segunda-feira, 27 de maio de 2019

.: Sesc sedia evento Pré-Flip durante o mês de junho

Em parceria com a Festa Literária Internacional de Paraty, o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc promove uma série de encontros sobre Euclides da Cunha (1866-1909),  o homenageado pela Flip em 2019.

Seu livro mais importante, Os sertões, publicado em 1902, é um relato sobre a Revolta de Canudos que extrapola a cobertura jornalística para fazer uma profunda reflexão sobre o Brasil. Sua obra também inclui poemas, artigos diversos, bem como uma série de ensaios sobre a floresta amazônica. O ciclo abordará parte dessa produção e suas ressonâncias culturais, estéticas e históricas, muitas das quais reverberam até hoje.

Com curadoria da professora emérita da Universidade de São Paulo Walnice Nogueira Galvão, da editora Fernanda Diamant, responsável também pela curadoria da programação principal da Festa em Paraty, e do Centro de Pesquisa e Formação, o ciclo terá oito encontros, com participações de nomes como Heloisa Starling, Pedro Lima Vasconcellos, Nísia Trindade Lima, Leopoldo Bernucci, Milton Hatoum, Dorrit Harazim e outros, com um evento de fechamento no Teatro Oficina e participação de Karina Buhr e Zé Celso Martinez Corrêa.

Confira a programação:

Ciclo do Autor Homenageado: Euclides da Cunha

Dia 3/6 -  Religiosidades sertanejas
Com Pedro Lima Vasconcellos e Edwin Reesink

Dia 5/6 - Determinismos e individualidades
Com  Lilia Schwarcz e Fabiana Moraes

Dia 10/6 - Euclides amazônico
Com Francisco Foot Hardman e Milton Hatoum

Dia 12/ 6 - Os sertões
Com Walnice Nogueira Galvão  e Heloisa Starling

Dia 17/6 - O sertão de fora e de dentro
Com Jorge Henrique da Silva e Leopoldo Bernucci

Dia 24/6 - A ciência na época de Euclides
Com José Carlos Barreto Santana e Nísia Trindade

Dia 26/6  - Fotografia de guerra
Com Joaquim Marçal Ferreira e Dorrit Harazim

Pocket show de Karina Buhr com participação de Zé Celso  - Mesa de encerramento e a apresentação artística acontecerão no Teatro Oficina.

Sobre o CPF Sesc: Inaugurado em agosto de 2012, o Centro de Pesquisa e  Formação do Sesc é uma unidade do Sesc São Paulo voltada para a produção de conhecimento, formação e difusão e tem o objetivo de estimular ações  e desenvolver estudos nos campos cultural e socioeducativo.
Além do Curso Sesc de Gestão Cultural - que visa a qualificação para a gestão cultural de profissionais atuantes no campo das Artes, tanto de instituições públicas como privadas - a unidade proporciona o acesso à cultura de forma ampla, tematicamente, por meio de cursos, palestras, oficinas, bate-papos, debates e encontros nas diversas áreas que compreendem a ação da entidade, como artes plásticas e visuais, ciências sociais, comportamento contemporâneo e cotidiano, filosofia, história, literatura e artes cênicas, voltadas para o público em geral.

Ciclo do Autor Homenageado: Euclides da Cunha
De 3 a 26 de junho de 2019, Segundas e Quartas, das 19h30 às 21h30. Exceto dia 19/6. Dia 26 de junho a atividade ocorrerá no Teatro Oficina, das 19h30 às 21h30.
Recomendação etária: 16 anos. 70 vagas.  
Preço: R$ 50,00 (inteira); R$ 25,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública); R$ 15,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).
Abertura das inscrições no dia 28 de maio a partir das 14h.
Tradução em Libras disponível. Faça sua solicitação com no mínimo dois dias de antecedência da atividade através do e-mail centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br.
Informações e inscrições pelo site (sescsp.org.br/cpf) ou nas unidades do Sesc no Estado de São Paulo. Serviço de van até a estação de metrô Trianon-Masp, de segunda a sexta, às 21h30, 21h45 e 22h05, para participantes das atividades.

CENTRO DE PESQUISA E FORMAÇÃO DO SESC
Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4º andar.
Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 10h às 22h. Sábados, das 9h30 18h30. Tel: 3254-5600.

PALESTRANTES: Pedro Lima Vasconcellos, Mestre e Livre-Docente em Ciências da Religião, Doutor em Ciências Sociais e Pós-Doutor em História. É professor do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). No tocante à temática publicou, entre outros trabalhos, O Belo Monte de Antonio Conselheiro: uma invenção "biblada" (Maceió: Edufal, 2015); e organizou a publicação de um dos cadernos manuscritos assinados por Antonio Conselheiro,  acompanhado de notas explicativas e de um estudo a respeito da relevância do material (Antonio Conselheiro por ele mesmo. São Paulo: É Realizações, 2017, 2v.

Edwin Reesink, antropólogo e membro do Departamento de Antropologia e Museologia e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia na Universidade Federal de Pernambuco. Faz pesquisas sobre a etnologia dos povos indígenas da Terra Baixas da América nas regiões do Nordeste e da  Amazônia brasileira tendo publicado varios livros e artigos sobre diversos povos indígenas.

Lilia Schwarcz, antropóloga, ensaísta e editora, têm trabalhos publicados sobre questões raciais, pensamento brasileiro e história do Brasil. Integra o advisory group da Universidade Harvard, membro do Conselho Científico do Instituto de Estudos Avançados da UFMG, membro do conselho da Revista da USP, da Revista Etnográfica (Lisboa) e da revista Penélope (Lisboa). É pesquisadora do CNPq

Fabiana Moraes, professora da UFPE, jornalista com doutorado em sociologia, é ganhadora de três prêmios Esso e autora de cinco livros, entre eles O Nascimento de Joicy (Arquipélago Editorial), Nabuco em Pretos e Brancos (Massangana Editora) e Os Sertões (Cepe Editora).  Conselheira da Agência Pública.

Francisco Foot Hardman é doutor em filosofia (USP, 1986), livre-docente em literatura e ciências humanas (Unicamp, 1994) e fez pós-doutorados no Collège International de Philosophie (Paris, 1989) e no Istituto di Studi Avanzati da Universidade de Bolonha (2013). É professor titular na área de Literatura e Outras Produções Culturais do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, onde ensina desde 1987. Foi professor visitante ou hóspede acadêmico nas seguintes instituições: Maison des Sciences de l’Homme (Paris), Universidade de Roma “La Sapienza”, Lateinamerika Institut da Universidade Livre de Berlim, Universidade da Califórnia-Berkeley, Universidade do Texas-Austin, Universidade de Bolonha e Universidade de Pequim. Entre trabalhos publicados, é autor de Trem-fantasma: a ferrovia Madeira—Mamoré e a modernidade na selva (Companhia das Letras, 2005), Nem pátria, nem patrão! Memória operária, cultura e literatura no Brasil (Unesp, 2002) e organizador de Morte e progresso: cultura brasileira como apagamento de rastros (Unesp, 2005), A vingança da Hileia: Euclides da Cunha, a Amazônia e a literatura moderna (Ed. Unesp, 2009).

Milton Hatoum é escritor, tradutor e professor. Lecionou literatura na Universidade Federal do Amazonas e na Universidade da Califórnia (Berkeley). Sua obra de ficção recebeu vários prêmios, foi traduzida em 12 línguas e publicada em 14 países. Em 2018, recebeu em Paris o Prêmio Roger Caillois pelo conjunto da obra

Walnice Nogueira Galvão Professora Emérita da FFLCH-USP. Cerca de 50 livros publicados, sobre Guimarães Rosa, Euclides da Cunha, crítica literária e cultural. Ampla experiência como docente em universidades estrangeiras. Colaboradora assídua de jornais e revistas.

Heloisa Starling, Professora titular-livre do Departamento de História/UFMG e coordenadora do Projeto República: núcleo de pesquisa, documentação e memória/UFMG. É co-autora com Lilia Schwarcz do livro Brasil: uma biografia (2015). Autora de Ser republicano no Brasil Colônia: a história de uma tradição esquecida (2018) e Campus UFMG (2019), entre outros livros e artigos.

Jorge Henrique da Silva Romero é escritor, ensaísta e professor de estudos literários da Unifesspa. Autor de "As Formas da Inspiração: linguagem e criação poética em Patativa do Assaré". Em 2019, será publicado "Sertão, sertões e outras ficções".

Leopoldo Bernucci ocupa atualmente, como professor titular, a cadeira de Literaturas Brasileira e Hispano-americana no Departamento de Línguas Espanhola e Portuguesa e de Literaturas Hispânica e Brasileira da Universidade da Califórnia em Davis, Estados Unidos. É autor de várias obras em forma de livros e ensaios sobre Euclides da Cunha. Entre elas se destacam os livros: A imitação dos sentidos: prógonos, contemporâneos e epígonos de Euclides da Cunha ( Edusp, 1995), Os sertões (edição com mais de 2.600 notas, Sesi-Ateliê Editorial, 5a. ed.), Discurso, ciência e controvérsia em Euclides da Cunha (Edusp, 2008), Euclides da Cunha – Poesia reunida (Unesp, 2009), Euclides da Cunha – Ensaios e Inéditos (Ed. comentada, Unesp, 2018) e À margem da história (Ed. comentada. Unesp, 2019).

José Carlos Barreto Santana É graduado em Geologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Apesar da formação em Geologia, é reconhecido pesquisador sobre Euclides da Cunha e sua obra. É autor da obra Ciência e Arte: Euclides da Cunha e as Ciências Naturais, lançada pela Editora Hucitec em 2001, onde apresenta a reconstituição da trajetória literária e científica de Euclides da Cunha.

Nísia Trindade Lima Mestre em Ciência Política (1989) e doutora em Sociologia (1997) pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ)/IESP-UERJ, é atualmente a Presidente da Fundação Oswaldo Cruz.

Joaquim Marçal Ferreira de Andrade é coordenador da Biblioteca Nacional Digital e curador, pela BN, do portal Brasiliana Fotográfica. Leciona fotografia na PUC-Rio e na Universidade Cândido Mendes. Doutor em história social (IFCS/UFRJ), é autor de “História da fotorreportagem no Brasil - a fotografa na imprensa do Rio de Janeiro de 1839 a 1900” (Rio de Janeiro, Editora Campus/Elsevier, 2004).  Na Biblioteca Nacional, idealizou e coordenou o projeto de resgate da coleção de fotografias de d. Pedro II, hoje inscrita no Registro da Memória do Mundo, da Unesco.

Dorrit Harazim é uma jornalista e documentarista brasileira nascida na Croácia. Trabalhou nas revistas L’Express (Paris) e  Veja. Integrou a editoria internacional do Jornal do Brasil e colaborou com O Globo. Fundou a revista Piauí. No audiovisual, entre seus projetos, idealizou e dirigiu a série de seis documentários, Travessia. É autora do livro O instante certo (2016, Companhia das Letras), vencedor do prêmio APCA. Ao longo de sua carreira jornalística recebeu diversos prêmios, entre eles, o Premio Esso de Reportagem, ABRAJI, Gabriel Garcia Marques e o Prêmio Konex Mercosul.

Zé Celso José Celso Martinez Corrêa (Araraquara-SP, 1937) é diretor, dramaturgo, atuador e um dos fundadores do Teatro Oficina. Encenou espetáculos considerados antológicos, tais como O Rei da Vela;  Na Selva das Cidades; As Bacantes e Os Sertões.Ícone da tropicália, Zé Celso foi um dos líderes do movimento contracultural do Brasil, que foi prejudicado pelo golpe de 1964, que inclusive provocou a prisão e a tortura do diretor, que depois de solto, vai para o exílio em Portugal e Moçambique. Na volta e para além dos anos que se seguiram, Zé Celso continua participando ativamente das insurreições e dos acontecimentos contemporâneos, inclusive através de uma luta de quase 40 anos, entre Teatro Oficina e o Grupo Silvio Santos, em defesa de um projeto de urbanismo e atletismo afetivo pelas ruas do bairro do Bixiga, onde se localiza a sede da companhia dirigida pelo artista.
2018 celebra 81 anos de Zé Celso e Renato Borgui, 51 anos da Tropicália e d’O Rei da Vela, e 50 anos de Roda Viva. Depois de uma segunda montagem d’O Rei da Vela, a companhia Teatro Oficina Uzyna Uzona remonta a peça Roda Viva, reescrevendo o texto de Chico Buarque. A temporada de Roda Viva segue em cartaz até junho de 2019 em paralelo a luta por uma definição da situação dos terrenos contíguos ao Teatro Oficina.

Karina Buhr, cantora, compositora, percussionista, poeta, ilustradora  e atriz brasileira. Participou da montagem completa de Os Sertões no Teatro Oficina.

.: Nova temporada de "O Jardim de Bronze" estreia em mais de 70 países

A produção argentina, protagonizada por Joaquín Furriel, promete novos dramas e mistérios


"O Jardim de Bronze", série original da HBO Latin America, estreia em 9 de junho, às 21h, no canal HBO e na HBO GO. Realizada na Argentina, em conjunto com a produtora Pol-Ka, a segunda temporada contará com oito episódios com uma hora de duração cada. Além de toda a América Latina, a produção também vai ao ar nos países da Europa, África, Caribe e nos Estados Unidos.

A história acompanha Fabián Danubio (Joaquín Furriel) após o reencontro com sua filha Moira (Maite Lanata), por quem procurou desesperadamente durante dez anos. Fabián tenta levar uma vida normal e se conectar com a filha, mas a revelação de que Moira não é sua filha biológica deixa a convivência ainda mais difícil.

Enquanto os dois, mesmo em conflito, tentam se reaproximar, um acontecimento inesperado leva Fabián a investigação do sumiço de Martín, que aos 15 anos desaparece sem deixar rastros, no mesmo dia em que seu pai, Daniel Cosme – líder de uma das torcidas organizadas mais populares do futebol argentino –, é assassinado. A mãe de Martín, Andrea Rodríguez (Paola Barrientos), é quem pede a ajuda de Fabián, que contará mais uma vez com o apoio da policial Lidia Branco (Julieta Zylberberg).

A nova trama foi criada por Gustavo Malajovich e Marcos Osorio Vidal, e tem direção de Pablo Fendrik e Hernán Goldfrid. A série conta com produção executiva de Luis F. Peraza, Roberto Rios e Paul Drago, pela HBO Latin America Originals, e de Adrián Suar e Diego Andrasnik, pela Pol-Ka. O JARDIM DE BRONZE é uma produção para a televisão realizada com qualidade cinematográfica, filmada em 4K e contou com as técnicas de pós-produção mais avançadas do setor.



QUEM É QUEM EM O JARDIM DE BRONZE:

FABIÁN DANUBIO (Joaquín Furriel): O reencontro com a filha estava longe de resolver os problemas de Fabián. Agora ele tem que enfrentar a dura verdade da traição e tentar se conectar com uma adolescente profundamente marcada pela experiência do cativeiro. Enquanto isso, o outro caso no qual Doberti estava trabalhando cruza o caminho de Fabián, como uma espécie de herança a seguir.

MOIRA DANUBIO (Maite Lanata): Depois de passar grande parte da vida em cativeiro, Moira Danubio, aos 15 anos, vive mergulhada na leitura e presa às suas recordações e fantasmas. Isolamento, fobias, manias e mutismo são o resultado de dez anos dos quais se sabe muito pouco. Ela tem interesse pelas artes e quer fazer esculturas em bronze, uma herança do seu pai biológico e capturador. A jovem agora tem um mundo para descobrir e isso parece impossível.

ERNESTO DANUBIO (Rodolfo Ranni): O pai de Fabián é um tabelião aposentado e viúvo que vive cercado de livros. Embora seja solitário e pouco afetuoso, é uma das poucas pessoas que consegue se aproximar de Moira. A paixão pelos livros os conecta e se torna uma peça-chave para Fabián.

CÉSAR DOBERTI (Luis Luque): O detetive particular César Doberti adorava seu trabalho – era paciente e perspicaz. Na primeira temporada assumiu o caso de Moira, o que acabou provocando a sua morte. Paralelamente estava fazendo outra investigação: o desaparecimento de um garoto de 15 anos, Martín Cosme, na noite em que seu pai foi assassinado.

JULIA (Fernanda Callejón): A mulher de Doberti adora o marido e aceita sua profissão cheia de altos e baixos. Ela é capaz de enxergar o herói que os demais não percebem. Nesta temporada, veremos a relação dos dois nos meses anteriores à morte do detetive, acompanhando suas investigações e dúvidas, e seu apoio a Fabián no presente, apoiando suas novas investigações.

POLICIAL LIDIA BLANCO (Julieta Zylberberg): Lidia Blanco agora trabalha na assessoria de imprensa da polícia e mantém um relacionamento pessoal com Fabián. Eles se gostam, mas nenhum dos dois assume a relação abertamente. Quando Fabián começa a se envolver novamente em um caso policial, ela o alerta sobre as possíveis consequências e tenta fazer com que ele mude de ideia, mas acaba se aliando nas investigações.

IVÁN RAUCH (Claudio Tolcachir): Filho de Francisco Rauch, ele herdou do pai e do avô a habilidade com o trabalho em bronze. Foi um artista genial, inventor de armas e ferramentas, um criador louco e assassino. É o pai biológico de Moira e irmão de Lila (Cordelia Rauch), por quem tem uma obsessão.

DANIEL COSME (Pablo Mónaco): Integrante e líder de uma das torcidas organizadas mais populares do futebol argentino, do clube Boca Juniors, foi casado com Andrea Rodríguez. Eles tiveram dois filhos: Martín, de 15 anos, e Rolo, de 8. É ele que desencadeia os fatos principais da nova temporada.

ANDREA RODRÍGUEZ (Paola Barrientos): A mãe de Martín e Rolo Cosme, ex-mulher de Daniel Cosme, trabalha no porto de Buenos Aires. Detesta o ex-marido. Quando Martín desaparece, ela começa uma busca desesperada que a leva primeiro ao detetive particular César Doberti e, depois da morte dele, a Fabián Danubio.

MARTÍN COSME (Alejo Ramirez Borella): Filho de Daniel Cosme e Andrea Rodríguez, aos 15 anos ele é um típico adolescente que usa bonés, camisetas de bandas de rock e adora tênis de marca. Martín e seu desaparecimento são duas das grandes incógnitas da história. Ele é uma vítima ou foi cúmplice do assassinato do pai?

CECILIO CARMÍN (Claudio Rissi): Detetive de homicídios encarregado de investigar o assassinato de Daniel Cosme. Esconde sua conexão com as gangues criminosas apoiadas pelo futebol. É hostil com Fabián e Lidia Blanco, e tenta impedir que eles tenham acesso aos dados do caso.

RIGONNI (Marcelo Subiotto): Detetive do Departamento de Buscas, foi encarregado de encontrar Martín Cosme. Ele revela admiração por Fabián Danubio e pela sua perseverança, que acabou o levando a encontrar a filha. Mas preferiria que ele não se envolvesse no seu caso.



Trailer


.: Resumo do 269º ao 273º capítulo de "As Aventuras de Poliana", do SBT

As Aventuras de Poliana
Resumo dos Capítulos 269 a 273 (27.05 a 31.05)


       

Ruth recebe Bento em sua casa. Crédito: Lourival Ribeiro/ Gabriel Cardoso – SBT


Capítulo 269, segunda-feira, 27 de maio 
Sophie cai do nada no meio da aula e o clubinho desconfia de que "tenha acabado a bateria". Ruth reúne as alunas para informar quem é a garota propaganda da Fios Maravilha. Nanci recebe uma mensagem de agradecimento ao "comprador misterioso". Kessya é anunciada como a vencedora do concurso. Filipa se revolta. Ruth pergunta à Gleyce se Bento pode ficar na casa dela enquanto tudo não se resolve. Gui conta à Raquel sobre o convite de Roger para jantar. Mirela conta à Raquel o real motivo por ter beijado Luca. Bento escreve no seu livro da alegria sobre morar na casa de Ruth, e conta tudo à Poliana e à João, que se alegram. Mirela e Raquel tentam convencer a diretora de que os celulares devem voltar a ser utilizados na escola, e ela nega. Vini escuta uma discussão entre Waldisney e Jeff e descobre que ele é o Rato, ficando apavorado. Débora vê Marcelo e Luísa juntos na escola e pede desculpas por tudo o que tem feito. Mirela se esconde de todos no intervalo e vai para a rádio. Luca vai atrás dela. Sérgio busca um grupo especialista e Vetherna para saber mais sobre o jogo e descobre um livro, chamado "A Saga dos Vetherneiros".


Capítulo 270, terça-feira, 28 de maio 
Vini vê Rato com seu pai e fica desesperado. Yasmin percebe que Claudia anda triste e chora, desabafando com a mãe seu lado da situação. Lorena também percebe que Durval anda para baixo. Luísa e Marcelo revelam para Poliana e João que estão namorando. Raquel conta à família que Roger os convidou para jantar. Poliana e João preparam um jantar especial para Luísa e Marcelo.  Joana, brava com Sérgio, leva as crianças para a casa de Claudia, já que ele anda muito estressado. Ruth busca Bento na casa de Gleyce. O jantar em família é delicioso, e os meninos revelam que, na verdade, Antônio preparou tudo. Pendleton manda Sara para espiar o que está havendo na casa de Luísa. Nadine e Afonso saem para jantar. Joana desabafa com Claudia sobre sua situação com Sérgio.

Kessya posa como garota propaganda da Fios Maravilha. Crédito: Lourival Ribeiro/ Gabriel Cardoso – SBT 

Capítulo 271, quarta-feira, 29 de maio de 19 
A família de Guilherme se prepara para receber a família de Raquel. Glória dá sinais de lapsos de memória no jantar e preocupa a todos. Ruth, feliz, leva Bento para casa e diz que é para ele considerar a casa dela como se fosse sua. Nadine leva Afonso ao show da banda de Sophie e ele fica incomodado. Pendleton vai à casa de Luísa e leva chocolates. Várias indiretas rolam no jantar na casa de Durval. Claudia fica sabendo do jantar e fica muito magoada. Pendleton vai ao escritório de Luísa para resgatar Sara. Sophie termina o show e vai falar com Afonso e Nadine, contando à loira que ele é seu ex e a abandonou no altar. Sérgio, chateado, janta sozinho em casa. Ruth pega um Vetherna antigo e convida Bento para jogar com ela. Bento faz perguntas à Ruth sobre seu sobrinho perdido.


Capítulo 272, quinta-feira, 30 de maio 
Mário, Luigi, Joana e Sérgio jogam Vetherna juntos e se divertem. Kessya pede para Gleyce e Arlete pararem de brigar de uma vez por todas. Débora coloca a cadelinha Vida na varanda e Verônica fica furiosa. Bento conta à Poliana como foi ficar na casa de Ruth. Mário, Benício e Gael vão à casa de Sr. Pendleton para tirarem uma dúvida sobre o famoso "Fantasma do Vitinho".  Filipa conta à Paola que pegou as roupas de Débora e colocou na caixa de doações do Comitê do Laço Pink. FIlipa pede à Éric e Hugo que a ajude a atrapalhar a sessão de fotos de Kessya para o concurso. Roger apresenta seu projeto para os funcionários e líderes da O11O. Débora sabota todo o trabalho que Luísa demorou para fazer. João e Bento discutem e vão parar na diretoria. Hugo, Éric e FIlipa prendem Kessya na rádio e o plano deles começa a dar certo. Pendleton anuncia que o Vetherna em realidade virtual será lançado em um campo de férias de uma semana para os jovens. Além disso, Otto diz que se revelará neste evento.


Capítulo 273, sexta-feira, 31 de maio 
Poliana, Luigi e Yasmin se mobilizam para encontrarem Kessya. Enquanto isso, a produtora resolve maquiar Filipa para substituir a menina. Joana se orgulha de Sérgio por ter dado tudo certo na apresentação de seu projeto. Roger reclama com Otto por sempre ficar sabendo por último sobre as decisões da empresa, e o dono da O11O diz que, se estiver infeliz, ele pode pedir as contas. Kessya consegue ligar os microfones da rádio e dizer que está presa lá. Luca canta uma música para Mirela e ela quase não lhe dá atenção. Ele fica chateado. Kessya faz as fotos para o concurso. Ruth mostra erros no trabalho de Luísa e se desespera, pois envolve um grande prejuízo financeiro. Arlete evita Verônica. As fotos de Kessya ficam lindas e a equipe fica superfeliz. Luca e Mirela narram o último capítulo da rádionovela. Após o término do capítulo, eles vão para o corredor e Luca a beija na frente de todos. Vini vê tudo.

domingo, 26 de maio de 2019

.: "Sunset Boulevard - O Musical" em 11 motivos para não perder o espetáculo

Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em maio de 2019





Em cartaz no Teatro Santander até 7 de julho, "Sunset Boulevard - O Musical", produzido pela IMM e EGG Entretenimento é um espetáculo inspirado no clássico do cinema "Crepúsculo dos Deuses", de 1950, indicado a 11 Oscars e vencedor de três deles. Com elenco de primeira, cenário luxuoso, figurinos impecáveis, iluminação exata e palco giratório, o musical de Andrew Lloyd Webber, vencedor de 7 Tony Awards, é um programa para colocar na agenda. Confira 11 motivos para não perder "Sunset Boulevard - O Musical"!


1. O enredo fabuloso, que garantiu três Oscars para o filme, é adotado e adaptado para os palcos com extremo primor. Por ele, o público é provocado diante do mistério e o jogo de interesses, que inclui perseguição, muito drama e até tragédia.

2. Orquestra no alto e em excelente som. Não há como deixar de notar os músicos que estrelam o espetáculo, uma vez, que não ficam "escondidos", mas acima do palco para ditar cada compasso da história da decadente Norma Desmond.

3. Elenco que transborda emoção e envolve o público a cada avanço da trama. No palco, todos demonstram excelência e perfeita sintonia, assim como os atores alternantes dos protagonistas: Andrezza Massei (Norma Desmond) e Eduardo Amir (Max von Mayerling).




4. Norma Desmond em dobro, uma do passado e outra do presente. É impossível passar ileso pela Norma Desmond, seja de Marisa Orth ou da alternante Andrezza Massei. Personagem de características fortes, é sem limites, por viver presa ao passado e seus tempos áureos no cinema mudo, é egocêntrica e infeliz. No palco, os encontros da Norma de sucesso (Juliana Olguin) com a estrela decante (Marisa Orth ou Andrezza Massei) emocionam e fazem refletir a respeito da cobrança pela beleza atrelada à juventude.

5. O mordomo soturno, porém apaixonado. A cada aparição e com a impostação de voz na medida certa, o mordomo Max de Daniel Boaventura é frio e extremamente misterioso, o que dá o tom exato do suspense que ronda a casa localizada na Sunset Boulevard.



6. A impactante cena da piscina acontece diante dos olhos do público, tal qual no longa. Apresentada já no início e novamente, perto do término, é uma cereja extra do bolo de "Sunset Boulevard - O Musical".

7. O cenário é de deixar o público boquiaberto. A escada arredonda digna das mansões de grandes atrizes faz Norma brilhar ainda mais nas cenas que expressam todo o luxo e riqueza. Os paredões que imitam rolos de filmes completam o cenário e também refletem imagens importantes para o andar da narrativa. 


Foto: Marcos Mesquita

8. O palco giratório, bem centralizado, é o toque para as cenas de ação promovendo agilidade e até surpreende na troca de cenários ou na movimentação dos atores ao andar ou correr sob ele. Definitivamente muito bem usado!


Foto: Marcos Mesquita


9. "Sunset Boulevard" é um musical do imbatível Andrew Lloyd Webber com letras de Chistopher Hampton e Don Black. Na versão brasileira, cada cadência sonora aguça todos os sentidos diante das cenas de romance, ação e suspense. 

10. Musical com história na Broadway, "Sunset Boulevard" teve a atriz Glenn Close no papel da protagonista e, em breve, ganhará uma nova versão em filme, estrelado também pela atriz. No Brasil e no teatro, o papel é defendido por Marisa Orth e Andrezza Massei.

11. Está em cartaz no Teatro Santander, espaço cultural para ninguém botar defeitos. Espaçoso e de acústica impecável, o que somente acrescenta total qualidade ao espetáculo. 



*Mary Ellen Farias dos Santos é criadora e editora do portal cultural Resenhando.com. É formada em Comunicação Social - Jornalismo, pós-graduada em Literatura e licenciada em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos. Twitter: @maryellenfsm


Serviço
Temporada: de 22 de março a 7 de julho de 2019
Local: Teatro Santander 
Endereço: Complexo do Shopping JK Iguatemi - Av. Juscelino Kubitschek, 2041 - Itaim Bibi - SP
Datas e horários: quintas e sextas, às 21h; sábados, às 17h e 21h; e domingos, às 15h e 19h
Classificação etária: livre, menores de 12 anos acompanhados (a determinação da classificação etária poderá a qualquer momento ser alterada pelo Juiz de Direito da Vara da Infância e Juventude da Comarca de São Paulo - SP)
Capacidade: 959 lugares
Duração: 2h30min (com intervalo de 15 minutos)
Ingressos: a partir de R$37,50

Bilheteria oficial – Sem cobrança de taxa de conveniência
Teatro Santander (Complexo do Shopping JK Iguatemi - Av. Juscelino Kubitschek, 2041 - Itaim Bibi - SP) domingo a quinta: 12h às 20h ou até início do espetáculo. Sexta e sábado: 12h às 22h
Venda pela internet – Sujeito a cobrança de taxa de conveniência
ingressorapido.com.br




Encerramento do espetáculo


*Mary Ellen Farias dos Santos é criadora e editora do portal cultural Resenhando.com. É formada em Comunicação Social - Jornalismo, pós-graduada em Literatura, licenciada em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos e formada em Pedagogia pela Universidade Cruzeiro do Sul. Twitter: @maryellenfsm

.: “Rocketman: Music From The Motion Picture” já está entre nós e é excelente


Álbum apresenta a versão inédita, ao vivo, de “The Bitch Is Back”, do lendário show de Elton John no Dodger Stadium. Clássicos hits de Elton John & Bernie Taupin, reinventados por Giles Martin e interpretados por Taron Egerton

A trilha sonora mais esperada deste ano já está entre nós. A épica fantasia musical de Elton John, "Rocketman: Music From The Motion Picture". Lançado em parceria com a Rocket Pictures, a MARV Films e a Paramount Pictures nos cinemas do Reino Unido, o célebre produtor e compositor Giles Martin reinterpreta e recria os icônicos sucessos de Elton, adaptando a música especificamente para apoiar a narrativa deste filme de grande sucesso, com um verdadeiro show vocal do ator principal Taron Egerton.

Para comemorar o lançamento de "Rocketman: Music From The Motion Picture", a trilha traz imagens inéditas do lendário show de Elton no Dodger Stadium, em Los Angeles, EUA, nunca antes exibidas. Tendo acontecido em um final de semana no outono em 1975, as duas apresentações de Elton contaram com a presença de mais de 110 mil pessoas, em duas maratonas de banquetas de piano voadoras, bastões de beisebol e um rock'n'roll sem adulteração. 

O desempenho desenfreado de "The Bitch Is Back", apresenta Elton acompanhado no palco pela superstar do tênis Billie Jean King. Ele foi o primeiro artista a se apresentar neste estádio desde o show dos Beatles, nove anos antes. Naquela época, esse foi o maior concerto de um artista solo, colocando Elton no topo do cenário musical. A performance do Dodger Stadium foi recentemente recriada com um efeito impressionante por Taron Egerton na épica fantasia musical "Rocketman". Veja o desempenho de Taron em "Rocket Man" aqui.

"(I'm Gonna) Love Me Again", uma nova música escrita especialmente para "Rocketman" por Elton John e Bernie Taupin, e interpretada por Elton e Taron Egerton, estreou no início deste mês. "(I'm Gonna) Love Me Again" é co-produzida por Giles Martin e Greg Kurstin e foi gravada no AIR Studios, em Londres, e no Echo Studio, em Los Angeles. A interpretação de Taron de "Rocket Man" e a de "Love Me Again", com Elton e Taron, estão disponíveis agora para stream.

Com a tarefa de pegar o inigualável catálogo de Elton e reinventá-lo para se adequar à narrativa do filme, Giles Martin trabalhou de perto com os cineastas, supervisionando toda a música para a produção e extraindo no estúdio um vocal perfeito e superior de Taron. Ao transformar "Saturday Night's Alright for Fighting" em uma peça épica, transfigurando "I Want Love" em um momento comovente em torno da refeição familiar do pequeno Reggie, cada faixa foi esculpida para formar uma parte única da narrativa desta incrível estória. 

A trilha sonora também contém uma nova composição de Elton John e Bernie Taupin, "(I’m Gonna) Love Me Again", interpretada por Elton e Taron Egerton. O álbum foi produzido por Giles Martin (exceto "(I'm Gonna) Love Me Again", co-produzido por Giles Martin e Greg Kurstin). Os produtores executivos do álbum são Elton John, David Furnish, Matthew Vaughn e Dexter Fletcher.

A Paramount Pictures apresenta "Rocketman", em parceria com a New Republic Pictures e com produção da Marv Films/Rocket Pictures, a incrível estória humana da carreira e vida de Elton John. Lançado nos cinemas dia 22 de maio, o filme acompanha a fantástica jornada de transformação do tímido prodígio de piano Reginald Dwight até se transformar no astro internacional Elton John. 

Esta inspiradora estória - ambientada com as mais adoradas músicas de Elton John e interpretadas pelo astro Taron Egerton – narra a universalmente empática estória de como um garoto de uma cidade pequena se tornou uma das figuras mais emblemáticas da cultura pop. 

"Rocketman" também é estrelado por Jamie Bell, como Bernie Taupin, letrista e parceiro de longa data de Elton; Richard Madden, como John Reid, o então empresário de Elton; e Bryce Dallas Howard, como Sheila Farebrother, a mãe de Elton. "Rocketman" foi dirigido por Dexter Fletcher, escrito por Lee Hall e produzido por Matthew Vaughn, David Furnish, Adam Bohling e David Reid.

Tracklisting “Rocketman”:

1. "The Bitch Is Back (Introduction)"
2"I Want Love"
3"Saturday Night’s Alright (For Fighting)"
4"Thank You For All Your Loving"
5"Border Song"
6"Rock & Roll Madonna - Interlude"
7"Your Song"
8"Amoreena"
9"Crocodile Rock"
10"Tiny Dancer"
11"Take Me To The Pilot"
12"Hercules"
13"Don’t Go Breaking My Heart"
14"Honky Cat"
15"Pinball Wizard – Interlude"
16"Rocket Man"
17"Bennie and the Jets"
18"Don’t Let The Sun Go Down - Interlude"
19"Sorry Seems To Be The Hardest Word"
20"Goodbye Yellow Brick Road"
21"I’m Still Standing"
22"(I’m Gonna) Love Me Again"

** Todas as músicas escritas por Elton John e Bernie Taupin exceto "Thank You For All Your Loving" escrita por Elton John e Caleb Quaye, "Don’t Go Breaking My Heart" escrita por Ann Orson e Carte Blanche e "Pinball Wizard" escrita por Pete Townshend.

#Rocketman
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.: “Música e Letra” terá Carlinhos Vergueiro e André Abujamra


“Música e Letra - Como é que Faz?” é uma série de encontros realizados no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc no qual o compositor e cantor Eduardo Gudin promove um aprofundamento sobre a questão da união entre música e letra no cancioneiro brasileiro.

A proposta da oficina é uma conversa com compositores experientes e o propósito é explorar o processo criativo que norteia o trabalho artístico de cada um dos convidados. No mês de junho, os convidados são os cantores e compositores Carlinhos Vergueiro, no dia 5, e André Abujamra, no dia 19.

Com 45 anos de carreira e mais de 20 álbuns e 150 músicas gravadas, Carlinhos Vergueiro começou no piano clássico, mas logo encontrou a versatilidade do violão popular. Venceu o Festival Abertura (1975). Tem parcerias com Adoniran Barbosa, Toquinho, João Nogueira, entre outros, e foi produtor musical de Chico Buarque, Geraldo Filme, Candeia, Nelson Cavaquinho, entre outros.

André Abujamra é cantor, compositor, multi-instrumentista, produtor musical, ator, diretor de teatro e cinema. Com mais de 40 anos de carreira, iniciou a carreira artística nos palcos em 1985, em parceria com Maurício Pereira, na banda Os Mulheres Negras. Em 1994 estreou a banda Karnak. Já lançou cinco discos solos. Como ator já participou de vários longas. Produziu mais de 60 trilhas para cinema, com destaque para Carandiru, Bicho de sete cabeças, 2 Coelhos e Castelo Rá-Tim-Bum.

Eduardo Gudin é compositor, cantor, arranjador, violonista e letrista paulistano, que iniciou sua carreira aos 16 anos de idade, em 1966. Com 16 discos e um DVD lançados, Gudin tem músicas em parceria com compositores como Paulinho da Viola, Paulo Vanzolini, Paulo César Pinheiro, etc. Com Carlinhos Vergueiro, cantor, compositor e produtor musical.

Sobre o CPF Sesc
Inaugurado em agosto de 2012, o Centro de Pesquisa e  Formação do Sesc é uma unidade do Sesc São Paulo voltada para a produção de conhecimento, formação e difusão e tem o objetivo de estimular ações  e desenvolver estudos nos campos cultural e socioeducativo.

Além do Curso Sesc de Gestão Cultural - que visa a qualificação para a gestão cultural de profissionais atuantes no campo das Artes, tanto de instituições públicas como privadas - a unidade proporciona o acesso à cultura de forma ampla, tematicamente, por meio de cursos, palestras, oficinas, bate-papos, debates e encontros nas diversas áreas que compreendem a ação da entidade, como artes plásticas e visuais, ciências sociais, comportamento contemporâneo e cotidiano, filosofia, história, literatura e artes cênicas, voltadas para o público em geral.

"Música e Letra - Como é que Faz?”
Eduardo Gudin e Carlinhos Vergueiro
Dia 5 de junho de 2019, quarta, das 14h30 às 17h30.

Eduardo Gudin e André Abujamra
Dia 19 de junho de 2019, quarta, das 14h30 às 17h30.

Serviço:
Recomendação etária: 16 anos. 30 vagas por encontro. 
Preço: R$ 15 (inteira); R$ 7,50 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública); R$ 4,50 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes), por encontro.

Tradução em Libras disponível. Faça sua solicitação com no mínimo dois dias de antecedência da atividade através do e-mail centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br.

Informações e inscrições pelo site (sescsp.org.br/cpf) ou nas unidades do Sesc no Estado de São Paulo. Serviço de van até a estação de metrô Trianon-Masp, de segunda a sexta, às 21h30, 21h45 e 22h05, para participantes das atividades.

Centro de Pesquisa e Formação do Sesc
Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4º andar.
Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 10h às 22h. Sábados, das 9h30 18h30. Tel: 3254-5600.

.: Filme inspirado no livro de Martha Batalha é premiado em Cannes


O filme "A Vida Invisível de Eurídice Gusmão", com enredo inspirado no livro de Martha Batalha, venceu a mostra "Um Certo Olhar" do Festival de Cannes na última sexta-feira, 24 de maio.

Dirigido pelo brasileiro Karim Aïnouz e produzido pela RT Features, o longa - o primeiro brasileiro a levar o prêmio principal da competição paralela - conta a trajetória de duas irmãs cariocas diante do machismo da sociedade dos anos 1950. O elenco traz as jovens atrizes Carol Duarte e Júlia Stockler nos papéis principais e conta também com a participação de Fernanda Montenegro.⠀

A obra de Martha Batalha, lançada no Brasil em 2016, foi festejada internacionalmente antes mesmo de chegar às livrarias do país e teve seus direitos de publicação vendidos para 20 países.

Trailer de "A Vida Invisível de Eurídice Gusmão"


Conheça o livro
Rio de Janeiro, anos 1940. Guida Gusmão desaparece da casa dos pais sem deixar notícias, enquanto sua irmã Eurídice se torna uma dona de casa exemplar. Mas nenhuma das duas parece feliz em suas escolhas. 

A trajetória das irmãs Gusmão em muito se assemelha com a de inúmeras mulheres nascidas no Rio de Janeiro no começo do século XX e criadas apenas para serem boas esposas. São as nossas mães, avós e bisavós, invisíveis em maior ou menor grau, que não puderam protagonizar a própria vida, mas que agora são as personagens principais do primeiro romance de Martha Batalha.

Enquanto acompanhamos as desventuras de Guida e Eurídice, somos apresentados a uma gama de figuras fascinantes: Zélia, a vizinha fofoqueira, e seu pai Álvaro, às voltas com o mau-olhado de um poderoso feiticeiro; Filomena, ex-prostituta que cuida de crianças; Luiz, um dos primeiros milionários da República; e o solteirão Antônio, dono da papelaria da esquina e apaixonado por Eurídice.

Essas múltiplas narrativas envolvem o leitor desde a primeira página, com ritmo e estrutura sólidos. Capaz de falar de temas como violência, marginalização e injustiça com humor, perspicácia e ironia, Marta Batalha é acima de tudo uma excelente contadora de histórias. Uma promessa da nova literatura brasileira que tem como principal compromisso o prazer da leitura.

Perfil do filme no Instagram: @vidainvisivel

.: Nana Caymmi homenageia Tito Madi em disco, por Luiz Gomes Otero


Por Luiz Gomes Otero*, em maio de 2019.

Nana Caymmi sempre rejeitou o rótulo de diva da nossa música popular. Mas a cada ano que passa ela acaba se tornando um pouco dessa definição. E nesse seu mais recente lançamento, com composições do mestre da fossa, Tito Madi, ela chega a beirar a perfeição como interprete, transbordando emoção e talento com sua poderosa voz, aos 77 anos de idade.

Tito Madi faleceu em 2018. Mas ainda em vida chegou a ouvir a prévia desse disco e fêz questão de dar o seu aval para o projeto de Nana. Dá para imaginar a emoção do homenageado ao ouvir seus clássicos na voz dessa estrela na nossa MPB, que há dez anos não lançava um disco.

No repertório há aquelas canções obrigatórias em uma coletânea de Tito Madi, como "Cansei de Ilusões", "Balanço Zona Azul" e "Chove Lá Fora", que se mesclam com outras menos conhecidas. Mas mesmo essas acabaram se encaixando perfeitamente na voz de Nana.

José Milton, produtor dos discos da cantora há 25 anos, assume mais uma vez essa função. Dori Caymmi, irmão que Nana define como uma pessoa-chave em sua trajetória, e o pianista Cristóvão Bastos, um dos autores do sucesso "Resposta ao Tempo", assinam os arranjos.

É impossível apontar uma faixa como a preferida do disco. O trabalho tem uma forte carga emocional em todas as 11 composições escolhidas. Gostei de descobrir as menos conhecidas como "Sonho e  Saudade". A produção deu um toque de bossa nova dos anos  60, um som sofisticado e ao mesmo tempo simples, com a mensagem poética característica de Tito Madi. Uma justa homenagem de Nana a um dos mestres compositores da nossa MPB.

"Cansei de Ilusões"

"Chove Lá Fora"

"Balanço Zona Sul"


*Luiz Gomes Otero é jornalista formado em 1987 pela UniSantos - Universidade Católica de Santos. Trabalhou no jornal A Tribuna de 1996 a 2011 e atualmente é assessor de imprensa e colaborador dos sites Juicy Santos, Lérias e Lixos e Resenhando.com. Criou a página no Facebook Musicalidades, que agrega os textos escritos por ele.

.: Público tem até dia 16 para assistir "O Mistério de Irma Vap" no Teatro Porto

Crédito: Priscila Prade
Público tem até o dia 16 de junho para conferir a comédia besteirol "O Mistério de Irma Vap", com Luis Miranda e Mateus Solano, em nova leitura realizada pelo diretor e encenador Jorge Farjalla. A montagem, que já foi vista por 12 mil pessoas desde a sua estreia em abril, está em cartaz no Teatro Porto Seguro, com sessões sexta-feira às 21h, aos sábados às 18h e 21h, e aos domingos às 16h e 19h.

A trama original de Charles Ludlam se passa em um lugar remoto da Inglaterra e conta a história de Lady Enid, a nova esposa do excêntrico Lord Edgar. Ela tem que se adaptar a viver em uma mansão mal-assombrada pelo fantasma da primeira esposa de seu marido, Irma Vap - lugar onde o filho do casal foi morto por um lobisomem.

Na casa, há uma governanta, que assume a posição de rival da recém-chegada. Para retomar o amor de seu marido, Lady Enid come o pão que o diabo amassou e pratica peripécias divertidas. Em cena, dois atores interpretam os vários personagens, entre humanos e assombrações.

O texto foi montado pela primeira vez em 1984 em um pequeno teatro em Greenwich Village, em Nova York, nos Estados Unidos, pela companhia Ridiculous Theatrical Company, do próprio Charles Ludlam. Ele fez uma paródia dos clássicos e inspirou-se em um gênero da Inglaterra Vitoriana chamado “penny dreadful” (que pode ser traduzido como terror a tostão) para criar um novo tipo de comédias, o melodrama vitoriano.

Diferente da história original, a nova versão será situada em um trem fantasma de um parque de diversões macabro. “Usamos como referência os filmes de terror, como 'Pague Para Entrar, Reze Para Sair', de Tobe Hooper; 'Rebecca', de Alfred  Hitchcock e a estética dos anos 80. Mergulhamos também no universo do videoclipe de 'Thriller', de Michael Jackson, que foi dirigido pelo cineasta John Landis, uma referência do que é um filme de horror. Além disso, a obra também tem várias citações de Shakespeare, principalmente de 'Hamlet'. Estamos desfragmentando todas as camadas do texto para ver o que está por trás dele e ressignificar a obra”, revela o diretor e encenador Jorge Farjalla.

A primeira e icônica montagem brasileira do texto, com direção da saudosa atriz Marília Pêra e atuação de Ney Latorraca e Marco Nanini, estreou em 1986 e ficou em cartaz durante 11 anos consecutivos, o que garantiu ao texto o registro no livro Guiness World Records. A peça ficou marcada na história do teatro por uma espécie de gincana de troca de figurinos por Nanini e Latorraca.

O novo espetáculo, ainda segundo o diretor, tem a proposta de expor aos olhos do público essa troca de roupas e enfatizar ainda mais o texto e o trabalho do ator. “Vamos teatralizar a troca de roupas. Eu quero mostrar para o espectador o teatro como uma grande ilusão e o ator como um grande mago, que pode criar tudo na frente do público e fazê-lo acreditar naquela situação. Quero que a plateia sinta o trabalho do ator e como eles vão dividir esses personagens em um jogo de espelhos. O próprio texto de Ludlam sugere o jogo teatral e tentamos enfatizar ao máximo a questão dos atores como um duplo”, comenta.

Essa encenação ousada só é possível graças ao talento de Luis Miranda e Mateus Solano. “Os dois são de uma genialidade, uma elegância artística. Começamos o processo cedo e eles já estão com outro entendimento do texto. Eles têm juntos uma energia maravilhosa. Estou muito grato por tê-los comigo e por partilhar algo tão sagrado para mim, que é o fazer teatral”, acrescenta.

Sobre Jorge Farjalla
Criador da Cia. Guerreiro, sua pesquisa em teatro é ligada ao universo de Antonin Artaud, Bertolt Brecht e Constantin Stanislaviski, tendo como ápice suas montagens sobre as obras míticas de Nelson Rodrigues: "Álbum de Família", "Anjo Negro", "Senhora dos Afogados" e "Dorotéia". Idealizou a Escola de Teatro da sua Cia. inaugurada em 2010, no Rio de Janeiro, onde ofereceu oficinas e cursos de Teatro, Cinema e TV. Dirigiu e atuou no projeto sobre a obra de Dante Alighieri: "A Divina Comédia", encenando "Dante´s Inferno" e "Dante´s Purgatório". Dirigiu "Vou Deixar o Amor Pra Outra Vida", de Rodrigo Monteiro que foi encenado em apartamentos residenciais no bairro de Copacabana.

Em 2016, dirigiu "Dorotéia" de Nelson Rodrigues, em comemoração aos 60 anos de carreira de Rosamaria Murtinho, com Leticia Spiller e grande elenco. No mesmo ano, dirigiu "Antes do Café", de Eugene O´Niell, aclamado pela crítica como um dos espetáculos mais dramáticos do ano. Dirigiu Antônia Fontenelle no monólogo "#Sincericídio".

Em 2018, dirigiu "Senhora dos Afogados" (crítica neste link), de Nelson Rodrigues, com Alexia Dechamps, João Vitti, Rafael Vitti, Leticia Birkheuer e grande elenco, no Teatro Porto Seguro, em São Paulo, sendo indicado ao Prêmio Shell de Melhor Figurino com sua assinatura. Ainda no primeiro semestre, dirigiu, "Vou Deixar de Ser Feliz Por Medo de Ficar Triste?" de Yuri Ribeiro com Paula Burlamaqui, Vitor Thiré e grande elenco no Teatro das Artes no Rio de Janeiro, sendo indicado como Melhor Diretor ao Prêmio Botequim Cultural, foi o grande vencedor do Prêmio FITA 2018 como Melhor Diretor, Melhor Figurinista e Melhor Espetáculo.

Sobre Luis Miranda
Em 2014, Luis Miranda fez sua estreia em telenovelas, atuando como a protetora e elegante transexual Dorothy Benson em "Geração Brasil", depois de diversos papéis cômicos no cinema e teatro. Participou da nova versão da "Escolinha do Professor Raimundo" como Tião Bonitinho. De 2015 a 2018, atuou junto a Lázaro Ramos e Tais Araújo da série "Mister Brau". Atualmente integra o elenco fixo do programa "Zorra" na TV Globo. Participou das séries "Homens de Bem", "Batendo Ponto", "As Cariocas", "A Grande Família", "Ó Paí, Ó", "Alice", "Faça Sua História", "Carandiru" e "Sob Nova Direção".

No cinema, atuou em filmes como "De Pernas Pro ar", "Cilada.com", "Onde Está a Felicidade", "O Diário de Tati", "Meu Nome Não é Johnny", "Bicho de Sete Cabeças" e "Domésticas".  No teatro, protagonizou o solo "7 Conto – A Comédia" (2006 – atual) e participou das peças "Terça Insana" (2002-2014) e "5 X Comédia" (2018).

Sobre Mateus Solano
Mateus Solano tornou-se conhecido ao interpretar na televisão o personagem Ronaldo Bôscoli na minissérie "Maysa - Quando Fala o Coração" (2009), os gêmeos Miguel e Jorge na novela "Viver a Vida" (2009), o político Mundinho Falcão no remake de "Gabriela" (2012), o antagonista Félix Khoury na novela "Amor à Vida" (2013), Zé Bonitinho no remake da série "Escolinha do Professor Raimundo" (2015) e o vilão Rubião em na novela "Liberdade, Liberdade" (2016). Ele também fez participações em séries como "Sob Nova Direção", "Faça Sua História" e "Casos e Acasos".

Solano ainda fez o filme "Linha de Passe" (2008) e atuou na série para celular "Mateus, o Balconista" (2008), atualmente em exibição no canal pago Woohoo. Participou, em 2011, da novela "Morde & Assopra", de Walcyr Carrasco, como o cientista Ícaro. Fez, no mesmo ano, uma participação especial na série "A Mulher Invisível". No ano seguinte, participou de um episódio de "As Brasileiras". Em 2017, o ator viveu o personagem Eric da novela "Pega Pega".

No teatro, iniciou sua carreia com o espetáculo "O Homem que era Sábado" (2003), com texto e direção de Pedro Brício. Também atuou em "Tudo É Permitido" (2005), "Não Existem Níveis Seguros Para Consumo Destas Substâncias" (2006), "O Perfeito Cozinheiro das Almas Desse Mundo" (2007), "Últimos Remorsos Antes do Esquecimento" (2007), "2 Para Viagem" (2008), "Lobo N.º 1 – A Estepe" (2008), "Hamlet" (2009), "Do Tamanho do Mundo" (2013-2014) e "Selfie" (2014-2017).

Ficha Té́cnica
Texto: Charles Ludlam. Idealização: Andrea Francez. Direção, encenação e dramaturgia: Jorge Farjalla. Elenco: Luis Miranda, Mateus Solano, Fagundes Emanuel, Greco Trevisan, Kauan Scaldelai e Thomas Marcondes. Traducão: Simone Zucato. Assistente de direção: Raphaela Tafuri. Direção de Produção: Priscila Prade e Marco Griesi. Produção executiva: Daniella Griesi e Fernando Trauer. Direção Musical: Gilson Fukushima. Cenografia: Marco Lima. Iluminação: Cesar Pivetti. Figurinos: Karen Brusttolin. Fotografia: Priscila Prade. Comunicação Visual: Kelson Spalato e Murilo Lima. Redes Sociais: Tiago Cunha e Felipe Gonçalves: Mídia: Caio de Jesus. Assessoria Jurídica: Francez e Alonso Advogados. Produção de Elenco: Marcela Altberg. Realização: BricaBraque e TeTo Cultura.

"O Mistério de Irma Vap", de Charles Ludlam
Até 16 de junho no Teatro Porto Seguro - Às sextas-feiras, às 21h, aos sábados, às 18h e 21h, e aos domingos, às 16h e 19h.
Ingressos: Plateia: R$ 150 / Frisas: R$ 100 e / Balcão R$80.
Classificação:  12 anos.
Duração: 100 minutos.
Gênero: Comédia.

Teatro Porto Seguro
Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo.
Telefone: (11) 3226.7300.
Capacidade: 484 lugares.
Formas de pagamento: cartão de crédito e débito (Visa, Mastercard, Elo e Diners).
Acessibilidade: 10 lugares para cadeirantes e 5 cadeiras para obesos.
Estacionamento no local: Estapar R$ 20 (self parking) - Clientes Porto Seguro têm 50% de desconto.
Serviço de Vans: Transporte gratuito Estação Luz – Teatro Porto Seguro – Estação Luz. O Teatro Porto Seguro oferece vans gratuitas da Estação Luz até as dependências do Teatro. Como pegar: na Estação Luz, na saída Rua José Paulino/Praça da Luz/Pinacoteca, vans personalizadas passam em frente ao local indicado para pegar os espectadores. Para mais informações, contate a equipe do Teatro Porto Seguro.

Vendas: http://www.tudus.com.br

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sábado, 25 de maio de 2019

.: Crítica: "Sunset Boulevard" mostra sociedade injusta com as mulheres


Por Helder Moraes Miranda, em maio de 2019.

"Sunset Boulevard" é um filme de 1950. De lá para cá, pouco se vê de avanços em relação às mulheres. Com muita sensibilidade, o musical, apresentado no Brasil em um ano tão conturbado politicamente e socialmente quanto 2019, evidencia o quanto a sociedade ainda cobra das mulheres - sobretudo aquelas que trabalham com a imagem - o ideal da beleza e da juventude eterna. 

Não importam a história e o conteúdo que elas ainda têm para dividir e ensinar, as mulheres, nos contextos de Hollywood e das sociedades machistas e misóginas ao redor do mundo, estão datadas. Clássico do filme noir no cinema, "Sunset Boulevard" está com o musical em cartaz no Teatro Santander. E é justamente neste cenário desfavorável para as mulheres que brilham as atrizes que protagonizam o espetáculo.

"Sunset Boulevard" é duro com a realidade feminina, mas absolutamente afável com elas e, por esse motivo, feminista no sentido de jogar luz às mulheres serem, por alguns segmentos da sociedade, descartáveis. A equipe do Resenhando assistiu o espetáculo quando a intérprete de Norma Desmond foi Andrezza Massei, alternante de Marisa Orth.

De uma maneira absolutamente bem construída, Andrezza Massei, tão jovem, dá a força e a amargura necessárias que a personagem precisa. Sem contar a voz, cheia de dramaticidade e afinação, tão cristalina quanto a aura que criou para a atriz decadente que quer voltar ao estrelato. Para isso, ela aposta em um roteiro ruim construído pelo egocentrismo de uma estrela viciada em um reconhecimento de fãs que há muito tempo foram perdidos.

Experiente nos palcos e nos bastidores dos musicais, Andrezza Massei teve papéis de destaque nos principais espetáculos deste segmento que passaram pelo Brasil , como "Les Misérables", as duas versões de “A Bela e a Fera” da Disney, "Cole Porter - Ele Nunca Disse que me Amava", da dupla Möeller & Botelho, "Mamma Mia!", "Mudança de Hábito", "Cats", "A Madrinha Embriagada", "Priscilla, A Rainha do Deserto",  "Wicked" e, mais recentemente, como a bruxa do mar Úrsula, em "A Pequena Sereia - O Musical", da Disney. 

Toda essa experiência parece que a construíram para esse papel. E isso é nítido quando, sem esboçar uma palavra, a Norma Desmond de Massei comove quando, por um mal-entendido, a atriz decadente volta aos estúdios e, de uma maneira artificial, é tratada como uma estrela.

Outro nome a ser destacado é o de Lia Canineu que, como a roteirista principiante Betty Schaeffer, consegue captar todos os olhares para as cenas em que está envolvida. O carisma de Lia Canineu não é novidade e, desde as apresentações dos trabalhos anteriores, como "A Era do Rock" (crítica neste link) e "Cinderella, o Musical" (crítica neste link), pode-se concluir que ela confere às produções em que participa uma qualidade e um brilho que poucas atrizes que se dividem nas tarefas de cantar, dançar e interpretar, têm. Lia Canineu é uma estrela como poucas.

Com roteiro eletizante, o espetáculo começa com uma morte. A partir de então, o tempo volta para explicar ao espectador o que aconteceu. Entre os homens, Julio Assad dá a gravidade, o talento e o tom exatos do roteirista que só quer tirar vantagens do que lhe é oferecido. Joe Gillis, o personagem, é um oportunista cheio de camadas. É por essa sensibilidade do ator em mostrar o lado humano de um personagem cheio de falhas de caráter que o público passa a torcer por ele. 

Daniel Boaventura, desta vez, brinda o público com um personagem soturno, de poucas palavras, mas repleto de mistérios. O mordomo Max von Mayerling é um homem que, ainda assim, ama verdadeiramente a mulher rejeitada pela indústria de cinema, pela sociedade e até pelo homem que escolheu, que não é ele. Cabe a Daniel dar o desfecho surpreendente. Afinal, um ator como ele jamais ficaria relegado a um papel de coadjuvante se não houvesse uma grande cena. 

Uma homenagem à história do cinema e uma reflexão sobre as mulheres pontuadas por músicas de Andrew Lloyd Webber com letras de Chistopher Hampton e Don Black. A orquestra, localizada acima do palco, é um espetáculo à parte e dá o tom soturno de todo o musical - a regência é de Carlos Bauzys e de Jorge de Godoy (regente da apresentação assistida pelo Resenhando). 

Os cenários são todos grandiosos, a escadaria em cena, e os rolos de filme nas paredes do palco, remontam o período de ouro de Hollywood, os figurinos são de encher os olhos e o palco giratório ajuda a contar essa história de uma maneira muito inteligente e eficaz. Produção da IMM e da EGG Entretenimento, o musical “Sunset Boulevard” vai ficar na memória. 


Encerramento de "Sunset Boulevard", em cartaz no Teatro Santander:


Serviço
Temporada: de 22 de março a 7 de julho de 2019
Local: Teatro Santander 
Endereço: Complexo do Shopping JK Iguatemi - Av. Juscelino Kubitschek, 2041 - Itaim Bibi - SP
Datas e horários: quintas e sextas, às 21h; sábados, às 17h e 21h; e domingos, às 15h e 19h
Classificação etária: livre, menores de 12 anos acompanhados (a determinação da classificação etária poderá a qualquer momento ser alterada pelo Juiz de Direito da Vara da Infância e Juventude da Comarca de São Paulo - SP)
Capacidade: 959 lugares
Duração: 2h30min (com intervalo de 15 minutos)
Ingressos: a partir de R$37,50

Bilheteria oficial – Sem cobrança de taxa de conveniência
Teatro Santander (Complexo do Shopping JK Iguatemi - Av. Juscelino Kubitschek, 2041 - Itaim Bibi - SP) domingo a quinta: 12h às 20h ou até início do espetáculo. Sexta e sábado: 12h às 22h
Venda pela internet – Sujeito a cobrança de taxa de conveniência

ingressorapido.com.br

*Helder Moraes Miranda é bacharel em jornalismo e licenciado em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos, pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura, pela USP - Universidade de São Paulo, e graduando em Pedagogia, pela Univesp - Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Participou de várias antologias nacionais e internacionais, escreve contos, poemas e romances ainda não publicados. É editor do portal de cultura e entretenimento Resenhando.

.: Tudo sobre "Sunset Boulevard" filme de 1950 que gerou o incrível musical

"Sunset Boulevard", ou "Crepúsculo dos Deuses" como foi chamado no Brasil e em Portugal, é um filme norte-americano de 1950, do gênero film noir, dirigido e co-escrito por Billy Wilder, e co-produzido e co-escrito por Charles Brackett. 

O titulo, estilizado na tela como SUNSET BLVD., é oriundo da estrada homônima que atravessa as cidades de Los Angeles e Beverly Hills, na Califórnia, nos Estados Unidos.

O filme é estrelado por William Holden como o roteirista azarado Joe Gillis, e Gloria Swanson como Norma Desmond, uma decadente atriz da era do cinema mudo que atrai Gillis para seu mundo fantasioso no qual ela sonha em fazer um triunfante retorno às telas. 

Erich von Stroheim, Nancy Olson, Fred Clark, Lloyd Gough e Jack Webb interpretam os papéis secundários. O diretor Cecil B. DeMille e a colunista de fofoca Hedda Hopper interpretam a si mesmos. Buster Keaton, H. B. Warner e Anna Q. Nilsson, estrelas do cinema mudo, fazem participações especiais no filme.

Aclamado por vários críticos na época em que foi lançado, "Crepúsculo dos Deuses" foi indicado para onze Oscars, tendo recebido três. É comumente aceito como um filme clássico, frequentemente citado como um dos filmes mais notáveis do cinema americano. 

Considerado "culturalmente, historicamente ou esteticamente significante" pela Biblioteca do Congresso estadunidense em 1989, "Crepúsculo dos Deuses" foi incluído no primeiro grupo de filmes selecionados para preservação pela Secretaria Nacional de Cinema. 

Em 1998, foi nomeado o décimo segundo melhor filme estadunidense de todos os tempos na lista elaborada pelo American Film Institute. Em 2007, na reedição da lista, apareceu na décima sexta posição. Ganhou uma adaptação musical aos palcos em 1993, com música de Andrew Lloyd Webber, que ganhou o Tony Award de Melhor Musical.

No início do filme, um crime é cometido e uma voz em off começa a narrar que tudo começou quando Joe Gillis (William Holden), um roteirista fugindo de representantes de uma financeira que tentava recuperar o carro por falta de pagamento e se refugia em uma decadente mansão, cuja proprietária, Norma Desmond (Gloria Swanson), era uma estrela do cinema mudo. 

Quando Norma tem conhecimento que Joe é roteirista, contrata-o para revisar o roteiro de "Salomé", que marcaria o seu retorno às telas. O roteiro era insuportável, mas o pagamento era bom e ele não tinha o que fazer. No entanto, o que o destino lhe reservava não seria nada agradável.

Globo de Ouro 1951 (EUA)
Vencedor nas categorias de melhor filme - drama, melhor diretor, melhor atriz - drama (Gloria Swanson) e melhor trilha sonora.
Indicado nas categorias de melhor fotografia - preto e branco, melhor roteiro e melhor ator coadjuvante (Erich von Stroheim).

Prêmio Bodil 1951 (Dinamarca)
Venceu na categoria de melhor filme estadunidense.

Jussi Awards 1951 (Finlândia)
Gloria Swanson recebeu o Diploma de Mérito como melhor atriz estrangeira.

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