terça-feira, 8 de dezembro de 2015

.: Bicampeão de “Os +Admirados Jornalistas Brasileiros” é argentino

Por Helder Miranda
Em dezembro de 2015

O argentino (agora você sabe e aposto que se surpreendeu) Ricardo Boechat, da rádio e TV Bandeirantes, encabeça a lista de 100 nomes da segunda edição do prêmio “Os +Admirados Jornalistas Brasileiros”, promovido pela Maxpress, com 48 mil votos. Nascido em Buenos Aires, filho de um diplomata brasileiro, ele começou a carreira em 1970, no “Diário de Notícias” do Rio de Janeiro e, desde então, coleciona prêmios e admiração por onde passa. 

Atualmente, Boechat se destaca como colunista da revista “IstoÉ”, âncora do “Jornal da Band” e das manhãs jornalísticas da rádio “Band News FM” – quem não se lembra da ocasião em que ele mandou o pastor Silas Malafaia, que o criticava nas redes sociais e o convidava para um debate, “procurar uma rola”? 
Além de Ricardo Boechat, completam a lista dos dez jornalistas mais indicados, em sequência, Caco Barcellos, Eliane Brum, William Waack, Elio Gaspari, Miriam Leitão, Sandra Annenberg, William Bonner, Arnaldo Jabor e Xico Sá

Entre os eleitos para o Top 50, entra a 11ª e 50ª colocações, estão Evaristo Costa, da TV Globo, Leonardo Sakamoto, da ONG Repórter Brasi, Adriana Araújo, da TV Record, a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo e da rádio Band FM, a santista Adriana Carranca e Luís Fernando Veríssimo, do jornal O Estado de S.Paulo, e Ana Paula Padrão, apresentadora do programa “MasterChef”, na TV Bandeirantes. Do 51º ao 100º lugares, entre os nomes, o comentarista Reinaldo Azevedo, à frente de vários veículos de comunicação, Maria Júlia Coutinho, a Maju, Ernesto Paglia (TV Globo), Rodrigo Bocardi, da TV Globo, Paulo Henrique Amorim, da TV Record, 
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A participação de profissionais do Sudeste é gigantesca, tanto por esta região concentrar os mais importantes veículos de comunicação brasileiro, quanto por serem dessa região a maioria dos eleitores que votaram. Entre os 100 vencedores, 86 são do Sudeste: 65 de São Paulo, 21 do Rio de Janeiro, e um de Minas Gerais. Do Distrito Federal, 12 profissionais foram lembrados, e o Rio Grande do Sul, um. As mulheres ainda estão em minoria: ficaram com 29 das cem colocações.

Mais da metade dos indicados é da televisão, o que demostra que esse veículo de comunicação ainda tem muita força, ao contrário do que dizem, por conta do advento da internet. Na lista, a Rede Globo e a Globo News têm 40 profissionais entre a centena de vencedores. No jornalismo impresso, 35 nomes se destacaram, tendo “O Estado de S. Paulo” e “Folha de S.Paulo” dez indicações.

.: A musicalidade e a trajetória de Ed Sheeran em livro ao alcance dos fãs

Editora BestSeller lança em dezembro livro ilustrado que conta detalhes sobre a carreira do cantor, desde a timidez para subir ao palco até o estouro com o single “The A Team” .

 Nascido em uma família voltada para a arte, Ed Sheeran passou muito tempo entre pinturas e galerias até virar o fenômeno pop que é hoje. Tímido, educado e carinhoso com os fãs, quem vê o pop star em seus clipes ou entrevistas não imagina o quanto teve que trabalhar para chegar até ali.  Ed se considera a prova viva de que ninguém nasce com talento e conta que, para chegar aonde chegou, precisou praticar (praticar o que?) bastante.

“Ed Sheeran – Uma jornada virtual” é uma autobiografia ilustrada desenvolvida por meio da parceria entre o cantor e Phillip Butah, um amigo da família e responsável pelas imagens que compõem a obra. Ele conta como foi participar deste projeto com Sheeran:

“Estou feliz de verdade por ter trabalhado ao lado dele para produzir este livro singular e extraordinário – ainda mais feliz por ter assistido a tudo bem de perto. Isso me faz crer que, com dedicação, foco e muito empenho, sonhos podem se realizar não importa quão ambiciosos eles sejam. Para mim, este livro é um sonho realizado”.

O músico, que no livro confessa que nunca foi o melhor aluno no colégio, tocava piano desde cedo e já participou de corais na Igreja em que frequentava com a família. Incentivado pelos pais a seguir a carreira musical, as primeiras influências do cantor foram Bob Dylan, Eric Clapton, mas passaram também por Eminem, 2Pac e Green Day.

O primeiro álbum de Sheeran, Spinning Man, gravado em 2004, foi composto por músicas sobre o fim do seu relacionamento. Na época Ed tinha 13 anos e para gravar as faixas foi preciso economizar muito dinheiro e ainda vender um velho amplificador.

Entre os EPs gravados em casa, a mudança para Londres, as aulas de composição e a vida de dormir no sofá dos amigos, Ed alcançou o sucesso com dedicação e perseverança. O single “The A Team” foi a música que abriu as portas do mundo para o garoto britânico. Em 2014, o álbum X foi o mais vendido do Reino Unido. O mesmo álbum foi nomeado, em 2015, para o Grammy de melhor álbum pop e melhor álbum do ano. O cantor esteve no Brasil em 2015 para shows no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Ed Sheeran é cantor e compositor britânico. Aos 24 anos, Edward Christopher Sheeran chegou ao primeiro lugar na UK Albums Chart e na Billboard US 200. Seu segundo álbum “X” foi nomeado para Álbum do Ano na 57ª Annual Grammy Awards.

Phillip Butah é ilustrador e amigo de Ed Sheraan. A parceria entre os dois resultou também nas artes de capa dos álbuns do cantor. Butah foi o ganhador mais jovem do prêmio Young Artists’ Britain.

.: Mara Maravilha entregou o prêmio a Douglas Sampaio ao esbofeteá-lo?

Por Helder Miranda
Em dezembro de 2015

É possível que Mara Maravilha, ao esbofetear três vezes Douglas Sampaio na festa de encerramento com todos os participantes de “A Fazenda 8”, tenha entregue ao rapaz o prêmio de bandeja a ele. Não se sabe em que contexto isso aconteceu, mas não deixa de ser lamentável a postura de uma mulher de 47 anos, que já teve uma carreira de sucesso, se rebaixar a este ponto em um programa de TV.

Até então, eu acreditava que Mara deveria ser merecedora de, pelo menos, estar na final desta oitava edição de “A Fazenda”. Hoje penso que ainda bem ela não estar e, como comentarista, sinto vergonha de ter declarado minha torcida para ela, que lançou mão das maneiras mais ridículas para chamar atenção e foi aplaudida pelo público, inclusive por mim. 

Mara carregou “A Fazenda” nas costas até certo ponto e depois tudo se tornou um show de horrores onde prevalecia o mais do mesmo com brigas sem propósito provocadas por ela. E o que ela fez com Douglas, que não torço (aliás, não torço por ninguém que está nesta final) foi pura maldade – algo contraditório para quem diz ter Deus no coração porque, a partir daí, a premissa básica é não querer prejudicar quem quer que seja. 

Foi tentativa barata de desestabilizá-lo e fazer com que perdesse o controle revidasse cada tapa, aí seria desclassificado e o prêmio iria direto para Ana Paula Minerato, que embora não tenha nada a ver com essa palhaçada, está indiretamente envolvida nesse plano maquiavélico que começou com o boato espalhado por Mara, aparentemente em conluio com Thiago Servo, de que a ex-“Panicat” estaria grávida. 

O intuito era, evidentemente, a audiência ficar penalizada com a “futura mãe solteira” e pagá-la com os dois milhões de reais. Mentir no programa do apresentador Geraldo Luís que as “regras” da moça, que linguajar antigo!!!, estavam alteradas foi algo de alguém que gosta de se fazer de vítima para alcançar objetivos. Todos, absolutamente todos ali, já tiveram alguma chance na vida – mais que a maioria dos brasileiros – Mara, então, a única que era realmente famosa, teve várias. 

Será que até nisso ela será a protagonista, embora tenha perdido para sempre alguma compostura diante de seu público? Mara pode ser decisiva até no final do jogo? Se o que aconteceu não foi jogada da Record para atrair audiência para o último dia, e se Douglas ganhar o prêmio, ela apenas se mostrará uma pessoa corrosiva, que corrompe o que está ao seu redor e prejudica, mesmo tentando ajudar, nas melhores intenções escusas. Mara, aparentemente é má, e foi muito, extremamente ruim, com Douglas ao não se mostrar superior a ele e tentar arrastá-lo com ela ao recalque de não estar entre os finalistas. E a pergunta que não quer calar é: pode, um ex-participante entrar na festa e agredir alguém sem que nada lhe aconteça? E a regra para agressão, não vale? Mara deveria, ou não, perder o cachê que ganhou pela sua marcante participação? É evidente que sim, mas nessa "Casa da Mãe Joana", onde tudo pode acontecer em nome de audiência barata, nenhuma consequência haverá.

Mas os tapas dados em Douglas, ou o papelão de Mara, atingiram mais os torcedores de Mara do que o próprio oponente dela. Acredito que não reagir à agressão pode fazer com que ele tenha ganhado esse jogo. Manter a inteligência emocional nessas horas, sobretudo para quem perdeu as estribeiras durante todo o confinamento, pode ser essencial para essa vitória. Os números não mentem: a diferença entre JP, um participante que não era tão rejeitado, com 74,1% dos votos. Vai ser bonito se ele vencer porque, apesar de muitas vezes aparentar ser um vilão, machistinha, truculento e egocêntrico, Douglas é um menino de apenas 22 anos, teoricamente o menos preparado emocionalmente para tudo o que enfrentou dentro da casa e até para ganhar essa quantia. 

Não se sabe se Douglas deveria, ou não, ter sido expulso por conta da briga com Thiago Servo – nunca se saberá, a não ser que ele vença e alguém resolva abrir a boca, o que não deixaria de ser interessante. Em paralelo à imaturidade que os rompantes de adolescente que ele é e ostentava isso, como a paixão incondicional pela atriz Rayanne Moraes (já confirmada para uma novela na Rede Record), ele já é pai, coisa que muitos homens, na idade dele, não eram, e podem nunca chegar a ser.



Dos três, é, no entanto, mais justo que o prêmio vá para uma ex-“Panicat”. É a terceira vez que uma delas vai para a final – “Piu-piu”, na terceira edição, Babi Rossi, na sétima e Minerato agora. E será bonito de se ver, finalmente, uma representante do programa “Pânico” colocar as mãos nessa bolada, principalmente se for em uma emissora evangélica como a Rede Record. Será libertário, anárquico, livre, será #eunavida como Minerato é. Os prós é que ela sempre aparentou ser bem intencionada, os contras foi comprar o jogo de Mara Maravilha e começar a seguir os passos do jogo de confronto que a ex-apresentadora infantil adotou para si. Depois, perdeu outros pontos com a aliança com Luka. Este, por sinal... Dizem que homem quando dá para ser fofoqueiro é pior que mulher fofofoqueira. E ele é um exemplo prático disso. Colocar um vilão como ele no final pode facilitar as coisas para quem a Record quer que vença esse programa, mas...

Temos a edição passada para contar história. Em todas as enquetes possíveis, o cantor DH, da banda “Cine” (por onde anda?), estava em terceiro lugar, a funkeira Heloíssa Faissol em segundo e a ex-“Panicat” Babi Rossi em primeiro. Fazendo um paralelo com a política, era o mesmo que o candidato Tarso Genro ganhar a eleição da presidente Dilma Roussef, que estava em primeiro lugar nas pesquisas, mas... aconteceu, o que contribuiu para que gradativamente o programa caísse no descrétito. Coisas de “A Fazenda”...

.: "Alvin e os Esquilos 4" na próxima “Sessão Coca-Cola” do Cine Roxy

Entre os últimos anos da década de 70 e meados dos anos 80, a “Sessão Coca-Cola” do Cine Roxy notabilizou-se como um momento de encontro familiar, de amigos, em manhãs de domingo regadas a cinema e ao famoso refrigerante. O projeto consistia em sessões dominicais matutinas com valor promocional nas quais o espectador ganhava uma Coca-Cola. Marcou época para muitas pessoas.

Após pedidos do público e depois de muitos anos a “Sessão Coca-Cola” retornou com sucesso e tem sequência no próximo dia 27 de dezembro, às 11h, com sessão do filme “Alvin e os Esquilos 4 - Na Estrada”. Um programa imperdível para a família pós-Natal. O ingresso é promocional de meia-entrada para todos: R$ 13. Na compra do ingresso, o espectador ganha um refrigerante de 300 mililitros.

O filme:
O trio de esquilos cantores e tagarelas formado por Alvin, Simon e Theodore estão de volta para mais uma aventura musical. Alvin continua arranjando confusões e faz o intelectual Simon e o fofo Theodore serem forçados a acompanhá-lo. O primeiro filme dos esquilos cantantes arrecadou US$ 218 milhões mundialmente, enquanto “Alvin e os Esquilos 2” (2009) conseguiu US$ 440 milhões. Já “Alvin e os Esquilos” 3 (2012) fez US$ 342,6 milhões nas bilheterias mundiais. A direção é de Walt Becker, o mesmo da comédia “Surpresa em Dobro” (2010).

Trailer de “Alvin e os Esquilos 4 - Na Estrada”


Serviço:
Sessão Coca-Cola: "Alvin e os Esquilos 4 - Na Estrada"
Domingo, 27 de dezembro, 11h
Valor: R$ 13 (preço promocional de meia-entrada para todos). 
Cada espectador ganhará um refrigerante de 300 ml.
Avenida Ana Costa, 443, Gonzaga - Santos/SP. 

.: Love Metal do HIM promete enlouquecer SP nesta sexta-feira

Banda protagonizou um dos melhores shows de 2014, segundo o Guia da Folha


Poucos meses após completar dois anos da belíssima, bem-sucedida e elogiada performance de estreia no Brasil, o HIM, considerado um dos maiores ícones da música mundial na atualidade, está de volta e pronto para reencontrar seus enlouquecidos fãs paulistas. 

O grupo finlandês se apresenta, nesta sexta-feira, dia 11 de dezembro, no Carioca Club, em São Paulo. Show faz parte da nova turnê promocional do elogiado álbum “Tears on Tape” (Universal Music) pela América Latina. 

Apesar da grande procura, ainda há ingressos de pista à venda nas bilheterias do Carioca Club, pelo site da Ticket Brasil e pontos autorizados (https://ticketbrasil.com.br/show/3579-him-sp) para a eletrizante exibição de Ville Hermanni Valo (vocal), Mikko “Linde” Lindström (guitarra), Mikko “Migé” Paananen (baixo), Janne “Burton” Puurtinen (teclado) e Jukka “Kosmo” Kröger (bateria). Camarote está sold out. Mais informações no serviço abaixo.

Após 22 gloriosos anos de carreira e hits absolutos como "For You", "Your Sweet Six Six Six", "Wicked Game" (cover de Chris Isaak), "The Heartless", "When Love and Death Embrace", "(Don't Fear) The Reaper" (cover de Blue Öyster Cult), "Poison Girl", "Join Me in Death", "Right Here in My Arms", "Buried Alive By Love" e "The Funeral of Hearts", e uma série de álbuns que se tornaram clássicos - como “Greatest Love Songs Vol. 666” (1997), “Razorblade Romance” (1999), “Love Metal” (2003) e “Venus Doom” (2007), o Love Metal do HIM se estabeleceu como um fenômeno global ao vender milhões de discos em todo Mundo.

A primeira e até então única apresentação do HIM no Brasil, ocorreu em 30 de março de 2014, no HSBC Brasil (hoje, Tom Brasil), em São Paulo, e foi considerada uma das melhores daquele ano, figurando inclusive na lista dos “Melhores Shows Interacionais” do renomado Guia da Folha de S. Paulo.

Links relacionados:
https://www.facebook.com/theheartagram
https://www.facebook.com/RadioTvCorsario
https://www.facebook.com/UltimateMusicPR

Serviço São Paulo
Rádio & TV Corsário orgulhosamente reapresenta HIM
Data: 11/12/2015 (sexta-feira) 
Local: Carioca Club
End: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 (próximo ao Metrô Faria Lima)
Abertura da casa: 19h | Showtime: 20h
Classificação: 16 anos
Ponto de venda físico: Bilheteria Carioca Club e autorizados Ticket Brasil (https://ticketbrasil.com.br/show/3579-him-sp/pontos-de-venda/)
Ingresso online: https://ticketbrasil.com.br/show/3579-him-sp/

Valores:
Pista (3º Lote): R$ 160 (meia-entrada/promocional) | R$ 320 (inteira)
Camarote: ESGOTADO
Evento Facebook: https://www.facebook.com/events/841107182672832/

.: Você já está preparado financeiramente para 2016?

Por: Lélio Braga Calhau


O ano de 2015 está no fim e, salvo algumas honrosas exceções, foi um ano terrível financeiramente para o país e para todos nós. A inflação real bate os 10% ao ano, a crise política se agrava e a perspectiva financeira para 2016, para a grande maioria, é mais sombria ainda.

Podemos aprender uma lição com o que o governo federal fez nos últimos anos. Ele "brincou com fogo" quando se trata de lidar com dinheiro. Ou, para nós aqui no "salão de baixo", gastou mais do que devia e se deparou com o adágio popular "o dinheiro não aceita desaforo". Se você não atenta pra isso, você dança.

O problema de se andar na beirada do precipício financeiro é que se acontecer algo ruim (desemprego, queda abrupta na renda, doença na família, acidente, autuação por impostos mal calculados etc) você é lançado para muito perto da borda fatal.

É fato que o governo federal não teve o profissionalismo de se precaver. Se você anda na beirada do despenhadeiro e ocorrem vários fatos negativos ao mesmo tempo (crise política, decisões econômicas péssimas, crise de confiança, etc) você é jogado pra dentro do buraco, onde é muito mais difícil sair.

Aprenda com o que está acontecendo no país e tire uma importante lição. Beirada de precipício financeiro é lugar para amadores e não é onde você deve estar nunca. Previna-se, pois as crises econômicas irão ressurgir de tempos em tempos e você deve, através da educação financeira, estar preparado para ficar longe da "borda" e dos seus perigos.

Para tanto, estude novos hábitos financeiros, use a criatividade, tenha pavor de desperdício, adote comportamentos defensivos de proteção do seu patrimônio, construa uma reserva financeira ao longo de meses ou anos, evite os caminhos da ostentação, reaproveite as coisas ao máximo e economize o que puder para ter dinheiro para investir.

Não ande com bajuladores (que nunca te dão bons e úteis conselhos ou avisos) e nem pessoas perdulárias. É mais fácil você afundar com elas do que mudar o comportamento dos perdulários para melhor. Quem gasta mais do que ganha vive num mundo de fantasia, quando a história acaba, ele descobre uma realidade terrível e mais difícil de se resolver. O ano de 2016 não será fácil para ninguém. Fique atento e defenda seu patrimônio. E não se esqueça nunca: o dinheiro não aceita desaforo.
Lélio Braga Calhau é Promotor de Justiça de defesa do consumidor do Ministério Público de Minas Gerais. Graduado em Psicologia pela UNIVALE, é Mestre em Direito do Estado e Cidadania pela UFG-RJ e Coordenador do site e do Podcast "Educação Financeira para Todos".

Sobre a Educação Financeira para Todos: www.educacaofinanceiraparatodos.com
Criado e mantido por Lélio Braga Calhau, Promotor de Justiça do Consumidor no Ministério Público de Minas Gerais, o Portal Educação Financeira Para Todos promove conteúdo gratuito sobre planejamento financeiro. Sua missão é conscientizar os consumidores brasileiros através de artigos, cases, vídeos e reflexões sobre gastos sem planejamento.

.: Fortalecimento cultural, por Luiz Gonzaga Bertelli

Por: Luiz Gonzaga Bertelli*


Com o mundo em constante transformação, as empresas não querem mais profissionais que apenas dão conta das atividades técnicas. O colaborador moderno precisa estar "up to date" com as inovações tecnológicas, mas também deve se expressar com clareza e qualidade, deve ter uma formação cultural que facilite o tratamento com outros povos e culturas e estar bem informado do que acontece no Brasil e no mundo, atento às possibilidades de negócios.

Essas habilidades, no entanto, não se adquirem de um dia para o outro. São acumuladas, principalmente, durante a formação escolar. Os jovens que não têm hábito de leitura, que não possuem conhecimentos gerais básicos e não têm vontade de querer saber mais e mais, terão dificuldades para se inserir em empresas qualificadas. A baixa qualidade do ensino atual prejudica, e muito, essa condição. Quem pretende alcançar sucesso na carreira deve correr atrás de informação para complementar suas deficiências culturais. Aqueles que adquirirem formação mais sólida largarão na frente, com condições de fugir dos subempregos e do mercado informal.

Com o objetivo de incentivar a cultura, a escrita e as reflexões diante de problemas da vida moderna, o CIEE promove ao longo do ano, ao lado de instituições parceiras, uma série de concursos que visam o desenvolvimento cultural dos jovens. Dois desses prêmios foram entregues nesta semana: o Concurso de Monografias Esther de Figueiredo Ferraz 2015, parceria do CIEE com o Instituto de Advogados do Estado de São Paulo e o 14.º Concurso Nacional de Monografias – Prêmio CIEE/Secretaria Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Senad).

O prêmio do CIEE/IASP foi entregue segunda-feira no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e contou com a presença de José Renato Nalini, presidente do Tribunal; José Horácio Halfeld Ribeiro, presidente do IASP;  Francisco Rezek, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal; e do jurista Miguel Reali Junior, entre outras personalidades. Na ocasião foram premiadas Francielle Pasternak Montemezzo, vencedora na categoria profissional, e Nattane da Silva de Oliveira, na categoria estudante, que desenvolveram temas sobre as demandas da atuação do Poder Judiciário nos direitos fundamentais e nas políticas públicas de saúde, respectivamente. Na terça-feira foi a vez da entrega, em Brasília, do prêmio CIEE/Senad, no qual foram contemplados os estudantes Monique da Silva Ribeiro, Sandro Lucena Rosa e Maria Clara Mirachy da Silva Pinto.

O CIEE promove ainda o Prêmio Literário Escritor Universitário Alceu Amoroso Lima (Tristão de Athayde), em parceria com a Academia Brasileira de Letras (ABL), e o prêmio CIEE/CADE, que versa sobre direito concorrencial.

*Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE, do Conselho Diretor do CIEE Nacional e da Academia Paulista de História (APH).

.: O jeito de fazer mudou, por Paulo Sérgio Buhrer

Por Paulo Sérgio Buhrer
Em dezembro de 2015

Tudo, o tempo todo, está mudando. Mas, em momentos delicados, as mudanças acontecem mais rápido.
O vendedor que ainda vende do mesmo jeito que vendia há cinco anos, hoje, não vende mais. Se você não aprender a fazer diferente, estará em maus lençóis, seja você um auxiliar administrativo, supervisor, advogado, contador, empresário, líder, profissional liberal. É importante constatar que o jeito de fazer mudou. Também, agora é a hora de você aparecer, fazer mais do que vinha fazendo.

Quem fizer o mesmo que fazia, com a mesma energia de antes, vai quebrar, não vai crescer, e vai ficar de fora do mercado de trabalho. Em momentos mais complexos, se você não redobrar suas forças, se não fizer mais do que fazia, infelizmente, a notícia é que você será enrolado pela teia da acomodação, e seus sonhos vão ficar, mais uma vez, engavetados.

Não deixe a gaveta dos seus sonhos emperrar. Abra-a com frequência, e mude seu jeito de realizar o que realiza, de fazer o que faz. Seu sucesso depende mais de você DESAPRENDER o que sabe, para aprender de um jeito novo, do que continuar estudando o que o mercado não valoriza mais. No meu livro,  “Sete Problemas e Um Segredo”, mostro um grave problema em relação à acomodação.

Quem se acomoda, pensa que vai ficar no mesmo lugar. Mas, hoje, não é mais assim. Quem se acomoda, anda para trás, e será ultrapassado rapidinho. O mundo corporativo precisa de pessoas com um estado mental diferente. 

Temos de ter pessoas que sejam capazes de sufocar os problemas, espremê-los, até que a solução saia. É igual a fazer um suco de laranja. No começo, você tem um problema, que é a casca da laranja. Depois, você tem outro problema, que é o bagaço da laranja. Mas, de tanto você espremer, o melhor sai, que é o suco.

Eu adoraria que você entendesse que você também tem “suco” para oferecer. Apenas, talvez, esteja envolto numa casca de acomodação e medo. Compreenda, também, que, coisas difíceis não são feitas por perdedores. Se tem algo difícil acontecendo com você, agora, seja na vida pessoal ou profissional, isso é um belo sinal.

Um sinal de que você está evoluindo, e precisa sair melhor do que entrou nessa situação. É triste, mas, a imensa maioria das pessoas, trava nos momentos em que precisavam dar mais de si mesmas. Veja, não adianta nada você paralisar só porque as coisas não estão dando certo. A vida não muda para melhor quando você faz isso. A sua vida, pessoal e profissional, evolui, quando você se supera. Aliás, algo maravilhoso que aprendi é que pessoa falidas adoram reclamar e dar desculpas. E pessoas de sucesso adoram se superar diante das dificuldades. 

Estamos vivendo momentos decisivos, onde só os campeões suportarão tantas dificuldades e coisas difíceis acontecendo. Tenho certeza de que você é um campeão, e vai começar a pensar e fazer o que faz hoje de uma maneira diferente. Você vai ser tão bom, tão competente, que as empresas vão ficar malucas só de pensarem em perder você. Para isso, só precisa resolver os sete problemas que mostro no livro, e aplicar, em doses cavalares, o segredo revelado.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

.: Rede Record: Porque não assisto mais "A Fazenda"

Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em dezembro de 2015*


Você é envolvido e convencido a gostar de ilustres desconhecidos da grande mídia. É claro que há alguns nomes que tiveram seus anos de glória e, por qualquer motivo, caíram no esquecimento. Esta é "A Fazenda", o único reality show da Rede Record que ainda dá para tentar assistir.

Com o novo apresentador, o ex-O Aprendiz, Roberto Justus prometeu tanto, mas nem bons prêmios a oitava edição do reality conseguiu dar aos participantes. Quanto à postura, sem poder demitir ninguém, Roberto Justus, nada imparcial, deixou a desejar como apresentador. 

Nem as perguntas mais capciosas, visivelmente elaboradas pela produção, ele foi capaz de extrair dos que ocupavam o banquinho da eliminação. Impaciente e, normalmente, grosseiro, deu vários foras. Eu, enquanto professora, só pude imaginá-lo diante de uma classe de alunos bastante numerosa. Talvez um reality inspirado em "Um tira no jardim da infância" seja mais adequado para Justus. Na verdade, o despreparo para lidar com outro tipo de profissional gritou em cada apresentação ao vivo.


Por que não assisto mais "A Fazenda"? Não é pelo fato de já estar na reta final, a gota d'água foi a saída do modelo Marcelo Bimbi para a também modelo Rayane. Ok! O nível de fama dos foi está equiparado, mas um cara que tirou a Mara, perder para a Cinderela? É totalmente descabido. #menosmanipulação, por favor!!

O que esperar desta final que até Deus duvida, não é?


*Texto originalmente escrito em 2 de dezembro de 2015


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do www.photonovelas.com.br. Twitter:@maryellenfsm 

.: Mariana: de quem é a culpa?, por Eduardo Martins

Obra da psiquiatra e desenhista francesa Héloïse Delavenne Garcia, radicada no Brasil

Por Eduardo Martins*
Em dezembro de 2015

O ser humano, desde o tempo em que se abrigava em cavernas, busca viver confortavelmente. Para tanto, faz uso de suas hábeis mãos com polegares oponentes, capazes de utilizar instrumentos e com isso, se proteger e modificar o ambiente para torná-lo adaptado ao seu modo de vida. Mais importante ainda, o ser humano possui um cérebro capaz de aprender, memorizar, raciocinar, prever e outras tantas funções.

O domínio do fogo propiciou ao ser humano o necessário calor para manter sua temperatura corporal e comer alimentos mais macios. Mas o mesmo fogo certamente provocou alguns incêndios incontroláveis, queimaduras e até a morte por asfixia.

De quem foi a culpa dessas eventuais mortes e dessa devastação não natural do ambiente?

Certamente faltaram conhecimentos, cuidados, tecnologias.

Passaram-se milhares de anos e o ser humano desenvolveu-se muito tecnologicamente, adquiriu conhecimento, tornou-se capaz de prever acontecimentos, controlar fenômenos naturais - enfim, cuidar de si e da natureza.

Esse cuidado muito se deveu a uma autora e a seu livro: "Silent Spring" (Primavera Silenciosa) de Rachel Carson. Esse único livro, publicado em 1962, provocou mudanças revolucionárias nas leis e, sobretudo, na cabeça das pessoas. A preocupação de Rachel Carson com o ambiente está hoje multiplicada em dezenas de reuniões em que mais de uma centena de países discutem a sustentabilidade, o ambiente, a vida das próximas gerações: Estocolmo 1972, Kyoto, Eco 92, Rio + 20, COP 21 e tantas outras.

Hoje, em pleno século XXI, lamentavelmente, em muitas atividades nem sempre se usam as tecnologias, se tomam os devidos cuidados, se usa a capacidade de prever acontecimentos, se valoriza a vida.

Aconteceu em Mariana, Minas Gerais, um terrível rompimento de barragens que desencadeou um extravasamento de um verdadeiro mar de lama: mais de 60 milhões de m3, o equivalente a 25 mil piscinas olímpicas!

Tóxica ou não, essa lama destruiu os sonhos e até a vida de trabalhadores e moradores da região. Prejudicou fauna e flora e ainda ameaça a vida no oceano. Espécies como a tartaruga-de-couro, já ameaçada de extinção, podem perder importante celeiro de nutrientes no litoral do Espírito Santo, atingido pelo "tsunami marrom".

E de quem é a culpa?

Se talvez ainda seja cedo para apontar, como responsáveis, executivos, técnicos, empresas, governantes e legisladores, certamente já passou o momento de se cuidar melhor da vida. Temos as tecnologias que podem ser cada vez mais avançadas, temos leis que podem ser modificadas se não forem suficientes, temos o aprendizado com os erros do passado. O que falta então?

Talvez a firme vontade de gente como Rachel Carson, que com um único livro inspirou a humanidade a cuidar da natureza e do futuro de nossos filhos.

*Autor do livro "Ciências Novo Pensar", da editora FTD Educação

.: Os 80 anos de Adélia Prado, por outros escritores

Adélia Prado completa 80 anos no próximo dia 13 de dezembro. Para comemorar a data, a editora Record lançou uma nova edição de "Poesia Reunida", que traz o primeiro livro da autora, "Bagagem", lançado em 1976, além dos poemas de "O Coração Disparado", "Terra de Santa Cruz", "O Pelicano", "A Faca no Peito", "Oráculos de Maio", "A Duração do Dia" e "Miserere". 

O volume tem também textos de Carlos Drummond de Andrade e Affonso Romano de Sant’Anna e posfácio de Augusto Massi. A obra, lançada em edição de luxo, com capa dura, chega às livrarias em dezembro, pela Record. Confira o que os escritores Carlos Drummond de Andrade, Affonso Romano de Sant’Anna e Augusto Massi disseram sobre ela!

Sobre Adélia Prado, por Carlos Drummond de Andrade*
(...) Adélia é lírica, bíblica, existencial, faz poesia como faz bom tempo: está à lei, não dos homens, mas de Deus:
Uma ocasião meu pai pintou a casa
toda de alaranjado brilhante.
Por muito tempo moramos numa casa
como ele mesmo dizia
constantemente amanhecendo.

Nascida à beira-da-linha, o trem de ferro, para ela, “atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida virou só sentimento”. E diz entre outras “Eu gosto é de trem de ferro e de liberdade”“Eu peço a Deus alegria para beber vinho ou café, eu pelo a Deus paciência pra por meu vestido novo e ficar na porta da livraria, oferecendo meu livro de versos, que para uns é flor de trigo, pra outros nem comida é.”

Em política, Adélia diz que “já perdeu a inocência para os partidos”. “Sou do curso. Quer comer bolo de noiva, puro açúcar, puro amor carnal, disfarçado de corações e sininhos: um branco, outro cor-de-rosa, um branco, outra cor-de-rosa”.

Adélia vai às compras? “A crucificação de Jesus está nos supermercados, para quem queira ver. Quem não presta atenção está perdendo. Tem gente que compra imoral demais com um olho muito guloso, se sugando até a ponta dos pés, atochando o dedo nas coisas, pedindo abatimento, só de vício, com a carteira estufada de dinheiro, enquanto uns amarelos, desses cujo único passeio é varejar armazéns, ficam olhando e engolindo em seco, comprando meios quilinhos das coisas mais ordinárias”.

Adélia já viu a Poesia, ou Deus, flertando com ela, “na banca de cereais e até na gravata não flamejante do Ministro”. Adélia é fogo: fogo de Deus em Divinópolis. Como é que eu posso demonstrar Adélia se ela ainda está inédita: aquilo de vender livro à porta da livraria é pura imaginação e só uns poucos do país literário sabem da existência desta grande poeta-mulher à beira da linha?
*Trecho de crônica no Jornal do Brasil em 9 de outubro de 1975.


Adélia Prado, por Affonso Romano de Sant’Anna*
Adélia Prado é a Clarice Lispector de nossa poesia. Aproxima-as primeiramente este fato: ambas já nasceram (ou surgiram literariamente) com uma linguagem pronta. Mas isto não é tudo. Um escritor pode inventar um trejeito retórico, patentear isto e achar que tem uma linguagem. Falo aqui de algo comum às duas escritoras: aquela maneira de pegar a gente pelo pé e deixar a gente prostrado e besta com uma verdade revelada. Aquilo que se poderia chamar de “epifania” — a revelação abrupta de uma verdade desnorteante. Adélia pertence à raça dos mágicos e, diria, bruxos, se não a soubesse católica com uma fé de fazer inveja ao vigário.

Na verdade, trata-se da voz mais feminina de nossa poesia até hoje. Adélia não usa uma linguagem de empréstimo aos homens, nem repete pieguices em torno de imagens de noite-lua-canto-rosa-mar-estrela-solidão. Assim ela cruza seus textos com os de Fernando Pessoa, Guimarães Rosa e Drummond, mas para assinalar uma diferença. Veja-se o antológico poema que abre seu primeiro livro: “Com Licença Poética”, onde retoma a personagem gauche de Drummond, mas para marcar pelo avesso a sua trajetória, mesmo sabendo ser esse um “cargo muito pesado pra mulher / esta espécie ainda envergonhada”.

A verdade de sua experiência feminina é completada pela fidelidade à sua paisagem ambiental. Lá estão as comadres, as santas missões, as formigas pretas, o angu, as tanajuras, as pessoas na sombra com faca e laranja. Embora pudesse se mostrar pedantemente culta a autora se expõe visceral: “feito água no fundo da mina, levantando morrinho de areia”. Mais que meramente “feminina” e “telúrica” a poesia de Adélia vem do sertão. Do sertão não apenas como distância e mato, do sertão que deixa de ser mineiro para ser uma categoria cósmica. Exatamente como o mestre nesses assuntos, Guimarães Rosa, disse: há autores como Tolstoi, Goethe, Balzac, que nasceram no sertão. Ao passo que outros lógicos e racionais como Emile Zola vêm de São Paulo.
*Trecho de prefácio publicado na primeira edição de "O Coração Disparado", de Adélia Prado (Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1978)


Adélia Prado, por Augusto Massi*
Para todo escritor, há um momento em que o ato fundamental consiste em soltar os livros no mundo. Depois de gestados, é preciso que caminhem com as próprias pernas. Eles se tornam independentes, convivem com outras obras e criam novas relações. Porém, a certa altura da vida, o autor sente que precisa reuni-los novamente em um único e apertado abraço. Todos então retornam a casa, sentam-se à ampla mesa, redescobrem antigos vínculos e participam da estranha ideia de família viajando no verbo.

O primeiro momento é fruto da escrita. O segundo pertence à leitura. Com os livros lançados separadamente, descobrimos e aprendemos; com o conjunto da obra, convivemos e conversamos. No caso de Adélia Prado, Poesia reunida talvez corresponda a uma verdade mais íntima que a denominação tradicional de Poesia completa. Ao longo de sua trajetória poética, cada novo título nasce sempre da costela do volume anterior. Os seus livros dialogam, compõem um coro de vozes, formam um organismo vivo. Sob o mesmo teto, as palavras circulam, cantam, sonham. Poesia reunida, poesia religada. (...)

 Este é o Livro de Adélia. Formado por oito volumes cuja costura interna, matriz de estilo, é uma poética da voz. Ela ultrapassa os limites da língua escrita. Sobrevive fora dos livros. Só grandes artistas são capazes de converter outras vozes em argila, adubo, matéria maleável e fecunda, entrelaçando em cada linha escrita genealogias perdidas no tempo, versos livres e desgarrados, paixões sussurradas na concha do ouvido, conversas requentadas na cozinha, tagarelices do vasto mundo. A voz pessoal, original e intransferível da poeta confere unidade a este livrão.

O imenso móbile pode ser contemplado livremente, fora de qualquer ordem histórica, sustentado apenas pelo fio social e democrático da voz. A sugestão de leveza desse artefato aéreo e lúdico, na verdade, depende de uma sábia distribuição do peso. Os poemas de Adélia Prado alcançaram um perfeito equilíbrio entre a graça e a gravidade. Basta soprar: la donna è mobile.
*Trecho do posfácio escrito para esta edição de "Poesia Reunida"


.: Livro aborda o alcance do sucesso em meio à crise

Paulo Sérgio Buhrer, de 38 anos, é formado em Ciências Contábeis e pós-graduado em Gestão Empresarial. Atualmente, trabalha com couching em companhias, viaja o país inteiro ministrando palestras, atua como Hipnoterapeuta e é Professor nos cursos de Marketing, Gestão Empresarial, Vendas, dentre outras áreas.

O início da carreira, do então varredor de rua de Guarapuava, não foi fácil. Muito jovem, decidiu reverter a situação e foi atrás. Hoje, o escritor do livro “Sete Problemas e Um Segredo”, publicado pela Editora Ithala, conta como as pessoas podem conseguir o sucesso, superando os problemas que aparecem durante o percurso da vida. Segundo Buhrem, quem se acomoda diante das situações dá um passo para trás todos os dias, pois desistem antes mesmo dos sonhos darem certo.

Para ele, existe uma crise mais grave do que a econômica e a política: a mental. As pessoas acabam ficando com medo de que a crise que o país está enfrentando as alcance, e tornam a situação mais real e intensa. O autor explica que as pessoas não podem ter um estado mental de perdedor.

Gilberto Cabeggi, autor da obra “Antes Tarde do que Nunca”, com mais de 120 mil exemplares vendidos, concorda com a visão de Buhrer. No prefácio da obra, ele afirma que “a mente dos vencedores não fica focada em problemas, mas sim na busca de soluções”. A obra pode ser adquirida nas Livrarias Saraiva ou pelo site www.ithala.com.br.


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