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domingo, 12 de novembro de 2023

.: Rafael Gallo: "Minhas histórias sempre são uma forma de lidar com questões"


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

Rafael Gallo acaba de publicar uma nova versão de "Rebentar", romance vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura em 2016. "O que motivou a nova versão foi uma vontade, já de alguns anos, de mudar certos aspectos do texto, que me pareciam inadequados e de colocar um pouco mais de sal nas personagens", ele explica. O livro, que narra o momento de reconstrução de uma mãe que decide parar de buscar seu filho desaparecido, tem texto de orelha do escritor João Anzanello Carrascoza.

Paulistano nascido em 1981, ele também é autor dos romances "Dor Fantasma"vencedor do Prêmio José Saramago 2022, w do livro de contos "Réveillon e Outros Dias", vencedor do Prêmio Sesc de Literatura 2012. Tem ainda diversos textos em antologias e coletâneas, incluindo publicações em países como França, Estados Unidos, Cuba, Equador e Moçambique. Nesta entrevista exclusiva, o premiado autor fala sobre o processo de reescrita do livro, criação artística e autobiografia. Garanta o seu exemplar de "Rebentar", escrito por Rafael Gallo, neste link.

Resenhando.com - Como foi reencontrar "Rebentar" e o que motivou a nova versão do livro?
Rafael Gallo - O que motivou a nova versão foi uma vontade, já de alguns anos, de mudar certos aspectos do texto, que me pareciam inadequados e, confesso, me davam um pouco daquela vergonha de ter escrito, e de colocar um pouco mais de sal nas personagens, digamos. E foi uma experiência ótima revisitar a história, que é tão importante para mim. Eu logo me senti em casa, ali.

Resenhando.com - O que representa a literatura em sua vida?
Rafael Gallo - Muitas coisas, desde uma possível distração em um tempo ocioso, até uma parte muito grande, e fundamental, da minha formação intelectual e emocional.

Resenhando.com - Na sua própria literatura, em que você se expõe mais, e por outro lado, em que você mais se preserva, em seus textos?
Rafael Gallo - É difícil dizer com precisão. Creio que minhas personagens, e minhas histórias, sempre são uma forma de lidar com questões que são muito importantes para mim, muito íntimas e que me tiram o sono. Se coloco essas questões para serem tratadas com personagens aparentemente distantes de mim, em seus tipos e características, não é para me preservar ou me esconder, mas porque acho que essas formas de construção podem representar melhor o que quero dizer.

Resenhando.com - Que conselhos você dá para as pessoas que pretendem enveredar pelos caminhos da escrita?
Rafael Gallo - O primeiro é o de sempre: ler muito. Não há outra maneira de aprendizado melhor do que estar imerso no que quer fazer. O segundo conselho tem a ver com essa parte de querer: pense no que você ama mesmo. Se for a história e a escrita, então importe-se com isso. E o terceiro e último: tenha paciência e saiba que terá de lidar com muito do imponderável.

Resenhando.com - Quais livros foram fundamentais para a sua formação enquanto escritor e leitor?
Rafael Gallo - Muitos. Para citar alguns: “Laços de Família”, da Clarice Lispector; “Várias Histórias”, Machado de Assis; “Final de Jogo”, Julio Cortázar; “Sinfonia em Branco”, Adriana Lisboa; “Cemitério de Pianos”, José Luís Peixoto; “Ensaio sobre a Cegueira”, José Saramago; “Primeiras Estórias”, João Guimarães Rosa, e muitos outros.


Resenhando.com - Como e quando começou a escrever?
Rafael Gallo - De certa forma, desde muito pequeno eu lido muito com a imaginação e com a criação de histórias. Desenhava histórias em quadrinhos, inventava histórias na minha cabeça e tudo mais. Depois, ao longo da vida, flertei com aqueles poemas de adolescente, escrita de letras de canções autorais, tentativas de prosa etc. Mas, escrever mais a sério, com um “projeto literário”, digamos, foi mais perto dos 30 anos de idade. A época de meu primeiro livro mesmo, “Réveillon e Outros Dias”.

Resenhando.com - Quais escritores mais influenciaram a sua trajetória artística e pessoal?
Rafael Gallo - Muitos, incluindo todos que citei na pergunta sobre livros da minha formação. Vou acrescentar mais nomes aqui, para aproveitar a chance: João Anzanello Carrascoza, Maurício de Almeida, Dulce Maria Cardoso, Milan Kundera, Inês Pedrosa, Mário de Andrade. E poderia citar alguns cancionistas, como Chico Buarque, Noel Rosa, Aldir Blanc, Tom Jobim, Caetano Veloso. Todas essas pessoas me ensinaram voos que a palavra pode erguer, para além do uso comum.

Resenhando.com - É possível viver de literatura no Brasil?
Rafael Gallo - Possível, é; só não é fácil e tampouco comum. Dá para contar nos dedos quem consegue isso, de verdade. Porque a gente não pode colocar nessa conta quem não tem outros trabalhos, porém, o dinheiro que paga as contas precisa ser garantido por outra fonte ou pessoa. O difícil é conseguir que, em um país onde a literatura está longe do centro da atenção, haja remuneração suficiente e duradoura.

Resenhando.com - O quanto para você escrever é disciplina? É mais inspiração ou transpiração? Por quê?
Rafael Gallo - Para mim, tem tudo a ver com disciplina. Porém, com uma ideia de disciplina que não é rígida; é uma questão de lembrar-se a si mesmo o que é que você quer, como ouvi, certa vez, de Gil Fronsdal. E, para mim, é bastante trabalhoso. Há a parte de ter ideias, que, no meu caso, costuma acontecer mais fora do ambiente de escrita diretamente. A parte de escrever é mais trabalhosa, no meu caso.

Resenhando.com - Quanto tempo por dia você reserva para escrever?
Rafael Gallo - Não há tempo definido. Em geral, tento ter o máximo que posso.

Resenhando.com - Você tem um ritual para escrever?
Rafael Gallo - Colocar música nos fones de ouvido, comer chocolate e ler algo bom antes.

Resenhando.com - Em um processo de criação, o silêncio e isolamento são primordiais para produzir conteúdo ou o barulho não o atrapalha?
Rafael Gallo - Eu gosto de ouvir música, porque é uma espécie de “som controlado” para mim. Silêncio mesmo não existe, então se eu não ouço música, me distraio com cada ruído que aparece (e eles sempre aparecem). Além do mais, a música me dá uma espécie de injeção de ânimo.

Resenhando.com - O que há de autobiográfico nos textos que escreve?
Rafael Gallo - Tudo, embora pareça que não haja nada.

Resenhando.com - Como começar a ler Rafael Gallo?
Rafael Gallo - Eu sugiro pelos romances, que acredito serem meus trabalhos mais bem acabados. Se for ler o “Rebentar”, garanta que é a nova versão, a de 2023, está escrito na capa, no canto inferior esquerdo.

Resenhando.com - Por qual de seus livros - ou personagem - você sente mais carinho?
Rafael Gallo - Isso é impossível responder. Tenho muito carinho por cada um deles. Talvez seja meu traço mais importante, na hora de escrever.

Resenhando.com - Que livro você gostaria de ter escrito?
Rafael Gallo - “Ensaio Sobre a Cegueira”, do José Saramago. Porque, na minha opinião, é uma história que mostra, da melhor maneira possível, os grandes nós da humanidade. É quase como se fosse a explicação definitiva do funcionamento dos seres humanos; em especial, nas relações coletivas. E, além disso, acho a condução narrativa desse livro perfeita.

Resenhando.com - Hoje, quem é Rafael Gallo por ele mesmo?
Rafael Gallo
O mesmo garoto que sonhava em criar histórias, só um pouco aprimorado.  

Compre o livro "Rebentar", de  Rafael Gallo, neste link.

domingo, 5 de novembro de 2023

.: #ResenhaRápida com Alessandra Maestrini: "Arte é a vida da vida"


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

Alessandra Maestrini se intitula nesta entrevista como "uma caixinha de surpresas", mas é muito mais do que isso. Ela é um dos maiores talentos da atualidade. Vê-la em cena, expressando o máximo de suas potencialidades, é ir ao céu e voltar. Como em "O Som e a Sílaba", de Miguel Falabella, posicionada no centro do palco, Alessandra Maestrini entoou uma ópera e fez com que várias pessoas chorassem a cada apresentação. É, sem dúvida, uma das cenas mais memoráveis e impressionantes do teatro brasileiro. Agora em cartaz no Teatro Villa Lobos até 10 de dezembro com o espetáculo "Kafka e a Boneca Viajante", a atriz contribui com a renovação de público ao atrair crianças para o teatro. Nesta entrevista exclusiva, Alessandra Maestrini responde a perguntas insólitas que ninguém nunca teve a coragem de fazer a uma artista desse quilate.  .: Confira a crítica: "O Som e a Sílaba" é o melhor espetáculo que você verá na sua vida,


#ResenhaRápida com Alessandra Maestrini


Nome completo:
Alessandra Maestrini.
Apelidos: Alê, Maestra.
Data de nascimento: 17 de maio de 1977.
Altura: 1,62m.
Qualidade: curiosa.
Defeito: curiosa.
Signo: touro.
Ascendente: leão.
Uma mania: separar as coisas antes de arrumar.
Religião: nenhuma.
Time: nenhum.
Amor: privado.
Sexo: privado.
Mulher bonita: Angela Basset.
Homem bonito: Jason Momoa.
Família é: vínculo.
Ídolo: Barbra Streisand.
Inspiração: sem a devida expiração, é letal.
Arte é: a vida da vida.
Brasil: um mar infinito de joias destroçadas por poucos porcos.
Fé: na colheita. 
Deus é: o espelho de quem o venera.
Política é: pouco estudada neste país.
Personalidade histórica favorita: Leonardo DaVinci.
Hobby: séries de TV.
Lugar: casa.
O que não pode faltar na geladeira: ovos.
Prato predileto: feijoada da minha mãe.
Sobremesa: brownie do Tony Luchesi.
Fruta: mangostim.
Bebida favorita: mescal.
Cor favorita: lilás.
Medo de: contar os medos.
Uma peça de teatro: "Mary Stuart", de Denise Stoklos.
Um show: "Timeless", de Barbra Streisand.
Uma atriz: Marília Pêra. 
Um ator: Robin Williams.
Uma cantora: Whitney Huston.
Um cantor: Mumuzinho.
Uma escritora: Clarice Lispector.
Um escritor: Fernando Pessoa.
Um filme: "Wakanda Forever".
Um livro: "Casta", de Isabel Wilkerson.
Uma música: "Eu, Caçador de Mim", de Milton Nascimento.
Um disco: "Elis & Tom".
Um personagem: Yentl.
Uma novela: "Tieta" (de Aguinaldo Silva, baseado no romance de Jorge Amado).
Uma série: "The Morning Show".
Um programa de TV: "Que História É Essa, Porchat?".
Uma saudade: Marília Pêra.
Algo que me irrita: o culto à ignorância.
Algo que me deixa feliz é: gente feliz com a felicidade alheia.
Uma lembrança querida: papai confirmando que eu havia conseguido voar por alguns segundos, depois de pegar bastante impulso correndo.
Um arrependimento: ter pedido o impeachment da Dilma.
Quem levaria para uma ilha deserta? Prefiro não comentar...
Se pudesse ressuscitar qualquer pessoa do mundo quem seria e por quê? Sérgio Vieira de Mello, pra ver trazer paz entre israelenses e palestinos.
Se pudesse fazer uma pergunta a qualquer pessoa do mundo qual seria e a quem? Ao 1% de gente mais rica do mundo: topam sanar todos os problemas básicos da humanidade (alimento, escolaridade, moradia, saneamento básico) se isso reverter de algum modo positivo para você que não somente a alegria do feito? 
Não abro mão de: curiosidade.
Um talento oculto: verter letras e poesias do Português para o Inglês. Sou, talvez, a maior versionista de Chico Buarque para o inglês.
Você tem fome de quê? Gerar alegria.
Você tem nojo de quê? Bolsonazismo
Se tivesse que ser um bicho, seria: panda ruivo.
Um sonho: ser dirigida por Barbra Streisand.
O que me tira do sério: gente traiçoeira.
Democracia é: escolher consciente.
Ser mulher, hoje, é: ter de lutar para mantermos direitos já conquistados, enquanto segue a batalha por reconhecimento igualitário.
O que seria se não fosse atriz: triste.
Cinema em uma palavra: beijo.
Teatro em uma palavra: transa.
Televisão em uma palavra: selinho.
Frase favorita: "A palavra mais importante da língua portuguesa só tem uma letra: É." (Clarice Lispector).
Palavra favorita: amor.
Ser Alessandra Maestrini é: dinâmico.
Alessandra Maestrini por Alessandra Maestrini: uma caixinha de surpresas...


A carreira de Alessandra Maestrini em...

Musicais

1997/98 - “As Malvadas”
Möeller & Botelho
Role: Laura Gun

1998/99 - “O Abre Alas”
Möeller & Botelho
Role: Chiquinha Gonzaga

1999 - “Aí vem o Dilúvio”
Black & Red
Role: Clementina

1999/2000 - “Rent”
Black & Red/T4F
Role: Maureen

2001/2002 - “Les Misérables”
T4F
Role: Fantine

2003/2004 - “Ópera do Malandro”
Möeller & Botelho
Role: Lúcia

2006/2007 - “Ópera do Malandro
em Concerto”
Möeller & Botelho

2007/2008 - “7 – O Musical”
Möeller & Botelho
Role: Amélia (lead)

2011 - “New York, New York”
Maestro Produções
Role: Francine Evans (lead)

20013 - “New York, New York”
(national tour)
Role: Francine Evans (lead)

2017 - até agora - “O Som e a Sílaba”
Maestrini Produções
Role: Sarah (lead)


Peças teatrais

2002 - “Mamãe Não Pode Saber”
written and directed by João Falcão
Roles: Mamãe and Dona Glória

2004 - “A Respectable Wedding”
by Bertold Becht
Directed by João Fonseca
Role: The Bride (lead)

2006 - “Utopia”
directed by Moacir Chaves
Role: herself

2009 - “Doce Deleite”
directed by Marília Pêra
Role: lead

2013 - “A Partilha”
written and directed by Miguel Falabella
Role: Laura


TV

1999 - “Chiquinha Gonzaga”
TV Globo
guest appearance

2004 - “A Diarista”
TV Globo
guest appearance

2004 - “Sitcom.br”
TV Globo
guest appearance

2005 - “A Lua me Disse”
TV Globo
guest appearance

2005 - “Toma Lá Dá Cá”
TV Globo
(pilot) written by Miguel Falabella
Role: Bozena

2006 - “A Diarista”
TV Globo
Marli

2007 - “Amazônia, de Galvez a Chico Mendes”
TV Globo
written by Glória Perez
Role: Soledad

2007 - “Sob Nova Direção”
TV Globo
guest appearance

2007/2009 - “Toma Lá Dá Cá”
TV Globo
written by Miguel Falabella
Role: Bozena

2010 - “Tempos Modernos”
TV Globo
Role: Ditta Kusnestkov

2011 - “Batendo Ponto”
TV Globo
Role: Sofia

2012 - “Guerra dos Sexos”
TV Globo
Role: Alessandra do Lago

2013 - “Pé na Cova”
TV Globo
Role: Hérnia

2013 - “Correio Feminino”
TV Globo
directed by Luiz Fernando Carvalho

2014 - “As Canalhas”
GNT
Role: Margô (lead)

2014 - “Sexo e as Negas”
TV Globo
Role: Gaudéria (antagonist)

2015 - “Mister Brau”
TV Globo
Role: Priscila

2016 - “Tempero Secreto”
GNT
Role: Cecília (lead)

2016 - “A cara do Pai”
TV Globo
Role: Síliva

2018 - “Show dos Famosos”
TV Globo
special guests game of Domingão do Faustão

2019 - “Samantha!”
NetFlix
Role: Carmem

2019 - “Eu, a Vó e a Boi”
GloboPlay
written by Miguel Falabella
Role: Seu Rocha

2020 - “Os Roni”
Multishow
Role: Quitéria


Filmes
2006 - “Fica comigo esta noite”
a film by João Falcão
Role: Sensitiva

2007 - “O Labirinto”
(short) a film by Gleyson Spadetti
Role: Laura (lead)

2008 - “Polaróides Urbanas”
a film by Miguel Falabella
Role: Ismênia

2009 - “Primeiro Ato”
(short) a film by Pitrez
Role: lead

2009 - “Através da Tela”
(short)

2014 - “A primeira missa” a film by Ana Carolina
Role: Sônia, “the native Brazilian” 

2017 - “Duas de Mim”
directed by Cininha de Paula
Role: Valentina (antagonist)


Música
2010 - “Com você, pela vida”
for the Cancer Foundation
Directed by Fred Mayrink

2010 - recording of “True Colors”
for the "Ti Ti Ti" soundtrack

2011 - Concert “Com você, pela vida”
for the Cancer Foundation

2012 - release of the album “Drama ‘N Jazz”

2012 - “Drama ‘N Jazz” national tour

2014 - até agora - “Yentl em Concerto”
Maestrini Produções

2015 - London concert – RUcomingout

2016 - release of the CD and DVD “Yentl em Concerto”
Maestrini Produções


Premiações
1997 - “As Malvadas”
Sharp Award
Best Musical

2002 - “Mamãe Não Pode Saber”
Sharp Award
nominated for best actress

2004 - “A Respectable Wedding”
Sharp Award
nominated for best actress

2007 - “7 – O Musical”
winner of the Sharp Award in seven categories

2007 - “Toma Lá Dá Cá”
(Bozena) – nominated for best new
actress in TV at the Prêmio Extra

2008 - “Toma Lá Dá Cá”
(Bozena) – winner Prêmio Qualidade
Brasil best actress in TV comedy

2009 - “Toma Lá Dá Cá”
(Bozena) – nominated for Prêmio
Contigo! As best actress in TV comedy

2012 - “New York New York”
Winner best actress at Prêmio
Mulher em Destaque Opaque

2015- “A Primeira Missa”
nominated for best actress
at the Prêmio SESI

2017 - “Yentl em Concerto”
winner for best foreing language
album at the Prêmio da Música
Brasileira, most prestigious music award in Brazil)

2018 - “O Som e a Sílaba
one of the most celebrated musicals of the last three years in Brazil, with many nominations and awards, including best original play, best director, and best actress


2013 - 2022 - Master of Cerimony of the Prêmio Bibi Ferreira
(the most prestigious award in musical theatre in Brazil)


"Kafka e a Boneca Viajante"
Referência obrigatória na literatura mundial do século XX, o escritor Franz Kafka (1883-1924) teria vivido, já no fim da vida, uma história curiosa. Ao caminhar por uma praça perto de sua casa, encontrou uma menina que chorava por ter perdido sua boneca. Sensibilizado pelo sofrimento da criança, ele passou a escrever cartas à menina como se fossem enviadas pela boneca, em que descrevia suas incríveis aventuras pelo mundo.

A bela e intrigante história já foi contada em livros, contos e peças, mas até hoje não há provas de que realmente tenha acontecido – as cartas jamais foram encontradas, tampouco a dona da boneca. Com dramaturgia de Rafael Primot, direção de João Fonseca e direção musical de Tony Lucchesi, o espetáculo "Kafka e a Boneca Viajante" é inspirado em uma dessas versões – o livro homônimo do escritor catalão Jordi Sierra i Fabra. O espetáculo chega no Teatro Villa Lobos, onde fica em cartaz até 10 de dezembro. 


Serviço
Espetáculo musical “Kafka e a Boneca Viajante”. Espetáculo musical “Kafka e a Boneca Viajante”. Teatro Villa Lobos (720 lugares). Shopping Villa Lobos - 4º andar. Av. Dra. Ruth Cardoso, 4777 - Pinheiros. Classificação: livre. Duração: 80 minutos. De 20 de outubro até 10 de dezembro. Sextas-feiras, às 21h. Sábados, às 20h. Domingos, às 18h. Plateia central: R$ 150,00. Plateia lateral: R$ 130,00. Plateia: R$ 110,00. Plateia alta: R$ 100,00. Balcão: R$ 40,00. Vendas on-linehttps://site.bileto.sympla.com.br/teatrovillalobos. Presencial: totem de vendas no primeiro andar, próximo ao restaurante América, no Shopping Villa Lobos. Bilheteria do Teatro Villa Lobos: nos dias dos espetáculos, três horas antes do horário até o início da apresentação.

domingo, 15 de outubro de 2023

.: Crítica: musical "Uma Linda Mulher" é a surpresa do ano ao focar no carisma


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

A história de Cinderela é recontada várias vezes, de diversas maneiras e, na maioria das vezes, faz muito sucesso. O clássico contemporâneo "Uma Linda Mulher", em cartaz como musical no Teatro Santander, repete a trajetória bem-sucedida do filme filme-fenômeno-pop de 1990, ao fazer uma releitura feminista do clássico dos irmãos Grimm. Tudo nesse espetáculo é grande, desde os cenários que reproduzem as cenas do longa-metragem, até o talento dos protagonistas.

Nome forte do teatro musical e dos realities voltados a caçar talentos na música, Thais Piza é mais do que carisma e coração ao interpretar Vivian Ward, personagem que alçou Julia Roberts ao estrelato. Para ter credibilidade, papel só poderia ser defendido por uma atriz eloquente. O risco era alto: as comparações com a interpretação clássica do cinema e outro ainda maior, o de ser devorada por uma personagem tão grande. Com experiência de sobra e a entrega de uma atriz em busca do papel de sua vida, Thais Piza brilha com uma personagem capaz de demonstrar ao público toda expressividade, potência vocal e até a vulnerabilidade de uma atriz imensa. 

Par romântico da atriz no espetáculo, Jarbas Homem de Mello consegue ser mais carismático que Richard Gere no papel de Edward Lewis, executivo que contrata uma acompanhante para passar uma semana com ele. Não é novidade que Jarbas entregaria excelência em um papel como esse, mas a voz límpida do artista, que interpreta um personagem um pouco mais romântico que no filme, faz com que a química entre o empresário com a personagem título do musical se torne arrebatadora.

Livre, leve e solta, Andrezza Massei, de "Sunset Boulevard" e "Sweeney Todd", deita e rola com a prostituta engraçada Kit De Luca, uma personagem divertida e "gente como a gente", diferente das últimas personagens que tem feito no teatro e no cinema, quando interpretou a bruxa do mar no live-action de "A Pequena Sereia". É bom ver essa faceta da atriz, que sempre se entrega de corpo e alma às personagens que defende. 

Há outros destaques no espetáculo, como César Mello, na pele do Homem Feliz, narrador do espetáculo que fala sobre sonhos e é também o gerente do hotel que ajuda os protagonistas a escreverem a história de amor. A versatilidade do ator é mostrada no palco, porque ambos os personagens são muito diferentes no gestual e na empostação. Um entrega alegria, o outro, dignidade. Arthur Berges, protagonista do musical "Escola do Rock", finalmente retorna aos grandes musicais com um papel que poderia ser considerado pequeno, mas que é transformado pelo carisma de um artista que pode sempre fazer a diferença em qualquer espetáculo.

Com músicas originais e algumas cenas acrescentadas para contar a história, "Uma Linda Mulher - O Musical" é a grande surpresa do ano. Desde a qualidade dos cenários até a afinação do elenco formada por grandes artistas. Tudo é perfeito neste espetáculo derivado de um filme que fez muito sucesso. Só faltou um pouco mais da música "Oh Pretty Woman", de Roy Orbison, e "It Must Have Been Love", canção da dupla Roxette que marca o rompimento dos protagonistas, mas isso é papo de saudosista. "Uma Linda Mulher - O Musical" é uma injeção de otimismo e, ao mesmo tempo, algo que incentiva as pessoas a acreditarem nos próprios sonhos assim que saem do teatro. Não há um herói ou heroína definidos, ambos salvam um ao outro das vidas que poderiam ter.


Serviço
"Uma Linda Mulher - O Musical". 
Até dia 17 de dezembro (conferir no site todas as datas disponíveis). Horários: Quintas-feiras, às 20h. Sextas-feiras, às 20h. Sábados, às 16h e 20h. Domingos, às 16h e 20h. Local: Teatro Santander. Endereço: Shopping JK Iguatemi - Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041. Classificação etária: livre, menores de 12 anos acompanhados dos pais ou responsáveis legais.

Quintas, às 20h | Domingos, às 20h:
Frisa Balcão: R$ 19,80 meia entrada e R$ 39,60 inteira
Balcão B: R$ 19,80 meia entrada e R$ 39,60 inteira
Balcão A: R$ 75,00 meia entrada e R$ 150,00 inteira
Plateia superior: R$ 130,00 meia entrada e R$ 260,00 inteira
Frisa Plateia Superior: R$ 130,00 meia entrada e R$ 260,00 inteira
VIP: R$ 180,00 meia entrada e R$ 360,00 inteira

Sextas, às 20h | Sábados, às 16h e às 20h |Domingo, às 16h:
Frisa Balcão: R$ 19,80 meia entrada e R$ 39,60 inteira
Balcão B: R$ 19,80 meia entrada e R$ 39,60 inteira
Balcão A: R$ 85,00 meia entrada e R$ 170,00 inteira
Plateia superior: R$ 140,00 meia entrada e R$ 280,00 inteira
Frisa Plateia Superior:: R$ 140,00 meia entrada e R$ 280,00 inteira
VIP: R$ 190,00 meia entrada e R$ 380,00 inteira
*Clientes Santander têm 30% de desconto nos ingressos inteiros, limitados a 2 por CPF.

Ingressos
Internet (com taxa de conveniência):
https://www.sympla.com.br/
Bilheteria física (sem taxa de conveniência):

Teatro Santander
Horário de funcionamento: Todos os dias das 12h00 às 18h00. Em dias de espetáculos, a bilheteria permanece aberta até o início da apresentação. A bilheteria do Teatro Santander possui um totem de autoatendimento para compras de ingressos sem taxa de conveniência 24h por dia. Endereço: Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041. 

Descontos
50% de desconto | Meia-entrada: obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição de beneficiário.

30% de desconto | Cliente Santander - Na compra de ingressos realizada por clientes Santander, limitado a 20% da lotação do teatro. Não cumulativo com meia­-entrada. Limitados a 02 (dois) ingressos por CPF. Esta compra deverá ser realizada com cartões do Banco Santander, para compras on-line somente o cartão de crédito Santander, compras na bilheteria e totem, o pagamento com o desconto poderá ser realizado em débito ou crédito. Verifique em qual setor o desconto está disponível. De acordo com o art. 38, inciso I, da Instrução Normativa nº 1, de 20/03/2017 e com base na Lei Federal nº 8.313 (Lei Rouanet) e Decreto nº 5.761, é proibido comercializar o produto cultural (ingressos) em condições diferentes para clientes Santander, das praticadas ao público em geral.

Venda a grupos: envie um e-mail para grupos-entretenimento@immbr.com 

domingo, 1 de outubro de 2023

.: Crítica: "Ruim Pra Cachorro'" promove picadinho de macho escroto no cinema


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

Em cartaz no Cineflix Cinemas, a comédia "Ruim Pra Cachorro" ("Strays") é um filme anárquico, infame, ultrajante, escatológico, politicamente incorreto e extremamente corajoso. Alguns pais desavisados, que não se deram ao trabalho de assistir ao trailer ou ver a classificação indicativa de 16 anos do filme, e assistiram acompanhados de crianças, saíram reclamando. Não é apenas um "filme de cachorrinhos", tendo em vista que é do mesmo estúdio de "O Urso do Pó Branco" e "Ted".

De fato, protagonizado por cães sacaninhas, o longa-metragem dirigido por Josh Greenbaum, tem muito palavrão e insinuações sexuais. Para aproveitar melhor o filme, o espectador deve esquecer produções que retratam o lado doce dos bichos - como "Marley e Eu" e "Sempre ao Seu Lado" - e mirar em produções mais arrojadas como o filme "Ted", de Seth MacFarlane, e o livro "A Revolução dos Bichos", de George Orwell.

Com animais desbocados, libertários e sanguinários, em que se destacam as vozes inconfundíveis e os talentos de Fábio Rabin e Bruna Louise, a produção fala sobre tanta coisa que torna o filme maior do que aquilo que pode ser considerado defeito. Trata-se de uma narrativa esperta e sensível à sua maneira.

É de uma ousadia sem tamanho utilizar pets indefesos para falar sobre relacionações abusivas e abandono. Também faz uma autocrítica de como os seres humanos tratam os animais. A narrativa trata da vingança de um cãozinho abandonado pelo cuidador babaca.

Os homens vão sentir dor só de ver o que os cães justiceiros fazem: uma autêntica carnificina, um picadinho nojento de macho escroto. E ainda tem o mérito de rir de si próprio ao ironizar o próprio nome. Na verdade, "Ruim pra Cachorro" é "Bom pra Caralho" e promove uma catarse no cinema.


Assista no Cineflix
O Resenhando.com é parceiro da rede 
Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Trailer de "Ruim pra Cachorro"

"Ruim Pra Cachorro" ("Strays") Ingressos on-line neste link
Gênero: animação, aventura, comédia. Classificação: 14 anos. Duração: 1h33. Ano: 2023. Idioma: inglês. Distribuidora: Universal. Direção: Josh Greenbaum. Roteiro: Dan Perrault. Elenco: Isla Fisher (Maggie), Will Forte (Doug), Jamie Foxx (Bug), Will Ferrell (Reggie), Randall Park (Hunter), Tinashe Kajese (Cathy), Dennis Quaid (bird), Josh Gad (actor). Sinopse: Quando Reggie (voz de Will Ferrell), um ingénuo e otimista Border Terrier, é abandonado por Doug, o seu insensível e rude dono, ele continua convencido de que o seu melhor amigo nunca o abandonaria intencionalmente. Mas assim que Reggie conhece um fala-barato chamado Bug (voz de Jamie Foxx, vencedor de um Oscar®), um vadio que adora a sua liberdade e acredita que os donos não prestam para nada, Reggie finalmente percebe que estava numa ‘relação tóxica' e começa a ver Doug como o verdadeiro imbecil sem coração que é.

Sala 2 (dublado) 
1°/10/2023 - Domingo: 16h30
02/10/2023 - Segunda-feira: 16h30
03/10/2023 - Terça-feira: 16h40
04/10/2023 - Quarta-feira: 16h30

Sala 2 (legendado) 
1°/10/2023 - Domingo: 20h50
02/10/2023 - Segunda-feira: 20h50
03/10/2023 - Terça-feira: 20h50
04/10/2023 - Quarta-feira: 20h50

.: Crítica: "A Filha do Rei do Pântano" é uma chata, mas o filme é interessante


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

"A Filha do Rei do Pântano" ("The Marsh King's"), em cartaz no Cineflix Cinemas, parte de uma premissa interessante: uma garota que nasce e cresce em um cativeiro sem saber disso. Ela se sente livre e cresce enxergando o pai como um herói até descobrir que ele sequestrou a mãe e a levou para uma cabana no meio da floresta, onde foi gerada.

Depois de descobrir a verdade, a garota cresce longe do pai, torna-se uma mulher estranha, e muda de identidade várias vezes para não ser descoberta. Aos poucos, também vai percebendo a relação abusiva que mantinha com o genitor. Baseado no livro de Karen Dionne, o 
enredo é bem diferente de tudo o que já foi feito  e a história é interessante até certo ponto.

O problema todo é a que a personagem interpretada por Daisy Ridley não tem um pingo de carisma. Ela é apática o tempo todo, até quando o segredo dela é revelado ao marido e à filha. Falta drama e um pouco de "rock" à personagem para o público se identifique e torça pelo menos um pouquinho por ela, que parece não ter ânimo nem para lutar pela família. Ela parece ter sangue de barata.

O único personagem realmente carismático dessa história, por incrível que pareça, é o rei do gado, ops, do pântano, interpretado por Ben Mendelsohn. Outro personagem que chama atenção é o padrasto, interpretado por Gil Birmingham, conhecido pela massa por interpretar o pai de Jacob na saga "Crepúsculo".

E a paisagem deslumbrante, boa para ver no cinema, é uma personagem à parte. Ainda bem, porque "A Filha do Rei do Pântano" é uma chata, mas o filme é bem interessante. Fosse a personagem mais intensa, ela própria poderia ser "a Rainha do Pântano".


Assista no Cineflix
O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


Sala 1 (legendado) 
01/10/2023 - Domingo: 18h20 - 20h40
02/10/2023 - Segunda-feira: 18h20 - 20h40
03/10/2023 - Terça-feira: 18h20 - 20h40
04/10/2023 - Quarta-feira: 18h20 - 20h40

Trailer de "A Filha do Rei do Pântano"

quarta-feira, 27 de setembro de 2023

.: Crítica: "Estranha Forma de Vida", curta é o melhor filme do ano

Por Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

"O amor que não ousa dizer seu nome" é uma frase da linha final do poema "Two Loves", de Lorde Alfred Douglas, escrita em setembro de 1892 e publicada na revista de Oxford The Chameleon em dezembro de 1894. É uma expressão que ganhou notoriedade ao ser mencionada por Oscar Wilde como eufemismo para a homossexualidade, no processo em que foi condenado por atos homossexuais envolvendo sua relação com o autor da frase. É esse amor que não ousa dizer o nome o tema central do curta-metragem  "Estranha Forma de Vida", do aclamado Pedro Almodóvar, em cartaz no Cineflix Cinemas.

Esqueça "Barbie" e "Openheimer". O melhor filme do ano é um curta-metragem que aposta em todos os elementos que consagraram o diretor. Mas é principalmente a intensidade que dá a maior tonalidade ao filme. Dizem que é nos menores frascos que se encontram as melhores fragrâncias e, nesse caso, é também nos menores filmes que se concentram as melhores histórias. Com um quê de "O Segredo de Brokeback Mountain", o filme conta a história de dois cowboys que vivem em lados opostos da justiça. Um não quer que o filho seja preso, o outro quer prendê-lo. O que complica ainda mais a situação é que ambos já se relacionaram amorosamente.

"Estranha Forma de Vida" relata de maneira crua e vertiginosa a prática peculiar que as pessoas têm de dificultar a própria vida. Podem ser felizes, mas não o são. Preferem seguir outros caminhos em vez de ceder ao que sentem. Em relação aos personagens, o de Pedro Pascal quer e encontra no interesse amoroso o impasse de alguém que não se aceita e está fadado a viver o que não é, mesmo que tente ser. Ethan Hawke é a personificação do "não". Ele nega a si mesmo como a quem bebe água. É um jeito insólito de ser ele mesmo. Coitadinho, tanto drama condensado no melhor filme do ano.

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"Estranha Forma de Vida" ("Strange Way Of Life") Ingressos on-line neste link
Gênero: faroeste, drama. Classificação: 16 anos. Duração: 1h21. Ano: 2023. Idioma: inglês. 
Distribuidora: O2 Filmes. Direção: Pedro Almodóvar. Roteiro: Pedro Almodóvar. Elenco: Pedro Pascal, Ethan Hawke, Manu Rios. Sinopse: Depois de 25 anos separados, o rancheiro Silva (Pascal) cavalga pelo deserto para visitar seu velho amigo Jake (Hawke), o xerife de Bitter Creek. O que vem a seguir é uma tarde de intimidade compartilhada, reconciliação e lembranças. No entanto, no dia seguinte, a revelação da conexão dos dois homens com um crime local sugere que há mais no encontro deles do que apenas uma viagem pela estrada da memória. Nos cinemas a partir de 14 de setembro e em breve na MUBI.

Sala 1 (legendado) 
21/9/2023 - Quinta-feira: 16h10 - 20h30
22/9/2023 - Sexta-feira: 16h10 - 20h30
23/9/2023 - Sábado: 16h10 - 20h30
24/9/2023 - Domingo: 16h10 - 20h30
25/9/2023 - Segunda-feira: 16h10 - 20h30
26/9/2023 - Terça-feira: 16h10 - 20h30
27/9/2023 - Quarta-feira: 16h10 - 20h30

Trailer de "Estranha Forma de Vida"

.: Crítica: "Nosso Sonho" ultrapassa cinebiografia para levar otimismo

Por Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

"Nosso Sonho", em cartaz no Cineflix Cinemas, é um filme sobre recomeços e requebrados. E é preciso jogo de cintura para se desvencilhar das armadilhas que a vida impõe. Muitas vezes com um sorriso no rosto e uma música alegre porque o fluxo segue e não há tempo para lamúrias - como os protagonistas do filme, Claudinho e Buchecha, brilhantemente interpretados por Juan Paiva e Lucas Penteado.

O talento dos dois, inclusive, se sobrepõe à falta de semelhança com os personagens da vida real. Lucas Penteado entrega uma interpretação enternecedora ao dar vida a Claudinho  e sua língua presa. Juan dá o Buchecha o tom dos mocinhos clássicos: aquele que o público adora torcer.

Contudo, a interpretação mais visceral  é a de Nando Cunha, que interpreta o pai de Buchecha. Ele representa o mundo nas costas em um ambiente rico de muitas coisas: afeto, dinheiro, mágoas e muita culpa. Gustavo Coelho como o Buchecha na infância apresenta um.lado versátil completamente diferente do personagem que defende no seriado "Manhãs de Setembro". Ele está crescendo diante das câmeras e promete um futuro de grandes interpretações.

Mas como é vida real, sabe-se o final. O filme deixa algumas perguntas referentes ao último show: estaria Claudinho disposto a abandonar a dupla ou, de alguma maneira, pressentiu o que aconteceria com ele após o show? Nunca iremos saber. "Nosso Sonho" é uma brisa leve e, se você viveu a época retratada no filme, tem grandes chances de se emocionar várias vezes. Às vezes é preciso de anjos para salvar. Seja de um afogamento, seja da vida mediana que a maioria das pessoas está fadada a viver.

Compre os álbuns de Claudinho & Buchecha neste link.

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Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

"Nosso Sonho" ("nacional") Ingressos on-line neste link
Gênero: drama. Classificação: 12 anos. Duração: 2h00. Ano: 2023. Idioma: português. 
Distribuidora: Manequim Filmes. Direção: Eduardo AlbergariaRoteiro: Eduardo Albergaria, Maurício Lissovsky. Elenco: Lucas Penteado (Claudinho), Juan Paiva (Buchecha), Tatiana Tibúrcio (Dona Etelma), Nando Cunha (Sr. Claudino). Sinopse: Cinebiografia brasileira sobre a dupla Claudinho e Buchecha. Dirigido por Eduardo Albergaria, que também assina o roteiro junto com Fernando Velasco, Mauricio Lissovsky e Daniel Dias, coloca Lucas Penteado e Juan Paiva interpretam Claudinho e Buchecha, respectivamente vivendo o drama dos dois até o estrelato.

Sala 2
21/9/2023 - Quinta-feira: 16h00 - 18h30
22/9/2023 - Sexta-feira: 16h00 - 18h30
23/9/2023 - Sábado: 16h00 - 18h30
24/9/2023 - Domingo: 16h00 - 18h30
25/9/2023 - Segunda-feira: 16h00 - 18h30
26/9/2023 - Terça-feira: 16h00 - 18h30
27/9/2023 - Quarta-feira: 16h00 - 18h30

Trailer de "Nosso Sonho"


terça-feira, 26 de setembro de 2023

.: Crítica: "Elis e Tom - Só Tinha de Ser com Você" tem muitos méritos


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

Dois bicudos não se beijam, mas podem produzir algo que vá além da posteridade. É isso, y otras cositas más, que mostra o documentário "Elis & Tom - Só Tinha de Ser com Você", um filme que tem muitos méritos, a começar por levar música boa para a sétima arte, e está em cartaz no Cineflix Cinemas. Improvável até de se ver porque nem o álbum sairia pelo caráter antagônico de dois artistas, o filme ganha a direção sensível de Jom Tob Azulay e Roberto de Oliveira, que também assina o roteiro com Nelson Motta.

Ela, intensa e visceral. Ele, contido e econômico nas notas: eram água e óleo, mas estranhamente complementares. É dessa mistura que surge uma obra-prima da música brasileira: o álbum "Elis & Tom". Ao longo de quase 50 anos, era tanto burburinho em torno dos bastidores desse disco que pensei que fosse mais - o que não chega a ser uma decepção: é briga de gente culta. No máximo, uma "alfinetadinha" aqui, outro "piti" acolá. Nada que tire a integridade dos envolvidos e, principalmente, nem de longe comparável àquelas tretas homéricas com cheiro de farsa dos realites de hoje, quando é nítida a percepção de que as pessoas perderam a classe.

Há um pouco do machismo da época na insubmissão de um homem perante uma mulher que não aceita que o projeto seja dela. Mas também há o fazer artesanal de música. Impossível pensar, hoje, em projetos que sejam elaborados durante tanto tempo. Também não é fácil pensar em um documentário sobre algo relevante na música que esteja sendo produzido agora. 

Há depoimentos contundentes, como o de João Marcelo Bôscoli que, embora uma criança, participou de alguma maneira do projeto e está lá para contar esta história. "Elis & Tom - Só Tinha de Ser com Você" também tem o mérito de apresentar Elis Regina e Tom Jobim para os mais novinhos. E é sempre bom torcer para que um álbum desta magnitude esteja na crista da onda. Mais impressionante ainda é pensar que esse trabalho quase não saiu do projeto por causa de divergências pessoais e artísticas. Ambos começaram o trabalho sem se gostar mas, no mínimo, saíram desse disco se admirando. Eram personalidades em CAIXA ALTA.

Compre o álbum "Elis & Tom" neste link.

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Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


"Elis & Tom, Só Tinha De Ser Com Você" ("nacional") Ingressos on-line neste link
Gênero: documentário, musical. Classificação: livre. Duração: 1h40. Ano: 2023. Idioma: português. 
Distribuidora: O2 Play. Direção: Roberto de Oliveira, Jom Tob AzulayRoteiro: Roberto de Oliveira, Nelson Motta. Elenco: Elis Regina, Tom Jobim. Sinopse: Documentário dirigido por Roberto de Oliveira e Jom Tob Azulay que conta com imagens da gravação do antológico álbum que juntou a cantora Elis Regina com Antonio Carlos Jobim (popularmente conhecido como Tom Jobim). Gravado pelo produtor Roberto de Oliveira durante os registros, em Los Angeles, nos Estados Unidos, do álbum lançado em 1974, o filme apresenta uma série de materiais de bastidores inéditos, que permaneceram guardados desde então, e que mostram todos os altos e baixos por trás da produção do álbum - que por muito pouco não foi interrompida

Sala 1
21/9/2023 - Quinta-feira: 18h10
22/9/2023 - Sexta-feira: 18h10
23/9/2023 - Sábado: 18h10
24/9/2023 - Domingo: 18h10
25/9/2023 - Segunda-feira: 18h10
26/9/2023 - Terça-feira: 18h10
27/9/2023 - Quarta-feira: 18h10

"Elis & Tom - Só Tinha de Ser com Você" - Trailer


domingo, 24 de setembro de 2023

.: Crítica: mesmo com agente acusado, "Som da Liberdade" é necessário


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

Qual é o "Som da Liberdade"? Era essa a pergunta que me intrigava quando assisti ao filme homônimo protagonizado por Jim Caviezel no Cineflix Cinemas. Mais do que um filme sobre um homem e seu propósito, está uma mensagem sobre fazer o certo, mesmo que se pague um preço alto por isso. O filme é baseado na história real de Tim Ballard, agente da Segurança Nacional que depois de ser retratado no longa-metragem vem sendo acusado de má conduta sexual, o que torna tudo um pouco questionável e o herói "não tão herói assim".

O recorte que o filme mostra é o de um homem abnegado que deixa a família para resolver casos que envolvem prostituição infantil. Chega a ser questionável sair em missão quando se tem um monte de filhos para correr risco de vida com o objetivo de recuperar crianças raptadas que não são dele. Prefiro pensar que Ballard é alguém cheio de boas intenções.

Independente dessa polêmica, o papel do filme, que durou cinco anos para ser lançado nos cinemas, é válido. Há uma das cenas mais fortes do cinema este ano, em que o personagem assiste a um dos vídeos para documentá-lo em um dos inquéritos. A imagem mostra apenas uma cama e o criminoso do vídeo posicionando a câmera. Depois, somente o olhar horrorizado de Caviezel que, por sinal, não envelhece desde "A Paixão de Cristo".

Há um quê da estética dos filmes religiosos nesse longa-metragem, que não agradam. Mas há também cenas de ação e suspense de tirar o fôlego. E outras emocionantes, que compensam a pregação que aparece muito sutil ao longo do filme. Uma delas é quando um dos garotinhos é resgatado e se apresenta, com uma vozinha repleta de inocência, como "Ursinho Teddy". É de cortar o coração. O filme chama atenção para algo que é recorrente e passa a mensagem de que todos precisam ficar atentos. "Som da Liberdade" é um filme necessário e, sim, eu entendi e concordei com o que esse ruído é e representa.


Serviço
"
Som da Liberdade" ("Sound of Freedom") 
Ingressos on-line neste link
Gênero: drama, ação. Classificação: 12 anos. Duração: 2h15. Ano: 2023. Idioma: inglês. 
Distribuidora: Paris Filmes. Direção: Alejandro Gómez MonteverdeRoteiro: Alejandro Monteverde, Rod Barr. Elenco: Jim Caviezel (Tim Ballard), Bill Camp (Vampiro), Mira Sorvino (Katherine Ballard), Kurt Fuller (John). Sinopse: Um ex-agente federal embarca em uma perigosa missão para salvar uma menina dos cruéis traficantes de crianças. Com o tempo se esgotando, ele viaja pelas profundezas da selva colombiana, colocando sua vida em risco para libertá-la.

Sala 4 (dublado) 
21/9/2023 - Quinta-feira: 15h15 - 18h00
22/9/2023 - Sexta-feira: 15h50 - 18h00
23/9/2023 - Sábado: 15h50 - 18h00
24/9/2023 - Domingo: 15h50 - 18h00
25/9/2023 - Segunda-feira: 15h50 - 18h00
26/9/2023 - Terça-feira: 15h50 - 18h00
27/9/2023 - Quarta-feira: 15h50 - 18h00

Sala 4 (legendado) 
21/9/2023 - Quinta-feira: 20h45
22/9/2023 - Sexta-feira: 20h45
23/9/2023 - Sábado: 20h45
24/9/2023 - Domingo: 20h45
25/9/2023 - Segunda-feira: 20h45
26/9/2023 - Terça-feira: 20h45
27/9/2023 - Quarta-feira: 20h45

Trailer de 
"Som da Liberdade"

domingo, 10 de setembro de 2023

.: #ResenhaRápida com Alexandre Lino, ator: "Ser homem, hoje, é reinventar-se"



Por Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

Alexandre Lino é um artista completo, mas, acima de tudo, alguém cuja alma transcende o ofício da arte. Extremamente humilde e afetuoso com o público que o consagrou, ele brilha nas salas de cinema do Brasil e no teatro com a comédia "O Porteiro". O carismático personagem Waldisney é nordestino e, assim como ele, revela muitas facetas, como as que ele revela nesta entrevista exclusiva repleta de questões que nunca foram feitas para ele, enquanto homem e artista... até agora!

#ResenhaRápida com Alexandre Lino

Nome completo: Alexandre Lino.
Apelido: Lino.
Data de nascimento: 7 de julho de 1974.
Altura: 1m74.
Qualidade: determinado. 
Defeito: teimosia.
Signo: câncer ♋.
Ascendente: não sei. 
Uma mania: de organização. 
Religião: cristão.
Time: Fluminense. 
Amor: vital.
Sexo: importante.
Mulher bonita: Aline Campos.
Homem bonito: Bruno Cabrerizo.
Família é: tudo.
Ídolos: o povo nordestino.
Inspiração: minha mãe.
Arte é: essencial para a vida.
Brasil: imortal.
Fé: força.
Deus é: minha fortaleza.
Política é: o que fazemos todos os dias.
Personalidade histórica favorita: Nelson Mandela.
Hobby: ir ao teatro e ao cinema.
Lugar: Florença.
O que não pode faltar na geladeira: queijos e sucos.
Prato predileto: risoto e massas.
Sobremesa: Panacota.
Fruta: manga.
Bebida favorita: suco de cajá.
Cor favorita: azul.
Medo de: ficar sozinho.
Uma peça de teatro: "Mutações".
Um show: Coldplay, Titãs e Marisa Monte.
Um ator: Tony Ramos.
Uma atriz: Suely Franco.
Um cantor: Nando Reis.
Uma cantora: Marisa Monte.
Um escritor: Luiz Ruffato.
Uma escritora: Conceição Evaristo.
Um filme: "Um Só Pecado".
Um livro: "Eles Eram Muitos Cavalos", deLuiz Ruffato. 
Uma música: "Diariamente", cantada por Marisa Monte.
Um disco: todos da Marisa Monte.
Um personagem: "O Apóstolo" (Robert Duval).
Uma novela: "Amor Sem Igual".
Uma série: "Bom Dia, Verônica".
Um programa de TV: "Lady Night".
Uma saudade: de Gravatá na minha infância.
Algo que me irrita: acordar muito cedo.
Algo que me deixa feliz é: estar entre amigos.
Uma lembrança querida: "Patativa do Assaré, a Peça".
Um arrependimento: vários, mas sem traumas.
Quem levaria para uma ilha deserta? Meus pais. Pra seguirmos a vida.
Se pudesse ressuscitar qualquer pessoa do mundo, quem seria? Meu irmão Alexandre.
Se pudesse fazer uma pergunta a qualquer pessoa do mundo, a quem seria? Perguntaria ao Robert Duvall: "Quer ser meu amigo?". Daí, com amizade   estabelecida, eu iria perguntar um milhão de coisas sobre a profissão e ele me responderia de forma espontânea. 
Não abro mão de: fazer nada quando quero. 
Um talento oculto: fazer massa a moda italiana.
Você tem fome de quê? Arte.
Você tem nojo de quê? Pisar em barata.
Se tivesse que ser um bicho, seria: cachorro.
Um sonho: fazer mais cinema.
Cinema em uma palavra: mágico.
Teatro em uma palavra: instante.
Televisão em uma palavra: ação.
O que seria se não fosse ator: professor.
Ser ator é: viver o outro como se fosse você.
O que me tira do sério: mentira.
Democracia é: respeito ao outro.
Ser homem, hoje, é: reinventar-se.
"O Porteiro" em uma palavra: Waldisney.
Palavra favorita: paz ☮️.
Alexandre Lino por Alexandre Lino: nordestino que não foge a luta. 

Sobre o artista
Alexandre Lino é ator, produtor e diretor. Natural de Gravatá, agreste Pernambucano. É Bacharel em Cinema pela UNESA, com especialização e Mestrando em Artes Cênicas pela UNIRIO. Um dos nomes mais profícuos na cena artística carioca. Iniciou sua carreira profissional nos anos 2000 no extinto Teatro Glória sob a gestão de Antônio Abujamra na Resistência Cia de Teatro.

Na televisão foi ator, produtor e diretor de arte da Rede Record de Televisão entre 2007 e 2013 e atuou em "Amor Sem Igual" (2020) e "Gênesis" (2021). Contratado da Rede Globo fez as novelas "Totalmente Demais", "Malhação - Vidas Brasileiras" e o seriado "A Cara do Pai". Recentemente esteve em participação especial na emissora nas novelas "Um Lugar ao Sol" (Anchieta), "Além da Ilusão" (Antenor) e "Amor Perfeito" (Péricles).

No Teatro em 2012, por sua atuação em "Domésticas" foi indicado ao Prêmio Ítalo Rossi na quarta edição da FITA. É protagonista do aclamado documentário cênico "O Pastor", que figurou no ranking das melhores peças da revista Veja Rio, recebeu a chancela O Globo Indica e foi indicado ao prêmio Botequim Cultural, na categoria Melhor Ator. Também esteve na lista dos Destaques do Teatro Carioca de 2013, do crítico Daniel Schenker. O espetáculo foi adaptado para o cinema e será filmado em 2024. Em 2015, idealizou o projeto transmidiático (peça, livro e filme) e atuou em "Nordestinos", que venceu por sua defesa o pitching do Tempo Festival do mesmo ano.

Em 2016 estreou seu primeiro solo, "Lady Christiny", a partir de seu premiado documentário homônimo. O espetáculo recebeu as melhores críticas e figurou no ranking das melhores peças da revista Veja Rio. Em 2017 estreia "O Porteiro", a peça, que fez enorme sucesso de crítica e público. Recebeu indicação, por sua atuação, ao Prêmio do Humor (idealizado por Fábio Porchat) e venceu os Prêmios FITA e de Reconhecimento Popular de 2019. A peça já foi apresentada em mais de 40 cidades, 7 Estados e mais o Distrito Federal e ultrapassou a marca de 100 mil espectadores.

Entre 2017 e 2023 atuou em diversos espetáculos. "Esses Fantasmas", "O Cego e o Louco", "O Marido de Daniel" (indicado como melhor ator pelo Prêmio Cenym), "D.P.A (Detetives do Prédio Azul)", "Cinco Crônicas" e "O Substituto" que lhe recebeu crítica arrebatadora do jornal O Estado de São Paulo por Rodrigo Fonseca e figurou na lista das melhores atuações de 2019 pela mesma publicação. Atualmente segue em turnê pelo Brasil com as peças "O Porteiro" e "O Cego e o Louco". Em breve protagonizará uma nova montagem de "A Mulher Sem Pecado", de Nelson Rodrigues.

Estreou como diretor de teatro com a peça “Volúpia da Cegueira” com grande repercussão. A peça mistura atores cegos e videntes e convida o espectador a mergulhar no universo da cegueira e da sexualidade. Idealizou e trouxe à cena o musical "Chica da Silva", que foi indicado a diversos prêmios e se destacou entre as produções mais comentadas do ano de 2016. No Teatro dirigiu também: "Eles Eram Muitos Cavalos", de Luiz Ruffato, "Cafona Sim, e Daí", de Sérgio Britto, "O Lago dos Cisnes" e "As Aventuras de Pinóquio", de Daniel Porto. "Pinóquio" segue em cartaz em São Paulo.

Dirigiu o documentário "Lady Christiny", que ganhou diversos prêmios em festivais de cinema no Brasil e participou de festivais internacionais. Dirigiu também os curtas-metragens "Ensaio Chopin", "Amor Puro e Simples", "Brejo das Borboletas", "Nordestinos" e o clipe musical "Tempo do Tempo". Seu primeiro longa documentário "Saudades Eternas" foi um dos representantes brasileiros no 7º Festival Internacional de Luanda. Realizou a mostra "Cacá Diegues – Cineasta do Brasil", na Caixa Cultural Rio de Janeiro, SP e DF, em homenagem aos 50 anos de carreira do cineasta. Na pandemia, idealizou e dirigiu o projeto "Filmes Curtíssimos" e teve o curta "Um Filme Sobre a Dúvida" selecionado para o projeto #QuarentenaProjetada do IMS (Instituto Moreira Salles) e Mídia Ninja e foi exibido em edifícios de 10 capitais brasileiras.

No cinema, fez "Tô Ryca", "Os Espetaculares"," Tudo Acaba em Festa", "Dispersão", "Brasilha", "Apaixonados" e "Alemão 2". Por sua atuação no curta "Felicidade" foi indicado como melhor ator no Festival de Cinema Independente de Santa Maria (RS) em 2021. Filmou no início de 2019 a série "Cinema Café", ainda inédito no streaming, onde interpretou Carlitos em toda temporada. Em 2024, irá dirigir o longa documentário "Banabuiú: Grande Sertão Teatro" e atuará em mais dois filmes.

Criou o curso e palestra "O Artista Empreendedor", onde ministra aulas em universidades do Rio e oferece workshops pelo Brasil. Com este curso, inaugurou junto com Roberto Bomtempo e Bosco Brasil a Escola de Artes de Campos dos Goytacazes. O método será lançado em livro no segundo semestre de 2024.

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