domingo, 29 de março de 2020

.: Tudo sobre a série "A Feiticeira", que estreia nesta quarta na TV Cultura


A TV Cultura conta com novidades em sua grade. Vai ao ar toda quarta-feira, a partir do dia 1° de abril, às 19h45, a emissora começa a exibir o seriado "A Feiticeira" ("Bewitched) . Produção clássica que conta a história de Samantha, que tem o poder de fazer mágicas com uma simples torcidinha no nariz. Casada com James, que prefere ignorar os poderes da esposa, a feiticeira vive driblando sua natureza de bruxa para não desagradar o marido, mas esse conflito causa diversas situações surpreendentes e divertidas.  

"A Feiticeira" é uma série de televisão americana transmitida de 1964 a 1972 pela rede de televisão norte-americana ABC. Sucesso internacional em dezenas de países onde foi exibida, foi criada por Sol Saks e estrelada por Elizabeth Montgomery, Agnes Moorehead, Dick York (1964–1969) e Dick Sargent (1969-1972). Foi sucesso internacional em dezenas de países onde foi exibida.

O enredo da série é sobre uma feiticeira que se casa com um homem mortal comum e promete levar a vida de uma típica dona de casa suburbana americana. Com grande popularidade nos Estados Unidos, a série se tornou a segunda atração mais vista no país em seu ano de estreia e a mais longa série televisiva com temática sobrenatural durante os anos 60 e 70. 

Ao longo de suas oito temporadas, a série foi indicada aos prêmios mais respeitados da TV. Entre eles, quatro Globos de Ouro e 22 Prêmios Emmy. Sendo que o momento mais memorável foi quando a atriz Marion Lorne ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante em comédia pela performance de Tia Clara. Lorne faleceu 10 dias antes da cerimônia e Elizabeth Montgomery recebeu o prêmio em nome da atriz.



Sinopse
"Samantha" e "James" seriam um típico casal americano se não houvesse um detalhe inusitado: Samantha tem o poder de fazer mágica com uma simples torcidinha do nariz. E o marido James, um publicitário atrapalhado, também tem características incomuns, apesar de não ter nenhum poder excepcional. Quando descobre os dons da jovem esposa prefere ignorá-los, sem jamais contar com eles na solução dos seus problemas. 

Ele segue trabalhando duro, levando bronca do chefe, sem pedir ajuda a sua bruxinha particular. Já Samantha, fiel a sua origem, está sempre tentada a usar todos os seus poderes, para facilitar a vida do casal. Mas o amor fala mais alto e para não desagradar ao marido a feiticeira vive driblando sua natureza de bruxa. O resultado desse conflito permanente é uma sucessão de situações complicadas, surpreendentes e muito divertidas.

James se irrita com as magias da mulher e principalmente com as interferências de "Endora", que além de sogra é uma terrível bruxa, sempre importunando a vida do casal. Eles tem dois filhos, a esperta bruxinha "Tabatha", que segue os passos da mãe na magia e "Adam", o filho mortal. A vida do casal é compartilhada com outros personagens encantadores, como a "Tia Clara", a esquecida babá das crianças, "Esmeralda", "Gladys Kravitz", a vizinha bisbilhoteira e "Abner", seu marido distraído, "Serena", a prima biruta de Samantha, "Larry Tate", o chefe de poucos escrúpulos de James e "Arthur"; o tio palhaço de Samantha.[1]



Alterações no elenco
A primeira grande alteração no elenco ocorreu com a morte de Alice Pearce, que interpretava Gladys Kravitz. A atriz faleceu vítima de câncer, em 3 de março de 1966. Ao longo da segunda temporada a atriz estava visivelmente debilitada. Sua última participação foi no episódio de número 62, "Baby's First Paragraph" ("Precocidade Encantadora"). Foi substituída por Sandra Gould a partir da terceira temporada. Também ao final da segunda temporada a atriz Irene Vernon, que interpretava Louise Tate, deixou o elenco em razão do descontentamento com seu papel e foi substituída pela atriz Kasey Rogers. 

A morte da atriz Marion Lorne, em 9 de maio de 1968, também mudou os rumos da série. Sua última participação foi na quarta temporada, no episódio de número 137, "Samantha's Secret Saucer" (Gente do Outro Mundo). Em seu lugar entrou Alice Ghostley, mas no papel de Tia Esmeralda, outra personagem, já que Tia Clara foi uma personagem marcante para o público e os produtores optaram por não continuar com a personagem sob interpretação de outra atriz.


A mudança mais emblemática no elenco ocorreu ao final da quinta temporada com o afastamento do ator Dick York, que contraiu sequelas e fortes dores após um acidente de carro em 1959. O uso dos medicamentos fez Dick York faltar constantemente às gravações da série, e quando o caso tornou-se mais sério foi necessário pensar num substituto. A partir da sexta temporada, em 1969, o personagem James Stephens passou a ser interpretado por Dick Sargent, causando estranhamento do público e o declínio gradativo de audiência da série até sua oitava e última temporada.



Contexto cultural
Em fevereiro de 1964, a feminista Betty Friedan escreveu "Televisão e Mística Feminina" para o "TV Guide", em que ela criticou a forma como as mulheres eram retratadas na televisão. Ela resumiu sua representação como domésticas estúpidas, pouco atraentes e inseguras. O tempo delas estava dividido entre sonhar com amor e tramar vingança contra seus maridos. Samantha não foi retratada dessa maneira e Endora usou palavras parecidas com Friedan para criticar o entediante trabalho doméstico

Outros analisaram o modo como a série “joga” e subverte uma rica carga de estereótipos e alusões culturais sobre bruxos, papéis de gênero, propaganda e consumismo. No episódio da primeira temporada, "Eat at Mario's" ("Feiticeira Bem Temperada"), exibido em 27 de maio de 1965, Samantha e Endora cooperam no uso de sua feitiçaria para defender e promover um restaurante italiano de qualidade. 

Eles se deliciam com um papel ativo e agressivo no espaço público, abrindo novos caminhos na representação de mulheres na televisão. A série usava de humor e comédia para questionar o papel da mulher na sociedade na década de 1960, em momento que o feminismo ganhava força nos Estados Unidos. "A Feiticeira" também tecia críticas sociais pertinentes, em um momento de grandes transformações sociais.

A abertura de "A Feiticeira" é uma animação produzida pelos estúdios Hanna-Barbera. A produtora detinha os direitos sobre a série para produzir um desenho animado, mas o projeto nunca foi adiante, apesar de Samantha e James Stephens terem participado de um episódio de "Os Flintstones". A abertura mostrava Samantha, caracterizada com roupa e chapéu de bruxa, sobrevoando com uma vassoura o céu estrelado e escrevendo o nome "Bewitched" em letras estilizadas. 

Após uma pequena mexidinha no nariz, ela surge na cozinha onde transforma-se em uma gata após ser beijada por James; depois de pular no colo de James retorna à forma humana, momento em que surge da panela no fogão uma enorme fumaça em que é creditado o nome de Agnes Moorehead como Endora. 

A segunda abertura, utilizada a partir da sexta temporada, credita o nome de Elizabeth Montgomery logo em seu início e altera a caricatura de James, tornando-a parecida com Dick Sargent, em razão da saída de Dick York. Também ocorreu alteração do jingle. Na fumaça onde antes era creditado somente o nome de Agnes Moorehead como Endora, também passam a ser creditados os nomes de David White como Larry Tate e dos produtores da série.

A partir de 2005, a Sony Pictures Home Entertainment lançou as oito temporadas de A Feiticeira em DVD, masterizado em alta definição, com a dublagem original de todas as temporadas, em português e espanhol, além do áudio original legendado, todos com áudio 2.0 Dolby Digital.




Exibição no Brasil
No Brasil, "A Feiticeira" estreou em 1965 pela TV Paulista. Em 1968, a série passou a ser veiculada pela TV Excelsior e logo depois passou para a TV Record. Na década de 1970, a TV Globo exibiu reprises da série na programação matutina. Com a massificação da TV a cores, as duas primeiras temporadas geralmente eram ignoradas pelas emissoras, assim como ocorreu nos Estados Unidos.

Em 1999, a recém-inaugurada RedeTV! passou a exibir a série às 20h30, juntamente com "Jeannie é um Gênio". Em 2001, a emissora também passou a exibir as duas primeiras temporadas, colorizadas por computador e com dublagem original. Foi exibida também na Rede 21, do Grupo Bandeirantes, entre 2004 e 2006. Entre 2008 e 2013, foi exibida pela Rede Brasil de Televisão na TV Aberta.

Na TV por assinatura, a série foi exibida na década de 1990 pelo canal Warner Channel. Também foi exibida pela Nickelodeon, no bloco noturno "Nick at Nite" entre 2006 e 2010, e saiu do ar após reformulações na programação do canal. Estreou na programação do Canal Viva no dia 2 de julho de 2018, sendo exibida de segunda a sexta, às 8h, 2h45 e 5h50 com os episódios disponibilizados no serviço de streaming do canal, o Viva Play, onde as temporadas ficam disponíveis antes da exibição da TV. E desde de 2019, é exibida pela Rede Brasil as segundas e quintas-feiras às, 7h30, 13h15 e as 21h. Em 2020, foi anunciado que "A Feiticeira" e "Jeannie é Um Gênio" serão exibidas pela TV Cultura. A boneca Barbie que homenageia o seriado foi lançada em duas versões: em 2001 e em 2010.



Dublagem brasileira
No Brasil, A Feiticeira foi dublada nos estúdios de dublagem da AIC São Paulo , sendo a série mais longa que o estúdio dublou integralmente, em seus mais de dez anos de existência. A dublagem original de todas as temporadas foi preservada, apesar de poder apresentar, eventualmente, problemas como falhas no áudio, efeitos sonoros e falas fora de sincronismo, enquanto que alguns episódios tiveram a dublagem original parcial ou totalmente perdida. 

O personagem Darrin teve o nome alterado, na dublagem em português, para James em razão da pronúncia mais fácil e comum. Devido à longevidade da série, alguns personagens tiveram o dublador modificado. A dubladora Nícia Soares deu voz à Samantha durante a primeira temporada e alguns episódios da segunda temporada. A partir da segunda temporada, Rita Cléos deu voz à personagem principal até o final da série. James foi dublado por Sérgio Galvão, depois Gervásio Marques e posteriormente Olney Cazarré até a quinta temporada. 

A partir da sexta temporada, em que o personagem James passa a ser interpretado por Dick Sargent, o dublador passou a ser Osmiro Campos. Ao longo da série, outros personagens também tiveram os dubladores modificados. Samantha (Elizabeth Montgomery): Nícia Soares (1ª voz) / Rita Cléos (2ª voz). James (Dick York): Sérgio Galvão (1ª voz) / Gervásio Marques (2ª voz) Olney Cazarré (3ª voz). James (Dick Sargent): Osmiro Campos (1ª voz) / Olney Cazarré (2ª voz). Endora (Agnes Moorehead): Márcia Real (1ª voz) / Lia Saldanha (2ª voz) / Gessy Fonseca (3ª voz) / Helena Samara (4ª voz). Larry Tate (David White): Antônio Aragão (1ª voz) / Waldir Guedes (2ª voz) / José de Freitas (3ª voz) / Raimundo Duprat (4ª voz). Louise Tate (Irene Vernon e Kasey Rogers): Judy Teixeira. Tia Clara (Marion Lorne): Rachel Martins (1ª voz) / Gessy Fonseca (2ª voz) / Elza Martins (3ª voz) / Noeli Mendes (4ª voz) / Maria Inês (5ª voz). Gladys Kravitz (Alice Pearce): Isaura Gomes (1ª voz) / Helena Samara (2ª voz). Gladys Kravitz (Sandra Gould): Isaura Gomes. Abner Kravitz (George Tobias): Marcelo Ponce (1ª voz) / Newton Sá (2ª voz) / Xandó Batista (3ª voz). Phyllis (Mabel Albertson): Rachel Martins (1ª voz) / Judy Teixeira (2ª voz) / Maria Inês (3ª voz) / Isaura Gomes (4ª voz). Frank (Robert F. Simon): Amaury Costa (1ª voz) / José Soares (2ª voz) / João Ângelo (3ª voz). Frank (Roy Roberts): Luiz Pini / Wilson Kiss. Maurice (Maurice Evans): Renato Restier / João Ângelo / Sílvio Navas. Tio Atthur (Paul Lynde): Ary de Toledo (1ª voz) / Silvio Matos (2ª voz). Dr. Bombay (Bernard Fox): Mário Vilela (1ª voz) / João Ângelo (2ª voz). Secretária Betty (Jill Foster): Magda Medeiros / Siomara Naggy / Líria Marçal / Aliomar de Matos / Maralise Tartarine / Deise Celeste / Elvia Samara. Frank O’Hara, o bêbado (Dick Wilson): Amaury Costa/ Borges de Barros/ Walmir Barros. Serena (Elizabeth Montgomery): Rita Cléos.



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