terça-feira, 13 de julho de 2021

.: Inspirado no filme "Luca", aprenda a fazer o clássico Macarrão ao Pesto


O filme “Luca” estreou no dia 18 de junho no Disney+. A produção tem a cultura e gastronomia da Itália como cenário. Quando a gente assiste, dá vontade de viajar para a Itália e comer um delicioso macarrão. Pensando nisso, separamos essa receitinha abaixo de um dos pratos que aparece na animação: o Macarrão ao Pesto.

Ambientada em uma bela cidade litorânea da Itália, a nova animação da Pixar e Disney, “Luca” - disponível no Disney+ - traz cenas de dar água na boca com a culinária típica italiana presente em diversos momentos do filme, como o clássico gelato e, claro, o tradicional Trenette al Pesto – mais conhecido no Brasil como Macarrão ao Pesto. É impossível não ficar com vontade! Por isso, preparamos uma receita inspirada no filme. Confira abaixo. Mãos na massa e buon apetito!


Ingredientes:


- Para a massa:

500g de trenette (ou qualquer massa que você goste)
100g de vagem cortada em pedaços
1 batata grande cortadas em cubos


- Para o molho pesto:

45 folhas ou 50g de manjericão genovês
2 dentes de alho
1 pitada de sal grosso
2 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
2 colheres de sopa de queijo pecorino ralado
30g de nozes
1/2 copo ou 100ml de azeite de oliva extra virgem


Modo de preparo:

- Coloque o manjericão e o alho em um pilão com uma pitada de sal grosso e triture, se preferir use um processador de alimentos
- Adicione lentamente o azeite
- A seguir adicione as nozes, o parmesão e o pecorino ralado
- A consistência deverá ser de um creme denso, se precisar, adicione mais um pouco de azeite
- Não cozinhe o manjericão, se estiver usando um processador, cuidado para não aquecer os ingredientes
- Ferva a água para o macarrão e quando ferver, adicione uma pitada de sal grosso
- Adicione o macarrão, a vagem e a batata
- Escorra a massa quando estiver cozida, mas ainda "al dente"
- Guarde um pouco da água do cozimento para o molho
- Coloque o pesto no fundo do prato
- Adicione algumas colheres da água do macarrão ao pesto
- Adicione o macarrão ao prato e misture bem


segunda-feira, 12 de julho de 2021

.: Capítulo 3: "As Winsherburgs" em "Anjos Choram - Maus Hábitos"


Por: 
Mary Ellen Farias dos Santos


O episódio do clarão e do zunido em altos decibéis estava praticamente esquecido na mente de Samantha. Enquanto observava Sam fazer um lanchinho de guloseimas diversas, como se não houvesse amanhã, Lolita estava num turbilhão interno, pensando mil e uma coisas. E o último item da lista era justamente aquela aparição. Vendo a tranquilidade no olhar de Samantha, Lola decidiu tirar o pensamento da figura confusa que se formou diante dos olhos dela.

- Vou me distrair no Tiktok da Donatella Fisherburg!

*  *  *

Meia hora depois, na Agência Winsherburg, o ambiente de trabalho era descontraído e totalmente calmo. Em busca de inspiração para a escrita, as gêmeas ouviam, em som ambiente, no modo repetição, o álbum “Never Gone”, dos Backstreet Boys que era da mãe delas quando jovem. Lola e Sam eram meninas vintage. Curtiam ter tudo o que a modernidade e a tecnologia ofereciam, mas sem largar o que amavam, ainda que, de certa forma fosse visto como obsoleto. Lá, no escritório, o antigo aparelho de som em uso ainda era um daqueles com leitor de CD. Fora presente de aniversário das meninas, quando ainda eram pequetitas, dado pelos avós paternos.

Sam ainda beliscava um docinho trazido por ela da Cafeteria Dollywood ao perguntar para Lola:

E o caso da Rua Bolívia? Encontrou algo interessante para começarmos o roteiro para “Minutos de medo”?

Antes que surgisse a resposta, o telefone tocou, mas um som agudo, saído do som, sobrepôs até mesmo a música por completo...

Lola tomou um grande susto, mas rapidamente percebeu que só precisava mexer um pouco no fio do aparelho por estar com mal contato pelo envelhecimento.

- Precisamos comprar outro cabo, Sam!

Samantha e Lolita tinham apoio do primo Apollo, professor de Língua Inglesa no “Cursinho Valença”. Ele era o braço direito das duas e trabalhava com elas na camaradagem, uma vez que manter o aluguel da salinha comercial estava muito pesado, por conta da pandemia de Covid-19. Os trabalhos congelaram por pelo menos três meses, menos as contas que continuaram chegando assiduamente. Para resolver a situação prestes a virar periclitante, Lola e Sam tinham o plano de buscar um sócio para a Agência.

Eis que Apollo, prestes a entrar no escritório, bem antes de desejar “boa tarde” para as duas, tropeçou no tapetinho da entrada. Resmungou algo que nenhuma das gêmeas entenderam, mas foi o suficiente para que Lola e Sam trocassem olhares e soubessem de quem se tratava.

- É o Apollo! – falaram juntas em meio a gargalhadas.

Ao abrir a porta, Apollo lançou um sorriso para as duas e deu o habitual cumprimento cheio de entusiasmo e com maior entonação do que o habitual.

- Boa tarde, primo!, respondeu Sam.

- Tudo bem, Apollo? Percebi que já chegou se embolando no capacho da entrada, né?, brincou Lola com a voz bastante sarcástica.

- Foi mal, meninas! Cheguei atrapalhado, mas trago coisa boa. Supimpa!

Sem conseguir segurar a empolgação, Apollo revela ter conversado com um amigo de longa data, da Universidade Santa Clara, com quem havia estudado há alguns anos.

- Esse bro não é fã de redes sociais. Acredita que teve o Orkut, na época, e agora usa, tipo que por obrigação, o WhatsApp?

As meninas acabaram trocando olhares por não entenderam bem onde essa conversa prometia chegar, até que Apollo parte para o fim da história.

- Primas, vou resumir: o cara, meu amigo Helder Lee, disse que quer ser sócio da Agência de Roteiros Winsherburgs! Ele é muito influente, tem conhecimento. Vocês sabem, né? Fora que ele tem nome. Tudo pode melhorar e não corremos mais o risco de, em último caso, trabalhar num quartinho pequeno na casa da tia Ellen.

As Winsherburgs adoravam blockbusters e sabiam muito bem que Helder foi o roteirista de recentes produções de sucesso absoluto como "Loucamente em fuga", “Para sempre Bela, sem a Fera” e "Ariel em perigo".

- Ele é muito famoso!, gritou Sam de modo esfuziante. E logo fez uma correção: - O texto dele!

Boquiabertas, a duas se abraçaram com os olhos cheios de lágrimas, enquanto Apollo, com um afago, se juntou no abraço. Após beijar a testa delas, disse como quem está em paz:

- Encontrei o sócio que precisávamos!

Assim que Apollo terminou a fala, Lola sentiu um arrepio na espinha.

Um vento forte fez a janela abrir bruscamente, levando todos os papeis que estavam empilhados na mesa do escritório para o chão. Foi quando Sam gritou abrindo os braços:

- Vento, ventania, me leve para os quatro cantos do mundo!

*  *  *

Na escola, quando Mary fazia com a amiga a aula optativa do dia que era sobre a História da Humanidade.

- Amiga, estou empolgada por causa dessa aula de História. Não vejo a hora de chegar em casa para pesquisar no computador sobre a relação entre os neandertais e o homo sapiens. Só de saber que os neandertais não foram dizimados pelo homo sapiens e só estavam em menor quantidade, é algo surreal. Na verdade, eles até se envolveram com os homo sapiens, mas não resistiram por muito tempo aqui na Terra.

Tarissa, amiga de Mary sorriu e suspirou antes de dizer baixinho:

- Amiga, você tem que usar seu interesse para ganhar dinheiro!

- Caraca! Os meus dados móveis acabaram justamente agora!, gritou Mary extremamente empolgada enquanto bateu a mão direita na mesa e foi baixando o tom da fala por perceber onde ainda estava.

O professor Cláudio, mesmo estando na outra ponta da sala repreendeu a dupla:

- As duas aí... Que gritaria é essa?

Todos na sala olharam para elas. Se existisse um buraco de tamanho suficiente para elas enfiarem as suas cabeças, seria pra lá de bem-vindo. O mais insano é que Mary conversava com Tarissa, mas sobre o conteúdo da aula. Mas, quem iria acreditar, né?!

Cláudio aproveitou o silêncio constrangedor e avisou: - Vocês têm cinco minutinhos para guardar o material. Nosso encontro de hoje fica por aqui. Os estudantes da única sala de 1º ano do Ensino Médio do Colégio Santa Helena ficaram a postos, ansiosos para serem liberados, mas Mary permaneceu parada olhando fixamente para a pedra que tinha pegado lá na Agência das irmãs.

- Que brilho!

*  *  *

My bad habits lead to wide eyes starin' at space

And I know I'll lose control of the things that I say

 

Bad Habits. Ed Sheeran


*~~~~ Capítulo 4: "As Winsherburgs" em "Um Passo Mais Perto" ~~~~*


*Mary Ellen Farias dos Santos é criadora e editora do portal cultural Resenhando.com. É formada em Comunicação Social - Jornalismo, pós-graduada em Literatura, licenciada em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos e formada em Pedagogia pela Universidade Cruzeiro do Sul. Twitter: @maryellenfsm



Assista como história ilustrada


.: Teatro grátis: Camila dos Anjos e Iuri Santana em "A Catástrofe do Sucesso"


Nesta quarta-feira, dia 14, Camila dos Anjos e Iuri Santana apresentam direto do Sesc Santo André o espetáculo "A Catástrofe do Sucesso". A obra é resultado de uma pesquisa sobre a vida e a obra de Tennessee Williams. Foto: Bob Souza

Há pouco mais de um ano no ar, o #EmCasaComSesc segue em 2021 com uma programação diversificada de espetáculos ao vivo na internet. São shows, apresentações de teatro e dança, e espetáculos para crianças e famílias, sempre mesclando artistas e companhias consagrados no cenário brasileiro com novos talentos. As transmissões acontecem de terça a domingo, às 19h, no Instagram Sesc Ao Vivo - instagram.com/sescaovivo - e no YouTube Sesc São Paulo - youtube.com/sescsp - exceto a apresentação para crianças, aos sábados, que ocorre às 15h .

Parte das transmissões é realizada diretamente das unidades do Sesc São Paulo, sem presença do público no local e seguindo todos os protocolos de segurança de prevenção à Covid-19. Além disso, as apresentações também são transmitidas da casa ou do estúdio de trabalho dos artistas. Tudo em conformidade com as medidas estipuladas pelo Plano São Paulo.

Nesta quarta-feira, dia 14, a programação Teatro #EmCasaComSesc recebe Camila dos Anjos e Iuri Santana com o espetáculo "A Catástrofe do Sucesso". Resultado de uma pesquisa sobre a vida e a obra de Tennessee Williams (1911-1983), a montagem, que tem direção de Marco Antônio Pâmio, é composta dos textos "Mister Paradise" e "Fala Comigo Como a Chuva e Me Deixa Escutar" e do artigo autobiográfico "A Catástrofe do Sucesso", todos do dramaturgo norte-americano.

A peça marca a continuidade da parceria de Camila dos Anjos e Marco Antônio Pâmio, que em 2014 montaram "Propriedades Condenadas" - união de dois textos curtos de Williams: "Esta Propriedade Está Condenada" e "Por Que Você Fuma Tanto, Lily?". Em "A Catástrofe do Sucesso", a dupla optou por exibir as peças na íntegra e em sequência, entremeadas por trechos do artigo de Tennessee Williams. Os textos, escritos entre as décadas de 1930 e 1950, se mostram contemporâneos e pertinentes aos dias de hoje.

Em "Fala Comigo Como a Chuva e Me Deixa Escutar", primeira parte da peça, um homem e uma mulher mantêm uma relação distante, em um quarto mobiliado na Oitava Avenida de Manhattan. A situação em que vivem é precária e sem esperança de mudança. Ele começa a narrar para ela o pouco que recorda da noite anterior e propõe uma reaproximação. Para confrontar a solidão de seu presente, a mulher começa, em uma espécie de transe, a narrar um futuro repleto de situações que não acontecerão. Em sua imaginação, ela se registrará sob um nome falso, em um pequeno hotel da costa, onde envelhecerá sem nenhum tipo de contato social.

Já "Mister Paradise" fala de uma garota que encontra em um antiquário um livrinho de versos que servia como calço para uma mesa. Encantada com a poesia contida na obra, ela começa a escrever cartas para o autor. Não obtendo resposta, decide ir até a residência de Mister Paradise, o autor do livro, com o objetivo de conhecê-lo e de resgatar sua obra esquecida. Há um embate entre eles, pois Mister Paradise é extremamente descrente em relação ao poder que a arte pode exercer na sociedade atual. Após a apresentação, o diretor e o elenco participam de um bate-papo com o público. Classificação indicativa: 16 anos.


#EmCasaComSesc em 2020
A série #EmCasaComSesc teve início em abril de 2020, com um conjunto de transmissões ao vivo das linguagens artísticas de Música, Teatro e Dança, espetáculos para Crianças e atividades do Esporte - que somaram 13,5 milhões de visualizações, até dezembro do ano passado, no total de 434 espetáculos. Para conferir ou revisitar o acervo completo disponível, acesse: youtube.com/sescsp.


+Ação urgente contra a fome
Com o objetivo de ampliar a rede de solidariedade para levar comida às pessoas em situação de vulnerabilidade social, o Sesc São Paulo, em parceria com o Senac São Paulo, realiza campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis nas unidades do Sesc e Senac em todo o estado. São mais 100 pontos de coleta na capital, região metropolitana, interior e litoral. As doações são distribuídas às instituições sociais parceiras do Mesa Brasil Sesc, que repassam os itens para as 120 mil famílias assistidas. 

A Ação Urgente contra a Fome é uma iniciativa do Sesc São Paulo, por intermédio do Mesa Brasil Sesc, programa criado pela instituição há 26 anos que busca alimentos onde sobra para distribuir aos lugares em que falta. O que doar: alimentos não perecíveis como arroz, feijão, leite em pó, óleo, fubá, sardinha em lata, macarrão, molho de tomate, farinha de milho e farinha de mandioca. O Sesc conscientiza a população sobre importância da doação responsável, com itens de qualidade e dentro da validade. Saiba +: sescsp.org.br/doemesabrasil.


Mesa Brasil Sesc São Paulo
Paralelamente à campanha Ação Urgente contra Fome, a rede de solidariedade que une empresas doadoras e instituições sociais cadastradas segue suas atividades, buscando onde sobra e entregando em lugares onde falta, contribuindo para a redução da condição de insegurança alimentar de crianças, jovens, adultos e idosos e a diminuição do desperdício de alimentos.

Hoje, dezenove unidades do Sesc no estado - na capital, interior e litoral - operam o Mesa Brasil. As equipes responsáveis pela coleta e entrega diária de alimentos foram especialmente capacitadas para os protocolos de prevenção à Covid-19, com todas as informações e equipamentos de proteção individuais e coletivos necessários para evitar o contágio.

.: MASP apresenta trabalhos de Regina Vater, pioneira do vídeo no Brasil


"Conselhos de Uma Lagarta", 1976, stills

Até dia 15 de agosto, o MASP apresenta a "Sala de Vídeo: Regina Vater". Nela, a instalação "Conselhos de Uma Lagarta" (1976), de Regina Vater, uma das pioneiras da videoarte no Brasil, será remontada. Neste trabalho, um dos mais icônicos da artista, Vater intercala sua imagem, filmada durante meses no mesmo ponto de sua casa, com trechos do livro "Alice no País das Maravilhas" em que a protagonista e a lagarta conversam sobre a passagem do tempo e as transformações do corpo.

"A instalação se conecta especialmente a este contexto particular de mais de uma ano de vida pandêmica, em que nos comunicamos e nos vemos regularmente por meio de chamadas em vídeo, colocando duas telas para dialogar frente a frente no espaço expositivo", comenta Guilherme Giufrida, curador da mostra. Também são mostrados os dois vídeos da série "ART" (1978), "Vídeo ART e ARTropophagy", um dos marcos da arte conceitual brasileira.

Ao longo de 2021 e de 2022, a programação da sala de vídeo integra o ciclo das "Histórias Brasileiras no MASP", e este ano inclui trabalhos de Ana Pi, Teto Preto, Regina Vater, Zahy Guajajara e Dominique Gonzalez-Foerster.

.: "Encontros com Escritores" do Museu Ema Klabin recebe Adriana Lisboa


Por motivos alheios à vontade da escritora Adriana Lisboa e da professora Ana Beatriz Demarchi Barel,  o Encontro com Escritores: outros olhares, programado para o próximo dia 28  de julho,  17 horas,  precisou ser cancelado, sem data prevista para sua realização. Atualizado em 21 de julho de 2021.

O mês de julho tem uma série de atividades culturais imperdíveis. Um encontro com a premiada escritora Adriana Lisboa, um curso  que coloca em pauta a relevância e a visibilidade dos intelectuais negros brasileiros, além de palestra e um bate-papo com artistas contemporâneos. Todas as atividades são online e gratuitas. É só se inscrever no site da Casa Museu Ema Klabin. Foto: Graça Castanheira


Julho vem repleto de atividades culturais na Casa Museu Ema Klabin. O programa  "Encontros com Escritores: Outros Olhares" promove lives com grandes nomes da literatura. A convidada de julho é a escritora Adriana Lisboa, ganhadora do Prêmio Moinho Santista pelo conjunto da obra, com livros traduzidos em mais de 20 países.

Além do encontro literário, a programação traz curso e palestra com assuntos relevantes. Para falar da visibilidade dos intelectuais negros brasileiros, a casa museu realiza o curso “Nativismo Negro - Intelectuais e Artistas Negros no Pós-abolição”.

Quem adora arte não pode perder o encontro Arte-papo que dá voz aos artistas contemporâneos em um bate-papo descontraído. Em julho, o tema abordado será “artes em tempos de exceção”. A programação contará ainda com a palestra “Exposições, Museus e Periferias: Diálogos”. Todos os eventos são online e gratuitos e as inscrições já podem ser realizadas no site do museu: http://emaklabin.org.br/

A palestra, o curso e o ciclo de encontros com escritores têm apoio cultural da plataforma Benfeitoria e da Sitawi, no âmbito do projeto Digitalização da Coleção Ema Klabin - Matchfunding BNDES+ 2020. Já o Programa Arte-papo tem apoio cultural do Governo do Estado de São Paulo, por meio do ProAC ICMS da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, e patrocínio da Klabin S.A. Confira :


Curso "Nativismo Negro - Intelectuais e Artistas Negros no Pós-abolição"
Uma das principais novidades do debate público brasileiro tem sido a relevância e a visibilidade dos intelectuais negros brasileiros. O eurocentrismo do currículo pedagógico das escolas e universidades, a importância de uma literatura autoproclamada negra e periférica, o boom do feminismo negro, bem como a republicação de autores como Abdias do Nascimento, Lélia Gonzales, Beatriz Nascimento, Clóvis Moura e Maria Carolina de Jesus por grandes editoras brasileiras são evidências desse processo.  Entretanto, o conhecimento da história intelectual dos negros brasileiros ainda é bastante restrito ao período atual e à segunda metade do século vinte. O curso ministrado por Matheus Gato de Jesus, professor do Departamento de Sociologia (Unicamp) pretende enfrentar essa lacuna abordando a trajetória social e obras de autores negros brasileiros. Dias 10, 17 e 24 de julho, das 11h às 13h30. 95 vagas. Gratuito*. Plataforma Zoom.


Arte-papo - Processos Criativos em Tempos de Exceção
O programa Arte-papo promove encontros com conceituados artistas contemporâneos. Em julho, os professores e artistas Júnior Suci e Sergio Niculitcheff conversam sobre os seus processos criativos em períodos de restrição social. Doutorando em Artes Visuais (Unicamp), Júnior Suci  é ganhador, entre outros,  do prêmio Funarte de Arte Contemporânea pela mostra coletiva The Letter (Funarte/MG). Possui obras em acervos do MAC USP/SP, Sesc/AP e Museu de Arte Contemporânea de Campo Grande/MS. Sergio Niculitcheff atua há mais de trinta anos como pintor realizando exposições no Brasil e no exterior. Desde 2014 leciona no Instituto de Artes da Unicamp. Dia 15 de julho, das 17h às 18h. 95 vagas. Gratuito*. Plataforma Zoom.


"Encontros com Escritores: Outros Olhares" - Adriana Lisboa
A Casa Museu Ema Klabin  recebe a escritora e tradutora brasileira Adriana Lisboa, premiada e traduzida em diversos idiomas. Romancista, poeta, contista e tradutora, Adriana é autora, entre outros livros, dos romances "Sinfonia em Branco" (Prêmio José Saramago), "Um Beijo de Colombina", "Rakushisha", "Azul Corvo", "Hanói" e "Todos os Santos". Publicou também algumas obras para crianças, como "Língua de Trapos" e "Contos Populares Japoneses", ambos premiados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Com curadoria e mediação de Ana Beatriz Demarchi Barel, o encontro tem como objetivo estimular a leitura e proporcionar o contato do público com temas e obras relevantes que registram múltiplas perspectivas narrativas da nossa realidade. Dia 28 de julho de 2021, das 17h às 18h30. 95 vagas. Gratuito*. Plataforma Zoom.


Palestra: "Exposições, Museus e Periferias: Diálogos"
A palestra ministrada pela doutora Mirtes Marins de Oliveira, pesquisadora colaboradora na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP), apresentará museus e exposições em seu papel na experiência colonial e na lógica da colonialidade. Como parte das reflexões sobre museus e exposições, serão analisadas experiências em instituições tradicionalmente estabelecidas e em museus comunitários, tal como outras experiências culturais e suas contestações de abordagens e formatos hegemônicos. Dia 31 de julho de 2021, das 11h às 12h30. 95 vagas. Gratuito*. Plataforma Zoom.


Inscrições: http://emaklabin.org.br/
*Como em todos os nossos eventos gratuitos, a entidade convida quem aprecia a Casa Museu Ema Klabin a contribuir para a manutenção das atividades a apoiar com uma doação voluntária no site.


.: UBE lança Concurso de Contos em homenagem a Anna Maria Martins


Iniciativa homenageia escritora falecida no ano passado e incentiva a produção literária, em meio à deterioração do estímulo à cultura no Brasil. Foto: 
Divulgação/Academia Paulista de Letras

A União Brasileira de Escritores lança o Prêmio UBE de Literatura - Concurso de Contos Anna Maria Martins - 2021, de abrangência nacional, que contempla textos inéditos do gênero. Os objetivos são promover e valorizar a cultura e estimular a produção literária, bem como reconhecer o trabalho de autoras e autores nacionais, estreantes ou não. As inscrições podem ser feitas até 31 de agosto próximo, no site https://www.ube.org.br/home.php, no qual o regulamento também pode ser consultado na íntegra.


Premiação
A UBE, em meio à crise econômica pela qual o País passa, decidiu que os prêmios concedidos aos vencedores do Concurso de Contos Anna Maria Martins serão os seguintes: o primeiro colocado terá a participação, como entrevistado/a, na "Terça Literária", promovida e realizada semanalmente pela UBE, uma resenha do conto veiculada no Jornal UBE e publicação, nas mídias sociais da entidade, de post com perfil pessoal/profissional; o segundo terá resenha do texto publicada no Jornal UBE e perfil nas redes sociais; e o terceiro, post nas mídias sociais.

Além disso, serão publicados em livro os melhores trabalhos selecionados, no limite máximo de 15, com os três primeiros contos abrindo a publicação. Breves biografias de autoras e autores completarão a antologia do prêmio, a ser publicada pela editora Laranja Original. O cronograma do concurso é o seguinte: inscrições até 31 de agosto de 2021; seleção dos textos até 30 de setembro; resultados até 15 de outubro.

A cerimônia de entrega e o lançamento da antologia serão agendados até o final de 2021. Não haverá quaisquer despesas ou taxas por parte dos participantes. As escritoras e escritores selecionados receberão gratuitamente, pelos Correios, cinco exemplares da antologia, a título de direito autoral. O regulamento, na íntegra, pode ser encontrado no site da entidade.


Uma justa homenagem

"Anna Maria Martins foi uma grande tradutora e escritora e, acima de tudo, alguém que trabalhou pela literatura de São Paulo e do Brasil como poucos", lembra Cássia Janeiro, presidente da Comissão Organizadora do concurso. Participou de diversas atividades da União Brasileira de Escritores e atuou intensamente em cargos da Diretoria da entidade: como 2ª Secretária, de 1986 a 1988; e como 2ª. Vice-Presidente, em mandatos sucessivos entre 1994 e 2006. "É uma justíssima homenagem que a UBE presta a ela, que se foi em 26 de dezembro de 2020, aos 96 anos", conclui.

Sobre a UBE
A União Brasileira de Escritores (UBE) foi fundada em 17 de janeiro de 1958, numa fusão da seção paulista da Associação Brasileira de Escritores e da Sociedade Paulista de Escritores. Sucedeu a Sociedade dos Escritores Brasileiros, primeira entidade do setor, criada em 14 de março de 1942, por Mário de Andrade e Sérgio Milliet. Sua sede localiza-se na cidade de São Paulo, mas sua representatividade é nacional. Suas principais finalidades são a defesa da liberdade de expressão e dos direitos autorais e demais prerrogativas dos autores, difusão da cultura e democratização do acesso à informação.



domingo, 11 de julho de 2021

.: "Entrevista": jornalista Cristina Serra revela segredos de grandes escritores


Novo livro da escritora traz entrevistas com grandes nomes da literatura brasileira.


Cristina Serra lançou o livro "Entrevista" (Kotter Editorial). São 12 entrevistas com romancistas e poetas brasileiros, feitas nos anos 1980, quando trabalhou para o periódico Leia, especializado em literatura e mercado editorial. É um reencontro da experiente jornalista - que passou pelas redações de veículos de comunicação como os jornais Resistência, Tribuna da Imprensa, Leia, Jornal do Brasil, da revista Veja e da Rede Globo - com a repórter de 22 anos em início de carreira.

Na TV, foi repórter de política em Brasília, correspondente em Nova York e comentarista do quadro “Meninas do Jô”, no Programa do Jô. Em 2015, foi escalada para a cobertura do desastre em Mariana, pelo Fantástico. Como escritora, lançou os livros ““Tragédia em Mariana – A História do Maior Desastre Ambiental do Brasil” e “ A Mata Atlântica e o Mico-leão-dourado: uma história de conservação”. Atualmente é colunista do jornal Folha de S.Paulo.

No livro "Entrevista", ela faz uma introdução a cada um das conversas, reconstitui como as conseguiu, como foi a receptividade dos autores com a jovem repórter em começo de carreira, as impressões que absorveu em cada encontro e que ficaram registradas em anotações guardadas até hoje no arquivo da jornalista.

As edições originais foram resgatadas no acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM-USP), parceira do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP), que guarda a coleção completa do LEIA. Carlos Drummond de AndradeFerreira GullarJoão Cabral de Melo NetoMário Quintana e Jorge Amado são alguns dos brasileiros entrevistados, além da chilena Isabel Allende.

Cristina conseguiu retirar declarações contundentes dos entrevistados a respeito de processos criativos,  método de trabalho sobre a literatura e o Brasil. Carlos Drummond sobre a poesia: "São meus problemas, meus dramas, os meus sequestros, os meus complexos, a minha dificuldade de adaptação à vida, todo esse sofrimento”Mário Quintana afirma que “poesia não deixa de ser uma forma de falar sozinho”Gullar diz que “poesia só tem um sentido: mudar as coisas”Jorge Amado conta que escrevia todos os dias até às 10h da manhã porque depois desse horário começava a “emburrecer”.

Como surgiu a ideia de lançar um livro de entrevistas?
Cristina Serra - Esse livro era uma ideia antiga que, finalmente, consegui realizar. As entrevistas foram feitas na década de 1980, quando eu era repórter do jornal mensal Leia, especializado em literatura e mercado editorial. Na época, entrevistei alguns dos mais importantes autores brasileiros. Foram entrevistas longas, abordando o processo criativo deles, como construíam suas obras, como surgiam as ideias para um romance ou um poema. Sempre achei que eram testemunhos importantes e que mereciam estar num livro. Guardei essa ideia por muito tempo até que, na pandemia, tive tempo para revisar as entrevistas e escrever uma introdução para cada uma delas, contando como foi que aconteceram. Selecionei 12 entrevistas que tem uma característica comum: são muito reveladoras da obra e do método de trabalho desses autores. 


Qual das entrevistas você tem mais prazer em fazer, por quê?
Cristina Serra - Todas foram muito importantes, são de autores que eu já admirava muito. Cada um tem uma personalidade e uma obra única. Mas eu diria que as entrevistas com os poetas são muito especiais. Para mim, a criação e a escrita poética são um mistério. Ouvir - e agora reler - Drummond. Cabral, Gullar e Quintana falando desse mistério é algo que me emociona sempre. 


E qual das entrevistas mais a surpreendeu positivamente?
Cristina Serra - Como eu disse, para mim todas são importantes porque revelam a obra de autores fundamentais da nossa literatura. Mas eu destacaria três entrevistas que são bastante reveladoras: Drummond, Cabral e a chilena Isabel Allende, aliás a única estrangeira dessa seleção. Acho que tive muita sorte de ter bastante tempo com eles, são entrevistas longas, em que eles refletiram de maneira muito profunda sobre sua obra e método de trabalho. Foram muito pacientes e generosos para responder todas as minhas perguntas com tanta profundidade. 


Revisirando os textos, tem alguma questão que gostaria de ter feito aos autores e não fez? 
Cristina Serra - Eu gosto das entrevistas do jeito que elas são. Mas a obra desses autores é tão vasta, linda e complexa que se eu tivesse tido a oportunidade de fazer outras entrevistas com eles, cada entrevista seria diferente tal a riqueza da criação literária deles.


Se pudesse recomendar apenas uma das entrevistas, qual seria e por quê?
Cristina Serra - Impossível. Recomendo que leio todas. Cada entrevista é um universo criativo, literário e intelectual único e incomparável.


Nos textos publicados no livro, há entrevistas de mais de 30 anos. Qual a principal diferença entre a reporter que fez os textos na época e a escritora que os publicou agora?
Cristina Serra - Refleti muito sobre isso ao revisar as entrevistas. Esse livro é um reencontro com a repórter de 22 anos em começo de carreira. Como eu disse, eu gosto muito das entrevistas e, sinceramente, acho que mostram uma maturidade precoce daquela jovem repórter. Mas acho também que se fosse entrevistá-los hoje acrescentaria outras perguntas porque, certamente, a minha maturidade me dá um entendimento e uma percepção ainda maior da obra desses autores absolutamente fundamentais da cultura brasileira.


Há outras entrevistas que ficaram guardadas, à espera de uma publicação? Se a resposta for positiva, quais são?
Cristina Serra - Há outras entrevistas que não entraram nesta seleção, mas não pretendo publicar porque não são tão amplas como as que estão no livro. Foram entrevistas mais pontuais sobre o lançamento de um livro específico ou alguma outra questão. Então, não têm a mesma profundidade das que estão no livro.


Qual artista você realizou o sonho de entrevistar e por quê?
Cristina Serra - Entrevistei vários, não só para o Leia, mas depois, ao longo da minha carreira. Todos os que estão no livro eu sonhava em entrevistar. Além dos que eu já mencionei, destaco o Tom Jobim. Ele entrou no livro porque fiz uma matéria com ele para o Leia especificamente sobre os livros que o influenciaram. É um perfil do Tom por meio da literatura. Conto como foi essa conversa, ele me mostrando os livros nas prateleiras do estúdio dele, numa sala envidraçada, com vista para o Cristo Redentor, onde ficava o piano dele. Sou apaixonada pela obra do Tom e esse encontro foi um momento mágico. 


Qual o artista que você gostaria de entrevistar, mas nunca conseguiu? Por quê?
Cristina Serra - Eu não entrevistei vários escritores que gostaria de ter entrevistado. Sou apaixonada pela obra do gaúcho  Érico Veríssimo. Li muitos livros dele na adolescência e é uma obra absolutamente essencial para entender o Brasil. Mas quando entrei na profissão ele já havia morrido. Então, eu sabia que esse sonho jamais seria realizado. Outro que eu adoraria ter entrevistado é o Vinícius de Moraes, mas também pelo mesmo motivo do Érico não foi possível. 


Qual é a técnica que você usa para tirar as melhores respostas dos entrevistados?
Cristina Serra - Bom, eu estudo muito qualquer assunto sobre o qual vou trabalhar numa pauta. Eu já tinha lido muita coisa desses autores desde a escola. O Drummond, por exemplo, eu já sabia poemas dele de cor. Também lia crônicas dele para o Jornal do Brasil. Outro mineiro, Fernando Sabino, eu também já conhecia muita coisa. Sou encantada com livros dele, como "O Grande Mentecapto" e "Encontro Marcado”. Jorge Amado, Antônio Callado, Ferreira Gullar e João Cabral, todos esses eu já tinha muito. “Kuarup”, do Callado é um livro que teve um impacto profundo quando eu li, aos 17 ou 18 anos. Aqueles que eu não conhecia tão bem, quando eu marcava a entrevista, eu corria pra ler mais alguma cosia pra que pudesse fazer uma boa entrevista. Geralmente, dava tempo de me preparar. Foi um período da minha vida em que eu li muito, o que eu considero uma sorte muito grande. Ter um trabalho que me pagava para ler e entrevistar escritores, realmente, foi um privilégio enorme.


Você tem alguma dica para repórteres fazer as melhores entrevistas?
Cristina Serra - Tentar se preparar com antecedência, pesquisar e ler o máximo possível sobre o assunto ou sobre a pessoa que você vai entrevistar.  Como eu disse sobre o livro, eu já conhecia bastante coisa desses autores, mas eu me aprofundei ainda mais. Acho que os entrevistados perceberam que estavam conversando com alguém que conhecia e apreciava boa parte da obra deles. Não quero me gabar, mas acho que isso fez diferença. 


Serviço:
Livro: "Entrevista"
Páginas: 168
Link na Amazon: https://amzn.to/3sxSqOr



.: "O Vendedor de Sonhos" faz sessão comemorativa de aniversário no dia 17

Sucesso de crítica e público, o espetáculo comemora três anos em cartaz. A peça é baseada no best-seller homônimo de Augusto Cury e já foi vista por mais de 100 mil pessoas em mais de 150 apresentações espalhadas por 80 cidades do Brasil.


Peça adaptada da obra de Augusto Cury - o psiquiatra mais lido do mundo na atualidade - "O Vendedor de Sonhos" volta em cartaz para curta temporada presencial aos sábados, às 19h30, no Teatro Liberdade. A sessão do próximo sábado, dia 17, é especial, por conta da comemoração dos três anos do espetáculo.

A adaptação do best-seller para o palco é do próprio Augusto Cury, além de Erikah Barbin e Cristiane Natale (que também assina a direção) e o elenco é formado por Luiz Amorim, Mateus Carrieri, Adriano Merlini, Fernanda Mariano, Pedro Casali, Marcus Veríssimo e Guilherme Carrasco.

A trama conta a história do personagem Júlio César (Mateus Carrieri), que tenta o suicídio e é impedido de cometer o ato por intermédio de um mendigo, o Mestre (Luiz Amorim), que lhe vende uma vírgula, para que continue a escrever a sua história. Juntos encontram Bartolomeu (Adriano Merlini), um bêbado boa-praça que decide unir-se a eles na missão de vender sonhos e de despertar a sociedade doente. Mas a revelação de um passado conflituoso do Mestre pode destroçar a grande missão do Vendedor de Sonhos.

O livro "O Vendedor de Sonhos" já foi traduzido para mais de 60 idiomas e também virou filme – e é a primeira obra de Augusto Cury receber uma adaptação para o teatro. “Ver os atores interpretando no palco os personagens que eu construí nas mais diversas situações estressantes em que eles passaram, levando o espectador a fazer uma viagem para dentro de si mesmo para encontrar o mais importante endereço que poucos encontram, o endereço em sua própria mente, é de fato um grande prazer”, revela Cury.

“Entre as diversas apresentações pelo Brasil, a peça vem atingindo em cheio os espectadores”, conta a diretora Cristiane Natale. Para ela, a correria no dia a dia acaba reprimindo a demonstração dos sentimentos, principalmente os medos. “Muitas pessoas não conseguem lidar com desafios e fracassos e acabam por viver um caos emocional”, enfatiza ela, que, entre os seus trabalhos de destaque, estão os infantis “A Bailarina Azul”, de Cecília Meireles, como autora e figurinista; e “Arca de Noé”, de Vinicius de Moraes, como produtora; atualmente, ela está em pré-produção do espetáculo “O Nome da Rosa”, de Umberto Eco, como autora e diretora; e em breve irá estrear “O Homem mais Inteligente da História”, parceria com Augusto Cury.

Para Luiz Amorim, que interpreta o Mestre, o texto tem uma função além da literatura. “É uma história muito humana, bonita, que nos traz identificação. Propõe uma reflexão, instiga pensamentos. Tudo isso me atrai bastante no texto”, diz ele, que esmiúça o seu personagem, o Vendedor de Sonhos. “Ele é riquíssimo, um homem que passou por muitas experiências, traumas na vida e desafios. Ele propõe caminhos que transformam a vida das pessoas. Você pode mudar o mundo através de sua própria mudança”, conclui.

“Sentimos a boa recepção do público quando as pessoas contam suas experiências e como a peça, de alguma forma, modificou a vida delas”, conta Amorim, que coleciona em sua carreira grandes trabalhos, como as peças “Deus lhe Pague” e “Sete Minutos”, com Bibi Ferreira; o musical “Di Repente”, com o Grupo Luz e Ribalta; entre outros. Além de passagens pela TV, como nas novelas “Chiquititas” e “Maria Esperança” (SBT); e no cinema, em “Corda bamba” e “Sábado”.


Como surgiu a adaptação do livro para o teatro
A ideia de transformar o livro "O Vendedor de Sonhos" para o teatro surgiu durante a realização das palestras de Augusto Cury pela Applaus, com direção de Luciano Cardoso, com mais de 25 anos de experiência nos cenários musical e das artes. “Eu vinha percebendo que estava em franca expansão a questão de as pessoas discutirem as suas emoções, em especial um tema muito delicado, que é a prevenção ao suicídio. E sabendo da relação muito próxima de atores e plateia, o que poderia ser positivo para que tocasse as pessoas, como vem tocando pelo Brasil afora, apostamos. Para nós, é muito gratificante”.


Sinopse
Baseado no best-seller homônimo de Augusto Cury. Na trama, o personagem Júlio César tenta o suicídio, e é impedido de cometer o ato final por intermédio de um mendigo, o “Mestre”, que lhe vende uma vírgula, para que continue a escrever a sua história. Juntos encontram Bartolomeu, um bêbado boa-praça que decide unir-se a eles na missão de vender sonhos e de despertar a sociedade doente. A revelação de um passado conflituoso do Mestre pode destroçar a grande missão do Vendedor de Sonhos.


Ficha técnica
Gênero:
 drama
Adaptação: Augusto Cury, Cristiane Natale e Erikah Barbin
Direção: Cristiane Natale
Elenco: Luiz Amorim, Mateus Carrieri, Adriano Merlini, Fernanda Mariano, Pedro Casali, Marcus Veríssimo e Guilherme Carrasco
Direção geral de produção: Luciano Cardoso
Produção executiva: Marcus Veríssimo
Comunicação: Bruna Padoan
Design gráfico: Rafael Choaire
Gestão tráfego digital: AT Marketing Digital
Design de luz: Bruno Henrique França
Técnico: Pitty Santana
Trilha sonora: Lino Colantoni
Figurino: Valentina Oliveira
Cenário: Cristiane Natale e Applaus
Assessoria jurídica: Ranzolin - Propriedade Intelectual
Apoio: Escola da Inteligência
Promoção: Academia do Conhecimento
Realização: Applaus

Serviço
Teatro Liberdade - Rua São Joaquim, 129 – São Paulo
Sábados, às 19h30
Classificação: 10 anos
Duração: 70 minutos
Ingressos: https://www.eventim.com.br/artist/vendedor-sonhos/ 



.: Luiz Costa Lima oferece panorama renovado sobre a mímesis em livro


Com estudos de caso de obras de Virginia Woolf, Freud, Nietzsche, Georg Simmel, Schlegel e Hegel, entre outros, autor empreende mergulho ao âmago do tema caro à sua obra.

Passadas mais de quatro décadas da publicação de "Mímesis e Modernidade: Formas das Sombras", em 1980, hoje um clássico dos estudos literários brasileiros, seu autor, Luiz Costa Lima, nunca deixou de lado a temática sobre a qual ali já se debruçava com autoridade: a conceituação filológica da mímesis – grosso modo, a ideia aristotélica de constituir na arte o mundo das ideias.

E agora, a partir de novos olhares, em "O Chão da Mente: A Pergunta pela Ficção", o crítico literário se debruça sobre múltiplos caminhos para a questão que se apresenta como pilar de seus estudos, desfiando seu raciocínio a partir de estudos de caso de escritores como Virginia Woolf, Freud, Nietzsche, Georg Simmel, Schlegel e Hegel

“Em livros recentes, a propósito do requestionamento da mímesis, tenho entremeado o retrospecto do que desenvolvo desde 1980 com reflexões ainda inéditas”, anota o autor. “Além de nova, a combinação mostrou-se necessária porque, tendo escrito dezesseis livros desde 'Mímesis e Modernidade', não era crível supor que um número bastante de leitores conhecesse a integralidade da sequência. Além do mais, bem recordo que, na tentativa de evitar que a teorização entorpecesse o tratamento do problema em foco, sempre combinei o tema básico com sua abordagem particularizada em autores diversos”.

Ao longo de cinco grandes eixos, Costa Lima formula sua ambiciosa proposta: compilar novas reflexões sobre outras problemáticas surgidas desde que encarou o tema primeira vez ainda nos anos 1980, de forma a oferecer ao leitor brasileiro um panorama renovado atrelado ao tema da mímesis. Ressalte-se que o conjunto de livros que o autor tem dedicado a isso desenvolve o pressuposto contrário ao que têm dito seus intérpretes: para Costa Lima, a mímesis não é uma forma sub-reptícia de reafirmar o mundo.

Dentre sua extensa produção textual, esta obra é mais uma contribuição a um complexo projeto filosófico-antropológico-histórico-literário que estabelece o autor no cânone dos estudos literários brasileiros. Luiz Costa Lima propõe aqui uma imersão em conceitos que, mesmo articulando um grau de erudição desafiador – ou, quem sabe, exatamente por isso –, é esclarecedora e fascinante.


Sobre o autor
Luiz Costa Lima
 é crítico literário e professor emérito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Publicou importantes livros de ensaios, entre eles "Mímesis e Modernidade: Formas das Sombras" (1980), "Vida e Mímesis" (2000), "O Controle do Imaginário e a Afirmação do Romance" (2009) e "Frestas: A Teorização em Um País Periférico" (2013). Pela editora Unesp, publicou, em 2017, "Melancolia: Literatura"


Ficha técnica:
Título: 
"O Chão da Mente: A Pergunta pela Ficção"
Autor: 
Luiz Costa Lima
Número de páginas:
328
Formato: 13,7 x 21 cm
Link na Amazon: https://amzn.to/3k90lB8

.: Spice Girls comemoram 25 anos do single de estreia com EP “Wannabe 25”


Projeto que celebra os 25 anos do hit “Wannabe” conta com uma faixa inédita.

A espera acabou! Para marcar o 25º aniversário do single de estreia das Spice Girls, “Wannabe”, o grupo acaba de apresentar o EP "Wannabe 25", com a versão original da faixa, um remix, uma demo e uma música inédita, intitulada "Feed Your Love". 

Anunciada em meados de junho, a chegada de um EP comemorativo deixou os fãs da prestigiada girlband extasiados e eufóricos. Originalmente lançado em 8 de julho de 1996, no Reino Unido, “Wannabe” alcançou o primeiro lugar em 35 países, superando a marca de sete milhões de vendas. Em 2020, a canção foi a mais executada no Spotify dos lançamentos dos anos 1990, de uma artista feminina.

Juntamente com o single original e um remix, o EP traz ainda a demo original, além da faixa inédita “Feed Your Love”. Esta última, é uma balada escrita pelas Spice Girls e pelos também compositores de “Wannabe”, Richard 'Biff' Stannard e Matt Rowe. A canção foi originalmente gravada para o álbum “Spice” (1996), disco de estreia da girl band, na época considerado um trabalho que marcou o retorno do teen pop

O grupo divulgou o lançamento nas redes sociais e convidou os fãs a compartilhar as lembranças com a música: “É oficial! Já se passaram 25 anos das Spice Girls. Acreditamos que há uma Spice Girl em todos nós e queremos que se juntem a nós numa viagem no tempo! Queremos ver vocês cantarem com o seu coração, mostrar seus melhores passos de dança e ouvirmos como se sentiram inspiradas, influenciadas e excitadas pelo ‘People Power’. Compartilhem conosco suas fotos, vídeos e histórias usando a hashtag #IAmASpiceGirl”, escreveu o grupo em sua conta oficial no Instagram.

Formado por Melanie Brown, Victoria Beckham, Emma Bunton, Melanie C e Geri Halliwell, o quinteto é considerado um dos maiores grupos femininos de todos os tempos, acumulando hits como "Spice Up Your Life", "Stop", "2 Become 1" e "Say You'll Be There". Em 2019, elas voltaram para uma turnê de reencontro, sem Victoria Beckham, e fizeram uma sequência de shows no Reino Unido e na Irlanda.

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