sexta-feira, 25 de setembro de 2020

.: "Contos do Índio e da Floresta", com Claudio Marinho e Viviane Bernard

Matintaperera (Viviane Bernard) e Curupira (Claudio Marinho) contam lendas da floresta direto da Amazônia para o sofá do espectador. Fotos: Wagner Klebson/Live Scene Project

Matintaperera e Curupira, personagens conhecidos do lendário amazônico, saem do lugar mais escondido da floresta para chegar à casa das crianças, via internet, levando histórias com humor, mistério e um apelo por preservação ambiental e pela cultura indígena brasileira. Esta é a ideia das lives cênicas “Contos do Índio e da Floresta”, que serão apresentadas na plataforma digital Sympla aos sábados e domingos, às 15h, a partir do dia 3 de outubro. A temporada na plataforma acontecerá até final de novembro.

As lives são baseadas no ambiente fantástico e nas personagens da mitologia indígena brasileira. O projeto apresenta duas performances diferentes, com cada uma das personagens apresentando seu repertório de lendas.  Matintaperera conta suas histórias aos sábados. Curupira apresenta-se ao vivo nas tardes de domingo. Tudo integrado no mesmo projeto, que conta ainda com a personagem Kauani Preguiçosa, um boneco de manipulação que se encarrega de ser a anfitriã do encontro on-line.

Matintaperera conta as histórias de Poré, o pai dos raios e trovões; o povo indígena caranguejo; Mãe d’ Água e a sua origem de índia guerreira; Querpimanha, a mãe dos sonhos; a Lenda do Milho; Curupira, o ser fantástico que protege a floresta; Mapinguari, monstro terrível da Amazônia; Arapaçu, o pássaro e a raiz mágica que abre portas.

Curupira, com seus pés virados para trás, aponta um caminho certeiro em que a preservação ambiental e da cultura indígena precisam ser tratadas com prioridade. Com humor, emoção e uma pitada de mistério, Curupira narra histórias de amor que explicam como surgiu a noite e como nasceu o rio Amazonas; conta também as histórias da Vitória-Régia, da Cobra Grande, do Acauã e do esperto sapo Arutsãm.

“Contos do Índio e da Floresta” não deriva de nenhuma peça teatral, como tem sido frequente desde que os artistas do teatro migraram para o ambiente digital devido a pandemia de Covid-19 e o fechamento das casas de espetáculos. Os atores Claudio Marinho e Viviane Bernard pesquisaram os contos indígenas para costurar a narrativa das apresentações diante das câmeras. “Atualmente há um questionamento se isso é teatro ou não. Pra mim é claro que não é teatro porque não tem presença física do público, não tem encontro com o artista. Mas é um novo espaço de experimentação, de descobertas estéticas e narrativas. Este produto já nasceu para ser mostrado na internet”, diz Claudio Marinho.

Viviane Bernard, além de atriz, criou os figurinos e o cenário, que é uma floresta feita na técnica patchwork. “O visual tem um aspecto rústico, artesanal, como se fosse costurado pelas vovós de antigamente. Por isso o espetáculo evoca a tradição, mas também abraça os recursos tecnológicos de luz e áudio para uma boa transmissão ao vivo. Mistura o tradicional com a novidade do momento”, observa Viviane.

Ingressos e contribuição voluntária
A performance virtual é um projeto novo que nasce para atender uma demanda que transpassa espaços físicos, além de propor uma forma diferente de entretenimento e conhecimento para toda a família. Os ingressos custam R$ 10 por acesso e o link pode ser aberto em qualquer aparelho com acesso à internet e zoom instalado: tablet, computador, celular e até mesmo nas TVs e consoles de videogames - ainda com a possibilidade de espelhar conteúdos na TV. Cada link dá acesso a um IP, que pode ser compartilhado com todos que estiverem no mesmo local.

Como a cultura foi o setor mais impactado com a pandemia, a produção abriu vendas de ingressos solidários, a título de contribuição: o ingresso é o mesmo, tem as mesmas características. Contudo, tem custos maiores pois incluem o valor do ingresso e uma doação da família que quiser e puder contribuir com o projeto piloto e com os artistas que dele participam. As doações (já incluindo o valor do ingresso) podem ser nos valores de R$ 30 e R$ 100. Os valores são destinados aos profissionais envolvidos no projeto, todos autônomos e que perderam parte significativa das suas rendas formais durante o isolamento social.

Sobre Claudio Marinho
Fundou a Cia. Fé Cênica, que esteve em constante produção entre os anos de 2007 e 2014. Dirigiu as peças “Fogo Cruel em Lua de Mel”, de Nazareno Tourinho, “As Ruminantes”, de Saulo Sisnando, e “Perfídia Quase Perfeita”, de Carlos Correia Santos. Também atuou e produziu a peça “A Fábula das Águas”, de Carlos Correia Santos. 

Formado pela Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará, trabalha como ator desde 1990. Integrou montagens de textos de Fernando Arrabal ("A Bicicleta do Condenado"), Peter Weiss ("Marat-Sade"), Molière ("O Tartufo"), Sófocles ("Antígona"), Eurípides ("As Bacantes"), Maria Clara Machado ("João e Maria"), Pitty Webo ("Os Três Porquinhos"), entre outros. Trabalhou nos curtas-metragens “Severa Romana”, de Sue Pavão; “X”, “Epílogo” e “Outonos na Alma”, os três dirigidos por Simone Bastos.

Sobre Viviane Bernard
Atuou nas peças “As Ruminantes”, “Perfídia Quase Perfeita”, “Fogo Cruel em Lua de Mel” e “A Fábula da Águas”, produzidas pela Cia. Fé Cênica entre os anos de 2007 e 2014. Trabalhou nas peças “Agorafobia”, de criação coletiva; “O Pagador de Promessas”, de Dias Gomes; “Bailei na Curva”, de Julio Conte; “A Aurora da Minha Vida”, de Naum Alves de Souza, entre outras montagens do grupo.

Estudou criação de figurinos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Criou adereços e figurinos para as montagens "As Ruminantes", "Perfídia Quase Perfeita" e “A Fábula das Águas”. No cinema, atuou no curta-metragem “Outonos na Alma”, de Simone Bastos. No mesmo filme e também no curta-metragem “Epílogo”, da mesma diretora, assina direção de arte, figurinos e visagismo.

Sobre a Live Scene Project
A produtora de conteúdo cultural audiovisual online nasce da necessidade de seus criadores de produzirem arte e de uma oportunidade surgida em meio ao confinamento gerado pela pandemia de 2020. Contos do Índio e da Floresta é o primeiro de uma série de produtos com a finalidade de criar um portfólio para apresentação em tempo real online, disponível para ser visto de qualquer lugar, com data e hora marcada - como um evento, mas no conforto da casa do espectador.

Ficha técnica
Atuação, produção e direção:
Claudio Marinho e Viviane Bernard
Figurino e maquiagem: Viviane Bernard
Cenário: Claudio Marinho e Viviane Bernard
Operações de plataformas digitais: Samantha Costa e Carlos Felix
Fotos: Wagner Klebson
Assessoria de imprensa: SamyCom Comunicação e Cultura
Realização: Live Scene Project

Serviço
“Contos do Índio e da Floresta – Por Matintaperera” será apresentado de 3 de outubro a 28 de novembro, aos sábados, às 15h.
“Contos do Índio e da Floresta – Por Curupira” será apresentado de 4 de outubro a 29 de novembro, aos domingos, às 15h.
Venda e ingressos e acesso à transmissão: sympla.com.br/contosdoindioedafloresta
Necessidades técnicas para acessar a apresentação: baixar o aplicativo Zoom preferencialmente no PC ou notebook. Também é possível assistir por tablet, celular ou emparelhamento com Smart TV.
Ingressos: R$ 10 (ingresso por acesso).
Ingressos solidários: de R$ 30 a R$ 100.
Duração: 25 minutos cada uma das apresentações.
Classificação indicativa: livre.
Recomendação da produção: a partir de quatro anos.

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