segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

.: "Parasita" e a representatividade no Oscar mostram que o mundo mudou


Para Pedro Butcher, professor de Cinema da ESPM Rio, a vitória do filme falado em coreano é uma evidência da busca de Hollywood em se tornar menos americana. Mas o que acontece daqui para a frente?

O sul-coreano "Parasita", dirigido por Bong Joon-ho ("O Hospedeiro", "Okja"), fez história ontem ao se tornar o primeiro longa não falado em inglês a ganhar o Oscar de Melhor Filme. Segundo Pedro Butcher, professor de Cinema da ESPM Rio, a vitória de Parasita - para além de seus evidentes méritos artísticos - é reflexo da recente postura da Academia de Cinema de Hollywood de buscar mais inclusão e representação na sua principal premiação. 

“Há uma pressão muito grande para que a  Academia se modernize e fique mais conectada às transformações sociais", diz Butcher.  "Nesse sentido, o prêmio dado a Parasita é um marco. Mas é pensar em como será daqui para a frente. A categoria filme internacional só contempla indicações. Na categoria melhor filme, são dez. Enquanto isso não mudar, filmes não falados em inglês permanecerão como nichos".

"Parasita", que também venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes, conta a história de quatro membros de uma família sul-coreana com dificuldades financeiras que se infiltram de maneira articulada no cotidiano do clã Park, cujo padrão de vida é luxuoso. O roteiro traz os contrastes sociais, as dificuldades econômicas e as relações familiares no universo dos personagens. 

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