terça-feira, 6 de outubro de 2020

.: Mariana e Ruth Rocha trazem de volta o personagem Marcelo em almanaque


Ruth Rocha e sua filha Mariana trazem de volta o personagem Marcelo em almanaque para as crianças "Almanaque do Marcelo e da Turma da Nossa Rua", publicado pela Salamandra, é a primeira coautoria entre mãe e filha, trazendo ainda ilustrações de Mariana Massarani.

O ano de 2020 foi - e continua sendo - completamente atípico. Uma quarentena e uma pandemia nos fizeram ficar distantes dos amigos, dos colegas e até dos contos do vovô e da vovó. Mais do que isso, a situação nos fez perder a noção do tempo e, assim, nos esquecer do quanto cada dia, cada instante, é precioso e carrega uma história só sua.

Oportunamente, neste ano Ruth Rocha, uma das mais renomadas escritoras infantis da literatura brasileira, e sua filha e antiga leitora Mariana Rocha trazem de volta o personagem Marcelo, aquele mesmo, do Marcelo, marmelo, martelo que juntamente com a turma da nossa rua, percorrem todo o nosso calendário e apresentam diversas curiosidades pelos meses do ano. "Almanaque do Marcelo e da Turma da Nossa Rua" é um lançamento da Salamandra, e conta com ilustrações de Mariana Massarani.

"Sempre me perguntam de qual dos meus livros eu gosto mais. Acho muito difícil responder a essa pergunta. Na verdade, acho que gosto de todos os meus livros. De cada um deles, gosto de um jeito diferente. Mas, se me perguntarem de qual dos meus livros os leitores gostam mais, eu sei responder. Eles gostam mais do Marcelo, marmelo, martelo. Dos meus livros é o mais lido: já foram publicados muitos milhões de exemplares. Por isso eu resolvi fazer este almanaque. Juntei todos os personagens da turma da nossa rua e fiz com eles muitas brincadeiras, piadas, histórias e versos", conta Ruth.

E o Marcelo e a turma nos ensinam de fato bastante coisa. Em mais de 120 páginas indo de janeiro a dezembro, aprendemos que o Brasil não tem a maior floresta do mundo, mas sim a maior praia, ou que um em cada dez habitantes da Ásia Central é descendente do imperador mongol Gengis Khan. Sabemos algumas diferenças do português do Brasil e de Portugal, o que está por trás de cada data comemorativa, conhecemos mulheres influentes na história do mundo e descobrimos até como reciclar papel em casa. Tudo é mostrado com muito bom humor, sejam as lições sobre astronomia, geologia, história, matemática ou qualquer outro assunto.

A editora Lenice Bueno, que assina um depoimento na contracapa do "Almanaque", ressalta o quanto a obra é educativa. "Você sabe em que data se comemora o dia do tomate? Quem foi Charles Darwin? Quantos fios de cabelo cada pessoa possui? Em que país existe um campeonato de caça ao mosquito? Que diferença faz saber tudo isso? A diferença é o quanto a gente se diverte. Pois um almanaque é feito para a gente ler aos pouquinhos e se divertir muito", diz.

Mas o "Almanaque do Marcelo e da Turma da Nossa Rua" é especial também por outro motivo. Esta é a primeira coautoria de Ruth e de sua filha Mariana. A menina que cresceu lendo os livros da mãe não poderia se apaixonar por outra coisa que não fosse a literatura, não é? "O lançamento do 'Almanaque' é o convite para que iniciemos cada vez mais um novo ano, valorizando melhor cada dia e conhecer um pouco melhor o mundo e o universo que habitamos. Depois de tempos tão difíceis, o conhecimento mais uma vez se revela no melhor remédio", diz Mariana.

"Almanaque do Marcelo e da Turma da Nossa Rua" estará disponível nas unidades da Livraria Leitura e no site da Amazon neste link

Sobre os autores
Ruth Rocha gosta muito de livros. Ruth Rocha gosta muito de crianças. Não é à toa que ela é a autora de mais de 200 títulos de literatura infantil. Nascida em 1931, em São Paulo, a menina que cresceu ouvindo as histórias do vovô Ioiô e lendo "Reinações de Narizinho", de Monteiro Lobato, hoje dá nome a várias bibliotecas, tem milhões de leitores no Brasil e no mundo, foi traduzida para 25 idiomas e ganhou alguns dos principais prêmios literários. 

O livro "Marcelo, Marmelo, Martelo" se tornou um dos maiores sucessos editoriais do país, com mais de 70 edições e 20 milhões de exemplares vendidos. Ruth escreve do mesmo jeito que pensa e fala, com as palavras do dia a dia, sempre atenta ao cômico e ao poético da vida. Não suporta chatice. É contra qualquer forma de opressão. Acredita na liberdade. Seu lema é a alegria. Foi casada com Eduardo Rocha, que ilustrou alguns de seus livros e com quem teve uma filha, Mariana, sua parceira na criação deste almanaque.

Mariana Rocha é professora de Moda há quase vinte anos na Faculdade Santa Marcelina, uma das melhores escolas do Brasil, Mariana Rocha se interessou pela capacidade de expressão estética e social das roupas desde jovem. Estilista, já participou de eventos importantes, como a Semana de Moda Casa de Criadores. Nascida em 1962, no início dos anos 1980 esteve no olho do furacão da cena do rock paulistano como cantora e compositora da banda alternativa Garotas do Centro.

Em seguida, por três anos esteve à frente da programação cultural dos auditórios do Masp, o Museu de Arte de São Paulo, na avenida Paulista. Também trabalhou na Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, nos anos 1990, sob a batuta do escritor e então secretário Fernando Morais. É mãe de dois filhos, Miguel e Pedro. Filha única de Ruth Rocha, é curadora da obra da mãe. Este almanaque é a primeira coautoria de mãe e filha.

Mariana Massarani nasceu no Rio de Janeiro, em 1963, e adora bichos. Seu bicho favorito é o tamanduá. Quase toda semana ela sai de traineira para procurar baleias e golfinhos nas ilhas do litoral carioca. Ela é voluntária numa pesquisa sobre cetáceos! Além de ser fã dos animais, Mariana gosta de observar as pessoas nas ruas. Surgem dessa prática muitas das soluções que ela encontra para seus desenhos tão divertidos. 

Ela diz que uma das coisas mais bacanas no seu trabalho é inventar a cara dos personagens, decidir se fulano vai ter um nariz comprido ou não, se beltrana vai ter cabelo claro ou escuro, e assim por diante. A parceria com Ruth Rocha já vem de longa data. São da Mariana as ilustrações de "Marcelo, Marmelo, Martelo", por exemplo. Ao todo, ela já ilustrou mais de 200 livros e ganhou quatro prêmios Jabuti. Desenha desde menina. É como se nunca tivesse deixado de brincar.

Ficha técnica
"Almanaque do Marcelo e da Turma da Nossa Rua"
Autoras:
Ruth Rocha e Mariana Rocha
Ilustração: Mariana Marassani
Número de páginas: 128
Preço sugerido: R$ 59
Faixa etária: a partir de seis anos
Link na Amazon: https://amzn.to/2HUQVYR

.: Vem aí o Especial Dia das Crianças da Sony Pictures


Vem aí o Especial Dia das Crianças. Neste ano atípico e com tantas restrições das atividades culturais e ao ar livre, programar a diversão em casa é uma ótima saída. A Sony Pictures Home Entertainment reuniu dicas de filmes digitais com descontão para toda a família assistir junto. São opções de aluguel ou compra, que valem menos que um ingresso de cinema e ainda tem a vantagem de promover um programa para toda a família no conforto de casa com a melhor qualidade e 100% seguro. Lembrando que a pipoca não pode falar!

As principais plataformas digitais estão promovendo os filmes infantis e família para aluguel e compra! A Vivo Play está concedendo 50% de desconto no aluguel de diversos filmes, entre eles, as animações “Angry Birds – O Filme” e “Emoji – O Filme” para crianças, ou até mesmo “Karatê Kid” e “Matilda” como uma nostalgia infantil. A plataforma NOW também concede 50% de desconto em animações, como “Emoji – O Filme”, além de “A Princesa Encantada: O Casamento Real”, lançamento recente e exclusivo no digital e, também, “A Princesa Encantada: A Espiã”. As plataformas Apple TV e Google Play estão disponibilizando também esses e outros títulos tanto para aluguel quanto para compra! Os descontos citados serão concedidos entre os dias 1º e 15 de outubro.

A vantagem de promover um cineminha em casa é poder programar dia e horário para a sessão com segurança. Lembrando que na opção aluguel, após dar o primeiro ‘play’, o filme digital ficará disponível durante 48 horas e poderá ser visto e revisto quantas vezes quiser dentro desse prazo, porque sabemos que criança adora reprises, e se ainda assim não for o bastante, a opção será comprar o título e garantir que o mesmo esteja disponível sempre com você.  

Os títulos que citamos podem ser encontrados nas operadoras de TV, consoles de vídeogame e lojas digitais - tanto filmes exclusivos que estrearam direto em casa, quanto um catálogo enorme de animações clássicas, que o consumidor paga apenas por aquilo que quiser assistir. E também, claro, filmes recém saídos de cinema, que só estão disponíveis para compra ou aluguel nas plataformas citadas! 

São inúmeras as opções de filmes oferecidos pelas plataformas de aluguel e compra digital. É rápido, prático e seguro. Importante informar ao consumidor que não é necessário ter uma assinatura mensal nos serviços de streaming para efetuar tais transações.


Angry Birds – O Filme (Angry Birds The Movie, 2016)

Duração: 97 minutos, aproximadamente

Classificação indicativa sugerida: Livre

Diretores: Clay Kaytis, Fergal Reilly  

Elenco de vozes originais: Jason Sudeikism, Josh Gad, Danny McBride, Maya Rudolph e vozes dubladas: Marcelo Adnet, Fábio Porchat e Dani Calabresa.

Trailer: 


Emoji – O Filme (The Emoji Movie, 2017)

Duração: 86 minutos, aproximadamente

Classificação indicativa sugerida: Livre

Diretor: Tony Leondis

Elenco de vozes: R.J.Miller, James Corden, Anna Faris, Maya Rudolph, Steven Wright

Trailer: 


 

 

A Princesa Encantada – O Casamento Real (Swan Princess: The Royal Wedding, 2020)

Duração: 83 minutos, aproximadamente

Classificação indicativa sugerida: Livre

Diretor: Richard Rich

Elenco de vozes:  Alexander Chen, Hao Feng, Nina Herzog

Trailer: 



 

 

A Princesa Encantada: A Espiã (The Swan Princess: Royally Undercover, 2017)

Duração: 79 minutos, aproximadamente

Classificação indicativa sugerida: Livre

Diretor: Richard Rich

Elenco de vozes: Laura Bailey, Grant Durazzo, Jayden Isabel

Trailer: 



 

Karatê Kid (The Karate Kid, 2010)

Duração:  140 minutos, aproximadamente

Classificação indicativa sugerida: Livre

Diretor: Harald Zwart

Elenco: Jaden Smith, Jackie Chan, Taraji P. Henson, Wenwen Han

Trailer: 



 

Cena do filme "Matilda"

Matilda (Matilda, 1996)

Duração: 98 minutos, aproximadamente

Classificação indicativa sugerida: Livre

Diretor: Danny DeVito

Elenco: Danny DeVito, Rhea Perlman, Mara Wilson, Embeth Davidtz, Pam Ferris

Trailer: 


.: Teatro Sérgio Cardoso completa 40 anos com apresentações gratuitas

Claudia Raia, Elias Andreato, Nando Reis, Fafá de Belém, Bixiga 70 e João Carlos Martins são algumas das atrações da programação especial, de 9 a 13 de outubro, em homenagem a um dos mais importantes espaços culturais de São Paulo. Foi assim que Sérgio Cardoso e Nydia Licia encontraram o edifício que havia abrigado o Cine Teatro Espéria.

Localizado no coração do bairro do Bixiga, o Teatro Sérgio Cardoso completa 40 anos de rica trajetória cultural no dia 13 de outubro. Durante cinco dias, uma programação especial irá celebrar quatros décadas bem vividas, que influenciaram as artes cênicas do país, e as muitas que estão por vir. A festa começa já na sexta-feira, dia 9, às 21h, com apresentação do músico e poeta, Lirinha, acompanhado pelo também músico João Leão (neto do ator Sérgio Cardoso). 

Nando Reis, João Carlos Martins e Bixiga 70 são alguns dos nomes que fazem parte desta comemoração. E no dia do aniversário terá show de Fafá de Belém e apresentação de dois números musicais de Claudia Raia, que irá relembrar seu início de carreira no Teatro Sérgio Cardoso, aos 16 anos, quando participou da versão brasileira do musical "A Chorus Line". 

Todo o conteúdo em homenagem ao teatro – ao vivo e gravado – será transmitido pela plataforma #CulturaEmCasa, criada em abril pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerida pela Organização Social Amigos da Arte, responsável também pela administração do teatro. 

A comemoração também terá apresentação de Elias Andreato com o monólogo "Oscar Wilde", de Fafá de Belém (assim como a cantora, o ator homônimo do teatro nasceu em Belém do Pará), do Bixiga 70, da São Paulo Companhia de Dança, da Balé Stagium (com depoimento da fundadora Marika Gidali), entre outros. A programação especial também homenageia o bairro do Bixiga, historicamente importante na vida cultural de São Paulo e onde está localizado o Teatro Sérgio Cardoso, um dos últimos de rua da capital.

Artistas e personalidades que respiram o Bixiga e oferecem grande contribuição para o diversificado e rico caldo cultural do bairro foram convidados para se apresentarem no Teatro Sérgio Cardoso e contarem suas histórias vividas na região. Entre eles estão Thobias e Luiz Felipe (da Vai-Vai), integrantes da Casa do Hip-Hop (Bixiga é Noiz), Anderson Sono (Boêmios do Adoniran), Solang Taverna (Cantina Conchetta) e Gerson Rodrigues (DJ Gé – Club Madame).

Com atividades diversificadas que passam pelo teatro adulto e infantil, dança, música e atividades mistas, como cursos e oficinas, o espaço conta com duas salas de espetáculos: a Sala Sérgio Cardoso, com capacidade para 827 pessoas, sendo oito para cadeirantes; e a Sala Carlos Paschoal Magno, com capacidade para 149 pessoas, sendo seis espaços para cadeirantes.

Até hoje, mais de 700 peças já passaram pelo Teatro Sérgio Cardoso, reunindo montagens de importantes diretores brasileiros, como Ulysses Cruz, Samir Yazbek, Débora Dubois, Duda Maia, Clarisse Abujamra, Gerald Thomas. No palco do “Sérgio”, como é carinhosamente chamado pelos artistas, se apresentaram intérpretes que revolucionaram a dramaturgia brasileira como Paulo Autran, Fernanda Montenegro, Ítalo Rossi, Claudia Raia, Fernanda Torres, Raul Cortez, Rubens de Falco, Ana Lucia Torre, Glória Menezes, Tonia Carrero e Walmor Chagas.

Tamanha biografia lhe confere o importante papel de continuar a ser um instrumento de expressão e de difusão artística mesmo em meio à pandemia. Em 2020, as atividades culturais do Teatro Sérgio Cardoso foram reformuladas à luz das mudanças provocadas pelo enfrentamento à Covid-19. Fechado para o público desde março deste ano por conta do isolamento social, o espaço continuou a receber artistas e a amplificar cultura da melhor qualidade e nas suas mais diferentes linguagens. 

Em julho, foi lançada a série Teatro Sérgio Cardoso 40 anos em que artistas tiveram a experiência única de se apresentarem no palco sem plateia. Durante as gravações da série todos os protocolos recomendados pelas autoridades sanitárias foram adotados, envolvendo todos os profissionais de equipes técnicas, de produção e os artistas. Por lá, passaram Ana Cañas, Raul Barreto, Simoninha, Ira!, Jorge Garcia, Lara Córdulla e Sérgio Britto, dos Titãs. A primeira #ViradaSPOnline, realizada em agosto deste ano, também foi transmitida do seu palco com apresentação de nomes como o da cantora Ellen Oléria e do pianista Amilton Godoy. E, no dia 10 de setembro, a São Paulo Companhia de Dança estreou sua temporada 2020 com transmissão online ao vivo, direto do tablado do Sérgio Cardoso. 

Claudia Raia destaca a sensação de participar deste especial.“É muito emocionante estar no palco do Teatro Sérgio Cardoso novamente. Foi aqui que estreei nos musicais com 'A Chorus Line', aos 16 anos. É um filme que passa na minha cabeça ao pensar em tudo que aconteceu de lá para cá. Que essa casa continue levando arte e cultura para tantas pessoas, fazendo-as sonhar”.

“Nós, da Amigos da Arte, como instituição cultural que atua há 15 anos na difusão da arte, ficamos muito honrados em prestar esta homenagem ao Teatro e ao ator Sérgio Cardoso, que tanto contribuiu para a dramaturgia brasileira”, afirma José Gregori, presidente do Conselho Administrativo da Amigos da Arte, e que foi ministro da Justiça e titular da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Danielle Nigromonte, diretora-geral da entidade, destaca a importância da transmissão da festa de aniversário via plataforma #CulturaEmCasa. “A comemoração é em São Paulo. Mas assim como a importância do teatro ultrapassa fronteiras, a transmissão online permite acesso amplo. O Pará, terra natal do homenageado, assim como demais estados e países, também poderão acompanhar toda esta programação”.

História viva
O Teatro Sérgio Cardoso foi inaugurado em 13 de outubro de 1980, com o espetáculo "Sérgio Cardoso em Prosa e Verso", uma homenagem ao ator, morto em 1972. No elenco, a ex-esposa Nydia Licia, Umberto Magnani, Emílio di Biasi e Rubens de Falco, sob a direção de Gianni Rato. A peça "Rasga Coração", de Oduvaldo Viana Filho, protagonizada pelo ator Raul Cortez e dirigida por José Renato, cumpriu a primeira temporada do teatro.

Segundo pesquisa do crítico José Cetra, a história do espaço começa em 1914 com a inauguração do Cine Teatro Esperia, que funcionou até 1952 na rua Conselheiro Ramalho, no Bixiga. Em 1954, dois anos após o fechamento do Esperia, Sérgio Cardoso e sua esposa Nydia Licia avistaram o casarão abandonado e se inspiraram a criar um novo espaço cultural no local. No dia seguinte, eles fizeram contato com os proprietários do imóvel, buscaram parceiros e em 1956 fundaram o Teatro Bela Vista, com o objetivo de ser o mais moderno da cidade de São Paulo.

A primeira peça do Teatro Bela Vista foi "Hamlet, Príncipe da Dinamarca". Sérgio Cardoso foi o primeiro diretor brasileiro a dirigir e interpretar um texto de Shakespeare em São Paulo. Em 1960 o ator se separa de Nydia Licia, sai da companhia, e parte em excursão pelo Brasil. Nydia se torna então responsável pelo teatro. Em 1970, a peça "O Arquiteto e o Imperador da Assíria", de Fernando Arrabal, com José Wilker e Rubens Côrrea registrou os últimos momentos do Teatro Bela Vista. Em 1976, anos depois do teatro fechar as suas portas, Nydia Licia explicou ao Serviço Nacional de Teatro que, “após o fim do contrato, os três proprietários pediram o imóvel de volta e se desentenderam para vendê-lo, alugar ou transformá-lo em garagem”, segundo a atriz.

Sensibilizada com este possível destino do teatro, Nydia apresentou o caso para a extinta Comissão Estadual de Teatro. O caso despertou o interesse do Governo do Estado de São Paulo que adquiriu o terreno e demoliu o prédio do Bela Vista para a instalação de um teatro mais amplo e com duas salas, que recebeu o nome de Sérgio Cardoso, após a morte do ator em 1972. Após interrupções e recomeços nas obras, o teatro foi finalmente concluído em outubro de 1980. A atriz também será homenageada no dia 13 de outubro. A sala maior do Teatro Sérgio Cardoso receberá o nome de Nydia Licia, tão importante para a história do teatro e muito admirada pela classe artística.

Quem foi Sérgio Cardoso
Sérgio Fonseca de Mattos Cardoso foi um dos mais importantes atores brasileiros, famoso por protagonizar novelas na televisão nas décadas de 1960 e 1970. Nasceu na cidade de Belém do Pará, formou-se em Direito no Rio de Janeiro e seu grande sonho era ser diplomata. Despertou para o teatro ao fazer Hamlet de Shakespeare, no Teatro Universitário do Rio de Janeiro. O sucesso foi tão grande que ele veio para o TBC, no Bixiga. Foi casado com a atriz Nydia Licia, com quem teve a filha Sylvia Cardoso Leão. Fez inúmeras novelas de sucesso nas TVs Tupi e Globo. Faleceu no dia 18 de agosto de 1972, vítima de um ataque cardíaco. Mais de 20 mil pessoas acompanharam o enterro do ator no Rio de Janeiro.

Programação de aniversário de 40 anos do Teatro Sérgio Cardoso

Sexta-feira, dia 9 de outubro
21h - Lirinha + João Leão
21h30 - Laércio de Freitas

Sábado, dia 10 de outubro
21h - Personalidades do Bixiga
21h30 - Nando Reis “voz e violão” acompanhando por Sebastião Reis

Domingo, dia  11 de outubro
19h - Espetáculo “Sonhos Vividos”, com Ballet Stagium
Depoimento de Marika Gidali
Disponibilização de vídeo “Dance lá que eu danço cá”, com Ballet Stagium
21h30 - Oscar Wilde, com Elias Andreato

Segunda-feira, dia 12 de outubro
19h - Casa do Hip-Hop Centro - Bixiga é Noiz
21h - Personalidades do Bixiga
21h30 - Bixiga 70          

Terça-feira, dia 13 de outubro 
18h - Dança Hoje, com São Paulo Companhia de Dança
19h - João Carlos Martins
20h - Sarau e nomeação: Sala Nydia Licia
Depoimento José Gregori
21h - Fafá de Belém
22h = Claudia Raia

Serviço:
Plataforma: www.culturaemcasa.com.br

: Diário de uma boneca de plástico: 6 de outubro de 2020

Querido diário,

Sabe quando nos querem mal e temos conhecimento disso?

Pois é. E eu, devo dizer, acabo sendo uma parabólica, mas atraio sinais ruins, pesados que me afetam. Infelizmente.

Eu fico totalmente irritada quando alguém com pleno saber desse desquerer, volta e meia insere tal pessoa como referência a cada  conversa. Forçando por algo que não existe. 

Resumo: fico 200% irritada.

Preciso me desanuviar. Vou rever a série "Hilda Furacão" que fico bem rapidinho!!

Beijinhos pink cintilantes e até amanhã,

Donatella Fisherburg
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segunda-feira, 5 de outubro de 2020

.: "A Força do Querer": Cibele descobre caso de Ritinha e Ruy

E mais: Jeiza e Zeca começam a namorar. Foto: Globo/João Miguel Júnior

Até agora, Ruy (Fiuk) conseguiu manter Ritinha (Isis Valverde) escondida de todos. Com a ajuda de Amaro (Pedro Nercessian), ele instalou a filha de Edinalva (Zezé Polessa) na casa de praia do amigo e está tentando resolver a situação. Mas o que Ruy e Amaro não contavam é que Cibele (Bruna Linzmeyer) resolverá descansar antes do casamento justamente no esconderijo de Ritinha. Assim, nos próximos capítulos da edição especial de "A Força do Querer", as duas finalmente ficarão cara a cara.

Cibele acredita que Ritinha é uma moça que Amaro conheceu pela internet e, a princípio, avisa que vai ligar para Anita (Lua Blanco) e contar sobre a traição do namorado. É aí que Ritinha começa a revelar tudo: seu envolvimento, na verdade, é com Ruy. A ex de Zeca (Marco Pigossi) dá detalhes de como os dois se conheceram em Parazinho e ainda afirma que, quando viu uma foto de Cibele na carteira de Ruy, ele garantiu que se tratava da irmã dele.

A filha de Dantas (Edson Celulari) fica arrasada ao ouvir o relato de Ritinha, mas não se deixa abater. Ela volta para o Rio de Janeiro levando a rival junto e vai direto para a casa do noivo. Chegando lá, conta a todos que a jovem se trata da amante de Ruy e avisa que não haverá mais casamento.

Ainda nos capítulos desta semana, Jeiza (Paolla Oliveira) e Zeca não conseguem resistir à atração que sentem um pelo outro. A policial sofre um torção no pé, e o filho de Abel (Tonico Pereira) a carrega no colo até em casa. Os dois começam a conversar, e Jeiza pergunta se Zeca gosta dela. Nesse momento, o motorista dá um beijo na loira, que corresponde. Em seguida, ele avisa que com ele "não tem esse negócio de ficar ficando. Ou tá namorando ou não tá". Jeiza não se intimida e decreta, então, que os dois estão namorando.

"A Força do Querer" é uma novela de Gloria Perez, com direção artística de Rogério Gomes, direção geral de Pedro Vasconcelos e direção de Davi Lacerda, Luciana Oliveira, Claudio Boeckel, Roberta Richard e Fábio Strazzer.

Foto: Globo: /Estevam Avellar

.: Espetáculo "O Mistério de Irma Vap" volta para curtíssima temporada


Assistido por mais de 80 mil pessoas, "O Mistério de Irma Vap" volta em formato drive in para curtíssima temporada em São Paulo. Foto: Priscila Prade

Sucesso de público e crítica, a comédia besteirol "O Mistério de Irma Vap" (crítica neste link) retorna para curtíssima temporada, no Drive In das Américas do Espaço das Américas, em São Paulo. A temporada adaptada acontecerá na próxima sexta-feira e sábado, dias 9 e 10  de outubro, e tem como protagonistas a dupla Luis Miranda e Mateus Solano na montagem dirigida pelo encenador Jorge Farjalla a partir do texto de Charles Ludlam. A produção e realização são da Bricabraque Produções e Palco7 Produções. 

A trama original se passa em um lugar remoto da Inglaterra e conta a história de Lady Enid, a nova esposa do excêntrico Lord Edgar. Ela tem que se adaptar a viver em uma mansão mal-assombrada pelo fantasma da primeira esposa de seu marido, Irma Vap - lugar onde o filho do casal foi morto por um lobisomem. Na casa, há uma governanta que assume a posição de rival da recém-chegada. Para retomar o amor de seu marido, Lady Enid come o pão que o diabo amassou e pratica peripécias divertidas. Em cena, dois atores interpretam os vários personagens, entre humanos e assombrações.

O texto foi montado pela primeira vez em 1984 em um pequeno teatro em Greenwich Village, em Nova York, nos Estados Unidos, pela companhia Ridiculous Theatrical Company, do próprio Charles Ludlam. Ele fez uma paródia dos clássicos e inspirou-se em um gênero da Inglaterra Vitoriana chamado “penny dreadful” (que pode ser traduzido como terror a tostão) para criar um novo tipo de comédias, o melodrama vitoriano.

Diferente da história original, a versão é situada em um trem fantasma de um parque de diversões macabro. “Usamos como referência os filmes de terror, como 'Pague para Entrar, Reze para Sair', de Tobe Hooper; 'Rebecca', de Alfred  Hitchcock e a estética dos anos 80. Mergulhamos também no universo do videoclipe de 'Thriller', de Michael Jackson, que foi dirigido pelo cineasta John Landis, uma referência do que é um filme de horror. Além disso, a obra também tem várias citações de Shakespeare, principalmente de Hamlet. Desfragmentamos todas as camadas do texto para ver o que estava por trás dele e ressignificar a obra”, conta o diretor e encenador Jorge Farjalla.

A primeira e icônica montagem brasileira do texto, com direção da saudosa atriz Marília Pêra e atuação de Ney Latorraca e Marco Nanini, estreou em 1986 e ficou em cartaz durante 11 anos consecutivos, o que garantiu ao texto o registro no livro "Guiness World Records". A peça ficou marcada na história do teatro por uma espécie de gincana de troca de figurinos por Nanini e Latorraca.

O espetáculo, ainda segundo o diretor, tem a proposta de expor aos olhos do público essa troca de roupas e enfatizar ainda mais o texto e o trabalho do ator. “Nós teatralizamos a troca de roupas. Eu quero mostrar para o espectador o teatro como uma grande ilusão e o ator como um grande mago, que pode criar tudo na frente do público e fazê-lo acreditar naquela situação. Quero que a plateia sinta o trabalho do ator e como eles vão dividir esses personagens em um jogo de espelhos. O próprio texto de Ludlam sugere o jogo teatral e tentamos enfatizar ao máximo a questão dos atores como um duplo”, comenta.

Essa encenação ousada só é possível graças ao talento de Luis Miranda e Mateus Solano. “Os dois são de uma genialidade, uma elegância artística. “Eles têm juntos uma energia maravilhosa. Estou muito grato por tê-los comigo e por partilhar algo tão sagrado para mim, que é o fazer teatral”, acrescenta.

Elementos cênicos de "Irma Vap"
O cenário de Marco Lima é um trem fantasma, com o carrinho utilizado de forma manual, artesanal e mecânica. Tudo construído com madeira, ferro e materiais simples. As luzes do cenário piscam e as portas abrem e fecham. Na montagem, os quatro atores “vodus contrarregras” fazem a movimentação do cenário. Todo palco está aberto, mostrando a caixa cênica, sem bambolinas, sem rotundas, revelando o maquinário do teatro e não escondendo nada. “O cenário foi inspirado no filme de terror dos anos 80, 'Pague para Entrar, Reze para Sair'. É todo teatralizado”, detalha Marco Lima.

O figurino de Karen Brusttolin é todo feito à mão, por uma equipe composta por sapateiro, chapeleiro, costureira, bordadeira, designer de adereços e envelhecimento. O tecido utilizado foi o jeans, para dar um ar contemporâneo.  São sete trocas de roupa, referências e universos diferentes que transitam desde a era medieval até David Bowie. “Temos trocas de roupas muito rápidas. O diretor optou por revelar essas mudanças ao público. Pensei que este figurino deveria ser feito em camadas, criei a roupa “base” como bonecos de vodu. Depois disso fui lapidando cada roupa pensando nas necessidades de cada ator, para que essas trocas pudessem acontecer com fluidez”, conta Karen. 

A iluminação de César Pivetti é quase uma personagem. São vários efeitos, 300 movimentos de luz. “Procurei usar algumas tonalidades que remetessem ao clima de trem fantasma e escolhi dois tons de lavanda. Posicionei as máquinas de fumaça, criando um pântano. Com os refletores de chão e com toda a possibilidade de cenografia, conseguimos criar essa região pantanosa”, comenta César. 

A trilha musical é quase cinematográfica, pontua as cenas e as ações dos atores. As escolhas foram feitas em cima da opção do diretor de ambientar a peça no trem fantasma. A referência, como já citada no release, foi o cinema de terror das décadas de 70/80. “Não é tão comum usar a música no teatro desta maneira. Eu bebi bastante a fonte do filme Pague para Entrar, Reze para Sair, por sugestão do Farjalla. Apesar do clima de terror, o humor está tanto na caricatura de cenário, figurino, atuação dos atores, quanto na música. Então essa caricatura do terror, da tensão, do suspense, traz consigo o humor, porque fica às vezes tão bizarro, que torna a coisa engraçada”, finaliza o diretor musical Gilson Fukushima.

Ficha Técnica de "O Mistério de Irma Vap"
Texto:
Charles Ludlam. Idealização: Andrea Francez. Direção, encenação e dramaturgia: Jorge Farjalla. Elenco: Luis Miranda, Mateus Solano, Biagio Pecorelli, Fagundes Emanuel, Gus Casabona, Thomas Marcondes. Traducão: Simone Zucato. Assistente de direção: Raphaela Tafuri. Direção de produção: Marco Griesi e Priscila Prade. Coordenação de produção: Daniella Griesi. Produção executiva: Maristela Marino. Assistente de produção: Carolina Teixeira. Direção musical: Gilson Fukushima. Cenografia: Marco Lima. Iluminação: Cesar Pivetti. Figurinos: Karen Brustolin. Fotografia: Priscila Prade. Comunicação: Rodrigo Souza. Mídia Digital: Gigi Prade e Leila Guimaraes. Comunicação Visual: Kelson Spalato e Murilo Lima. Produção de elenco: Marcela Altberg. Realização: Bricabraque Produções e Palco7 Produções. 

Serviço:
"O Mistério de Irma Vap"
Sexta-feira e sábado às 21h, dias 9 e 10 de outubro.
Local: Drive In Das Américas
Rua Tagipuru, 795 - Barra Funda - São Paulo - SP
Classificação indicativa: 12 anos.
Gênero: comédia.
Duração: 110 minutos.
Ingressos: Lote 1 / por carro - R$ 320 (até quatro pessoas por veículo). Lote 2 / por carro - R$ 350 (até quatro pessoas por veículo). Lote 3 / por carro - R$ 380 (até quatro pessoas por veículo).
À venda na Ticket 360  - https://www.ticket360.com.br/

.: Ronnie Von revela transtorno de ansiedade no #Provoca desta terça


O #Provoca desta terça-feira, dia 6, entrevista, remotamente, o cantor e apresentador Ronnie Von. Na edição inédita, ele fala de sua carreira musical, sua fase psicodélica e, também, conta sobre os motivos por trás do título "mãe de gravata" que recebeu.

O programa ainda traz um papo sobre paternidade e revela algumas facetas desconhecidas do príncipe, como seu transtorno de ansiedade. Vai ao ar às 22h15, na TV Cultura e no canal oficial do #Provoca no YouTube. Realização: Fundação Padre Anchieta, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal - Lei de Incentivo à Cultura.

.: Obra de Plínio Marcos é celebrada em documentário no YouTube


Documentário, que pode ser assistido gratuitamente no YouTube, retrata fielmente Plínio Marcos, conhecido também como o artista das "Quebradas do Mundaréu".

A vida e a obra de Plínio Marcos é homenageada no lançamento oficial do documentário "Plínio Marcos - Nas Quebradas do Mundaréu", material dirigido pelo cineasta Julio Calasso, que retrata com assimetria a trajetória de vida do ator, escritor, diretor e jornalista. Com autorização da família e participação de diversos amigos de Plínio, o material é considerado por muitos o que melhor personifica quem fora este que encantou e transitou pelas noites madrigais e pelos caminhos do "roçado do bom deus".

Com diversos livros e livretos publicados, peças de teatro consagradas e trabalhos memoráveis, ele escreveu sua carreira mantendo uma linha tênue com o povo e isso fica evidenciado em peças como: "Abajur Lilás", "Barrela", "Dois Perdidos numa Noite Suja", "Navalha na Carne" entre outro. Um grande artista que ajudou a fomentar a carreira de outros grandes nomes do teatro, televisão e da música brasileira através de suas peças e exaltou com carinho o samba paulistano nos palcos com "Balbina de Iansã", "Jesus Homem", "Nas Quebradas do Mundaréu" (nome que reforça o título do documentário).

Vencedor do Prêmio da Associação dos Críticos de Arte em 1976 e com título póstumo de Grão Cruz da Ordem do Mérito em 2012, fora outros prêmios que acumulou ao longo de sua carreira. Plínio, que completaria na mesma data, 85 anos, merecia este recorte que fora feito com muito cuidado e capricho e contou com o acompanhamento de sua família em cada parte deste processo.

Viajam nessa nave do tempo, os temperos do caldeirão: Tônia Carrero, Rogério Sganzerla, Aguilar, Geraldo Sarno, Vera Fischer, Gilberto Mendes, Geraldo Filme, Cacilda, Cleide Yaconis, Abujamra, Cartola, Vanzolini, Gero Camilo, Neville d’Almeida, Zé Joffily, Carlos Cortez, Braz Chediak, Cláudio e Sérgio Mamberti, Renato Ciasca e Beto Brandt, Nelson Xavier, Buñuel, Andrea Tonacci, Itamar Assumpção, Glauce Rocha, Jece Valadão e Joelho de Porco, tudo junto e misturado. Esta é uma obra que ratifica, o talento, a arte e a capacidade de expor cada detalhe deste que enxergou de forma peculiar todo cotidiano da população brasileira. São intensos 100 minutos pela arte e pela vida. O filme já está disponível no youtube e pode ser assistido abaixo:

"Plínio Marcos - Nas Quebradas do Mundaréu"

Ficha técnica de  "Plínio Marcos - Nas Quebradas do Mundaréu":
Roteiro, produção, direção, coedição:
Julio Calasso. 
Edição, arte, edição de som: Pedro Calasso. 
Assistente de edição e montagem: Adécimo de Lucca.
Fotografia e câmera: Aloysio Raulino.
Som direto: Yan Ssaldanha (Rio de Janeiro).

.: A literatura brasileira em 15 frases inspiradoras de Paulo Coelho


Amado por uns e odiado por outros, Paulo Coelho atuou como dramaturgo, jornalista e compositor, antes de se dedicar à literatura. Nascido em 1947, no Rio de Janeiro, Paulo Coelho é considerado um fenômeno literário, que tem a obra publicada em mais de 170 países e traduzida para 84 idiomas. Desde 2016, a editora Paralela publica sua obra. Escolher 15 frases inspiradoras de Paulo Coelho é um passeio pela literatura brasileira.


“Quando você quer alguma coisa, todo o universo conspira para que você realize seu desejo.”
"O Alquimista"


“Não estamos sós. O mundo se transforma, e nós somos parte dessa transformação.”
"As Valkírias"


“Você é o que acredita ser.”
"A Bruxa de Portobello"


“Quem quer aprender deve começar olhando à sua volta.”
"Hippie"


"Certas coisas da vida foram feitas para serem experimentadas – nunca explicadas. O amor é uma dessas coisas."
"Maktub"


“O caminho da sabedoria é não ter medo de errar.”
"Brida"


“O que é mais importante nesta vida? Viver ou fingir que vivi?”
"Onze Minutos"


“O desafio não espera. A vida não olha para trás. Uma semana é tempo mais que suficiente para sabermos decidir se aceitamos ou não o nosso destino.”
"O Demônio e a Srta. Prym"

“O importante não é a batalha isolada, mas o final da guerra.”
"Manual do Guerreiro da Luz"


“Ama-se porque o Amor é o Dom Supremo e não porque ele nos dá algo em troca.”
"O Dom Supremo"


“O Extraordinário reside no Caminho das Pessoas Comuns.”
"O Diário de Um Mago"


“Há momentos em que as tribulações acontecem em nossas vidas, e não podemos evitá-las. Mas estão ali por algum motivo. [...] Só quando as ultrapassamos, entendemos por que estavam ali.”
"O Monte Cinco"


“Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.”
"O Zahir"


“A grandeza de Deus sempre se mostra através das coisas simples.”
"Ser Como o Rio que Flui"


"Que jamais me vejam como uma vítima, mas sim como alguém que deu passos com coragem e pagou sem medo o preço que precisava pagar."
"A Espiã"


.: Mary del Priore lança novo livro em palestra virtual no dia 8 de outubro


#ConectaPlaneta: Novo livro de Mary del Priore, "Sobreviventes e Guerreiras" será lançado em palestra virtual no dia 8 de outubro. Autora dá voz às brasileiras que resistiram ao patriarcalismo de 1500 a 2000 em nova obra publicada pela Editora Planeta

"A história nos ajuda a compreender que, contra a engrenagem da repetição, contra o retorno da adversidade, há o desejo de autonomia e igualdade. Há a vontade de rejeitar a vitimização generalizada." - Mary del Priore

"Resistimos como respiramos, por reflexo. Resistimos para sobreviver e também para defender nossos valores, sem os quais a vida não tem sentido". Pós-doutora pela École des Hautes Études em Sciences Sociales de Paris, a historiadora Mary del Priore é autora de mais de 50 livros de História do Brasil.

Agora, em um momento de pandemia em que estatísticas alarmantes evidenciam a insistente e cruel realidade de violência doméstica contra as mulheres brasileiras, Priore volta às origens do patriarcalismo em "Sobreviventes e Guerreiras", obra essencial para entendermos a história da luta feminina por um novo ângulo que tira o foco do papel da mulher como subalterna e o coloca em sua fundamental participação para as transformações históricas do país.

O lançamento do livro acontecerá por meio de uma palestra virtual gratuita na próxima quinta-feira, dia 8 de outubro, às 18h. O projeto tem como objetivo trazer informação e entretenimento por meio de palestras realizadas pelos nossos autores e estimular uma rede de solidariedade ao apoiar livrarias independentes, um dos segmentos mais fragilizados do mercado no atual contexto, e auxiliar entidades filantrópicas. O livro "Sobreviventes e Guerreiras" estará à venda ao final do bate-papo e parte da verba será destinada a uma instituição. A inscrição pode ser realizada pelo site do projeto.

Sobre a autora: 
Historiadora, pós-doutora pela École des Hautes Études em Sciences Sociales de Paris e autora de mais de 50 livros de História do Brasil, Mary Del Priore lecionou na FFLCH/USP, na PUC/RJ e na Universidade Salgado de Oliveira. Com mais de 20 prêmios literários nacionais e internacionais, entre os quais três Jabutis, apresenta um programa na rádio CBN, "Rios de História", colabora com jornais e revistas acadêmicos e não acadêmicos e é sócia titular do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, entre tantos outros. Presta consultoria para consagrados diretores de cinema como Daniela Thomas, Beto Amaral e Estevão Ciavatta, e vem colaborando com documentários realizados para a televisão brasileira com enfoque em história.

Serviço:
#ConectaPlaneta
"Sobreviventes e Guerreiras" - Palestra com Mary del Priore
Quinta-feira, dia 8 de outubro, às 18h.
Gratuito.
Inscrições: conectaplaneta.com.br.

domingo, 4 de outubro de 2020

.: Grátis: peça teatral com Fernanda Nobre e Maria Helena Chira no Sesc


A partir da próxima semana a programação de Teatro #EmCasaComSesc entra em nova fase com atrizes e atores ocupando os palcos das unidades do Sesc na capital paulista. Apresentações passam a começar mais cedo, às 21h. Foto: Victor Iemini

A partir da próxima semana a programação de Teatro #EmCasaComSesc entra em nova fase com os atores e as atrizes ocupando os palcos das unidades do Sesc na capital paulista. Com a mudança, o Sesc São Paulo passa a acolher versões de espetáculos com estruturas maiores, que contarão com os recursos do palco para uma transmissão de melhor qualidade. 

Nesta nova fase, os teatros receberão as peças sem a presença do público e dentro de todos os protocolos de segurança. As apresentações nos teatros das unidades serão intercaladas com as lives realizadas na casa dos artistas. Em novo horário, mais cedo, às 21h, a série terá apresentações aos domingos, quartas e sextas. Os espetáculos podem ser assistidos no YouTube do Sesc São Paulo - youtube.com/sescsp -  e no Instagram do Sesc Ao Vivo - @sescaovivo

O formato híbrido, com a manutenção das transmissões realizadas da casa dos artistas, permite que a série continue oferecendo encontros com nomes de outros estados e com atores e atrizes em condições de maior vulnerabilidade ao coronavírus. Ao reabrir as portas dos palcos do Sesc, dá-se oportunidade a mais profissionais para realizarem seu trabalho, ajudando a estimular o setor cultural.

O novo formato será estreado com o espetáculo "A Desumanização", com Fernanda Nobre e Maria Helena Chira, nesta quarta-feira, dia 7, às 21h, diretamente do Sesc Santana, mesmo palco em que a peça estreou, em 2019. O espetáculo é uma adaptação para o teatro do livro homônimo do premiado autor português Valter Hugo Mãe. Sucesso de crítica e público, a montagem foi vista por quase 5 mil espectadores, incluindo o próprio escritor. 

No enredo de "A Desumanização", a personagem Halldora relembra a infância e o que a fez deixar sua cidade natal, na Islândia. A morte da irmã gêmea, o envolvimento com um homem ofuscado por um segredo e a difícil tarefa de existir numa comunidade opressora são os elementos com que tem que lidar, a partir dos recursos próprios da infância. A peça retrata poeticamente a busca da identidade e da integridade de uma mulher em luta íntima para encontrar o espaço de sua existência. Classificação: 14 anos.

Na sexta-feira, dia 9, ao vivo do palco do Sesc Ipiranga, tem a montagem "Lugar Nenhum" com a Companhia do Latão. Inspirada na obra do autor russo Anton Tchekhov (1860 - 1904) e escrita por Sérgio de Carvalho com colaboração do elenco, a peça propõe uma reflexão atual sobre aspectos que acompanham a sociedade brasileira desde o período colonial, como a exploração do trabalho, o racismo, a violência institucional, e outros elementos que culminam nas práticas naturalizadas de extermínio das populações periféricas, negras e indígenas no país. 

O espetáculo "Lugar Nenhum" se passa numa casa de praia onde uma família de artistas se reúne para comemorar o aniversário de seu filho. Debates ideológicos sobre arte e política no Brasil se misturam aos pequenos estragos e violências cotidianas. A montagem tem dramaturgia e direção de Sérgio de Carvalho. Classificação: 16 anos .

Encerrando a semana, no domingo, dia 11 de outubro, o ator Duda Woyda apresenta "Caio F. em Casa". Trata-se de uma versão intimista, baseada no espetáculo solo "O Outro Lado de Todas as Coisas", do próprio artista e com direção de Marcus Lobo e Rafael Medrado. Realizada entre 2016 e 2019, em Salvador, na Bahia, a montagem foi exibida em diversos festivais brasileiros. 

Agora, a nova versão, que une ficção e realidade, busca estabelecer uma troca e preencher o vazio experimentado devido ao isolamento social pelo qual passamos, falando das dores e delícias do amor e de como podemos nos proteger de tamanha fragilidade como a que vivemos. A peça tem direção de Marcus Lobo, dramaturgia de Djalma Thürler e colaboração de Rafael Medrado e Mariana Moreno. Classificação: 12 anos.

Agenda de 7 setembro a 11 de outubro, às 21h

Quarta-feira, 7 de outubro: Fernanda Nobre e Maria Helena Chira em "A Desumanização" - diretamente do palco do Sesc Santana.
Sexta-feira, 9 de outubro: Companhia do Latão em "Lugar Nenhum" - diretamente do palco do Sesc Ipiranga.
Domingo, 11 de outubro: Duda Woyda em "Caio F. em Casa" - diretamente da residência do artista.

.: Entrevista: Andrea Beltrão faz um balanço do trabalho em "Hebe"


Atriz foi indicada ao Emmy Internacional pela interpretação de Hebe Camargo. Equipes de direção de arte, figurino e caracterização da série tiveram acesso à casa, objetos pessoais, roupas e sapatos originais da artista. Foto: Globo/Fábio Rocha 

Ao longo de dez episódios o público pode acompanhar, desde a adolescência, momentos-chave da vida de Hebe Camargo. Alguns, quando ela ainda nem imaginava que seria consagrada uma das damas da televisão brasileira. A série "Hebe" chegou ao fim na última quinta-feira, dia 1º de outubro, trazendo mais algumas páginas da história da apresentadora, como a morte do segundo marido, Lélio Ravagnani (Marco Ricca) e a homenagem recebida no programa "Domingão do Faustão".

Original Globoplay, desenvolvida pelos Estúdios Globo, a série foi criada e escrita por Carolina Kotscho, tem direção artística de Maurício Farias e direção de Maria Clara Abreu. Andrea Beltrão, que interpretou a loira na fase adulta e está indicada ao Emmy Internacional 2020 pelo papel, falou da saudade que sente desse trabalho e conta qual é a mensagem que espera que "Hebe" deixe para o público.


Como foi acompanhar a exibição da série na TV aberta, ainda mais agora que você tem perfil em rede social?
Andrea Beltrão -
Adoro assistir aos programas na TV, na hora em que vão ao ar, ouvir as televisões dos vizinhos, é muito divertido. Na rede social, onde sou novata e ainda estou me “encontrando”, foi muito legal. Puder fazer várias homenagens para Hebe, para o elenco, para a equipe, e mostrar algumas fotos dos bastidores, que são sempre saborosas e mostram um pedacinho do nosso trabalho. Os comentários foram super carinhosos, sempre. A Hebe era, é, e sempre será muito querida. Peguei uma carona no brilho dela.


Assistir ao último episódio indicada ao Emmy tem um gostinho diferente?
Andrea Beltrão - 
Ah, tem sim, porque essa indicação é muito importante, não só para mim, mas para todos nós que trabalhamos neste ofício de contar histórias, de mostrar nossa cara, nossa vida, falar da nossa realidade, das coisas que nos dizem respeito. Falar da nossa aldeia é falar para muitos.


O que mais te deixa saudade desse trabalho?
Andrea Beltrão - 
Tudo me deixa com saudade. As pessoas, os cenários, as roupas, o sotaque, o jeito Hebe de ser, e a história dela. Outra coisa que me traz muita saudade é a ligação com a figuração, que fazia as cenas de palco comigo. Eles foram importantes e muito atenciosos, me ajudaram demais, e sem a animação deles nas gravações, as cenas de plateia simplesmente não existiriam.


Que mensagem você espera que a história da Hebe deixe para o público?
Andrea Beltrão - 
Ela dizia uma coisa simples, mas que adoro: “Viva cada minutinho da sua vida. Com paixão”. E ela fez isso como ninguém. Que mulherão essa tal de Hebe Camargo! E, agora, um pedacinho dela mora dentro de mim.

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