segunda-feira, 8 de junho de 2020

.: Com Débora Falabella e Gustavo Vaz, websérie "Se Eu Estivesse Aí" estreia


Criada pelos atores Débora Falabella e Gustavo Vaz, websérie "Se Eu Estivesse Aí" une experiência imersiva, internet, sonorização 3D e audiovisual, e convida o espectador para dentro da cena e da cabeça dos personagens. A nova obra da ExCompanhia de Teatro estreia dia 8 de junho no Gshow e propõe um formato inédito onde o público vivencia, em primeira  pessoa, episódios de até cinco minutos gravados com áudio 3D, uma tecnologia de som que cria a sensação de presença física do que é  escutado por fones de ouvido. Os episódios poderão ser assistidos no Gshow neste link

No roteiro escrito por Gustavo Vaz, um casal recém separado e isolado pela pandemia global do COVID-19 tenta resolver o possível final da relação através da troca de áudios pela internet. A imaginação dos personagens transforma cada mensagem sonora na sensação de presença de quem está distante, num encontro impossível com o outro que não está ali.

A partir da pesquisa iniciada em 2012 pela ExCompanhia de Teatro (integrada por Gustavo Vaz, Bernardo Galegale e Gabriel Spinosa), Débora e Gustavo estão criando, produzindo, gravando e editando a série dentro do apartamento onde passam a quarentena. “Esta situação de isolamento social trouxe a necessidade de continuar criando como artista, já que seremos os últimos a poder voltar a trabalhar. Quando o mundo está muito revirado como agora, acontecendo coisas tão difíceis e ruins, precisamos de um pouco de arte como respiro, tanto nós que criamos, como as pessoas que consomem arte". 

Débora explica que essa websérie surgiu como uma necessidade de continuar em movimento, fazendo o que acredita. "Minha casa então se tornou sala de criação, ensaio, edição, e locação, o que dá muito trabalho, já que temos as limitações do espaço. Ao mesmo tempo, a gente acaba mostrando um pouco das nossas intimidades, o que não é fácil, mas é a opção que a gente tem. Tentamos modificar a casa como pudemos, buscamos gravar em horários que não atrapalhasse a rotina de todos aqui, mas por outro lado é uma experiência, um lugar que a gente conhece muito e que, de repente, quando a gente começa a filmar, descobre outras características”, comenta Débora.

websérie conta com dez episódios, sendo cinco na perspectiva em vídeo do personagem ELE e 5 na perspectiva em vídeo da personagem ELA. No projeto, os personagens conversam entre si a cada dois episódios, como se um sempre respondesse ao outro. No roteiro, o público que ouve a cena em primeira pessoa está sempre no lugar do personagem que escuta o outro, fazendo com que os participantes vivenciem um importante movimento de empatia e uma profunda sensação de experiência de encontro, ambos fundamentais nos tempos atuais. 

websérie dura cinco semanas, com dois episódios novos a cada segunda-feira sendo veiculados no site Gshow da Rede Globo, e às quintas-feiras nas redes sociais de Gustavo e Débora, sendo o primeiro episódio postado às 21h e o segundo - a resposta do outro personagem - às 21h30. Ainda nas redes sociais dos artistas (@gustavo_vaz e @deborafalabellaofical) durante as cinco semanas, os seguidores poderão acompanhar uma dramaturgia exclusiva para o Instagram, como fotos e textos trocados pelos personagens da trama, antes e durante a pandemia, reforçando o caráter transmídia do projeto.

Para Gustavo Vaz o projeto é feito para causar a sensação do encontro durante o isolamento social. "Colocar público em primeira pessoa potencializa essa sensação. Estamos carentes do toque, do olhar do outro,  e neste trabalho buscamos usar a tecnologia como a ponte para a aproximação, para a sensação de se estar junto, mesmo a partir de uma história de separação”, afirma. 

Coincidentemente, o uso da tecnologia como aliada do teatro e a interdisciplinaridade para a criação de uma obra artística já é um caminho que vem sendo trilhado pela ExCompanhia de teatro, da qual Gustavo é um dos criadores e diretores, além de dramaturgo. O grupo sempre enxergou o teatro como lugar para a experimentação, usando, junto às suas criações, conceitos do cinema, performance, áudio dramaturgia, instalação, internet e redes sociais, às vezes, tudo junto. "O fato de uma companhia de arte ou de teatro, que experimenta linguagens e cria novos formatos há oito anos, entrar em uma plataforma acessada por milhões de pessoas como o Gshow, significa reafirmar que o trabalho experimental tem grande valor, interesse e função também junto ao grande público”, completa Vaz.

A criação, produção, roteirização, atuação, edição, mixagem, finalização e as demais etapas na construção da websérie são realizadas exclusivamente pelo casal de artistas, que, no momento, encontra-se confinado na mesma casa, além da participação remota do produtor de som, artista transmídia, locutor, músico e ator Gabriel Spinosa, parceiro do projeto.

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