sábado, 28 de dezembro de 2019

.: Filme canadense “1:54” aponta para o drama de ser jovem

Por Oscar D’Ambrosiojornalista e crítico de arte.

Competitividade sem limites nos esportes e homossexualidade nas escolas são dois dos temas centrais da sociedade contemporânea. Ambos são tratados no filme canadense “1:54”, título que alude ao tempo necessário pelo protagonista para conseguir chegar à final nacional da prova dos 800 metros rasos.

Ele tem 16 anos e convive com uma série de questões, como a morte da mãe, que o levou a abandonar a prática do atletismo, inseguranças sobre a orientação sexual e um desejo de vingança a qualquer custo que pode levar a trágicas consequências. A isso se soma o suicídio de um colega homossexual e o complexo de culpa de não o ter ajudado.

Tanto o jovem atleta como um amigo sofrem bullying de alguns colegas. Cabe a Sophie Nélisse, jovem e premiada atriz, interpretar a aluna que dá suporte ao rapaz para que não mergulhe no caos. Mas a repetição e diversidade das violências sofrida, sejam pessoais ou virtuais, levam a uma ação impensada e violenta, compreensível, mas injustificável.

A direção de Yan England ressalta os dramas da juventude, principalmente as incertezas. Embora muitos busquem apontar a adolescência como o momento mais esplendoroso da vida, o cineasta aponta com precisão as dores e sofrimentos do jovem perante um sistema educacional que cobra bons resultados, treinadores que cobram vitórias e uma sociedade que exige escolhas, que vão da escolha das roupas e do corte de cabelo à orientação sexual.

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