“Em tempos tão difíceis e de isolamento social pelo qual estamos passando, quis trazer aqui um pouco daquele bom bate papo no balcão de um bar clássico e antigo que todos gostamos para contar sobre os últimos acontecimentos. Vamos matando as saudades dessa forma...”, comenta o jornalista. Os episódios são semanais, sempre no começo da semana, e estão disponíveis na Orelo, novo aplicativo de podcasts que pode ser baixado na Apple Store e Google Play.
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terça-feira, 15 de setembro de 2020
.: Podcast de Xico Sá serve irresistíveis crônicas em tom de conversa de bar
.: Grátis: Renato Livera apresenta o espetáculo "Colônia" em live teatral
No formato de peça-palestra, o espectador é convidado a acompanhar o desmembramento das acepções da palavra "colônia". Foto: Patrick Sister
.: Entrevista: Carlos Machado fala sobre o Ferdinand de "Fina Estampa"
Tereza Cristina (Christiane Torloni) e Ferdinand (Carlos Machado) combinam serviço. Foto: TV GLOBO / Zeca Guimarães
Segurança e frequentador do quiosque de Álvaro (Wolf Maya) e Zambeze (Totia Meireles), Ferdinand (Carlos Machado) também é o principal cúmplice da vilã Tereza Cristina (Christiane Torloni). É para ele que ela recorre quando quer esconder seus crimes ou colocar em prática todos os seus planos de vingança contra a família de Griselda (Lilia Cabral).
Mas enquanto a perua consegue armar sem deixar muitos rastros, Ferdinand é atrapalhado e sempre coloca tudo a perder. “A grande falha trágica da Tereza Cristina é ter o Ferdinand de assistente, pois é ele que vai deixando os rastros. E isso deve acontecer porque ela quer ser pega, já que ele comete erros que são primários”, comenta Christiane Torloni, intérprete da "Rainha do Nilo".
O que a Pitonisa de Tebas não imagina é que seu cúmplice atrapalhado reuniu ao longo da história provas concretas contra ela. Cansado de ouvir tantos insultos apesar de tudo que já fez a mando da perua, Ferdinand organiza todo o material que incrimina a inimiga de Griselda. "Fina Estampa" é uma obra de Aguinaldo Silva, com direção geral e de núcleo de Wolf Maya e direção de Ary Coslov, Claudio Boeckel, Marcelo Travesso, Marco Rodrigo e Marcus Figueiredo.
Qual foi a importância de "Fina Estampa" na sua carreira?
Carlos Machado - "Fina Estampa" foi de uma importância ímpar na minha carreira e na minha vida. Foi a primeira grande oportunidade que eu tive na teledramaturgia, o que acabou trazendo uma visibilidade incrível e oportunidades muito bacanas. Sou muito grato por ter feito essa novela e esse papel tão divertido. Apesar de o Ferdinand ser um vilão, ele sempre foi muito divertido porque é um vilão meio estabanado. Em uma cena engraçada com ele, a Tereza Cristina pede para ele armar contra a Griselda usando ratos. Mas ele é que fica preso com os ratos na sauna e morre de medo. Gravamos com uns 30 ratos, mas com o efeito da computação na cena parece que são 300. Foi divertidíssimo gravar.
Você está conseguindo assistir à novela? Como está sendo rever um trabalho quase dez anos depois?
Carlos Machado - Eu moro nos Estados Unidos, então não consigo acompanhar todos os dias. Às vezes eu gravo e assisto com um pouquinho de atraso. Mas é muito divertido rever "Fina Estampa", eu gosto de acompanhar sim.
Como está a repercussão para você? Tem recebido muitas mensagens do público?
Carlos Machado - A repercussão é sempre bacana de uma novela no horário nobre. Mas a impressão que nos dá é que a repercussão desta vez está maior ainda. Tenho recebido mais mensagens do que nunca, mais comentários do que nunca. Eu tento responder todos que me escrevem.
O que lembra com mais carinho das gravações? Qual cena mais te marcou?
Carlos Machado - O que eu guardo com mais carinho são as cenas com a Christiane Torloni, que era uma grande parceira. A que mais me marcou, talvez por ter sido a última, foi a do Ferdinand sendo eletrocutado na banheira. Foi a despedida.
Como está lidando com esse período de isolamento social?
Carlos Machado - Esse momento de isolamento social está sendo bastante tranquilo, porque é um período em que preciso estar mais em casa, ajudando a esposa com as crianças. A gente escolheu, num primeiro momento de adaptação nos Estados Unidos, estar na mesma cidade que minha irmã que mora em uma cidade menor, então estamos tendo uma vida mais sossegada.
.: Kylie Minogue lança remix “Say Something”, single do novo álbum
Com mais de 3 décadas de carreira, 300 semanas com singles no Top 40 britânico e mais de 80 milhões de álbuns vendidos por todo o mundo, Kylie se consolidou como uma artista multi premiada nos palcos e telas. A música remixada é o primeiro single de seu novo álbum e já soma mais de 5 milhões de plays nas plataformas de streaming e mais de 4,5 milhões de visualizações no clipe. E o Brasil ganha protagonismo como o segundo território que mais ouviu e assistiu “Say Something”.
Considerado um dos melhores DJs do mundo, o estoniano Syn Cole já acumula mais de 350 milhões de streams em suas músicas e é destaque em festivais por todo o globo. Além de Kylie, ele já assinou remixes para artistas como Katy Perry, Miley Cyrus, P!nk, Coldplay e Ed Sheeran.
“Disco” é o 15° trabalho de estúdio de Kylie e quer ampliar sua sonoridade apresentando uma artista que cria um pop maduro. O álbum tem produção musical do parceiro de longa data Biff Stannard (Spice Girls, Ellie Goulding, U2) e tem sua concepção visual inspirada nos anos 70 feita em parceria entre Kylie, a diretora criativa Kate Moross e a cineasta Sophie Muller, que dirigiu o clipe. Este é um lançamento BMG.
Confira o remix: kylie.lnk.to/SynColePR
Assista ao clipe de “Say Something”: https://kylie.lnk.to/SaySomethingVidPR
Confira a pré-venda de “Disco”: https://kylie.lnk.to/DiscoPR
Siga Kylie: www.kylie.com
segunda-feira, 14 de setembro de 2020
.: Diário de uma boneca de plástico: 14 de setembro de 2020
Querido diário,
Sou um pedaço de plástico moldado, mas... nem para mim está fácil sobreviver nesse isolamento interminável por esse vírus mortal chamado Covid-19.
Confesso que estou com muitas saudades, inclusive, das vezes em que viajei, até São Paulo, na mochila da minha dona e... de lá não saí.
Minha dona tem nos usado no YouTube do Photonovelas.
Diário, se você tivesse uma conta nessa rede social, eu bem que pediria para você se inscrever e nos acompanhar por lá.
E, para aliviar a saudade de estar no teatro, há opções excelentes. Nós da vida em plástico estamos aprovando o que está rolando aqui em casa.
No próprio YouTube, há o canal do Sesc com apresentações musicais e teatrais. A última montagem que assisti ao vivo foi ontem, o ator Paulo Betti em "Autobiografia Autorizada".
Ainda antes nos divertimos com a live no Zoom de Flávia Garrafa, "Faça Mais Sobre Isso", além de acompanhar o bate-papo incrível das atrizes Maria Ribeiro e Malu Mader que falaram sobre o espetáculo imperdível "Pós-F", sobre a escritora Fernanda Young.
Ah! Claro que, no dia anterior, sábado, eu saboreei a estreia de "Pós-F", pelo Teatro Porto Seguro que também garantiu um bate-papo de Maria Ribeiro com o viúvo de Fernanda Young, Alexandre Machado.
Ufa! Nossa vida está voltando a ficar bem movimentada, hein!!
Beijinhos pink cintilantes e até amanhã,
Donatella Fisherburg
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.: 50 anos sem Janis Joplin. Biografia definitiva da cantora chega ao Brasil
Livro relembra a carreira meteórica da cantora símbolo de independência feminina e cuja importância para a cena musical internacional permanece viva.
O peso na letra unida à rouquidão e a emoção na voz de Janis Joplin dão o tom da carreira da maior e mais influente cantora de rock da história. Mas, por trás da figura mítica da artista, há uma vida carregada de transgressões, quebras de paradigmas, frustrações amorosas e dissabores familiares. Escrita por Holly George-Warren, jornalista e uma das mais respeitadas cronistas da história da música norte-americana, “Janis Joplin: Sua Vida, Sua Música”, lançamento da Editora Seoman, chega ao Brasil para nos fazer rememorar sua trajetória, no momento em que se marca o cinquentenário de sua morte.
Para relatar a vida da cantora, a autora, que também é especialista em biografias de rock, recorreu a familiares da cantora, amigos, colegas de banda, pesquisou arquivos, diários, cartas e entrevistas há muito perdidas. Ela faz, sobretudo, um perfil minucioso detalhando os passos de Janis até a overdose acidental de heroína, que lhe ceifou a vida em 4 de outubro de 1970.
Por meio de um estilo radiante e intimista, esta biografia consolida Janis como vanguardista musical. Uma mulher rebelde, dona de grande astúcia e personalidade complexa, que rompeu regras e desafiou todas as convenções de gênero em sua época, abrindo caminho para as mulheres poderem extravasar suas dores e revolta no cenário artístico sem serem tão oprimidas pelo universo machista existente no meio musical. Este livro também foi celebrado pela grande mídia nos estados Unidos – The New York Times e The Washington Post, entre outros – como a biografia que revela, de forma definitiva, a “verdadeira Janis Joplin”, além de ser elogiado no site oficial da cantora (janisjoplin.com).
Janis se notabilizou com o rock, mas transitava com facilidade por outros ritmos, como blues, o soul e o folk-rock. Sua carreira solo teve poucos anos de existência, mas foi capaz de notabilizar canções como "Mercedes Benz", "Get It While You Can" e "Me and Bobby McGee". Entretanto, sua erudição, empenho e talento combinados não transformaram a cantora no símbolo que representa. “Por sua influência e por seu próprio trabalho perene, Janis Joplin permanece no coração de nossa música e de nossa cultura”, afirma a autora.
“Uma descrição magnífica e muito interessante de Janis. Holly George-Warren tem um estilo de escrita atraente e cativante, e fiquei impressionada com a profundidade de suas novas entrevistas e informações. ” – Laura Joplin, irmã de Janis Joplin.
Responsável por dar fim à tônica de opressão e machismo que pairavam no mundo àquela época, Janis Joplin expunha sem medo suas convicções sobre temas como sexualidade e a psicodelia. Por essa vertente também tem entre suas fãs, a compositora e ativista Rosanne Cash e outras emblemáticas cantoras como Brandi Carlile, Margo Price e Courtney Marie Andrews. Além disso, diversas artistas vivenciaram a luta de Janis contra o sexismo do mundo do rock, entre elas, Patti Smith, Debbie Harry (Blondie), Cyndi Lauper, Chrissie Hynde (The Pretenders), Kate Pierson (B-52’s) e Ann e Nancy Wilson (Heart), que foram diretamente influenciadas por sua música, atitude e coragem.
“Antes da passagem um tanto breve de Janis Joplin pelo sucesso, teria sido difícil para essas artistas encontrarem um modelo feminino comparável à beatnik de Port Arthur, Texas. A mistura de musicalidade confiante, sexualidade impetuosa e exuberância natural, que produziu a primeira mulher estrela do rock dos Estados Unidos, mudou tudo”, conta a autora Holly George-Warren na introdução da obra.
“Magistralmente bem pesquisada, esta biografia revela definitivamente a verdadeira Janis Joplin. ” – The New York Times
A forma como Janis transmitia emoção, em um canto que ia da melancolia à rebeldia, era e sempre será único. Sua voz rouca, que todos conhecem, revela uma alma que sofria e buscava refúgio na heroína. Outro fator que marcou sua vida, também retratado no livro, foi a busca incessante pelo amor. Ela que nunca foi capaz de ter um relacionamento sólido e duradouro, e dessa forma buscou uma maneira de aliar a sua carreira com o sonho de constituir uma família, levando-a ao seu triste fim: sua morte precoce, aos 27 anos, por overdose acidental de heroína.
Sobre a autora:
Holly George-Warren foi indicada duas vezes ao Grammy e é autora premiada de 16 livros, entre eles duas biografias: "A Man Called Destruction: The Life and Music of Alex Chilton" e "Public Cowboy #1: The Life and Times of Gene Autry", além do best-seller do The New York Times: "A Estrada para Woodstock" (com Michael Lang). Ela já escreveu para diversas publicações, incluindo The New York Times, Rolling Stone e Entertainment Weekly, tendo atuado também como consultora em documentários como Muscle Shoals, Nashville 2.0 e Hitmakers. Holly faz parte da comissão de indicação do Rock & Roll Hall of Fame e leciona na Universidade Estadual de Nova York, em New Paltz.
Serviço:
Livro: "Janis Joplin: Sua Vida, Sua Música".
Autora: Holly George-Warren.
Editora: Seoman.
Páginas: 432.
Você pode comprar o livro neste link.
.: Entrevista: Julio Rocha fala sobre o sucesso de Enzo em "Fina Estampa"
Ator conta que não esperava tanto sucesso dez anos depois da primeira exibição. Foto: Globo/Raphael Dias
O relacionamento não existe oficialmente, pois Danielle acredita que por serem de “mundos diferentes” o namoro pode não dar certo. Ela já mentiu sobre ele ser seu motorista e afirma não querer aparecer ao seu lado na frente dos avós de Pedro Jorge (Vitor Colman), com quem ela disputa a guarda do sobrinho. Mas Enzo não desiste da médica e fica ao seu lado ajudando seu amor a enfrentar todas as dificuldades. Após receber um convite para virar modelo, o rapaz vai ajudar Danielle com os custos do processo que ela enfrenta por conta da fertilização de Esther (Julia Lemmertz).
Qual foi a importância de "Fina Estampa" na sua carreira?
Julio Rocha - "Fina Estampa" é um trabalho que tenho muito orgulho de ter feito, que me traz muitas alegrias e lembranças boas. Aprendi muito observando, trocando e sendo alvo da generosidade de tantos colegas incríveis com quem pude contracenar durante a novela, sem contar a parceria com o José Mayer, que para mim foi uma escola de interpretação.
Você está conseguindo assistir à novela? Como está sendo rever um trabalho quase dez anos depois?
Julio Rocha - Diferente da primeira vez, que estava envolvido e não tinha tanto tempo para assistir, agora posso curtir as cenas ao lado da minha família e tem sido muito bom. Claro que com bebês em casa nem sempre eu consigo, mas sempre que dá, estou ligado sim, revendo esse trabalho, que mesmo depois de dez anos arranca risadas e reflexões do público.
Como está a repercussão para você? Tem recebido muitas mensagens do público?
Julio Rocha - A repercussão está muito grande e, sinceramente, eu não esperava de jeito nenhum. Apesar de conhecer o projeto e saber do sucesso que foi na época, estamos num outro momento e não imaginava que teria o sucesso todo que está tendo novamente. Estou muito feliz! Na medida do possível de tudo que estamos vivendo, as pessoas mandam mensagens todos os dias, gravam cenas da novela e postam na internet. Está sendo muito gratificante essa relação que estou tendo com o público.
O que lembra com mais carinho das gravações? Qual cena mais te marcou?
Julio Rocha - O mais gostoso das gravações foram os ensinamentos que recebi dos colegas talentosíssimos como a Renata Sorrah, o Zé Mayer, a forma amorosa com que eles se relacionavam conosco era incrível, formávamos uma verdadeira família. Com eles, aprendi muito sobre humildade e a importância do nosso ofício. Cena que mais me marcou? A minha primeira cena na novela… eu nunca tinha caído do céu. Risos.
Como está lidando com esse período de isolamento social?
Julio Rocha - Esse período tem sido de muita reflexão e, apesar de toda a incerteza sobre trabalhos e também sobre a própria pandemia, tem sido bom poder passar esse tempo maior ao lado da minha família, aproveitar os primeiros momentos do Eduardo, que nasceu no meio dessa loucura toda e também dar uma atenção maior para o José, que é uma criança incrível, animado e carinhoso. Mas não vejo a hora de poder sair, ver o José brincando com outras crianças, ele é muito sociável e gosta muito de ver gente diferente. Sem contar que queremos reencontrar amigos e parentes, poder viajar e viver sem medo.
.: Tapas & Beijos: ciúmes e revelações inesperadas nos próximos episódios
A conturbada vida amorosa de Fátima e Sueli garantem momentos divertidos e de muita expectativa nos episódios de 'Tapas & Beijos' selecionados para a próxima terça-feira, dia 15.
Na primeira história, Fátima (Fernanda Torres) é pega de surpresa ao saber que a primeira vez de PC (Daniel Boaventura) foi com Sueli (Andréa Beltrão). Revelações inesperadas começam a acontecer em um jantar na casa das amigas com seus respectivos namorados. Enquanto Jorge (Fabio Assunção) diz que não recorda como foi sua primeira noite de amor, PC conta detalhes de seu namoro com Sueli. Fátima fica constrangida e enciumada e, para melhorar sua situação com ela, o dentista se compromete a criar um encontro a dois inesquecível. Ele organiza um momento romântico e torna a praia de Copacabana um cenário perfeito, mas coloca tudo a perder quando insiste em mergulhar no mar à noite e some na correnteza. Fátima se desespera, enquanto Armane (Vladimir Brichta) aproveita a situação para tentar reconquistá-la.
As revelações durante o jantar também desencadeiam desavenças entre Sueli e Jorge. A vendedora descobre que o sofá do namorado é um xodó por ter sido o ninho de amor da primeira vez do dono da La Conga com a mãe de Bia (Malu Rodrigues). Enciumada, ela convoca o ex-marido Jurandir (Érico Brás) para dar um fim no móvel e retirar a lembrança física desse momento tão marcante na vida de Jorge.
No segundo episódio, Fátima tenta conciliar os dias de romance ao lado de PC (Daniel Boaventura) às noites calientes com Armane (Vladimir Brichta). O dentista percebe que ela não está levando o relacionamento a sério, e parte para o tudo ou nada ao pedir a namorada em casamento. O pedido deixa a vendedora ainda mais confusa sobre seus sentimentos.
Enquanto isso, a La Conga é fechada após uma denúncia de Flavinha (Fernanda de Freitas) sobre o suposto funcionamento irregular da casa noturna. Tijolo (Orã Figueiredo) vai parar na delegacia e Jorge se esconde na casa de Sueli. Para ajudar o namorado, ela marca uma conversa particular com Tavares (Kiko Mascarenhas) sem adiantar o assunto para a história não cair na boca da vizinhança. Mas o advogado pensa que se trata de um convite romântico e surge pronto para atender aos desejos da vendedora.
Nos dois episódios selecionados, a disputa de Armane e PC pelo coração de Fátima envolve as histórias. Os atores comentam essa fase da trama, que faz parte da terceira temporada da série. "Uma das cenas que mais me lembro desta fase é uma briga no banheiro do PC com o Armane. Em um desses episódios que vai ao ar tem uma cena divertida em que os dois iniciam uma disputa quando PC conta que vai se casar com a Fátima", relembra Daniel. Já Vladimir Brichta pontua que o público sempre torceu por Fátima e Armane. "É curioso porque a série conta a história de casais que se desentendem, que não dão sorte no amor. E no caso do Armane e da Fátima criou-se uma relação em que ela é a amante, mas isso foi construído de uma forma que não se tornou um problema para o público. Pelo contrário, todos torciam por esse amor proibido e culpado", analisa o ator.
‘Tapas & Beijos’ vai ao ar nesta terça, dia 15, após 'Amor e Sorte'. A série tem redação final de Cláudio Paiva e direção geral de Mauricio Farias.
.: Grátis: Georgiana Góes em "Pequenos e Grandes Gestos de Despedida"
Ana Kfouri é diretora, atriz, doutora em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professora do Curso de Artes Cênicas da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC Rio). Atualmente, realiza pós-doutorado na UFRJ. Em 2017, a atriz inaugurou seu espaço, o Centro de Estudos Ana Kfouri - CEAK, dedicado à pesquisa artística. Além disso, integrou de 1992 a 2013 o corpo docente da Oficina de Atores da TV Globo. Classificação: 12 anos.
.: "Autodefesa - Uma Filosofia da Violência": quem pode se defender?
Qual a diferença entre autodefesa e legítima defesa? No livro "Autodefesa - Uma Filosofia da Violência" a filósofa francesa descortina a relação entre propriedade e legítima defesa, para compreender quem de fato tem direito a se defender. Com prefácio especialmente escrito por Judith Butler para esta edição, o livro de Elsa Dorlin descreve casos ao longo da história que provam que determinados grupos e posições sociais não têm direito à legítima defesa.
A filósofa francesa faz uma genealogia das formas de autodefesa em distintos contextos de dominação. A autora remonta à resistência de escravizados durante o período colonial, ao jiu-jitsu das sufragistas em Londres nos anos 1890, aos Panteras Negras nos anos 1960 e às patrulhas queer nos 1970, ambos nos Estados Unidos. Dorlin mostra como ao longo da história a "legítima defesa" foi sempre uma garantia das classes dominantes, mas não das populações racializadas e subordinadas. A autodefesa define as técnicas desenvolvidas por populações minoritárias para resistir à violência da sociedade e do Estado.
Sobre Elsa DorlinElsa Dorlin nasceu em Paris, em 1974. Em 2004, defendeu doutorado na universidade Paris IV sobre a relação entre sexo, raça e medicina nos séculos XVII e XVIII. De 2005 a 2011, atuou como professora de história da filosofia e das ciências na universidade Paris I. Em 2007, selecionou e organizou textos de feministas negras para a antologia "Black Feminism" (Paris: L’Harmattan, 2008). Em 2009, recebeu medalha de bronze do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) por sua pesquisa em gênero e epistemologia feminista.
Foi professora visitante associada no programa de Teoria Crítica na Universidade da Califórnia, em Berkeley, de 2010 a 2011, e senior fellow no Columbia Institute for Ideas & Imagination entre 2018 e 2019. Desde 2011 é professora de filosofia política na universidade Paris VIII. Autodefesa – Uma filosofia da violência recebeu o prêmio Frantz Fanon de 2018 da Caribbean Philosophical Association e o Prix de l’Ecrit Social 2019 da Arifts Pays de la Loire.
"Autodefesa - Uma Filosofia da Violência"
Autora: Elsa Dorlin
Tradução: Jamille Pinheiro Dias, Raquel Camargo
Prefácio: Judith Butler
Coedição: Crocodilo
Imagens da capa: Dora Longo Bahia
Preço de capa: R$ 69,90
Livro lançado no Circuito Ubu.
Brochura, 320 páginas.
Nas livrarias a partir de 1° de outubro. Em pré-venda a partir de 16 de setembro neste link.
.: "Death Disco", o mangá mortal com ação e violência está em pré-venda
A DarkSide® Books segue apostando em sua linha de mangás e atendendo o desejo de seus leitores com os novos nomes dessa arte centenária. Depois da coletânea de histórias curtas "Fragmentos do Horror", de Junji Ito, e de "A Menina do Outro Lado", de Nagabe, a editora traz para o Brasil o mangá "Death Disco", série em sete volumes de Atsushi Kaneko.
A obra conta a história de uma legião de matadores, de objetivos um tanto obscuros, chamada Guild, um tipo de sindicato onde todos são classificados conforme os serviços prestados. Esse grupo caça as vítimas por meio dos reapers, ou ceifadores, assassinos fantasiados e cruéis, que competem entre si para ganhar notoriedade e respeito dentro de suas Guilds. Entre todos eles, se destaca uma menina extremamente letal: Deathko.
A chegada da jovem abala o equilíbrio deste universo, uma vez que ela mostra total falta de respeito às regras vigentes. Com estilo só seu, que passeia entre o gótico e uma certa melancolia, Deathko odeia o mundo em que vive e está disposta a mudar tudo ao seu redor usando as ferramentas que possui. Todas as noites, ela deixa o porão de seu castelo, onde faz os mais variados instrumentos mortais, e sai à caça. Com ela do lado de fora, a morte espreita em todos os cantos.
Kaneko - conhecido dos leitores brasileiros por Bambi - dá sequência a alguns temas recorrentes em sua obra, como a exploração da ultraviolência, protagonistas femininas fortes e matadoras, personagens inusitados, uma construção narrativa em velocidade vertiginosa, afiada como uma foice, sem falar no traço belo e minimalista do autor. Porém, "Death Disco" vai ainda mais fundo na fantasia de terror e na crueldade dos personagens. Atsushi Kaneko junta aos tradicionais elementos do desenho de mangá traços do quadrinho underground europeu e norte-americano, gerando um resultando bastante particular, assustador e encantador ao mesmo tempo.
A DarkSide® Graphic Novel é uma expansão do universo sombrio e fantástico da editora, lar de Charles Burns, autor de "Black Hole" e "Big Baby", e de quadrinistas de renome como Dave McKean, Nagabe, Junji Ito, Kate Evans, Emily Carrol, Danilo Beyruth, Bernie Wrightson, Derf Backderf (de "Meu Amigo Dahmer"), entre outros. Se você é fanático pela arte sequencial, prepare-se para se surpreender novamente com sua velha paixão. Os que não têm o hábito de ler HQs, não vão se arrepender. Quem aposta no escuro com a DarkSide® costuma virar fã.
Sobre o autor
Atsushi Kaneko é um mangaka (autor de histórias em quadrinhos) e cineasta nascido em Sakata, no Japão, em 1966. Conhecido por obras como "Bambi", foi indicado para o prêmio do Festival de Angoulême, o mais importante da Europa, em 2012, 2013 e 2015. Ele tuita (em japonês) no seguinte perfil: twitter.com/kaneko_atsushi_.
"Death Disco"
Gênero: ficção.
Páginas: 192.
Idioma: português.
Formato: 14 x 21 cm.
Peso: 360g.
Acabamento: capa dura.
Corte: sem pintura.
Tradução: Renata Garcia.
Marca: Graphic Novel.
Ano de publicação: 2020.
ISBN: 9788594542083.
Pré-venda: este produto será lançado em 23 de setembro neste link.
domingo, 13 de setembro de 2020
.: Crítica: "Pós-F" eleva a experiência de lives teatrais a outro patamar
Por Helder Moraes Miranda, editor do Resenhando.
Não se sabe exatamente onde começa e onde termina a Fernanda Young do teatro. Em uma espécie de jogo de cenas, escritora e intérprete se encontram de uma maneira que faz "Pós-F", o espetáculo teatral escrito por Fernanda Young, dirigido por Mika Lins e interpretado por Maria Ribeiro uma experiência inesquecível. Apresentado diretamente do Teatro Porto Seguro praticamente vazio, em que só estão atriz e equipe dos bastidores, o espetáculo coloca as lives teatrais em outro patamar - como, talvez, um divisor de águas em que artistas e público precisem se reinventar em torno da arte.
Maria Ribeiro é Fernanda Young no teatro, e é mais Fernanda Young do que qualquer outra atriz que ousasse interpretá-la. O motivo disso é um mistério. Será que porque eram próximas ou há algum brilho no olhar que atinge as mulheres brilhantes fazendo com que, de uma maneira ou outra, elas se reconheçam e tenham uma aura que só as grandes podem alcançar? A linha é tênue.
Onde começa a Maria Ribeiro e o que ela tem a acrescentar a uma escritora que só conquistou o reconhecimento que sempre mereceu depois da morte? O que Fernanda Young acrescenta na personalidade de Maria e por que essas respostas nunca serão respondidas de maneira satisfatória? O fato é que ambas, juntas, tornam-se imbatíveis nesse espetáculo potente que já figura entre os melhores do ano.
"Pós-F" se passa em um mundo pós-Fernanda Young em um momento em que ela nunca foi tão necessária. Não é novidade que o texto é brilhante ou que a interpretação de Maria Ribeiro ecoa por todas as dimensões. Nessa experiência teatral há pelo menos quatro câmeras que focam a atriz de diversos ângulos. Ela é a voz que o mundo precisa escutar em um momento extremamente carente de boas intenções.
Maria Ribeiro dialoga com a obra de Fernanda e a questiona como a própria faria hoje. Fernanda Young não tinha medo de contradições, nem de parecer datada ou de mudar de ideia. Ela era a própria liberdade e Maria, com esse espetáculo, é esse abraço que todos estão precisando. Pelo menos desde o dia 25 de agosto, quando, envolvida em uma aura mítica e ao som de "O Quereres" de Caetano Veloso, Fernanda foi embora.
Assistir a esse espetáculo é a resposta para todos aqueles que ficaram desolados com esta partida abrupta. Fernanda Young revive na voz, no corpo e no rosto de Maria Ribeiro no teatro e será assim por algum tempo. Depois voltará a viver a cada obra que ela deixou ao ser lida, relida ou compartilhada. Maria Ribeiro é o carinho para esse nó na garganta que ficou preso no momento em que a escritora se foi. Fernanda quer voltar homem. Hoje está sendo representada por uma grande mulher.
Serviço
"Pós-F" com Maria Ribeiro será apresentado ao vivo pela internet até dia 4 de outubro. Vendas neste link. Após o espetáculo sempre haverá um bate-papo gratuito, às 21h, sempre relacionado com alguém que conviveu com Fernanda Young na própria transmissão ou no Instagram da atriz Maria Ribeiro - @mariaaribeiro. Você pode comprar o livro "Pós-F" neste link.


























