segunda-feira, 6 de julho de 2020

.: Entrevista: Eva Wilma Tia Íris e o segredo de Tereza Cristina



Eva Wilma comenta papel na novela. Foto: TV Globo / Estevam Avellar

Tia Íris (Eva Wilma) guarda o grande segredo de Tereza Cristina (Christiane Torloni) e sua maior diversão é chantagear a sobrinha, atividade que também é sua fonte de renda. Como de costume, ela vai à casa da sobrinha, junto com Alice (Thaís de Campos), para filar o breakfast. E, ao chegar, acompanha a fuga de Pereirinha (José Mayer) ao ser flagrado por Renê Jr.(David Lucas) na cama da mãe do garoto. 

Depois de toda a confusão causada pelo flagrante, ela aproveita para fazer uma visitinha à perua em sua suíte e, mais uma vez, chantageá-la: pede dinheiro em troca de seu testemunho limpando a imagem de Tereza Cristina. Segunda ela, quando o caso com Pereirinha vier à tona a reputação da sobrinha estará arruinada. No entanto, a imagem de Tia Íris é que pode ser detonada com a visão de Luana (Joana Lerner) sobre todos os seus atos. A vidente não se segura e, ao encontrar Íris na pousada, a chama de mesquinha e mentirosa em alto e bom som. Álvaro (Wolf Maya) acompanha a cena e encerra a discussão das duas.

O marido de Zambeze (Totia Meireles), que teve acesso ao vídeo de Marcela (Suzana Pires), procura a mãe para orientá-la a parar de chantagear Tereza Cristina. E afirma: caso ela não interrompa esse ciclo, ele mesmo o fará. "Fina Estampa" é uma obra de Aguinaldo Silva, com direção geral e de núcleo de Wolf Maya e direção de Ary Coslov, Claudio Boeckel, Marcelo Travesso, Marco Rodrigo e Marcus Figueiredo. Em período de confinamento, a atriz Eva Wilma comentou a personagem.

O que a senhora lembra de sua personagem em "Fina Estampa" e do trabalho como um todo?
Eu tenho enorme prazer em lembrar dessa novela. Eu gostei muito de ser convidada novamente para um personagem do Aguinaldo Silva, mesmo autor de "A Indomada", onde fiz a Maria Altiva. A Íris é descendente da Altiva, as duas têm em comum o fato de desencadearem todas as pequenas maldades. É uma personagem que fica entre a protagonista, Griselda, e a antagonista, Tereza Cristina. Eu gosto muito do humor de ambas. Isso tudo foi um grande estímulo, uma honra. 

Como está vivendo o isolamento social?
Estou lendo, ouvindo música, me exercitando um pouquinho fisicamente. Também converso com amigas do colégio por meio de um aplicativo de conversa, estudamos juntas há mais de 60 anos.

A senhora gosta de se rever em "Fina Estampa"?
Ah, às vezes eu fico brava vendo meus defeitos. Estou brincando, claro que eu vejo cenas onde eu acertei. Mas me critico sim. Revendo a novela eu penso: “ah que bom que me puseram nessa cena”, mas eu penso também que bobeei em alguma outra. Eu vou acompanhando com prazer a novela toda.

Quais são os planos da senhora para depois do isolamento?
Há mais de 60 anos que faço teatro, cinema e televisão. E eu pretendo continuar fazendo. Além do filme que faço parte do elenco e vamos retomar as gravações. Quero também voltar com o espetáculo musical, que se chama “Casos e Canções”, que faço ao lado do meu filho, John Herbert Junior, que é músico, compõe, toca violão, canta. Nesse recital, que já fizemos turnês em São Paulo duas ou três vezes, eu estimulei as escolhas de quase todas as músicas.

.: "Makahla", com Rubens Oliveira, será atração de dança em live do Sesc


"Makhala" é o primeiro espetáculo solo de Rubens Oliveira, marca início das apresentações desta semana. Foto: Rubens Oliveira

A programação da série Dança #EmCasaComSesc, que apresenta sempre às terças e quintas, às 21h30, uma atração diferente, traz esta semana dois novos espetáculos para o público: "Makahla", com Rubens Oliveira, na terça-feira, dia 7, e "MADEIRA, uma dança para meu pai", com Morena Nascimento, na quinta, dia 9. As apresentações podem ser assistidas em transmissões ao vivo no YouTube do Sesc São Paulo - youtube.com/sescsp - e o Instagram do Sesc Ao Vivo - instagram.com/sescsp.

"Makhala" é o primeiro espetáculo solo de Rubens Oliveira. Após três anos de experimentações, o coreógrafo e bailarino fez uma viagem a Moçambique no início de 2020 e compartilha agora o que ele encara como um fechamento de ciclo, parte do processo do solo que deve estrear após a pandemia. Rubens Oliveira iniciou sua formação em dança na periferia de São Paulo e há 10 anos dirige a Cia Gumboot Dance Brasil. Além do trabalho com bailarinos profissionais, Rubens realiza projetos com não bailarinos, provocando reflexões sobre a potência das transformações a partir do movimento e da dança.


Na quinta-feira, dia 9, Morena Nascimento, que foi bailarina intérprete do Tanztheater Wuppertal Pina Bausch (companhia com a qual continua atuando como convidada) e desenvolve trabalho autoral como artista independente desde 2001, entre muitos outros trabalhos, apresenta a dança-improviso "MADEIRA, uma dança para meu pai", que será realizada na casa onde o pai falecido da criadora viveu por muitos anos e onde ela mesma passou momentos da infância e adolescência.

Sempre às terças e quintas-feiras, às 21h30, acontece uma apresentação diferente no formato de solos, duplas ou com mais integrantes - desde que estes já estejam dividindo o mesmo espaço neste período de quarentena - podendo ser coreografias na íntegra, trechos de obras ou adaptações, de acordo com o espaço e proposta de cada trabalho. As apresentações têm duração de até 50 minutos. Em tom intimista, os artistas também são convidados a fazerem comentários sobre o trabalho após a performance. 

Dentro desta linguagem, a experiência das diversas edições da Bienal Sesc de Dança, que teve sua 11ª edição realizada em setembro de 2019, possibilita a expansão da atuação digital da instituição. A programação terá como foco abranger o maior número de vertentes e movimentos da dança, em suas expressões, diversidades e poéticas de corpos, dentro das muitas áreas de pesquisa, como a clássica, urbana, contemporânea, performática e experimental.

A iniciativa faz parte das diversas ações digitais que expandem a atuação da instituição no campo virtual, como a plataforma do Sesc Digital e a programação de transmissões de música e teatro da série Sesc Ao Vivo. "As artes, em todas as suas linguagens, têm sido altamente impactadas pelas restrições de convívio social e pela suspensão das contratações dos artistas e de toda a cadeia de criação e produção. 

O desenvolvimento da Plataforma Sesc Digital expressa nossa preocupação com a expansão da atuação social do Sesc para o ambiente digital", comenta Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc São Paulo. "Acreditamos ser possível, ainda que desafiadora, a experimentação de uma prática cênica, performativa, em novos formatos, gramáticas e suportes. Pretendemos contemplar outras linguagens artísticas em nossas transmissões ao vivo nos próximos dias", conclui.

.: Comédia dramática "Vida Perfeita" estreia nesta segunda-feira na HBO



Série espanhola vencedora de Cannes acompanha a jornada de redescoberta de três amigas que se distanciam das expectativas tradicionais da sociedade

A comédia dramática espanhola "Vida Perfeita" estreia na nesta segunda-feira, 6, às 23h30, no canal HBO e na HBO GO. Com oito episódios de meia hora, a produção foi a vencedora do prêmio de melhor série na edição de 2019 do Festival Internacional de Séries de Cannes.

Em "Vida Perfeita", María (Leticia Dolera) está prestes a alcançar o auge da vida que sempre sonhou quando seu esposo confessa, no dia de assinar a hipoteca da casa, que não suporta mais sua maneira controladora e inflexível e desiste do negócio. Ao lado da irmã Esther (Aixa Villagrán) e da melhor amiga Cris (Celia Freijeiro), que também passam por crises, María percebe, aos 30 anos, que seus planos não trouxeram a felicidade que esperava. As três entendem que a vida perfeita não precisa ser necessariamente como tinham imaginado.

"Vida Perfeita" é uma produção da Movistar+ e já tem a segunda temporada confirmada. A série tem criação e roteiro por Manuel Burque e Leticia Dolera, que também assina a direção ao lado de Ginesta Guindal.



.: Roberta Valente e Alexandre Ribeiro tocam chorinho e samba em live


O repertório do duo reúne obras de grandes compositores 
e canções autorais. Foto: Stela Handa

Dentro da programação de junho do #EmCasaComSesc, nesta segunda-feira, dia 6, às 19h, o duo formado por Roberta Valente (pandeiro) e Alexandre Ribeiro (clarinete) toca chorinho e samba. O Sesc São Paulo vem promovendo uma série de shows diários com transmissões pelo Instagram @sescaovivo e YouTube do Sesc São Paulo - youtube.com/sescsp

O repertório do duo reúne obras de Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Paulo Moura, João Donato, entre outros grandes compositores, e canções autorais do próprio Alexandre Ribeiro. Clássicos do cancioneiro brasileiro como "Rosa", "Cheguei", "Pelo Avesso" e "Ao Velho Pedro" são algumas das músicas do repertório. 

Produtora e pesquisadora de música popular brasileira, Roberta integra importantes grupos paulistanos, como Chorando as Pitangas, Ó do Borogodó e o projeto Panorama do Choro, que acaba de lançar um registro audiovisual pelo Selo Sesc disponível gratuitamente na plataforma Sesc Digital. Herdeiro de grandes nomes do clarinete como Severino Araújo, K-Ximbinho, Luiz Americano, Abel Ferreira, Nailor Azevedo e Paulo Moura, Alexandre Ribeiro se destaca pela técnica e interpretação primorosa ao instrumento.

Nesta terça-feira, dia 7, o cantor e compositor Danilo Caymmi realiza sua primeira transmissão solo pela internet. O show, que conta com a participação do maestro João Egashira, intercala músicas que marcaram sua carreira e histórias e curiosidades desta trajetória de sucesso, iniciada ainda na juventude. Os parceiros de trabalho, os tempos áureos de composição com o pai, Dorival Caymmi, os anos com Tom Jobim e a época dos festivais serão lembrados na apresentação. No repertório estão "Nada a Perder", "Andança", "O Bem e o Mal", "Vatapá", entre outras canções. E, claro, "O que É que a Baiana Tem?", que não poderia ficar de fora.

Quarta-feira, dia 8, é dia de curtir o som de Fabiana Cozza, que irá antecipar algumas canções de seu novo disco, previsto para setembro e cujo espetáculo, ainda em processo de produção, terá direção musical e participação de Fi Maróstica. Canções do universo do sagrado na cultura afro-ameríndia brasileira completam o repertório. A paulistana, tida pela crítica e público com uma das importantes intérpretes da música brasileira contemporânea, vencedora de duas edições do Prêmio da Música Brasileira, como melhor cantora de samba e melhor álbum de língua estrangeira, já soma oito discos e três DVDs lançados.

No dia seguinte, quinta-feira, dia 9, tem a peculiaridade artística do músico, ator e apresentador Arrigo Barnabé em show com peças de "Clara Crocodilo", LP que marcou o início da Vanguarda Paulistana e que em 2020 completa 40 anos de lançamento. Para este repertório, Arrigo também selecionou algumas canções com letra de Luiz Tatit e Roberto Riberti; as valsas, como o próprio músico define, "Cidade Oculta", parceria com Eduardo Gudin e Roberto Riberti; "Londrina", de Tetê Espíndola, e "Sinhazinha em Chamas", de sua autoria. O público também terá a oportunidade de ouvir uma seleção de Tubarões Voadores, o seu segundo LP, e ainda "Canção dos Vagalumes" e "Canção do Astronauta Perdido".

Na sexta-feira, dia 10, tem a voz e o violão de Roberta Campos apresentando seus grandes sucessos autorais, como "De Janeiro a Janeiro", "Minha Felicidade" e "Abrigo", bem como releituras já consagradas em sua voz, destaque para "Casinha Branca" (Gilson e Joran) e "Quem Sabe Isso quer Dizer Amor" (Lô Borges e Márcio Borges). Seus últimos lançamentos também estão no repertório, como a releitura de "Último Romance" (Rodrigo Amarante), "Fique na Minha Vida", música de sua autoria gravada com Vitor Kley e "Vem me Buscar", outra autoral que, na gravação original, ganhou contornos dos tambores do Olodum.

A série Música #EmCasacomSesc também tem sido uma oportunidade para promover o Mesa Brasil, programa que conecta empresas doadoras e instituições sociais para o complemento de refeições de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Criado há 25 anos pelo Sesc São Paulo e hoje em operação em diversos estados do país, a iniciativa está com uma campanha para expandir sua rede de parceiros doadores e ampliar a distribuição de alimentos, produtos de higiene e limpeza em meio à crise causada pelo novo coronavírus. 

Também engajados pela causa, os artistas têm aproveitado as transmissões online para convocar as pessoas, principalmente empresários e gestores, a integrarem a rede de solidariedade. Para saber como ser um doador, basta acessar o site mesabrasil.sescsp.org.br.

.: Ondina Clais encena "Katierina Ivânovna" em live teatral nesta segunda


Entre os dias 6 e 12 de julho, Ondina Clais apresenta "Katierina Ivânovna" (na imagem), Antônio e Rocco Pitanga trazem "Embarque Imediato", Teuda Bara mostra o inédito "Queria Teatro" e Hilton Cobra apresenta "Traga-me a Cabeça de Lima Barreto!". Foto: Klaus Mitteldorf

Dentro de apresentações teatrais das lives #EmCasaComSesc, nesta segunda-feira, dia 6, às 21h30, Ondina Clais encena "Katierina Ivânovna", de Daniil Guink, a partir do romance de Dostoiévski. Katierina Ivânovna é uma das personagens de "Crime e Castigo", obra fundamental de Dostoiévski. A peça pode ser assistida no YouTube do Sesc São Paulo youtube.com/sescsp -  e no Instagram do Sesc Ao Vivo - @sescaovivo.  

Nascida em uma família abastada, Katierina se recusa a aceitar um casamento arranjado e foge de casa com o homem que ama, um oficial de infantaria. Depois da morte do primeiro marido, abandonada pela própria família, exaurida pela tuberculose e pela miséria, para sobreviver e cuidar dos três filhos, Katierina se casa com o funcionário público Semión Marmeládov, pai de Sonia. A peça começa logo após o enterro do segundo marido, no momento que antecede suas exéquias - o almoço fúnebre em sua memória, tradicional entre os russos - que Katierina insiste em realizar, gastando o pouco dinheiro que lhe resta. A direção é de Marina Nogaeva Tenório e Ruy Cortez, e a classificação indicativa, 14 anos.

Na quarta-feira, dia 8, Antônio e Rocco Pitanga (pai e filho) trazem o espetáculo "Embarque Imediato", que fala sobre o encontro entre um homem mais velho africano e um jovem pesquisador brasileiro, metaforizando o encontro entre a "África e a sua Diáspora". Com texto inédito do dramaturgo Aldri Anunciação e encenação de Márcio Meirelles, a montagem é também a celebração dos 80 anos de Antônio Pitanga, um artista fundamental do cinema, teatro e TV brasileiros, além de uma importante voz na defesa dos direitos de negros e negras no país. A peça trará a presença virtual da atriz Camila Pitanga, também filha de Antônio, que dá voz aos textos em off da montagem e faz aparições em vídeo.

Atriz icônica do teatro brasileiro e uma das fundadoras do Grupo Galpão, Teuda Bara já encenou em ruas, praças, pátios de escola e até em uma quadra de instituição presidiária. Agora confinada, ela compartilha memórias e revisita espetáculos no inédito "Queria Teatro", na sexta-feira, dia 10. O trabalho parte, principalmente, de dois espetáculos encenados pela atriz: "Doida" e o recente "Luta". 

Com participação de Admar Fernandes (seu filho, que está em isolamento com a mãe), "Queria Teatro" é dedicado aos seus colegas de profissão, e traz uma performance original, poética e bem-humorada, que provoca reflexões sobre o próprio fazer teatral. Com dramaturgia de João Santos (autor do perfil biográfico de Teuda), a apresentação reúne trechos de espetáculos anteriores da atriz, além de citações de autores clássicos e contemporâneos e canções. A peça propõe uma abordagem íntima e se baseia nas experiências da própria atriz, brincando com a diversidade de formatos cênicos que ela já vivenciou.


Finalizando a semana, Hilton Cobra apresenta, no domingo, dia 12, o monólogo "Traga-me a Cabeça de Lima Barreto"! Escrita pelo diretor e dramaturgo Luiz Marfuz, para comemorar os 40 anos de carreira do ator e com direção de Onissajé (Fernanda Júlia), a peça mostra uma imaginária sessão de autópsia na cabeça de Lima Barreto, conduzida por médicos eugenistas, defensores da higienização racial no Brasil, na década de 1930. 

O propósito seria esclarecer "como um cérebro considerado inferior poderia ter produzido uma obra literária de porte se o privilégio da arte nobre e da boa escrita é das raças tidas como superiores?". A partir desse embate, a peça mostra as várias facetas da personalidade e da genialidade de Lima Barreto, refletindo sobre loucura, racismo e eugenia, a obra não reconhecida do autor e os enfrentamentos políticos e literários de sua época.

Para conferir a programação de teatro, basta acessar as páginas youtube.com/sescsp ou o novo endereço do Sesc São Paulo no Instagram criado especialmente para a série Sesc Ao Vivo instagram.com/sescaovivo, às segundas, quartas, sextas e domingos, sempre às 21h30.

domingo, 5 de julho de 2020

.: #ResenhaRápida: Rodrigo Massa, "O Último Dragão" da Netflix


Por Helder Moraes Miranda e Mary Ellen Farias dos Santos, editores do Resenhando.

Nascido em São Bernardo do Campo, Rodrigo Massa tem 20 anos e grandes conquistas. Depois de estudar quatro semestres de Letras na Universidade de São Paulo, decidiu se mudar para o México para focar na carreira de ator e, atualmente, vive uma carreira sólida. O primeiro papel no cinema foi em "Não Aceitamos Devoluções", filme mexicano de 2013. 

Em 2014, Massa interpretou o vilão Amador Zúñiga na novela "A Cor da Paixão", transmitida pela Televisa no México e pela Univisión nos EUA. Em Hollywood, debutou ao lado da atriz Alexa Vega na comédia romântica "Destination Wedding", produzida pela Hallmark. Durante a segunda temporada de "La Piloto" (2017-2018), no horário nobre da Televisa e da Univisión, juntou-se ao elenco como Aldo Tapia, um agente da DEA que combate a máfia russa.

Na Netflix, encarna o mafioso italiano Piero Scarinci nas duas primeiras temporadas de "O Último Dragão". Com diálogos em espanhol, italiano e em dialeto calabrês, Piero demonstra ter duas caras – aparentemente aliado de Miguel Garza (Sebastián Rulli) – mas na realidade um dos seus inimigos mais perigosos. A segunda temporada estreou no dia 17 de abril. Além de tudo isso, ele tem uma virtuosa carreira como cantor. Para seguir o cantor no Spotify, basta seguir este link: https://bit.ly/rodrigomassa. Nesta entrevista exclusiva, perguntamos tudo o que todos têm curiosidade a respeito de um artista internacional.


#ResenhaRápida com Rodrigo Massa

Nome: Rodrigo Massa.

Apelidos: Ro, Rodri.
Data de nascimento: 26 de março de 1986.
Altura: 1,79m.
Qualidade: perseverança.
Defeito: teimosia (a irmã gêmea da perseverança).
Signo: àries.
Ascendente: vixe, não sei.
Uma mania: lavar as mãos, muito mais do que o normal.
Religião: espiritismo.
Time: não gosto de futebol.
Amor: família.
Sexo: o que é isso?
Mulher bonita: Kristina Pelakova.
Homem bonito: Gabriel Massa: @gmassamo - e tá solteiro, adiciona ele. 
Família é: meus melhores amigos.
Ídolo: meu pai.
Inspiração: o mar.
Arte é: o meu ar.
Brasil: saudade que até dói o coração.
Fé: o que me deu força para realizar os meus sonhos.
Deus é: bom demais com a gente.
Política é: um país maravilhoso nas mãos erradas.
Hobby: assistir reality shows.
Lugar: Croácia.
O que não pode faltar na geladeira: queijo.
Prato predileto: pizza.
Sobremesa: bolacha.
Fruta: coco.
Bebida favorita: água de coco.
Cor favorita: verde.
Medo de: assombração.
Uma peça de teatro: "Verdad o Reto".
Um show: Fey.
Um ator: Will Smith.
Uma atriz: Lisa Kudrow.
Um cantor: Andreas Johnson.
Uma cantora: Shania Twain.
Um escritor: Ben Bova.
Uma escritora: Anne Rice.
Um filme: "100 Metros" (trailer neste link).
Um livro: "O Alquimista", de Paulo Coelho.
Uma música: "Alma Gemela" - Belinda (videoclipe neste link).
Um disco: "La Fiesta".
Um personagem: Piero Scarinci (personagem que interpreta em "O Último Dragão").
Uma novela: "Carrossel".
Uma série: "Friends".
Um programa de TV: "Instant Hotel".
Um site: eugeniasilva.com.br.
Um blog: lightong.com.
Um podcast: "Un Giorno da Pecora"
Um Twitter: @novelasmexofic1
Um canal no YouTube: Boteco das Artes.
Uma saudade: a chácara de Ibiúna.
Algo que me irrita: buzina.
Algo que me deixa feliz é: os meus fãs!
Quem levaria para uma ilha deserta: o meu irmão, porque ele é o meu melhor amigo. Além do mais, assim eu sobrevivo. Ele sabe fazer de tudo!
Se pudesse ressuscitar qualquer pessoa do mundo: seria o meu pai, pra poder cantar com ele.
Uma pergunta a qualquer pessoa do mundo: para os irmãos Marinho. "Eu posso fazer teste para a próxima novela das 9?".
Não abro mão de: uma boa viagem por ano.
Do que abro mão: de dirigir, me estressa muito.
Se tivesse que ser um bicho, eu seria: um gato gordo.
Ser ator é: ter muita disciplina.
Ser cantor é: não ter medo de abrir o coração.
O que seria se não tivesse sido artista: professor de línguas.
Música em uma palavra: legado.
Ser homem, hoje, é: ser responsável e perfeitamente consciente dos atos.
Rodrigo Massa por Rodrigo Massa: um sonhador incansável.


.: Entrevista: Letícia Colin fala sobre volta de "Cine Holliúdy" a partir de terça



A atriz Leticia Colin, a Marylin de "Cine Holliúdy", falou sobre o retorno da série, que acontece a partir desta terça-feira. Foto: Globo/Marcos Rosa

De volta ao ar na próxima terça-feira, dia 7, "Cine Holliúdy" conta a história da chegada da TV à Pitombas, cidade fictícia do interior do Ceará, para desgosto de Francisgleydisson (Edmilson Filho), dono da única sala de cinema da região. "Trazer novamente uma série que se passa nos anos 70 faz você entrar em uma nostalgia, um mundo lúdico de fantasia, com os personagens e seus sonhos. Acho que as pessoas vão receber muito bem a volta dessa produção que tem essa mensagem sobre acreditar nos sonhos", afirma o ator Edmilson Filho.

No primeiro episódio, a chegada de Marylin (Letícia Colin) e Maria do Socorro (Heloísa Perissé) à Pitombas acaba se transformando em uma ameaça real ao "Cine Holliúdy", principal atrativo cultural da cidade cearense. Mesmo encantado pela moça, Francis decide roubar o aparelho. Para isso, conta com seu melhor amigo de infância e fiel escudeiro Munízio (Haroldo Guimarães). A dupla Francis e Munízio, que arma um plano e consegue tomar o televisor que estava com Seu Jujuba (Gustavo Falcão), assessor e motorista do prefeito Olegário (Matheus Nachtergaele), é logo descoberta e passa a ver o sol nascer quadrado.

Marylin entende as intenções de Francis e passa a admirá-lo, demovendo do prefeito Olegário, seu padrasto, a ideia de manter o "cinemista" e seu amigo presos. A moça decide se juntar a eles e descobre a chance de se tornar atriz de cinema. "A Marylin é uma personagem que é salva pela arte do cinema e ela descobre esse ofício que ela pode desenvolver atuando e interpretando. Ela começa a trabalhar, cresce, se desenvolve e evolui. E ela se diverte fazendo cinema. A gente vê na história a força resistente do cinema, o que é muito atual, apesar de a série se passar nos anos 70", pontua a atriz Leticia Colin.

Enquanto Francisgleydisson, Marylin e Munízio planejam suas aventuras por trás das câmeras, na criação de seus próprios filmes, o prefeito Olegário e Maria do Socorro comemoram com todo povo de Pitombas a primeira exibição de novela na praça da cidade.

Diretora artística da série, Patricia Pedrosa comenta sobre a importância de ver a produção de volta às telas neste momento de pandemia. "Em um momento como esse, é uma honra enorme ver 'Cine Holliúdy' na TV novamente. Acho muito importante essa obra estar de volta e poder entrar na casa do povo brasileiro com algo tão leve, mas também tão importante no sentido da resistência, já que a história fala da resistência do cinema frente à televisão", afirma Patricia.

"Cine Holliúdy" é uma série de Marcio Wilson e Claudio Paiva, inspirada no longa-metragem homônimo escrito e dirigido por Halder Golmes. A direção artística é de Patricia Pedrosa e a direção de Halder Gomes e Renata Porto D’Ave. A atriz Leticia Colin, a Marylin de "Cine Holliúdy", falou sobre o retorno da série a partir de terça-feira.

Como você recebeu a notícia da volta da série?
Leticia Colin - Eu recebi com profunda alegria e orgulho, porque eu aprendi demais nessa série que tanto tem a ensinar a gente sobre cultura, sobre o nosso país, nosso talentos, sobre humor e sobre o nordeste. Essa série ela traz muitos ensinamentos fundamentais para o nosso país. E é uma série para todas as idades, ela pode ser assistida em família. "Cine Holliúdy" demonstra o patrimônio da nossa cultura, da nossa regionalidade, das nossas características e das nossas diferenças. "Cine" exalta as nossas diferenças e mostra como isso é lindo, rico e brilhante quando a gente olha para essas diferenças e a gente aprende e celebra elas. "Cine" também tem uma característica de falar sobre a cultura como produção da indústria. O Francis é esse cara que é do cinema, que luta pela manutenção e permanência do cinema. E o que a gente tem visto atualmente é uma completa incompreensão do tamanho da produção cinematográfica, teatral e cultural para o nosso país. Eu acho que vai ser um afago para gente pode rir e se emocionar juntos. Estamos precisando disso.

Pode falar um pouco sobre a Marylin?
Leticia Colin - A Marylin é uma personagem que é salva pela arte do cinema e ela descobre esse ofício que ela pode desenvolver atuando e interpretando. Ela começa a trabalhar, cresce, se desenvolve e evolui. E ela se diverte fazendo cinema. A gente vê na história a força resistente do cinema, o que é muito atual, apesar de a série se passar nos anos 70. Eles fazem filmes independentes, com baixo orçamento, mas com muita criatividade. É uma personagem que vai descobrir o amor. Então, é muito bonito porque ela desabrocha como mulher e como pessoa. É uma personagem muito linda, bem humorada, intensa e forte.

Você acredita que a poesia e o humor tão presentes nessa produção podem ser um respiro em dias tão difíceis? Como você acha que o público vai receber a série?
Leticia Colin - Com certeza. O Brasil é muito potente, pois está representado pela sua criatividade e resistência. Acho que "Cine" tem essas características. E se passa nos anos 70. Acho interessante ver aquela reconstrução estética, as vestimentas, os cabelos, a paleta de cores. Acho que isso é um riqueza para gente admirar. Eu acho que "Cine Holliúdy" traz esse bastidor que é tão saboroso de a gente curtir.

Você não era mãe quando gravou "Cine Holliúdy". Acha que a maternidade faria você ter um outro olhar para a personagem?
Leticia Colin - Acho que sim! É uma experiência muito intensa ser mãe dentro de casa, mesmo que você não tenha um filho biológico, essa experiência de cuidar de alguém muito delicado e vulnerável, é um amor que vai se construindo. É um negocio arrebatador. Então, é uma experiência muito poderosa. Eu acho que estou muito diferente. Como sempre tem um pouco de mim em cada personagem, isso muda muito.

Como está sendo a sua quarentena?
Leticia Colin - Tenho cuidado do meu filho! Estamos nos dedicando aqui todo os dias para esse ser humano por quem eu tenho um respeito imenso, uma admiração, um orgulho. E é uma demanda louca! Estou pesquisando sobre alimentação, cozinhando as papinhas dele e brincando. Enfim, orando bastante, tenho praticado minha oração budista, porque é um momento que a gente precisa de toda força em prol da vida. Então, estou me dedicando a isso para a superação dessa grande pandemia. Lendo quando dá, acompanhando as noticias com esse jornalismo que tem sido primoroso, principalmente, com o avanço da Covid-19, de como podemos nos proteger para não aumentar o número de mortes.

.: 4ª edição de "Pontos de Interrogação", de Tatiana Belinky, chega pela Global


A quarta edição de "Pontos de Interrogação", de Tatiana Belinky, foi lançada pela Global Editora. Com 24 páginas e ilustrações de Orlando Pedroso, a obra é muito divertida e cheia de rimas e situações sem pé nem cabeça. O livro, voltado para crianças, gira em torno de tanta confusão que os pontos de interrogação fazem a gente duvidar se tem caracol de bigode e sapo comendo rocambole! Pode?

Sobre a autora
Nascida na Rússca em 18 de março de 1919, Tatiana Belinky morreu em São Paulo no dia 15 de junho de 2013. Foi uma escritora infantojuvenil contemporânea. Autora, tradutora e adaptadora de mais de 250 livros voltados para este público. Nascida na Rússia, chegou ao Brasil com dez anos de idade. Recebeu a cidadania brasileira e foi radicada em São Paulo há mais de 80 anos.

A autora chegou com a família ao Brasil aos dez anos de idade com seus irmãos e seus pais, fugindo do comunismo que assolavam a União Soviética. Nessa altura, já era fluente em russo, alemão e letão. Aos 18 anos, após concluir um curso pela faculdade Mackenzie, começou a trabalhar como secretária-correspondente bilíngue, nos idiomas português e inglês. Aos 20 anos, ingressou no curso de Filosofia da Faculdade São Bento, mas abandonou em seguida, quando se casou com o médico e educador Júlio Gouveia, em 1940. O casal teve dois filhos.

No ano de 1948, começa a trabalhar em adaptações, traduções e criações de peças infantis para a prefeitura de São Paulo em parceria com o marido. Em 1952 encenam "Os Três Ursos" em pedido da TV Tupi, que atinge grande sucesso. O êxito deste trabalho foi definitivo para a carreira da escritora iniciante: o casal é convidado a ter um programa fixo.

Dentro da casa, Tatiana e Júlio fazem a primeira adaptação de o "Sítio do Picapau Amarelo", de Monteiro Lobato. O trabalho do casal na Tupi seguiria até 1966. Nesse tempo Tatiana Belinky recebe seus primeiros prêmios como escritora, além de se tornar presidente da CET. Em 1972, passou a trabalhar na TV Cultura e em grandes jornais do estado de São Paulo, como a Folha de S.Paulo e o Jornal da Tarde, escrevendo artigos, crônicas e crítica

Finalmente, em 1985, ela desponta como escritora de livros, colaborando em uma série infanto-juvenil. Em 1987 o primeiro livro, "Limeriques", pela editora FTD, baseando-se nos limericks irlandeses. A partir dessa publicação, Tatiana passa a trabalhar fervorosamente sobre novas criações, chegando a escrever mais de cem obras. Suas publicações são acompanhadas por vários prêmios literários, entre eles o célebre Prêmio Jabuti, recebido em 1989.

De sua vasta obra, destacam-se "Coral dos Bichos", "Limeriques", "O Grande Rabanete", "Diversos russos", "Limerique das Coisas Boas", entre outros. a autora ultimamente publicava livros de crônicas e memórias. Em 25 de outubro de 2010, foi agraciada com a comenda da Ordem do Ipiranga pelo Governo do Estado de São Paulo. Tatiana Belinky faleceu aos 94 anos, após 11 dias de internação no Hospital Alvorada, em São Paulo.

.: Fernando Haddad participa do "Roda Viva" nesta segunda-feira


Nesta segunda-feira, dia 6, o ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação Fernando Haddad é o convidado do "Roda Viva". Com apresentação de Vera Magalhães, o programa vai ao ar, ao vivo, às 22h, na TV Cultura, no site da emissora, Twitter, Facebook, YouTube e LinkedIn.

Em pauta, entre outros temas, a viabilidade de uma frente ampla em defesa das instituições e da democracia, as divisões internas no PT em relação a essa frente e na oposição ao governo Jair Bolsonaro e o risco de isolamento do partido na esquerda.

Haddad é professor de Ciência Política na Universidade de São Paulo, onde se formou em Direito, fez mestrado em Economia e doutorado em Filosofia. Foi ministro da Educação, entre 2005 e 2012, nos governos dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff. Durante sua gestão, o MEC lançou o programa Universidade para Todos, o ProUni, criado para conceder bolsas de estudo a alunos de baixa renda, para cursos de graduação e sequenciais, em instituições particulares. Entre 2013 e 2016, foi prefeito de São Paulo e, em 2018, candidatou-se à presidência da República, nas eleições vencidas por Jair Bolsonaro.

O "Roda Viva" conta com uma bancada de entrevistadores formada por Bela Megale, colunista do jornal O Globo; Ricardo Balthazar, repórter especial do jornal Folha de S.Paulo; Flávio Costa, escritor e repórter do portal UOL; Andrea Jubé, repórter de Política do jornal Valor Econômico; e Vera Rosa, repórter do jornal O Estado de S.Paulo em Brasília. Há ainda a participação remota do cartunista Paulo Caruso. Realização: Fundação Padre Anchieta, Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania e Governo Federal – Lei de Incentivo à Cultura.


.: Sapopemba apresenta tradições afro-brasileiras em live neste domingo


Sapopemba apresenta composições autorais e cantigas de candomblé, mais especificamente das nações Ketu, Ijexá, Angola e Jêje. Foto: José de Holanda

Dentro da programação de junho do #EmCasaComSesc, neste domingo, dia 5, às 19h, o mestre alagoano Sapopemba apresenta as tradições afro-brasileiras com os orixás e as entidades sagradas do álbum Gbó, que na lígua iorubá significa ouçaO Sesc São Paulo vem promovendo uma série de shows diários com transmissões pelo Instagram @sescaovivo e YouTube do Sesc São Paulo - youtube.com/sescsp 

O repertório mescla composições autorais de Sapopemba e cantigas de candomblé, mais especificamente das nações Ketu, Ijexá, Angola e Jêje, que carregam a diversidade musical das muitas Áfricas que aportaram no Brasil. Um convite ao público para se deixar levar pela riqueza sonora do candomblé, somada à inventividade harmônica da canção popular. Em Gbó, Sapopemba celebra 30 anos de carreira musical e os mais de 50 como ogã.

No dia dedicado à música instrumental, assim como a programação do Instrumental Sesc Brasil, segunda-feira, dia 6, o duo formado por Roberta Valente (pandeiro) e Alexandre Ribeiro (clarinete) toca chorinho e samba. O repertório reúne obras de Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Paulo Moura, João Donato, entre outros grandes compositores, e canções autorais do próprio Alexandre Ribeiro. Clássicos do cancioneiro brasileiro como "Rosa", "Cheguei", "Pelo Avesso" e "Ao Velho Pedro" são algumas das músicas do repertório.

Produtora e pesquisadora de música popular brasileira, Roberta integra importantes grupos paulistanos, como Chorando as Pitangas, Ó do Borogodó e o projeto Panorama do Choro, que acaba de lançar um registro audiovisual pelo Selo Sesc disponível gratuitamente na plataforma Sesc Digital. Herdeiro de grandes nomes do clarinete como Severino Araújo, K-Ximbinho, Luiz Americano, Abel Ferreira, Nailor Azevedo e Paulo Moura, Alexandre Ribeiro se destaca pela técnica e interpretação primorosa ao instrumento.

Na terça-feira, dia 7, o cantor e compositor Danilo Caymmi realiza sua primeira transmissão solo pela internet. O show, que conta com a participação do maestro João Egashira, intercala músicas que marcaram sua carreira e histórias e curiosidades desta trajetória de sucesso, iniciada ainda na juventude. Os parceiros de trabalho, os tempos áureos de composição com o pai, Dorival Caymmi, os anos com Tom Jobim e a época dos festivais serão lembrados na apresentação. No repertório estão "Nada a Perder", "Andança", "O Bem e o Mal", "Vatapá", entre outras canções. E, claro, "O que É que a Baiana Tem?", que não poderia ficar de fora.

Na quarta, dia 8, é dia de curtir o som de Fabiana Cozza, que irá antecipar algumas canções de seu novo disco, previsto para setembro e cujo espetáculo, ainda em processo de produção, terá direção musical e participação de Fi Maróstica. Canções do universo do sagrado na cultura afro-ameríndia brasileira completam o repertório. A paulistana, tida pela crítica e público com uma das importantes intérpretes da música brasileira contemporânea, vencedora de duas edições do Prêmio da Música Brasileira, como melhor cantora de samba e melhor álbum de língua estrangeira, já soma oito discos e três DVDs lançados.

No dia seguinte, quinta-feira, dia 9, tem a peculiaridade artística do músico, ator e apresentador Arrigo Barnabé em show com peças de "Clara Crocodilo", LP que marcou o início da Vanguarda Paulistana e que em 2020 completa 40 anos de lançamento. Para este repertório, Arrigo também selecionou algumas canções com letra de Luiz Tatit e Roberto Riberti; as valsas, como o próprio músico define, "Cidade Oculta", parceria com Eduardo Gudin e Roberto Riberti; "Londrina", de Tetê Espíndola, e "Sinhazinha em Chamas", de sua autoria. O público também terá a oportunidade de ouvir uma seleção de Tubarões Voadores, o seu segundo LP, e ainda "Canção dos Vagalumes" e "Canção do Astronauta Perdido".

E na sexta-feira, dia 10, tem a voz e o violão de Roberta Campos apresentando seus grandes sucessos autorais, como "De Janeiro a Janeiro", "Minha Felicidade" e "Abrigo", bem como releituras já consagradas em sua voz, destaque para "Casinha Branca" (Gilson e Joran) e "Quem Sabe Isso quer Dizer Amor" (Lô Borges e Márcio Borges). Seus últimos lançamentos também estão no repertório, como a releitura de "Último Romance" (Rodrigo Amarante), "Fique na Minha Vida", música de sua autoria gravada com Vitor Kley e "Vem me Buscar", outra autoral que, na gravação original, ganhou contornos dos tambores do Olodum.

A série Música #EmCasacomSesc também tem sido uma oportunidade para promover o Mesa Brasil, programa que conecta empresas doadoras e instituições sociais para o complemento de refeições de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Criado há 25 anos pelo Sesc São Paulo e hoje em operação em diversos estados do país, a iniciativa está com uma campanha para expandir sua rede de parceiros doadores e ampliar a distribuição de alimentos, produtos de higiene e limpeza em meio à crise causada pelo novo coronavírus. 

Também engajados pela causa, os artistas têm aproveitado as transmissões online para convocar as pessoas, principalmente empresários e gestores, a integrarem a rede de solidariedade. Para saber como ser um doador, basta acessar o site mesabrasil.sescsp.org.br.

sábado, 4 de julho de 2020

.: Tudo sobre Tammi Terrell, a breve estrela da gravadora Motown


Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico musical.

Há 50 anos falecia a cantora Tammi Terrell, vitimada por um tumor cerebral aos 24 anos. E para homenagear essa artista que pertenceu ao elenco da gravadora Motown, foi relançado o seu único álbum solo, "Irresistible", lançado originalmente em 1969, que traz canções soul com a receita musical básica da gravadora.

A breve passagem de Tammi Terrell, cujo nome original era Thomasina Winifred Montgomery, deixou uma marca importante dentro da indústria da soul music norteamericana. Ela nasceu na Filadélfia, nos Estados Unidos, em 29 de abril de 1945. Na música começou como cantora de apoio do astro James Brown nos anos 60, antes de ingressar na gravadora Motown,  a convite do presidente, Berry Gordy Jr.

Pouco depois passou a cantar em dupla com Marvin Gaye, substituindo a sua antiga parceira, Kim Weston. E a partir daí sua carreira decolou. Com Gaye gravou vários clássicos da soul, entre os quais a canção "Ain't No Mountain High Enough", que se tornou um sucesso imediato junto ao público.

Entretanto a carreira de Tammi sofreu um baque em 1967. Durante um show em outubro daquele ano ela desmaiou nos braços de Marvin Gaye. As constantes enxaquecas que sofria naquele período eram na verdade um sinal de algo mais grave: um tumor cerebral maligno, que acabou sendo detectado após exames médicos.

Com a saúde deteriorada, ela passou a não se apresentar mais ao vivo. Gravou ainda duetos com Gaye e conseguiu lançar o seu único álbum solo, "Irresistible", com uma coleção de canções bem ao estilo da soul music produzida pela Motown. São canções doces e alegres, prontas para tocar nas rádios naquela época, como "Come on and See Me" e "Hold On Oh My Darling".

Tammi Terrell passou por oito cirurgias até que em 16 de março de 1970, veio a falecer por complicações da doença. Mas apesar da breve passagem, sua marca acabou deixando referências importantes para a soul music.



"Just Too Much to Hope For"

"This Old Heart Of Mine (Is Weak For You)"

"Can't Stop Now (Love Is Calling)"

.: Entrevista: Joana Jabace fala sobre "Diário de Um Confinado"


Pensada e produzida especialmente para a quarentena, a série multiplataforma faz uma crônica do isolamento social. Fotos: Globo/Glauco Firpo

A série "Diário de Um Confinado" foi criada literalmente em casa e em família, por Joana Jabace e o marido Bruno Mazzeo. Joana dirigiu presencialmente o marido, enquanto o restante do elenco foi dirigido à distância. Nesta entrevista, ela fala sobre o seriado.

"Diário de Um Confinado" é uma série produzida, do início ao fim, durante a quarentena. Quais são os principais desafios deste produto?
Acho que o maior desafio foi fazer da minha casa um set de gravação, equalizar essa dinâmica. Não estamos falando de uma locação, nem de um estúdio, nem de uma cidade cenográfica. Estamos falando da minha casa, numa situação onde meus filhos de três anos estavam 100% do tempo. Foi preciso respeitar o tempo das crianças, a nossa dinâmica interna como família, e as duas coisas tiveram que andar em paralelo.

Como surgiu a ideia desse projeto?
Eu estava em São Paulo gravando "Segunda Chamada" e o Bruno no Rio, gravando um outro projeto. Vim passar uns dias aqui com ele, e o mundo parou, não voltei mais. Nas três primeiras semanas, fiquei um pouco em estado de choque, assim como acho que todo mundo. Pensando “caramba, o que vai acontecer?”. Mas as fichas vão caindo aos poucos. Primeiro, achamos que fosse ser uma coisa rápida, mas depois a ficha foi caindo e acho que a gente não vai voltar a viver do jeito que vivia. No meu ofício, como diretora, parei de achar que tinha que ficar buscando algo igual ao que fazia antes. Pensei que a gente tem que parar de se lamentar por ter perdido um modo de fazer e pensar para frente. E, por acaso, a gente tem essa característica, essa especificidade de ter um autor que é ator, e eu que sou diretora, na mesma casa. Por que a gente não pensa num projeto? Não cria alguma coisa nova, um conteúdo inédito para oferecer para a Globo? Foi isso que pensei, no sentido de achar que o artista tem que se reinventar de acordo com as necessidades do tempo em que ele vive. E o tipo de humor que o Bruno faz é um tipo de humor que se encaixa com esse tipo de programa. Porque falar da quarentena, de um confinamento num drama, para mim era difícil, por ser um assunto pesado. O Bruno faz um tipo de humor que é engraçado mas tem melancolia, tem realidade. Quando falei para ele para fazermos algo juntos, foi também porque me interessa falar do que estamos vivendo de um jeito leve mas também realista, doído.

Estamos vivendo um período de isolamento, mas a série conta com uma equipe trabalhando nesta produção. Como foram os encontros com o time e como foram feitas as gravações?
A gente tem uma equipe formada por profissionais dos Estúdios Globo como se estivéssemos fazendo um programa ao vivo. Temos um assistente de direção, arte, montador, pós-produção, efeito especial, só que todos os departamentos trabalhando remotamente, cada um de sua casa. Estamos todos muito animados porque é o primeiro projeto de série de dramaturgia que a Globo está fazendo nesse período de isolamento. Estamos todos imbuídos de fazer dar certo e buscando nos reinventarmos, pensar fora da caixinha. Os atores também estavam assim, com esse mesmo sentimento, todo mundo entendendo o novo jeito de fazer. É um mega desafio para todos os departamentos.

Como funcionaram, na prática, essas adaptações para a equipe trabalhar desse jeito remoto? Quais cuidados vocês tiveram que tomar e quais foram as soluções criativas que surgiram diante da limitação?
A área de Tecnologia da empresa deu um salto para permitir que a gente fizesse esse programa todo remoto. São inúmeras soluções, como os kits que os atores recebem cada um em sua casa, fáceis de ligar, com tutorial, mas com áudio, câmera, luz, que em dois minutos a pessoa monta. O próprio equipamento de câmera aqui de casa e a forma de enviarmos isso depois. Tudo foi remoto. A produção também encontrou várias soluções criativas. Tive que fotografar a minha casa toda e fizemos reunião com a diretora de arte para ela sugerir mudanças de objetos de lugares, mudanças de móveis.

Mesmo sendo um projeto feito em casa, tem todo esse know how (tecnológico e humano) da emissora. Como você avalia a união dessas duas realidades?
Minha expectativa, era conseguir contar essa história de um jeito artesanal, mas não amador. A luz e o enquadramento foram pensados dentro dessas premissas. O projeto foi feito na minha casa mas poderia ter sido feito num estúdio pequenininho. Tem um mood de dramaturgia, e nosso intuito é que o espectador embarque no universo do Murilo. As participações também engrandecem esse produto: Arlete Salles, Renata Sorrah, Fernanda Torres, Deborah Bloch, Lázaro Ramos. Nosso diferencial é a dramaturgia e o conceito de direção.

Apesar da pandemia, a cultura não para. E esse projeto comprova isso. Que avaliação você faz dos impactos deste momento para a produção audiovisual?
Essa pandemia está mudando o planeta, e o ofício do ator, do diretor, do roteirista vai mudar radicalmente. Quem tiver coragem e capacidade de se reinventar vai seguir, pois a arte não vai parar. Acredito que vá ser totalmente diferente. Vamos estar falando de um mundo, até a vacina chegar, mais restrito. A gente ainda não sabe quais serão as restrições, os protocolos de volta de gravação, o que vai poder fazer ou não. Não vamos ter tantos recursos quanto já tivemos, do ponto de vista financeiro, e também não vai ter tanta liberdade do ponto de vista de saúde, até que tenhamos uma vacina. Vai ser diferente, mas acho que vamos fazer muito bem, pois a gente sempre se reconstrói, e a Globo tem os grandes talentos do mercado. É um desafio para o diretor pensar jeitos de realizar, mas é um grande desafio para os roteiristas pensar histórias que se viabilizem nesses novos tempos. Eu sempre trabalhei muito, desde muito jovem, mas não me lembro de estar num período tão criativo quanto na quarentena. Tenho tido muitas ideias, desenvolvido projetos com muita gente diferente. Agora, por mais que eu trabalhe o dia inteiro, a minha cabeça tem tido mais tempo para refletir e trocar artisticamente. Tenho pensado em muitas coisas para fazer quando puder voltar ou durante a quarentena mesmo. É um período difícil, angustiante, mas também fértil.

"Diário de Um Confinado" foi todo filmado na sua casa, dirigido por você, escrito pelo Bruno, seu marido, e com ele no papel do protagonista, Murilo. Essas múltiplas funções de vocês tornam o projeto mais motivador? Como foi a rotina das gravações?
O Bruno sempre me apoiou muito, me incentivou, vibra com as minhas conquistas, mas sempre se queixou que eu trabalhava muito. Continuo trabalhando muito, mas agora com ele. Nunca tínhamos trabalhado juntos assim. Mas, como estamos no mesmo ramo, a gente sempre trocou muito profissionalmente, temos muita interlocução artística e, nesse sentido, é ainda mais prazerosa essa parceria. Sobre a dinâmica da casa, tive momentos oscilando entre achar maravilhoso e não saber como íamos chegar até o final (risos). Sempre tive muita ajuda do meu pai e da minha mãe nessa nossa rotina maluca de gravação e agora não tenho. Os meninos, de fato, estiveram no meio da história. Mas nós somos a mãe e o pai que eles têm. Pra gente, isso é um registro de um momento muito específico das nossas vidas. Nossa geração nunca vai esquecer que ficamos confinados. E meus filhos vão ter esse registro por conta da série e isso também é muito simbólico. Vai ser interessante olhar isso daqui a alguns anos.

E como foi a escolha do restante do elenco?
Quando começamos a escalar, tivemos a premissa de fazer um projeto muito afetuoso, cercado de pessoas que ficariam entusiasmadas, felizes como nós. Quisemos nos cercar de pessoas com quem temos intimidade porque dirigir remotamente, não estar no ao vivo com a pessoa, é uma situação delicada. Também tive esse critério em relação à equipe: de escolher pessoas que sabia que iam curtir estar ali com a gente. Todo mundo que está no projeto quer estar nele.

No confinamento da história, todos os dias parecem ser os mesmos, é como se o personagem estivesse encapsulado no tempo, mesmo depois de tantos dias de isolamento. Quais recursos vocês utilizaram para que o espectador sinta isso? E como é a linguagem visual da série?
A sensação de todos os dias serem os mesmos dias vai estar muito no cenário. A sala da nossa casa foi transformada no loft do Murilo, como se o quarto fosse na sala. Ele está sempre ocupando o mesmo espaço, dando a sensação de que está enraizado, que não consegue sair do lugar. E, de fato, ele não consegue. No figurino, ele vai ter poucas trocas de roupa, e as próprias situações que a série aborda vão trazer essa sensação de aprisionamento, de que todos os dias são os mesmos. Tem no texto e eu quis levar para a direção essa sensação de solidão, de angústia, de estar fincado no espaço e no tempo, sem conseguir se movimentar. E, como linguagem de câmera, a gente fez um pensamento (de fotografia, direção de arte e figurino) de paleta mais âmbar, com a luz do dia entrando, com uma temperatura um pouco mais quente, para contrastar com a luz do computador, que é fria. E também para contrastar com a linguagem das lives e das selfies, que tem uma luz mais fria também. Do ponto de vista de fotografia a ideia foi que a gente saísse do digital e fosse para uma linguagem mais quentinha. Do ponto de vista de movimentação de câmera, é uma câmera vouyer: como se tivesse uma câmera em registro, num documentário sobre o confinado. Por isso ele faz depoimentos para a câmera.

Quais são, para você, as principais características de "Diário de Um Confinado"?
Ser factual. A velocidade de estar fazendo uma crônica atual de um momento que a gente está vivendo. Acho que essa é a maior virtude do projeto. É a capacidade de a gente produzir uma dramaturgia sobre algo muito recente. É uma crônica com humor, mas com melancolia, com drama, com dor. O grande barato é a gente estar fazendo esse projeto tão rápido. Isso é o maior ativo do projeto: criar dramaturgia de uma realidade tão recente para a humanidade toda.

Quais têm sido os grandes aprendizados para vocês, como artistas e família, diante de tudo isso que a gente está vivendo com a pandemia?
A gente sempre teve muita ajuda em casa, sempre tivemos a casa muito cheia. Quando entramos em quarentena, foi a primeira vez que ficamos por muito tempo só nós quatro. Isso está sendo uma experiência muito boa, apesar de difícil. As crianças estão bem. Claro, eles sentem falta de correr ao ar livre, do sol. Mas estão abastecidos com a gente. O confinamento trouxe pra gente a individualidade da família. Pra mim, traz também uma reflexão do tempo presente, de estar presente e conseguir, realmente, fazer o que está fazendo. Na quarentena tenho aprendido muito a dar valor ao tempo presente.

O que, na sua opinião, o público pode esperar de "Diário de Um Confinado"?
Se divertir com situações que são comuns a muita gente. É muito peculiar isso, muitas pessoas vivenciando as mesmas situações. O público também pode esperar leveza, a série traz um alento. É quase uma metalinguagem, porque traz divertimento e uma mensagem de que a gente não parou. Vamos sair dessa, não fechou a cortina, não se apagou a luz.




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