segunda-feira, 5 de abril de 2021

.: "Leopardo Negro, Lobo Vermelho", o premiado romance de Marlon James


Vencedor do Man Booker Prize, autor jamaicano cria épico fantástico, ambientado na África, com referências a Gabriel García MárquezHieronymus Bosch e ao universo Marvel.

O Rastreador é um dos mercenários que se candidatam para encontrar um menino desaparecido, provavelmente o herdeiro legítimo do trono de um império e que talvez nem esteja mais no mundo dos vivos. Guiado por um faro excepcional, que lhe permite identificar bebidas envenenadas e inimigos à espreita a quilômetros de distância, este incansável caçador cumpre sua jornada em uma África pré-colonial. Passa por cidades ancestrais, desbrava rios e florestas e também esbarra com uma vasta galeria de personagens ― demônios, feiticeiros, bruxas, prostitutas e necromantes ― muitos deles flutuam entre os gêneros, mudam de cor e alternam entre os status humano e não humano.

Em Leopardo negro, lobo vermelho, que a Intrínseca lançou recentemente, Marlon James cria uma trama poderosa, inspirada nas histórias e folclores da África, que perpassa as fronteiras entre o real e o surreal. Neste épico fantástico do qual também transbordam sangue e violência, o autor, vencedor do Man Booker Prize em 2015, questiona os limites da verdade e do poder e o pre­ço da ambição, sempre valendo-se do uso de referências múltiplas, que vão de Gabriel García Márquez, passando por Hieronymus Bosch e o universo Marvel.

Diferentemente do cultuado best-seller "Breve História de Sete Assassinatos", cujos capítulos são narrados por vários personagens, cada um com seu modo muito particular de interpretar os “fatos” e de se expressar, desta vez quem conta a maior parte do que se lê é o Rastreador. Confrontado pela vastidão do continente, por toda a beleza e terror em seu caminho, ele decide ir contra seus princípios de caçador solitário ao perceber que seus inimigos são mercenários em busca do mesmo objetivo. O grupo ao qual se junta é heterogêneo e composto por uma gama de criaturas extremamente atípicas, entre eles um misterioso metamorfo — metade homem, metade Leopardo —, que irá conduzi-lo pelo caminho.

Enquanto lutam para sobreviver e concluir a tarefa, o Rastreador é assombrado por diversos questionamentos: quem é o menino desaparecido? O que o fez desaparecer? Por que há tanto interesse em que não seja encontrado? Mas, sobretudo, quem está mentindo e quem está dizendo a verdade? Desdobrando persona­gens e lendas em uma cascata vigorosa, "Leopardo Negro, Lobo Vermelho" ─ em uma bela edição capa dura ─ é uma ode à beleza e à pluralidade da mitolo­gia africana.

Direitos de produção de uma adaptação para o cinema foram adquiridos por Michael B. Jordan e Warner Bros. Você pode comprar "Leopardo Negro, Lobo Vermelho", de Marlon Jamesneste link.

O que disseram sobre o livro
“James cria uma África ancestral perigosa e alucinante, um mundo fantástico ao estilo de Tolkien, o tipo de livro que eu não sabia que precisava ler até lê-lo.” - Neil Gaiman

“Contagiante, cheio de ação, o equivalente literário do universo dos heróis da Marvel.” - Michiko Kakutani, The New York Times


Sobre o autor
Marlon James nasceu na Jamaica em 1970. É autor do best-seller do The New York Times "Breve História de Sete Assassinatos" — livro vencedor do Man Booker Prize em 2015 — e de outros títulos como "The Book of Night Women" e "John Crow’s Devil". Atualmente se divide entre as residências em Minnesota e Nova York. Foto: Mark Seliger


Ficha técnica
"Leopardo Negro, Lobo Vermelho"
Autor: Marlon James
Tradução: André Czarnobai
Páginas: 784
Editora: Intrínseca
Link na Amazon: https://amzn.to/31JEEgH





 

.: "A Visão das Plantas", de Djaimilia Pereira de Almeida: passado sombrio


Romance premiado que fala de um passado sombrio compartilhado por África, Portugal e Brasil.

Uma das autoras mais destacadas da língua portuguesa de hoje, Djaimilia Pereira de Almeida estava lendo o livro "Os Pescadores", de Raul Brandão (1867-1930), quando encontrou a frase que haveria de inspirar, anos depois, este "A Visão das Plantas": “tendo começado a vida como pirata a acabou como um santo, cultivando com esmero um quintal de que ainda hoje me não lembro sem inveja”.

O personagem, no caso, é um tal capitão Celestino, homem cujo passado de brutalidade e violência assombrosas é substituído, no crepúsculo da vida, por um amor delicado e cuidadoso pelas plantas de seu jardim. É Celestino, pois, o protagonista deste romance que retrata, com lirismo e um estilo contido, um homem absolutamente abominável, cujos feitos fazem parte de um dos capítulos mais abjetos da história universal.

De volta a Portugal ao cabo de uma vida de aventuras suspeitas e com a consciência pesada pelas monstruosidades que cometeu, o capitão retorna à casa de sua infância. Tudo ali lhe parece diferente: ele mesmo não se sente ligado ao próprio passado. Homem de poucas palavras, Celestino está praticamente cego e apenas encontra algum refúgio em suas flores.

Na vizinhança, as pessoas conhecem seus malfeitos, então poucos se atrevem a se aproximar — as crianças imaginam ver uma casa assombrada, destas das histórias de terror. Somente o padre Alfredo é um visitante regular: quer levar o homem para se confessar, mas o único assunto que interessa a Celestino é mesmo o esplendor de seu roseiral. Você pode comprar "A Visão das Plantas", de Djaimilia Pereira de Almeida, neste link


Sobre a autora
Nascida em Luanda, Djaimilia Pereira de Almeida é autora de Luanda, Lisboa, Paraíso, vencedor do Prêmio Oceanos 2019. A visão das plantas ficou em segundo lugar no Prêmio Oceanos 2020.

Ficha técnica
Título: 
"A Visão das Plantas"
Autora: Djaimilia Pereira de Almeida
Gênero:
ficção estrangeira
Categoria: romance
Capa: Luciana Facchini
Páginas: 88
Tiragem: 2500 exemplares
Formato: 13,5 × 20,8 × 0,8 cm
Peso: 0,135 kg
ISBN: 978-65-5692-104-4
E-ISBN: 978-65-5692-103-7
Link na Amazon: https://amzn.to/3dASKGu

Território Flip - Djaimilia Pereira de Almeida


.: Entrevista: Alexandre Borges relembra o Jacques Leclair de "Ti Ti Ti"


Em entrevista, o ator comenta a experiência de viver os protagonistas da trama do "Vale a Pena Ver de Novo". Foto: TV Globo / Alex Carvalho

Protagonizar "Ti Ti Ti" marcou a carreira de Alexandre Borges e Murilo Benício. Os atores acompanharam a versão original da novela, escrita por Cassiano Gabus Mendes e exibida em 1985, com Luis Gustavo e Reginaldo Faria nos papéis de André/Jacques Leclair e Ariclenes/Victor Valentim, e admiravam a atuação deles na época. 

Passados 25 anos, Alexandre e Murilo tiveram a oportunidade de interpretar os mesmos personagens na novela de Maria Adelaide Amaral e repetir o enorme sucesso. Alexandre Borges conta que vibrou quando foi convidado para protagonizar a novela justamente por ter na memória afetiva uma trama repleta de atores que admira e um enredo leve e descontraído. "Poder ter a oportunidade de participar da segunda versão dessa trama tão divertida foi incrível. Trabalhar com nomes como o meu grande parceiro Murilo Benício, Claudia Raia e Nicette Bruno, a nossa grande dama da dramaturgia, foi enriquecedor. A gente tinha uma troca muito legal com o Jorge Fernando, que foi essencial para a construção do Jacques Leclair", revela Alexandre.

Em entrevista, Alexandre Borges conta um pouco mais sobre as lembranças da novela, que está de volta no "Vale a Pena Ver de Novo". "Ti Ti Ti" é escrita por Maria Adelaide Amaral, com direção de núcleo de Jorge Fernando e direção de Marcelo Zambelli, Maria de Médicis e Ary Coslov.


Como foi receber a notícia de que "Ti Ti Ti" estará de volta no "Vale a Pena Ver de Novo?" Era um desejo do público que a novela voltasse. Seu também?
Alexandre Borges - Fiquei feliz demais. Com certeza o André/Jacques Leclair é um dos principais papéis da minha carreira. Até hoje sentir o carinho e atenção das pessoas ainda lembrando dele é demais. Vai ser maravilhoso reviver tudo isso.


Quais as principais recordações que traz desse trabalho?
Alexandre Borges - Na época, eu lembro que fiquei muito feliz com o convite da Maria Adelaide Amaral e do Jorge Fernando para viver o Jacques Leclair. Acompanhei a primeira versão da novela, com atores ícones no elenco, e poder ter a oportunidade de participar da nova versão dessa trama tão divertida, leve, foi incrível.


Como era a relação com o elenco com quem mais contracenava?
Alexandre Borges - Poder trabalhar com nomes como o meu grande parceiro Murilo Benício, com a Claudia Raia e Nicette Bruno, a nossa grande dama da dramaturgia, foi enriquecedor. A gente tinha uma troca muito legal com o Jorge Fernando, que foi essencial para a construção do Jacques Leclair.


Você também estava no ar em "Laços de Família", no "Vale a Pena Ver de Novo", com o Danilo, outro personagem muito marcante, e na edição especial de "Haja Coração", que chegou ao fim. Como é rever trabalhos tão diferentes?
Alexandre Borges - É muito interessante rever esses trabalhos. Danilo foi o meu primeiro personagem inteiramente cômico, aprendi muito com ele. E que elenco maravilhoso! Trabalhar com a Marieta Severo e fazer uma novela do Manoel Carlos, que é um mestre, um poeta do dia a dia, foi um privilégio. E pessoalmente foi um período muito feliz para mim, foi o ano do nascimento do meu filho Miguel. Só guardo lembranças especiais dessa época. Sobre "Haja Coração", foi uma honra ter sido convidado para fazer o Aparício. Vou ser sempre grato ao Silvio de Abreu e ao Daniel Ortiz. Aparício é um personagem emblemático e que nos anos 1980 foi marcado pela interpretação maravilhosa de Paulo Autran em "Sassaricando", de quem eu era fã incondicional.




.: Cia. Articularte apresenta o espetáculo de bonecos "Menino Coragem"


Espetáculo infantil tem patrocínio da Lei Aldir Blanc – Módulo I - Maria Alice Vergueiro e Secretaria Municipal de Cultura e será apresentado de forma sensível e cinematográfica nas páginas do Facebook de CEUs, Escolas e Casas de Cultura de São Paulo. Foto: João Valerio


Apresentado pela Cia. Articularte, o espetáculo de bonecos "Menino Coragem" acontece entre os dias  9 a 30 de abril. No espetáculo, um menino (Boneco Zaki) e sua irmã (Janaína) se perdem de sua família e vivem uma aventura inusitada, quando enfrentam situações estranhas, perigosas e divertidas. Com muita coragem, eles serão obrigados a cruzar uma floresta escura, com seres surreais, depois um mar de criaturas marinhas fantásticas, até chegarem em uma nova terra, onde terão que se adaptar à vida daquele povoado. 

Diversos bonecos e formas animadas de tamanhos variados ajudam a contar essa curiosa trama quase sem palavras. Espetáculo da Cia Articularte, tradicional companhia criada no ano de 2000 que trabalha com a animação de bonecos, tem direção de Dario Uzam e Surley Valerio como Bonequeira, contando com os atores-manipuladores Surley Valerio, William Lobo, Tânagra Andria e Flávio Borzi no elenco. 

A versão online foi criada especialmente para a ocasião e será transmitida de 9 a 30 de abril pelas páginas do Facebook das instituições EMEF Primo Pascoli Melaré, Ceu Jd. Paulistano - NAC - Núcleo de Cultura, Casa  de  Cultura  Da  Freguesia  do Ó, Ceu Jd. Paulistano – EMEI, Ceu Jd. Paulistano – EmeF – os links estão no serviço.

A peça, que conquistou edital do Prêmio Fomento ao teatro de São Paulo – 2017, também foi indicada a três categorias no Prêmio S. Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem (Femsa – Coca Cola 2017): texto original, trilha musical adaptada e prêmio sustentabilidade. Leia aqui as críticas do espetáculo! 


Serviço: 
Espetáculo:
"Menino Coragem"
Duração: 43 minutos
Grátis. 

9 de abril - 10h30 - EMEF Primo Pascoli Melaré  
https://www.facebook.com/emefprimopascolimelare

10 de abril - 15h00 - Ceu Jd. Paulistano - NAC - Núcleo de Cultura
https://www.facebook.com/ceujdpaulistano

11 de abril - 17h00 - Casa  de  Cultura  Da  Freguesia  do Ó
https://www.facebook.com/ccsalvadorligabue

16 de abril - 10h30 - Ceu Jd. Paulistano
https://www.facebook.com/emeiceujdpaulistano

23 de abril - 10h30 - Ceu Jd. Paulistano – EmeF 
https://www.facebook.com/ceuemefjdpaulistano

30 de abril  -17h00 -  CEU  Paz
https://www.facebook.com/ceupazjardimparana

As transmissões acontecem simultaneamente na página oficial da Cia. Articularte: https://www.facebook.com/cia.articularte



.: Atriz Priscila Assum estreia "Caótica" com direção de Fabio Strazzer


Durante a pandemia, Priscila Assum escreveu o seu primeiro solo: "Caótica - Uma Ótica Bem-humorada sobre o Meu Caos". A direção é de Fabio Strazzer, com provocação artística da diretora teatral premiada Duda Maia. A estreia será na próxima quinta-feira,  dia 8 de abril, no YouTube.


Na próxima quinta-feira, dia 8 de abril, às 21h, estreia o solo "Caótica - Uma Ótica Bem-humorada sobre o Meu Caos", no YouTube. Serão apenas quatro apresentações nos dias 8, 9, 10 e 11 de abril. A "peça- metragem" ou "filme ao vivo" conta com a interpretação da atriz Priscila Assum - ela também assina o texto, que marca sua estreia como autora. A comédia conta com a direção experiente de Fabio Strazzer, diretor de dramaturgia da TV Globo, e com a provocação artística da diretora teatral Duda Maia - um dos principais nomes do teatro brasileiro, ela acumula diversos prêmios como Shell, APTR, Bibi Ferreira, entre outros.

O novo trabalho, escrito durante a pandemia, levanta uma reflexão bem-humorada sobre a ansiedade segundo a ótica feminina. A protagonista é uma mulher que se divide em múltiplos papéis e enfrenta uma crise de ansiedade aguda causada pela tentativa de corresponder ao padrão da mulher ideal imposto pela sociedade contemporânea.

A protagonista faz um paralelo entre o seu caos pessoal e a crise que forçou o mundo a parar. Ela enxerga nesta “pausa forçada” uma oportunidade de olhar para si e se reconhecer em meio às inúmeras máscaras que havia criado para viver. Priscila interpreta diferentes personagens e alterna entre narração e dramatização, em um ágil e divertido jogo cênico que explora as possibilidades do teatro e os recursos audiovisuais, revelando a linguagem híbrida da obra.

“Para essas exibições de 'Caótica' via YouTube, tive a sorte de poder contar com uma equipe que reúne profissionais tanto do audiovisual quanto do teatro. Dessa forma, somamos os recursos que cada um desses veículos nos traz para contar essa história de maneira criativa, divertida e ágil. Nesse momento tão delicado, acho importante levar um pouco de diversão para as pessoas”, acrescenta a autora e atriz Priscila Assum. O espetáculo será realizado devido ao patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, por meio do Edital da Lei Aldir Blanc RJ/Retomada Cultural.


Ansiedade e arte

A ansiedade é considerada o mal do século e, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: 18,6 milhões de brasileiros (9,3% da população) convivem com o transtorno e as mulheres são as mais afetadas por ele. Abordar o assunto, mesmo que de forma leve e bem-humorada, é essencial para reforçar a relevância do tema. 

"Caótica" convida o público para participar do universo desta mulher e testemunhar o diálogo sensível e divertido dela consigo mesma. A personagem, ao compartilhar suas experiências, atua como uma rede de suporte e empatia. No dia 11 de abril, domingo, a apresentação terá tradução em Libras. Antes do espetáculo começar, haverá uma audiodescrição narrada pela atriz situando as pessoas com deficiência visual em relação aos espaços, objetos, figurinos e adereços utilizados durante a exibição.


Sinopse do espetáculo

"Caótica" é um solo que usa a linguagem da comédia para abordar a questão da ansiedade (agravada pela pandemia) sob a ótica feminina. A narrativa apresenta o universo de uma mulher, profissional exemplar, casada e mãe que sofre com os sintomas de ansiedade: insônia, dificuldades de concentração, taquicardia, transpiração excessiva e falta de ar. Para resolver o problema, ela busca ajuda de médicos, terapeutas e gurus. Seu maior desejo no momento é que sua vida volte ao normal. 

Nesta jornada, ela se envolve em situações absurdas, não perdendo a oportunidade de rir de si mesma. A protagonista traça um paralelo entre seu caos pessoal e a crise mundial que forçou o mundo a parar. Ela enxerga nesta “pausa forçada” uma oportunidade de olhar para si e se reconhecer em meio às inúmeras máscaras que havia criado para corresponder à imagem da mulher ideal, segundo os padrões impostos pela sociedade contemporânea.


Fabio Strazzer - Diretor
Diretor de dramaturgia da Rede Globo desde 2007, tendo em seu currículo inúmeras novelas de sucesso como "Escrito nas Estrelas", "A Força do Querer", "O Outro Lado do Paraíso" e "Jóia Rara" (vencedora do Emmy de melhor novela), entre outras; e séries como "Casos e Acasos" e "Por Toda a Minha Vida". Atualmente, integra a equipe de direção da novela "Pantanal", que será exibida pela Rede Globo. 


Duda Maia - Provocadora Artística 
Formada pela Escola de Dança Angel Vianna, foi professora de corpo do Curso Profissionalizante de Atores da CAL (1998-2008). De 1996 a 2006, foi diretora e coreógrafa da Trupe do Passo. Duda é hoje um dos principais nomes da direção teatral no Brasil. Dirigiu diversos espetáculos que foram sucesso de público e crítica, entre eles destacam-se "Elza", "AUÊ" e "A Gaiola".  Duda já recebeu vários dos prêmios mais importantes no país na categoria Melhor Direção como Zilka Sallaberry, Shell, Cesgranrio, Botequim Cultural, Prêmio APCA, Bibi Ferreira, Prêmio Reverência de Teatro Musical e Prêmio CBTIJ.


Priscila Assum - Atriz
Atriz carioca com ampla experiência em teatro, cinema e TV, Priscila trabalhou com os principais diretores da atualidade. Premiada em diversos festivais de cinema por sua atuação em filmes como "Como Nascem os Anjos", de Murilo Salles. Em 2020, fez parte do elenco da série "Reality Z" (Conspiração Filmes), exibida pela Netflix e dirigida por Cláudio Torres. Em 2018, Priscila protagonizou o longa "Despedida de Noivado" de Roberto Santucci, com lançamento previsto para 2021. Em 2017 e 2018 fez parte do elenco da novela "O Outro Lado do Paraíso" (TV Globo), de Walcyr Carrasco, e atuou na série de sucesso "O Mecanismo", na Netflix, dirigida por José Padilha. Nos cinemas, esteve em cartaz na comédia "Tudo Acaba em Festa", de André Pellenz, com sua atuação destacada pela crítica especializada, e A Menina Índigo, de Wagner de Assis - mesmo diretor de Nosso Lar.


Ficha Técnica:
Espetáculo: 
"Caótica - Uma Ótica Bem-humorada sobre o Meu Caos"
Texto e Atuação:
Priscila Assum
Direção: Fabio Strazze
Provocação artística: Duda Maia
Supervisão de texto: Leandro Muniz
Assistente de direção: Kika Werner
Direção musical: Rodolpho Rebuzzi
Música original: Rodolpho Rebuzzi e Marcos Amorim
Direção de arte: Mayra Renna
Figurino: Bruno Perlatto
Direção de fotografia e montagem: Marcelo Gibson
Live streaming: Ghetto Filmes
Projeto gráfico: Edu Juffer
Assessoria de imprensa: Cristiana Lobo / Círculo Comunicação
Coordenação de produção: Renata Campos
Gerência financeira: Estufa de Ideias
Realização: Pri Assum


Serviço:
Espetáculo: 
"Caótica - Uma Ótica Bem-humorada sobre o Meu Caos"
Estreia:
 quinta-feira, dia 8 de abril
Temporada: dias 8, 9, 10 e 11 de abril
Horário: 21h
Canal: http://bit.ly/3rErQDE
Gênero:
comédia
Duração: 45 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
Gênero: comédia
Gratuito


domingo, 4 de abril de 2021

.: Livro sem título marca o retorno de Carpinejar para a poesia


"Poesia é definir primeiramente quem não somos, quem não queremos ser de jeito nenhum", afirma o escritor Fabrício Carpinejar sobre o último lançamento. Um livro sem título, sem prefácio, sem abas de apresentação, sem fiadores, sem notas biográficas sobre o autor, sem adornos: só poemas falando diretamente com o leitor, só com o essencial da vida.

Este é o novo livro de Carpinejar. Despojado, livre, feito para o despojamento, contra as aparências e as fachadas, valorizando unicamente o que está escrito. Assim como uma carta, em que reina o segredo entre o remetente e o destinatário. Você pode comprar o novo livro de Carpinejar, lançado pela editora Bertrand Brasil, neste link.

Sobre o autor
Com 46 livros publicados, e mais de duas dezenas de prêmios literários, entre eles o Prêmio Jabuti por duas vezes, Fabrício Carpinejar é um dos escritores contemporâneos brasileiros mais reconhecidos do país. Suas obras transitam entre diversos gêneros, como poesia, crônica, memória, infantojuvenil e reportagem. "Colo, por Favor! - Reflexões em Tempos de Isolamento", o primeiro livro publicado sobre o período da pandemia, já vendeu mais de 25 mil exemplares.

Autor do best-seller "Cuide dos Pais Antes que Seja Tarde", também é famoso nas redes sociais por postar pequenos pensamentos escritos em guardanapos, que compartilha diariamente com seus seguidores. Além dos trabalhos autorais, o jornalista apresentou o programa “A Máquina”, da TV Gazeta, é colunista do jornal O Tempo, onde escreve crônicas semanalmente, e é comentarista do programa “Encontro com Fátima Bernardes”, exibido pela TV Globo.

.: Musical "Bertoleza", inspirado em "O Cortiço", faz temporada online


Com direção de Anderson Claudir, adaptação vencedora do Prêmio APCA, inverte o protagonismo na obra de Aluísio Azevedo e é estrelada por Lu Campos. Foto: Rafa Paschoalini


Vencedor do Prêmio APCA 2020 na categoria “Espetáculo”, o musical “Bertoleza”, da Gargarejo Cia. Teatral, tem seis exibições online e gratuitas entre os dias 6 a 15 de abril, de terça a quinta, sempre às 21h. A gravação da primeira temporada do trabalho, no Sesc Belenzinho, será transmitida por meio do canal do YouTube do grupo. E as cenas são intercaladas com depoimentos do elenco sobre o processo criativo, a construção de seus personagens e a experiência de fazer teatro na pandemia.

A montagem, com adaptação, direção e músicas de Anderson Claudir, que também assina a dramaturgia ao lado de Le Tícia Conde, é inspirada no livro “O Cortiço”, clássico naturalista de Aluísio Azevedo. Mas, desta vez, o público conhece a história sob ponto de vista da Bertoleza, uma mulher negra que é tão importante para a construção do romance quanto o próprio João Romão, o protagonista original. 

Na trama de Aluísio Azevedo, o oportunista Romão propõe uma sociedade à escrava Bertoleza, prometendo comprar a alforria dela. Eles começam uma nova vida juntos e constroem um pequeno patrimônio formado por um enorme cortiço, um armazém e uma pedreira. Depois de acumular capital considerável, o ambicioso João Romão já não sabe como se tornar ainda mais rico e poderoso. Envenenado pelo invejoso Botelho, ele decide se casar com Zulmira, a filha de Miranda, um negociante português recentemente agraciado com o título de barão. Mas, para isso, precisa se livrar da amante Bertoleza, que trabalha de sol a sol para lutar pelo patrimônio que eles construíram juntos.

Para a companhia, o grande desafio foi fazer com que uma narrativa do século 19 questionasse e problematizasse as relações criadas nos dias de hoje. Por isso, o projeto iniciado em 2015 foi ganhando novos contornos. “Quisemos investigar uma identidade brasileira que vem da diáspora africana e pensar em como isso nos afeta artisticamente. Assim, podemos criar novos signos para essa geração e dar uma voz para essa terra periférica”, conta Claudir. 

No processo, o coletivo procurou a força da figura de Bertoleza em outras mulheres negras brasileiras negligenciadas pela História. Durante a encenação, o elenco relembra as histórias dessas mulheres, como a vereadora Marielle Franco, militante da luta negra assassinada em março de 2018; a escritora Carolina Maria de Jesus, famosa pelo livro "Quarto de Despejo: Diário de Uma Favelada"; a jornalista e professora Antonieta de Barros, defensora da emancipação feminina que foi apagada dos livros de História; a escritora Maria Firmina dos Reis, considerada a primeira romancista brasileira; e a guerreira Dandara, que viveu e lutou no período colonial.

A protagonista do espetáculo é interpretada pela atriz Lu Campos. O elenco fica completo com Eduardo Silva (Botelho), Taciana Bastos (Zulmira) e Bruno Silvério (João Romão), além do coro. A direção musical é assinada por Eric Jorge; a dramaturgia por Le Tícia Conde e Anderson Claudir; e a direção de movimento, por Emílio Rogê. 


Relação profunda entre vida e obra
Para Lu Campos, interpretar Bertoleza tem um significado ainda mais profundo. No processo desde 2015, ela conta que vivenciou um chamado ancestral em 2017: suas antepassadas maternas deram-lhe a missão de quebrar o ciclo de opressão vivenciado por sua família desde os tempos de escravidão. “Espero que as mulheres pretas se sintam bem representadas na peça e a partir disso, busquem seus lugares de protagonismo nos variados âmbitos da vida”, conta. 

Para a atriz, estar nesse processo contribui para a sua expansão de consciência. Em busca de mais respostas sobre sua ancestralidade, ela também cursou a pós-graduação em Matriz Africana pela FACIBRA/Casa de Cultura Fazenda Roseira. “As pessoas precisam perceber quão rica e diversificada é a matriz africana, por isso ela deve ser resgatada e valorizada. Afinal, a África é o ventre do mundo”, emociona-se.


Sobre a Gargarejo Cia Teatral
Formada por uma equipe focada na perspectiva étnico-racial para aquilombar e empretecer saberes, a Gargarejo Cia Teatral conta com artistas de diversas áreas, como artes plásticas, dramaturgia, artes cênicas, direção, cenografia, musicalidade e produção. A companhia teve início em 2014, em Campinas, em parceria com renomadas instituições da região, como a Universidade de Campinas (UNICAMP), o Conservatório Carlos Gomes, a Estação Cultura de Campinas, as Prefeituras de Campinas, Sumaré e Vinhedo e o Lar dos Velhinhos de Campinas.

O coletivo está interessado em produzir arte popular, focado em uma perspectiva étnico-racial e refletindo sobre colonização versus identidade. Articulando a vivência periférica na cena como protagonista. Em 2015, iniciou uma pesquisa sobre “O Cortiço”, que resultou na microcena "Bertoleza - Uma Pequena Tragédia: Ponto de Partida para o Processo de Investigação" que, em 2019, completa quatro anos. Em 2017, o grupo se estabelece na cidade de São Paulo e, durante esse período, realiza diversas experimentações cênicas e musicais, propõe leituras, debates, rodas de conversa e apresentações das canções.


Sinopse
Adaptação musical de “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, obra clássica da literatura naturalista brasileira, em que o protagonismo é invertido. A voz agora é de Bertoleza: mulher, negra e escravizada que se relaciona com João Romão, um português ambicioso e oportunista. Bertoleza é o dedo na ferida, é o nó expulso da garganta, a voz que pergunta: "E a Bertoleza?".


Ficha técnica
Espetáculo: 
"Bertoleza Multimídia"
Direção e adaptação: Anderson Claudir
Dramaturgismo: Le Tícia Conde
Direção musical: Eric Jorge
Direção de movimento e coreografia: Emílio Rogê
Preparação vocal: Juliana Manczyk
Cenografia e figurino: Daniela Oliveira
Produção executiva: Andréia Manczyk
Produção audiovisual: Agência Dramática
Assessoria de imprensa: Agência Fática
Elenco: Lu Campos, Eduardo Silva, Taciana Bastos, Bruno Silvério e grande elenco.
Realização: Gargarejo Cia. Teatral
Esta temporada é apresentada pela Lei Aldir Blanc através do ProAC Expresso Lab da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e do Governo Federal.


Serviço
Espetáculo: 
"Bertoleza Multimídia"
Espetáculo transmitido pelo canal do Youtube da Gargarejo Cia. Teatral: https://www.youtube.com/channel/UCjU06hJfRzxyC82x30dLCcw/featured
Temporada:
6 a 15 de abril
De terça à quinta, sempre às 21h
Ingressos: gratuitos
Classificação: 12 anos
Duração: 90 minutos
Facebook: @gargarejociateatral
Instagram: @gargarejocia

.: Trovadores Urbanos: 30 anos em seis lives gratuitas


A live "Copacabana" acontecerá nesta segunda-feira, dia 5 de abril, às 20h. Foto: divulgação

Em comemoração aos 30 anos de carreira dos seresteiros Trovadores Urbanos seis lives com músicas e histórias vividas pelo grupo estão sendo transmitidas pelas páginas do grupo no Facebook e Youtube.  A Live 3 terá como tema o show "Copacabana" e acontecerá nesta segunda-feira, dia 5 de abril, às 20 h.

O convidado especial da live será Tito Teijido, diretor musical desse espetáculo. Os trovadores apresentarãogravações antigas  como a do programa de Hebe Camargo, vídeos do grupo do início dos anos 2000 e depoimentos de mulheres  cantoras e produtoras , que trabalham com os Trovadores Urbanos.  

O show "Copacabana" se transformou em CD, sugestão de Zuza Homem de Mello, e todo clima do Rio de Janeiro, anos 50, boemia e a “pré-bossa nova” é o universo retratado no caprichado álbum. A direção desse trabalho foi de Mauricio Mestro.

O projeto "Trovadores Urbanos 30 Anos" celebra a carreira de sucesso do grupo, que conta com mais de 100 mil serenatas, centenas de shows, turnês internacionais, oito CDs, dois DVDs e muitas histórias vividas em janelas pelo Brasil e pelo mundo. Mas durante essa caminhada, o grupo foi além da música e, levantando a bandeira do Afeto, também produziu polos de musicalização para comunidades carentes da cidade de São Paulo, através do Instituto Trovadores Urbanos. As lives são gratuitas e transmitidas pelo Facebook e YouTube dos Trovadores Urbanos.


.: Espetáculo "Solilóquios pra Depois da Tempestade" reflete o amor



Espetáculo "Solilóquios pra Depois da Tempestade" reflete sobre diferentes formas de amar e questiona o conceito de amor-próprio. A peça poderá ser assistida de forma gratuita entre os dias 5 de 10 de abril às 20h pelo canal do youtube do Coletivo Madalena.

O espetáculo "Solilóquios pra depois da tempestade", que aborda as transformações que as formas de amar sofreram e questiona conceitos amplamente difundidos como "amor-próprio", terá temporada totalmente online e gratuita entre os dias 5 e 10 de abril, sempre às 20h. A peça é produzida pelo Coletivo Madalenas e foi escrita por Mayra Beatriz Ferreira e será interpretada pela própria autora e pela atriz Daniela Aoki. O vídeo do espetáculo não ficará disponível após as apresentações que acontecerão no canal do Youtube "Coletivo Madalena".

O solilóquio é um recurso dramático no qual se verbaliza em primeira pessoa os pensamentos da personagem, dessa forma "Solilóquios pra depois da tempestade" foi produzido a partir de vivências pessoas da dramaturga e tem uma abordagem narrativa, documental, mas sobretudo performativa e pessoal.

A peça é dividida por capítulos e temas que orbitam pela temática do amor e a multiplicidade de possibilidades para a sua expressão. O texto foi produzido ao longo da década de 2010, a partir do desejo da dramaturga de analisar a própria relação com o amor e da recorrência de relacionamentos abusivos com homens cis. Este projeto foi contemplado pelo edital ProAC Expresso Lei Aldir Blanc Nº36 (2020) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo


Coletivo Madalena
Maria Madalena é uma personagem bíblica conhecida como prostituta, porém, ao debruçarmo-nos sobre a origem da personagem reparamos que não existem vestígios para tal afirmação, com isso, decidimos fazer uma analogia à figura feminina contemporânea frente à sociedade patriarcal. Nasce, então, o Coletivo Teatral Madalena na ânsia de pesquisar o feminino abrangendo sua condição histórica sociológica a fim de promover a construção de uma linguagem cênica que vise a reflexão e fomente o debate sobre a condição da mulher na sociedade em que vivemos.

Ficha técnica
Espetáculo 
“Solilóquios pra Depois da Tempestade”
Direção: Regi Ferreira
Dramaturgia: Mayra Beatriz Ferreira
Atrizes: Daniele Aoki e Mayra Beatriz Ferreira
Artistas convidados: Dani Rosa, Júlia Francez, Letícia Bassit e Rodrigo da Silva Albuquerque
Produção: Fernanda Paixão
Multimídia: Ariel Rodrigues
Trilha sonora: Jomo Faustino
Assessoria de imprensa e mídias sociais: BMG Comunicação


Serviço
Espetáculo “Solilóquios pra Depois da Tempestade”
Data: entre 5 e 10 de abril
Horário: 20h
Onde: Canal do YouTube - www.youtube.com/c/ColetivoMadalena
*Online e gratuito

.: "Beatles Para Crianças" abre o Diversão em Cena ArcelorMittal


Live show será transmitido gratuitamente neste domingo, dia 4 de abril, às 16h. Foto: Andréia Machado

Com muita música boa, o projeto "BPC - Beatles Para Crianças" apresenta sucessos do quarteto de Liverpool com arranjos originais. A montagem "O Primeiro Show de Rock!" será transmitida ao vivo neste domingo, dia 4 de abril, às 16h, pelo canal no YouTube da Fundação ArcelorMittal e na página do Facebook do Diversão em Cena.

No espetáculo, as canções "I Want To Hold Your Hand", "All My Loving" e "Yellow Submarine" são mescladas com histórias contadas e cantadas. Além disso, os músicos mostram para a criançada diferentes instrumentos musicais, como ukulele, washboard, keytar e kazoo.

A banda - criada em 2014 pelos educadores Fábio Freire e Gabriel Manetti - tem de maneira lúdica e bem pensada, proporcionado entretenimento para toda a família. Estão presentes no projeto a musicalização, a iniciação ao rock, a língua inglesa e a inquestionável referência do universo dos Beatles e suas canções.

Considerado o maior programa de formação de público para teatro infantil no Brasil, o Diversão em Cena ArcelorMittal é viabilizado por meio das Leis de Incentivo à Cultura Federal e Estaduais (São Paulo e Minas Gerais). Ao longo de mais de uma década, cerca de 500 mil pessoas já conferiram os mais de 1,3 mil espetáculos apresentados.

Em decorrência da pandemia, o programa continuará a adotar o modo remoto para apresentação das atrações de maneira segura. Elas seguem todos os protocolos sanitários preconizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O Diversão em Cena não abre mão do seu objetivo: contribuir para a democratização da cultura e oferecer uma programação regular de qualidade.

Serviço | Diversão em Cena ArcelorMittal
Espetáculo:
"Beatles Para Crianças"
Data: Domingo, dia 4 de abril
Horário: 16h
Disponível em: www.youtube.com/FundacaoArcelorMittal

sábado, 3 de abril de 2021

.: Jovem escritor cita próprio livro em Redação do Enem e tira 980


Umberto Mannarino
 possui canal no YouTube com aproximadamente um milhão de segui-dores e citou o próprio livro de fantasia, “Das Cinzas de Onira”.

O brasiliense e influenciador digital Umberto Mannarino, que possui canal de educação no YouTube com aproximadamente 1 milhão de seguidores, realizou prova do Enem no começo do ano. A curiosidade é que na redação ele citou livro de sua própria autoria, “Das Cinzas de Onira”, lançado no primeiro semestre do ano passado, e alcançou a considerável nota de 980. Ele explica que não foi algo planejado, mas que ao abrir a prova enxergou a oportunidade.

Um dos pontos mais interessantes da redação do Enem é que a banca exige o uso de repertório sociocultural para a defesa do ponto de vista. O repertório pode ser quase tudo, desde citações filosóficas até referências mais populares, como filmes, livros e séries. “ Sempre brinquei com os meus amigos que seria divertido caso a Redação cobrasse algum tema explorado no meu livro. Então no dia do Enem, quando abri a prova e vi o tema ‘Estigmas associados a doenças mentais’, eu abri um sorriso enorme, porque 'Das Cinzas de Onira' gira em torno justamente desse eixo temático”, explica.

“A história foi inspirada em livros e filmes como 'Alice no País das Maravilhas', 'O Labirinto do Fauno' e 'A Viagem de Chihiro', que provocam o leitor a se questionar o que é real e o que é fantasia. Ao concluir a leitura de 'Onira', a dúvida permanece: ‘Será que tudo foi real ou só fruto de uma alucinação da protagonista? Ela tem mesmo uma doença mental?’. Não poderia haver tema melhor para citar o livro”, complementa.

Em cinco anos prestando EnemUmberto Mannarino obteve neste ano sua melhor nota. “Meu recorde anterior havia sido 814 no Enem 2018, mas neste ano fiquei com 836,7. Acertei 87 das 90 questões de Exatas, gabaritei a prova de Matemática e alcancei a nota máxima dessa área no Brasil: 975,0”. A vista pedagógica da Redação do Enem ainda não foi liberada, mas Umberto procurou em seu rascunho e entre muitos rabiscos conseguiu decifrar o parágrafo de introdução (tema: estigmas associados a doenças mentais no Brasil).

“O livro “Das Cinzas de Onira”, de Umberto Mannarino, retrata os efeitos nocivos que doenças mentais não tratadas podem ter na vida das pessoas. Na história, Olívia, de 10 anos, sofre com o fato de a família cortar relações com seu pai, portador de esquizofrenia, sob alegações infundadas de que ele poderia fazer mal à própria filha. Apesar de ficcional, o romance entra em sintonia com a nefasta perpetuação do estigma associado a essas enfermidades no Brasil, já que a ausência de diálogo acerca do assunto com a população e o negacionismo de muitos perante o fato ampliam as consequências perversas que os estereótipos infligem na vida de milhões de brasileiros”.

O ano de 2020 foi de muito aprendizado, trabalho e solidariedade para o jovem. “Em 2020 eu trabalhei como nunca. No início do ano, quando pandemia ainda era algo que só se ouvia falar no noticiário, estruturei um curso completo de Matemática, Física, Química e Biologia para o Enem. As aulas alcançaram um número enorme de pessoas, então me dediquei ainda mais a produzir conteúdo de estratégias, aulas, macetes e tudo que estivesse ao meu alcance para apoiar quem me acompanha nas redes sociais. É muito satisfatório sentir que seu trabalho contribui para a sociedade. Faz todo o esforço valer a pena”, finaliza.

Mais Sobre Umberto Mannarino
Embora tenha somente 24 anos, já soma muita experiência de vida e, é claro, de estudo. Criou há nove anos o canal “Exatas Exatas” com a missão de ajudar alunos com dificuldade nas matérias de Exatas, do Ensino Médio. Com o tempo, acabou tomando proporções maiores que o imaginado. Atualmente são quase 1 milhão de inscritos e 50 milhões de visualizações ao total.

Hoje, o YouTuber, estudante e empreendedor, se dedica a todo tipo de conteúdo educacional voltado ao público jovem, com foco em Redação e Enem. Com um estilo descontraído próprio, tem uma relação estreita com o público jovem por transmitir os assuntos de maneira informal e divertida. Sua missão com o canal é educar, entreter e mostrar que todos são capazes de feitos extraordinários quando despertam a paixão pelo conhecimento.

“Já passei por muitos cursos antes de me encontrar. Aos 17 anos, passei em 2º lugar geral na UnB para cursar Química. Fui aceito em um programa de bolsa do governo japonês (Monbukagakusho), e aos 18 anos fui para o outro lado do mundo continuar os estudos de Química. Precisei abrir mão da bolsa e voltar para o Brasil. Fiz então um semestre de Fotografia e 1 ano e meio de Psicologia”, relata Mannarino.

Nesse período também descobriu uma nova paixão: a escrita. Foi então que começou a escrever um livro de ficção. “Imaginei que Jornalismo teria mais a ver com esse lado escritor. Mudei de Brasília para São Paulo para começar Jornalismo, mas logo percebi que o curso tinha um perfil muito mais técnico que realmente artístico, então me transferi para o curso de Publicidade e Propaganda, onde estou até hoje. Acho que depois de 5 cursos eu finalmente me encontrei”.

O início do canal também foi bem inusitado. Mannarino sempre gostou de Exatas, e alguns colegas recorriam a ele quando não entendiam algum assunto de Matemática, Física ou Química. “Era incrível poder transmitir o que eu sabia e sentir que eles conseguiam entender com a minha explicação. Isso sempre me deixou feliz”. Foi quando em dezembro de 2012 decidiu criar o canal.

“Era dezembro de 2012 quando criei o ‘Exatas Exatas’, então naturalmente todos já estavam de férias, e não tinha ninguém ao vivo para explicar. Por algum motivo, resolvi comprar uma camerazinha e gravar vídeos de movimento retilíneo uniforme para o YouTube. Isso na véspera de Natal, a propósito. Eram poucos os que gravavam videoaulas na época, então era realmente uma sensação bem estranha a de falar sozinho. Mas por algum motivo eu continuei gravando, e gravando, e gravando. E o canal tomou proporções maiores do que eu imaginaria”.

Umberto Mannarino acredita que esse interesse do público pelo seu canal seja pelo fato de também ser um estudante, e dessa forma as pessoas acabam desenvolvendo empatia. “Sou tão estudante quanto qualquer um que assista aos meus vídeos. Então eu passo pelas mesmas situações de ter branco, cair em pegadinhas, errar questões... tudo. Mas eu sempre procuro transformar os erros em lições. E o mais importante de tudo é não levar as coisas tão a sério. Eu dou risada de mim mesmo, faço piada, e é assim sempre. Gosto de pensar no canal como uma grande comunidade em que um ajuda o outro e todos aprendem juntos”.

Mannarino é multitarefas, e cuida de tudo relacionado ao canal sozinho. “Gravo, edito, crio as miniaturas, posto... tudo. Cansa, mas é gratificante ver que o vídeo finalizado ficou exatamente como eu imaginava. E o feedback positivo dos inscritos deixa tudo 1000 vezes melhor”Link para Canal do YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=ddZHkCUcYRM&feature=youtu.be


.: "Contos de Papel": folclore brasileiro e contação de histórias online


A contação de histórias "Contos de Papel" está chegando perto da sua estreia com um novo tema, o folclore brasileiro: até dia 11, sempre aos sábados e domingos, às 11h pelo Youtube da Isis Madi. Enquanto Isis narra histórias de personagens icônicos como o Curupira e o Lobisomem, Clara desenvolve ilustrações que se unem à narrativa. Foto: Mariana Novais


As atrizes Isis Madi e Clara de Cápua unem a história contada à ilustração para apresentarem personagens icônicos como Curupira e Lobisomem. Histórias como a do Curupira, do Lobisomem e da Vitória Régia dividem a cena com as  ilustrações - manipuladas ora com a mão, ora in-motion - e com a música ao vivo de Lari Finocchiaro.

Os finais de semana de março e abril estão reservados para o divertimento das crianças com a dupla Isis Madi e Clara de Cápua. “Contos de Papel” acontece em formato de live pelo Youtube nos dias 27 e 28 de março e nos dias 03, 04, 10 e 11 de abril, às 11h horas. A contação de histórias é um convite às crianças e aos pais a entrarem no mundo da imaginação permeado pelos traços do desenho.

A adaptação do projeto - que existe desde 2018 e já passou por unidades do Sesc – para o momento atual de isolamento social é uma pesquisa de linguagem. Entre a interação ao vivo e as cenas gravadas, as atrizes investigam a relação entre narrativa oral e ilustração, criando novos jogos de cena que extrapolam os recursos teatrais e colocam a tecnologia e suas ferramentas como aliadas do processo criativo.

A atriz Isis Madi percorre o imaginário brasileiro e suas lendas contando a história do Curupira, do Lobisomem e também da Vitória Régia, nome da planta aquática símbolo da Amazônia que tem a sua origem explicada por um conto indígena, que narra a paixão da jovem Naiá pela Lua. Durante a narração, a artista Clara de Cápua cria um universo visual repleto de ilustrações que ora são criadas ao vivo, ora são manipuladas. 

Uma terceira linha narrativa é criada com a música ao vivo de Lari Finocchiaro. As canções autorais formam mais um ponto de diálogo com as crianças e possibilita um mergulho mais profundo em cada história, com uma trilha sonora que realça os detalhes sobre os seres fantásticos que aparecem na tela.

O repertório escolhido para as apresentações feitas pelo YouTube da Isis Madi tem como ponto de partida o questionamento da filha de Isis em 2019, quando a cidade de São Paulo ficou coberta por fumaça devido a queimadas na Amazônia e em países vizinhos, junto com uma frente fria recém-chegada: “Por que o Curupira não fez nada, mãe? A Floresta Amazônica existe mesmo?”. A pergunta despertou na contadora de histórias o interesse pela investigação do imaginário popular. 

A interpretação de cada um sobre os seres mitológicos brasileiros  vira uma brincadeira com as crianças ao final da contação. O público é convidado a interagir com Isis e Clara pelo chat da live enviando comentários e propostas para um novo desenho. Juntos, eles criam um ser mitológico que pode ser um pouco de tudo: cabelos de fogo, nariz de lobisomem, pés de curupira, roupa de saci... Enquanto as crianças sugerem, Clara de Cápua desenha esse personagem único e novo – e convida todos e todas a desenharem suas próprias versões em casa.

O espetáculo “Contos de Papel" é um encontro entre narração, música, ilustração e interatividade – tudo isso pela tela do computador ou celular, de forma totalmente virtual. Nessa versão inédita com foco no folclore brasileiro, Isis, Clara e Lari refletem sobre a nossa conexão com a floresta e recriam esse laço por meio do imaginário coletivo e também individual.

Este projeto é contemplado pela Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc (Edital Proac Expresso Lei Aldir Blanc Nº 38/2020), por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e do Ministério do Turismo, Governo Federal. 


Sinopse
Em “Contos de Papel”, a atriz e contadora de histórias Isis Madi e a artista Clara de Cápua investigam a conhecida relação entre a história e ilustração e os possíveis jogos que podem existir entre elas quando são manipuladas e/ou criadas ao vivo.  O novo repertório, pensado para as apresentações online, tem como tema o folclore brasileiro e convida o público a criar um desenho coletivo que junta, em uma só figura, características de seres inventados e imaginados.


Equipe
Clara de Cápua é graduada em Artes Cênicas (2006) e Mestre em Artes (2010) pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Artista, seu trabalho se desenvolve entre as artes da cena e as artes visuais. Trabalhou como atriz e participou de residências artísticas internacionais. Seus vídeos foram exibidos no Brasil, na Alemanha, na Islândia, na Romênia, em Portugal e no Irã.

Isis Madi é atriz, graduada pela Unicamp em 2003. É também educadora e pós graduada na Arte de Contar Histórias. Sua relação com a palavra dita em cena passa pela contação de histórias, intervenções cênicas, vídeos, áudio livros e espetáculos de teatro. 

Lari Finocchiaro é cantora e compositora brasileira, seu último trabalho foi como cantora do espetáculo OVO do Cirque du Soleil com quem fez turnê internacional no último ano. Lançou em 2018 seu primeiro disco solo autoral “Carta ao XXI”. 


Ficha técnica
Espetáculo:
"Contos de Papel"
Criação e atuação: Isis Madi
Criação e manipulação de desenhos: Clara de Cápua
Criação musical e performance: Lari Finocchiaro
Figurino: Heidi Monezzi
Captação, edição de vídeo e transmissão: Flávia Takada e Otávio Amadei
Produção executiva: Mariana Novais e Larissa Maine - Ventania Cultural
Produção: Périplo Produções

Serviço
Espetáculo: 
"Contos de Papel"
Quando: 3, 4, 10 e 11 de abril.
Horário: sábados e domingos, às 11h.
Pelo Youtube: https://youtube.com/user/IsisMadi
Classificação: livre   
Duração: 50 minutos   
Gratuito

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