domingo, 7 de março de 2021

.: Civilização Brasileira relança obra de Rosa Luxemburgo


Lançamento marca também os 150 anos do nascimento da filósofa, nascida em 5 de março de 1871, na Polônia.

Após décadas fora das prateleiras, o título clássico de Rosa Luxemburgo retorna em nova edição com projeto editorial exclusivo da editora Civilização Brasileira com a tradução original do cientista político Moniz Bandeira e prefácio do escritor e professor Fábio Mascaro Querido, que contextualiza a importância da obra no século XXI.

O capital pode se acumular indefinidamente? Para responder a essa questão clássica da Economia Política, em "A Acumulação do Capital", a cientista, professora e militante marxista Rosa Luxemburgo defende a tese de que, para se expandir e acumular, o capitalismo necessitou de seu braço político, o imperialismo.

Ao estudar o volume II de "O Capital", Luxemburgo percebeu que o tomo trazia uma lacuna na discussão sobre acumulação, que teve seu desenvolvimento interrompido pela morte de Karl Marx. A obra magna da pensadora polonesa foi, então, escrita para buscar resolver esse ponto. A cientista analisa de que forma grandes nomes da economia, como Quesnay, Smith, Ricardo, Say, Sismondi, Vorontsov, Nikolai-on, Bulgakov e outros tratam o assunto e explica como e por que apenas formulações matemáticas abstratas são inexatas para elucidar a realidade histórica.

Um dos maiores méritos de A acumulação do capital é o modo como Luxemburgo percebe, descreve e formula as condições históricas e sociais que viabilizam a expansão e a acumulação por parte dos capitalistas. Ao fazer isso, a filósofa e economista enfoca o imperialismo – com suas políticas violentas, militarizadas, desagregadoras e exploratórias de povos e terras não capitalistas – bem como o regime financeiro internacional, que então se iniciava. Segundo Luxemburgo, este, por meio de empréstimos internacionais, permitiu à estrutura capitalista global de acumulação crescer.

Esta edição reúne o texto da principal obra de Rosa Luxemburgo – traduzido pelo célebre cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira –, um apêndice com “Crítica dos Críticos ou o que os Epígonos Fizeram da Teoria Marxista” – assinado pela pensadora polonesa – e o prefácio “Do Centro à Periferia: a atualidade de Rosa Luxemburgo”, de Fabio Mascaro Querido, professor do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Estadual de Campinas.

Sobre o autor
Rosa Luzemburgo (1871, Zamość/Polônia – 1919, Berlim/Alemanha) é uma das mais importantes pensadoras marxistas do século XX. Sua vida uniu prática e teoria. Conhecida por sua excelente capacidade oratória, iniciou sua luta política no movimento operário ilegal aos 17 anos, participou da criação do Partido Comunista Alemão (KPD), escreveu livros e ensaios insubmissos a linhas doutrinárias e defendeu um socialismo democrático. Morreu assassinada pela GKSD, unidade paramilitar de elite, convocada pelo governo alemão. A acumulação do capital, editado pela Civilização Brasileira, é considerada sua obra mais importante.

O que disseram sobre o livro

“['A Acumulação do Capital'] seu grande livro sobre o Imperialismo.”
– Hannah Arendt

“À luz dos desafios do presente, Rosa Luxemburgo torna-se uma grande fonte de inspiração para uma releitura a um só tempo marxista e decolonial (e, por que não, ecológica) do capitalismo moderno.”
– Fábio Mascaro Querido


Ficha técnica:
Livro: 
"A Acumulação do Capital"
Autora: Rosa Luxemburgo
Título original: "La Acumulación del Capital"
Tradução: Luiz Alberto Moniz Bandeira
Páginas: 588
Editora: Civilização Brasileira | Grupo Editorial Record
Link na Amazon: https://amzn.to/2O1yohd

.: #Grátis: show online do Pato Fu marca volta aos palcos neste domingo


Pato Fu volta aos palcos, pela primeira vez na pandemia, com o show “Música de Brinquedo 2”, ao lado do Grupo Giramundo. O espetáculo reúne clássicos da música pop nacional e internacional, interpretados por instrumentos em miniatura. A transmissão acontece neste domingo, dia 7 de março, às 16h, diretamente do Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube, dentro do programa Diversão em Cena. Foto: Bruno Paraguay


Neste domingo, dia 7 de março, às 16h, os fãs do Pato Fu já podem matar saudade da banda mineira que, há quase 30 anos, se destaca pela originalidade, com trilhas marcantes em novelas e premiações, como Grammy Latino e Disco de Ouro. Depois de longo período de isolamento, o grupo faz a primeira live com o show “Música de Brinquedo 2”, que será transmitida diretamente do palco do Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (Belo Horizonte), a partir das 16h, pelo Youtube da Fundação ArcelorMittal e pelo facebook do programa Diversão em Cena. 

A classificação indicativa é livre, com duração de 60 minutos e acessível em libras. Esta apresentação é viabilizada por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, com patrocínio da ArcelorMittal e produção/curadoria da Lima Produções Culturais.

Durante a transmissão, o público confere versões de clássicos da música pop nacional e internacional, interpretados por novos brinquedos e instrumentos em miniatura, como saxofones de plástico, kazoos, pianinho de brinquedo e tecladinhos de R$1,99. Entre as canções que ganharam versões “de brinquedo” estão Severina Xique-Xique, clássico de Genival Lacerda, e “Kid Cavaquinho”, conhecida na voz de Maria Alcina. 

A mistura de estilos e línguas típica desse projeto segue firme com “Datemi Un Martelo” (Rita Pavone) e “Livin La Vida Loca” (Ricky Martin), além de “Private Idaho” (The B 52’s) e “Every Breath You Take” (The Police), que soam como uma declaração de amor aos anos 80, maior fonte de inspiração da banda. 

O rock nacional também se faz presente com “Mamãe Natureza” (Rita Lee), “I Saw You Saying”, dos Raimundos e “Rock da Cachorra” de Eduardo Dusek. “Não Se Vá” (Jane e Herondy) revela os dramas pessoais dos bonecos Ziglo e Groco, monstrinhos, que acompanham a banda nas turnês. 

O repertório adulto somado à sonoridade em miniatura resulta mais uma vez em diversão garantida para pais e filhos. “Sem exclusões, todo mundo no mesmo quadrado, já que a música tem muitas camadas para todas idades, cada turminha com sua história. Da mesma forma, cada autor das canções ganha com essas versões uma espécie de homenagem, uma apresentação em embalagem de luxo para as novas gerações”, diz Fernanda Takai.

Estão previstas ainda durante o show, interações com o público, ao vivo, pelas redes sociais do Diversão em Cena, com sorteios de DVDs do “Música de Brinquedo 2”.  O Pato Fu continua sendo formado pelo núcleo original: Fernanda Takai, John Ulhoa e Ricardo Koctus. Glauco Mendes (bateria) e Richard Neves (teclados) completam a banda, que para esse show conta também com Thiago Braga e Camila Lordy pilotando os mais variados tipos de brinquedos e miniaturas. Nos vocais de apoio: Groco e Ziglo, monstrinhos criados do Grupo Giramundo de Bonecos, manipulados pelos mestres Marcos Malafaia, Beatriz Apocalypse e Ulisses Tavares.

O cenário - baseado nos desenhos da conhecida ilustradora mineira Anna Cunha para o projeto gráfico do álbum - foi criado pela designer Andrea Costa Gomes e o arquiteto Fernando Maculan, com desenho de luz de Adriano Vale. Passados dez anos desde o primeiro Música de Brinquedo, esse projeto improvável do Pato Fu ganhou Disco de Ouro, Grammy Latino e vários outros prêmios, virou DVD e turnê, que se estende até hoje. 

Sobre o Pato Fu
Com quase 30 anos de estrada, o Pato Fu não cansa de se reinventar. A banda mineira que já se destacou nas principais premiações nacionais, conquistou um Grammy Latino, vendeu discos de ouro e emplacou canções em trilhas de novela, é conhecida por se manter incansavelmente original;

O grupo mineiro que possui 13 discos e cinco DVDs lançados, atualmente é composto por Fernanda Takai (voz), John Ulhoa (guitarra), Ricardo Koctus (baixo), Glauco Mendes (bateria) e Richard Neves (teclados). A banda coleciona hits autorais - entre eles "Canção pra Você Viver Mais", "Sobre o Tempo", "Perdendo Dentes", "Antes que Seja Tarde", "Simplicidade", "Depois" e "Made in Japan" - e também é conhecida pela criatividade e originalidade em suas regravações, a exemplo de "Ando Meio Desligado" (Os Mutantes), ou "Eu Sei" (Legião Urbana).

Além de shows por todo Brasil, a banda já se apresentou no Japão, Portugal, Inglaterra e Estados Unidos, e tem sido reconhecida como um dos grupos mais criativos do cenário Pop atual. John, guitarrista e principal compositor do grupo, define: "Somos a mesma banda. Não somos mais a mesma banda."

Programa Diversão em Cena Online
Considerado o maior programa de formação de público para teatro infantil no Brasil, esta apresentação é viabilizada por meio da Lei Estadual de Incentivo de Minas Gerais, com produção da Lima Produções Culturais. O Diversão em Cena tem o objetivo de contribuir para a democratização da cultura e oferecer uma programação regular de qualidade. Ao longo da década, mais de 425 mil pessoas conferiram os mais de 1,3 mil espetáculos.

Lima Produções Culturais
Produtora Cultural especializada em artes cênicas. Atua desde a concepção, organização, execução e pós-produção de projetos culturais. Possui em seu currículo diversas produções de espetáculos teatrais, bem como projetos culturais. Tem como Diretor Marcelo Carrusca, com ampla formação em Artes Cênicas / Produção e uma larga experiência como ator, diretor e produtor cultural.

Principais eventos/Projetos: Cinema na Praça - Exibições de longa-metragem em Canãa dos Carajás, PA; Mostra Integracine - Exibições de longa-metragem em Contagem/MG; Turnê Espetáculo “Deuses” – na Itália e na Grécia; Produção do II International Cultural Exchange com o Grupo Jobel de Teatro de Roma (Ouro Preto, Belo Horizonte e São Paulo/Brasil); Turnê do espetáculo “A fantástica floresta” por São Paulo e Bahia;

Serviço
Pato Fu em live show “Música de Brinquedo 2”
Com participação do Grupo Giramundo de Bonecos
7 de março, domingo – 16h
Transmissão ao vivo do Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube
Pelo Youtube Fundação ArcelorMittal e Facebook Diversão em Cena
Duração: 60 minutos | Classificação indicativa: livre | Acessível em libras




.: "Leopoldina, Independência e Morte" volta à cena em espetáculo online


O autor e diretor Marcos Damigo propõe uma releitura de peça que já foi vista por mais de 10 mil pessoas. Foto: Alexandre Leal

Um ano depois de interromper sua quinta temporada no teatro por conta do início da pandemia, “Leopoldina, Independência e Morte” volta com nova linguagem para apresentações online com estreia no Dia Internacional da Mulher, 8 de março, às 20h30.

As sessões são gratuitas (contribuição voluntária), e acontecem em três horários de terça a sexta - às  10h30, 15h30 e 20h30. A grade de horários foi pensada visando possibilitar escolas a incluírem a atividade no âmbito do estudo da História do Brasil, feminismo e audiovisual por exemplo. Será disponibilizada uma revista digital com material de apoio com informações extras e um glossário.

No final de semana, dias 13 e 14, as apresentações acontecem em dois horários, 15h30 e 20h30, totalizando 17 apresentações no YouTube e  Facebook com interpretação em Libras no Facebook e opção de legenda no YouTube. A nova versão do espetáculo foi viabilizada por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc (Lei 14.017/20 do Governo Federal), através do PROAC (Programa de Ação Cultural) do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

Idealizado por Marcos Damigo, o projeto nasceu em 2017 com experimentos abertos ao público no Museu do Ipiranga e, além das temporadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, a peça foi veiculada pela TV Brasil no programa Curta Temporada e publicada em livro pela Editora Giostri. Ao todo, o espetáculo já teve mais de 10 mil espectadores desde sua estreia no CCBB São Paulo em 2018.

A obra retrata uma imperatriz Leopoldina ainda desconhecida por grande parte dos brasileiros: culta e preparada, foi além do papel que lhe cabia em seu tempo histórico. Primeira mulher a se tornar chefe de Estado do Brasil, teve importância decisiva no processo de independência. Engravidou nove vezes e morreu aos 29  anos.

Para a reestreia via internet, o autor e diretor Marcos Damigo apresenta uma releitura com Sara Antunes como Leopoldina (na foto de Otávio Maciel Gonçalves), Plínio Soares no papel de Bonifácio e Ana Eliza Colomar trazendo a música para o centro da cena com flauta transversal e violoncelo.

“Além de simplesmente veicular uma versão gravada da peça, optamos por investigar esse lugar estranho, que não é nem teatro nem cinema. Se por um lado não temos o calor humano da presença que tanto alimentou este trabalho desde o primeiro encontro com o público em 2017, temos agora outros recursos para nos auxiliar”, diz Damigo. 

“As cenas acontecem em espaços que dialogam com o texto. A natureza, tão cara a Leopoldina, passa a ser quase um personagem na primeira cena, gravada no Parque Estadual da Cantareira. O delírio da terceira cena ganha concretude com a possibilidade da edição de imagens e do uso de efeitos sonoros e visuais”, conclui.

Sinopse
O espetáculo recria três momentos da vida da arquiduquesa austríaca que viveu no Brasil no século XIX, entre 1817 e 1826: recém-chegada da Áustria, ela relata a uma interlocutora estrangeira suas primeiras impressões sobre o Brasil; num segundo momento, Leopoldina, agora imperatriz, e José Bonifácio, seu principal aliado, analisam o complexo processo de independência após um acerto de contas; e, por fim, num delírio que consumiu seus últimos dias, ela relaciona sua vida, sua época e os projetos em disputa naquele momento com os dias de hoje.

A origem do espetáculo
“O ensaio publicado pela escritora e psicanalista Maria Rita Kehl no livro ‘Cartas de Uma Imperatriz’ (Estação Liberdade) foi o estopim para encontrar o recorte de uma história tão rica e interessante, enfatizando a transformação da princesa europeia em estadista consciente de seu tempo histórico. Queremos também mostrar para o público de hoje o projeto de um país que, infelizmente, fracassou com a sua morte e o exílio de Bonifácio. Falar deste sonho de quando o Brasil se tornava uma nação independente é importante para nós, principalmente neste momento em que parecemos ter que negociar pressupostos muito básicos dos entendimentos sobre a vida em sociedade”, conta o autor e diretor Marcos Damigo.

Esta montagem é um sonho acalentado por Damigo há vinte anos. Suas inspirações para jogar luz sobre o legado da primeira mulher a se tornar chefe de Estado do Brasil (em duas situações ela governou o Brasil como regente interina: setembro de 1822, quando a independência foi proclamada, e no final de 1826, já em seu leito de morte), surgiram de um mergulho profundo na história de Leopoldina publicada em biografias, artigos e cartas – trechos das correspondências estão no texto no espetáculo. Falas de Bonifácio também foram extraídas de escritos do primeiro brasileiro a ocupar o cargo de Ministro de Estado. O historiador Paulo Rezzutti, autor do livro “D. Leopoldina, a História não Contada" (Editora Leya), prestou consultoria histórica para a peça.

Sobre a imperatriz Leopoldina
Descendente dos Habsburgos, a família mais poderosa do início do século XIX, Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda de Habsburgo-Lorena nasceu em Viena, capital da Áustria, em 22 de janeiro de 1797. Era filha do imperador Francisco I da Áustria e de Maria Teresa da Sicília. Foi a primeira imperatriz brasileira e ficou conhecida popularmente como D. Maria Leopoldina. Deixou sua terra natal rumo ao Brasil para casar-se com Dom Pedro I, em um matrimônio arranjado típico daquela época.

Leopoldina chegou ao Brasil com 19 anos, morreu aos 29 e engravidou nove vezes. Articuladora e estrategista, foi responsável por ações cruciais para a política da época, mas seu grande feito como estadista não foi reconhecido até os dias atuais: enquanto regente interina durante viagem de Dom Pedro a São Paulo, ela reúne os ministros e decide pela independência do Brasil no dia 2 de setembro de 1822. Na peça, ela clama pela autoria do momento histórico e questiona a escolha do dia 7 de setembro para sua celebração.

Gostava de teatro e literatura e falava vários idiomas, além de ser botânica e mineralogista. Segundo Maria Rita Kehl, D. Pedro continuava dependendo de Leopoldina. "Ela o orientava politicamente, comunicava-se com representantes de países estrangeiros com mais desenvoltura, falava mais línguas e era mais culta do que ele. Mas Pedro vingava-se da superioridade da esposa desmoralizando-a como mulher". Conforme a paixão de D. Pedro por Domitila se tornava pública e ela ficava cada vez mais poderosa, Leopoldina e o projeto político que representava foram perdendo força. Morreu após um aborto, deixando cinco filhos, entre eles o sucessor do trono, Dom Pedro II.

Ficha técnica
Espetáculo:
"Leopoldina, Independência e Morte"
Autor e diretor artístico: Marcos Damigo
Elenco: Sara Antunes e Plínio Soares
Música: Ana Eliza Colomar
Figurinos: Cássio Brasil
Cabelo e maquiagem: Otávio Maciel Gonçalves
Assistente de direção e produção: Vítor Gabriel
Produção Audiovisual: Central SP Produções
Direção/Edição: Alexandre Leal
Direção de fotografia e câmera: Jones Kiwara
2ª câmera e fotografia still: Josemar Gouveia
Áudio: Wagner Pulga
Produção: Orlando Chavatta
Assessoria de comunicação: Agência Fervo - Priscila Cotta, Teresa Harari e Fabiana Cardoso
Design gráfico: Ramon Jardim
Diretora de produção: Fernanda Moura
Realização: Palimpsesto Produções Artísticas

Serviço
Espetáculo: "Leopoldina, Independência e Morte"
YouTube com opção de legenda.
Facebook com interpretação em Libras.
As apresentações não ficam no ar após a exibição.
Estreia nesta segunda-feira, dia 8, às 20h30.
Terça-feira, dia 09, às 10h30, 15h30 e 20h30.
Quarta-feira, dia 10, às 10h30, 15h30 e 20h30.
Quinta-feira, dia 11, às 10h30, 15h30 e 20h30.
Sexta-feira, dia 12, às 10h30, 15h30 e 20h30.
Sábado, dia 13, às 15h30 e 20h30.
Domingo, dia 14, às 15h30 e 20h30.
Contribuição voluntária:
Chave Pix: 
leopoldinaproducao@gmail.com 

.: Cris Linnares fará mediação de sessões de terapia coletiva pela internet


Autora de "Doidas no Divã", Cris Linnares convida todas as mulheres para celebrarem esse mês de março, o mês da mulher, de uma forma diferente. A terapeuta vai mediar quatro sessões de terapia coletiva  nos dias: 8,9,10, 11 de março sempre as 12h12 no canal do instagram (@crislinnaresoficial).

Sem máscaras, sem "mimimi" e com muita verdade!  Esse espaço foi criado para que a mulher possa expressar o que está realmente sentindo. Se possível rir de tudo que se passou e chorar o que não chorou. Mas a ordem da terapeuta Cris Linnares é para que não vá sozinha, leve com você uma das mulheres que mais ajudou você nesse processo. Aquela sua heroína, ou como alguns chamam a tal da sua “mulher maravilha''.

Cris Linnares, psicóloga e terapeuta há mais de 20 anos, defendeu por anos - assim como diversos especialistas do mundo, que o tal do complexo de “maravilha” é o culpado de todos os estresses e ansiedades da mulher . A especialista vai usar esse canal para pedir "desculpas" publicamente por ter criticado e tentado excluir a mulher maravilha. Com a pandemia, ela mesmo descobriu que na verdade, é preciso que a mulher maravilha permaneça porque ela realmente é uma força, mas que precisa ser reinventada! 

"Hoje o que a nossa heroína está precisando não é de mais crítica, mas sim de compreensão. Não de mais cobrança, mas de colo. E não ser expulsa da nossa vida, mas abraçada e reconhecida! Afinal todas as mulheres aprenderam durante essa pandemia que 'mulher maravilha' não é apenas um complexo que traz estresse e ansiedade, mas é um arquétipo que dá força quando ela é vista com graça. As mulheres tiveram que usar seus ultra poderes para se transformarem em professoras dos filhos, cuidadoras da casa, médicas de família, e conselheiras das amigas surtadas", explica a escritora.

Exaustas e sem tempo para serem mulherem para relaxar, para falar o que verdadeiramente sentem. Sem tempo para colocar os meus pés cansados para cima e a cabeça no lugar, lugar esse, que ainda não sabem exatamente onde fica! "Ah, pandemia. Bendita você, que trouxe tantas complicações, emoções e reflexões... Trancadas com direito a viajar da cozinha para sala, prisioneiras nas próprias casas. Natal sem aglomeração da família, virada do ano sem fogos, e Carnaval sem festa. Lidar com perdas, problemas, planos frustrados! Aprender a navegar nesse 'novo normal'” sem se afundar na dor da saudade daquela vida antiga, onde máscaras eram parte de fantasia… ufa!", finaliza.

Nesses encontros, as mulheres maravilha do divã, não precisam - nem deveriam - falar sobre como conseguir mais seguidores, mas como podemos nos tornarmos mais líderes de si mesmas. Ou até mesmo para dar dicas de como aumentar nossa produtividade, mas sim, será usado para aprender mulher pode encontrar na graça de ser maravilha/maravilhosa o equilíbrio e a paz. A ideia dos encontros é de acolhimento. Enaltecer e colocar a sua mulher maravilha no divã. Sem tanta cobrança, esse é um papel que a sociedade já exerce sem dó nem piedade! No Divã com Cris Linnares, as mulheres poderão compartilhar aprendizados de valor e respeito e redescobrirem a maravilha que é ser mulher.

.: Diário de uma boneca de plástico: 7 de março de 2021

Querido diário,

Confesso que gostaria de entender, mas... não é possível. 

Vou começar do início. 

Sou a Donatella Fisherburg uma Barbie que acabou se rendendo a brincar no Reface App. Olha só eu de Sissi, a Imperatriz. Eu amei, confesso! Mas, acredite, coleciono Barbies!

Eis que uma loja, que carrega FELIZ no nome, terminou, nesse ano, de me deixar sem paciência com a fala: "Deixa o seu telefone. Chegando a gente manda as fotos!"

É que esse discurso não funcional, já está velho e eu cansei de ouvir dos mais variados vendedores.

Afinal, o tal produto chegou e não fui avisada -como sempre aconteceu. Mesmo eu tendo perguntado sobre na semana passada, via ZAP, e, dois dias antes, tenha passado na tal loja física.

Após anos... Nessa de passar o número de telefone para nada esgotou.

Toda essa conversa furada acontece desde a época em que eu usava o WhatsApp no meu Nokia Lumia... Só para ter uma ideia do tanto de anos que essa atitude dos vendedores felizes se repete.

Ao longo desses muitos anos nunca recebi qualquer alerta dos "interessados vendedores".

No último dia, antes de ser instalado o toque de recolher das 20 horas, ouvi mais uma vez a fala do "deixa o seu telefone". Respirei fundo para ainda ouvir o complemento de que "eu era colecionadora". 

Terminei de ver as novidades e me retirei da loja, com educação, enquanto que por dentro a minha vontade era a de mandar ir com o tal Solzinho para... melhor deixar pra lá.

Beijinhos pink cintilantes e até amanhã,

Donatella Fisherburg
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.: Trovadores Urbanos: 30 anos em seis lives espetaculares


Em comemoração aos 30 anos de carreira dos seresteiros Trovadores Urbanos seis lives com músicas e histórias vividas pelo grupo estão sendo transmitidas pelas páginas do grupo no Facebook e Youtube, a cada semana, durante o mês de março.  A terceira terá como tema o show “Copacabana” e acontecerá nesta segunda-feira, dia 8 de março, às 20h.

O convidado especial da Live será Tito Teijido, diretor musical desse espetáculo.  Os Trovadores vão homenagear as  mulheres no seu dia. Gravações antigas  como a do programa de Hebe Camargo, vídeos do grupo do início dos anos 2000 e depoimentos de mulheres  cantoras e produtoras , que trabalham com os Trovadores Urbanos.  

O show "Copacabana" se transformou em CD, sugestão de Zuza Homem de Mello, e todo clima do Rio de Janeiro, anos 50, boemia e a “pré-bossa nova” é o universo retratado no caprichado álbum. A direção desse trabalho foi de Mauricio Mestro. O projeto "Trovadores Urbanos - 30 Anos" celebra a carreira de sucesso do grupo, que conta com mais de 100 mil serenatas, centenas de shows, turnês internacionais, oito CDs, dois DVDs e muitas histórias vividas em janelas pelo Brasil e pelo mundo. 

Durante a caminhada, o grupo foi além da música e, levantando a bandeira do afeto, também produziu polos de musicalização para comunidades carentes da cidade de São Paulo, através do Instituto Trovadores Urbanos. As lives são gratuitas e transmitidas pelo Facebook e Youtube dos Trovadores Urbanos.

.: "Eu Nasci pra Ser Miss" faz temporada online a partir desta segunda


O Alvenaria Espaço Cultural abre a programação de março com a temporada online do espetáculo "Eu Nasci pra Ser Miss", sit down tragedy de Luluh Pavarin que estreia no dia 8 de março e fica em cartaz até dia 29, às segundas-feiras, às 20h. A peça acontece ao vivo no espaço e será transmitida pela internet. Os ingressos custam R$ 20 (ou R$ 10 a meia-entrada) e a bilheteria será revertida totalmente para os artistas. 

O monólogo de humor, escrito e interpretado  pela própria Luluh, narra acontecimentos tragicômicos que perpassam os anos de formação de uma miss mirim. Baseado na memória da performer, suas vivências, assim como a de amigos e conhecidos, a peça transforma fatos em ficção, com boas doses de um humor bem ácido.

"Eu Nasci Pra Ser Miss" foi elaborado em 2009 em uma apresentação para o Satyrianas, em uma das tendas que teve a curadoria de Mário Bortolotto. Entre várias atrações como shows, teatro e poesia, ele convidou alguns amigos para contarem histórias trágicas e cômicas, que ele intitulou de stand up tragedy. Onze anos depois, Mário retomou a ideia como uma das atividades do Cemitério de Automóveis. A partir de então, Luluh passou a apresentar o espetáculo de maneira online, de sua casa. Essa vai ser a primeira vez que a peça será encenada em uma sala de espetáculos.

Com o texto em constante mudança - ele surgiu como uma esquete de 15 minutos e hoje tem 50 - Luluh conta que traz histórias que escutou na infância e adolescência, e assim partiu para a ficção. "Falo sobre o mal-estar imposto às mulheres pelos padrões estéticos convencionais. O culto a aparência é um regime de escravidão como forma de aceitação social, e acontece desde a infância. Meninas são estimuladas - antes de tudo - a serem bonitas”, explica a atriz.

“Um exemplo de como essa lógica perversa opera pode ser observado nos concursos de beleza infantil, onde meninas são maquiadas e vestidas como bonecas, incentivadas pelos pais. Elas passam a encarar as outras como rivais, centradas apenas na trivialidade da aparência, e não têm como compreender que o que está sendo valorado é apenas um conjunto de aspectos físicos impostos pela ditadura do biotipo, que, evidentemente, objetifica o feminino, tornando-o enfeite fetichizado para o olhar masculino", conclui. 

Ficha técnica:
Espetáculo: 
 "Eu Nasci pra Ser Miss"
Texto, direção e atuação: Luluh Pavari
Duração: 45 minutos
Classificação: 14 anos
Quando: segundas-feiras, de 8 a 29 de março, às 20h
Onde: www.sympla.com.br/alvenaria
Ingressos: R$ 20 - revertidos totalmente para os artistas

Sobre o Alvenaria Espaço Cultural
Idealizado por Bia Toledo e Tati Bueno, o espaço é gerido por mulheres e aberto para todes. O Alvenaria é um espaço cultural colaborativo independente e multiplataforma que existe desde 2018 e oferece uma programação variada de cursos online e presenciais, shows independentes, peças de teatro e exposições de arte. Também é sede da “Nossa Companhia de Teatro” e tem espaços para ensaios de teatro, música, dança, cursos, produções de foto e cinema, loja colaborativa e um café/bar.

A curadoria visa abrir espaço para artistas de diversas áreas mostrarem seu trabalho, repensando os modelos de sustentabilidade da cultura. Entre as suas atividades se destacam alguns projetos: Curtaria, mostra permanente de curtas-metragens, privilegiando a cena independente; Sexta Autoral, shows de músicos independentes; Dramaturgia na mesa, projeto de leituras dramáticas de autores da cena contemporânea. Com pouco mais de 2 anos, já realizou cerca de 200 eventos entre shows, cursos, peças de teatro, aniversário e casamentos. Circulam pela casa cerca de 400 pessoas por semana.

sábado, 6 de março de 2021

.: #ResenhaRápida: Eliete Cigaarini, atriz de teatro e televisão


Por 
Helder Moraes Miranda e Mary Ellen Farias dos Santos, editores do Resenhando.

Grande atriz do teatro e da televisão, Eliete Gigaarini está à frente da "ShakeCena", com a Cia. de Pesquisa Teatral, no espetáculo de teatro audiovisual "Bardo sem Filtro", que escancara o humor de obras de William Shakespeare. A inspiração da comédia vem de quatro peças do dramaturgo inglês: "A Megera Domada", "Trabalhos de Amor Perdidos", "Muito Barulho por Nada" e "Está Bem o que Bem Acaba".

Valorizar a comédia escondida por trás das cenas contidas em quatro peças de William Shakespeare foi o desafio imposto a si mesma pela atriz, que dirige o espetáculo que começa a ser apresentado em março a partir deste sábado, dia 6, e domingo, dia, além dos dias 13 e 14, 20 e 21, além de 27 e 28 de março. Encenado ao vivo com atores em suas casas, o espetáculo acontece aos sábados e domingos, às 20h. Nesta entrevista inusitada, Eliete Cigaarini responde perguntas que nunca foram feitas para ela antes.

#ResenhaRápida com Eliete Cigarini

Nome completo: Eliete Cigarini.
Apelido: Eli.
Data de nascimento: 11 de fevereiro de 1963.
Altura: 1,63m.
Qualidade: determinação.
Defeito: procrastinação.
Signo: aquário.
Ascendente: áries.
Uma mania: limpeza.
Religião: nenhuma, sou espiritualista.
Time: Corinthians.
Amor: pelo teatro.
Sexo: com paixão.
Mulher bonita: Ana Paula Arósio.
Homem bonito: Brad Pitt.
Família é: não ter espaço para mentiras.
Ídolo: Madonna.
Inspiração: Maryl Streep.
Arte é: transpiração e disciplina.
Brasil: uma piada!
Fé: no poder do universo.
Deus é: tudo aquilo que possuímos em nós mesmos.
Política é: ter responsabilidade com o povo.
Hobby: cuidar de plantas.
Lugar: Paris.
O que não pode faltar na geladeira: manteiga.
Prato predileto: comida japonesa.
Sobremesa: cheese cake de goiaba.
Fruta: lichia.
Bebida favorita: suco de laranja.
Cor favorita: roxo.
Medo de: perder alguém que amo.
Uma peça de teatro: "Os Sete Afluentes do Rio Ota", de Robert Lepage.
Um show: Ney Matogrosso - "Canto em Qualquer Canto".
Um ator: Leonardo DiCaprio.
Uma atriz: nossa, são muitas! Hoje escolho Kate Blanchett por "Blue Jasmine".
Um cantor: Milton Nascimento.
Uma cantora: Amy Winehouse.
Um escritor: José Saramago.
Uma escritora: Hilda Hilst.
Um filme: "A Chegada".
Um livro: "1984", de George Orwell.
Uma música: "Black to Black", de Amy Winehouse.
Um disco: "Things Are Swingin", Peggy Lee.
Um personagem: Carminha, de "Avenida Brasil".
Uma novela: "Avenida Brasil", de João Emanuel Carneiro.
Uma série: "Game of Thrones".
Um programa de TV: "Carpool Karaoke", com James Corden.
Uma saudade: abraçar os amigos.
Algo que me irrita: hipocrisia.
Algo que me deixa feliz: são as conquistas dos amigos.
Uma lembrança querida: abraço da minha mãe.
Um arrependimento: não ter estudado piano.
Quem levaria para uma ilha deserta? Leonardo DiCaprio.
Para quê? Conversar sobre cinema, se não encontrarmos algo mais interessante para fazer.
Se pudesse ressuscitar qualquer pessoa do mundo, seria... Antunes Filho para que ele pudesse deixar um herdeiro para o CPT – Centro de Pesquisa Teatral.
Se pudesse fazer uma pergunta a qualquer pessoa do mundo, seria... Eu perguntaria ao nosso presidente: Por que o senhor não vai procurar outra ocupação que melhor se adapte à sua pessoa?
Não abro mão de: assistir todos os dias uma série.
Do que abro mão: de fofocas.
Um talento oculto: cantar, estou me aprimorando a cada dia.
Você tem fome de quê? Arte para todos.
Você tem nojo de quê? De pessoas egoístas.
Se tivesse que ser um bicho, eu seria: gato.
Um sonho: viajar o mundo.
Teatro em uma palavra: paixão.
Televisão em uma palavra: diversão e conta bancária recheada.
Novela em uma palavra: folhetim.
O que seria se não fosse atriz: professora de literatura.
Ser atriz é: especialista em sentimentos humanos.
Ser mulher, hoje, é: um desafio diário para ser respeitada e livre.
Palavra favorita: empatia e sororidade.
Eliete Cigaarini por Eliete Cigaarini: uma mulher, mãe, artista em constante evolução.


"Bardo Sem Filtro"

Ficha técnica
Direção artística:
 Eliete Cigaarini.  Tradução e adaptação - Eliete Cigaarini. Programação visual e teasers - Cia ShakeCena. Assessoria de Imprensa – M. Fernanda Teixeira e Macida Joachim/ Arteplural. Elenco: Fernando Vieira, Maira Natássia, Carol Martinni, Bryan Parasky, Renan Villas, Caio Magaldi. Stand-In: Bárbara Pochetto. Narradores: Ivan Bonari e Thiago Heidje.

Serviço
Dias 6 e 7 de março, 13 e 14 março, 20 e 21 de março , 27 e 28 de março. Encenado ao vivo com atores em suas casas. Sábados e domingos às 20h. Ingressos a partir de R$ 12,50. Transmissão online pela plataforma Sympla. https://www.sympla.com.br/bardo-sem-filtro-obra-inspirada-em-textos-de-william-shakespeare__1071169



.: Letrux lança livro "Tudo o que Já Nadei - Ressaca, Quebra-mar e Marolinhas"


Considerada um dos maiores nomes da música contemporânea no Brasil na cena indie, Letrux lança pela editora Planeta "Tudo o que Já Nadei - Ressaca, Quebra-mar e Marolinhas", coletânea de textos inéditos que traduzem a voz potente e afetiva característica da artista. O livro é dividido em três partes: "Ressaca", que são os famosos textões, "Quebra-mar", apresentando os poemas da autora, e "Marolinha", que são os aforismos. 

Por meio dos escritos, Letrux discute temas como amor, arte, empoderamento e sexualidade, além de apresentar reflexões de vida. A obra convida o leitor a mergulhar na escrita da autora e revela uma nova vertente da artista: a poesia urbana, gênero que vem ganhando cada vez mais público e que engloba autoras best-sellers como Rupi Kaur e Ryane Leão, também publicadas pela Editora Planeta. Você pode comprar "Tudo o que Já Nadei - Ressaca, Quebra-mar e Marolinhas", de Letrux, neste link.

Sobre a autora
Letícia Novaes, a Letrux, é um dos nomes de maior destaque no cenário da música independente contemporânea. Seu primeiro disco como Letrux, "Em Noite de Climão", foi lançado em 2017 e a fez conhecida em todo o país. Em 2020, lançou o segundo álbum de seu projeto musical, "Letrux aos Prantos", com participações especiais de Liniker e Lovefoxxx. Esse álbum foi finalista do Grammy Latino de 2020, na categoria Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa.

Cantora, compositora, atriz, escritora e poeta, Letícia publicou o livro "Zaralha - Abri Minha Pasta" em 2015. Ainda em seus percursos literários, apresentou o show "Línguas e Poesias", declamando poetas a quem sempre teve devoção. Foi colunista de O Globo, no "Segundo Caderno", e atualmente assina uma coluna mensal no jornal Nexo. Alerta e sensível às questões de nosso tempo, Letícia acompanha e apoia causas como o feminismo e as lutas pela igualdade de gêneros e contra o racismo e a homofobia, entre outros temas, sobretudo os ligados aos direitos humanos.

O que disseram sobre o livro
"Aos goles, salgados, doces, etílicos e brandos, as três seções de Tudo que já nadei nos vão entrando pela cabeça, revirando ou se assentando nos nossos estômagos, mas chegam, certamente, ao coração." - Rita Von Hunty

Ficha técnica:
Título:
 "Tudo o que Já Nadei - Ressaca, Quebra-mar e Marolinhas"
Autora: Letrux
Páginas: 160 
Editora Planeta
Link na Amazon: https://amzn.to/3c0jxeA

.: Alice Cooper volta para suas raízes com CD "Detroit Stories"


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico musical.

Um veterano do rock retorna às suas raízes com uma celebração ruidosa de hard rock inspirada no som dos anos 60 e 70. Trata-se do lendário Alice Cooper, que acaba de lançar o CD "Detroit Stories", cuja sonoridade remete ao seu início de carreira.

E quem poderia imaginar que três dos álbuns lançados durante a pandemia Covid-19 seriam de roqueiros septuagenários da velha escola? Após o retorno feroz do Blue Oyster Cult (com o CD "The Symbol Remains"), e do AC / DC (com o album "Power Up"), Alice Cooper apresenta um álbum completo que vale a pena ouvir. É uma homenagem à cena original de rock & roll de Detroit,  que deu ao mundo The Stooges, The MC5, Mitch Ryder e The Detroit Wheels, The Rationals, Bob Seger e, claro, o próprio Alice Cooper.

"Detroit Stories" inclui versões cover de canções importantes dos dias de glória da cena do rock de Detroit, misturadas com novas canções que se complementam com a energia pré-punk crua do MC5, dos dos grupos mais influentes que ajudou a nortear o movimento punk.

O álbum também apresenta vários nomes conhecidos como convidados, de Detroit / Michigan, incluindo Wayne Kramer (do MC5) e Mark Farner (do Grand Funk Railroad,  de Michigan), além dos músicos que formavam a sua banda de apoio nos anos 70 e do virtuoso do blues-rock Joe Bonamassa.

Destaco as faixas "Rock´n Roll" (um sensacional cover da banda Velvet Underground), "Sister Anne" (do MC5) e "Devil With A Blue Dress" (de Mitch Ryder And The Detroit Wheels). Não foi nenhuma surpresa constatar que o produtor original de Alice Cooper, Bob Ezrin, estivesse de volta ao comando deste seu 21º álbum solo. Ezrin segue um caminho seguro através das variadas correntes musicais de Detroit Stories, resultando em um álbum extenso que, no entanto, se mantém unido como um todo coeso. Para se ouvir em alto e bom som!

"Rock´n Roll"

"Our Love Will Change the World"

"Social Debris"

.: Temporada gratuita da comédia digital "Novo e Normal" traz elenco de peso


Espetáculo “Novo e Normal” reestreia no canal do Youtube do Teatro Folha com acesso grátis ao público. 

O espetáculo digital “Novo e Normal” com os atores Elidio Sanna, Jair Oliveira, Juliana Alves, Paloma Bernardi, Samara Felippo, Sérgio Mamberti, Suely Franco e Tania Khalill reestreia no canal do Youtube do Teatro Folha com acesso grátis ao público. A temporada acontecerá de 6 a 28 de março, aos sábados às 22h30, e aos domingos, às 18h. “Novo e Normal”, dirigido por Ian Soffredini e Isser Korik, é uma parceria com elenco de peso do teatro e da televisão brasileira. 

A temporada é realizada com recursos do Proac Expresso, por meio da Lei Aldir Blanc, contemplado com recursos do edital 36/2020 - Produção e temporada de espetáculo de teatro com apresentação online. O espetáculo reúne histórias de quatro casais de idades e realidades diferentes, em situações inusitadas que enfrentam durante a pandemia, mostrando com muito humor o impacto em suas relações pessoais, como vivem e lidam com seus desafios nas circunstâncias atuais  que a humanidade está enfrentando.

“Novo e Normal” é transmitido ao vivo por streaming. Desenvolvido como uma nova linguagem de comunicação, com o cuidado de diferenciar-se do conceito de “teatro filmado”, o espetáculo aposta na dinamicidade, cenas curtas e interatividade para divertir o público de todos os cantos do Brasil e para brasileiros pelo mundo.

Sinopse
Walter (Sérgio Mamberti) e Sonia (Suely Franco) foram casados e se separaram depois que os filhos cresceram. Para se cuidarem durante a pandemia decidem voltar a morar juntos. Walter tem segundas intenções: quer reatar o casamento. Mas Sonia, maníaca por higienização e com medo do vírus, impõe a ele uma quarentena dentro de um quarto no apartamento dela. Tudo vai mudar quando descobrem o sumiço de Lurdes,  irmã de Walter.

Fernanda (Samara Felippo), filha da desaparecida Lurdes, é médica e está ocupadíssima trabalhando na linha de frente no combate à Covid19. Seu marido, André (Elídio Sanna), investiu toda sua economia em uma padaria gourmet que seria inaugurada uma semana depois de decretada a quarentena. Contrastando com o comportamento da mulher, André tem comportamento negacionista,  resistindo ao uso da máscara, o que abala a relação inconstante do casal.

Bel (Tania Khalill), irmã de Fernanda, foi a Nova York antes da pandemia para fazer um curso de ciência da felicidade. Seu amante, o músico Gerson (Jair Oliveira), deixa mulher e filhos no Brasil e segue para Nova York para se encontrar com Bel, com a desculpa de assinar um contrato com uma gravadora e fazer uma live musical, quando a mãe de sua amante desaparece. A delegada Paula (Juliana Alves), amiga de infância de Gerson, é casada com a psicanalista holística Amanda (Paloma Bernardi), que atende a desaparecida Lurdes, e se torna uma peça chave para o desvendamento do mistério de seu sumiço.

O texto foi criado pelos premiados dramaturgos Fabio Brandi Torres, Nanna de Castro e Sérgio Roveri, com a colaboração de Becky Sarfati Korich. A dramaturgia foi criada especialmente para os atores do elenco. A direção de Ian Soffredini e Isser Korik e a estrutura do texto seguem uma estética inspirada no filme Short Cuts (Robert Altman – 1993), no qual histórias aparentemente desconexas vão ganhando fios de interligação entre seus personagens de núcleos diferentes, formando um grande mosaico.

A produção
“Novo e Normal” é a primeira realização do Teatro Folha Online, em parceria com os participantes do projeto. Teatro Folha Online é um novo ramo da Conteúdo Teatral, produtora com vasto currículo em espetáculos teatrais de qualidade artística e visão comercial no Teatro Folha, espaço conhecido do público paulistano há quase vinte anos com uma das melhores programações da cidade. Enquanto o público não pode ir ao Teatro Folha, o Teatro Folha Online vai à casa do público, no Brasil e no mundo, para levar entretenimento, humor e reflexão sobre o momento em que vivemos.

Ficha técnica
Espetáculo: 
“Novo e Normal”
Elenco – Elídio Sanna, Jair Oliveira, Juliana Alves, Paloma Bernardi, Samara Felippo, Sérgio Mamberti, Suely Franco e Tania Khalill.
Dramaturgia – Becky Sarfati Korich, Fábio Brandi Torres, Nanna de Castro e Sérgio Roveri
Direção de arte - Fábio Namatame
Fotos – Eduardo Leã
Assessoria de Imprensa –  Claudio Marinho
Coordenação de marketing: Emanoela Abrantes
Criação gráfica e mídias sociais – Renata Castanho
Colaboração em criação gráfica e mídias sociais – Marjorie Costa e Pedro Tavares
Transmissão por streamingJardim Cabine
Produção executiva e edição – Will Siqueira
Direção – Ian Soffredini e Isser Korik
Realização – Tito Soffredini Korich Serviços Teatrais Ltda.

Serviço
Espetáculo:
“Novo e Normal”
Reestreia: sábado, dia 6 de março de 2021.
Temporada: até 28 de março de 2021.
Sessões: sábados, às 22h30;  domingos, às 18h.
Canal de exibição: https://youtube.com/user/TeatroFolha.
Ingressos: grátis.
Duração: 60 minutos.
Classificação indicativa: 12 anos.


.: Peça infantil “O Pequeno Príncipe” tem apresentações gratuitas online


Montagem mistura presença de atores com bonecos e utiliza técnica de teatro com luz negra para encantar crianças e adultos. A montagem “O Pequeno Príncipe”, com direção de Ian Soffredini, ganha adaptação para internet. As sessões acontecerão até dia 31 de março no canal do Youtube Teatro Folha Online, com acesso grátis ao público. Foto: Will Siqueira

O espetáculo para crianças “O Pequeno Príncipe”, uma das montagens de maior sucesso de crítica e vista por mais de 16 mil pessoas, ganha adaptação online e será apresentada no canal do YouTube do Teatro Folha de 06 a 28 de março, aos sábados e domingos, às 10h e 15h. A temporada é realizada com recursos do Proac Expresso, por meio da Lei Aldir Blanc, contemplado com recursos do edital 38/2020 - Produção e temporada de espetáculo infantojuvenil com apresentação online.  

O Pequeno Príncipe mora no asteroide B-612 com uma rosa, baobás e três vulcões. Um dia ele pega carona numa revoada de pássaros e vai conhecer novos mundos e pessoas. Depois de passar por diversos planetas e conhecer inusitados personagens, como, o Rei, o Homem de Negócios e o Vaidoso, acaba caindo no planeta Terra, em pleno deserto do Saara. Na Terra conhece o narrador, que coincidentemente sofreu uma queda de avião no mesmo local.

Adaptada e dirigida por Ian Soffredini, a peça é uma adaptação da obra homônima escrita pelo aviador francês Antoine de Saint-Exupéry, publicada em 1943. O livro se tornou um clássico da literatura universal, traduzido em mais de 220 idiomas e dialetos. Ian Soffredini conta que ao adaptar a obra literária preservou ao máximo as imagens poéticas sugeridas pelo autor. “O livro começa contando a história do aviador e depois conta a história do Pequeno Príncipe. Eu fui direto à história do Pequeno Príncipe, destacando a ação e o que acontece com ele”, explica o diretor.

A adaptação mostra a viagem do personagem pelos planetas e depois as experiências dele na Terra, destacando a sensibilidade e a visão poética sobre a vida e as relações, que é um dos pontos fortes da obra de Saint-Exupéry. A montagem leva o conteúdo da obra para um mundo de sonho e fantasia, por meio de uma estética visual rica, colorida, capaz de despertar a imaginação das crianças e emocionar aos adultos. Assim como a obra literária, a peça se comunica com o público de todas as idades.

O espetáculo tinha sua data de reestreia agendada para dia 13 de março de 2020, dia em que as autoridades deram o primeiro grande alarme sobre a pandemia e a temporada foi suspensa. Impedidos de estar nos teatros, a companhia Teatro dos Sonhos dedicou-se ao longo de 2020 a criação de um canal no youtube, mantendo sua relação com o público infantil e exercendo seu ofício em contações de histórias da tradição oral brasileira, de forma lúdica e educativa, mas ansiosos para poder retornar ao palco com a Pequeno Príncipe.

O grupo se preparou novamente para reestreia em fevereiro deste ano, porém se deparou com outra reviravolta, quando o governo adotou medidas mais restritivas em que o teatro não poderia funcionar aos finais de semana. Impulsionados pela certeza de que agora, mais do que nunca, as pessoas precisam de contato com poesia e bons sentimentos que a peça provoca, atores e direção decidiram adaptar o espetáculo para acontecer online, com transmissões ao vivo.

“Enquanto a gente não volta ao palco, o público pode conferir a versão online, que carrega a mesma mensagem de esperança e bons sentimentos, tão necessários para os dias atuais. Queremos que a mensagem chegue ao maior número de pessoas e por isso, além de atender ao público em geral, vamos garantir acesso gratuito para todas as instituições de ensino que nos solicitarem”, comenta o diretor. Você pode ler sobre os dez motivos para não perder o espetáculo neste link.

Sobre a equipe criativa
Ian Soffredini - Adaptação e direção:
ator, diretor, dramaturgo e produtor teatral, Ian Soffredini atua profissionalmente na área teatral desde 2006, participando em sua trajetória de mais de trinta produções teatrais. É diretor artístico do Teatro dos Arcos. Ian é credenciado pela City University London, pelos estudos concluídos na Academy of Creative Training, de Brighton, e na Arts Educational School London.

Atuou nos espetáculos “A Minha Primeira Vez” e “Cinderela”,  com direção de Isser Korik; “A Bela Adormecida”, com direção de Paulo Henrique Jordão; “Cyrano de Bergerac”, com direção de João Fonseca; “Further then the furtherest thing” e “Gut girls”, interpretados em Londres; “Pequena Reflexão Cômica” – com texto, direção e atuação próprias; “Minha Nossa!”, de Carlos Alberto Soffredini; “Nunca se Sábado”, de Mário Viana, Fábio Torres, Luiz Henrique Romagnolli, Laert Sarrumor e Isser Korik; e “Revistando 2006”, de Mário Viana e Fábio Torres. Em parceria com o Grupo XPTO, adaptou e interpretou “Romeu e Julieta”, apresentado no Festival Internacional de Teatro de Objetos, promovido pelo Sesi. Mais recentemente idealizou e foi o curador dos projetos Berçário Teatral e Mostra Espontânea, realizados no Teatro dos Arcos.

Sidnei Caria  - Direção de Arte
Cursou Artes Cênicas pelo Conservatório Carlos Gomes de Campinas entre 1983 e 1985. Em São Paulo, conheceu o grupo XPTO do diretor Osvaldo Gabrieli, onde participou do desenvolvimento da linguagem do grupo como assistente técnico e ator entre 1986 e 2002. Neste período o grupo criou espetáculos reconhecidos pelo público e pela crítica: “Coquetel Clown”, “Babel Bum”, “O Pequeno Mago” “Buster, o enigma do Minotauro”, ganhando mais de 30 dos mais importantes prêmios do Teatro Brasileiro e participando de diversos festivais no Brasil e em vários países da América Latina e da Europa.

Em 1993 montou a Cia Teatro de Papel, em parceria com Anie Welter e Sergio Serrano, onde desenvolveu a linguagem própria de cenografia e figurinos, utilizando materiais recicláveis. Este trabalho lhe rendeu os prêmios APCA, Mambembe, Coca-Cola Panamco de melhor figurino, cenário e pesquisa de linguagem além de outras indicações. Coordena o grupo Maracujá Laboratório de Artes desde 2005, realizando trabalhos na área de criação e confecção de adereços, bonecos, figurinos e cenários.

O Grupo Maracujá tem em seu repertório os espetáculos “As Aventuras de Bambolina” (que lhe rendeu o Prêmio APCA de melhor ator e o Prêmio Coca-Cola Femsa de Direção, em pareceria com Beto Andretta), “Rabisco - um cachorro perfeito” (prêmio Coca Cola Femsa de Melhor Texto Adaptado), “O Buraco do Muro”, “Nerina, a ovelha Negra”, que ganhou o prêmio Aplauso Brasil de Melhor Espetáculo Infantil de 2017, entre outros.

Preparação de atores e Manipulação de Bonecos – Wanderley Piras
Ator e bonequeiro, diretor e arte-educador, especializado em cultura popular e manipulação de bonecos e objetos. Fundador e diretor artístico da Cia. da Tribo desde 1996, também trabalha com o grupo Pia Fraus como ator e diretor desde 2002. Dentre outros ganhou prêmios de Melhor Ator Infantil e Melhor Diretor Infantil. Também é diretor do projeto BuZum!

Ficha técnica
Título:
"O Pequeno Príncipe"
Dramaturgia e Direção: Ian Soffredini
Baseado no livro de Antonie de Saint-Exupéry
Elenco: Alana Bortolini,Amanda Zucchi,Enrico Verta,Mari Williams,Nathalia Kwast,Luiza Arruda,Luiz Vessi,Patrick Aguiar
Direção de Arte: Sidnei Caria
Cenografia, Figurino, Bonecos e Máscaras: Sidnei Caria, Silas Caria e Tete Ribeiro
Costureira: Cidinha André
Direção de Bonecos: Wanderley Piras
Música Original: Ricardo Severo
Fotografia, direção de fotografia e pós produção: Will Siqueira
Desenho de Luz: Diego Rocha
Produção Executiva e Administração: Will Siqueira
Assessoria de Imprensa: Claudio Marinho
Coordenação de Marketing: Emanoela Abrantes
Criação: Marjorie Costa
Mídias Sociais: Renata Castanho
Equipe técnica: Diego Rocha e Vinicius Souza
Realização: Jornaleiro Participações e Serviços Teatrais

Serviço
“O Pequeno Príncipe”
Temporada:
até 28 de março de 2021
Sessões: sábados e domingos, às 10h e 15h
Canal de exibição:
https://youtube.com/user/TeatroFolha
Ingressos: grátis
Duração: 50 minutos
Classificação indicativa: três anos




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