sábado, 3 de outubro de 2020

.: Crítica musical: 50 anos sem a voz mágica de Janis Joplin


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico musical.

Este final de semana faz 50 anos que perdemos a voz forte e mágica de Janis Joplin. Tinha apenas 27 anos mas acabou se transformando em um mito da música, muito em função de seu talento nato como intérprete. Apesar demonstrar influências do blues e da soul music, foi no rock que ela acabou se projetando com sua voz poderosa.

Janis nasceu em Port Arthur em 19 de janeiro de 1943. Sua adolescência foi problemática e acabou encontrando na música um canal para extravasar suas frustrações e suas angústias. Nos anos 60 passou a integrar o grupo Big Brother & The Holding Co. E foi com essa banda que Janis Joplin se apresentou no Festival de Monterrey, em 1967. Ali começou a ser moldado o diamante musical, apresentado ainda em seu estado bruto.

O disco "Cheap Thrills" apresenta Janis cantando a clássica Summertime, de George Gershwin, e Pieace of My Heart, uma balada soul que ganhou um peso maior com a sua voz forte. Depois de algum tempo, Janis decide seguir carreira solo, inicialmente acompanhada pela Kozmic Blues Band. Com essa banda grava seu primeiro disco solo em 1969, que conta com hits como "Try (Just a Little Bit Harder)" e "Maybe".

Ela só conseguiria gravar mais um disco de estúdio, intitulado apropriadamente Pearl. Tinha montado uma outra banda, a Full Tilt Boogie Band, e estava cada vez mais madura como intérprete. Basta ouvi-la cantando "A Woman Left Lonely" e "Me And Bobby McGee" para se ter certeza disso.

Infelizmente os vícios adquiridos ao longo da sua curta e intensa carreira custaram caro para Janis, que morreu de overdose de heroína em um quarto de hotel em Los Angeles, justamente quando estava prestes a finalizar o disco. Nascia assim o mito da intitulada Rainha do Rock, uma voz que além de extravasar suas angústias e problemas pessoais, acabou servindo como referência importante como intérprete. Hoje em dia há cantoras que até tentam se inspirar em suas performances mais ferozes. Mas a verdade é que ainda não surgiu uma voz capaz de igualar seus feitos nos anos 60 e início dos 70.

"Ball And Chain"

"Piece Of My Heart"

"A Woman Left Lonely"


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