sexta-feira, 27 de agosto de 2021

.: "Free Guy: Assumindo o Controle" é uma metáfora da realidade


Por: Mary Ellen Farias dos Santos


"Free Guy: Assumindo o Controle", estrelado pelo queridinho Ryan Reynolds é mais do que a história de um personagem de game ou o novo filme protagonizado pelo talentoso ator que o público ama amar, mas uma incrível metáfora da vidaQuantas vezes agimos de modo mecânico, mesmo diante da possibilidade de sermos livres?! Seguimos comandos e mais comandos, dia após dia. No entanto, para mudar o jogo, só é preciso um propósito -ou vários. 

Contudo, o personagem não jogável, Guy (Ryan Reynolds), executa o código que a ele foi dado quando programado para viver em Free City. Para tanto, trabalha no banco que é assaltado diariamente por diversos bandidos poderosos. Guy segue uma vida pacata, acordando cedo, ao som de "Fantasy" -o que fez muitos jovenzinhos tuiteiros conhecerem o antigo sucesso da cantora pop Mariah Carey-, saudando um peixe dourando quando segue para o trabalho, cumprindo as mesmas missões roboticamente.

Embora sonhe juntar dinheiro para comprar um super tênis, é nas ruas que Guy esbarra na base para que ele sofra uma alteração na programação e ganhe inteligência artificial. O personagem não jogável descobre o amor por uma mulher, fã da diva que ama chá quente: essa é a Molotov (Jodie Comer)! Em tempo, a química de Ryan Reynolds e Jodie Comer é perfeita!

O longa metafórico é sobre quem vive uma epopeia para alcançar objetivos na vida e chegar ao que, geralmente, parece inalcançável. No desenrolar da história é fácil torcer por Guy, uma vez que o protagonista rapidamente estabelece uma conexão com o público. E não pense que tudo é somente pautado em jogos como "The Sims" ou "Second Life", tem muito de "Fortnite" em "Free Guy: Assumindo o Controle", por exemplo.

A produção com roteiro de Matt Lieberman e Zak Penn, que por vezes remete ao clássico "O Show de Trumam", é rica em referências e não economiza nas homenagens. Até mesmo "Encontro Explosivo" entra para a lista de easter eggs que tem até a participação de jogadores gringos famosos. 

Com direito a participação de Chris Evans, o cara da camisa azul coloca o escudo do Capitão América nos punhos e até morre tal qual aconteceu com o personagem de Brad Pitt em "Encontro Marcado". Calma! Guy não morre, de fato, e como é um personagem não jogável, sempre está pela vizinhança.

Em contrapartida, em "Free Guy: Assumindo o Controle", há vida fora dos jogos. Sim! Não só dos jogadores que manipulam os personagens e se envolvem com toda a história que acontece na tela do micro, mas também a dos programadores. E é essa história que fundamenta a personalidade tão agradável de Guy -e até a história de amor entre Guy e Molotov. 


Na película ainda estão 
Joe Keery (Steve Harrington da série "Stranger Things" da Netflix.), Lil Rel Howery (dos filmes "Corra!" e "Fatherhood"), Utkarsh Ambudkar (do filme "A Escolha Perfeita"), Taika Waititi (dos filmes "Thor: Ragnarok" e "O Esquadrão Suicida 2")

O longa dirigido por Shawn Levy é leve, cômico, embora faça refletir muito. Ver Ryan Reynolds na telona em um filme tão esperado, ler os créditos da produção ao som de Mariah Carey e até cantar alto "Fantasy" na sala de cinema do Cineflix Cinemas, em Santos é uma experiência sensacional e já inesquecível. Ainda mais que em 2021, "Free Guy: Assumindo o Controle" foi o primeiro filme a que assisti numa sala de cinemas. E é um filmaço! Afinal, quem nunca se sentiu Guy ao desejar muito algo e encontrar todas as dificuldades, inclusive as inimagináveis para conseguir o que se deseja, não é?


Filme: Free Guy: Assumindo o Controle (Free Guy, Estados Unidos)

Ano: 2021

Direção: Shawn Levy

Produção: Ryan Reynolds, Shawn Levy, Greg Berlanti, Sarah Schechter, Adam Kolbrenner

Roteiro: Matt Lieberman, Zak Penn

Elenco: Ryan Reynolds, Jodie Comer, Joe Keery, Lil Rel Howery, Utkarsh Ambudkar, Taika Waititi


Em parceria com o Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. O Cineclube do Cineflix traz uma série de vantagens, entre elas ir ao cinema com acompanhante quantas vezes quiser - um sonho para qualquer cinéfilo. Além disso, o Cinema traz uma série de projetos, que você pode conferir neste link.


*Mary Ellen Farias dos Santos é criadora e editora do portal cultural Resenhando.com. É formada em Comunicação Social - Jornalismo, pós-graduada em Literatura, licenciada em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos e formada em Pedagogia pela Universidade Cruzeiro do Sul. Twitter: @maryellenfsm






.: Edição especial de "O Retrato de Dorian Gray" vem pela DarkSide Books


Londres, 1890. Entre médicos e monstros, assassinatos e mistérios, uma história sobre imortalidade, beleza e criminalidade é criada por uma das mentes mais indomáveis da história da literatura. "O Retrato de Dorian Gray", a história da pintura maldita que se degrada com a passagem das décadas, deixando o seu modelo intocado pelo tempo, finalmente adentra a galeria da DarkSide® Books em uma edição feita para agraciar admiradores e arrebatar novos leitores.

A edição da Caveira, com previsão de ser lançada em outubro, traz as ilutrações originais produzidas em 1925 para a edição norte-americana do clássico, o ensaio de Oscar Wilde “Caneta, Tinta e Veneno”, uma seleção de poemas do autor, e o dossiê “Retratos de Oscar Wilde”, com registros fotográficos do autor, as duras resenhas que o romance recebeu, o apimentado debate entre os críticos e o próprio Wilde e um texto de Gasparelli sobre os julgamentos que levaram Wilde à prisão em 1895. Organizada por Enéias Tavares - que além de autor da casa, é professor e pesquisador - a edição especial da DarkSide® Books vem repleta de conteúdos exclusivos.


O livro sem censura
Londres, 1890. Entre médicos e monstros, assassinatos e mistérios, uma história sobre imortalidade, beleza e criminalidade é criada por uma das mentes mais indomáveis da história da literatura. "O Retrato de Dorian Gray", a história da pintura maldita que se degrada com a passagem das décadas, deixando o seu modelo intocado pelo tempo, finalmente adentra a galeria da DarkSide® Books em uma edição feita para agraciar admiradores e arrebatar novos leitores.


Sobre o autor
Oscar Wilde nasceu em 1854, formou-se na Trinity College de Dublin, sua cidade natal, depois na Universidade de Oxford, onde começou a se sobressair tanto pela personalidade marcante quanto pelo talento. Em 1878, mudou-se para Londres, onde solidificou a carreira de escritor e conferencista, publicando a primeira coletânea de poemas em 1881. Em 1883, casou-se com Constance Lloyd. Publicou nos anos seguintes uma série de textos curtos, assumiu a edição da revista feminina The Woman’s World, além de passar a manter relações homoafetivas. Em 1890, a pedido do editor da revista literária Lippincott’s, publicou a primeira versão de "O Retrato de Dorian Gray", romance que lhe renderia fama, resenhas acusatórias e o relacionamento com Alfred Douglas, jovem que seria seu principal amante. 

Estreou com grande sucesso as peças "O Leque de Lady Windermere" (1892), "Uma Mulher Sem Importância" (1893), "A Importância de ser Prudente" (1894) e "Um Marido Ideal" (1895), produziu o poema longo "A Esfinge" (1894), ilustrado por Charles Ricketts e a peça composta em francês Salomé (1893), com escandalosas ilustrações de Aubrey Beardsley. Essas obras e sua persona privada renderam a Wilde a fama de homossexual - o que era crime na Inglaterra - como também a de defensor do decadentismo, movimento estético criticado pelos ingleses como dissoluto, imoral e degradante. Fofocas, preconceitos e desafetos levaram Wilde ao banco dos réus em 1895, após processar o pai de Douglas por difamação. 

Alfred, ao invés de evitar o conflito, o fomenta, resultando na condenação de Wilde a dois anos de trabalhos forçados na Prisão de Reading. Lá, Wilde escreveu uma longa carta a Douglas, posteriormente publicada sob o título "De Profundis", um tratado estético no qual avalia sua derrocada e narra sua relação com o amante. Wilde deixa a prisão em 1897 e se reconcilia com Douglas, o que levou ao divórcio de Constance e ao desprezo de amigos. Nesse período, produziu sua última obra de relevo, “A Balada da Prisão de Reading”, se mudou para Paris, onde viveu em condições deploráveis, com o auxílio de amigos e apoiadores. 

Em 1900, Wilde faleceu em decorrência da meningite e foi enterrado numa vala comum no cemitério de Bagneux. Cinquenta anos depois, seus ossos foram transferidos para o cemitério parisiense Père-Lachaise, onde o profeta e mártir do esteticismo descansa ao lado de célebres artistas, um reconhecimento que infelizmente não marcou seus últimos anos de vida.

Ficha técnica
Livro: "O Retrato de Dorian Gray" | Autor: Oscar Wilde | Editora: DarkSide® Books | Tradução: Paulo Cecconi | Páginas: 320 | Formato: 16x23 cm | 


.: Atriz Mel Lisboa estreia talk-show sobre arte e cultura no Youtube


Atriz estreia talk show sobre arte e cultura. Programas foram gravados no Teatro Viradalata, em São Paulo. A primeira temporada do Arte Talk Show entra no ar dia 31 de agosto, terça-feira, às 21 horas, pelo canal de YouTube da produtora Polo Cultural, com foco no tema Cinema. Os outros três episódios são dedicados às Artes Plásticas, Literatura e Música, sendo transmitidos, respectivamente, nos dias 7, 14 e 21 de setembro. Às terças-feiras, às 21h. Foto: Nana Curti 

Atuante em canais de diferentes formatos – faz teatro, cinema e TV, também está no streaming e em posdcast - e interessada em variadas áreas de expressão da arte e da cultura, a atriz Mel Lisboa estreia programa de entrevistas. A primeira temporada do "Arte Talk Show" entra no ar dia 31 de agosto, terça-feira, às 21h, pelo canal de YouTube da produtora Polo Cultural, com foco no tema Cinema. Os outros três episódios são dedicados às Artes Plásticas, Literatura e Música, sendo transmitidos, respectivamente, nos dias 7, 14 e 21 de setembro.

Mel Lisboa recebe os convidados no cenário de sua segunda casa, o teatro, precisamente no palco do Teatro Viradalata, onde o talk-show foi gravado. Idealização da oscip Polo Cultural, a atração integra o projeto Arena da Palavra. Em bate-papos descontraídos e bem-humorados, a atriz conversa com os convidados sobre suas carreiras, mercado, novas estéticas, políticas públicas, fomento e também das formas como se vive de arte no Brasil de hoje. O

formato apresenta entrevistas individuais nos dois primeiros blocos, de 10 minutos de duração cada, e um terceiro de 20 minutos com os dois convidados da noite conversando sobre o tema em questão. Para o idealizador e diretor geral do Arte Talk Show, Marcelo Sollero, diretor geral do Polo Cultural, “a proposta de conteúdo do programa de entrevistas na Internet é iluminar, principalmente, a arte independente”. De acordo com ele, “interessa falar de Arte e Cultura fora dos circuitos mais comerciais”.


Convidados da primeira temporada
O diretor Matias Mariani, de Cidade Pássaro, que teve sua première na Berlinale de 2020), e a roteirista, produtora e cineasta baiana Viviane Ferreira, de Um Dia com Jerusa, também advogada especializada em direitos autorais e ativista do movimento negro, são os convidados do programa de estreia sobre Cinema,  dia 31 de agosto, terça, às 21 horas.

A conversa sobre Artes Plásticas será transmitida no dia 7 de setembro e reúne Fábio Almeida Prado, marchand e curador da galeria Almeida Prado, que guarda  em seu portfólio peças exclusivas de artistas como Volpi, Oscar Niemeyer, Tomie Ohtake, Athos Bulcão, Sérgio Rodrigues, Jorge Zalszupin e Michel Arnoult; e a artista visual e muralista Hanna Lucatelli , que em suas obra retratas o feminino de forma empoderada e ativa.

A Literatura é o foco do programa do dia 14 de setembro com a slamer e escritora Mariana Felix, que tem três livros publicados sobre o empoderamento feminino e a emancipação da mulher negra, e a jornalista e editora Heloisa Belluzzo, sócia-fundadora da Êxito Editorial onde o selo Dama dos Livros é o principal segmento literário e dá voz ao público feminino.

Para falar de Música, o último episódio da primeira temporada, dia 21 de setembro,  traz Mário Manga, músico e compositor, que atuou por 25 anos em bandas marcantes como o Premê /Premeditando o Breque, grupo musical paulistano criado em 1976, e o Música Ligeira, com Rodrigo Rodrigues e Fabio Tagliaferri, e Lupa Santiago,  guitarrista e compositor especializado em jazz e música instrumental, com 24 CDs na bagagem


Sobre a atriz
Mel Lisboa considera gratificante a experiência no talk-show. A atriz, que já apresentara programa de entrevistas sobre turismo, define como enriquecedor o ato de entrevistar profissionais da cultura, área da qual faz parte. “Entrevistar pessoas de setores diferentes é uma troca, uma conversa em que estou numa posição de privilégio, em que posso fazer perguntas e ouvir as respostas prontamente e, com isso, enriquecer meu vocabulário, meu conhecimento de mundo, minhas referências e, consequentemente, de quem vai assistir o programa.”

A atriz também abraça a literatura, setor em que tem tido cada vez mais interesse. “Faço faculdade de Letras, que dialoga com minha profissão. Sou casada com um músico e a música faz parte da minha vida cotidiana, assim como as artes plásticas. Meu pai é artista visual, além de compositor. É um universo no qual me sinto inserida. Estou ávida para que venham os próximos episódios do programa e a gente possa falar de teatro, dança, performance e muitos outros assuntos da arte e cultura. Estou bastante animada.”

Antes do programa ser exibido, ela passou um mês no Rio Grande do Sul, em Gramado, onde filmou Atena, de Caco Souza, no papel da personagem-título, ao lado de Tiago Fragoso e Lui Mendes. Na televisão, já está escalada para a próxima novela das 19 horas da Globo, Cara e Coragem, na pele de Regina, a vilã da trama. Os trabalhos na telinha foram adiados duas vezes por causa da pandemia. “Espero que as condições sanitárias e de saúde pública no país melhorem em breve por todos os motivos e para que a gente possa começar este trabalho.”

Responsável pela consultoria artística do programa, a diretora Lili Fonseca ressalta a importância de debater assuntos da esfera cultural hoje em dia. “Mais do que nunca, falar de arte se faz necessário para repensar tudo o que estamos vivendo com esta pandemia, este mundo louco, esta vida internética, este tanto de transformação que estamos vivenciando. O momento é crítico e obscuro, com a informação, que já era escassa, chegando cada vez mais distorcida. A cultura traz consciência, a capacidade de analisar e compreender o mundo. Ela abre horizontes.”

O roteirista e co-diretor João Bley ressalta a importância do programa ter sido gravado em um teatro: “O espaço cênico do Viradalata virou nossa ágora para discutir e pensar sobre arte”. A direção de Bley primou pelo clima de informalidade para deixar a atriz Mel Lisboa à vontade em cima do palco. “Usamos o mínimo de marcação para preservar a continuidade”. João Bley destaca a decisão de abrir os bastidores. “Pensamos nesta estética de estar sempre revelando o bastidor da gravação.”


Sobre o Polo Cultural
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), o Polo Cultural Educação e Arte nasceu em 1998 da iniciativa de um grupo de artistas independentes com a proposta de impulsionar, criar oportunidades e dar visibilidade a seus trabalhos. Hoje segue com foco na produção de agentes de cultura que se encontram fora do circuito comercial e desenvolve os seguintes projetos: Arte é Inovação, concurso de poesia Tâmaras e o projeto de literatura Arena da Palavra. Tem sede em São Paulo.



.: Últimas apresentações: "Descontrole Público", do Núcleo Pequeno Ato


Inspirado em games, público conduz trama em novo espetáculo dirigido por Pedro Granato. Após Prêmio APCA por Caso Cabaré Privê, Núcleo Pequeno Ato quer romper fronteiras da interatividade em espetáculo que o público conduz as personagens como avatares. Foto: Victor Otsuka

Utilizando a estética dos games, o diretor Pedro Granato amplifica as fronteiras entre o teatro, cinema e performance digital em seu novo espetáculo "Descontrole Público" levando a interatividade para lugares ainda não explorados. O espetáculo tem sua estreia no dia 20 de agosto. Com 20 atores, as cenas acontecem simultaneamente em 6 salas onde o público vai escolher qual grupo acompanhar e controlar um personagem.

Com dramaturgia de Beatriz Silveira e Felipe Aidar, no elenco estão Agnaldo Moreno, Álvaro Leonn, Andressa Lelli, Bea Carmo, Bela Tortato, Celina Vaz, Guilherme Trindade, Heloísa Pires, Julia Terron, Manfrin, Mariane Aguiar, Maysa Nanci, Natália Correa, Paloma Alecrim, Priscila Paes, Renata Xá, Taiguara Chagas, Talita Torrecillas, Victor Moretti e Well Bakari.

Resultado de mais uma pesquisa sobre teatro interativo do Pequeno Ato, o espectador conduz as personagens por comandos de voz no primeiro encontro presencial de um grupo de jovens após muito tempo de isolamento. Espalhados em um espaço que eles alugaram para passar uma noite juntos e celebrar o reencontro, um grupo de amigos busca viver intensamente tudo que perderam nos últimos tempos.

Uma característica marcante do processo de pesquisa e criação do grupo junto ao diretor é uma resposta direta às questões que os afligem gerando reflexão política e social. “Agora o que está acontecendo é que temos uma geração inteira que está passando períodos muito grandes de descoberta e afirmação afastados fisicamente, por conta da pandemia. O espetáculo trata da reunião de um grupo de jovens que não puderam se encontrar, mas fecharam ciclos importantes de suas vidas, então resolvem alugar uma casa com bastante área externa para celebrar esse momento”, explica o diretor.

Para desenvolver a montagem, os criadores trabalharam juntos virtualmente durante dez meses. O processo de pesquisa e criação aconteceu com os atores ensaiando em suas casas. Em alguns momentos fizeram experimentações na rua, ao ar livre, para romper a barreira do computador e investigar novas possibilidades estéticas. Quando ocorreu a retomada de algumas atividades, em função da baixa na pandemia, o grupo conseguiu promover pequenos encontros no Pequeno Ato para testar o formato.  

O Pequeno Ato investiga o teatro imersivo e a formação de novos públicos, desde 2014 quando estreou o espetáculo Fortes Batidas - Prêmio APCA de Melhor Espetáculo em Espaço não Convencional, Prêmio Especial por Experimentação de Linguagem no Prêmio São Paulo e Prêmio Zé Renato para circulação. Em 2021, inovou ao colocar o espectador em cena virtualmente assumindo o papel de investigador de um crime e conduzindo o desfecho da trama em Caso Cabaré Privê - vencedor do prêmio APCA na categoria jovem e Prêmio WeDo! nas categorias Performance, Direção, Júri Popular e Interatividade.

Para Pedro Granato, "Descontrole Público" é uma experimentação formal que vai além de qualquer outro trabalho já realizado por ele. “O público vai realmente conduzir a experiência, os atores serão avatares dos desejos e escolhas da plateia. Vamos tornar os espectadores autores, porque eles vão contar as histórias e conduzir para a trama avançar.”


Sobre Pedro Granato
Atualmente Coordenador de Formação na Secretaria Municipal de Cultura, em 2019 e 2020 foi também Coordenador dos Centros Culturais e Teatros Municipais. Em sua gestão em um ano, dobrou o público destes espaços e inaugurou o Centro Cultural da Diversidade, além de participar da criação e execução de Festivais como Verão Sem Censura e Palco Presente. E reinaugurou os teatros Paulo Eiró e Arthur de Azevedo.

No Pequeno Ato investiga o teatro imersivo e a formação de novos públicos. Essa pesquisa permanente resultou em espetáculos criados colaborativamente que conquistaram a crítica e o público jovem: Fortes Batidas - Prêmio APCA de Melhor Espetáculo em Espaço não Convencional, Prêmio Especial por Experimentação de Linguagem no Prêmio São Paulo e Prêmio Zé Renato para circulação e 11 Selvagens pré-indicado para “melhor texto original” no Prêmio São Paulo; entre os 10 melhores espetáculos de 2017 pela Revista Veja e PROAC Circulação para viagens ao interior do estado.

Em 2019, em absoluta sintonia com o momento político do país, o Núcleo estreou Distopia Brasil, indicado ao Prêmio Aplauso Brasil nas categorias Melhor Arquitetura Cênica e Melhor Figurino para o 1º Semestre de 2019. Foi contemplado pelo Prêmio Cleyde Yaconis realizando 20 apresentações em espaços públicos do centro de são Paulo, tendo os ingressos esgotados em menos de 5 minutos, e 8 apresentações em CEUs. Em 2021, conquistou público e critica com Caso Cabaré Privê eleito como Melhor Espetáculo Jovem no Prêmio APCA; Prêmio WeDo! nas categorias Performance, Direção, Prêmio do Júri Popular e Interatividade; também foi destaque pelo Observatório do Teatro nas categorias Luz, Figurino, Atriz Coadjuvante (Gabriela Gonzalez), e no Guia da Folha entre as 5 melhores atrações do ano para se ver pela internet.


Sobre o Núcleo Pequeno Ato
Dirigido por Pedro Granato, em sociedade à Jessica Rodrigues e Victória Martinez, da Contorno Produções, o núcleo gera espetáculos criados por jovens, falando de jovens e para o público jovem.

Os espetáculos do núcleo dão voz a estes jovens e se constroem em processos colaborativos em que os atores, direção e técnica trazem referências atuais como notícias, séries, filmes e músicas e acima de tudo, suas experiências de vida e visão de mundo. Levam para a cena aquilo que os inquieta atualmente com uma linguagem contemporânea. Tema e forma se potencializam e os espetáculos alcançam enorme comunicação com o público.


Sinopse
Um grupo de jovens faz uma festa a fantasia pra celebrar o encontro, depois de ficarem afastados durante um longo ano. O público acompanha seis historias dessa festa, conduzindo as ações do avatar escolhido, para desvendar os nós dessa trama.


Ficha técnica:
Espetáculo:
"Descontrole Público" | Concepção e direção: Pedro Granato | Dramaturgia: Beatriz Silveira e Felipe Aidar | Assistente de direção: Gustavo Bricks | Elenco: Agnaldo Moreno, Álvaro Leonn, Andressa Lelli, Bea Carmo, Bela Tortato, Celina Vaz, Guilherme Trindade, Heloísa Pires, Julia Terron, Manfrin, Mariane Aguiar, Maysa Nanci, Natália Correa, Paloma Alecrim, Priscila Paes, Renata Xá, Taiguara Chagas, Talita Torrecillas, Victor Moretti e Well Bakari | Videomaker e operador de Zoom: Gustavo Bricks | Iluminação: Taiguara Chagas | Figurino: Isabella Melo | Diretor de Arte: Renan Ramiro | Confecção de figurinos: Ateliêles | Fotos: Victor Otsuka | Assistente de fotografia: Letícia Cruz | Designer gráfico: Lucas Sancho | Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli | Produção: Contorno Produções | Direção de produção: Jessica Rodrigues e Victória Martinez | Assistente de produção e comunicação: Carolina Henriques | Realização: Pequeno Ato | Apoio: Casa 8.


Serviço:
Ficha técnica:
Espetáculo:
 "Descontrole Público" | De 20 de agosto a 05 de setembro – Sextas e sábados as 21h e 23h, domingos as 19h e 21h | Duração: 30 minutos | Classificação etária: 16 anos | Ingressos: a partir de R$20 | Compre o combo por R$ 100 e assista os seis personagens em um final de semana | Capacidade: 90 espectadores | Venda ingressos e acesso à transmissão: sympla.com.br/pequenoato | Especificação técnica: baixar o aplicativo Zoom, preferencialmente no PC ou notebook. Também é possível assistir por tablet, celular ou emparelhamento com Smart TV.

.: Em 10ª edição, Festa do Livro em Santos será online pela primeira vez


A edição homenageia a memória do sociólogo Celio Nori, coordenador geral do Fórum da Cidadania de Santos por sua luta pela democratização da leitura e inclusão social. Diversos escritores e artistas se encontram por meio de oficinas, bate-papos, lançamentos de livros, rodas de conversa, saraus, apresentações musicais, contação de histórias, além de artes cinematográficas, visuais e outras

Na programação bate-papo sobre a Semana de 22 (SAT22/BS) e a democratização da cultura com Flávio Viegas Amoreira, Ademir Demarchi e Márcio Barreto; Varal e Roda de Bordado com o Coletivo Linhas de Santos; lançamento de livros dos autores Bartolomeu Pereira de Souza, Sérgio Sérvulo, Ornella Rodrigues e Ana Lucia dos Santos, seguido de apresentações musicais com o coletivo Percutindo Mundos, além dos artistas Luiz Nila, Mel Dominguez, Michelle Carneiro, Laert Sarrumor (Lingua de Trapo) e Rogério Baraquet; contação de histórias com Cora Corina de Assis, curta metragens, sarau de poesia e slam.

A Festa do Livro encerra suas atividades homenageando o ativista Celio Nori por sua luta pela inclusão social e pela democratização da cultura. Sociólogo, foi fundador e coordenador do Fórum da Cidadania, Secretário de Esportes na cidade de Santos e gerente do Sesc na mesma cidade.

Inserida no Calendário Oficial da Cidade (Lei 3138/2021) conforme projeto de Lei apresentado pelo vereador Chico Nogueira, todas as atividades são gratuitas e on-line. Com Curadoria de Márcio Barreto e Flávio Viegas Amoreira e idealizado pelo Fórum da Cidadania de Santos conta com a parceria da Prefeitura de Santos, Secretaria de Cultura de Santos, Imaginário Coletivo de Arte e Associação dos Artistas.


Evento
O Fórum da Cidadania de Santos organiza a festa desde 2015 com o objetivo de promover um amplo movimento na cidade de Santos a favor do livro. Essa era a motivação de Helle Alves (in memoriam), jornalista, escritora, idealizadora e mobilizadora da ação. Trata-se de um evento que simboliza a luta pela democratização do livro, o acesso à cultura e a inclusão dos jovens por meio da literatura. Acompanhe: www.facebook.com/forumdacidadaniadeSantos e https://forumdacidadania.org.br.


Programação
14 horas – O Livro em Festa!
Festa do livro: O histórico da Festa do Livro com depoimentos em homenagem à memória de Celio Nori. Com Dr. Sérgio Sérvulo, Marly, Luiz Soares, Ellis, Flávio Amoreira e outros.

14h20 - O Livro Livre (live)
A democratização da leitura e a Semana de Arte Moderna de 22. Com Ademir Demarchi, Flávio Viegas Amoreira e Márcio Barreto

15h – Ganesha ou o Mistério do Mundo (live)
Apresentação literomusical com o coletivo Percutindo Mundos.

15h20 – O dom da Palavra
Lançamento dos livros “Moralis Institutio” de Sérgio Sérvulo

15h40 – O Livro Voa (live)
Contação de história com Cora Corina de Assis.

16h – Santos, Cidade Libertária (live)
Oficina sobre a história e a luta do povo afrodescendente em Santos. Com o escritor Bartolomeu Pereira de Souza e o ilustrador Kleber Nunes.

16h20 – Caiçara, Sim Senhor
Raízes da brasilidade na Baixada Santista. Com a pesquisadora Eli Cardoso.

16h40 – Vênus em Touro
A mulher negra em tempos normativos e rotulantes. Com a escritora Ornella Rodrigues.

17h00 – Coletivo Linhas de Santos
Lançamento do livro em comemoração ao centenário de Paulo Freire. Com Roda e Varal de Bordado.

17h40 – O segredo dos pássaros (live)
Como transformar a vida em contos. Com Ana Lucia dos Santos.

18h - A Poética da Palavra (live)
Poesia que pulsa. A poética do Rap com Mel Dominguez.

18h30 – Políticas públicas e literatura
A importância das políticas públicas para a divulgação da literatura. Com Chico Nogueira.

19h – Sarau do livro
Sarau de poesia com apresentação musical de Laert Sarrumor e Rogério Baraquet.

20h – Celio Nori, Presente!
Homenagem à memória de Celio Nori e sua história de luta social.

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

.: Em "Feral", "American Horror Stories" traz final surpreendente

Por: Mary Ellen Farias dos Santos 

Em agosto de 2021


No sexto episódio de "American Horror Stories", intitulado "Feral", transmitido no canal gringo FX on Hulu, um casal decide acampar em família no Parque Nacional Kern Canyon, levando o menininho deles: Jacob. Embora nada percebam no dia da chegada, durante a primeira noite, enquanto dormem, uma criatura os ronda. Contudo, é de dia que o garotinho simplesmente some.

Assim, no episódio roteirizado e dirigido por Manny Coto, Jay Gantz (Aaron Tveit ) e Addy (Tiffany Dupont), descobrem que a floresta esconde mistérios, principalmente para o filhinho delesConforme a trama é apresentada, sempre circundando o fato de o filho dos dois ter sumido naquele fatídico dia, o ritmo é dado 10 anos depois. Agora, Jay e Addy, separados, são guiados para dentro do lugar de más lembranças e aprendem que nem tudo o que é do passado deve ser revirado. 

Segundo o dicionário Oxford, feral é um "adjetivo de dois gêneros. 1. que evoca ideia de morte ou mortos; funéreo, fúnebre, lúgubre. 2. que fugiu da domesticidade e voltou à vida selvagem (diz-se de animal)". Eis que o episódio que parece apenas acompanhar um casal em busca do filho perdido em um acampamento, considera a definição dos dois termos e apresenta algo selvagem e também cercado da ideia da morte. Cody Fern participa de modo brilhante, mas está no episódio com a função de dar continuidade ao enredo.

Em meio a silêncios e imagens que perturbam, "Feral" lembra o filme "Canibais", enquanto que instiga as teorias escabrosas a respeito de comunidades de selvagens que habitam parques nacionais americanos. Eis que a cereja do bolo vem com o desfecho da trama, numa reviravolta completamente inesperada. 

Leia+ "American Horror Stories" aqui: resenhando.com/AmericanHorrorStories

Seriado: American Horror Stories
Temporada: 1
Episódio 6: "Feral"
Exibido em: 12 de agosto de 2021, EUA.
Elenco: Cody Fern, Aaron Tveit, Tiffany Dupont, Blake Shields, Colin Tandberg 


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do www.photonovelas.com.br. Twitter:@maryellenfsm

Abertura de "Feral"


.: "Seja Como a Água": filha de Bruce Lee revela a filosofia que o tornou imortal


"Seja Como a Água" apresenta os ensinamentos e a filosofia de Bruce Lee por meio de memórias contadas por sua filha. A obra, lançada pela Editora Alaúde, conta com reflexões escritas pelo artista e lições que se aproximam de conceitos como mindfulness e resiliência.

Bruce Lee
foi artista marcial, ator e diretor. Alcançou fama internacional na década de 1970, quando estrelou filmes como "A Fúria do Dragão" e "O Voo do Dragão", essenciais para a divulgação das artes marciais orientais no ocidente. Seu legado como pensador e filósofo é transmitido no livro "Seja Como a Água - A Filosofia de Vida e os Ensinamentos de Bruce Lee", escrito por sua filha, Shannon Lee, que chega às livrarias brasileiras pela editora Alaúde

Ao longo de dezcapítulos, Shannon compartilha os ensinamentos de seu pai entrelaçados a relatos sobre a vida dele, desde criança, quando era considerado encrenqueiro pelos adultos, passando pelo início dos treinos em artes marciais aos 13 anos, o desenvolvimento do Jeet Kune Do, uma filosofia e arte marcial desenvolvida por Lee, e o sucesso alcançado pelos filmes que estrelou e dirigiu.

O título do livro tem origem em uma famosa fala de Bruce Lee, presente nas primeiras páginas e que introduz o leitor à obra: "Esvazie a mente. Sinta-se sem forma como a água. A água dentro da xícara passa a ser xícara. A água no bule de chá transforma-se em bule. A água na garrafa torna-se garrafa. Mas a água pode fluir ou pode quebrar! Seja como a água, meu amigo".

Para Lee, ser como a água é viver em plenitude e manter a sua essência o tempo inteiro. Ser maleável ao mesmo tempo em que se é resistente; aprender a se adaptar em meio a adversidades; estar pronto, consciente e alerta ao que possa acontecer; entender que se faz parte de um ecossistema complexo, que existe e cria apenas porque vê o mundo e é visto pelo mundo. Ser como a água é praticar a resiliência em momentos desafiadores e a atenção plena diariamente; é viver para o presente, sem a interferência do passado ou do futuro.

Shannon Lee define o pai como “um homem que amava aprender”. Ele mesmo não aceitava ser chamado de “mestre”, mas se considerava eterno estudante, inquieto, sempre disposto a absorver todas as experiências proporcionadas pelo simples fato de estar vivo. Enquanto filósofo, pesquisou amplamente e leu autores ocidentais e orientais, como Lao Tzu, Alan Watts e Krishnamurti.

Ao mesclar a filosofia e as memórias do pai, Shannon Lee apresenta um livro que percorre os caminhos da água para ensinar ao leitor que é preciso ser resiliente e adaptável, ao mesmo tempo em que se é forte e constante. Seja como a água dá vida aos ensinamentos de um dos maiores artistas marciais e pensadores que já existiu, por meio de pílulas de sabedoria e reflexões acerca de resiliência, autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e mindfulness.


Sobre a autora:
Filha do lendário lutador de artes marciais e ícone cultural Bruce Lee, Shannon Lee é CEO e proprietária da Bruce Lee Family Company e presidente da Fundação Bruce Lee. Sua missão é ampliar o acesso à filosofia e à vida do pai por meio da educação e do entretenimento. É a criadora do Camp Bruce Lee através da Fundação Bruce Lee e já palestrou no TED, TEDx e CreativeMornings. Shannon mora com a filha, Wren, na Califórnia, de onde coapresenta o Bruce Lee Podcast e faz a produção executiva do seriado Warrior, do Cinemax.

Você pode comprar "Seja Como a Água - A Filosofia de Vida e os Ensinamentos de Bruce Lee", escrito por Shannon Lee, publicado pela editora Alaúde, neste link.

Ficha técnica
Livro: "Seja Como a Água - A Filosofia de Vida e os Ensinamentos de Bruce Lee" | Autora: Shannon Lee | Editora: Alaúde | Tradução: Rosane Albert | Páginas: 280 | Formato: 14x20 cm | Link do livro na Amazon: https://amzn.to/3kkOsqi



.: "TAB: Transtorno Afetivo Bipolar", um relato sensível para trazer luz ao tema


Viver entre a depressão e a euforia é um desafio para imensa parcela da população. A bipolaridade é uma doença que dói na alma — e que, infelizmente, nem sempre é compreendida por aqueles que cercam o portador do transtorno.

Em "TAB: Transtorno Afetivo Bipolar", a psiquiatra e pesquisadora doutora Kay Redfield Jamison fala sobre como lidou com a descoberta do quadro de transtorno maníaco-depressivo ou bipolaridade em sua própria vida, mesclando conhecimento técnico com a sua narrativa pessoal sensível e vivaz.

Este livro de memórias é um relato fiel à realidade da doença, em que a autora expõe a extensão do TAB em sua infância, família, relacionamentos românticos, vida profissional e autoconsciência. "TAB: Transtorno Afetivo Bipolar" se tornou referência com mais de 2 milhões de cópias vendidas em todo o mundo e chega ao Brasil em uma edição da SOMOS Livros.

Ao colocar luz em um tema tão urgente e necessário, "TAB: Transtorno Afetivo Bipolar" ajuda a quebrar tabus para que possamos, enquanto sociedade, fornecer um ambiente mais confortável a quem precisa de acolhimento e auxílio ao se ver nessa realidade.


O que disseram sobre o livro
“Escrito com uma sensibilidade poética e comovente [...] uma análise incomum e esclarecida da doença. A oportunidade de estarmos dentro da mente de uma especialista e paciente.” - Time

Você pode comprar "TAB: Transtorno Afetivo Bipolar", escrito por Kay Redfield Jamison, é um dos lançamentos de estreia da Somos Livros, novo selo DarkSide Books, neste link.

Ficha técnica
Livro: "TAB: Transtorno Afetivo Bipolar" | Autora: Kay Redfield Jamison | Editora: Somos Livros | Tradução: Claudio Carina | Páginas: 224 | Link do livro na Amazon: https://amzn.to/2XOnorO


.: Entrevista: Marcelinho Carioca, o Coqueiro do "The Masked Singer Brasil"


Marcelinho Carioca já foi cantor nos anos 90, era jogador de futebol e até já participou do "Dança dos Famosos". Fotos: Globo/Sergio Zalis (estúdio). Globo/Kelly Fuzaro (durante o programa)

Terceira noite de apresentações e mais um desmascarado no "The Masked Singer Brasil". Na última terça-feira, dia 25, foi a vez do Coqueiro ser revelado. Com muito bom humor e animação, o ex-jogador de futebol Marcelinho Carioca deu vida ao personagem que encantou a todos com suas brincadeiras. “Os jurados ficaram muito entusiasmados e me receberam muito bem. Eu me joguei! Me diverti! Teve um momento antes de entrar no palco que eu estava falando sozinho, como se eu fosse cobrar uma falta decisiva em uma final para poder me concentrar, entrar no palco e dar tudo de mim”, conta Marcelinho. 

"The Masked Singer Brasil" é uma coprodução TV Globo e Endemol Shine Brasil e tem supervisão artística de Adriano Ricco (TV Globo) e direção artística de Marcelo Amiky (Endemol Shine Brasil). Com apresentação de Ivete Sangalo, com Camilla de Lucas nos bastidores, o reality vai ao ar às terças-feiras na TV Globo, após "Império", e também é exibido no Multishow, às quartas-feiras.
  


Você já foi cantor nos anos 90, era jogador de futebol e até já participou do "Dança dos Famosos". Conta um pouco da experiência de participar do "The Masked Singer Brasil"? 
Marcelinho Carioca - Eu nasci para jogar futebol. O meu dom sempre foi nas pernas, mas eu já tive a experiência de montar um grupo de samba gospel. Eu acho que isso demonstra a capacidade do ser humano de se superar e se adaptar. No "The Masked Singer" eu fui pego de surpresa porque eu não canto nada, mas a direção me convenceu porque é a performance que vale, não é a voz. Eu tive uma equipe maravilhosa, a coreógrafa, as bailarinas, o produtor vocal... Todo mundo muito atencioso e me passando segurança. Alguns não sabiam quem eu era, mas sempre me apoiaram e me falaram para dar vida ao personagem. A minha guardiã foi brilhante, até maçã para melhorar a voz ela me deu. Tudo de altíssimo nível.  


Como é ver todo mundo e não ser visto? E ver as pessoas chutando nomes diferentes do seu?
Marcelinho Carioca - É muito louco! Você não pode se comunicar com ninguém. Eu só tinha palpites e via que as pessoas cantavam demais. Foi aí que comecei a criar uma estratégia para levar para o palco: se eu não tenho uma voz tão boa, vou colocar o carisma mais extrovertido e fazer coreografia. É muito diferente não poder falar com ninguém, ver todo mundo e ninguém te ver.  


Como foi ser desmascarado e ver a reação do público? Ninguém esperava que você estaria ali. 
Marcelinho Carioca - Ninguém sabia! Os jurados ficaram muito entusiasmados e me receberam muito bem. Eu me joguei! Me diverti! Teve um momento antes de entrar no palco que eu estava falando sozinho, como se eu fosse cobrar uma falta decisiva em uma final para poder me concentrar, entrar no palco e dar tudo de mim.  


Como foi a reação dos seus amigos quando te viram na TV vestido de coqueiro?
Marcelinho Carioca - Meu celular ontem não parou (risos). Há algumas semanas eles ficaram me perguntando se eu estava no programa porque acharam a voz parecida, eu só falava que não estava. Meus filhos ficaram desconfiados também falando que a voz era minha e que eu estava escondendo alguma coisa deles. Ai quando eu fui desmascarado todo mundo foi pego de surpresa e ficaram felizes de me ver lá.  


E entrando no bolão, tem suspeita de quem sejam os outros participantes?
Marcelinho Carioca - Tenho sim! Mas prefiro ficar em off e deixar o público falar. Mas no bolão eu vou acertar bastante.

.: "Gramática da Fantasia": uma introdução à arte de inventar histórias


Um mestre que se dispôs a traduzir a relação entre os efeitos das histórias e da criatividade na infância, Gianni Rodari, que morreu em 1980, permanece como referência de educador que precisa ser revisitada. O livro, em sua 12ª edição, teve a tradução revista com capricho, para abarcar conceitos essenciais, especialmente em tempos de ideologias em pauta. A leitura é inspiradora para pais e educadores.

Quando se pesquisa sobre como as crianças se formam por meio das fábulas, Gianni Rodari é uma referência mundialmente reconhecida. Portanto, a reedição da obra clássica da Summus Editorial recebeu tratamento refinado na tradução para enaltecer a genialidade do mestre. A escritora Ruth Rocha apresenta a leitura indispensável para educadores que entendem a relevância do autor para além do processo de incentivo à criatividade.

Gianni Rodari (1920 – 1980) foi um gênio criativo e um ser humano absolutamente devotado à justiça social e às crianças. Sua obra é permeada pela necessidade de explorar a inventividade sem limites inerente à infância, em benefício de uma sociedade melhor. No livro "Gramática da Fantasia - Uma Introdução à Arte de Inventar Histórias", o educador, jornalista e escritor de literatura infantil compartilha as teorias que o tornam, ainda hoje, um bálsamo na condução do imaginário das crianças. Publicada no mundo todo, a reedição brasileira é lançada com notas explicativas, especialmente elaboradas para complementar a tradução.

As ideias de Rodari vão muito além do ambiente escolar, fustigando o binômio fantástico, a importância dos contos populares e lendas, do quão transformadora pode ser a fase de descoberta dos contos de fadas, parlendas, poemas, livros infantis e o quanto sugerem expansão à personalidade. A primeira parte do livro traz uma seleção de atividades para que tanto professores e pais desenvolvam histórias enquanto interagem, como mostra maneiras de motivar as crianças a criarem suas próprias fantasias e contos.

“Toda essa atividade tem como objetivo não só um contato afetivo com a criança — contato esse que não deve ser desprezado —, o desenvolvimento da linguagem, da lógica, da estética, mas, principalmente, a liberação da criatividade, da imaginação, da fantasia.

Mas é no final do livro [...] que o autor realmente nos desvenda os objetivos desse trabalho, objetivos basicamente educacionais e, por isso mesmo, revolucionários. Chamando-nos a atenção para o fato de que a psicologia — e eu diria a pedagogia, também — preocupa-se muito mais com a atenção e a memória do que com a imaginação e a fantasia, Gianni Rodari nos diz textualmente: “[…] a escuta paciente e a memória escrupulosa constituem as características do aluno-modelo, que, em geral, é o mais conveniente e mais dócil”.

“E nos mostra que os setores mais poderosos da sociedade realmente não têm nenhuma intenção de privilegiar a imaginação e a criatividade, pois não desejam que as pessoas aprendam a pensar, já que o pensamento criativo seria a arma mais eficaz de transformação do mundo e, portanto, de ameaça a uma ordem social conhecida, estabelecida e vantajosa para eles”, trecho extraído da apresentação da obra feita pela escritora de livros infantis, Ruth Rocha.

“A presente “gramática da fantasia” [...] não é nem uma teoria da imaginação infantil (seriam necessárias mais coisas…) nem uma coleção de receitas, nem um compêndio de histórias, mas, sustento, uma proposta capaz de conviver com tantas outras que procuram enriquecer com estímulos o ambiente (casa ou escola, não importa) em que as crianças crescem”, na definição de Gianni Rodari.

O autor
Giovanni Francesco Rodari
, que ficaria conhecido como Gianni Rodari, nasceu em 23 de outubro de 1920 em Omegna, aldeia do noroeste da Itália. Formado professor em 1937, cursou no ano seguinte a Faculdade de Idiomas da Universidade Católica do Sagrado Coração, em Milão, mas logo abandou o curso e dedicou-se ao ensino de crianças em cidades vizinhas. Convocado para lutar pelo ditador Benito Mussolini durante a Segunda Guerra Mundial, Gianni abandonou a farda oficial e entrou para a Resistência italiana. 

No ano final da guerra, em 1945, resolveu abandonar o magistério e dedicar-se inteiramente à militância política. Depois, trabalhou como jornalista e encontrou o que chamava de “segunda carreira”: a de escritor. Três anos depois, publicou sua primeira obra infantil. Inicialmente atacado por ser de esquerda, com o passar dos anos e a mudança do clima político Rodari passou a ser reconhecido na Itália como um autor de literatura infantil que encantava as crianças.

Lançada em 1973, sua "Gramática da Fantasia" se tornaria a obra‑prima do autor para professores, pais e profissionais da educação. Em 10 de abril de 1980, Rodari foi internado em uma clínica para operar uma trombose na perna esquerda. Quatro dias depois, morreu de choque cardiogênico, um dos casos mais graves de infarto. Tinha 59 anos.

Você pode comprar "Gramática da Fantasia - Uma Introdução à Arte de Inventar Histórias", escrito por Gianni Rodari, publicado pela Summus Editorial, neste link.

Ficha técnica
Livro: "Gramática da Fantasia - Uma Introdução à Arte de Inventar Histórias" | Autor: Gianni Rodari |  Editora: Summus Editorial | Páginas: 208 | Formato: 17 x 21 cm | ISBN: 978-65-5549-040-4 | Link do livro na Amazon: https://amzn.to/3jignIg.

.: Grupo Teatro Geográfico apresenta “A Leveza Está no Final”, de Milan Kundera


Da esquerda para direita: Thiago Prade, Carol Andrade, Frederico Vasques, Gabs Ambròzia e Carol Kern em cena fotografada por Betânia Dutra. Grupo teatral encerra investigação da obra de com peça em que cada personagem ganha um novo final.

“A Leveza Está no Final” é o espetáculo que encerra a pesquisa do grupo acerca da obra “A Insustentável Leveza do Ser”, de Milan Kundera, em temporada virtual que estreia em 23 de agosto e vai até dia 1º de setembro, às segundas, terças e quartas, às 20h. As apresentações, transmitidas pelo Zoom, são gratuitas e online, com retirada de ingressos pelo Sympla.

Tereza, Tomas, Franz e Sabina estão confinados desde 1982 na obra de Milan Kundera “A Insustentável Leveza do Ser”. Não será este o mito do eterno retorno? Um livro que permanece intocável por mais de 30 anos reverberando a sua história como verdade absoluta?

Para responder as questões acima “A Leveza Está no Final” divide com o público o destino de Tereza, Tomas, Franz e Sabina, que recebem um final diferente daquele concebido por Kundera. Por meio de enquete eletrônica no Zoom, a plateia é quem decide qual personagem merece ter seu novo final encenado ao vivo, a cada apresentação.

Propor que a plateia vote a cada apresentação pelo destino de determinada personagem de “A Leveza Está no Final” é imprimir no formato virtual uma marcante característica da companhia que é trazer o público de forma ativa, fazendo do espectador um vivenciador.

Estes quatro novos desfechos, assim como toda dramaturgia do espetáculo, foram criação colaborativa entre a diretora Tatiana Vinhais e o elenco Carol Andrade, Carol Kern, Gabs Ambròzia, Frederico Vasques e Thiago Prade. O grupo construiu estes novos finais incorporando suas percepções mais subjetivas aos seus cinco anos de pesquisa sobre a obra.

Esta montagem também dá continuidade às questões provocadoras do fazer teatral nestes tempos pandêmicos, como o peso e a leveza que o livro propõe e a escolha de recontar a história questiona o ponto de vista do autor. O trabalho anterior que esteve em cartaz no início deste ano, “Onde Está a Leveza?” buscou traçar um arco poético de reflexões sobre o papel da mulher na sociedade de 2020 a partir do livro de Kundera, escrito na década de 80 e ambientado em Praga no final da década de 60, após a invasão da União Soviética, em 1968.

Quatro personagens estão no enredo do romance: Tereza, Tomas, Franz e Sabina. Tereza e Tomas formam um casal em que ele a trai diariamente e Tereza tece sua vida com a angústia dos dias. Já Franz e Sabina são amantes ocasionais, ela prefere a liberdade, Franz quer ter Sabina como uma deusa. Sabina, entretanto, liberta-se de tudo e vai viver longe das aflições políticas da Tchecoslováquia ocupada pelas tropas do Pacto de Varsóvia e também longe de Franz.

A pesquisa do grupo em torno da obra de Kundera iniciou em 2016, ano de estreia da montagem teatral “Sobre a Insustentável Leveza dos Seres”, no Clube da Empatia – espaço cultural alternativo localizado na região central de São Paulo, voltando ao cartaz também nos anos seguintes. Para 2020 estava programada uma nova ocupação, desta vez no Estúdio Lâmina, espaço de arte contemporânea localizado no Vale do Anhangabaú – porém, não foi possível em decorrência da pandemia. A partir daí a pesquisa do grupo ingressou numa etapa de experimentações cênicas digitais tendo como pergunta norteadora “Onde Está a Leveza?” e dois trabalhos homônimos apresentados ao vivo e online.


Trajetória artística do Teatro Geográfico
Com 11 anos de trabalho continuado, o Teatro Geográfico está sediado e atuante em São Paulo desde 2014. Dirigido por Tatiana Vinhais, ao longo de sua trajetória integrou programações como da Bienal do Mercosul, Festival Internacional POA Em Cena (RS) e Sede das Cias (RJ). O espetáculo de estreia do grupo, “O Mapa” (dramaturgia Diones Camargo e Tatiana Vinhais), recebeu nove indicações ao Prêmio Açorianos – melhor espetáculo, dramaturgia, atriz (2 indicações), ator coadjuvante, iluminação, cenografia, figurino e produção.

No repertório, além de cinco temporadas de "O Mapa", destacam-se também os trabalhos “Onde Está a Leveza?”, “Sobre a Insustentável Leveza dos Seres”, “Geocoreografia: Cidade Não Vista”, “Duetos”, “RockHamlet”, “PopHamlet”, “Jerusalém”, “Serenata Geográfica” e “Atentados”. Em “O Mapa”, o público dividia-se em dois grupos desde a bilheteria recebendo um passaporte e um mapa que indicavam rotas diferentes durante a peça: dois pontos de vista da mesma história.

Inspirada no livro “O Céu que nos Protege” de Paul Bowles e em sua adaptação para o cinema de Bernardo Bertolucci (1990), a peça era apresentada simultaneamente através do Caminho do Tempo (sob a ótica do personagem Port) e o Caminho dos Espelhos (aos olhos da personagem Kit). Este foi o espetáculo de fundação do Teatro Geográfico, em 2010, ainda em Porto Alegre. Já sediado em São Paulo, o grupo apresenta “Sobre a Insustentável Leveza dos Seres”, espetáculo em que o público é etiquetado com seus próprios nomes e dividido em três grupos ao escolher entre os caminhos cênicos construídos no espaço: Peso/Leveza, Corpo/Palavras e Adão/Eva.

A diretora Tatiana Vinhais radicada em São Paulo foi criadora e gestora artística dos espaços culturais “Clube da Empatia” e “Cabaret Uranus”, promovendo mais de 40 apresentações entre teatro, música, circo, fotografia e performances. É ministrante das oficinas “Meu Corpo Político: A Revolução pelo Silêncio” e “Cenas Apunhaladas de Imagens Mofadas”. Entre suas direções mais recentes, destacam-se: lançamento do CD “Três” - Mustache e os Apaches, com apresentações no Auditório Ibirapuera e Casa Natura Musical; CD “Mantras da Mata” - Carolina Zingler; banda teatral “Nice e os Gonçalves”; espetáculo musical “Cósmica”.

O espetáculo integra o projeto selecionado na 1ª Edição do Prêmio Aldir Blanc de Apoio à Cultura da cidade de São Paulo, módulo Maria Alice Vergueiro. Para realização da imersão, todos os presentes precisaram realizar testes de Covid-19.


Ficha técnica
Espetáculo: 
“A Leveza Está no Final” | Dramaturgia: Teatro Geográfico  | Montagem inspirada em “A Insustentável Leveza do Ser” de Milan Kundera | Direção: Tatiana Vinhais | Elenco: Carol Andrade, Carol Kern, Frederico Vasques, Gabs Ambròzia e Thiago Prade | Figurinos: Carol Andrade e Gabs Ambròzia | Iluminação, ambientação cênica e trilha sonora pesquisada: Teatro Geográfico | Supervisão técnica: Pedro Marini | Fotos: Betânia Dutra | Programação visual: André Senna | Assessoria de imprensa: Adriana Monteiro (Ofício das Letras) | Direção de produção: Luísa Barros | Realização: Teatro Geográfico.


Serviço:
Espetáculo: 
“A Leveza Está no Final” | Temporada: de 23 de agosto a 1º de setembro de 2021 (segundas, terças e quartas) | Horário: 20h | Apresentações gratuitas e online pelo Zoom, com retirada de ingressos em https://www.sympla.com.br/teatrogeografico | Gênero: drama | Duração: 80 minutos | Classificação: não recomendado para menores de 16 anos.



quarta-feira, 25 de agosto de 2021

.: Jornalista cultural, Adriana Balsanelli lança primeiro livro infantil da carreira


Grande nome do jornalismo cultural em São Paulo, a jornalista Adriana Balsanelli lança o primeiro livro infantil, “A Galinha Bira-bira”, que ensina aos pequenos a importância de se conviver com a diferença. Publicada pela editora Flamingo e ilustrada por Marco Martins, a história é inspirada na infância que a autora teve no interior de São Paulo e trata de um pintinho que perdeu os dedinhos e é acolhido por uma família bem carinhosa.

Com 25 anos de atuação como assessora de imprensa na área cultural, Adriana Balsanelli aventura-se no universo da literatura infantil e lança seu primeiro livro: “A Galinha Bira-bira”, pela editora Flamingo. A obra ganhou belas ilustrações de Marco Martins e já está disponível em pré-venda online. Inspirada na infância que Adriana teve no interior de São Paulo, a história trata de um pintinho que é encontrado no meio da chuva por uma menina no quintal do sítio da família. Ela leva o bichinho para dentro da casa, o enrola em um paninho e o deixa perto do fogão a lenha para que ele possa se aquecer.

Por um incidente, o pintinho vai parar na chapa quente do fogão e acaba perdendo os dedinhos da patinha. Depois do susto, a menina cuida bem do animal e a família acaba adotando-o. O nome escolhido para ele foi Biro-biro, por causa do jogador de futebol com o icônico cabelo cacheado e bem amarelo.

O que a menina não esperava é que Biro-biro era, na verdade, uma pintinha. E é claro que isso não importa para a família, que acabou pegando afeto pelo bichinho. A galinha Bira-bira cresce feliz e tem uma vida plena, já que a “falta dos dedinhos nunca lhe impediu de andar pela casa, de ciscar pelo quintal, e de cacarejar quando quisesse e o mais importante, de ser uma galinha bem galinha mesmo, assim como todas as outras”, diz a história.

A singela e lúdica narrativa carrega uma série de ensinamentos importantes para os pequenos leitores, conta Balsanelli. “Acho que tem três mensagens importantes nessa história. A primeira e mais evidente é a da superação. A criança entender que uma pessoa com deficiência pode ter uma vida feliz. A segunda é o acolhimento de uma família não-tradicional. E a terceira e menos evidente é a transição do que aparentemente era um menino, mas na verdade tratava-se de uma menina, no caso, uma pintinha”.

A autora revela que a ideia de escrever o livro surgiu em um momento terno com a sobrinha, que ama ouvir histórias. “Um dia, quando eu já tinha esgotado todo meu repertório de fábulas conhecidas e famosas, falei que ia contar um caso que tinha acontecido comigo na infância. Contei para ela a aventura da galinha Bira-bira. Ela estava com quatro anos na época, mas senti que ficou muito empolgada e interessada. Ao final, me pediu para contar de novo! Percebi, então, que tinha potencial para fazer algo com essa história”.

“Tive uma infância maravilhosa no interior de São Paulo. Até os dez anos, morei num sítio onde não havia muitas crianças na vizinhança, então meus amigos de brincadeiras eram os animais: cavalo, cachorro, gato, um papagaio e, claro, a galinha Bira-bira, que virou o xodó da casa. O contato com a natureza, tendo os bichos como amigos de aventuras, foi muito importante para criar laços e essa memória afetiva com os animais”, acrescenta Adriana.

Ela ainda conta que a sua experiência de assessora com a divulgação de eventos culturais, sobretudo de peças de teatro infantis, a ajudou a compreender melhor esse universo recreativo da infância. “Frequentar os teatros com espetáculos infantis me fez ver como o lúdico envolve e desperta a curiosidade das crianças. O desejo pela arte e pelo conhecimento é inspirador”, revela.

Sobre a autora
Graduada em Comunicação Social pela Universidade Paulista, Adriana Balsanelli atua desde 1996 como produtora e assessora de imprensa de projetos culturais no segmento de música, teatro, dança, circo e artes visuais. Paulista do interior, mudou-se para a capital em 1985 com o desejo de fazer faculdade de veterinária, mas o destino a levou para a graduação em Comunicação Social. Em 1996, começou a trabalhar como produtora de eventos, direcionando o foco para a produção musical. Durante esse processo, encontrou seu lugar na assessoria de imprensa da área cultural. Foto: Jonatas Marques.

Você pode comprar “A Galinha Bira-bira”, escrito por Adriana Balsanelli , publicado pela editora Flamingo, neste link.


Ficha técnica
Livro: “A Galinha Bira-bira” | Autora: Adriana Balsanelli | Ilustrações: Marco Martins  |  Editora: Flamingo | Páginas: 44 | Indicação etária: de 7 a 10 anos |  Link do livro na Amazon: https://amzn.to/3sHVOIh.

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