica em cartaz até o dia 12 de junho. Sob a direção cheia de sensibilidade de Guilherme Piva, elas emocionam, divertem e falam sobre o agora, em um momento em que a pandemia ainda está entre nós e atingiu tanta gente: a catarse é generalizada.

A partir de dois pontos de vista antagônicos, as personagens Laurita (Lília Cabral) e Amanda (Giulia Bertolli) discutem a relação construída a partir de uma gentileza: a história da jovem prestativa que se oferece para fazer compras por alguns moradores de um condomínio, entre eles uma senhora que, para se protager do coronavirus, não sai de casa há meses.

Amanda erra produtos da lista, Laurita não agradece nunca e sempre reclama. Estabelece-se uma péssima relação até que uma delas resolve cortar o vínculo e, a partir de uma conversa franca, passar a limpo uma relação formada por indiferença, mágoas e mal-entendidos. A magia do palco se faz diante dos olhos de um público maravilhado. Impossível não reconhecer o talento de Lilia Cabral e nem se apaixonar pela atuação de Giulia Bertolli.

Na vida real, são mãe e filha - será que há na genética o talento de artista? Talvez essa pergunta permeasse a apresentação no início do espetáculo. Depois, a dúvida se dissolve. Ter parentesco com um artista consagrado, além de ser uma dádiva, também deve ter o dissabor de ter que provar a todo mundo que se é bom no que faz. No caso de Giulia, se por acaso isso ainda for uma questão, a plateia não percebe. Não há um duelo e nem um embate entre quem é melhor - há um complemento, uma sincronia e uma espécie de linha invisível que amarra as duas e envolve a todos em uma espécie de hipnose.

É notório que o público está ali para ver de perto a grande dama da televisão brasileira. Lilia Cabral, musa das reexibições das novelas no período da pandemia em horário nobre da emisssora líder de audiência no país - foram duas protagonistas e um papel de destaque em sequência: "Fina Estampa" (de Aguinaldo Silva), "A Força do Querer" (de Glória Perez) e "Império" (de Aguinaldo Silva).

No palco, não é novidade a entrega de uma artista tarimbada pela televisão - é o que se espera dela, mas o grande ponto de interrogação era a atuação da filha. Giulia Bertolli é, surpreendentemente, a cereja do bolo de "A Lista" - e talvez a espinha dorsal de tudo o que gira em torno desta produção. Em um embate de falas contundentes entre as personagens - a atriz, que chega a interpretar duas personagens - brilha de uma maneira que nenhuma artista da idade dela, diante de um mito feito Lilia Cabral, conseguiria fazer. Há segurança e integridade em todas as falas ditas por ela, mas também há muita humanidade.

Não há a competição de quem é melhor entre as atrizes porque não há disputa. Há, sim, uma atmosfera de afeto que talvez não fosse possível perceber se não fossem mãe e filha em palco cujo público está rendido. Não existe "A Lista" sem Lília Cabral, muito menos o espetáculo não teria o mesmo impacto sem a presença marcante de Giulia Bertolli. Qualquer substituição possível não teria o mesmo efeito.

"A Lista" é sobre o agora, mas é também sobre a urgência de encarar a própria vida e transformar o que restou dela. É imprescindível assistir e, se por algum motivo você não sair mudado, reveja (a vida e a peça - nas duas situações, pode ter certeza, você sairá no lucro).

Ficha técnica:
Espetáculo: 
"A Lista". Texto: Gustavo PinheiroDireção: Guilherme Piva. Elenco: Lilia Cabral e Giulia Bertolli. Cenários e figurinos: J.C. Serroni. Iluminação: Wagner Antônio. Direção de movimento: Marcia Rubin. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Fotógrafo: Pino Gomes. Programador visual: Gilmar Padrão Jr. Direção de produção: Celso Lemos.


Serviço:
Espetáculo: "A Lista". Temporada: de 12 de março a 12 de junho. Sábados, às 20h30, e domingos, às 18h. Duração: 80 minutos. Gênero: comédia dramática. Classificação etária: 12 anos. Ingressos: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia). Teatro Renaissance - Alameda Santos, 2233 - Jardim Paulista, São Paulo. Ingressos à venda em: www.olhaoingresso.com.brFuncionamento da bilheteria: de sexta a domingo, de 14h até a hora do espetáculo.



A Lista", com Lilia Cabral e Giuliana Bertolli. Foto: Bob Sousa

.: 1x3: "Cavaleiro da Lua" mostra "O Tipo Amigável" de Marc e Steven

Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em abril de 2022


Em "O Tipo Amigável", terceiro episódio da série "Cavaleiro da Lua"Steven Grant (Oscar Isaac) está no posto de "homem do espelho", sendo assim, é Marc Spector (Oscar Isaac) quem domina a situação, garantindo o ritmo de ação, com muita pancadaria, para a história cheia de deuses egípcios. Contudo, Layla (May Calamawy) é quem organiza a documentação para viajar ao Egito e encontrar Marc/Steven. Assim, enquanto o nome da Marvel é formado na tela com os heróis conhecidos, a música árabe "Enta", de Dj Kaboo -na trilha sonora do seriado- dá o clima para o público sobre o que irá encontrar no episódio de 46 minutos.

Num visual arenoso, surge Arthur Harrow (Ethan Hawke) com o escaravelho apontando para um lugar. Ali, Harrow acredita estar Ammit (Sofia Danu), quem pretende ressuscitar e seguir seu plano. Enquanto Marc enfrenta três caras equipados com facas nos telhados árabes, algo bem estilo "Homem-Aranha", para atrapalhar tudo, surge uma imagem na ferramenta. Steven está no reflexo de uma das facas e, claro, a confusão das personalidades torna a história ainda melhor. Afinal, Konshu consegue ser uma terceira voz quando Marc é quem domina o avatar.

A reunião dos deuses com a presença de Harrow, serve ao público uma discussão ferrenha. Uma cena e tanto. Sem contar que mostra o talento de Oscar Isaac na alternância entre Marc e Konshu. Ao sair da pirâmide de Gizé, a dobradinha Marc e Layla faz uma D.R., apresenta mais informações sobre o passado do protagonista, o que acaba esbarrando em mais ação explodindo na tela. 

A estética desse terceiro episódio de "Cavaleiro da Lua" é de fazer o queixo cair. Como não ficar sem palavras quando o Cavaleiro da Lua pula do alto até o chão e sua capa forma a lua?! Contudo, há um lado brincalhão desse justiceiro. No meio de um grande rebuliço, Steven assume o traje e pede para parar aquilo tudo, pois todos ali precisam se acalmar. "Está todo mundo estressado", grita. Convenhamos, é algo tão inesperado que lembra o querido anti-herói "Deadpool".

Em "O Tipo Amigável", Steven ganha um novo apelido, agora dado por Konshu. Assim, deixa de ser o "idiota" da loja de presentes para se rotulado de "verme". No entanto, a maior surpresa é ao final quando o deus sofre em nome da vitória de Harrow. É também nesse episódio que há a participação do ator Gaspard Ulliel, na pele de Anton Mogart. Em 19 de janeiro de 2022, ele faleceu, quando estava de férias, em Savoie, ao colidir com outro esquiador no cruzamento de duas pistas azuis. Ao fim, há uma homenagem com o nome dele.

Que a próxima quarta-feira chegue, logo! A cada semana, todo episódio termina com ganchos incríveis. Em "O Tipo Amigável" não foi diferente e deixou um gostinho de "preciso saber mais"!

Seriado: Cavaleiro da Lua

Episódio: O Tipo Amigável

Exibição: 13 de abril de 2022

Emissora original: Disney Plus

Direção: Mohamed Diab

Elenco: Steven Grant e Marc Spector (Oscar Isaac), Khonshu (F. Murray Abraham), Arthur Harrow (Ethan Hawke), Layla El-Faouly (May Calamawy), Midnight Man (Gaspard Ulliel)


*Editora do site cultural www.resenhando.com. É jornalista, professora e roteirista. Twitter: @maryellenfsm


.: A história de "Tilikum" e o destino de cada um de nós, por Manuela Dias


A dramaturga Manuela Dias, indicada a dois Emmys e autora da novela “Amor de Mãe” e da série “Justiça”, ambas pela TV Globo, estreia agora na literatura com um romance inspirado na vida de “Tilikum”, baleia orca que foi capturada nas águas geladas da Islândia, separada da mãe e ficou presa por 32 anos, servindo de entretenimento nos parques do Seaworld.

Manuela conheceu a saga de “Tilikum” ao assistir ao Blackfish, documentário lançado em 2013. O impacto foi enorme. Senti uma empatia tão grande por aquela baleia cativa há 32 anos, louca, assassina, produto-ruína do seu meio, enclausurada, reprodutora sexual, 21 filhos dos quais poucos ela conheceu e que morreu de pneumonia num tanque qualquer, afirma Manuela.

Neste seu livro de estreia, a dramaturga toma emprestada a cronologia da vida da baleia para contar a história de um homem chamado “Tilikum”, portador de uma mutação genética que o faz ser diferente de outros homens, mas não menos homem do que qualquer um de nós. Capturado aos dois anos de idade, ele passa a vida como cativo, sendo treinado para apresentações públicas.

A narrativa se torna transpessoal e absorve as vozes de todos que perderam a liberdade e tiveram suas identidades humilhadas. “Tilikum” agora parece carregar dentro de si o grito de todos aqueles que sofrem com a violência, o abandono, a falta de empatia.

Sobre “Tilikum”, o poeta, letrista e roteirista Geraldo Carneiro, da Academia Brasileira de Letras, diz na apresentação do livro: Por trás da narrativa de Manuela Dias há um ensaio antropológico cujo verdadeiro protagonista é uma forma de opressão. Opressão exercida por nossa espécie que não conhece a si mesma e, por isso, não reconhece o outro. Uma humanidade tão imersa em seu delírio narcísico que só enxerga miragens de si. É esse mundo desprovido de razão e sensibilidade que Manuela Dias denuncia em sua inusitada biografia de “Tilikum”. Espero que o leitor se reconheça nessa alegoria, espelho partido em que o humano se revela em seu avesso."

A pior coisa que uma sociedade pode fazer é conseguir que você odeie ser como é, diz Manuela Dias. Eu acredito que o coração é mais forte do que a cabeça, e mais poderoso também. Por isso, escrevo buscando a veia cardíaca que poderá alterar o batimento dos nossos comportamentos. Desnaturalizar os absurdos que normalizamos é o primeiro passo.

Eu acordo todo dia para mudar o mundo, escrevo para mudar o mundo. E quando digo mudar o mundo, estou falando de pequeníssimos passos na direção de uma nova ordem das coisas", detalha a autora.  Você pode comprar o livro "Tilikum, de Manuela Dias, neste link.

Sobre a editora Melhoramentos 
A Melhoramentos é um grupo que atua em diferentes segmentos há mais de 130 anos, e se posiciona como agente de transformação no mundo, realizando, empreendendo e sendo protagonista do futuro em seus negócios.

A editora Melhoramentos, fundada em 1915, assim como as demais empresas do grupo, tem um legado que atravessa gerações. Acredita em seu papel de estimular mudanças e desafiar. Busca, através da cultura e do entretenimento, levar conhecimento, inspirar as pessoas, e provocar transformações.


.: Crítica musical: Bruna Nascimento, um novo talento na MPB


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

Jovem de origem humilde, a cantora e compositora pernambucana Bruna Nascimento está divulgando o seu primeiro trabalho, o EP "Desamarração", que traz composições próprias interpretadas por ela mesma. Com produção do experiente Luisão Pereira, as canções se mostram antenadas com a nossa boa MPB, investindo em mensagens diretas inspiradas no cotidiano da cantora.

Bruna é filha de retirantes. Nasceu no Recife e morou dos três meses aos 11 anos com a família em um quarto nos fundos de uma fábrica de jeans, em São Paulo. Formada em Engenharia de Produção pela USP e de volta ao Recife, a cantora e compositora lança agora o seu primeiro EP “Desamarração” (pelo selo YB Music) com Luisão Pereira tocando Violão, Baixo, Synth, Rhodes, além de elaborar os arranjos e a programação de sopros. Há participações de Nahor Gomes tocando Trompete e Flugelhorn e Caio Oliveira tocando bateria e percussão. Bruna só teve que se preocupar em soltar a voz.

O EP conta com apenas cinco faixas que mostram uma incrível maturidade artística. A voz suave e afinada de Bruna passeia pelas belas melodias que contam histórias inspiradas em seu cotidiano. Um exemplo é "Quando se Deixa". Como a própria autora explica, “é uma canção sobre o amor, que brinca com a idealização sobre alguém que não consegue se entregar totalmente para a relação”.

"Meu Menino" é uma espécie de acalanto suave, resumido pela autora da seguinte forma: “A letra romântica descreve um cafuné entre um casal, mas traz nas entrelinhas tem um significado oculto: fala sobre o carinho numa relação casual que se revela na frase ´hoje você é o meu ninho”. A faixa "Tsunami" já mostra um arranjo mais festivo, mais próximo dos ritmos baianos e pernambucanos.

Como o EP de estreia, Bruna Nascimento mostra uma ótima perspectiva para o futuro da nossa MPB. Muito distante daquele som comercial e sem conteúdo que tem povoado as rádios nos últimos anos. E nada melhor do que essa "Desamarração" para trazer novos ventos na nossa música.


"Meu Menino"

"Tsunami"


"Não Há Prá Que Mentir"



.: DJ Tommy Love faz set especial para lançar “Reload” na Galeria Café SP


Sucesso na cena tribal internacional, o DJ e produtor musical mineiro tem 18 anos de estrada e vários sucessos na bagagem. Festa ainda conta com sets dos DJs Binho S. (do Galeria Café Rio) e Denis Ruiz. Foto: divulgação.


Com 18 anos de estrada e vários sucessos na bagagem, o DJ e produtor musical mineiro Tommy Love faz um set especial no Galeria Café SP para marcar o lançamento de seu novo trabalho, o álbum “Reload” (2022). A festa, que acontece neste sábado, dia 16 de abril, a partir das 23h, ainda conta com sets dos DJs Binho S. (residente do Galeria Café Rio) e Denis Ruiz.

Já disponível nas plataformas de streaming, o álbum tem esse título, pois reúne vários sucessos que marcaram a carreira do DJ, como “Shake It Out”, “Beast”, “Do It”, “Let’s Go People”, “Libra”, “Buddha”, “Pisces (Feel The Music)”, “Bate Leque” e “Conga”. Essas canções foram gravadas em parceria com feras da música como Wanessa Camargo, Alinne Rosa, Lorena Simpson, Nikki Valentine, Adryana Ribeiro, entre outras.

Considerado um dos nomes mais influentes e respeitados da música eletrônica, Tommy Love é sucesso na cena LGBTQIA+ e se apresentou em mais de 70 cidades pelo mundo em mais de 20 países, como Estados Unidos, Alemanha, China, Coréia do Sul, Austrália, França, México, Paquistão, Irlanda, Tailândia, Espanha e Colômbia.


Sobre o Galeria Café SP
Com uma combinação entre as atmosferas das galerias de arte, dos cafés, dos restaurantes e das baladas, o Galeria Café SP tem a proposta de criar um ambiente confortável, aconchegante e seguro para pessoas LGBTQIA+ em um dos endereços mais boêmios da cidade, a Praça Benedito Calixto, em Pinheiros.

Além de festas bem animadas, comandadas por renomados DJs de música pop, eletrônica e brasilidades, a casa costuma receber feirinhas de economia criativa, exposições e outros tipos de evento. E o espaço cria todo o clima para a paquera com sua iluminação especial, decoração bem moderna e ambientes instagramáveis.

“A proposta de trazer o Galeria Café aqui para SP, é seguir uma tradição que já existe há 24 anos no coração de Ipanema, no Rio de Janeiro, onde nasceu um espaço dedicado à arte e que - ao longo do tempo - foi se transformando no que é hoje, balada, bar, coletivo, galeria de arte e o melhor ponto de encontro para você se sentir livre. A ideia de trazer mais essa opção para paulistanos e visitantes, não é simplesmente ser mais uma casa noturna, mas sim fazer a sociedade experienciar um novo conceito de festas a partir de eventos relacionados às manifestações contemporâneas de cultura e comportamento”, destaca Alexandra Di Calafiori, uma das sócias do Galeria.


Serviço
Galeria Café São Paulo - Praça Benedito Calixto, 103, Pinheiros
Aceita cartões de crédito e débito
Estacionamento em frente ao local (Zona Azul).
Mais informações e a programação do espaço: Instagram @galeriacafesp
**Para entrar no espaço, é preciso apresentar comprovante de vacinação contra a Covid-19 e um documento com foto. 

Tommy Love - “Reload Tour”
Sábado, 16 de abril, a partir das 23h
Ingressos antecipados: R$ 30 (1º lote), R$40 (2º lote) e R$50 (3º lote)
Ingresso na hora: R$ 70 ou R$ 140 (de consumação mínima)
Venda online: https://www.sympla.com.br/evento/tommy-love-reload-tour/1521288

sexta-feira, 15 de abril de 2022

.: "Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore" e as escolhas do passado


Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em abril de 2021


É inegável a contribuição de J. K. Rowling para a evolução do universo da fantasia que, de tão poderosa, saiu dos livros para os cinemas. "Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore", em cartaz no Cineflix, com direção David Yates -de outros longas da saga do magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne), além "Harry Potter e a Ordem do Fênix"-, não foge à regra e acrescenta mais informações para o mundo da magia. 

Para tanto, no longa de 2h23m, protagonizado por Scamander, dono de uma mala mágica, entra em cena o professor Alvo Dumbledore (Jude Law) não sendo um idoso, como foi apresentado na saga de Harry PotterAfinal, "Animais Fantásticos" é um prequel, logo tudo o que aconteceu com o bruxinho da casa Grifinória, aqui, faz parte do futuro. Mais jovem, o professor de Hogwarts pede ajuda a Newt.


Eis que nos primeiros minutos de filme, Alvo recorda seu amor juvenil, quando expõe sonhos, angústias e erros do passado. No entanto, ele é a chave para combater o vilão, poderoso mago das trevas Gellert Grindelwald (Mads Mikkelsen, substituto de Johnny Depp, acusado de agressão pela atriz Amber Heard, com quem foi casado e está com  o caso correndo nos tribunais, coincidindo, inclusive, com a estreia da produção da Warner Bros.)

Enquanto se é formado um grupo para entrar em ação, o que remete ao clássico "O Senhor dos Anéis" com "A sociedade do Anel", Grindelwald movimenta a trama tentando assumir o controle do mundo mágico -sempre por mal. Nessa luta para salvar o mundo mágico e dos trouxas, Newt Scamander, acompanhado de Pickett e Pelúcio, lidera uma equipe inusitada com bruxos, bruxas e, claro, um corajoso padeiro trouxa, Jacob (Dan Fogler). 

"Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore" esclarece muito o passado da família Dumbledore, estabelecendo mais conexões de "Animais Fantásticos" com o universo de "Harry Potter". E é quando, aos fãs, não dá para controlar muita emoção. Seja quando surge na telona uma placa indicando o lado de Hogwarts, ou a escola de magia toma a telona do cinema ao som da música-tema ou ainda quando um pomo de ouro voa pelas imediações do castelo sendo capturado por um aluno de quadribol numa vassoura. 

Outro ponto interessante a nós brasileiros é ver mais um representante do Brasil nas produções de magia, além de Alfred Enoch. Neste, está a atriz Maria Fernanda Cândido na pele de Vivência Santos, quem concorre a vaga de Ministra da Magia, ao lado de Liu Tao (Dave Wong), até que Grindelwald consegue concorrer ao cargo também. Embora o personagem tenha importância para o desenrolar da trama, as aparições não são de tanto destaque, o que rende somente duas falas da atriz. De qualquer forma, fica já o ingresso da personagem e uma oportunidade para um maior desenvolvimento num novo filme.

No entanto, desaponta quando não é evidenciado que a personagem é representante do Brasil, enquanto que o longa homenageia várias nacionalidades. Até o Butão aparece explicitamente, remetendo ao indicado ao Oscar 2022, "A Felicidade das Pequenas Coisas". De qualquer forma, é uma alegria ver a participação da atriz. Por vezes, os olhos buscam por ela em cena. E ela tem presença!

O terceiro filme de "Animais Fantásticos" traz ainda Credence Barebone, que carrega o sangue de um Dumbledore, interpretado por Ezra Miller -ator que chegou a ser preso recentemente-, além de Teseus (Callum Turner), irmão de Newt, Queenie (Alison Sudol), Abelforth Dumbledore (Richard Coyle), Eulalie Hicks (Jessica Williams), Yusuf Kama (William Nadylam), Bunty (Victoria Yeates). De fato, é um filme imperdível e perfeito para os fãs do universo mágico de  J. K. Rowling!

Em parceria com a rede Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. O Cineclube do Cineflix traz uma série de vantagens, entre elas ir ao cinema com acompanhante quantas vezes quiser - um sonho para qualquer cinéfilo. Além disso, o Cinema traz uma série de projetos, que você pode conferir neste link.


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm


Filme: Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore

Título Original: Fantastic Beasts: The Secrets of Dumbledore

Diretor: David Yates

Roteiro: J. K. Rowling, Steve Kloves

Produção: David Heyman, J. K. Rowling, Steve Kloves

Ano: 2022 

Gênero: Aventura 

Duração: 2h 23m

Data de lançamento: 14 de abril de 2022 (Brasil)

Elenco: Eddie Redmayne, Mads Mikkelsen, Jude Law, Ezra Miller, Callum Turner, Alison Sudol, Maria Fernanda Cândido, Dave Wong, Richard Coyle, Jessica Williams, William Nadylam, Victoria Yeates


Trailer



.: Espetáculo de Caryl Churchill no MASP lança Instituto Brasileiro de Teatro


Organização sem fins lucrativos que gera uma conexão entre a iniciativa privada, as produções teatrais e o público, o IBT - Instituto Brasileiro de Teatro é lançado com a estreia de “Diabinho e Outras Peças Curtas de Caryl Churchill”.  No elenco estão os atores Noemi Marinho, Norival Rizzo, Elisa Volpatto, Johnnas Oliva, Mayara Constantino e Rafael Pimenta sob direção de Guto Portugal. A estreia acontece dia 15 de abril no Teatro do MASP com ingressos a 1kg de alimento não perecível. Fotos: Gabriel Bianchini


Com o objetivo de popularizar o teatro no Brasil, nasce o IBT - Instituto Brasileiro de Teatro. Formado pelos artistas Guto Portugal, Elisa Volpatto, Oliver Tibeau, Samya Pascotto e José Aragão, a organização sem fins lucrativos surge com a proposta de ser mais uma alternativa para fazer a ponte entre três forças poderosas: a sociedade, o teatro e a iniciativa privada. “Forças que já têm tudo a ver, mas não sabem muito bem como começar essa conversa”, comentam. 

Todos os espetáculos produzidos pelo IBT são acessíveis - preços populares ou fila democrática onde cada um paga o que pode e quem tem condições também pode pagar por quem não tem. No caso de “Diabinho e Outras Peças Curtas de Caryl Churchill”, 100% dos ingressos serão distribuídos com uma hora de antecedência e é solicitada a doação de 1kg de alimento não perecível por pessoa, destinado à ONG Banco de Alimentos. “Desta forma, proporcionamos uma opção de lazer e cultura à população sem que isso comprometa seu orçamento familiar já tão apertado, principalmente depois de uma pandemia”. 

Toda a equipe do espetáculo é remunerada com dignidade e respeito ao ofício. “Atraindo investimentos por meio de um Instituto sem fins lucrativos, garantimos que todos os recursos permaneçam no teatro”.  E, para conseguir os recursos, o IBT conecta as empresas com espetáculos marcantes, posicionadas como verdadeiras viabilizadoras de uma experiência pública, acessível e de qualidade, fomentando uma relação saudável entre marca e consumidor. “Uma conexão que ocorre em uma arena material, presencial, analógica, rara. Exposição que gera valor para nossos apoiadores”

Portanto, o surgimento do IBT é resultado da inquietude de seus fundadores frente à questão da popularização das artes cênicas no Brasil e da valorização dos artistas que produzem teatro no país. “Sentimos que há uma desconexão entre o teatro, seus viabilizadores e o público e pensamos que, nessa relação tripla, se organizar bem, todo mundo ganha. O IBT se propõe a ser mais uma alternativa para organizar essa relação, mais uma alternativa de viabilização do teatro no Brasil”, ressaltam os criadores. “E justamente em função disso entendemos que o IBT é muito maior do que Guto, Elisa, Oliver, Samya e José.  Ele pretende abarcar muita gente com o tempo e se associar a muitos grupos e artistas”

Fundadores do IBT- Instituto Brasileiro de Teatro: Elisa Volpatto, Oliver Tibeau, Guto Portugal, José Aragão e Samya Pascotto

Sobre o espetáculo de estreia
“Diabinho e Outras Peças Curtas de Caryl Churchill”, de uma das maiores dramaturgas do teatro inglês, que vem radicalizando na forma e conteúdo desde a sua estreia nos anos 70, foi o espetáculo escolhido para a estreia do Instituto Brasileiro de Teatro. São quatro peças curtas de humor ácido. A primeira montagem da peça estreou em 2019 no Royal Court Theatre, em Londres, e essa é a primeira tradução e montagem desses textos no Brasil.

A temporada começa nesta sexta-feira, dia 15 de abril, às 20h30, no Auditório MASP Klabin, com direção de Guto Portugal, tradução de Zé Roberto Valente e os atores Noemi MarinhoNorival Rizzo, Elisa Volpatto, Johnnas OlivaMayara Constantino e Rafael Pimenta no elenco. Wagner Antônio (cenário e luz), Flora Belotti e Rogério Romualdo (figurino) e Edson Secco (composição original de trilha sonora) completam a ficha técnica. As apresentações seguem até dia 6 de junho, sextas-feiras e sábados, às 20h30, e domingos, às 19h.

Caryl Churchill, que completa 84 anos em 2022, disse que dramaturgos não devem dar respostas, mas sim fazer perguntas. E é isso que impressiona o diretor Guto Portugal em seus textos. “A capacidade de levantar questões profundas de forma irreverente, sem nunca ir para o óbvio - convidando o público a completar a narrativa junto com ela. Por meio de uma escrita ágil, surreal e provocadora, ela nos transporta para um universo próprio, que nos indaga novas perguntas para velhas questões humanas”, comenta. 

“Os textos da peça fazem a gente rir em muitos momentos. Mas muitas vezes é um riso de nervoso, do absurdo da situação. Mas eu só consigo rir daquilo que compreendo, daquilo com o qual me identifico. E essa é a loucura. A genialidade de Caryl está em fazer com que as pessoas reflitam sobre algo que elas mesmas fazem através do riso, do estranhamento”

Por meio de quatro peças, Caryl Churchill aborda a banalidade do mal, tema que nunca pareceu tão atual no nosso cenário político brasileiro e mundial. “E ainda provoca um questionamento sobre as nossas crenças e como agimos em função delas. O que eu acredito ou não e por quê? E o que essa crença faz de mim? Existem forças maiores no universo? São algumas provocações das quais não há como sair ileso”, comenta Guto.

Essa é a terceira parceria artística entre Guto Portugal e Elisa Volpatto - já escreveram juntos um curta-metragem e Guto já a dirigiu em outro espetáculo. Para completar o elenco, o diretor chamou Johnnas Oliva, Rafael Pimenta e Mayara Constantino. Mas a voz da experiência do grupo cabe à dupla de contemporâneos Noemi Marinho e Norival Rizzo: “são extraordinários, os pilares da peça que estamos montando. A cada ensaio é como se tivéssemos uma aula de sensibilidade com eles”, finaliza.


Sinopse
Quatro peças curtas da dramaturga britânica Caryl Churchill. “Vidro”, a primeira, é a história de uma menina feita de vidro que se depara com a questão da fragilidade imposta a ela pela sociedade. Em “Matar" os deuses discorrem com ironia sobre os mitos gregos, questionando sobre sua responsabilidade nos atos de violência históricos praticados pelos seres humanos. Em “Barba Azul" um grupo de amigos se reúne para beber, numa conversa divertida sobre seu amigo de longa data, recentemente condenado pelo assassinato de suas esposas. “Diabinho”, a última das histórias, brinca com a questão da crença ao apresentar personagens que estão o tempo todo afirmando e também duvidando da existência de algo que vai além da sua compreensão - como a presença de um diabinho dentro de uma garrafa.


Ficha técnica
Espetáculo:
 “Diabinho e Outras Peças Curtas de Caryl Churchill”
Texto:
 Caryl Churchill
Tradução:
Zé Roberto Valente
Direção: Guto Portugal
Elenco: Noemi Marinho, Norival Rizzo, Elisa Volpatto, Johnnas Oliva, Mayara Constantino e Rafael Pimenta
Stand-in: Oliver Tibeau
Assistente de direção e Viewpoints: Oliver Tibeau
Cenário e luz: Wagner Antônio
Cenógrafa adjunta: Stéphanie Fretin
Assistente de iluminação: Dimitri Luppi
Figurino: Flora Belotti e Rogério Romualdo
Composição original de trilha sonora: Edson Secco
Fotos de divulgação: Bibi Bianchini
Produção administrativa e financeira: José Augusto Aragão
Direção de produção: Selene Marinho
Produção executiva: Marcela Horta
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Realização: Instituto Brasileiro de Teatro
Produção: SM Arte e Cultura


Serviço
Espetáculo:
 “Diabinho e Outras Peças Curtas de Caryl Churchill”
De 15 de abril a 5 de junho.
Sextas e sábados, às 20h30. Domingos, às 19h.
Auditório MASP Klabin - Av. Paulista, 1.578 - Bela Vista - São Paulo.
Acessível a pessoas com deficiência, ar-condicionado.
Ingressos: 1 kg de alimento não-perecível.
Distribuição: duas horas antes do espetáculo
Sujeito a lotação da sala.



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