segunda-feira, 6 de julho de 2020

.: "Makahla", com Rubens Oliveira, será atração de dança em live do Sesc


"Makhala" é o primeiro espetáculo solo de Rubens Oliveira, marca início das apresentações desta semana. Foto: Rubens Oliveira

A programação da série Dança #EmCasaComSesc, que apresenta sempre às terças e quintas, às 21h30, uma atração diferente, traz esta semana dois novos espetáculos para o público: "Makahla", com Rubens Oliveira, na terça-feira, dia 7, e "MADEIRA, uma dança para meu pai", com Morena Nascimento, na quinta, dia 9. As apresentações podem ser assistidas em transmissões ao vivo no YouTube do Sesc São Paulo - youtube.com/sescsp - e o Instagram do Sesc Ao Vivo - instagram.com/sescsp.

"Makhala" é o primeiro espetáculo solo de Rubens Oliveira. Após três anos de experimentações, o coreógrafo e bailarino fez uma viagem a Moçambique no início de 2020 e compartilha agora o que ele encara como um fechamento de ciclo, parte do processo do solo que deve estrear após a pandemia. Rubens Oliveira iniciou sua formação em dança na periferia de São Paulo e há 10 anos dirige a Cia Gumboot Dance Brasil. Além do trabalho com bailarinos profissionais, Rubens realiza projetos com não bailarinos, provocando reflexões sobre a potência das transformações a partir do movimento e da dança.


Na quinta-feira, dia 9, Morena Nascimento, que foi bailarina intérprete do Tanztheater Wuppertal Pina Bausch (companhia com a qual continua atuando como convidada) e desenvolve trabalho autoral como artista independente desde 2001, entre muitos outros trabalhos, apresenta a dança-improviso "MADEIRA, uma dança para meu pai", que será realizada na casa onde o pai falecido da criadora viveu por muitos anos e onde ela mesma passou momentos da infância e adolescência.

Sempre às terças e quintas-feiras, às 21h30, acontece uma apresentação diferente no formato de solos, duplas ou com mais integrantes - desde que estes já estejam dividindo o mesmo espaço neste período de quarentena - podendo ser coreografias na íntegra, trechos de obras ou adaptações, de acordo com o espaço e proposta de cada trabalho. As apresentações têm duração de até 50 minutos. Em tom intimista, os artistas também são convidados a fazerem comentários sobre o trabalho após a performance. 

Dentro desta linguagem, a experiência das diversas edições da Bienal Sesc de Dança, que teve sua 11ª edição realizada em setembro de 2019, possibilita a expansão da atuação digital da instituição. A programação terá como foco abranger o maior número de vertentes e movimentos da dança, em suas expressões, diversidades e poéticas de corpos, dentro das muitas áreas de pesquisa, como a clássica, urbana, contemporânea, performática e experimental.

A iniciativa faz parte das diversas ações digitais que expandem a atuação da instituição no campo virtual, como a plataforma do Sesc Digital e a programação de transmissões de música e teatro da série Sesc Ao Vivo. "As artes, em todas as suas linguagens, têm sido altamente impactadas pelas restrições de convívio social e pela suspensão das contratações dos artistas e de toda a cadeia de criação e produção. 

O desenvolvimento da Plataforma Sesc Digital expressa nossa preocupação com a expansão da atuação social do Sesc para o ambiente digital", comenta Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc São Paulo. "Acreditamos ser possível, ainda que desafiadora, a experimentação de uma prática cênica, performativa, em novos formatos, gramáticas e suportes. Pretendemos contemplar outras linguagens artísticas em nossas transmissões ao vivo nos próximos dias", conclui.

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