sábado, 3 de abril de 2021

.: Espetáculo virtual “Ritualístika” de Lila May em cartaz com poesia e música


Caldeirão artístico do espetáculo multimídia “Ritualístika” conecta a ancestralidade à contemporaneidade através da diversidade sonora. Idealizado e apresentado pela artista Lila May, a temporada virtual propõe reflexão através da arte visual guiada pela música e poesia.

O espetáculo musical e multimídia "Ritualístika", transmitido virtualmente, um criativo passeio sonoro, calcado na diversidade de raízes sonoras e culturais, com mantras vocais e instrumentais regados à tambores xamânicos entre outros elementos, que configuram um enlace preciso entre o ancestral e o contemporâneo, com boas pitadas de pop-folk e rock.

Concebido pela artista paulistana Lila May, que elevou o espaço cênico a uma atmosfera onírica e sensorial, o ritual show é um convite a sair do piloto automático e um chamado de autoconsciência. De caráter beneficente, toda a verba será destinada a dois projetos sociais. Até dia 25 de abril.

Como um convite a sair do piloto automático e um chamado de autoconsciência, o espetáculo musical e multimídia Ritualístika apresenta de forma virtual um criativo passeio sonoro, calcado na diversidade de raízes sonoras e culturais do continente latino. As letras marcantes e provocativas, em português e espanhol, combinam poesias, mantras vocais e instrumentais regados à tambores xamânicos entre outros elementos, que configuram um enlace preciso entre o ancestral e o contemporâneo, com boas pitadas de pop-folk e rock.

O eixo central do projeto contempla a produção, gravação e circulação digital do espetáculo concebido pela artista paulistana Lila May, que elevou o espaço cênico a uma atmosfera onírica e sensorial, elaborada com vídeo mapping. “Os arquétipos da Bruxa, da Cigana e da Mulher da Terra ou Mulher Medicina, estão muito presentes em mim. Ao mesmo tempo, sou uma jovem artista de 33 anos e me identifico plenamente com a linguagem contemporânea. Por isso, este projeto 100% autoral, feito com muito amor, traz uma linguagem que conecta essas duas extremidades que, na realidade, estão em plena comunhão.. É um show ritual que promove reflexão e tem a música como principal ferramenta de transmutação. Ancorado pela força do feminismo como autoconhecimento e empoderamento, é uma oportunidade de se rever”, reflete Lila. 


Lila May
O conteúdo poético das canções narra uma história "agridoce". Forjada pelo sabor ácido do desequilíbrio ambiental e social que atravessamos, ao mesmo tempo em que evoca toda a doçura da beleza biodiversa do Brasil e do nosso continente, a proposta é gerar um impacto reflexivo sem a densidade de um discurso social ou político, mas com a autenticidade própria da personalidade obstinada da artista.

Lila May é o nome artístico da paulistana Mayra Rizzo, que é socióloga e diretora da agência Conexão Latina. May já viveu no Chile e viajou por diversos países da América Latina, em uma jornada que favoreceu a investigação musical e social que norteiam a sua criação artística, também evocada pela consciência ecológica de conexão e pertencimento ao todo.

A artista já lançou 3 singles e se apresentou em diferentes cenários do Brasil e de países vizinhos. Em 2019 lançou "Saluba”, gravado em parceria com a embaixadora mundial da cumbia colombiana Totó La Momposina (Grammy Latino), e a presença de uma das maiores vozes da América Latina dá a dimensão do alcance estético e profissional do seu trabalho.

A temporada do espetáculo inédito contará com dez sessões online, com transmissão via streaming pela plataforma Sympla-Zoom juntamente com a intérprete de libras Mariana Lima, gravado diretamente do estúdio Trampolim do Bixiga (SP). Um bate-papo ao vivo acontece após cada show, iniciado e recepcionado pela própria Lila May. A estreia acontece dia 27 de março, sempre aos sábados e domingos, até dia 25 de abril, às 20h e às 18h, respectivamente. 

De caráter beneficente, a entrada é consciente e estipulada pelo próprio espectador, podendo ser gratuita ou com contribuição voluntária. Para ingressos: https://www.sympla.com.br/produtor/ritualistika

Toda a verba será destinada a dois projetos sociais. Um deles, “A Casa Mães Para Sempre”, um centro de apoio às mães e pais enlutados que passaram pela perda gestacional ou neonatal, oferecendo acolhimento, apoio e assistência, principalmente psicológica. Outro, o “Mulheres da Terra” é um projeto que mapeia e fortalece o trabalho de lideranças femininas de comunidades indígenas, quilombolas e rurais-periféricas de São Paulo e outros estados brasileiros.

Ficha Técnica
Espetáculo virtual: “Ritualístika” 
Lila May - Concepção Artística , Produção Executiva e Artista Principal
Lucía Soledad Spivak (Argentina) - Direção Artística e Preparação Vocal - musicista, atriz e diretora artística de importantes espetáculos musicais e teatrais de diferentes países.
Isadora Carneiro - Diretora audiovisual. Filmmaker e diretora do longa-metragem "Mulheres da Terra", com colaboração de Katia Lund (Cidade de Deus).
Paulo Ribeiro – Violão profissional há 17 anos e acompanha músicos como Lenine Guarani, Paula Souto, Thadeu Romano etc.
André Rass - Percussão e Bateria, exalta as peculiaridades de instrumentos étnicos e criações inusitadas no campo da experimentação musical e acompanhou artistas como Zelia Duncan, João Donato, Dominguinhos, Na Ozzetti etc.
Pedro Macedo - Contrabaixo Acústico, com ampla experiência musical, já trabalhou com artistas como Tom Jobim, Chico Buarque e Milton Nascimento.
Andrés Giraldo (Colômbia) – Piano, músico e sonoplasta de improvisação das famosas companhias de humor "Os Barbixas" e "Porta dos Fundos".
Luiza Ventura - iluminadora de bandas já consagradas como Francisco, El Hombre e Abacaxepa
Padre Art - Projeções audiovisuais e videomapping 


.: Espetáculo "A Sopa de Pedra", de Tatiana Belinky, faz temporada


Até 16 de abril, o espetáculo "A Sopa de Pedra", de Tatiana Belinky, faz temporada online. Foto: Victor Iemini 

Produção do grupo Luz e Ribalta que estreou em 1998, o espetáculo "A Sopa de Pedra" foi selecionado no 38º Edital ProAC Expresso LAB (Lei Aldir Blanc), para uma temporada gratuita online, que acontece de 27 de março a 16 de abril pelo Youtube. A peça foi gravada especialmente para esta temporada durante a pandemia, 23 anos depois de sua estreia oficial.

Com direção original de Antônio de Andrade (1944-2004), a direção artística é do próprio elenco, formado pelos atores Luiz Amorim, Níveo Diegues e Theodora Ribeiro, além da participação dos músicos Renato Commi e Erick Chica, que executam ao vivo as músicas especialmente compostas por Renato Commi e Gésio Amadeu.

Uma das mais bem sucedidas produções do teatro para a infância e juventude, "A Sopa de Pedra", estreou em 1998, no Teatro Sergio Cardoso, iniciando uma longa carreira com sucesso de público, crítica e os principais prêmios do Teatro para a Infância e Juventude, os prêmios Mambembe e Apetesp, (Associação dos Produtores de Teatro de São Paulo).

Em 2010, participou como do FestCaribe, em Santa Marta, na Colômbia. Premiada com o Projeto Petrobras Distribuidora de Cultura, 2011/2012, o espetáculo percorreu o Brasil de Norte a Sul, apresentando-se para crianças indígenas, populações ribeirinhas, quilombolas, além de apresentações em periferias, barracões, espaços culturais, escolas, teatros, SESC, indo de Altamira, no Pará, até Bajé, no Rio Grande do Sul.

As apresentações são gratuitas e acompanhadas de tradução em libras, para atender os deficientes auditivos e com a audiodescrição, para os deficientes visuais e intelectuais, permitindo assim, a inclusão das pessoas com necessidades especiais, tanto crianças quanto o público adulto. 


Sinopse
Dois artistas mambembes, Magnólio e Benzedrino, cansados e famintos encontram a casa da “Velha Avarenta” e percebem que a mulher não tem a menor, intenção de lhes oferecer comida. Eles não desistem e usam de uma divertida artimanha para conseguir descansar um pouquinho e saciar a fome.


Ficha técnica
Espetáculo:
"A Sopa de Pedra"
Texto: Tatiana Belinky
Direção: Antônio de Andrade – O Grupo
Elenco: Luiz Amorim, Níveo Diegues e Theodora Ribeiro
Músicos ao vivo: Renato Commi e Erick Chica
Trilha sonora original: Renato Commi e Gésio Amadeu
Assessoria de imprensa: Pombo Correio


Serviço
Espetáculo: 
"A Sopa de Pedra"
Sábados e domingos: 3, 4, 10 e 11 de abril, às 16h
Quinta-feira, 15 de abril, às 10h
Sexta-feira, 16 de abril, às 15h
Link para acesso: www.luzeribalta.com.br
Grátis.
Livre.
60 minutos
Gravado no Teatro Irene Ravache no dia 1º de março de 2021.

.: Teatro gratuito e online: "Casa Bagunçada" estreia neste sábado


Com apresentações online e gratuitas, "Casa Bagunçada" leva experiência sonora ecoeducativa para famílias e crianças a partir de 3 de abril. Primeira temporada do projeto será exibida durante o mês pelo YouTube.

"Casa Bagunçada" vem aí! A partir deste sábado, dia 3 de abril, mães, pais, avós, professores, professoras, educadores, educadoras, cuidadores, cuidadoras e toda a família poderão curtir juntos a primeira temporada dessa experiência sonora ecoeducativa. O projeto contará com seis espetáculos 100% online e gratuitos, com canções que convidam a refletir sobre temas socioambientais e a se engajar na sustentabilidade.

Com um repertório de 11 músicas inéditas, Pipo Pegoraro , César Pegoraro e Jullipop receberão Paola Pelosini, compositora, contrabaixista e cantora; e Igor Caracas, compositor, multi-instrumentista, educador e produtor musical, como convidados que vieram para ficar e fazer parte da banda. As apresentações acontecem nos dias 3, 4, 10, 17, 24 e 25 de abril, sempre às 16h, com transmissão pelo YouTube. Cada episódio recebe ainda mais um convidado especial, com nomes como Xênia França e Angelo Mundy .

Esta será a primeira temporada de shows do projeto, que busca despertar o interesse das crianças e das famílias pela abordagem de temas relacionados à preservação do ambiente de uma forma lúdica, bem-humorada e emocionante. "A música pode ser um instrumento essencial para ensinar ecologia. Assim como as artes visuais e sua relação com o dia a dia. A partir de questões cotidianas, é possível trazer a percepção sobre nossas relações com o planeta", comentam Pipo Pegoraro e JulliPop.

Dentro da proposta que é cuidar de onde vivemos, o projeto funciona ainda como uma ferramenta para famílias e profissionais da educação que atuam na cidadania e formação das crianças, tudo de uma maneira leve e presente - brincando! "Estamos todos em casa e sabemos como pode ser desconfortável passar por isso, principalmente para as crianças. Por isso, convidamos a todas as famílias e crianças para entrarem na nossa casa! Vamos pensar juntos sobre o nosso planeta, o nosso corpo e o nosso meio!", finaliza Cesar Pegoraro.

A primeira edição de lives do projeto Casa Bagunçada tem apoio e patrocínio do Governo do Estado e Secretaria da Cultura e Economia Criativa de São Paulo por meio do Edital PROAC Expresso Aldir Blanc, com o objetivo de fomentar o acesso à cultura e a economia criativa.

Serviço
Casa Bagunçada
Datas:
3, 4, 10, 17, 24 e 25 de abril de 2021
Horários: Às 16h
Como acessar: bityli.com/BKF6m

Sobre os artistas:
Pipo Pegoraro -
Com três indicações como produtor ao Grammy Latino, Pipo Pegoraro é músico e produtor musical, com quatro álbuns autorais lançados. Nos últimos anos focou seu trabalho na produção musical, colaborando na criação de trabalhos de artistas como Xênia França, Serena Assumpção, Aláfia, Filipe Catto, Beto Montag, Dani Nega, entre outros. @ pipopegoraro

Juliana Carnasciali - Conhecida também como JULLIPOP, é licenciada em Artes Visuais pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo e pós-graduada em "Caminhada como método para arte educação" pela Casa Tombada, com coordenação de Edith Derdyk. Foi premiada duas vezes pelo Instituto Arte na Escola - Prêmio Arte na Escola Cidadã. Assessora escolas, instituições educativas e famílias a partir de um viés contemporâneo e pesquisa como atelierista o "estado de ateliê" no cotidiano, via perfil @ malaatelie . Atua como professora atelierista na Carandá Vivavida e como professora de Arte no Colégio Vital Brazil. Cultiva um projeto infantil chamado Muliga, que conta com a publicação "Música e mais..." 2014 pela Editora Dash (@ projetomuliga ) https://www.projetomuliga.com.br e um trabalho de música autoral (@ jullipopmusica ).

Cesar Pegoraro - Biólogo e educador ambiental, Cesar atua há muitos anos em projetos socioambientais em ONGs e tem lecionado em diversas instituições de ensino. Atualmente, faz parte da equipe Água da Fundação SOS Mata Atlântica, leciona biologia 6 de 11 no Colégio Waldorf Micael e é voluntário do Parque Linear Água Podre. @ cesinhapegoraro


sexta-feira, 2 de abril de 2021

.: Entrevista: Vera Fischer celebra o sucesso da reprise de "Laços de Família"


Novela do "Vale a Pena Ver de Novo" chega ao fim nesta sexta, dia 2, com êxito em audiência e repercussão nas redes sociais. Foto: Divulgação


A Helena de "Laços de Família" marcou a carreira e a vida de Vera Fischer de forma muito especial. Duas décadas depois da primeira exibição, a personagem e a novela, que chega ao fim esta semana no "Vale a Pena Ver de Novo", continuam mexendo com o público e com a própria atriz. "A Helena nunca saiu da minha vida, é uma personagem muito marcante. Eu acho que ela sempre vai mexer muito com o publico porque é a mulher que está por aí, pelo país. É corajosa, se vira sozinha e batalha pelo que quer", acredita Vera.

Atuante nas redes sociais, a atriz acompanha a intensa repercussão da novela e conta que adorou rever a trama e interagir com o público. "A troca com os espectadores tem sido fantástica. Eu respondo todos os comentários que consigo. Às vezes passo a madrugada toda respondendo um a um. Falamos sobre a história dos personagens e as pessoas sempre se manifestam com amor, falam da torcida pela felicidade da Helena. A gente se diverte muito!", revela.      

Em entrevista, Vera conta um pouco mais sobre a experiência de rever "Laços de Família" e como a trama de Manoel Carlos impactou sua carreira. Exibida no "Vale a Pena Ver de Novo", "Laços de Família" é escrita por Manoel Carlos, com direção geral e de núcleo de Ricardo Waddington.
 

Como foi reencontrar a Helena depois de 20 anos? 
Vera Fischer -
A Helena nunca saiu da minha vida, é uma personagem muito marcante. 


Esperava que ela ainda fosse mexer com o público?
Vera Fischer - 
Eu acho que ela sempre vai mexer muito com o publico porque é a mulher que está por aí, pelo país. É corajosa, se vira sozinha, batalha pelo que quer, ama os filhos e faz qualquer coisa por eles.

Como você enxerga esse trabalho e a Helena agora?
Vera Fischer - 
Eu amo "Laços de Família", desde o princípio das gravações até o final. Foi uma novela excelente de fazer. O elenco todo era maravilhoso, a personagem brilhantemente escrita pelo Manoel Carlos, uma mulher muito forte e independente. Eu me vejo muito na Helena, então foi um prazer realizar esse trabalho. Como eu enxergo a Helena agora? Da mesma forma! Hoje em dia eu não mudaria nada nela, nada mesmo.

Você curtiu rever o trabalho?
Vera Fischer - 
Eu continuo curtindo muito a novela, acho que o trabalho dos atores é muito bom e naquela época a gente conseguia fazer diálogos longos, era ótimo interagir em cena dessa forma. 


Como tem sido a troca com o público nas redes sociais?
Vera Fischer - 
A troca com os espectadores tem sido fantástica. Eu respondo todos os comentários que consigo. Às vezes passo a madrugada toda respondendo um a um. Falamos sobre a história dos personagens e as pessoas sempre se manifestam com amor, falam da torcida pela felicidade da Helena. A gente se diverte muito!


Na sua percepção, como o público reagiu hoje as atitudes mais marcantes de Helena, como abdicar do amor de Edu (Reynaldo Gianecchini) para que ele ficasse com Camila (Carolina Dieckmann) e a forma como agiu com Miguel (Tony Ramos) e Pedro (José Mayer) para ter o bebê para salvar a filha?
Vera Fischer - 
Eu acho que o público reagiu exatamente como eu reagi. Eles aprovam tudo o que a Helena fez. Algumas pessoas disseram que talvez ela não devesse ter escondido do Miguel quando resolveu ficar grávida do Pedro para tentar salvar a Camila. 

Quais as principais lembranças do período de gravação de "Laços de Família" ficaram na sua memória?
Vera Fischer - 
Eu me lembro de coisas maravilhosas. A novela inteira foi incrível, mas onde eu me diverti mais e também onde trabalhamos mais foi no Japão, no início da novela. Eu e os outros atores trabalhávamos incessantemente das seis horas da manhã até à noite. E depois ainda saíamos pra jantar e conversar. Foi uma delícia gravar no Japão.

Quais seus planos e projetos para esse ano?
Vera Fischer - 
O grande plano é a comemoração dos meus 70 anos. Por causa da pandemia vai ficar para depois, mas será lindo. Vou comemorar com arte de várias maneiras. Faremos uma nova temporada do projeto de leitura teatral Vera Theather, meu quinto livro está pronto e estou negociando uma coleção de joias com minha assinatura. Planejo também o lançamento de uma linha de produtos de beleza e uma exposição dos meus quadros. Tenho dois filmes programados e uma peça de teatro, mas somente para realizar no momento em que todos estivermos vacinados. Tenho uma equipe ótima trabalhando comigo, produzi o tempo todo durante a pandemia. Vamos descobrir agora em 2021 que mudanças vão acontecer no mundo e caminhar com os projetos dentro dessa nova realidade.



.: Suzi Quatro - a última rebelde do rock está de volta com novo álbum


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico musical.

Prestes a completar 71 anos, a lendária roqueira americana Suzi Quatro, continua em plena atividade e parece encarar uma aposentadoria como algo bem distante do tempo presente. Seu mais recente álbum, "The Devil In Me", apresenta a sua velha e infalível receita de som, baseada nos primórdios do rock´n roll em sua essência.

Para quem  não se lembra, Suzi Quatro (cujo nome verdadeiro é Susan Kay Quatrocchio) surgiu no final dos anos 60 mas veio a estourar a partir de 1973, com o lançamento de hits como "48 Crash" e "Can The Can", que se encaixavam no conceito do chamado Glam Rock.

Nesse novo disco, ela se volta exatamente para as suas raízes musicais setentistas. E arrasa, como sempre fez no vocal e com seu poderoso e inseparável baixo elétrico. Para ser honesto, ouvir canções como  "Betty Who" ou a faixa-título, "The Devil In Me", nos dá tanto prazer como ouvir clássicos como "Smoke on the Water" do Deep Purple. A mesma impressão se tem ao ouvirmos a ótima faixa Motor City Riders, essa com a grife pessoal de Suzi Quatro.

Tudo funciona porque soa autêntico. Ela é um ícone legítimo, mas é fato que  não falamos sobre ela nem a mencionamos tanto quanto deveríamos. E curiosamente ela fez mais sucesso na Europa e na Austrália do que no seu País de orígem. No Brasil lembro de ouvir 48 Crash nas rádios nos anos 70.

Suzi Quatro foi uma grande influência também pelo seu pioneirismo. Sendo uma frontwoman em um período do rock dominado pelos homens, ajudou a quebrar barreiras e colocar a mulher com o merecido destaque no cenário do rock. E o mais legal é saber que ela continua na ativa, cantando e tocando como nunca. Vida longa para a Suzi Quatro!

"The Devil In me"

"Betty Who"

"Motor City Riders"



.: "Pimentinha - Elis Regina para Crianças" faz curta temporada virtual


Depois de 5 mil acessos na estreia, o musical "Pimentinha - Elis Regina para Crianças" faz curta temporada virtual, aos sábados e domingos, até 25 de abril. Foto: Junior Mandriola

Depois de um estreia de sucesso no Youtube, com cerca de 5 mil acessos, o musical faz uma curta temporada virtual, aos sábados e domingos, às 16h, até 25 de abril. Esta é a sexta peça do projeto Grandes Músicos para Pequenos, que já levou mais de 200 mil pessoas ao teatro e soma 14 prêmios de teatro infantil. 

Com direção de Diego Morais, direção musical de Guilherme Borges e texto de Pedro Henrique Lopes, o espetáculo é inspirado na infância de Elis Regina e reúne sucessos da carreira da cantora como “Fascinação”, “O Bêbado e a Equilibrista”, “Madalena” e “Como Nossos Pais”. A história acompanha a infância de Lilica (vivida pela cantora, compositora e atriz Jullie), uma menina apaixonada por música e por suas grandes cantoras, que faz de tudo para sua mãe levá-la a um concurso de jovens talentos no rádio.

Chegando lá, a menina de óculos e cabelo desgrenhado se sente intimidada pelo visual que a obrigam a usar. Em busca de sua própria essência, vai desafiar os padrões de beleza e mostrar que toda pessoa é linda quando dá espaço para sua real personalidade. Venda de ingressos pelo Sympla: www.sympla.com.br/grandesmusicosparapequenos

O sexto espetáculo do projeto Grandes Músicos para Pequenos faz curta temporada virtual, aos sábados e domingos, às 16h. O premiado projeto "Grandes Músicos para Pequenos" tem uma trajetória de sucesso ao apresentar os grandes nomes da MPB para as novas gerações, em espetáculos que reúnem toda a família. Depois de Luiz Gonzaga, Braguinha, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Raul Seixas, chegou a vez de uma das melhores cantoras brasileiras ganhar sua homenagem: Elis Regina!

 Inicialmente, foram previstas apresentações no teatro mas, com o agravamento da pandemia, a equipe optou por filmar uma sessão especial, sem plateia e com todos os protocolos de segurança, para a exibição virtual de sua temporada de estreia. O projeto tem patrocínio do Shopping da Gávea, do Windsor Hotéis, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS RJ, e do Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc.

“Pimentinha – Elis Regina para Crianças” é a sexta peça do projeto, que já levou mais de 200 mil pessoas ao teatro e soma 14 prêmios de teatro infantil, entre outras cerca de 50 indicações. “O projeto ‘Grandes Músicos para Pequenos’ sempre apresenta temas atuais e relevantes para crianças e seus familiares de maneira lúdica e leve. No ‘Pimentinha’, nos inspiramos na história de Elis, em seus primeiros passos como artista, para trazer ao palco a importância de assumir sua personalidade cedo”, comenta o autor Pedro Henrique Lopes. Diego Morais, diretor do espetáculo, complementa: “Misturando uma história cativante de descobertas na infância, dinamismo e agilidade em cena, e muita música incrível, o ‘Pimentinha’ foi pesando para unir todas as gerações em um espetáculo realmente para toda família”, conclui ele.


Grandes Músicos para Pequenos
"Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga" para Crianças marcou a estreia do projeto “Grandes Músicos para Pequenos”, criado com o intuito de apresentar a vida e a obra de importantes compositores para as novas gerações. Depois, vieram "O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças", que estreou em 2016 e foi premiado em três categorias pelo CBTIJ –  Melhor Atriz em Papel Coadjuvante (Martina Blink), Direção de Produção (Entre Entretenimento) e Prêmio Especial pela qualidade do projeto (Diego Morais e Pedro Henrique Lopes), além de outras 12 indicações.

"Bituca – Milton Nascimento para Crianças", de 2017, vencedor do Prêmio CBTIJ de Melhor Ator (Udylê Procópio) e de quatro estatuetas no Prêmio Botequim Cultural: Melhor espetáculo infantojuvenil, Melhor Direção (Diego Morais), Melhor Roteiro (Pedro Henrique Lopes) e Melhor Atriz Coadjuvante (Aline Carrocino), além de outras 11 indicações; "Tropicalinha – Caetano e Gil para Crianças", de 2018, vencedor dos prêmios Brasil Musical 2018 de Melhor espetáculo Infantil, Musical Rio 2018 como Melhor Espetáculo Infantil, e Botequim Cultural de Melhor Direção Infanto Juvenil, além de outras 8 indicações; e "Raulzito – Raul Seixas Para Crianças", de 2019, vencedor do Prêmio Musical Rio de Melhor Espetáculo Infantil.

As cinco peças juntas já foram vistas por mais de 200 mil espectadores. O objetivo do Grandes Músicos para Pequenos é apresentar a vida e a obra de importantes compositores para as novas gerações e promover o resgate da cultura brasileira através de espetáculos que envolvam toda a família em experiências inesquecíveis.

“A ideia é trazer o legado de uma cultura quase esquecida para as novas gerações, com um conteúdo atraente para as famílias”, descreve Pedro Henrique Lopes, autor das peças do projeto. “Queremos criar experiências de entretenimento inesquecíveis e marcantes, onde o espectador participe de forma ativa”, explica o diretor Diego Morais.


Entre Entretenimento
A Entre é uma empresa de produção cultural e inovação em entretenimento fundada pelo diretor Diego Morais e pelo ator e dramaturgo Pedro Henrique Lopes. O objetivo da dupla é valorizar a cultura do nosso país através da criação e da viabilização de projetos inéditos e de alta qualidade artística que dialoguem com a história e as manifestações culturais do Brasil.

Emoção, cultura, educação, história e momentos de extrema diversão estão na pauta dos projetos da empresa, assim como a criação de soluções culturais memoráveis para marcas, companhias e consumidores através de: comprometimento artístico-cultural; inovações em marketing; soluções transmidiáticas e envolvimento social. Saiba mais em www.entreentretenimento.com.br.


Ficha técnica
Espetáculo:
"Pimentinha - Elis Regina para Crianças"
Direção geral: Diego Morais
Direção musical: Guilherme Borges
Roteiro original: Pedro Henrique Lopes
Elenco: Jullie (Lilica), Erika Riba (Dona Ercy), Lucas da Purificação (Jairzinho), Stephanie Serrat (Diva), Layla Paganini (Produtora) e Pedro Henrique Lopes (Adelino Junior e Adelino).
Coreografias: Natacha Travassos
Cenário e Figurinos: Clivia Cohen
Cenotécnico: André Salles
Iluminação: Paulo César Medeiros
Operador de luz: Lúcio Bragança Junior
Operação de som: Leonardo Carneiro
Assessoria de imprensa: Racca Comunicação (Rachel Almeida)
Assistentes de produção: Heder Braga e Layla Paganini
Produção e realização: Entre Entretenimento

Serviço:
Espetáculo: 
"Pimentinha - Elis Regina para Crianças"
Temporada: de 3 a 25 de abril de 2021
Dias e horários: sábados e domingos, às 16h
Ingressos: R$ 25 a R$ 50 (a escolha do valor fica a cargo do espectador).
Vendas de ingressos: www.sympla.com.br/grandesmusicosparapequenos
Duração:
60 minutos
Classificação: livre

.: "Existo!", peça da Cia La Leche propõe às crianças discussões atuais


O premiado espetáculo "Existo!", da Cia La Leche, faz temporada a partir do dia 3 de abril de 2021, sábado, 11h, pelo canal de YouTube do grupo. Com direção de Cris Lozano e dramaturgia de Alessandro Hernandez, Existo! é uma alegoria sobre a liberdade que todas as pessoas deveriam ter, mesmo que isso contrarie os padrões sociais – especialmente os que nos definem apenas como homens e mulheres. Foto: Fellipe Oliveira


Ganhador do Prêmio APCA de melhor espetáculo com a temática de identidade de gênero, Existo! estreou em junho de 2019 no SESC Ipiranga. Realizou temporadas nos SESCs Santo André e Bom Retiro. Também se apresentou no 34º Festivale, em São José dos Campos e no 41º Feste, em Pindamonhangaba, onde ganhou os Prêmios de Melhor Espetáculo e Melhor Atriz

O premiado espetáculo "Existo!", da Cia La Leche, tinha uma ampla agenda de apresentações presenciais agendadas para 2020 que foi interrompida pela pandemia do novo coronavírus. O público que não pôde prestigiar a peça, que além dos prêmios, foi reconhecida por críticas excelentes da imprensa, tem a oportunidade de assisti-la em uma versão inédita a partir do dia 3 de abril de 2021, sábado, 11h, pelo canal de Youtube do grupo.

Com direção de Cris Lozano e dramaturgia de Alessandro Hernandez, "Existo!" é uma alegoria sobre a liberdade que todas as pessoas deveriam ter, mesmo que isso contrarie os padrões sociais – especialmente os que nos definem apenas como homens e mulheres. Na obra, Alessandro interpreta Luan, menino que mora em uma torre à espera do momento de poder sair e descobrir o mundo que conhece apenas pela janela – seu maior desejo é compartilhar momentos de diversão com meninos e meninas que vê em uma escola.

Enquanto aguarda por esse momento - que chegará quando uma jabuticabeira estiver amadurecida, carregada de frutos - Luan exerce sua liberdade neste espaço fechado na companhia de sua mãe, que apesar de alimentar suas ambições, fica constrangida com os questionamentos do garoto, como a decisão de usar vestido ou mesmo de se transformar em uma menina. Animais que conversam com Luan durante seu período de isolamento também colaboram com o tom fabular da peça. Tanto a mãe como os bichos são interpretados por Ana Paula Lopez, atriz da Cia que participou do processo criativo e colaborou na preparação corporal do espetáculo.

"Antes da pandemia, fizemos uma série de sessões para escolas seguidas por um debate com as crianças. É impressionante como o lugar do preconceito habita muito mais o imaginário dos adultos", conta Alessandro Hernandez sobre as experiências de trocas com espectadores que devem ser potencializadas com as sessões online, que alcançam um número maior de pessoas.

O artista reforça que, a princípio, o texto contaria a história de uma criança transexual, mas o caminho tomado para a peça foi outro. "Era muito mais potente abordarmos os questionamentos, e não a transexualidade em si", conta o dramaturgo. Segundo ele, esse recurso fez com que os assuntos da peça se tornassem mais amplos e proporcionassem mais diálogos possíveis sobre gênero e sobre o que é lido hoje em dia como masculino e feminino.


Cia. La Leche e seus projetos
"Existo!" é a segunda parte de uma trilogia da Cia La Leche que traz, para as crianças, assuntos sociais urgentes. A primeira peça desse ciclo é "Salve, Malala!", uma discussão sobre o direito à educação inspirada livremente na história da paquistanesa Malala Yousafzai, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2014. A peça, que ganhou o Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem, parte da trajetória de Malala para estimular uma reflexão sobre a educação brasileira.

A terceira parte, que já está escrita, se chama "Vambora!" e tece uma discussão sobre os cuidados necessários com o meio ambiente. Enquanto a peça não pode estrear nos palcos, a estratégia do grupo é fazer um esquenta lançando vídeos em curta-metragem que introduzem os assuntos da peça. Os episódios serão gravados nos bairros de Guaianases, Brasilândia e Grajaú - todos localizados em São Paulo. A previsão de lançamento é julho. "Vamos inserir as paisagens reais dos bairros para refletir sobre a devastação do meio ambiente e as precariedades sociais mesclando com a dramaturgia da peça", adianta Alessandro.


Cia La Leche - Histórico
Em 2021, a Cia La Leche completa 15 anos. Neste período, reuniu parcerias de artistas e colaboradores que construíram uma trajetória pensada para dentro do universo temático voltado para crianças e jovens partindo, como matéria inicial de pesquisa, uma fonte literária a ser adaptada para texto cênico, uma biografia a ser adaptada para texto teatral, uma ideia explorada e materializada em texto na sala de ensaio ou um texto previamente escrito.

Todas essas formas de se construir uma narrativa são os fundamentos que identificam o trabalho da Cia: a relação com o tema e com a produção do texto. Os processos criativos orientados pela diretora Cris Lozano sempre tiveram como princípio a exploração da narrativa como matéria da atuação, se valendo da investigação da palavra como corpo e do corpo como palavra.


Sinopse
Luan observa o mundo pela janela da torre onde mora e recebe visitas de bichos, não frequenta a escola e aprende tudo com sua mãe. Em meio a esses encontros, espera o momento em que as jabuticabas crescerão e estará pronto para sair de casa. Diante do mundo real e de seu imaginário, Luan coloca em questão as normas que definem as diferenças entre ser menina e ser menino.


Ficha Técnica
Espetáculo:
"Existo!"
Dramaturgia: Alessandro Hernandez
Direção: Cris Lozano
Elenco: Alessandro Hernandez e Ana Paula Lopez
Cenografia e figurinos: Eliseu Weide
Iluminação: Grissel Piguillem
Trilha sonora: Morris Picciotto
Produção: Cia. La Leche


Serviço
Espetáculo: 
"Existo!"
De 3 a 18 de abril de 2021
Sábados e domingos, 11h | Grátis
Transmissões pelo Youtube da Companhia: www.youtube.com/CiaLaLeche
Duração: 45 minutos | Classificação: livre | Recomendado para crianças a partir de 7 anos

.: Espetáculo "O Menino e a Cerejeira" comemora cinco anos


Voltado para crianças, espetáculo tem cinco anos e já foi visto por mais de 35 mil pessoas com excelentes críticas em seu currículo. Foto: Eduardo Petrini


Adaptado da obra do filósofo, escritor pacifista e líder budista japonês, Daisaku Ikeda, e levado à cena pela Borbolina Cia, sob direção e dramaturgia de Stella Tobar, o espetáculo infantil "O Menino e a Cerejeira" tem cinco anos de história e já foi visto por mais de 35 mil pessoas com excelentes críticas em seu currículo.

Com enredo lúdico e emocionante, o espetáculo faz temporada comemorativa online de 3 a 18 de abril, aos sábados e domingos, às 16h, pelo Youtube. A produção foi especialmente filmada para essa plataforma por meio do Edital Proac Expresso Lei Aldir Blanc, que possibilita um auxílio emergencial aos artistas que, neste momento, estão impossibilitados de apresentar suas obras ao vivo. 

“Existe um princípio da filosofia oriental que fala na possibilidade de transformar o veneno em remédio. Acredito que é isso o que estamos fazendo na prática, com a oportunidade de levar a mensagem de esperança da peça em formato digital para mais e mais pessoas. O espetáculo fala de resiliência para superar as adversidades. ‘ Depois do inverno, sempre vem a primavera’, ensina o senhor da cerejeira ao menino Taiti, na peça. Acredito que estamos enfrentando um rigoroso inverno pandêmico e suas consequências terríveis. Mas também, em meio a esse caos, precisamos evidenciar a coragem e a humanidade para resistir, pois a primavera da cura e de tempos melhores virá”, reflete Stella Tobar. 


Sinopse
Em um cenário pós Segunda Guerra Mundial, os japoneses buscam alternativas para viver melhor. De um lado, um senhor já idoso cuida da única cerejeira sobrevivente aos bombardeios. Do outro, um garoto triste, Taiti, tenta superar a perda do pai na guerra. Assim, surge uma amizade mais forte do que qualquer conflito, que levará o menino a encontrar sua força e coragem para trazer a luz da esperança para todos da aldeia. 

"O Menino e a Cerejeira" utiliza elementos da cultura oriental para conversar diretamente com o público por meio da arte. O cenário é composto por taikôs (tambores do Japão), painéis e bonsai, que ajudam a compor o enredo de forma lúdica e vibrante. Com diálogos sinceros e uma trilha sonora original, a peça ensina a toda a família sobre esperança e amizade, deixando a promessa de um mundo mais justo e humano. 


Ficha técnica
Espetáculo: "O Menino e a Cerejeira" | Autor: Daisaku Ikeda | Idealização, Adaptação e Direção: Stella Tobar | Elenco: Alle Paixão, Cleber Tolini, Giuliano Caratori, João Bourbonnais| Trilha Original Original: Sérvulo Augusto | Música Hajime: Yuzo Akahori | Cenário e Figurino: Paula de Paoli | Adereços: Clau Carmo | Concepção de Iluminação: Giuliano Caratori | Visagismo: Gil Prando | Preparação tambor japonês: Gustavo Nogueira | Cenotecnia: Wagner Almeida | Fotos: Eduardo Petrini | Desenho de luz para a filmagem, operação e montagem: Vinícius Requena | Assessoria de Imprensa: Pombo Correio | Divulgação Mídias Socias: Gleice Carvalho, Agência Cultura de Paz e Fernando Maffia | Produção: Borbolina Produções e Borbolina Companhia.

Serviço
Espetáculo:
"O Menino e a Cerejeira" 
De 3 a 18 de abril
Sábados e domingos, às 16h
Transmissão: Página do YouTube da Borbolina Cia
Duração: 47 minutos
Classificação indicativa: Livre
Infantil | Drama
@omeninoeacerejeira


Nos dias 10 e 11 as sessões são acessíveis com intérprete de libras. Também haverá uma conversa após as transmissões com o tema Arte para todos. No dia 10  com Gisele, do @normalmenteautista, e no dia 11 com o intérprete de Libras Luccas Araújo e com o ator Cleber Tolini, que tem baixa visão.

Espetáculo contemplado pelo Proac Expresso Lei Aldir Blanc 38/2020 – produção e temporada de espetáculo de teatro infanto-juvenil para apresentação on line.

Secretaria Especial da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura e Economia Criativa, Ministério do Turismo, Governo Federal.

.: "O Inventor de Sonhos" traz para o teatro as fábulas de Leonardo da Vinci


Espetáculo, gratuito e online, acontece até este domingo, sempre às 16h. Foto: Jefferson Pancieri e João Sato

Para comemorar os 500 anos de Leonardo da Vinci, a estreia do novo projeto d’A Peste – Cia Urbana de Teatro, junto a Em Cena produções, acontece, gratuitamente, até dia 4 de abril e convida as crianças e suas famílias a conhecerem uma das mil facetas deste gênio da humanidade: a escrita. 

Para este espetáculo a companhia escolheu três fábulas do autor: “O Papel e a Tinta”, “A Navalha” e “A Rede”. O elenco é composto pelos atores Paulo Arapuá (Michelangelo), Ricardo Moraes (Raphael) e Sol Leão (Gioconda).

A partir das fábulas, Leonardo da Vinci – ecologista, humanista, vegano, lutou pela preservação dos rios a animais na sua época - contava aos populares do seu tempo sobre a preservação da natureza e apontava valores essenciais para boa convivência entre os humanos. “Durante nosso processo criativo construímos uma dramaturgia que colaborasse com esse espírito, com o objetivo de acender nas crianças e adultos o amor pela arte, pelos artistas e pela defesa da natureza”, comenta a diretora Pamela Duncan.

“Estamos celebrando 500 anos, mas sua obra permanece viva e atual. O grupo decidiu homenagear este brilhante criador e ativista atemporal por achar que os tempos se repetem e precisamos conversar sobre nobres valores de convivência que são a base da preservação de uma sociedade”, conta a diretora.


Sinopse
“O Inventor de Sonhos” conta a história de um aprendiz e uma atriz de commedia dell’arte que entram escondidos no ateliê para descobrir os segredos do mestre. Os jovens encontram uma invenção secreta, “A Máquina do Tempo”. Por descuido, ligam a máquina e são trazidos para 2021, ou seja, quase 500 anos depois, trazendo também o porteiro do Leonardo da Vinci que estava vigiando o ateliê, Michelangelo. Os aprendizes e Michelangelo  se metem em muitas aventuras e ainda encenam as fábulas do mestre para os habitantes do futuro. 

Com ajuda de bonecos, teatro físico, adereços, música e muita imaginação, os atores homenageiam o mestre contando suas fábulas. Após uma trapalhada com a máquina do tempo, eles voltam ao passado, onde quem os espera é o próprio Leonardo da Vinci. 


Sobre as fábulas
"O Papel e a Tinta" 
Conta, de forma lúdica e poética, as travessuras de uma caneta que muda a vida de uma singela folha de papel, dando a importancia aos livros e a escrita. 


"A Navalha"
História de uma navalha orgulhosa e pretensiosa que abandona o barbeiro, se achando insubstituível. 


"A Rede"
História de um cardume de peixes ornamentais que estão cansados de serem capturados por um tirano pescador, que pesca só por prazer de vê-los longe do mar. 


Sobre Leonardo da Vinci
Leonardo da Vinci nasceu no dia 15 de abril de 1452, em Anchiano, uma pequena aldeia na região da Toscana, perto de Vinci e próxima à Florença, na Itália. Com 17 anos estudou Artes no estúdio do mestre Andrea del Verrocchio, onde modelou imagens em terracota. Trabalhou para figuras importantes, como Lourenço de Médici, governador de Florença. Em 1480 pintou a tela Virgem do cravo, considerada sua primeira obra individual. Entre 1482 e 1499 viveu em Milão, onde era protegido de Ludovico Aforzo, duque de Milão, para quem pintou o afresco “A Última Ceia” para o Mosteiro de Santa Maria Delle Grazie.

Prestou também serviços para o duque como arquiteto e engenheiro, além de pintor. É dessa época a obra Homem Vitruviano. Em 1503 realiza o que seria sua grande obra, Mona Lisa. Considerado um polímata, Leonardo foi engenheiro, arquiteto, químico, geólogo, cartógrafo, estrategista, criador de engenhos bélicos e instrumentos musicais. Faleceu aos 67 anos, no dia 2 de maio de 1519, na França e foi enterrado no palácio de Amboise.


Sobre o grupo A Peste, Cia. Urbana de Teatro 
Desde sua criação, em 2004, a Companhia mantem a frequência de montar um espetáculo por ano, entre a cena adulta e infantil. No seu repertório traz os seguintes espetáculos: “Pinocchio”, “Familya Monstro”, “O tambor Africano”, “Sonhei com Charles Chaplin”, “A menina que descobriu a noite”, “A fantástica trupe em A princesa engasgada”, ” Sonhei com Charles Chaplin”, “Eternos vagabundos”, ”Tim Burton”, “Pour Elise”,  “Nossa história é assim” e “O Processo”. Todos com direção de Pamela Duncan. 


Ficha Técnica
Espetáculo: 
"O Inventor de Sonhos"
Direção, dramaturgia e figurinos: Pamela Duncan
Elenco: Paulo Arapuã, Ricardo Moraes e Sol Leão
Assistente de direção: Pedro Guida
Trilha sonora: Sérvulo Augusto, Pedro Guida e Pamela Duncan
Voz em off: Rodrigo Jubelini
Adereços: Lucas Luciano e Ivaldo de Mello
Costureira: Judite Lima e Lecy Andrade
Design gráfico: Thais Capeto
Vídeo-cenário: Giuliano Scanduzzi
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Designer de luz: Jonas Ribeiro
Fotografia: Jefferson Pancieri
Produção audiovisual: Luz Audiovisual
Produção de conteúdo para mídias sociais: Luiz Felipe Pedroso
Produção: Felipe Calixto e Pamela Duncan
Produção executiva: Jorge Alves
Coordenação do projeto: Felipe Calixto
Realização:  Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Em cena produções e A peste, cia urbana de teatro

Serviço
Espetáculo: "O Inventor de Sonhos"
Até dia 4 de abril
Sexta, sábado e domingo, às 16h
Duração: 55 minutos
Grátis 

.: Circo de Teatro Tubinho apresenta espetáculos e promove bate-papo


Comemorando 20 anos, o Circo de Teatro Tubinho é uma das raras companhias que, antes da pandemia, mantinha a tradição de percorrer pelas estradas. Foto: Studio Diego Soares


A temporada online do Circo de Teatro Tubinho prossegue neste fim de semana com a apresentação de três comédias. As sessões acontecem de sexta a domingo, sempre às 16h, pelas redes sociais da trupe - Youtube e Facebook, com reprises às segundas, terças e quartas, às 10h. Para o dia 5 de abril, às 16h, outra novidade: a passagem do Dia do Circo e os 20 anos da companhia serão temas do bate-papo virtual, pelas redes sociais do Centro de Memória do Circo, numa interação entre público e artistas.

A temporada animada do Circo de Teatro Tubinho prossegue neste fim de semana com fôlego total. Três comédias marcam a agenda,  “Tubinho, o Caçador de Ídolos” , “Tubinho e o Caso da Língua que foi Engolida” e “Tubinho e as Almas do Outro Mundo”, todos, é claro, com a assinatura do palhaço que, mesmo em tempos bicudos, não abre mão da alegria.

As sessões acontecem de sexta a domingo, sempre às 16h, pelas redes sociais da trupe, com reprises às segundas, terças e quartas, às 10h. Para o dia 5 de abril, às 16h, outra novidade: a passagem do Dia do Circo e os 20 anos da companhia serão  temas do bate-papo especial em formato virtual, pelas redes sociais do Centro de Memória do Circo, numa interação entre público e artistas. 

Reconhecimento
O Circo de Teatro Tubinho é uma das raras companhias que, antes da pandemia, mantinha a tradição de percorrer pelas estradas  – talvez a única de “família tradicional” de lona e de circo-teatro a itinerar ininterruptamente há 20 anos, destaca o artista Pereira França Neto,o popular Tubinho. A trupe é formada por cerca de 40 artistas.

Nesses 20 anos, o empreendimento cresceu em tamanho, abrangência e mérito artístico. Tanto que a família Tubinho conquistou inúmeros admiradores e fãs nas cidades pelas quais passou. O reconhecimento da companhia junto ao público foi confirmado com o recebimento do Prêmio Governador do Estado de São Paulo, na Categoria Circo, por votação popular, para Pereira França Neto (Palhaço Tubinho), em 2011, e para o Circo Teatro Tubinho, em 2017.

O extenso repertório é composto tanto por peças tradicionais, levadas à cena nos circos brasileiros desde o início do século XX, quanto por adaptações e textos escritos pelo próprio Pereira França Neto, o palhaço Tubinho, além de outros autores contemporâneos, imersos também nesta tradição circense.


Circo de Teatro Tubinho em números
- Há 20 anos na estrada;
- Atualmente, a família é composta por 40 pessoas;
- Mais de 100 artistas e funcionários já passaram pela companhia;
- Repertório recheado com mais de 100 espetáculos teatrais;
- Passou por mais de 60 cidades do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo;
- Já visto por mais de dois milhões de espectadores;
- Em 2014, realizou a sua maior temporada, permanecendo 8 meses em Sorocaba (SP);
- Nesses 20 anos, foram apresentados, aproximadamente, 6000 espetáculos.


Serviço
Circo de Teatro Tubinho
Temporada online de espetáculos
Até 7 de abril,

Agenda desta semana:
Dia 2 de abril, sexta, “Tubinho, o Caçador de Ídolos”
Dia  3, sábado, Tubinho e o Caso da Língua que foi Engolida”
Dia 4, domingo, “Tubinho e as Almas do Outro Mundo”
Horário: sempre às 16h.
Reprises dos espetáculos da semana às segundas, terças e quartas, às 10h

Transmissão: youtube.com/youtubinho e facebook.com/circotubinho

Gratuito. Este projeto foi realizado com apoio do Edital de Fomento ao Circo - Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Acesse a programação completa no site: www.tubinho.com.br

quinta-feira, 1 de abril de 2021

.: Leonardo Miggiorin estreia peça teatral gratuita e online "Não se Mate"


Nesta sexta-feira, dia 2 de abril, estreia online da peça "Não se Mate", com o ator Leonardo Miggiorin e direção de Giovani Tozi. Com transmissão pela Sympla e de graça, fica em exibição até 11 de abril. A expectativa é apresentar o espetáculo presencialmente depois. Foto: Priscila Prade
  


O ator Leonardo Miggiorin não para. Ele estreia a terceira peça durante a quarentena a partir desta sexta-feira, dia 2 de abril. "Não se Mate" pode ser assistida gratuitamente pela internet até dia 11 de abril com transmissão pela plataforma Sympla. A direção é de Giovani Tozi, que estreia na dramaturgia com este texto. 

Durante o período de quarentena, primeiro ele apresentou “A Bicicleta de Papel”, de Luccas Papp. Está ensaiando: "Fome", uma websérie teatral com a atriz Mel Lisboa e com a CIA do Faroeste - é o reencontro com Mel depois de 20 anos da minissérie "Presença de Anita". A terceira é justamnete “Não se Mate”, com estreia online e possível temporada presencial.

Na TV, está no ar em duas reprises no Canal Viva: a novela “Mulheres Apaixonadas” e “Flora Encantada”, seu primeiro trabalho, e ainda sem trabalhos futuros na TV. Na peça “Não se Mate”, Leonardo interpreta um homem em crise com questões parecidas com as dele e talvez, com muitos de nós. "O público vai se identificar em muitos aspectos e vai rir da situação patética desse personagem, o Carlos. Ele está num momento crucial de sua vida, no ápice de uma crise quando recebe uma ligação misteriosa do futuro!”, explica o ator.


Sinopse de "Não se Mate"
O ano é 2019. Carlos enfrenta um momento complicado de perdas e não consegue se livrar da sensação de imobilidade. Não se sente motivado nem para pintar, atividade que sempre o estimulou. A partida da mãe, o término com a namorada e a dispensa do trabalho foram gatilhos para um quadro depressivo que quase o fez desistir de tudo. As mensagens inesperadas de um homem misterioso acendem uma nova luz nas perspectivas do jovem. Otimismo, 2020 vem aí.

"Não Se Mate” é o espetáculo que apresenta o ator, diretor e produtor Giovani Tozi na dramaturgia. O titulo faz referência ao poema homônimo de Carlos Drummond de Andrade, lançado em 1962, como parte da “Antologia Poética”, organizada pelo próprio autor. Além de “Não Se Mate”, poemas emblemáticos de Drummond costuram a história, entre eles: “Poema das Sete faces”, “E agora José” e “Uma Pedra”.

Com interpretação de Leonardo Miggiorin, participação especial de Luiz Damasceno, design de luz de Cesar Pivetti e figurino de Fábio Namatame, a peça fará temporada online de 26 de março a 4 de abril, de sexta a domingo, às 20h, com transmissão gratuita pela Sympla. São 70 minutos de duração.

Drummond é um dos mais importantes autores brasileiros e um dos grandes colaboradores para a vanguarda modernista que revolucionou a literatura no Brasil. A semana de Arte Moderna, que completa 100 anos em 2022, foi um marco simbólico para repensar as estruturas dominantes entre os autores nacionais. Seguindo esse lugar de experimentação, Drummond evidenciou seu brilhantismo pela fluência de suas palavras, que conseguem transitar entre frases elaboradas e versos livres, sem deixar de ser popular e elegante. A profundidade alcançada pelo autor é notável, Drummond agregou aspectos existencialistas aos seus poemas, refletindo sobre os avanços tecnológicos e suas implicações como a guerra e a bomba atômica.

Essa fluência entre o erudito e o popular é o primeiro desafio de Leonardo Miggiorin, que busca equilibrar a freqüência dos poemas de Drummond à dramaturgia de Tozi. O autor conta que os poemas foram sendo incorporados ao texto de forma muito natural. “Tentei fazer com o que a minha vontade pessoal não se sobressaísse ao que a obra me pedia. Dessa forma, procurei escutar o personagem e, mesmo sendo muito fã dos poemas de Drummond, me contive ao que era necessário na história”.

Na história, Leonardo Miggirion interpreta Carlos, um artista plástico que vive um momento complexo de perdas. Essas ausências afetam diretamente o seu equilíbrio emocional. Mesmo partindo de um tom humorado, onde o personagem ainda consegue rir de si próprio, o texto propõe um mergulho psicológico, amparado pelos poemas e pela noção de autonomia proposta pelo existencialismo, onde o ser humano é diretamente responsável pelas perdas que coleciona.

A abordagem psicológica do texto ganha força no entendimento e na intimidade de Miggiorin com o tema, que é formado em psicologia. O ator, que já fez atendimento em consultório clinico, aproveitou o tempo disponibilizado pela pandemia para iniciar uma pós graduação (online) em psicodrama. Sobre esse interesse o ator comenta: "Sempre quis estudar psicologia antes mesmo de pensar em ser ator. Mas a carreira na atuação surgiu de surpresa e deu certo, então aproveitei ao máximo, pois é algo que amo e me realiza muito. Neste momento da minha vida, a psicologia está a serviço da arte”

.: Edição comentada mostra que "A Revolução dos Bichos" continua atual


O clássico de George Orwell, relançado pela editora Troia, não é apenas uma denúncia da violência do comunismo soviético do século XX, mas também um alerta para o perigo da corrupção do poder em qualquer regime e do arbítrio do autoritarismo

Nesse momento em que expressiva parte do mundo dá uma guinada à direita, rumo ao totalitarismo, a editora Troia traz ao público brasileiro uma oportuna e valiosa  edição comentada de "A Revolução dos Bichos", com tradução, prefácio e notas de Claudio Blanc. O clássico de George Orwell, publicado pela primeira vez em 1945, não é somente uma sátira à violência do comunismo soviético, liderado por Josef Stalin no século XX, mas também um alerta para o perigo da corrupção do poder em qualquer regime, de esquerda ou de direita, e o risco do autoritarismo. Segundo a revista Time, "A Revolução dos Bichos" é uma das mais importantes obras da língua inglesa de todos os tempos.

A fábula de George Orwell, nome literário de Eric Arthur Blair (1903-1950), jornalista nascido na Índia britânica, retrata o arbítrio e a desigualdade que imperam no autoritarismo. O processo democrático é substituído pela imposição de medidas não debatidas. As leis passam a beneficiar apenas alguns setores da sociedade (os apoiadores do grupo no poder), direitos conquistados são eliminados e as massas vivem manipuladas pela mentirosa propaganda oficial. 

Além de verter a obra-prima de Orwell para um português claro, fluente, mas sem perder a essência e o sabor do original, Claudio Blanc enriquece a nova edição brasileira com prefácio e notas substanciosas e didáticas, contextualizando a novela de Orwell, e uma cronologia da vida do escritor e dos principais acontecimentos no mundo e no Brasil, de 1903 a 1950. A edição tem moderno, original e arrojado projeto gráfico de Alan Maia.

“Apesar da narrativa fabulosa, dos animais que falam, que sabem ler, escrever e construir moinhos de vento, 'A Revolução dos Bichos' é uma obra que denuncia a exploração de uma classe por outra e os mecanismos políticos que tornam isso possível”, escreve Claudio Blanc no prefácio. Ele lembra o que disse o biógrafo de Orwell, Jeffrey Meyers, sobre o livro: “Praticamente todos os detalhes têm significado político nessa alegoria”.


Sobre o livro e a revolução que se faz nele
A história se passa na Fazenda do Solar, de um certo senhor Jones, despótico proprietário, que explora e maltrata os animais para o seu exclusivo benefício. Revoltados, os animais se unem e expulsam o dono e assumem a gestão da fazenda, agora com o nome de Fazenda dos Bichos, sob a liderança de dois porcos rivais, Napoleão (representando Stalin) e Bola de Neve (Trótski). 

Logo após a revolução dos bichos são editados os Sete Mandamentos da fazenda, um guia de conduta que prega igualdade entre os animais. A rivalidade entre Napoleão e Bola de Neve termina com a expulsão da fazenda e assassinato   no exílio do porco que representa Trótski, como ocorreu na vida real. Os Sete Mandamentos foram aos poucos adulterados até serem praticamente abolidos. “O que conta não é a doutrina econômica ou política, mas sim a tendência humana de explorar sua própria espécie”, afirma Claudio Blanc.

Apesar da promessa de justiça e distribuição honesta dos frutos do trabalho de todos os bichos, os porcos, sob a liderança de Napoleão, se julgam superiores aos outros, não se esforçam e se apoderam das melhores instalações da fazenda e têm alimentação mais farta e rica. Entre os animais da história se destacam os cavalos, especialmente os incansáveis Sansão e Quitéria, símbolos do povo manipulado, de- sinformado, que acredita em tudo que o poder diz e sonham com a aposentadoria nunca alcançada; o burro Benjamin, velho e sábio, que suspeita da revolução; a vaca Mimosa, vaidosa e egoísta; o asqueroso porco Garganta, porta-voz do governo, que justifica as arbitrariedades de Napoleão com mentiras e sofismas; e os cães bravos, defensores dos porcos mandões e que impedem qualquer oposição ao poder.

“Os leitores modernos passaram a ver o livro de Orwell como um poderoso ataque a qualquer poder político, retórico ou militar que busca controlar os seres humanos por meio de mecanismos cruéis e injustos”, escreve Claudio Blanc no prefácio. “Orwell conclui que a atitude das classes dominantes e seus esforços pela manutenção do poder e de seus privilégios em detrimento das classes mais baixas é a mesma, seja num regime comunista, seja num regime capitalista”, acrescenta Blanc, que além de tradutor é escritor e editor com formação em Filosofia.

Seu livro "De lenda em Lenda se Cruza Fronteiras" foi selecionado como “Altamente Recomendável” pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLJ). Já traduziu 45 obras, entre elas "O Peregrino", do inglês John Bunyan (1628-1688), publicado pela Troia em 2019. Você pode comprar "A Revolução dos Bichos", de George Orwel, neste link.

Ficha técnica
"A Revolução dos Bichos" (Edicão de luxo - capa dura)
Autor: 
George Orwell
Tradução, apresentação e notas de rodapé:
 Claudio Blanc
Ilustrador: Nelson Provazi
Editora: Troia
Formato: 15,6x23 cm
Páginas: 224 (com caderno de fotos)
ISBN: 978-65-88436-10-3
Link na Amazon: https://amzn.to/3rGidDI


"A Revolução dos Bichos" (Edição brochura)
Autor: George Orwell
Tradução, apresentação e notas de rodapé:
 Claudio Blanc
Ilustrador: Nelson Provazi
Editora: Troia
Formato: 14x21 cm
Páginas: 224 (com caderno de fotos)
ISBN: 978-65-88436-10-3
Link na Amazon: https://amzn.to/3sK9jGG


← Postagens mais recentes Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.