domingo, 14 de abril de 2019

.: Peter Gabriel lança faixa perdida em álbum cinematográfico

Acaba de ser disponibilizada, pela primeira vez em formato digital, uma nova versão da música “This Is Party Man”, parte do repertório de “Rated PG”, o próximo álbum do astro Peter Gabriel. 

A faixa foi originalmente escrita para o filme “Virtuosity” (1995), estrelado por Denzel Washington e Russell Crowe e dirigido por Brett Leonard. A canção foi escrita pelo cantor George Acogny e Tori Amos e ganha, nesta versão, letras adicionais do astro. 

O novo álbum de Peter Gabriel, que tem lançamento previsto para o próximo dia 26, conta com repertório de 10 faixas e é uma coleção de suas músicas para o cinema. Cada uma das faixas é revisitada ganhando novas batidas e incorporadas aos dias atuais.

.: "A Guerra dos Tronos" em novo formato: agora em audiobook


Em "A Guerra dos Tronos", primeiro livro da aclamada série "As Crônicas de Gelo e Fogo", George R. R. Martin cria uma obra de arte, trazendo o melhor que o gênero pode oferecer. Mistério, intriga, romance e aventura se alternam nas páginas deste livro, que deu origem à adaptação de sucesso da HBO, "Game of Thrones". E para celebrar a chegada da última temporada da série de TV, temos um lançamento especial: "A Guerra dos Tronos" em audiobook!

Produzido pela Tocalivros, o audiobook conta com um time de dois narradores e 28 atores que dão voz aos personagens marcantes criados por George R. R. Martin. Com este novo formato, os leitores terão a oportunidade de mergulhar nessa história e explorar os Sete Reinos de um jeito diferente. Ouça uma amostra neste link.


A série de TV
Neste próximo domingo, dia 14 de abril, estreia a oitava e última temporada de "Game of Thrones". No ar desde 2011, a adaptação televisiva da HBO se tornou um sucesso mundial. E um aviso para os fãs das "Crônicas de Gelo e Fogo" que estão em São Paulo: a réplica do "Trono de Ferro" esteve em exposição até o dia 14 de abril na Livraria Cultura do Conjunto Nacional.


Os livros
A editora Suma é a nova casa de George R. R. Martin no Brasil. Além do spin-off "Fogo & Sangue", foi publicado também o primeiro volume da série "As Crônicas de Gelo e Fogo". Os volumes 2 e 3 serão lançados em breve.

As novas edições possuem mudanças pontuais em relação às anteriores, como por exemplo: nova revisão da tradução e padronização de termos e nomes; nova diagramação no padrão da Suma; mudanças no layout da capa, dando maior destaque às ilustrações; e novos mapas internos, agora ao fim do livro.




.: Três livros para aprender a escrever melhor


E-mails de trabalho, postagens em redes sociais, redações escolares ou mesmo um romance: quando o assunto é escrever, sempre podemos nos dedicar mais e melhorar. Abaixo, recomendamos três livros que trazem dicas de escrita valiosas para ajudar nesse desafio. 


1. "Escrever Ficção", de Luiz Antonio de Assis Brasil
Neste livro recém-publicado, o escritor e professor Luiz Antonio de Assis Brasil registrou sua experiência ao longo de 34 anos ininterruptos de trabalho com a Oficina de Criação Literária da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, e também no programa de pós-graduação em escrita criativa na mesma universidade.

Com a perspectiva de um ficcionista dialogando com outros ficcionistas, ele apresenta ferramentas indispensáveis para a formação de um escritor. Avesso a fórmulas, Assis ressalta o papel da leitura constante de obras literárias para quem ser se tornar autor de ficção — e são essas obras as grandes referências de seus cursos e deste manual indispensável. Disponível nos formatos físico e e-book.


2. "Tirando de Letra", de Chico Moura e Wilma Moura
De maneira objetiva, sempre ilustrada com exemplos cotidianos, os autores oferecem ferramentas básicas para que o leitor tenha segurança para escrever de maneira simples e correta. Que caminhos seguir, o que evitar, como pontuar bem, quais recursos mobilizar, como revisar — cada momento da escrita é detalhado minuciosamente, desde o primeiro rascunho.

Os autores aproveitam da experiência como professores de redação e editores de obras dedicadas ao ensino da língua portuguesa para fugir do “gramatiquês” e ir direto ao que funciona na prática. Um manual acessível, com projeto gráfico que facilita a consulta, essencial tanto para aqueles que já trabalham com texto quanto para quem precisa se comunicar com clareza e elegância. Disponível nos formatos físico e e-book.


3. "Redação Infalível", de Débora Aladim
Além de manual de escrita, o livro traz dicas de organização de estudos para os vestibulandos. Nele, Débora Aladim – criadora do canal do YouTube que leva seu nome e tem mais de 1,5 milhão de inscritos – usa uma linguagem ágil e atual para conversar com o público jovem que precisa aprender os primeiros passos na organização dos estudos. A autora ensina a montar cronograma, priorizar e revisar matérias, e oferece uma ampla lista de temas que podem ser explorados pelo aluno em sessões independentes de estudo.

"Redação Infalível" é uma arma inestimável para todos aqueles que querem escrever melhor dentro do modelo da redação escola e fazer uma boa prova. Disponível nos formatos físico e e-book.

.: MASP estende horário na próxima terça, dia de visitação gratuita


Na próxima terça, dia 16 de abril, além de poderem visitar o MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) gratuitamente, visitantes terão algumas horas a mais para aproveitar o museu. O MASP ficará aberto das 10h às 22h - bilheteria até as 21h30. 

Boa oportunidade para visitar as mostras “Tarsila Popular”, “Lina Bo Bardi: Habitat”, “Djanira: a Memória de Seu Povo” e "Acervo em Transformação", agora com 18 obras do Museum of Contemporary Art Chicago (MCA) expostas até 30 de dezembro. O MASP fica na Avenida Paulista, 1578 - São Paulo.


.: Entrevista com Renata Leite, atriz do espetáculo "A Mão na Face"


Por Helder Moraes Miranda, em abril de 2019.

A atriz Renata Leite é uma mistura de militância, empoderamento e arte. Ela protagonizou, ao lado do ator e youtuber Jesus Borges, o espetáculo “A Mão na Face”, com texto de Rafael Martins e direção de Rô Sant’Anna. "A Mão na Face" retrata o inventário que podemos fazer de nossas vidas, de nossas quase-vidas, do que queríamos e do que deixamos de querer, aquele inventário que nos remete às memórias que preferíamos manter ofuscadas. 

A apresentação, no Teatro BTC, girou em torno de Mara, a prostituta cansada de si e de seus shows que retorna ao palco, e Gina, a travesti que faz dublagens e tenta contornar certa ansiedade que se revela na preocupação com a cor do batom. Entre um show e outro, no camarim, Mara e Gina entram no caos de suas realidades, desejos e frustrações. 

"A Mão na Face" é um espetáculo lúdico e realista que faz com que o público queira conhecer mais esses personagens que estão tirando as máscaras diante dos outros, em um mundo cada vez mais carente de representatividade e respeito ao próximo. 

RESENHANDO - Por que, em tempos de intolerância, um espetáculo como "A Mão na Face" é necessário nos dias de hoje?
RENATA LEITE - Porque ele mostra as feridas, ele iguala as histórias, ele "segura a mão" mostrando que estamos juntos e mesmo com dores podemos seguir, podemos senhor. É importante também por mostrar  personagens que mesmo em tempos modernos ainda são descriminados, apedrejados, seres esses que são como quaisquer outros, apenas com "escolhas" diferentes de uma sociedade "normal".

RESENHANDO - Como surgiu a ideia de fazer esse espetáculo?
R.L. - É um texto de Rafael Martins, eu e Jesus fizemos uma leitura e nos apaixonamos. Assunto importante e personagens desafiadores. Foi amor e decisão a primeira vista. 

RESENHANDO - O que mais lhe aproxima, e o que mais a afasta, da personalidade de sua personagem na peça?
R.L. - A Mara carrega um amor natural que ela não comanda, é a natureza. Eu tento também preservar esse sentimento e deixar o meu coração falar. A força do ensinar também parece comigo, mas no sentido teatral, sou professora e tenho essa sede no passar, no querer que o colega faça. O foco no sofrimento me afasta da Mara, não suporto lamentações repetidas, elas não mudam a realidade, voto na ação, na solução por mais difícil e distante que ela pareça. O vício pelo álcool também me afasta muito, todo vício promove estragos, digo por experiência própria e não sinto tesão nenhum em usar essa fuga. Mara começou cedo em uma profissão tão dolorida, se afogou no sofrimento, ela é  frustrada e se culpa muito por não ter a Vaidade de vida "devida", mas mesmo assim libera mostras curtas de amor e beleza pela vida. A Renata ainda é jovem na carreira, cheia de força e o respirar pra seguir, sem feridas como as da Mara sem frustrações... Eu entendo e respeito o estado de Mara.


RESENHANDO - Qual é a outra face de Renata Leite, aquela que ninguém conhece?
R.L. - O choro! Chorar é uma fuga em tempos necessários. O silêncio também aparece como segunda face. 

RESENHANDO - A peça trata sobre a convivência de uma prostituta e uma travesti. De que maneira essa união entre as minorias, como mulheres e gays, pode construir um mundo melhor?
R.L. - Força! A junção das dores é certamente forte. Segurar a mão do outro e receber uma mão permite um fortaleza que empurra no seguir e a voz vira grito.

RESENHANDO - Como mulheres e homossexuais podem se ajudar?*
R.L. - Dando a mão, de verdade, sem competição sem egoísmo, colocando a militância e a sede de mudança a frente.

RESENHANDO - De que maneira o programa "Rupaul's Drag Race" abriu as portas para a carreira de pessoas que fazem performances?
R.L. - São várias histórias e experiência incríveis, personalidades, cada uma com seus talentos e egos. Eu diria que a maior porta é a referência da colheita que cada uma colhe de acordo com o que planta, torna - se uma grande reflexão se a mente tiver aberta. E claro a oportunidade de mostrar seu trabalho.

RESENHANDO - Qual a sua queen favorita e por quê?
R.L. - Todas são fodas, mas escolho. Monét pela ousadia de usar a ópera e pelos tons maravilhosos nas paletas complementares de cores vivas. Gosto muito. 

RESENHANDO - Com esse ambiente de intolerância nas ruas e nas redes sociais, do que você mais tem medo hoje?
R.L. - Fico preocupada com minha irmã que é gay, com grandes amigos. Mando pensamento positivo sempre para essa causa e desejos de mudança para a ignorância de muitos. Perder alguém é o grande medo.

RESENHANDO - Fazer teatro é, de alguma maneira, um ato de resistência?
R.L. - Sim! Sempre! Fazer teatro é levantar a bandeira de ser livre, é gritar de forma poética. E de acordo com a realidade do nosso governo ficar fazendo teatro nos últimos anos é resistir, é amor. 


*Helder Moraes Miranda é bacharel em jornalismo e licenciado em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos, pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura, pela USP - Universidade de São Paulo, e graduando em Pedagogia, pela Univesp - Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Participou de várias antologias nacionais e internacionais, escreve contos, poemas e romances ainda não publicados. É editor do portal de cultura e entretenimento Resenhando.

sábado, 13 de abril de 2019

.: 10 milhões de streams: Alok libera versão acústica de "All The Lies'"

Alok lançou recentemente 'All The Lies', track em parceria com o Dj alemão Felix Jaehn e a banda inglesa The Vamps. Atualmente no 'TOP 10 Brasil' nas plataformas digitais e contabilizando mais de 10 milhões de streams, a música acaba de ganhar uma versão acústica gravada pelo The Vamps.

Com grande destaque também nas redes sociais e na mídia, 'All The Lies' é um som com uma pegada mais pop e tropical, além de ser uma batida tanto para as pistas como também para as rádios.


Confira o vídeo acústico de 'All The Lies'



.: Crítica de "Feio - O Musical do Patinho" aposta em transmissão de valores

Por Helder Moraes Miranda, em abril de 2019.


As crianças menores têm tudo para gostar de “Feio – O Musical do Patinho”, peça que aposta em valores fáceis de ser transmitidos para os pequenos, como solidariedade, união e respeito às diferenças. Apresentado pelo Grupo Artemis de Teatro até o próximo dia 28 no Teatro Folha, o espetáculo é baseado no clássico "O Patinho Feio", de Hans Christian Andersen. 

A comédia musical gira em torno de Feio, patinho que é visto com deboche por ser diferente dos outros. Bullying também é um tema recorrente na peça, já que desde o momento em que o saiu do ovo, o protagonista é rejeitado pelos irmãos e até pelo pai, que não o aceitam como integrante da família. Para ser respeitado e encontrar a si próprio, o "Patinho Feio" enfrentará o mundo para conquistar o autoconhecimento, compreendendo que a maior beleza é a do interior, 

Vencedor de cinco prêmios no Festival Nacional de Guaçuí–ES, o musical também promove reflexões a respeito de questões atuais, de forma lúdica, como conviver em comunidade e de que maneira as atitudes nos ciclos de amizades podem interferir na autoestima de outras pessoas. Mas o maior mérito desse espetáculo é demonstrar para as crianças o valor da família, algo que deve ser valorizado desde o início, mesmo em tempos em que os diálogos são substituídos por joguinhos de celulares comuns até entre os almoços de família. 

Serviço – ”Feio – O Musical do Patinho”
Local: Teatro Folha
Temporada: até 28 de abril
Apresentações: sábados e domingos, às 17h30. Sessão extra em 19 de abril.
Ingresso: R$ 40 (setor único)*
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: a partir de 4 anos
*Valor referente ao ingresso inteiro. Meia-entrada disponível em todas as sessões e setores de acordo com a legislação.

Teatro Folha
Shopping Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618 / Terraço / Telefones: (11) 3823-2323 - Televendas: (11) / 3823 2423 / 3823 2737 / 3823 2323. Site: www.teatrofolha.com.br


Encerramento


.: Prémio Branquinho da Fonseca tem inscrições abertas até 31 de maio


O Prémio Branquinho da Fonseca - Expresso /Gulbenkian é uma iniciativa conjunta da Fundação Calouste Gulbenkian e do jornal Expresso, e tem como objetivo incentivar o aparecimento de jovens escritores de literatura infantil e juvenil. 

Para qualquer das modalidades, só são admitidos concorrentes com idade entre 15 até 30 anos. Só serão aceitas obras em língua portuguesa, não-editadas. O júri, constituído por um representante do jornal Expresso e outro da Fundação Calouste Gulbenkian, é formado por dois escritores e por um crítico literário. Serão contempladas duas modalidades: obras de literatura para infância e obras de literatura infantojuvenil. Prêmio em dinheiro. Outras informações pelo e-mail:
acantunes@gulbenkian.pt.

Regulamento:
https://gulbenkian.pt/fundacao/premios/premio-branquinho-da-fonseca/

https://content.gulbenkian.pt/wp-content/uploads/2013/11/22152048/2019-PBFRegulamento.pdf

.: #GrandesLivros: "Um Prazer Fugaz: as Cartas de Truman Capote"


Lançado pela editora Leya em 2013,  o livro "Um Prazer Fugaz: as Cartas de Truman Capote" é um apanhado de cartas de um escritor que marcou época. Além de autor e roteirista, Truman Capote também era um inveterado escritor de cartas, e as compunha de uma maneira bastante peculiar, como se estivesse conversando pessoalmente com seus destinatários: sem inibições, censuras ou floreios verbais. 

Uma coletânea dessa escrita tão extravagante foi organizada pelo aclamado biógrafo Gerald Clarke, e abrange mais de 40 décadas da vida de Capote, sendo o mais próximo possível de uma autobiografia dele. 

Em "Um Prazer Fugaz: as Cartas de Truman Capote", toda a trajetória de vida do escritor é delineada por meio de suas cartas: um jovem ainda ingênuo e bem-humorado conhecendo a cena literária de Nova York; um Capote mais maduro nos anos 1950; o Capote dos anos 1960, imerso em pesquisas e na escrita de seu célebre livro "A Sangue Frio"; e o Capote dos anos 1970 e início dos 1980, já no final da vida e com problemas para lidar com sua exposição pública e seus vícios. 

Revelando a relação entre o autor e grandes ícones do início do século XX, como Tennessee Williams, Jacqueline Kennedy, Richard Avedon e Katharine Hepburn, este livro aproxima ao máximo o leitor à vida deste incomparável escritor. Gerald Clarke é jornalista graduado pela Universidade de Yale e especializado nas literaturas inglesa e norte-americana. Escreveu em diversas revistas, incluindo The Atlantic, The New Republic, Rolling Stone e Time. 

Além de "Um Prazer Fugaz: As Cartas de Truman Capote", Clarke também escreveu uma biografia de "Capote", que foi adaptada para o cinema em 2006 e teve seis indicações ao Oscar, levando apenas a estatueta de melhor ator. Atualmente vive em Bridgehampton, Nova York. Compre "Um Prazer Fugaz: As Cartas de Truman Capote" aqui: amzn.to/3lqytHX

.: Robin Trower desafia o tempo em novo disco, por Luiz Gomes Otero


Por Luiz Gomes Otero*, em abril de 2019.

É raro encontrar uma lenda dos anos 60 ainda em sua plena forma pioneira com seus 74 anos de idade completados em março.  E ao invés de reciclar os velhos sucessos, o guitarrista prefere invrestir em um material autoral novo, afirmando que "simplesmente não pode parar". E com "Coming Closer To The Day", seu mais recente disco, suas composições e apresentações com alma nunca soaram mais vivas.

Agir nos instintos artísticos - em vez de se submeter às forças do mercado - pode não ser uma abordagem moderna ou lucrativa na indústria da música. Mas em 2019, é uma filosofia que segue impulsionando a carreira de Trower para novos patamares criativos.

O disco abre com a faixa "Diving Bell", com a influência direta de Jimi Hendrix, uma de suas principais referências musicais. Ouça o solo e veja como ele usa o pedar de efeito wah-wah. Já na faixa seguinte, "Truth Or Lies o Blues" dá a tônica no arranjo e nos solos sempre precisos do veterano guitarrista.

A faixa que dá titulo ao álbum ("Coming Closer To The Day") é um dos melhores momentos do disco, com arranjo climático e a velha pegada dos anos 60/70 nos solos. Simples e ao mesmo tempo genial. "Lonesome Road" é um blues mais cadenciado, do jeito que Trower sempre gostou de tocar.

Em uma entrevista recente, Trower sintetizou seu momento atual. "Eu acho que estou tirando muito mais das minhas raízes agora. Eu não estou preocupado com o que a música é - ou o que as pessoas podem pensar sobre isso. Eu sou apenas fazendo isso com a pura alegria de fazê-lo. Minha paixão pela guitarra agora é mais forte do que nunca. Ainda é uma grande emoção tocar para o público”. E que essa paixão dure por muito mais tempo.


"Diving Bell"

"Lonesome Road"

"Coming Closer To The Day"



*Luiz Gomes Otero é jornalista formado em 1987 pela UniSantos - Universidade Católica de Santos. Trabalhou no jornal A Tribuna de 1996 a 2011 e atualmente é assessor de imprensa e colaborador dos sites Juicy Santos, Lérias e Lixos e Resenhando.com. Criou a página no Facebook Musicalidades, que agrega os textos escritos por ele.

.: Sesc TV estreia documentário “A Nação que não Esperou por Deus”

Foto: Leo Bittencourt

Com direção de Lucia Murat e Rodrigo Hinrichsen, o documentário A Nação que não Esperou por Deus (Brasil, 2015, 90 min.) mostra como vivem os indígenas da reserva Kadiwéu, no Mato Grosso do Sul, e como são seus novos hábitos após a chegada da luz elétrica e das igrejas evangélicas no povoado. A produção inédita no canal tem trilha sonora original de Livio Tragtenberg e vai ao ar no dia 19/4, sexta, às 23h (assista também em sesctv.org.br/aovivo).

A Nação que não Esperou por Deus integra uma seleção de filmes que o canal exibe nos meses de abril e maio, com o tema Territórios Indígenas, que aborda diferentes etnias indígenas em diversas regiões do Brasil. Com essa programação o SescTV participa do projeto Abril Indígena realizado pelo Sesc São Paulo em suas unidades. Para abril, ainda está prevista a apresentação do documentário As Hiper Mulheres (MT, 2011, 80 min.), de Carlos Fausto e Leonardo Sette.

A diretora Lucia Murat conta que a ideia de fazer o longa A Nação que não Esperou por Deus surgiu em 1997, quando fez seu primeiro contato com os Kadiwéu. Naquele momento, estava terminando de produzir um outro filme. “Um mês antes de chegarmos à aldeia, os Kadiwéu invadiram uma fazenda que faz parte de uma grande área de litígio. Essas terras pertencem à reserva, segundo a marcação feita em 1984”, comenta a diretora. Ela conta que os fazendeiros abriram um processo na justiça contra essa decisão e, desde aquela época, continuam estabelecidos na região.

O documentário destaca a chegada da energia elétrica na aldeia Kadiwéu, transformando o modo de viver dos nativos e os conectando com o mundo dos não-indígenas. É fácil encontrar em suas moradias rádio CD Player, antena parabólica e aparelhos de televisão, nos quais acompanham toda a programação, inclusive novelas. A igreja evangélica, ao se fixar no povoado, influenciou a mudança de costumes de muitos indígenas, que se tornaram seguidores e até pastores. Além disso, a ligação dos Kadiwéu com a cidade trouxe problemas como o alcoolismo e o consumo de drogas ilícitas à comunidade.

Embalados pelo sonho de estudar além do que aprendem na reserva e ingressar em uma faculdade, alguns dos indígenas se mudam para cidades próximas. Um deles conta que só pretende retornar à tribo quando estiver formado, para investir no agronegócio. A busca por tratamentos médicos também é um dos motivos que levam os nativos a procurem uma metrópole. “Eu saí da aldeia quando tinha uns 7 anos. Meu pai tinha diabetes e lá a gente não tinha o recurso que tem hoje”, conta uma jovem Kadiwéu que vive na cidade.

A Nação que não Esperou por Deus acompanha, ainda, festas, danças e o encontro dos Kadiwéu com os fazendeiros. Muitos pintam os rostos de preto, segundo um deles, para não serem reconhecidos pelos brancos, e partem para em direção às terras que pertenceram aos seus antepassados e que estão em mãos de não-indígenas.

Sobre o SescTV: SescTV é um canal de difusão cultural do Sesc em São Paulo, distribuído gratuitamente, que tem como missão ampliar a ação do Sesc para todo o Brasil. Sua grade de programação é permeada por espetáculos, documentários, filmes e entrevistas. As atrações apresentam shows gravados ao vivo com grandes nomes da música e da dança. Documentários sobre artes visuais, teatro e sociedade abordam nomes, fatos e ideias da cultura brasileira. Ciclos temáticos de filmes e programas de entrevistas sobre literatura, cinema e outras artes também estão presentes na programação.

SERVIÇO: 
Documentário
A Nação Que Não Esperou Por Deus (Brasil, 2015, 1h29min.)
Estreia: 19/4, sexta, às 23h.
Reapresentações: 21/4, domingo, às 16h; 23/4, terça, à 1h; e 24/4, quarta, às 24h.
Direção: Lucia Murat e Rodrigo Hinrichsen.
Produção: Taiga Filmes e Vídeos
Classificação indicativa: Livre.

Ainda em abril:
As Hiper Mulheres (MT, 2011, 80 min.)       
Temendo a morte da esposa, já idosa, o marido pede que seu sobrinho realize o Janurikumalu, ritual feminino do Alto Xingu (MT), para que ela possa cantar pela última vez.
Direção: Carlos Fausto e Leonardo Sette.
26/4, sexta, às 23h
Classificação indicativa: 10 anos.

Para sintonizar o SescTV:
Canal 128, da Oi TV
Ou consulte sua operadora
Assista também online em sesctv.org.br/aovivo
Siga o SescTV no twitter: twitter.com/sesctv
E no facebook: https: facebook.com/sesctv

.: Renato Russo recebe homenagem e vira selo de cartas


Os Correios lançaram um selo postal especial em homenagem ao cantor e compositor Renato Russo, que completaria 59 anos de idade no mês de março. Das 700 sugestões enviadas pela população no ano passado, a homenagem a Renato Russo foi uma das 34 votadas pela Comissão Filatélica Nacional e homologada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). 

Desde 2003, mais de mil sugestões foram enviadas pela população para que o artista se tornasse motivo de selo postal especial. A imagem que ilustra a homenagem mostra o artista no palco em uma de suas apresentações. O bloco ainda apresenta um trecho da canção "Vinte e Nove", composta por Renato Russo e lançada no álbum "O Descobrimento do Brasil", em 1993.

Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo, reconhece a emissão deste selo como mais um importante item que passará a compor o amplo material que reconstrói a trajetória do artista. “Eu fiquei muito contente ao receber esta proposta dos Correios porque o meu trabalho é, sobretudo, preservar a memória do meu pai, e este selo, além de ser uma bela homenagem a ele, no dia em que faria aniversário, será mais uma forma de os admiradores do seu vasto legado poderem sempre lembrar de sua força e manterem a centelha acesa”, comenta.

A emissão terá tiragem de 70.000 mil blocos com valor de 2º Porte Carta Comercial cada. As peças estão disponíveis para ser adquiridas pelos fãs nas principais agências do país e também na loja virtual a partir de 27 de março, data em que o selo será lançado em Brasília e Recife.

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