sexta-feira, 11 de setembro de 2015

.: Roberta Campos lança inédita e anuncia novo álbum

A espera dos fãs de Roberta Campos por um novo trabalho está prestes a acabar. A cantora e compositora está finalizando seu quarto álbum de estúdio, terceiro pela Deck, que será lançado em formato digital e físico no dia 02 de outubro. Enquanto “Todo Caminho É Sorte”, nome dado ao disco, não chega, ela disponibiliza hoje o primeiro videoclipe, do single “Ensaio Sobre o Amor”.

Na música, de sua autoria, Roberta toca violão de aço, acompanhada por Loco Sosa (bateria e percussão), Adriano Paternostro (baixo) e Fabio Pinczowski (piano e wurlitzer). “Ensaio Sobre o Amor”, escolhida para abrir o novo álbum, traz uma melodia envolvente, com letra romântica, bem ao seu estilo. O clipe foi filmado durante as gravações no estúdio 12 Dólares e dirigido por Otavio Sousa. 

O disco traz 12 faixas, todas de autoria de Roberta, com produção de Rafael Ramos. As gravações se dividiram entre os estúdios 12 Dólares (São Paulo) e Tambor (Rio de Janeiro).


.: Nova temporada de "A Mandrágora" no Aliança Francesa

Espetáculo terá sessões de quinta a domingo e fica em cartaz até 1º de novembro

 
Um dos clássicos do repertório do GRUPO TAPA, “A Mandrágora”, de Nicolau Maquiavel, estreia nova temporada em São Paulo no dia 18 de setembro, em mais um reencontro da companhia com o palco do Teatro Aliança Francesa, que sediou suas produções entre 1986 e 2001. Desta vez, a ocasião é ainda mais especial, afinal o TAPA está prestes a completar 30 anos de atividade na Capital, enquanto o teatro comemorou meio século em 2014.

Com direção de Eduardo Tolentino de Araújo, a montagem estará em cartaz até 1º de novembro, com sessões às quintas, sextas e sábados, às 20h30, e aos domingos, 19h. Os ingressos custam R$ 30, de quinta à sexta, e R$ 40 aos finais de semana (com meia-entrada).

Guilherme Sant’anna, André Garolli, Bruno Barchesi, Cesar Baccan, Cinthya Hussey, Maria do Carmo Soares e Paulo Marcos integram o elenco do espetáculo, que conta ainda com figurinos e cenário de Lola Tolentino e iluminação de Nelson Ferreira.

Encenada pela primeira vez pelo TAPA em 2004, “A Mandrágora” rendeu a Guilherme Sant’anna o prêmio APCA de melhor ator e uma indicação ao prêmio Shell na mesma categoria. 

Escrita em 1503, é considerada um marco do teatro ocidental por ter sido a primeira comédia moderna a ser reconhecida como um dos grandes espetáculos da época. Com a engrenagem da inteligência e da astúcia humana em primeiro plano e sendo exibida com todo vigor, enfoca a liberdade e o brilho do homem do Renascimento.

“Os fins justificam os meios”, dizia Maquiavel, que constrói um texto em que a conquista amorosa, com suas urgências e exaltações, serve como pretexto para desenvolver um tratado prático e saboroso sobre estratégia política, sobre a arte de envolver, manipular, convencer e, por fim, conquistar um objetivo.

Sinopse: Um jovem e rico italiano faz-se passar por médico para conquistar o amor de uma mulher casada, que sofre por não conseguir engravidar. Com o consentimento do marido, do padre e da mãe da moça, o falso doutor receita um suspeito tratamento à base de mandrágora, uma raiz conhecida por suas propriedades afrodisíacas.

Grupo TAPA: Foi fundado em 1974 na PUC- RJ, quando alunos de diversos cursos decidiram fazer teatro amador. À época, chamava-se Teatro Amador Produções Artísticas (T.A.P.A.). O nome deixou de ser uma sigla cinco anos depois, quando o grupo se profissionalizou. Em 1986 transferiu-se para São Paulo, onde ocupou o Teatro da Aliança Francesa como sede permanente por 15 anos.

O grupo se notabiliza pelo teatro de repertório e a montagem de clássicos: entre os autores encenados estão Shakespeare (A megera domada), Bernard Shaw (Major Bárbara), Anton Tchekov (Ivanov), August Strindberg (Camaradagem), Oscar Wilde (A Importância De Ser Fiel) e Luigi Pirandello (Vestir Os Nus); e também brasileiros como Arthur De Azevedo (A Casa De Orates), Nelson Rodrigues (Vestido De Noiva) e Jorge Andrade (Rasto Atrás).

Com 35 anos de atividade, o TAPA já recebeu mais de 80 prêmios, entre Shell, Mambembe, Molière, APCA, Qualidade Brasil e Governador do Estado.

Teatro Aliança Francesa: Desde sua criação, em 1964, o Teatro Aliança Francesa destacou-se como um espaço de encontros intelectuais e artísticos entre a França e o Brasil. Ao longo dos anos, importantes nomes da dramaturgia brasileira se apresentaram e foram revelados, como Marília Pêra e Gianfrancesco Guarnieri. Além disso, o espaço já acolheu textos de grandes escritores franceses, como Eugène Ionesco e Molière, e possibilitou residências artísticas, como a do Grupo Tapa, por mais de uma década.

SERVIÇO
“A MANDRÁGORA”, com o GRUPO TAPA
De 18 de setembro a 1º de novembro
Sessões às quintas, sextas e sábados, 20h30; e aos domingos, 19h.
Duração: 90 min. Classificação etária: 14 anos.
Ingressos: R$ 30 (meia-entrada R$ 15), quintas e sextas, e R$40 (meia-entrada R$ 20), aos sábados e domingos

Teatro Aliança Francesa: Rua General Jardim 182 – Vila Buarque. Capacidade: 226 lugares + 4 PNE.
Estacionamento conveniado em frente.
Informações: (11) 3017-5699 / Ramal 5602. www.teatroaliancafrancesa.com.br

Ficha Técnica
Direção e Tradução: Eduardo Tolentino de Araújo
Figurinos e Cenário: Lola Tolentino
Iluminação: Nelson Ferreira
Produção Geral: Cesar Baccan
Realização: Grupo TAPA
Elenco: André Garolli, Bruno Barchesi, Cesar Baccan, Cinthya Hussey, Guilherme Sant’Anna, Maria do Carmo Soares e Paulo Marcos.

Perfis do Elenco

ANDRÉ GAROLLI
Há mais de 20 anos no Grupo TAPA, atuou em Doze Homens, Vestir os Nus, Cloacas, Ivanov, Megera Domada e Vestido de Noiva, entre outros. Também já trabalhou com Bibi Ferreira, Fauzi Arap, Juca de Oliveira, Roberto Lage e Fulvio Stefanini. Na televisão esteve no elenco de novelas como Fina Estampa, Guerra dos Sexos e Amor à Vida. Como diretor da Cia. Triptal foi premiado pela APCA e Shell por Homens Ao Mar, baseado em textos de Eugene O’Neill.

BRUNO BARCHESI
Com o Grupo TAPA esteve no elenco de Credores, As Viúvas, Doze Homens e Uma Sentença, O Amargo Siciliano e De Um Ou De Nenhum, entre outras montagens. Também atuou em Cardiff, com a Cia. Triptal, As Mulheres de Shakespeare, com direção de Josemir Kowalick, Uma Vida Não É Suficiente e Pedreira das Almas, ambas de Brian Penido Ross.

CESAR BACCAN
Integrante do TAPA desde 2008, atuou nos espetáculos Doze Homens e Uma Sentença, Anti-Nelson Rodrigues e  Esplêndidos, entre outros. Também esteve no palco em Eu Te Amo Meu Brasil e O Homem Que Calculava, ambas de Atílio Bari, As Três Irmãs, com direção de Pedro Garrafa e O Estranho Caminho de Santiago, de Paulo Trevisan.

GUILHERME SANT’ANNA
Completando 32 anos de carreira, já atuou em 37 montagens, sendo 19 delas com o Grupo TAPA. Recebeu o prêmio Mambembe como melhor ator infantil em 1978 por Expedição ao Castelo do Príncipe Amigo e o APCA de ator revelação em 1989, por Senhor de Porqueiral. Suas mais recentes atuações no teatro foram em Folias Fellinianas e Surabaya Johnny, ambas com direção de Marco Antonio Rodrigues e Navalha na Carne, com direção de Eduardo Tolentino de Araújo.

PAULO MARCOS
Participa das montagens do Grupo TAPA desde 1994, atuando recentemente em A Mandrágora, de Maquiavel e Casa de Orates, de Arthur Azevedo, além de Casa de Orates, O Genro de Muitas Sogras e A Importância de Ser Fiel. Dirigiu, entre outras, O Tambor e o Anjo, de Anamaria Nunes e A História da História, com o grupo Caixa de Imagens. Leciona desde 1999 em diversos cursos de formação teatral.

MARIA DO CARMO SOARES
Trabalhou com diretores como Eduardo Tolentino de Araújo (Amargo Siciliano e A Mandrágora, com o Grupo TAPA), Gabriel Vilella (Fausto, Replay, Guerra Santa), Roberto Lage (Besame Mucho, Madame de Sade) e Carlos Alberto Sofredinni (Diletante, Farsa de Inês Pereira, Venha Buscar-me Que Ainda Sou Teu, entre outros). É fundadora do Espaço Mambembe, onde atuou entre 1992 e 1999.

CINTHYA HUSSEY
Com o Grupo TAPA atuou em As Viúvas, Crimes e Crimes e A Mandrágora. Também esteve no elenco de Histórias São Histórias, de Brian Penido Ross, À Margem do Desejo, com direção de Josemir Kowalck e Ana-me, com direção de Debora Zamarioli. Na TV esteve em 9MM, série exibida pelo canal FOX Brasil e Uma Rosa Por Amor, novela do SBT.

.: AlunaGeorge substitui Robyn no Palco Mundo do Rock In Rio, dia 27

A cantora sueca Robyn divulga nota explicando as razões do cancelamento de seus shows


O duo de música eletrônica britânico AlunaGeorge está confirmado entre as atrações do Rock In Rio 2015 e para a abertura do show da cantora Katy Perry em São Paulo, em substituição à artista Robyn, que por motivos de força maior cancelou suas datas no Brasil.

O duo AlunaGeorge é formado por Aluna Francis (voz, composição) e George Reid (produção e instrumental). O dois se encontraram pela primeira vez em 2009, quando George remixou uma música da banda anterior de Aluna Francis. Em 2012 lançaram seu primeiro single "You Know You like It" e um vinil. O single posterior da dupla, "Your Drums, Your Love", estreou na 50ª posição da UK Singles Chart.

Em 2013 lançaram um single "White Noise" em parceria com DIsclosure, que chegou à segunda posição das paradas inglesas. No Brit Awards 2013 o AlunaGeorge foi indicado na categoria Escolha dos Críticos e no mesmo ano foi anunciado pela BBC no "Sound of 2013", onde terminou em segundo lugar. Em 2014 lançaram o CD "Body Music Remixed". 

AlunaGeorge vai abrir o show da cantora Katy Perry em São Paulo, no dia 25 de setembro, no Allianz Parque. No dia 27/09, às 21 horas, o duo estará se apreentando no Palco Mundo, da edição 2015 do Rock In Rio. 
A cantora Robyn divulgou um comunicado explicando os motivos do cancelamento de sua vinda ao país: 

"Após lutar contra um câncer, Christian Falk, integrante da banda La Bagatelle Magique, faleceu no ano passado. A cantora Robyn e o outro membro do grupo, Markus Jägerstedt, finalizaram o trabalho iniciado pelos três a fim de lançá-lo conforme inicialmente planejado. O álbum divulgado em agosto deste ano é o resultado desse processo. 

Devido ao cancelamento do evento de música eletrônica Dans Dakar, Robyn e La Bagatelle Magique se apresentaram no Popaganda Festival, na Suécia, duas semanas atrás. No entanto, após este show, ficou claro para Robyn que ela não seria capaz de se apresentar novamente, ao menos por enquanto, e um afastamento dos palcos foi necessário.

"Cantar essas músicas no palco foi muito mais difícil do que eu imaginava. Mesmo tendo se passado um ano da morte de Christian, estou de coração partido e cantá-las ainda é muito difícil muito para mim."
Robyn e Markus continuam trabalhando em um vídeo que será lançado em breve para o projeto, mas ela sente precisar ser capaz de focar no futuro para poder retornar com novas músicas.

Vídeos










.: O disco esquecido de Cher, por Luiz Gomes Otero

Por Luiz Gomes Otero
Em setembro de 2015

Cher é muito conhecida pela sua carreira consagrada na música e no cinema. O interessante é que, quando surgiu nos anos 60, em dupla com Sonny Bono, sua linha de trabalho era bem inocente na área pop. E são poucos os que se lembram que, em 1969, em um momento de transição da carreira, ela lançou o disco 3614 Jackson Highway, no qual se mostrava uma intérprete extremamente madura e um repertório que girava em torno das canções de protesto e pacifistas que estavam em evidência na época.

O disco conseguiu a aclamação da crítica, mas não foi bem nas vendas com o público, um fato que desmotivou a gravadora na época, a ATCO. Foi o último disco dela por esse selo. O título remete ao endereço do mítico "Muscle Shoals Sound Studio", em Sheffield, no Alabama, onde o disco foi gravado. A produção ficou a cargo de Jerry Wexler, Tom Dowd e Arif Mardin, que investiram em uma sonoridade com bastante identificação com os anos 60, incluindo toques de soul music.

Há canções de Bob Dylan, como "I Threw It All Away", "Tonight I'll Be Staying Here With You" e "Lay Baby Lay" (versão de "Lay Lady Lay" sob a ótica feminina), além de standards da soul music como "The Dock Of The Bay" (um hit póstumo de Otis Redding, que foi lançado em 1968) e "Do Right Woman Do Right Man" (hit de Aretha Franklin) e "You've Made Me So Very Happy" (da banda Blood Sweet And Tears). Para mim, a surpresa maior foi a inclusão de "For What It's Worth", da banda Buffalo Springfield, que ganhou uma versão à altura da original, na minha opinião. 

Quem está acostumado a ver e ouvir Cher em hits dançantes recentes como "Believe", pode se surpreender ao ouvir uma intérprete incrivelmente madura em "3614 Jackson Highway". Ela não fica nada a dever para as cantoras da época. A sonoridade conta com metais se sopro característicos da soul music. As guitarras soam folk music e rock de uma forma discreta, sempre valorizando a ótima voz de Cher, que estava cantando como nunca naquela época. Resumindo: o disco é uma pérola musical que merece ser descoberta pelo grande público.





"For What It's Worth"


"Tonight I'll Be Staying Here With You"


"Chastity's Song (Band of Thieves)"


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

.: Finalmente, 33 anos: o que aprendi com a vida

Por Helder Miranda
Em setembro de 2015

A imagem mais nítida que tenho de uma véspera de aniversário meu foi na transição entre os 15 para 16 anos em um banho, num banheiro pequeno, e não sei dizer o porquê disso. Eu era um menino cheio de sonhos que se tornou um homem cheio de sonhos e, se tudo correr bem, um velho cheio de sonhos. 

Sempre adorei fazer aniversário, mas idades ímpares, acho a sonoridade de idades pares feia, a não ser em datas simbólicas, como fazer 18 anos e completar a maioridade, e as que nos fazem completar mais uma década.

Já se passaram 33 anos e hoje sei exatamente como é ter a idade que mais marcou Jesus Cristo. Entendo o que ele pensava, os anseios dele, os questionamentos, porque também passei por tudo isso. Mas não acho que tudo passou muito rápido, acredito que vivi cada momento aproveitando um pouco mais, ou um pouco menos, a vida. E nesse caminho fiz erros e acertos como qualquer pessoa que acaba de completar 33 anos.

A sensação é a de que ainda há muito para conquistar, mas há muito para agradecer também. Porque parece que para chegar à linha de chegada é preciso passar por vários obstáculos. E de uma maneira geral as pessoas estão aí para julgar o que você é por fora. Muitas querem ser você, sem imaginar o que você passou para estar até ali. 

E, com minha cara de bem-nascido, sem ter um tostão no bolso, e talvez uma postura mais elegante, minha pré-disposição para ser o vilão da história sempre me perseguiu. Talvez pelo meu jeito de falar tudo o que penso sem ter um filtro entre cérebro e boca, o que é um prato cheio para os desafetos que acumulei pelo caminho, as tão cansativas “vítimas das circunstâncias”. 

Não tenho essa pré-disposição, nunca tive, então sou um prato cheio para quem se vitimiza me tornar o ruim da vez.  Mas eu sigo e, vira e mexe, caio e levanto quantas vezes forem necessárias. O que aprendi ao longo da vida é que quando você está bem, há muitos amigos por perto. Quando está por baixo, as pessoas somem, mas ficam as verdadeiras. E são essas as que importam. O resto fica pelo caminho e recomenda-se não olhar para trás.



.: Crítica da trilha sonora nacional de "A Regra do Jogo"

Por Helder Miranda
Em setembro de 2015

“O Sooooooooooool, há de brilhar mais uma vez...” abre o CD da trilha sonora nacional da novela “A Regra”. Se levarmos em consideração que "Juízo Final" seria o título de "A Favorita", primeiro folhetim do autor João Emanuel Carneiro no horário nobre da Globo, é possível que a inserção desta novela seja um desejo antigo do novelista.

Seguindo a linha clássica de nacional, nada daquelas bobajadas de volume 1 ou 2, que misturam temas nacionais e internacionais. Parece, finalmente, que uma trilha voltou a ser respeitada, tendo em vista que foi lançada já na primeira semana de exibição da novela. Há ainda uma foto respeitável, posada, de Alexandre Nero, o galã do momento e um dos personagens principais da trama, não um personagem sem relevância numa foto de divulgação da emissora.

A segunda música é “Ser Humano”, um samba gostoso de Zeca Pagodinho, que tem todo o clima da “favela chic” proposta pelo autor da novela.  O samba segue soberano na terceira canção, “O Amor Mandou Dizer”, de Xande de Pilares. O sambista Péricles prossegue com a quarta música, “Quando o Morcego Doar Sangue”, que vem com uma crítica social - “Para tirar, meu Brasil desta baderna, só falta um morcego doar sangue e um saci cruzar as pernas” - tão típicas das trilhas mais antigas, que andavam meio sumidas das atuais.

Saindo um pouco do samba, que estava deixando o CD meio monótono, uma gravação antiga do hit “Eu Te Amo, Te Amo, Te Amo”, de Roberto Carlos. Ana Carolina defende a sexta faixa, “Coração Selvagem”, de longe a melhor canção do disco, uma regravação de um sucesso de Belchior, lançada no seu mais recente CD ao vivo, que mais cedo ou mais tarde seria uma escolha óbvia para as trilhas sonoras de novelas. 

A sétima música vem com a Banda do Mar, formada por Marcelo Camelo (do Los Hermanos, aquele grupo que a gente nunca sabe se acabou de tanto que volta sazonalmente) e a jovem esposa dele, Malu Magalhães. Canção bonita, mas superestimada, como tudo o que rodeia esses dois artistas, e não sei em que contexto pode se encaixar em um personagem ou em aqueles takes que mostram as paisagens.

Paulinho da Viola segue em frente com a oitava música, “Para Um Amor no Recife”, outro samba, meio bossa-nova, com letra bonita, a voz melodiosa de sempre, o poético do cantor, mas quero ver enquadrar essa música mole com o ritmo alucinado da novela. Sabe aquelas músicas lindas que dão sono? Pois é... Aí, na nona música, Mosquito dá uma sacudida com outro samba, “Papel de Bobão”, uma canção quase humorística sobre uma mulher com dupla personalidade.

Se na nona música o clima popular começa a se desenhar, o popularesco chega, sem cerimônia, com o popularesco “Safadim”, de Aviões do Forró, a décima música - “Aonde eu chego é assim, safadim, safadim”, na certa para algum personagem cômico, sem grandes firulas e, como não poderia deixar de ser, uma letra elaborada, mas gostosa para um churrasco, e o refrão gruda.

“Casado Também Namora”, de Frank Aguiar, dá continuidade ao “safadim, safadim” dos Aviões do Forró. Honestamente, achei desnecessário ter duas músicas com quase a mesma temática para uma trilha só. Mas a situação degringola na nada sutil música 12. “A Dona do Barraco”, da banda Calcinha Preta (tudo bem, não dá para esperar profundidade mesmo). Mas é a música da Adisabeba, personagem feita sob medida para a atriz Susana Vieira brilhar. Fala de “vuco-vuco e quebrar a cama na hora H”, mas é só isso, e a partir disso é triste constatar que o emburrecimento cultural invadiu as trilhas sonoras. 

Depois tem a décima terceira canção, “De Ladin”, do Dream Team Do Passinho, um funk insosso que parece ter a participação de MC Koringa, aquele do refrão “eu gosto dessa dança sensual, que faz bumbum mexer”. Seguida de “Só No Charminho”, da Gang Do Eletro, um bando de gritando, uma voz feminina estridente repetindo “é só no charminho, ai, ai, ai” e uma batida eletrônica. Refrão por refrão, para ficar colando na sua cabeça. Fuja dessa música.

A décima quinta canção é “Nuvem De Lágrimas”, defendida por Fafá de Belém, uma reciclagem, pois a música já fez parte da novela “Barriga de Aluguel”, de Glória Perez, no início dos anos 90. A diferença é que Chitãozinho e Xororó não fazem dueto com ela, mas é a mesmíssima versão sem a dupla sertaneja. Se quisessem usar, mesmo, a música, poderiam fazer uma regravação com a própria cantora, ou apostar em um cover de algum contratado da Som Livre. Imaginem que maravilha a Maria Gadú cantando esta canção assumidamente brega?

A MPB volta com tudo com uma música de Ana Cañas, “Tô Na Vida”, na décima sexta faixa. Ana Cañas, que lançou o melhor CD nacional de 2015, é ponto para qualquer trilha sonora. O questionável é escolherem esta canção, já que o álbum tem músicas muito mais bonitas, como “Amor e Dor” e “Bandido”. Mas como o álbum leva o título da música, o comodismo deve ter falado mais alto. 
Finalizando as 17 músicas do CD, está “Danse Macabre”, da banda Scalene, vice-campeã da edição deste ano do programa “Superstar”. Isto mostra, mais uma vez, a tentativa de agradar a todos os públicos. O CD finaliza com uma música horrorosa, em que reina a gritaria e não se entende o que é dito (sabe quando palavras são pronunciadas com preguiça? É essa a sensação que esse rapaz, vocalista, passa). Mas essa escolha dá um panorama geral desse CD de “A Regra do Jogo”

É uma trilha sonora incoerente e inconsistente, feita para atrair a gregos e troianos. Há no início uma overdose de samba, alguns bem caidinhos, que dão sono, embora contenham letras poéticas como a cantada por Paulinho da Viola. Depois, há uma série de forrós com temas repetitivos forçosamente puxados para serem engraçados. Mas não conseguem passar de simples músicas ruins. 

Quem escuta Paulinho da Viola vai pular os forrós, e quem escuta os forrós vai pular Paulino da Viola. Colocar uma música da banda Scalene para finalizar o disco mostra a necessidade de emplacar uma banda goela abaixo do público. Só que escolheram uma música horrorosa. E mais coerente até com a temática da novela era colocar uma canção da dupla vencedora do “Superstar”. “Preta Perfeita” ou “Presságio”, se bem escolhidas para este ou aquele personagem, poderiam alavancar as vendas. Honestamente? Muito ruim! Fuja.


.: O que significa tiramisu? A história por trás do doce

Por Helder Miranda
Em setembro de 2015

Sobremesa tipicamente italiana, possivelmente originária da região de Vêneto, em Treviso, o tiramisu é quase um pavê com camadas de biscoito embebido em café e um creme à base de queijo mascarpone, polvilhado com cacau em pó. É um doce tão clássico, de um gosto tão intenso e característico, que não requer inovações. 

Um tiramisu perfeito deve ter a bolacha bem embebida no café, a quantidade certa de cacau, polvilhado nas camadas e, além disso, que é o mais importante, o creme mascarpone no ponto correto. Você sabe o que quer dizer tiramisu?

Tiramisu em italiano significa “levanta-me”, “erga-me”. Há duas histórias por trás do doce. Uma delas é que era feito pelas mulheres dos trabalhadores quando eles chegavam na hora do almoço. Elas faziam esse doce para que eles tivessem energia para voltar e trabalhar melhor à tarde. 

Outra história afirma que o doce era oferecido aos boêmios pelas mocinhas das casas de tolerância para que seus clientes ficassem alegres e com muita energia, se é que vocês me entendem... Agora, a receita você encontra pesquisando no Google. Cada uma de dar água na boca! 

.: Igor Rickli, Aline Wirley e o filho são embaixadores pioneiros no mundo

Ator, cantora e o bebê Antônio foram escolhidos como a Família Embaixadora da Aldeias Infantis SOS Brasil, a primeira da organização internacional

O ator Igor Rickli, a cantora Aline Wirley e o filho do casal, o bebê Antônio, foram eleitos como a Família Embaixadora SOS, representando a Aldeias Infantis SOS Brasil. O fato é inédito: é a primeira vez que uma família, e não apenas um indivíduo, representa a organização nos 134 países onde está presente.

"Defendemos que toda criança e adolescente tem o direito de viver em família. Por isso, é um privilégio poder contar com essa família engajada para nos ajudar a promover a causa", afirma Alberto Guimarães, Gestor Nacional Adjunto da Aldeias Infantis SOS Brasil.

Ator paranaense, Igor Rickli fez novelas como "Flor do Caribe" e "Alto Astral" e é bastante ativo no teatro. Foi no palco, atuando na peça "Hair", que ele conheceu a cantora e atriz paulista Aline Wirley. Juntos há quatro anos, os dois tiveram o primeiro filho, Antônio, no final de 2014.

Igor conheceu o trabalho da Aldeias Infantis SOS Brasil ao conversar com uma vizinha, no Rio de Janeiro. Decidiu, então, conhecer pessoalmente a atuação da organização e ficou positivamente surpreso com o que encontrou. "Vi que a Aldeias trabalha muito com o fortalecimento das famílias, e não apenas com as crianças. Admiro a seriedade desse trabalho. Incentivar e apoiar pai, mãe e toda a família, a longo prazo, é muito importante para garantir o desenvolvimento de qualquer criança".

Nos próximos meses, a família Rickli participará de atividades da organização em diversas cidades brasileiras. "É um prazer e uma honra ser Embaixadora da Aldeias Infantis SOS Brasil", disse Aline. "O artista precisa ter responsabilidade social, pois é um formador de opinião, sobretudo nos dias de hoje, em que estamos todos conectados e ouvindo as opiniões do outro", comenta Igor. "Temos responsabilidade pelo que mostramos, que fazemos, o que consumimos. E quando falamos de futuro, falamos de criança. Então, ser embaixador de uma causa que lida com o futuro desse país é algo que exige muito da nossa responsabilidade", complementa.

Sobre a Aldeias Infantis SOS Brasil
A Aldeias Infantis SOS Brasil é uma organização social sem fins lucrativos, que atua nos programas de acolhimento e fortalecimento familiar e comunitário, visando defender e garantir os direitos de crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social, que perderam ou que estão prestes a perder os cuidados parentais. Criada em 1949 na Áustria, está presente hoje em 134 países. No Brasil atua desde 1967, com programas em 12 estados e no Distrito Federal. www.aldeiasinfantis.org.br

.: "Os Melhores Contos de Grimm e Andersen" apresenta "Cinderela"

Na tarde do próximo sábado, 12 de setembro, às 15h, a TV Cultura exibe o clássico infantil "Cinderela", da série "Os Melhores Contos de Grimm e Andersen".  O programa é uma adaptação alemã dos contos dos irmãos Jacob e Wilhelm Grimm, e algumas histórias de Hans Christian Andersen.

A jovem Cinderela mora com sua madrasta malvada e sua meia-irmã, trabalhando de sol a sol, enquanto as outras gozam de todos os confortos de uma dama. Mas seu destino lhe reserva um futuro melhor. Um dia, o rei decreta um baile em que todas as moças solteiras do reino deverão participar, de modo que o príncipe possa encontrar uma noiva. 

A madrasta e sua filha fazem de tudo para impedir que Cinderela vá ao baile, mas a menina aparece em um vestido deslumbrante e rouba o coração do herdeiro logo na primeira dança. Mas, quando o relógio dá as doze badaladas, é hora de Cinderela ir embora. No meio da fuga, ela deixa cair seu sapatinho. Apaixonado, o príncipe sai em sua busca.

Outros clássicos que serão exibidos na série são: "Rapunzel", "João e Maria", "Branca de Neve", "A Roupa Nova do Imperador", "O Gato de Botas" e "Chapeuzinho Vermelho".

.: O herói da noite, por Mary Ellen Farias dos Santos

Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em setembro de 2015



Parecia ser uma noite como todas as outras em que chegamos juntos em casa. No entanto, assim que eu abri a porta... um vulto. Rapidamente, dei sinal de alerta a ele que vinha atrás de mim. 

- Espere! Não entre!

Não terminei de abrir a porta. Caminhei nas pontas dos pés, suavemente. Com total cautela, assim, pé ante pé, sem grandes movimentos, segui até um dos sofás da sala. Esconderijo muito bem localizado. Procurei e encontrei o que me importava naquele momento de tensão.

Sem nada entender, meu marido permaneceu na porta. Sem questionamento algum. Pensou que eu havia enlouquecido mais uma vez? Provavelmente! O fato é que continuou ali parado sem reclamar daquele ataque de confusão.

Já armada com o spray, eu gritei:

- Cadê? Cadê? 

Com o objeto em mãos, o meu desespero e o olhar direcionado para aquela coisa -consideravelmente grande-, que teimou em andar pelo chão, tudo ficou claro para ele. Sacudi o frasco, ajoelhei-me e disparei diversos jatos de veneno, com a certa ideia de que aquele ser voltasse para a escadaria do prédio.

Não! Mesmo com os espirros do mata insetos aquela coisa tanto que fez que foi pisoteada pelo meu salvador, que logo reagiu aos meus gritos:

- Ela vai para a sala! Não deixa! Não deixa! 

E com a visita indesejada de uma barata, fechamos o dia 9 de setembro de 2015. Chamamos a atenção de alguns vizinhos? Disso não temos certeza, mas também não duvidamos. 

A verdade é que a barata envenenada foi arremessada para fora da nosso cantinho. O que é que desejo ao meu herói que aniversaria nesta quinta-feira? Bençãos e mais bençãos, assim como muito amor e fé para a nossa caminhada. Que a volta para casa em 10 de setembro seja diferente. Amém!


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do www.photonovelas.com.br. Twitter: @maryellenfsm 

.: No mês da cultura independente The Moondogs assina com a Vevo

Banda promete bombar o canal com três novidades em setembro e uma na primeira semana de outubro


Os meninos do The Moondogs assinaram contrato com a plataforma líder mundial em vídeos de música, a Vevo. Para bombar o canal novo e comemorar o mês da cultura independente, lançam quatro webclipes nas próximas semanas. Gravados no estúdio DoZe, os primeiros conteúdos do canal serão as músicas autorais “I Got Bored”, “Kinda Magic”, “If You Do, You Do” e “Hurricane”.

A ação, além de promover o canal na Vevo, deixa para o público um aperitivo da performance ao vivo da banda, sempre muito elogiada e que poderá ser conferida nos próximos shows, como o do Tom Jazz, dia 8 de outubro, quando lançam um novo EP de autorais, distribuído para todos que forem conferir a apresentação. Os lançamentos serão feitos todas as quintas de setembro, sendo a primeira “I Got Bored”, no dia 10, e depois “Kinda Magic”, dia 17, e “If You Do, You Do”, 24. “Hurricane” fica para outubro, na mesma semana da apresentação em São Paulo.

Sobre a banda: Formada por Johnny Franco, no vocal principal e guitarra, Gabriel Gariani, no baixo, Victor Prado, também na guitarra e Gabriel Borsatto, na bateria, e todos acompanhando Johnny nos vocais, a banda apresenta o genuíno rock n’ roll com forte influência de Beatles, inclusive no nome, já que Johnny & The Moondogs foi o primeiro nome da banda de Lennon e companhia.

O primeiro disco do The Moondogs está disponível no Itunes para baixar, além dos sites Rdio, Deezer, Spotify, Pandora e Iheart, em que é possível ouvir o som barulhento da banda paulistana, que leva quem ouve de volta às raízes do rock n’ roll.



.: Obra de autores independentes na XVII Bienal Internacional do Livro Rio

“Bonitinho, o monstrinho bonzinho”, de Eduardo Albero e Patrícia Rollo Fosello Albero, ficará à venda no estande da PerSe

   
A PerSe, plataforma digital de autopublicação de livros impressos para autores independentes, comercializará “Bonitinho, o monstrinho bonzinho”, obra dos autores Eduardo Albero e Patrícia Rollo Fosello Albero, durante a XVII Bienal Internacional do Livro Rio.O livro estará disponível durante os dias da Bienal, mas quem não puder comparecer e tem interesse de adquirir a obra, pode comprar pelo portal PerSe, que disponibiliza a versão impressa com envio postal, ou a edição eletrônica em e-book.

“Bonitinho, o monstrinho bonzinho” é a história de um monstrinho muito bonzinho, amigo de todas as crianças, que habita na fantasia e imaginação de um menino muito criativo de apenas quatro anos de idade. A obra é baseada nas fantasias de Felipe, filho do autor Albero, que conta a fantástica história de um pequeno e corajoso garoto e sua fiel escudeira no combate contra um ET gigante devorador de criancinhas. A ilustração fica por conta da cunhada do autor, Patrícia Rollo Fosello Albero.

Sobre os Autores: Eduardo Albero nasceu em 1981, na cidade de São Paulo. O autor tem graduação em Ciências da Computação pela Universidade São Judas, com MBA em Gestão de pessoas pela Faculdade Getúlio Vargas (FGV) e certificações em desenvolvimentos de softwares e em gestão de projetos. Atualmente, trabalha como analista de sistemas de uma grande instituição financeira, além de escrever histórias infantis. Durante sua trajetória literária escreveu “Bonitinho, o monstrinho bonzinho” e “Sol Quente? Vento Frio? Por que?”.

Já Patrícia Rollo Fosello Albero nasceu em 1971, também na cidade de São Paulo. A autora tem graduação em Educação Artística pela universidade São Judas Tadeu. Atualmente, trabalha como empresária na indústria química, além do seu hobby em ilustrar os livros desenvolvidos com seu cunhado, Eduardo Albero. Ilustrou os livros “Bonitinho, o monstrinho bonzinho” e “Sol Quente? Vento Frio? Por que?”.


SERVIÇO
XVII Bienal Internacional do Livro Rio
Período: 03 a 13 de setembro de 2015
Horário de funcionamento:
03 de setembro das 13h00 às 22h00
07 de setembro (feriado) das 10h00 às 22h00
Durante a semana das 09h00 às 22h00
Finais de semana das 10h00 às 22h00
Estande da Perse: Pavilhão Verde na Rua L Estande 12 (próximo ao Bamboleio), principal via de acesso para os visitantes
End.: Avenida Salvador Allende 6555 – Bairro: Barra da Tijuca – Rio de Janeiro/RJ

SOBRE A PERSE: A PerSe é uma plataforma web de publicação e comercialização de livros impressos e e-books para autores independentes: o autor é quem faz sozinho a publicação do seu livro. O objetivo principal do site é auxiliar autores independentes a publicar seus livros da forma mais simples e prática possível, direto pela Internet. Os autores fazem isso sem qualquer intermediação e gratuitamente.

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