Sarah Andrade, eliminada do BBB 26. Foto: Globo/Beatriz Damy
De Pipoca a veterana, Sarah Andrade voltou ao ‘Big Brother Brasil’ cinco anos depois de sua primeira participação no reality. Desta vez, ela afirma ter privilegiado o coração em vez da estratégia, mas observa que a leitura de jogo foi igualmente difícil. Ao comparar o ‘BBB 21’ ao ‘BBB 26’, Sarah avalia que o erro é justamente achar que a última experiência poderia ser parecida com a edição anterior. Na atual temporada, foi com os veteranos Jonas Sulzbach e Alberto Cowboy que a então sister formou o trio chamado de “trindade” pelos adversários, cujo desempenho nas provas era notável. Foi também com os veteranos – Ana Paula Renault e Babu Santana – os seus maiores embates na casa. Na berlinda disputada contra o ator e aliada Sol Vega, a brasiliense acabou deixando o programa com 69,13% dos votos nesta terça-feira, dia 10. “Eu fui eu mesma em todas as camadas. Não me arrependo de nada. Paciência se não foi o esperado por todos que estavam assistindo, mas eu teria feito exatamente do mesmo jeito”, reflete.
Na entrevista a seguir, Sarah Andrade observa suas decisões no jogo, avalia alianças estabelecidas no programa e conta para quem fica sua torcida no ‘BBB 26’.
Você participou do BBB pela segunda vez depois de cinco anos. Quais foram as maiores diferenças entre essas duas experiências?
As duas edições foram muito diferentes. As pessoas são diferentes, os enredos, as histórias, tudo. Na verdade, o erro é achar que poderia ser alguma coisa parecida com a edição anterior. Quando a gente entra na casa, fica tudo mais difícil exatamente por ser diferente o que a gente está encarando ali. Estar numa casa onde você viveu tantos traumas, tantas coisas que tocam em gatilhos seus é muito complicado. Entrar com medos e inseguranças do passado é algo muito delicado de conseguir lidar lá dentro. Não só para mim, mas acredito que para todo veterano.
Você falou diversas vezes que lá de dentro não conseguia imaginar o que o público estava achando do jogo. Entrar no reality como veterana não te ajudou nesse sentido?
Não faz diferença nenhuma. Ser Pipoca, Camarote ou veterano é tudo a mesma coisa. Na primeira semana, a gente sabe, por exemplo, a diferença das dinâmicas do jogo: Sincerão, como são as provas... Mas é a única coisa que a gente tem de vantagem nesse início. A partir dali, é tudo igual para todo mundo. E não tem como a gente entender o que se passa na cabeça das pessoas aqui fora ou lá dentro também. É muito difícil fazer essa leitura de jogo.
Você se destacou nas provas durante essas quatro semanas, fosse ganhando ou tendo um bom desempenho que te levava às fases finais. Você se preparou de alguma maneira para isso?
Não me preparei. Na verdade, foi uma surpresa até para mim. E eu fiquei muito feliz, porque desde a primeira vez que participei, já era boa na resistência, já tinha essa facilidade. Mas em agilidade eu não era tão boa e me surpreendi positivamente em ter ido bem nisso. Me orgulho bastante por ter conseguido me superar, porque eu acredito que realmente é algo que influencia no jogo e que pode te fazer permanecer por mais tempo ali dentro.
Planejou alguma nova estratégia de jogo para essa segunda oportunidade?
Não pensei em nada. Eu fui mesmo para jogar com o coração, porque como eu tinha saído com a fama de estrategista da primeira vez, dessa vez falei: “Cara, eu preciso ser o mais coração possível e sentir o que está acontecendo lá dentro. Se der certo, bem; se não der, amém”. Deu certo? Talvez não, mas a gente tenta trabalhar aqui fora e correr atrás.
O que faltou para ir mais longe na disputa, na sua concepção?
Pelo pouco que eu vi, acho que faltou mais gritaria, mais confusão, talvez fazer coisas que não compactuam com a Sarah de verdade. Então, eu jamais vou começar a tentar atingir pessoas ou iniciar ataques. Eu posso responder ataques que venham até mim, mas eu jamais vou atacar alguém primeiro. Isso não faz parte de mim, não aconteceria. Se eu saí do programa onde isso está sendo visto como entretenimento, realmente não era para mim, eu tinha que ter saído na quarta semana mesmo.
No Duelo de Risco, você afirmou que preferia ir ao paredão com o Babu Santana. Por quê?
Porque ele era o oposto de mim em relação a comportamento dentro do jogo. Então, eu via assim: “se ele fica ou se eu saio, é porque realmente é o lado oposto que estaria se dando bem no jogo”. Na minha forma de ver, ele estava, sim, sendo grosso, prepotente em várias atitudes dele. Não é a forma como eu ajo com as pessoas ao meu redor, então para mim seria o melhor cenário para ir num paredão
Sua rivalidade com a Ana Paula Renault também foi bastante comentada aqui fora. O que colocou vocês em grupos distintos na competição?
São duas mulheres de temperamento muito fortes e maneiras de pensar muito diferentes, não teria como jogarmos do mesmo lado. Quanto mais eu fui convivendo com ela, eu vi que realmente não era o tipo de pessoa que eu gostaria de ter do meu lado dentro do jogo.
E como observa o jogo do grupo oposto?
O grupo tinha várias pessoas diferentes, na verdade. Lá dentro o pessoal colocava muito mais o Babu como um líder. Aqui fora, a galera está colocando mais a Ana Paula. Mas são pessoas muito diferentes. Eu até falei lá dentro que várias pessoas ali eu gostaria de encontrar aqui fora, conviver, porque são histórias incríveis. Mas o jeito que ela [Ana Paula] leva o jogo para mim é uma forma muito agressiva de cutucar as pessoas, de induzir as pessoas, e desse tipo de jogo eu não gosto. As outras pessoas tem histórias diferentes, jeitos de agir diferentes. Agora, o dela, com o que eu convivia lá, era chato para caramba e eu não gosto desse tipo de comportamento.
Em relação às suas alianças na casa, de que maneira elas se definiram?
Na verdade, tudo começou na primeira prova de resistência. Os últimos cinco ou seis que estavam na prova de resistência ficaram muitas horas juntos ali. Conversamos e brincamos muito. Dali começou a se formar essa amizade. Acho que a única pessoa que se distanciou de nós foi o Babu, que foi para outra direção. Não foi nada planejado daqui de fora, mas foi naturalmente acontecendo lá dentro por causa de uma prova. Uma dor que acabou unindo a gente. Nós vimos que estávamos todos passando pela mesma coisa, que era difícil para caramba, e acabamos nos identificando por causa daquilo.
O trio formado por você, Jonas e Alberto Cowboy foi intitulado de “trindade”. Como enxerga essa denominação?
Eu amei! Realmente gosto muito dos dois, acho que tínhamos muitas coisas parecidas nas formas de pensar e jogar ali dentro. Para mim foi como um elogio, porque são pessoas incríveis, independentemente de jogo, são seres humanos maravilhosos. Eu torço para que dê tudo certo para eles dentro do jogo.
Além deles dois, quem mais considerava seu aliado no programa?
Além do Jonas e do Cowboy, o Edilson era muito próximo a mim; a Sol [Vega]; a Maxiane; e a Marciele. Essas seis pessoas eu gostava muito de ter por perto. É claro que havia outras pessoas que estavam junto comigo, mas nesses eu sentia que eu podia confiar, principalmente a Sol. Ela é um ser humano incrível. Tudo o que ela contou da história dela e falava para mim ali dentro...
Como imagina que os grupos vão seguir de agora em diante?
É difícil de falar, porque são pessoas com temperamentos muito diferentes. Eu acredito que alguns vão ficar com muito medo de encarar tanto o Babu, quanto a Ana Paula ali dentro, achando que já é um jogo 100% perdido. E pode ser que outros fiquem com mais sede ainda de uma justiça, de uma revanche. Mas acho que vai ter 8 e 80 dentro daquele grupo. Tem pessoas que vão para o ataque e outras que vão recuar. Agora eu acho que o outro grupo vai fazer mais barulho do que antes. Até pode ser meio perigoso, porque o Big Brother, como nós sabemos, sempre tem um plot twist no meio do programa. Quem sabe essa brincadeira de eles continuarem crescendo tanto não pode ser ruim em algum momento do jogo?
O que você gostaria de ter feito no BBB e não teve tempo de realizar?
Não teria feito nada de diferente. Eu fui eu mesma em todas as camadas. Não me arrependo de nada. Paciência se não foi o esperado por todos que estavam assistindo, mas eu teria feito exatamente do mesmo jeito.
Quem deseja ver campeã(o) do ‘BBB 26’?
É muito difícil, mas é óbvio que vou torcer para os meus. Eu queria muito que a Sol fosse uma grande campeã desse programa por tudo o que ela representou no reality, por tudo o que ela representou para mim ali dentro. Mas vamos esperar para ver o que pode acontecer.
Algum aprendizado novo fica dessa experiência de participar do reality como veterana?
O aprendizado é que nós estamos sempre aprendendo. Errando, tentando acertar e aprendendo com os erros – faz parte de nós, seres humanos. E ter humildade para reconhecer o que a gente está fazendo de errado para tentar melhorar como pessoa. Como jogadora eu não quero mais, chega! (risos). Mas como pessoa é sempre olhar de que forma eu posso melhorar.
Produzido pelos Estúdios Globo, o ‘BBB 26’ tem apresentação de Tadeu Schmidt, produção de Mariana Mónaco, direção-geral de Mario Marcondes, direção artística de Angélica Campos e produção executiva de Rodrigo Tapias e direção de gênero de Rodrigo Dourado. O programa vai ao ar de segunda a sábado depois de ‘Três Graças’ e após o ‘Fantástico’ aos domingos. Pode ser visto ainda 24h por dia, ao vivo, no Globoplay. O Multishow exibe diariamente 60 minutos, ao vivo, logo após o fim da exibição da TV Globo. A votação do programa acontece exclusivamente no gshow. Conta ainda com o Cartola BBB, fantasy game que desafia os usuários a montarem, toda semana, times com os participantes reais do reality show. Os projetos multiplataforma e mais informações podem ser encontrados no site.
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