domingo, 22 de julho de 2018

.: "Canta Comigo" reúne participantes não encontrados pelo "The Voice"...


Por Helder Moraes Miranda, em julho de 2018.


...e outros programas de calouros. Com uma premissa confusa e 100 jurados para escolher um participante por vez, "Canta Comigo" surge como uma grata surpresa nas noites de quarta-feira.


Os participantes nem de longe lembram aqueles desafinados do "The Voice" que, não raro, chegam à final e vencem a competição para caírem no ostracismo depois. A qualidade dos participantes é tão genuína que, por muitas vezes, lembrou programas de calouros do exterior, com competidores infinitamente melhores aos que os brasileiros estão habituados. 

Não por acaso, uma alemã que canta música árabe e fala português foi diretamente para a final da competição ao conquistar os 100 jurados ao cantar uma música romântica em inglês. Se nem Jesus Cristo foi unanimidade, o talento da moça deve ter emocionado a maioria dos telespectadores numa apresentação memorável.

O programa mostrou que vai se pautar na figura de personagens, como a filha da atriz Fabiana Karla que não fez uma apresentação tão boa, mas ficou um bom tempo no pódio tirando o lugar de pessoas que se saíram melhores, como o jornalista panfleteiro que perdeu a avó e trabalha como panfleteiro. 

Algumas injustiças foram cometidas, como a falta de cadeiras levantadas para o roqueiro de cara sisuda que dizia que não fazia mal a ninguém, e também a saída precoce da atriz de musicais para o tenor santista que canta músicas em italiano. Tudo tão rápido que não deu para anotar o nome de ninguém, principalmente dos 100 jurados, uns dez por cento deles conhecidos - outros, como se sabe, foram colocados pela recusa de famosos que tiveram a intuição de que, com tanta gente não teriam destaque. 

"Canta Comigo" é infinitamente melhor que "The Voice" pela escolha de calouros realmente bons, e mostrou a que veio - inclusive, um spoiller previsível: vem muita injustiça por aí... Mas que programa de calouros não promove injustiças? Está na veia do formato!


*Helder Moraes Miranda escreve desde os seis anos e publicou um livro de poemas, "Fuga", aos 17. É bacharel em jornalismo e licenciado em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos, pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura, pela USP - Universidade de São Paulo, e graduando em Pedagogia, pela Univesp - Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Participou de várias antologias nacionais e internacionais, escreve contos, poemas e romances ainda não publicados. É editor do portal de cultura e entretenimento Resenhando.

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