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domingo, 25 de janeiro de 2026

.: "Hamnet", o livro que inspirou o filme vencedor do Globo de Ouro


"Hamnet"
, vencedor do Globo de Ouro nas categorias Melhor Filme de Drama e Melhor Atriz em Filme de Drama, é uma adaptação do livro de mesmo nome de Maggie O'Farrell, publicado no Brasil pela Intrínseca em 2021. Nesta obra vencedora do Women’s Prize for Fiction, a autora se inspira na tragédia de William Shakespeare para retratar uma família destroçada pelo luto e pela perda e uma reconstituição delicada e memorável de um menino cuja vida foi esquecida, mas cujo nome intitula uma das peças mais celebradas de todos os tempos. A tradução é de Regina Lyra.

Um dos favoritos para receber o Oscar de Melhor Filme, é estrelado por Paul Mescal e Jessie Buckley e dirigido por Chloé Zhao, que já ganhou a estatueta de melhor direção em 2021 por Nomadland. No livro e no filme, em 1596, o filho de 11 anos de William Shakespeare, Hamnet, morreu em Stratford-upon-Avon, pequena cidade na Inglaterra, de causa desconhecida. Poucos anos depois, o famoso dramaturgo inglês escreveu a peça considerada por muitos sua obra-prima, dando a seu herói trágico uma variação do nome de seu filho morto. 

Passados quase quatro séculos, Maggie O’Farrell era adolescente, quando, na escola, ouviu falar do menino pela primeira vez. A semente da curiosidade plantada há trinta anos se transformou em um romance premiado e arrebatador que, sem mencionar o nome do dramaturgo, mergulha profundamente na história da família ― focando na trajetória da mãe da criança, a quem a autora chama de Agnes (outra variação do nome da esposa de Shakespeare seria Anna), e nas suas tentativas desesperadas de salvar o filho. 

É a partir dessas poucas referências disponíveis sobre a vida do bardo que Maggie O’Farrell cria magistralmente a trama protagonizada por Agnes, uma mulher excêntrica e selvagem que costumava caminhar pela propriedade da família com seu falcão pousado na luva e tinha dons extraordinários, como prever o futuro, ler pessoas e curá-las com poções e plantas. Enquanto isso, o personagem mais famoso do romance não tem nome; ele é chamado de “seu marido”, “o pai”, “o tutor de latim”. Filho de um luveiro caído em desgraça e com péssima reputação na cidade, ele casou-se com a protagonista, detentora de uma generosa porção de terra e alguns anos mais velha. Tiveram uma filha e um casal de gêmeos.

Após o casamento, Agnes se torna uma mãe superprotetora e a força centrífuga na vida do marido, que seguira para Londres com o objetivo de se estabelecer como dramaturgo. A vida do casal é gravemente abalada quando o filho Hamnet sucumbe a uma febre repentina. Compre o livro "Hamnet", de Maggie O'Farrell, neste link.


O que disseram sobre o livro

“Hamnet é a prova de que sempre há novas histórias a serem contadas até quando se trata de uma das figuras históricas mais conhecidas. A obra também revela a escrita extremamente versátil de O’Farrell, com um entendimento profundo dos laços humanos - qualidades atribuídas também a um certo professor de latim de Stratford.” ―The Observer


Sobre a autora

Nascida na Irlanda do Norte em 1972, Maggie O'Farrell cresceu no País de Gales e na Escócia e mora atualmente em Edimburgo. Também é autora de "A Mão Que Me Acariciou Primeiro" (vencedor do Costa Novel Award); "Instructions for a Heatwave"; "This Must Be the Place"; e, mais recentemente, "Existo, Existo, Existo: 17 Tropeços na Morte". Foto: Murdo Macleod. Compre os livros de Maggie O'Farrell neste link.

Ficha técnica
“Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” | “Hamnet”
Gênero: drama histórico. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 2025. Idioma: inglês. Direção: Chloé Zhao. Roteiro: Maggie O’Farrell e Chloé Zhao. Elenco: Jessie Buckley, Paul Mescal. Distribuição no Brasil: Universal Pictures. Duração: 2h05. Cenas pós-créditos: não.

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As principais estreias da semana podem ser assistidas na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

Cineflix Miramar | Santos
25 a 28 de janeiro | Sessões legendadas | Sala 3 | 18h00 
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo. Ingressos neste link.

.: Renata Sorrah estreia como dubladora em "Cara de Um, Focinho de Outro"


Lenda da dramaturgia brasileira dará voz à Rainha Inseto, personagem de Meryl Streep na versão original. Fotos: divulgação
 

A versão brasileira da animação "Cara de Um, Focinho de Outro" acaba de receber um reforço de peso. A The Walt Disney Brasil anunciou na última quinta-feira, dia 22 de janeiro, durante o intervalo do "Big Brother Brasil", que a atriz Renata Sorrah fará sua estreia na dublagem no novo filme da Pixar.

Lenda da dramaturgia brasileira, Renata Sorrah dispensa apresentações. Com uma carreira brilhante, cheia de papéis marcantes nos palcos, no cinema e na televisão, a atriz vai dar voz à Rainha dos Insetos, figura importante para o reino animal da animação. Na versão original, a personagem é dublada por ninguém menos do que Meryl Streep

"Cara de Um, Focinho de Outro" conta a história de Mabel, uma jovem amante dos animais que usa tecnologia para transferir a própria consciência para um castor robótico e hiper-realista. Com isso, a jovem passa a se comunicar com a vida selvagem, desvendando mistérios inimagináveis pelo caminho. O filme tem direção de Daniel Chong e chega aos cinemas do Brasil em 5 março de 2026.

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.: Stray Kids dominam o cinema e transformam turnê em experiência


A estreia de “Stray Kids: The DominATE Experience” na Rede Cineflix e nos cinemas brasileiros transforma o fenômeno do K-pop em espetáculo de tela grande e reforça a força do grupo sul-coreano Stray Kids fora dos palcos. Com sessões antecipadas em pré-venda e lançamento marcado para 5 de fevereiro, o filme-concerto chega ao circuito exibidor como um evento pensado para os fãs - e não apenas como registro de turnê. 

Narrada pelos próprios oito integrantes, a produção combina imagens de apresentações esgotadas no SoFi Stadium com bastidores inéditos, depoimentos pessoais e momentos de intimidade que ajudam a compreender a trajetória do grupo e a relação afetiva construída com os STAYs - os fãs oficiais do grupo sul-coreano. O nome do fandom foi escolhido pelo próprio grupo e carrega um sentido simbólico forte: stay, em inglês, significa ficar, permanecer - a ideia é que os fãs “fiquem” ao lado do Stray Kids ao longo da trajetória artística.

Dirigido como uma experiência imersiva, o documentário aposta em linguagem de show cinematográfico, com som e edição que valorizam a escala do espetáculo e a energia do público. A proposta é menos a de um retrato cronológico e mais a de um mergulho sensorial na era "dominATE", título que sintetiza o momento de consolidação internacional do Stray Kids, hoje apontado pela imprensa especializada como um dos principais nomes do K-pop contemporâneo. Não por acaso, o grupo já tem presença confirmada como headliner do Palco Mundo no Rock in Rio 2026, reforçando seu alcance global.

Distribuído pela Universal Pictures, “Stray Kids: The DominATE Experience” acompanha a tendência recente da indústria de transformar turnês de grande porte em lançamentos cinematográficos, prática já adotada por outros artistas globais e que tem encontrado resposta imediata do público jovem. Ao reunir show, bastidores e narrativa em primeira pessoa, o filme amplia o alcance da turnê e funciona como porta de entrada para novos espectadores, sem perder o vínculo direto com a base fiel de fãs.


Ficha técnica
“Stray Kids: The DominATE Experience” (título original)
Gênero: documentário / filme-concerto. Classificação indicativa: a definir. Ano de produção: 2025.
Idioma: coreano e inglês. Direção: a confirmar. Roteiro: Stray Kids. Elenco: Bang Chan, Lee Know, Changbin, Hyunjin, Han, Felix, Seungmin e I.N. Distribuição no Brasil: Universal Pictures. Duração: a confirmar. Cenas pós-créditos: não.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

.: Quais as cenas adicionais de "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei"?


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.

A reestreia de "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei" na Rede Cineflix e em cinemas brasileiros, neste sábado, dia 24 de janeiro, em versão estendida, recoloca na tela grande o capítulo final da trilogia dirigida por Peter Jackson, agora como parte das comemorações pelos 25 anos de "A Sociedade do Anel", adaptação do clássico de J. R. R. Tolkien. Lançado originalmente em 2003, o longa-metragem - vencedor de 11 Oscars, incluindo Melhor Filme, Diretor e Roteiro Adaptado - volta ao circuito, quando a Warner Bros. Pictures promove a exibição integral da trilogia em sessões especiais, um filme por dia, sempre em versão legendada. Trata-se de um convite tanto à memória afetiva de uma geração quanto à descoberta, em escala monumental, de uma das experiências cinematográficas mais ambiciosas do século XXI.

Concluindo a jornada iniciada dois anos antes, "O Retorno do Rei" acompanha a aproximação do desfecho da Guerra do Anel. Enquanto Frodo (Elijah Wood) e Sam (Sean Astin) avançam rumo à Montanha da Perdição, enfrentando o esgotamento físico e a manipulação final de Gollum (Andy Serkis), os povos livres da Terra-média se reúnem para resistir ao cerco de Sauron. Gandalf (Ian McKellen) tenta salvar Minas Tirith do colapso moral e político imposto por Denethor (John Noble), Aragorn (Viggo Mortensen) assume o peso de sua herança e lidera homens, elfos e anões rumo a uma última esperança, enquanto Éowyn (Miranda Otto) rompe expectativas e protagoniza um dos momentos mais emblemáticos da saga.

Dirigido por Peter Jackson e escrito por ele em parceria com Fran Walsh e Philippa Boyens, a partir da obra de J.R.R. Tolkien, o filme encerra a trilogia com uma combinação rara de espetáculo épico, emoção íntima e rigor técnico. Não por acaso, tornou-se a maior bilheteria mundial de 2003, ultrapassando a marca de US$ 1,1 bilhão, além de figurar entre os títulos mais premiados da história do cinema. Para a crítica internacional, de veículos como The New York Times, The Guardian e Variety, o longa-metragem consolidou o feito de transformar uma obra considerada “infilmável” em fenômeno cultural e industrial, capaz de dialogar com públicos distintos sem sacrificar densidade dramática ou coerência narrativa.

A diferença entre a versão exibida originalmente nos cinemas e a versão estendida agora reapresentada é substancial e vai além do mero acréscimo de minutos. O corte de cinema tem cerca de 201 minutos; a versão estendida ultrapassa 250, acrescentando aproximadamente 50 minutos de cenas inéditas ou ampliadas. Esses acréscimos aprofundam personagens, relações políticas e consequências morais da guerra. Há mais tempo dedicado à loucura de Denethor, ao desgaste psicológico de Frodo, ao protagonismo de Éowyn no campo de batalha e, sobretudo, à dimensão simbólica do poder. 



Quais são as cenas adicionais de "O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel" (com spoiller)
Na versão estendida de "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei", a narrativa ganha fôlego adicional e densidade dramática logo nos primeiros movimentos. Após a vitória em Isengard, Saruman surge novamente no alto da torre de Orthanc, protagonizando uma cena ausente do corte de cinema. O antigo mago enfrenta Gandalf, Théoden e Aragorn em um embate verbal carregado de ironia, ressentimento e decadência moral. A sequência encerra definitivamente seu arco, revelando o custo da corrupção pelo poder e oferecendo um desfecho mais coerente para um personagem central da trilogia.

Em Minas Tirith, a versão estendida aprofunda o colapso psicológico de Denethor. Cenas adicionais mostram sua relação abusiva com Faramir, marcada por humilhação e desprezo, deixando mais explícito o contraste entre o amor perdido por Boromir e a rejeição ao filho sobrevivente. O uso do Palantír por Denethor é sugerido de forma mais clara, reforçando que sua loucura não é apenas fruto do desespero, mas também da influência direta de Sauron. Gandalf, por sua vez, ganha mais espaço como figura política e estratégica, não apenas como guia espiritual.

A jornada de Aragorn, Legolas e Gimli pela Senda dos Mortos é significativamente expandida. O Exército dos Mortos não surge apenas como um recurso narrativo imediato, mas como um desafio moral e simbólico: almas presas por juramentos quebrados, que exigem de Aragorn mais do que coragem: querem legitimidade, palavra e liderança. O encontro é mais tenso, sombrio e ritualístico, reforçando o peso histórico da linhagem do herdeiro de Isildur.

A Batalha dos Campos de Pelennor também se torna mais extensa e brutal. Há novas escaramuças, maior atenção aos horrores da guerra e ao impacto humano do conflito. Merry e Éowyn ganham cenas adicionais após a queda do Rei-Bruxo de Angmar, enfatizando não apenas o heroísmo do feito, mas suas consequências físicas e emocionais. Éowyn, ferida e exausta, deixa de ser apenas símbolo de bravura para se tornar corpo vulnerável em meio à devastação.

Um dos acréscimos mais emblemáticos ocorre diante do Portão Negro. A Boca de Sauron aparece como emissário do mal, exibindo supostos pertences de Frodo e provocando desespero nos líderes aliados. A cena explicita a guerra psicológica travada por Sauron e testa os limites da esperança de Aragorn e Gandalf, reforçando que a batalha final não se dá apenas com espadas, mas com informação, medo e manipulação.

Em Mordor, a caminhada de Frodo e Sam é prolongada por momentos de silêncio, exaustão e desespero. A versão estendida enfatiza o colapso físico de Frodo e a solidão radical da missão, enquanto Sam assume, de forma ainda mais clara, o papel de sustentação ética e afetiva da jornada. A tensão com Gollum é ampliada, tornando seu fim ainda mais trágico e inevitável.

O pós-guerra também ganha novos contornos. A coroação de Aragorn é mais cerimonial, reforçando a restauração simbólica da ordem. Os reencontros são mais demorados, permitindo que o espectador assimile o custo emocional da vitória. Por fim, a despedida nos Portos Cinzentos é estendida, sublinhando a melancolia que atravessa o encerramento da trilogia: a vitória sobre o mal não apaga as marcas deixadas pelo caminho, e nem todos podem permanecer no mundo que ajudaram a salvar.


Ficha técnica
“O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei” | “The Lord of the Rings: The Return of the King” (título original) | “O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei” (título em Portugal)
Gênero: fantasia épica, aventura. Classificação indicativa: 12 anos. Ano de produção: 2003. Idioma: inglês. Direção: Peter Jackson. Roteiro: Peter Jackson, Fran Walsh e Philippa Boyens (baseado na obra de J.R.R. Tolkien). Elenco: Elijah Wood, Sean Astin, Ian McKellen, Viggo Mortensen, Orlando Bloom, Miranda Otto, Andy Serkis, Cate Blanchett, Hugo Weaving, entre outros. Distribuição no Brasil: Warner Bros. Pictures. Duração: 251 min (versão estendida). Cenas pós-créditos: não.

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Cineflix Miramar | Santos
Dia 22 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel" | Sala 3 | 18h00
Dia 23 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - As Duas Torres" | Sala 3 | 18h00
Dia 24 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei" | Sala 3 | 18h00
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo. Ingressos neste link.







.: No Sesc Digital, drama "Bom Trabalho" é inspirado em romance "Billy Budd"


Em cartaz no site sesc.digital e no app Sesc Digital, o drama "Bom Trabalho", de Claire Denis, revisita a masculinidade, o desejo e o autoritarismo em uma história inspirada pelo romance "Billy Budd" de Herman Melville, ambientada na Legião Estrangeira. 

No filme, o oficial da Legião Estrangeira, Galoup, relembra sua vida outrora gloriosa, liderando tropas no Golfo de Djibouti. Sua existência lá era feliz, estrita e regrada, mas a chegada de um jovem recruta promissor, Sentain, planta as sementes do ciúme na mente de Galoup. Acesse gratuitamente sesc.digital neste link. Ou baixe o aplicativo, disponível para download nas lojas Google Play e App Store.


"Bom Trabalho"
Direção: Claire Denis | França | 1999 | 91 minutos | Ficção | 16 anos
Elenco: Denis Lavant (Galoup), Michel Subor (Bruno Forestier) e Grégoire Colin (Gilles Sentain). 
Disponível até 20 de março de 2026  


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.: TV Cultura exibe documentário inédito sobre o escritor Otto Lara Resende


Neste sábado, dia 24 de janeiro, a TV Cultura leva ao ar o documentário inédito "Otto: De Trás P/ Diante", sobre o escritor e jornalista Otto Lara Resende (1922-1992), dirigido por Helena Lara Resende e Marcos Ribeiro. A exibição acontece às 23h00. Para contar essa história, foi recriado o escritório na casa de campo que pertenceu ao escritor. 

O ator Rodolfo Vaz interpreta Otto; a atriz Júlia Lemmertz lê trechos de sua obra; e a viúva, Helena Pinheiro de Lara Resende, e sua filha temporã, a jornalista Helena Lara Resende, revelam bilhetes e trechos de cartas inéditos. O jornalista e escritor Humberto Werneck também participa do filme, pontuando e comentando fatos da vida de Otto. Tal qual o seu personagem, o filme é acessível a todos, seja através da emoção, do informação, da reflexão, do humor, e sobretudo através de sua humanidade. Compre os livros de Otto Lara Resende neste link.

.: Documentário "Limpam com Fogo" investiga incêndios em favelas de SP


Em cartaz no site sesc.digital e no app Sesc Digital, o documentário brasileiro "Limpam com Fogo", de Rafael Crespo, Conrado Ferrato e César Vieira, investiga incêndios em favelas paulistanas, revelando as engrenagens da especulação imobiliária e suas conexões com o poder público, enquanto os moradores encontram dificuldade para receber ajuda, denunciar e garantir seu direito à moradia. 

Entre análises de especialistas e depoimentos marcantes das vítimas, o filme investiga os reais motivos por trás da seletividade do fogo, e explora a relação entre empresas do setor imobiliário e os vereadores que participaram da CPI dos Incêndios em Favelas na Câmara dos Vereadores de São Paulo. Acesse gratuitamente sesc.digital neste link. Ou baixe o aplicativo, disponível para download nas lojas Google Play e App Store.


"Limpam com Fogo"
Direção: Rafael Crespo, Conrado Ferrato e César Vieira | Brasil | 2016 | 84min | Documentário | 14 anos
Disponível até 20 de março de 2026  


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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

.: E os indicados ao Oscars 2026 foram... "O Agente Secreto" garante quatro

A cerimônia da 98ª edição do Oscars, marcada para o dia 15 de março de 2026 e o Brasil garantiu quatro indicações ao Oscar 2026, como filme brasileiro "O Agente Secreto", dirigido por Kleber Mendonça Filho. São elas: "Melhor Filme", "Melhor Filme Estrangeiro", "Melhor Ator" (que faz história como o primeiro brasileiro indicado nesta categoria principal) e "Melhor Direção de Elenco", nova categoria. Antes do Oscar, o filme nacional já havia vencido prêmios importantes como o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama para Wagner Moura. 

O anúncio feito em 22 de janeiro de 2026 também trouxe outro feito, colocando o longa "Pecadores" em destaque como o filme com mais indicações ao prêmio, somando 16, duas a mais do que "A Malvada "(1950), "Titanic" (1997) e "La La Land: Cantando Estações" (2016). Até então, o recorde era dividido entre os três filmes, somando 14 indicações. Assim, "Pecadores" representa uma ameaça ao favoritismo de "Uma Batalha Após a Outra", que tem 13. Confira a lista dos indicados!


Melhor Filme

O Agente Secreto

Uma Batalha Após a Outra

Bugonia

F1: O Filme

Frankenstein

Hamnet

Pecadores

Marty Supreme

Valor Sentimental

Sonhos de Trem

Melhor Filme Internacional

O Agente Secreto

Foi Apenas Um Acidente 

Valor Sentimental

Sirat 

A Voz de Hind Rajab 

Melhor Ator

Timothée Chalamet - Marty Supreme

Ethan Hawke - Blue Moon

Wagner Moura - O Agente Secreto

Michael B. Jordan - Pecadores

Leonardo DiCaprio - Uma Batalha Após a Outra


Melhor Atriz

Jessie Buckley - Hamnet

Rose Byrne - Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria

Kate Hudson - Song Song Blue: Um Sonho a Dois

Renate Reinsve - Valor Sentimental

Emma Stone - Bugonia


Melhor Direção

Chloé Zhao - Hamnet

Josh Safdie - Marty Supreme

Paul Thomas Anderson - Uma Batalha Após a Outra

Joachim Trier - Valor Sentimental

Ryan Coogler - Pecadores


Melhor Ator Coadjuvante

Benício Del Toro - Uma Batalha Após a Outra

Jacob Elordi - Frankenstein

Sean Penn - Uma Batalha Após a Outra

Delroy Lindo - Pecadores

Stellan Skarsgård - Valor Sentimental


Melhor Atriz Coadjuvante

Elle Fanning - Valor Sentimental

Inga Ibsdotter Lilleaas - Valor Sentimental

Teyana Taylor - Uma Batalha Após a Outra

Wunmi Mosaku - Pecadores

Amy Medigan - A Hora do Mal (Leia nossa crítica)


Melhor Roteiro Original

Blue Moon

Foi Apenas Um Acidente

Marty Supreme

Valor Sentimental

Pecadores


Melhor Roteiro Adaptado

Bugonia

Frankenstein

Hamnet

Uma Batalha Após a Outra

Sonhos de Trem

Melhor Direção de Elenco

Hamnet

Marty Supreme

Uma Batalha Após a Outra

O Agente Secreto

Pecadores


Melhor Animação

Guerreiras do K-Pop

Zootopia 2

Elio

Arco 

A Pequena Amélie


Melhor Documentário

Alabama: Presos do Sistema

Embaixo da Luz de Neon

Rompendo Rochas

Mr. Nobody Against Putin

A Vizinha Perfeita (Leia nossa crítica)


Melhor Fotografia

Marty Supreme

Frankenstein

Pecadores

Uma Batalha Após a Outra

Sonhos de Trem


Melhor Figurino

Avatar: Fogo e Cinzas

Frankenstein

Hamnet

Marty Supreme

Pecadores


Melhor Montagem

F1: O Filme

Marty Supreme

Uma Batalha Após a Outra

Valor Sentimental

Pecadores


Melhor Design de Produção

Frankenstein

Hamnet

Marty Supreme

Uma Batalha Após a Outra

Pecadores

Melhor Trilha Sonora

Bugonia

Frankenstein

Hamnet

Pecadores

Uma Batalha Após a Outra


Melhor Canção Original

"Dear Me" - Diane Warren: Relentless

"Golden" - Guerreiras do K-Pop

"I Lied to You" - Pecadores

"Sweet Dreams of Joy" - Viva Verdi

"Sonhos de Trem" - Sonhos de Trem


Melhor Maquiagem e Penteado

Frankenstein

Kokuho

Pecadores

Coração de Lutador: The Smashing Machine

A Meia-Irmã Feia


Melhor Som

F1: O Filme

Pecadores

Sirat

Frankenstein

Uma Batalha Após a Outra


Melhores Efeitos Visuais

Avatar: Fogo e Cinzas

F1: O Filme

Jurassic World: Recomeço

Pecadores

O Ônibus Perdido


Melhor Curta Animado

Butterfly

Forevergreen

The Girl Who Cried Pearls

Retirement Plan

The Three Sisters


Melhor Curta Documentário

All the Empty Rooms

Armed with a Only a Camera: The Life and Death of Brent Renaud

Children No More: "Were and Are Gone"

The Devil is Busy

Perfecly a Strangeness


Melhor Curta

Butcher's Stain

A Friend of Dorothy

Jane Austen's Period Drama

The Singers

Two People Exchanging Saliva


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.: Drama brasileiro "Meio Irmão" está em cartaz no Sesc Digital


Em cartaz no site sesc.digital e no app Sesc Digital, o drama brasileiro "Meio Irmão". Dirigido por Eliane Coster, o filme é uma narrativa urbana atravessada por ausências, violência LGBTQIAP+ e dilemas éticos no uso de imagens, ao acompanhar o reencontro tenso entre dois irmãos ligados mais por acontecimentos desesperadores do que pelo afeto.

No filme, a mãe de Sandra está sumida há dias. Desorientada e sem dinheiro, ela pede ajuda a Jorge, seu meio irmão com quem tem pouco contato. Ele, porém, enfrenta uma situação difícil: após gravar uma agressão homofóbica com o celular, passa a sofrer ameaças para não divulgar as imagens. Acesse gratuitamente sesc.digital neste link. Ou baixe o aplicativo, disponível para download nas lojas Google Play e App Store.


"Meio Irmão"
Direção: Eliane Coster | Brasil | 2019 | 97 minutos | Ficção | 16 anos
Elenco: Cris Lopes, Natália Molina, Diego Avelino, André Andrade, Eduarda Andrade 
Disponível até 20 de março de 2026  


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.: Quais as cenas adicionais de "O Senhor dos Anéis: As Duas Torres"?

P

Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.

A volta de "O Senhor dos Anéis: As Duas Torres" nesta sexta-feira, dia 23 de janeiro, chega à Rede Cineflix e aos cinemas de  agora em versão estendida, não é apenas um gesto comemorativo pelos 25 anos do início da trilogia dirigida por Peter Jackson, mas um convite raro para revisitar, em tela grande, um dos capítulos mais sombrios, políticos e belicamente sofisticados da história do cinema contemporâneo. Exibido novamente entre os dias 22 e 24 de janeiro, dentro da programação especial organizada pela Warner Bros. Pictures, o segundo filme da saga de J. R. R. Tolkien ganha nova densidade dramática ao apresentar cerca de 43 minutos adicionais em relação à versão exibida originalmente nos cinemas em 2002.

Lançado no Brasil em dezembro daquele ano, "As Duas Torres" consolidou a ambição estética e narrativa do projeto iniciado com "A Sociedade do Anel". A história se fragmenta em múltiplos núcleos, acompanhando a dissolução definitiva da antiga aliança e o avanço da guerra na Terra-média. Enquanto Frodo (Elijah Wood) e Sam (Sean Astin) seguem em direção a Mordor sob a tutela ambígua de Gollum (Andy Serkis), Aragorn (Viggo Mortensen), Legolas (Orlando Bloom) e Gimli (John Rhys-Davies) se veem arrastados para o conflito em Rohan, reino ameaçado pela máquina de guerra de Saruman (Christopher Lee).

A direção de Jackson, aliada ao roteiro assinado por Fran Walsh, Philippa Boyens, Stephen Sinclair e o próprio diretor, aposta menos no maravilhamento inaugural e mais na tensão moral, no peso das escolhas e na escalada da violência. A célebre Batalha do Abismo de Helm, marco técnico e narrativo do filme, permanece como uma das sequências de guerra mais influentes do cinema moderno, frequentemente citada pela crítica internacional - de The New York Times a The Guardian - como um divisor de águas no uso combinado de efeitos práticos, digitais e coreografia de massas.

A versão estendida, que agora retorna às salas brasileiras, aprofunda personagens e conflitos de maneira decisiva. Diferentemente do corte original, mais econômico e orientado pela fluidez da ação, a edição ampliada se permite respirar, olhar para trás e expandir dilemas. Um dos acréscimos mais significativos é o flashback em Osgiliath, que revela a relação entre Boromir (Sean Bean), Faramir (David Wenham) e Denethor (John Noble), oferecendo uma compreensão mais complexa da dinâmica familiar e da obsessão de Gondor pelo poder do Anel. Também ganham mais espaço o drama interno de Théoden (Bernard Hill), a melancolia de Éowyn (Miranda Otto) e o debate moral dos ents, liderados por Barbárvore, cuja indecisão frente à guerra passa a fazer mais sentido narrativo.

Do ponto de vista técnico, o filme permanece exemplar. A trilha sonora de Howard Shore, vencedora do Oscar, reforça identidades culturais e emocionais distintas; a fotografia de Andrew Lesnie alterna o épico grandioso com a intimidade sombria; e os efeitos visuais, que renderam à produção o Oscar da categoria, seguem impressionantes mesmo duas décadas depois. Não à toa, "As Duas Torres" alcançou 95% de aprovação no Rotten Tomatoes e ultrapassou a marca de US$ 947 milhões em bilheteria mundial, figurando entre os maiores sucessos comerciais da história.


Quais são as cenas adicionais de "O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel" (com spoiller)
A versão estendida de "O Senhor dos Anéis: As Duas Torres" começa expandindo o que o corte original apenas sugeria: as feridas políticas e afetivas abertas após a morte de Boromir. Em um longo flashback ambientado em Osgiliath, vemos o primogênito de Denethor sendo enviado para defender a cidade enquanto Faramir é humilhado publicamente pelo pai. A cena não apenas humaniza Boromir, como reposiciona Faramir como um personagem trágico desde a origem, marcado pela rejeição paterna e pela recusa em se render à lógica do poder a qualquer custo.

A jornada de Frodo, Sam e Gollum pelos Pântanos Mortos é consideravelmente ampliada. A câmera permanece mais tempo sobre os rostos submersos dos mortos da antiga guerra, e os diálogos adicionais entre Sam e Gollum aprofundam a ambiguidade moral da criatura, que passa a oscilar com mais clareza entre a submissão, o ressentimento e a manipulação. O Anel passa a pesar mais, não somente como objeto mágico, mas como instrumento psicológico de corrosão lenta.

Em Rohan, a versão estendida se detém no luto. O funeral de Théodred é mostrado com maior solenidade, permitindo que Théoden, Éowyn e Éomer expressem a dimensão íntima da perda. Há mais silêncio, mais tempo para o olhar vazio do rei e para a revolta contida de Éowyn, cuja dor deixa de ser apenas decorativa e se torna parte central da narrativa. Também se alongam os diálogos que revelam a fragilidade do reino diante da manipulação de Gríma Língua de Cobra.

Um dos acréscimos mais emblemáticos envolve Aragorn. Após o ataque dos wargs, a queda dele do penhasco não é apenas um momento de suspense, mas se transforma em um episódio de introspecção. Ferido, delirante, Aragorn revive sua ligação com Arwen em cenas oníricas que reforçam o conflito entre o amor e o dever. O reencontro com o cavalo Brego, que o resgata da morte, ganha contornos simbólicos mais fortes, sublinhando a ideia de retorno e resistência.

A passagem pela Floresta de Fangorn é substancialmente expandida. O conselho dos ents, o Entebate, é mostrado em toda a sua lentidão ancestral. Os diálogos adicionais evidenciam a recusa inicial dessas criaturas em se envolver na guerra dos homens, tornando sua decisão final - marchar contra Isengard após testemunhar a devastação da floresta - muito mais orgânica e politicamente carregada. 

No Abismo de Helm, a preparação para a batalha se alonga. Há mais interações entre soldados, mais despedidas silenciosas, mais sensação de que aquele pode ser o último amanhecer. A presença dos elfos liderados por Haldir ganha maior peso emocional, culminando em sua morte de forma ainda mais dilacerante. A batalha em si não é apenas maior, mas mais exaustiva, com pausas que permitem sentir o cansaço, o medo e a inevitabilidade do confronto.

Em Ithilien e Osgiliath, Faramir assume protagonismo ampliado. Sua resistência ao Anel é construída com mais camadas, reforçando o contraste direto com Boromir. O ataque do Nazgûl em Osgiliath é estendido, transformando a sequência em um momento de tensão quase insuportável, no qual Frodo chega perigosamente perto da rendição absoluta. Sam, por sua vez, ganha falas decisivas que reafirmam seu papel como âncora moral da narrativa.

O ataque dos ents a Isengard também se beneficia da ampliação. A destruição das forjas de Saruman é mais detalhada, mais violenta e mais simbólica, funcionando como catarse ecológica e política. Ao final, o filme se encerra com um tom ainda mais amargo: Frodo, Sam e Gollum seguem adiante, e a versão estendida deixa mais claro que aquela jornada já não admite retorno possível.


Ficha técnica
“O Senhor dos Anéis: As Duas Torres” | “The Lord of the Rings: The Two Towers”
Gênero: aventura, fantasia épica. Classificação indicativa: 12 anos. Ano de produção: 2002. Idioma: inglês. Direção: Peter Jackson. Roteiro: Fran Walsh, Philippa Boyens, Stephen Sinclair e Peter Jackson. Elenco: Elijah Wood, Ian McKellen, Viggo Mortensen, Sean Astin, Cate Blanchett, Orlando Bloom, John Rhys-Davies, Bernard Hill, Christopher Lee, Miranda Otto, David Wenham, Andy Serkis, Sean Bean, Karl Urban, Hugo Weaving, Liv Tyler. Distribuição no Brasil: Warner Bros. Pictures. Duração: cerca de 223 minutos (versão estendida). Cenas pós-créditos: não.

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As principais estreias da semana podem ser assistidas na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

Cineflix Miramar | Santos
Dia 22 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel" | Sala 3 | 18h00
Dia 23 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - As Duas Torres" | Sala 3 | 18h00
Dia 24 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei" | Sala 3 | 18h00
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo. Ingressos neste link.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

.: Quais as cenas adicionais de "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel"?


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.

Nesta quinta-feira, dia 22 de janeiro, estreia de “O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel” na Rede Cineflix e  cinemas de todo o Brasil, agora em versão estendida, recoloca na tela grande não apenas um fenômeno pop, mas um marco definitivo da história do cinema contemporâneo. Dirigido por Peter Jackson,  transformou um projeto considerado “infilmável” em um acontecimento que alterou a relação entre literatura, cinema de gênero e grande público, o filme que inaugurou a trilogia baseada na obra de J.R.R. Tolkien volta ao circuito exibidor como celebração dos 25 anos do lançamento original, reafirmando o impacto estético, narrativo e industrial de uma produção que redefiniu o cinema épico no início do século XXI.

Lançado originalmente em 2001, no Brasil em 2002 por conta de "Xuxa e os Duendes", leia esta história aqui, o longa-metragem apresenta a Terra-média a partir da jornada de Frodo Bolseiro (Elijah Wood), um hobbit encarregado de destruir o anel - artefato forjado pelo Senhor do Escuro, Sauron, e capaz de subjugar todos os povos livres. Ao redor dessa missão, Peter Jackson constrói um épico de fôlego clássico, sustentado por um elenco coral que inclui Ian McKellen como o mago Gandalf, Viggo Mortensen no papel de Aragorn, Liv Tyler como Arwen, Cate Blanchett como Galadriel e Sean Astin como o inesquecível Samwise Gamgee. O roteiro, assinado por Jackson, Fran Walsh e Philippa Boyens, opta por condensações e ajustes narrativos em relação ao romance original, mas preserva o eixo moral da obra: a tensão entre poder, responsabilidade e sacrifício.

A nova exibição ganha peso adicional por apresentar a versão estendida, lançada originalmente em home video e hoje tratada por muitos fãs como a forma “definitiva” do filme. Em termos objetivos, a diferença é clara: enquanto a versão exibida nos cinemas em 2001 tem 178 minutos, a edição estendida chega a aproximadamente 208 minutos, com cerca de 30 minutos adicionais. As cenas incluídas aprofundam personagens, relações e o próprio funcionamento da Terra-média. 

Entre os acréscimos mais relevantes estão momentos mais longos no Condado, que reforçam o contraste entre a vida simples dos hobbits e a ameaça que se aproxima; a chamada “Conspiração do Anel”, em que Merry, Pippin e Sam revelam já saber da missão de Frodo, dando mais densidade à amizade entre eles; trechos ampliados do Conselho de Elrond, que tornam mais claros os impasses políticos entre elfos, homens e anões; além de passagens adicionais em Lothlórien, com destaque para a origem e o valor simbólico do lembas e para os presentes oferecidos por Galadriel à Sociedade. Há ainda pequenos, mas significativos, ajustes de ritmo e continuidade que tornam a narrativa mais coesa e emocionalmente envolvente.

Filmado majoritariamente na Nova Zelândia, com fotografia de Andrew Lesnie e trilha sonora de Howard Shore - vencedora do Oscar -, o filme consolidou um novo padrão técnico para o cinema fantástico, especialmente no uso integrado de efeitos visuais, cenografia real e paisagens naturais. O impacto foi imediato: mais de 887 milhões de dólares em bilheteria mundial, quatro estatuetas do Oscar e um lugar garantido na memória afetiva de diferentes gerações de espectadores. Em 2021, o reconhecimento institucional veio com a inclusão do longa no Registro Nacional de Filmes da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que o classificou como cultural, histórica e esteticamente significativo.


Quais são as cenas adicionais de "O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel" (com spoiller)

A versão estendida de “O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel” não altera o arco central da narrativa, mas costura uma série de cenas que aprofundam personagens, relações e a própria lógica da Terra-média. Vistas em conjunto, essas sequências funcionam quase como uma “sinopse paralela”, revelando camadas que a versão exibida nos cinemas apenas sugeria.

Logo no início, o Condado ganha mais tempo. Há cenas adicionais que mostram Bilbo lidando com a passagem do tempo após deixar Frodo com a herança do Anel, incluindo conversas mais longas sobre seus escritos e seu cansaço existencial. Gandalf também permanece mais tempo entre os hobbits, reforçando sua desconfiança crescente em relação ao objeto deixado por Bilbo e a tranquilidade apenas aparente daquele mundo rural que está prestes a ser abalado.

A partida de Frodo do Condado é ampliada por uma sequência crucial conhecida entre os fãs como a “Conspiração do Anel”. Nela, Sam, Merry e Pippin revelam que sempre souberam da missão de Frodo e que o seguem por escolha. Esse momento transforma a amizade entre eles em um pacto consciente, diminuindo o tom acidental da jornada e reforçando a ideia de lealdade como força motriz da história.

No caminho até Bri, os Nazgûl são apresentados de forma mais ameaçadora, com perseguições estendidas que intensificam a sensação de cerco. Em Bri, há cenas adicionais dentro da estalagem do Pônei Saltitante que aprofundam a tensão entre Aragorn e os hobbits, além de pequenos gestos que constroem a confiança gradual entre eles. Aragorn, aliás, ganha mais tempo de tela introspectivo, sugerindo desde cedo o peso de sua herança e sua relutância em aceitá-la.

Em Valfenda, a versão estendida desacelera o ritmo para expandir o Conselho de Elrond. Há diálogos adicionais que explicitam os ressentimentos históricos entre elfos e anões, bem como a desconfiança em relação aos homens. Boromir surge menos como antagonista impulsivo e mais como alguém esmagado pela responsabilidade de defender Gondor. A decisão de Frodo de aceitar a missão, nesse contexto ampliado, soa ainda mais desesperada - e, paradoxalmente, mais corajosa.

A travessia da montanha Caradhras também é estendida, com discussões internas da Sociedade que evidenciam o desgaste físico e emocional do grupo antes mesmo de chegarem às Minas de Moria. Já em Moria, além de pequenos acréscimos de exploração do espaço, há um momento mais longo de luto após a queda de Gandalf, permitindo que o impacto da perda seja sentido coletivamente, e não apenas como choque narrativo.

Lothlórien talvez seja o trecho mais enriquecido pela edição estendida. Galadriel e Celeborn têm diálogos adicionais que esclarecem o papel político e espiritual daquele reino élfico. Frodo e Galadriel compartilham mais tempo juntos, aprofundando a dimensão profética do encontro entre ambos. É também nesse trecho que surgem explicações mais claras sobre o lembas, o pão élfico, e sobre os presentes dados a cada membro da Sociedade - elementos que terão consequências diretas nos filmes seguintes.

Durante a jornada pelo rio Anduin, há cenas que reforçam a tensão crescente em torno de Boromir e sua obsessão pelo Anel. Seu conflito interno deixa de ser abrupto e passa a ser construído em pequenos gestos e olhares, preparando melhor o terreno para sua queda moral. Em Parth Galen, o confronto entre Boromir e Frodo ganha nuances adicionais de culpa, desespero e arrependimento.

O desfecho da versão estendida se alonga levemente para mostrar as consequências imediatas da dissolução da Sociedade. A decisão de Frodo de seguir sozinho é cercada de mais silêncio e hesitação, enquanto a escolha de Sam de acompanhá-lo assume contornos ainda mais emocionais. Paralelamente, Aragorn, Legolas e Gimli discutem com mais clareza o novo rumo que devem tomar, reforçando a sensação de que aquela não é uma pausa entre filmes, mas o fim definitivo de um primeiro capítulo.


Ficha técnica
“O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel” | “The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring” (título original) | “O Senhor dos Anéis: A Irmandade do Anel” (título em Portugal)
Gênero: fantasia épica, aventura. Classificação indicativa: 12 anos. Ano de produção: 2001. Idioma: inglês. Direção: Peter Jackson. Roteiro: Peter Jackson, Fran Walsh e Philippa Boyens, baseado na obra de J.R.R. Tolkien. Elenco: Elijah Wood, Ian McKellen, Viggo Mortensen, Sean Astin, Liv Tyler, Cate Blanchett, Orlando Bloom, Sean Bean, Hugo Weaving, Ian Holm, Christopher Lee, entre outros. Distribuição no Brasil: Warner Bros. Pictures / New Line Cinema. Duração: aproximadamente 208 minutos (versão estendida). Cenas pós-créditos: não.

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As principais estreias da semana podem ser assistidas na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

Cineflix Miramar | Santos
Dia 22 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel" | Sala 3 | 18h00
Dia 23 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - As Duas Torres" | Sala 3 | 18h00
Dia 24 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei" | Sala 3 | 18h00
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo. Ingressos neste link.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

.: Crítica: "O Diário de Pilar na Amazônia" dá recado de conscientização

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em janeiro de 2025


"O Diário de Pilar na Amazônia", que surgiu para o púbico, há 25 anos, por meio de um livro escrito por Flávia Lins e Silva, anos depois chegou os palcos de teatro, está em cartaz nos cinemas com uma história de conscientização para a preservação da natureza. O longa de aventura e fantasia que agrada a todos da família, encanta o público de idades diferentes nas salas de cinemas Cineflix.

produção começa com a trama da garota Pilar (Nina Flor) recebendo de seu avô Pedro (Roberto Bomtempo) uma rede amarela que é mágica. Logo depois, a menina fica indignada com a derrubada de uma árvore próxima a casa dela e resolve protestar. Contudo, após receber alguns sinais do item mágico, incluindo um gato, a menina e o amigo Breno (Miguel Soares) são embalados na rede a ponto de chegar na Amazônia.

Lá, esbarram em Maiara (Sophia Ataíde) que está perdida dos pais, após ter seu povoado destruído por criminosos ambientais. No caminho de promover o reencontro da garota com os pais, entra em cena Bira (Thúlio Naab). Com o quarteto formado e unido para enfrentar a missão de impedir a derrubada de mais árvores, na telona, os vilões caricatos de Emílio Dantas como Serra, Marcelo Adnet como Dr. Ernesto, Rafael Saraiva como Zé Minhoca e Babu Santana como Montanha acrescentam deboche com um toque de medo. É nítido o quanto a escalação do elenco foi certeira.

Nessa jornada, lendas brasileiras tornam a trama ainda mais rica, como por exemplo, a do Curupira, mesclando de modo agradável e envolvente a fantasia, sem deixar de acrescentar a educação ambiental e a identidade cultural. Ao longo de 1 hora e 30 minutos, a trama é desenvolvida sem subestimar a inteligência do público jovem, uma vez que o elenco mirim dá conta do recado, entregando com muita naturalidade a interpretação dos amigos que amam a natureza. 

O ritmo envolvente e fotografia impecável de "O Diário de Pilar na Amazônia", tornam o filme com direção de Duda Vaisman ("No Corre: Partiu Entrega") e Rodrigo Van Der Put ("Dois é Demais em Orlando"), uma produção cinematográfica brasileira de qualidade, desde a trama, incluindo todo o elenco, do mirim ao adulto, locações detalhadas e reviravoltas convincentes. Em certos momentos remete ao filme do mesmo gênero e também lindo "Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa".

De roteiro assinado por João Costa Van Hombeeck em parceria com a autora Flávia Lins e Silva, "O Diário de Pilar na Amazônia" dá vida à própria Amazônia que sofre ameaça severa, tendo ainda no elenco a atriz Nanda Costa, na pele da mãe de Pilar, uma jornalista, além de Rocco Pitanga, namorado da mãe da garota e Roberto Bomtempo, como o avô Pedro. 

Produzido pela Conspiração, com coprodução e distribuição da The Walt Disney Company no Brasil, o filme é um infantil que transita pela responsabilidade social, ética e a informação sobre a realidade do nosso clima ambiental reforçando a necessidade de preservação do que ainda nos resta da natureza. Vale a pena conferir e em família!


Em parceria com a Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN

O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Cineclube do Cineflix traz uma série de vantagens, entre elas ir ao cinema com acompanhante quantas vezes quiser - um sonho para qualquer cinéfilo. Além disso, o Cinema traz uma série de projetos, que você pode conferir neste link. Compre seus ingressos no Cineflix Cinemas Santos aqui: vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Siga: @maryellen.fsm

Ficha técnica
“O Diário de Pilar na Amazônia” (título original)

Gênero: aventura, drama, família. Classificação indicativa: livre. Ano de produção: 2025. Idioma: português. Direção: Duda Vaisman e Rodrigo Van Der Put. Roteiro: João Costa Van Hombeeck e Flávia Lins e Silva. Elenco: Lina Flor, Miguel Soares, Sophia Ataíde, Marcelo Adnet, Emílio Dantas, Babu Santana, Nanda Costa, Roberto Bomtempo. Distribuição no Brasil: The Walt Disney Company Brasil. Duração: 90 minutos. Cenas pós-créditos: não.

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