quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

.: Sucesso de público faz exposição imersiva “Astro” ampliar horários


Em cartaz no Visualfarm Gymnasium, a mostra agora abre de quinta a domingo, com funcionamento das 11h00 às 19h00 às quintas e sextas-feiras, e das 10h00 às 20h00, aos sábados, e das 10h00 às 18h00, aos domingos. Foto: @opauloliv

Com alta procura desde a estreia, a exposição imersiva “Astro” amplia seus dias e horários de funcionamento em São Paulo. Em cartaz no Visualfarm Gymnasium, o primeiro laboratório permanente de artes imersivas da América Latina, a mostra passa a receber o público de quinta a domingo, oferecendo mais opções para quem busca um programa cultural que une ciência, arte, tecnologia e imaginação.

Instalada em um galpão de mais de 2.000 metros quadrados, “Astro” propõe uma verdadeira viagem pelo universo da astronomia, conectando passado, presente e futuro da exploração espacial. A experiência combina imagens autênticas captadas por missões espaciais, ambientes cenográficos monumentais, projeções em 360 graus, vídeo mapping, realidade virtual, instalações sonoras polifônicas e um planetário digital de última geração.

Logo na chegada, o visitante é convidado a atravessar um tobogã cenográfico que funciona como um portal simbólico para o cosmos. A partir daí, percorre salas que abordam desde os primeiros telescópios e a observação do céu na Antiguidade até os grandes desafios da ciência contemporânea, como a formação das galáxias, a energia escura, a matéria subatômica e a busca por vida fora da Terra. Tudo é apresentado em linguagem sensorial e acessível, despertando curiosidade em crianças, jovens e adultos.

Com curadoria científica do astrônomo João Fonseca e direção artística de Alexis Anastasiou, fundador da Visualfarm, a exposição traduz conceitos complexos em experiências visuais e imersivas, aproximando o público da ciência de forma intuitiva e envolvente. Um dos destaques é a área em que o visitante pode se transformar simbolicamente em astronauta, tornando-se protagonista da narrativa espacial.

Além de dialogar com grandes agências internacionais de pesquisa espacial, “Astro” também valoriza o olhar brasileiro sobre a ciência e a exploração do universo, reforçando o papel da imaginação, da educação e da tecnologia como ferramentas de pertencimento e futuro.

“A resposta do público mostrou que existe uma grande demanda por experiências culturais que unem conhecimento e encantamento. A ampliação dos horários é uma forma de permitir que mais pessoas vivam essa jornada pelo cosmos”, destaca Alexis Anastasiou.


Serviço
Exposição imersiva "Astro"

Visualfarm Gymnasium | Praça Olavo Bilac, 38 / São Paulo
Próximo a Avenida Angélica e estação metrô Mal. Deodoro
Quintas e sextas-feiras, das 11h00 às 19h00; sábados, das 10h00 às 20h00; e domingos, das 10h00 às 18h00.
Acessível para pessoas com mobilidade reduzida
Ingressos a partir de R$ 25,00 à venda na bilheteria do local ou em www.ticketmaster.com.br/
Entrada gratuita para crianças até 6 anos. Meia-entrada para estudantes.
Vendas para grupos.

.: Exposição “Recortes”, de Cristiano Mascaro, marca o aniversário de SP


Mostra reúne fotografias analógicas e digitais que acompanham transformações da paisagem urbana ao longo de décadas. Abertura em 25 de janeiro, domingo, às 10h00, com visita guiada de Cristiano Mascaro às 15h00. Na imagem, escada da Maternidade Filomena Matarazzo

Domingo, dia 25 de janeiro de 2026, data em que São Paulo celebra o aniversário, a Unibes Cultural abre ao público a exposição "Recortes", de Cristiano Mascaro, um dos nomes fundamentais da fotografia brasileira. A mostra inaugura a programação de 2026 da instituição e apresenta um conjunto de fotografias analógicas e digitais ampliadas, realizadas ao longo de diferentes momentos da trajetória do artista, cuja obra contribuiu de forma decisiva para a construção da memória visual da metrópole e de seus espaços arquitetônicos.

Arquiteto formado pela FAU-USP, Mascaro se voltou para a fotografia após o contato com a obra do fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson (1908-2004), ainda durante a graduação. Aos 81 anos, com uma carreira amplamente reconhecida por prêmios e exposições no Brasil e no exterior, seu olhar permanece atento, preciso e rigoroso, voltado para a observação contínua da cidade e de suas transformações.


Entre a cidade vista e a cidade em detalhe
 As imagens reunidas na exposição percorrem lugares emblemáticos da paisagem paulistana, como a Avenida São João, o Elevado Presidente João Goulart (Minhocão), o Viaduto Eusébio Stevaux e a Maternidade Filomena Matarazzo. Em alguns trabalhos, esses espaços aparecem em vistas amplas, revelando a escala urbana e a organização arquitetônica; em outros, surgem fragmentados, em recortes de fachadas, estruturas, sombras e geometrias, ressaltando a relação entre forma, tempo e uso.
 
Essa alternância entre o todo e o detalhe constitui uma marca da obra de Cristiano Mascaro, que articula rigor formal, memória urbana e observação do cotidiano, sem recorrer ao espetáculo, mas à permanência dos espaços na vida da cidade.

Com curadoria de Flávio Cohn e Luiz Bagolin, a mostra estabelece um diálogo entre diferentes fases da produção do fotógrafo, evidenciando como a fotografia urbana acompanha, ao longo do tempo, as transformações de São Paulo e das tecnologias de imagem. A seleção reúne obras realizadas desde o período da fotografia analógica até a produção digital contemporânea, propondo uma reflexão sobre a cidade como território histórico, arquitetônico e simbólico, continuamente reinterpretado pelo olhar fotográfico.


Sobre o artista
Cristiano Mascaro é formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP). Iniciou sua carreira como repórter fotográfico da revista Veja, onde realizou diversas reportagens no Brasil e no exterior. Foi professor de fotojornalismo na Enfoco, escola de fotografia, e de comunicação visual na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos. Entre 1974 e 1988, dirigiu o Laboratório de Recursos Audiovisuais da FAU/USP. Em 1986, obteve o grau de mestre pela USP e, em 1990, recebeu a Bolsa Vitae de Artes.

Realizou diversas exposições no Brasil e no exterior, com fotografias integrando coleções particulares e de museus. Tem trabalhos publicados na imprensa e em livros. Em 1992, recebeu o Prêmio Abril de Jornalismo com o ensaio "O Jeito Brasileiro de Viver e Morar" e, em 1999, com o ensaio "Sala dos Milagres". Em 1995, obteve o grau de doutor pela USP, com nota máxima e menção de louvor, apresentando a tese "A Fotografia e a Arquitetura".

Em 2006, participou, como arquiteto homenageado, da 6º Bienal de Arquitetura e Design, apresentando a exposição "O Brasil em X, em Y, em Z". Em 2007, recebeu o Prêmio Especial de Fotografia Porto Seguro pelo conjunto de sua obra. Em 2015, foi laureado pela Associação Paulista de Críticos de Arte por seus trabalhos de documentação urbana. Atualmente, atua como fotógrafo independente, dedicando-se a projetos pessoais.


Sobre os curadores
Flávio Cohn é galerista e Diretor de Arte Contemporânea da DAN Galeria, em São Paulo. Filho dos fundadores da galeria, Gláucia e Peter Cohn, em 1985 criou o Departamento de Arte Contemporânea, abrindo espaço para artistas brasileiros e internacionais no circuito de arte contemporânea.

Luiz Armando Bagolin é livre-docente em História da Arte Brasileira e doutor em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). No Programa de Pós-Graduação do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB/USP), coordena pesquisas sobre teorias da arte, da Renascença à produção brasileira. Foi diretor da Biblioteca Mário de Andrade, além de curador de diversas exposições e do Prêmio Jabuti. Suas publicações, que articulam arte, linguagem, retórica e filosofia, consolidam-no como um dos estudiosos mais relevantes do campo no país.


Serviço
Exposição "Recortes" por Cristiano Mascaro
Curadoria: Flávio Cohn e Luiz Bagolin
Visita guiada: 25 de janeiro de 2026, às 15h, com Cristiano Mascaro | Atividade gratuita. Inscrições serão divulgadas posteriormente.
Visitação: 25 de janeiro a 22 de março de 2026.
Horário: Quarta a sábado, das 12h às 19h | Domingo, das 10h às 18h
Local: Unibes Cultural
End.: Rua Oscar Freire, 2500 | São Paulo - SP | a 80m da Estação Sumaré do metrô (Linha 2 – Verde)
Classificação indicativa: livre
Gratuita
Plataforma exclusiva: Fever

.: Quais as cenas adicionais de "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel"?


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.

Nesta quinta-feira, dia 22 de janeiro, estreia de “O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel” na Rede Cineflix e  cinemas de todo o Brasil, agora em versão estendida, recoloca na tela grande não apenas um fenômeno pop, mas um marco definitivo da história do cinema contemporâneo. Dirigido por Peter Jackson,  transformou um projeto considerado “infilmável” em um acontecimento que alterou a relação entre literatura, cinema de gênero e grande público, o filme que inaugurou a trilogia baseada na obra de J.R.R. Tolkien volta ao circuito exibidor como celebração dos 25 anos do lançamento original, reafirmando o impacto estético, narrativo e industrial de uma produção que redefiniu o cinema épico no início do século XXI.

Lançado originalmente em 2001, no Brasil em 2002 por conta de "Xuxa e os Duendes", leia esta história aqui, o longa-metragem apresenta a Terra-média a partir da jornada de Frodo Bolseiro (Elijah Wood), um hobbit encarregado de destruir o anel - artefato forjado pelo Senhor do Escuro, Sauron, e capaz de subjugar todos os povos livres. Ao redor dessa missão, Peter Jackson constrói um épico de fôlego clássico, sustentado por um elenco coral que inclui Ian McKellen como o mago Gandalf, Viggo Mortensen no papel de Aragorn, Liv Tyler como Arwen, Cate Blanchett como Galadriel e Sean Astin como o inesquecível Samwise Gamgee. O roteiro, assinado por Jackson, Fran Walsh e Philippa Boyens, opta por condensações e ajustes narrativos em relação ao romance original, mas preserva o eixo moral da obra: a tensão entre poder, responsabilidade e sacrifício.

A nova exibição ganha peso adicional por apresentar a versão estendida, lançada originalmente em home video e hoje tratada por muitos fãs como a forma “definitiva” do filme. Em termos objetivos, a diferença é clara: enquanto a versão exibida nos cinemas em 2001 tem 178 minutos, a edição estendida chega a aproximadamente 208 minutos, com cerca de 30 minutos adicionais. As cenas incluídas aprofundam personagens, relações e o próprio funcionamento da Terra-média. 

Entre os acréscimos mais relevantes estão momentos mais longos no Condado, que reforçam o contraste entre a vida simples dos hobbits e a ameaça que se aproxima; a chamada “Conspiração do Anel”, em que Merry, Pippin e Sam revelam já saber da missão de Frodo, dando mais densidade à amizade entre eles; trechos ampliados do Conselho de Elrond, que tornam mais claros os impasses políticos entre elfos, homens e anões; além de passagens adicionais em Lothlórien, com destaque para a origem e o valor simbólico do lembas e para os presentes oferecidos por Galadriel à Sociedade. Há ainda pequenos, mas significativos, ajustes de ritmo e continuidade que tornam a narrativa mais coesa e emocionalmente envolvente.

Filmado majoritariamente na Nova Zelândia, com fotografia de Andrew Lesnie e trilha sonora de Howard Shore - vencedora do Oscar -, o filme consolidou um novo padrão técnico para o cinema fantástico, especialmente no uso integrado de efeitos visuais, cenografia real e paisagens naturais. O impacto foi imediato: mais de 887 milhões de dólares em bilheteria mundial, quatro estatuetas do Oscar e um lugar garantido na memória afetiva de diferentes gerações de espectadores. Em 2021, o reconhecimento institucional veio com a inclusão do longa no Registro Nacional de Filmes da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que o classificou como cultural, histórica e esteticamente significativo.


Quais são as cenas adicionais de "O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel" (com spoiller)

A versão estendida de “O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel” não altera o arco central da narrativa, mas costura uma série de cenas que aprofundam personagens, relações e a própria lógica da Terra-média. Vistas em conjunto, essas sequências funcionam quase como uma “sinopse paralela”, revelando camadas que a versão exibida nos cinemas apenas sugeria.

Logo no início, o Condado ganha mais tempo. Há cenas adicionais que mostram Bilbo lidando com a passagem do tempo após deixar Frodo com a herança do Anel, incluindo conversas mais longas sobre seus escritos e seu cansaço existencial. Gandalf também permanece mais tempo entre os hobbits, reforçando sua desconfiança crescente em relação ao objeto deixado por Bilbo e a tranquilidade apenas aparente daquele mundo rural que está prestes a ser abalado.

A partida de Frodo do Condado é ampliada por uma sequência crucial conhecida entre os fãs como a “Conspiração do Anel”. Nela, Sam, Merry e Pippin revelam que sempre souberam da missão de Frodo e que o seguem por escolha. Esse momento transforma a amizade entre eles em um pacto consciente, diminuindo o tom acidental da jornada e reforçando a ideia de lealdade como força motriz da história.

No caminho até Bri, os Nazgûl são apresentados de forma mais ameaçadora, com perseguições estendidas que intensificam a sensação de cerco. Em Bri, há cenas adicionais dentro da estalagem do Pônei Saltitante que aprofundam a tensão entre Aragorn e os hobbits, além de pequenos gestos que constroem a confiança gradual entre eles. Aragorn, aliás, ganha mais tempo de tela introspectivo, sugerindo desde cedo o peso de sua herança e sua relutância em aceitá-la.

Em Valfenda, a versão estendida desacelera o ritmo para expandir o Conselho de Elrond. Há diálogos adicionais que explicitam os ressentimentos históricos entre elfos e anões, bem como a desconfiança em relação aos homens. Boromir surge menos como antagonista impulsivo e mais como alguém esmagado pela responsabilidade de defender Gondor. A decisão de Frodo de aceitar a missão, nesse contexto ampliado, soa ainda mais desesperada - e, paradoxalmente, mais corajosa.

A travessia da montanha Caradhras também é estendida, com discussões internas da Sociedade que evidenciam o desgaste físico e emocional do grupo antes mesmo de chegarem às Minas de Moria. Já em Moria, além de pequenos acréscimos de exploração do espaço, há um momento mais longo de luto após a queda de Gandalf, permitindo que o impacto da perda seja sentido coletivamente, e não apenas como choque narrativo.

Lothlórien talvez seja o trecho mais enriquecido pela edição estendida. Galadriel e Celeborn têm diálogos adicionais que esclarecem o papel político e espiritual daquele reino élfico. Frodo e Galadriel compartilham mais tempo juntos, aprofundando a dimensão profética do encontro entre ambos. É também nesse trecho que surgem explicações mais claras sobre o lembas, o pão élfico, e sobre os presentes dados a cada membro da Sociedade - elementos que terão consequências diretas nos filmes seguintes.

Durante a jornada pelo rio Anduin, há cenas que reforçam a tensão crescente em torno de Boromir e sua obsessão pelo Anel. Seu conflito interno deixa de ser abrupto e passa a ser construído em pequenos gestos e olhares, preparando melhor o terreno para sua queda moral. Em Parth Galen, o confronto entre Boromir e Frodo ganha nuances adicionais de culpa, desespero e arrependimento.

O desfecho da versão estendida se alonga levemente para mostrar as consequências imediatas da dissolução da Sociedade. A decisão de Frodo de seguir sozinho é cercada de mais silêncio e hesitação, enquanto a escolha de Sam de acompanhá-lo assume contornos ainda mais emocionais. Paralelamente, Aragorn, Legolas e Gimli discutem com mais clareza o novo rumo que devem tomar, reforçando a sensação de que aquela não é uma pausa entre filmes, mas o fim definitivo de um primeiro capítulo.


Ficha técnica
“O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel” | “The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring” (título original) | “O Senhor dos Anéis: A Irmandade do Anel” (título em Portugal)
Gênero: fantasia épica, aventura. Classificação indicativa: 12 anos. Ano de produção: 2001. Idioma: inglês. Direção: Peter Jackson. Roteiro: Peter Jackson, Fran Walsh e Philippa Boyens, baseado na obra de J.R.R. Tolkien. Elenco: Elijah Wood, Ian McKellen, Viggo Mortensen, Sean Astin, Liv Tyler, Cate Blanchett, Orlando Bloom, Sean Bean, Hugo Weaving, Ian Holm, Christopher Lee, entre outros. Distribuição no Brasil: Warner Bros. Pictures / New Line Cinema. Duração: aproximadamente 208 minutos (versão estendida). Cenas pós-créditos: não.

Assista no Cineflix Cinemas mais perto de você
As principais estreias da semana podem ser assistidas na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

Cineflix Miramar | Santos
Dia 22 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel" | Sala 3 | 18h00
Dia 23 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - As Duas Torres" | Sala 3 | 18h00
Dia 24 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei" | Sala 3 | 18h00
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo. Ingressos neste link.

.: Enoite de Rita Lee, Mel Lisboa assume o palco do Blue Note


Apresentação surge de uma relação artística profunda: Mel foi a intérprete de Rita nos musicais "Rita Lee - Uma Autobiografia" e "Rita Lee Mora ao Lado". Foto: divulgação

Nesta quinta-feira, 22 de janeiro, em duas sessões - às 20h00 e às 22h30 -, o palco do Blue Note São Paulo recebe a atriz e cantora Mel Lisboa para um tributo intenso, afetivo e musical à eterna rainha do rock brasileiro, Rita Lee. De volta à casa, Mel apresenta um show no formato voz e violão, apostando na força das canções e na intimidade do encontro com o público. 

Para além de um tributo convencional, a apresentação surge de uma relação artística profunda: Mel foi a intérprete de Rita nos musicais "Rita Lee - Uma Autobiografia" e "Rita Lee Mora ao Lado", experiência que marcou sua trajetória e ajudou a consolidar uma das mais elogiadas interpretações da cantora nos palcos brasileiros. Não por acaso, a própria Rita afirmou certa vez: “Mel, você me fez muito melhor do que eu mesma”.

O repertório percorre diferentes fases da carreira de Rita Lee, costurando clássicos imortalizados nas décadas de 1970 e 1980 com canções que ganharam novo fôlego nos anos 2000. O roteiro musical também abre espaço para a fase mais experimental e revolucionária da artista à frente dos Mutantes, reafirmando sua importância para a história do rock e da música pop no Brasil. Entre as músicas escolhidas estão “Ovelha Negra”, “Baila Comigo”, “Saúde” e “Pagu”.


Serviço
Show "Mel Lisboa Canta Rita Lee"

Dia 22 de janeiro, às 20h00
Blue Note | Av. Paulista, 2073/2º - Consolação/São Paulo
Saiba mais: https://www.eventim.com.br/artist/blue-note-sp/mel-lisboa-canta-rita-lee-4032507/

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

.: Crítica: "O Diário de Pilar na Amazônia" dá recado de conscientização

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em janeiro de 2025


"O Diário de Pilar na Amazônia", que surgiu para o púbico, há 25 anos, por meio de um livro escrito por Flávia Lins e Silva, anos depois chegou os palcos de teatro, está em cartaz nos cinemas com uma história de conscientização para a preservação da natureza. O longa de aventura e fantasia que agrada a todos da família, encanta o público de idades diferentes nas salas de cinemas Cineflix.

produção começa com a trama da garota Pilar (Nina Flor) recebendo de seu avô Pedro (Roberto Bomtempo) uma rede amarela que é mágica. Logo depois, a menina fica indignada com a derrubada de uma árvore próxima a casa dela e resolve protestar. Contudo, após receber alguns sinais do item mágico, incluindo um gato, a menina e o amigo Breno (Miguel Soares) são embalados na rede a ponto de chegar na Amazônia.

Lá, esbarram em Maiara (Sophia Ataíde) que está perdida dos pais, após ter seu povoado destruído por criminosos ambientais. No caminho de promover o reencontro da garota com os pais, entra em cena Bira (Thúlio Naab). Com o quarteto formado e unido para enfrentar a missão de impedir a derrubada de mais árvores, na telona, os vilões caricatos de Emílio Dantas como Serra, Marcelo Adnet como Dr. Ernesto, Rafael Saraiva como Zé Minhoca e Babu Santana como Montanha acrescentam deboche com um toque de medo. É nítido o quanto a escalação do elenco foi certeira.

Nessa jornada, lendas brasileiras tornam a trama ainda mais rica, como por exemplo, a do Curupira, mesclando de modo agradável e envolvente a fantasia, sem deixar de acrescentar a educação ambiental e a identidade cultural. Ao longo de 1 hora e 30 minutos, a trama é desenvolvida sem subestimar a inteligência do público jovem, uma vez que o elenco mirim dá conta do recado, entregando com muita naturalidade a interpretação dos amigos que amam a natureza. 

O ritmo envolvente e fotografia impecável de "O Diário de Pilar na Amazônia", tornam o filme com direção de Duda Vaisman ("No Corre: Partiu Entrega") e Rodrigo Van Der Put ("Dois é Demais em Orlando"), uma produção cinematográfica brasileira de qualidade, desde a trama, incluindo todo o elenco, do mirim ao adulto, locações detalhadas e reviravoltas convincentes. Em certos momentos remete ao filme do mesmo gênero e também lindo "Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa".

De roteiro assinado por João Costa Van Hombeeck em parceria com a autora Flávia Lins e Silva, "O Diário de Pilar na Amazônia" dá vida à própria Amazônia que sofre ameaça severa, tendo ainda no elenco a atriz Nanda Costa, na pele da mãe de Pilar, uma jornalista, além de Rocco Pitanga, namorado da mãe da garota e Roberto Bomtempo, como o avô Pedro. 

Produzido pela Conspiração, com coprodução e distribuição da The Walt Disney Company no Brasil, o filme é um infantil que transita pela responsabilidade social, ética e a informação sobre a realidade do nosso clima ambiental reforçando a necessidade de preservação do que ainda nos resta da natureza. Vale a pena conferir e em família!


Em parceria com a Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN

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* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Siga: @maryellen.fsm

Ficha técnica
“O Diário de Pilar na Amazônia” (título original)

Gênero: aventura, drama, família. Classificação indicativa: livre. Ano de produção: 2025. Idioma: português. Direção: Duda Vaisman e Rodrigo Van Der Put. Roteiro: João Costa Van Hombeeck e Flávia Lins e Silva. Elenco: Lina Flor, Miguel Soares, Sophia Ataíde, Marcelo Adnet, Emílio Dantas, Babu Santana, Nanda Costa, Roberto Bomtempo. Distribuição no Brasil: The Walt Disney Company Brasil. Duração: 90 minutos. Cenas pós-créditos: não.

.: Crítica: "Dois de Nós" transforma reencontro em matéria viva de teatro


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.

Poucos espetáculos fazem tanto sentido quanto "Dois de Nós", em cartaz até dia 17 de maio, de sexta-feira a domingo, no Teatro Tuca. E não é pelo encontro histórico entre Christiane Torloni e Antonio Fagundes que a dramaturgia que promove - isso, por si só, já seria pouco diante da grandeza dos intérpretes dos protagonistas da novela "A Viagem"-, mas porque o espetáculo decide não tratar esse reencontro na arte como evento e, sim, como matéria viva. 

Ao acompanhar o mesmo casal em diferentes fases da vida, confinado em um quarto de hotel, entre confissões atravessadas pelo tempo, pequenas crueldades e humor que nasce da ousadia de rir de si mesmo, a peça percorre uma vida inteira sem precisar sublinhar passagens. Tudo acontece no detalhe, no que escapa, no que se diz quase por acaso, como costuma ser quando o passado resolve pedir a pedra para atirar, quem sabe, para um acerto de contas definitivo.

Christiane Torloni surge em estado de graça. Há uma linha tênue entre a atriz e a personagem, e não no sentido confortável da identificação, mas naquele ponto em que a biografia chega a virar tensão dramática. Quando ela afirma, no texto do espetáculo, que a tragédia credencia para a vida, não soa como diálogo decorado. Ali está alguém que já atravessou o incêndio e voltou sem pressa para o lugar que a pertence. Torloni domina o espaço com uma elegância que impõe silêncio e contemplação. Da comédia ao drama no ritmo das nuances da personagem, ela é magnética sem recorrer a truques, intensa sem excessos, e faz do palco um lugar onde o tempo parece obedecer apenas a ela.

Antonio Fagundes opta por outro caminho igualmente eficaz. O personagem dele carrega o cansaço de quem andou demais e ainda assim não perdeu o gosto pela conversa. Há charme, claro, mas há sobretudo uma escuta refinada em cena. Fagundes constrói um homem em suspensão, errante sem ser perdido, e conduz o público a uma catarse que não vem do grito, mas do reconhecimento. O riso, às vezes, aparece quase como defesa, até deixar de ser.

Thiago Fragoso e Alexandra Martins aparecem como forças próprias. Fragoso injeta intensidade e urgência no mesmo homem que Fagundes sustenta com contenção - o encontro das duas camadas é um dos achados mais inteligentes do espetáculo. Um complementa o outro em lados antagônicos. Alexandra, por sua vez, evita qualquer sombra de imitação. A personagem que divide com Torloni, na versão dela, tem outra temperatura, outra pulsação, e isso enriquece o jogo cênico em vez de simplificá-lo. O resultado é um mosaico que não se fecha em nostalgia, mas se expande em complexidade.

O texto de Gustavo Pinheiro confirma uma maturidade que já se espera dele. Depois de "A Lista", ele aprofunda o gesto de mergulhar na alma humana e paralisar o espectador. As situações se encadeiam com humor afiado, mas há no texto dele uma escrita que provoca sem alarde, que cutuca sem destacar o óbvio, e que deixa o público com aquela sensação incômoda e preciosa de ter sido arrebatado por algo que continua depois da última fala.

Sob a direção precisa de José Possi Neto, "Dois de Nós" evita o risco do conforto que poderia rondar um elenco tão consagrado. Nada é automático nesse espetáculo e tudo funciona muito bem. O palco é espaço de risco, de escuta, de confronto íntimo. Isso faz com que o espetáculo não termine quando as luzes se apagam. O público sai diferente porque sai melhor. "Dois de Nós" é teatro para a vida. Ensina a rir de si mesmo, a encarar as próprias tragédias sem solenidade, a entender que crescer não significa endurecer. Em tempos de espetáculos apressados em agradar, esse prefere ficar na memória.

Ficha técnica
Espetáculo "Dois de Nós"
Texto: Gustavo Pinheiro
Direção: José Possi Neto
Assistente de direção: Antonio Fagundes
Elenco: Antonio Fagundes, Christiane Torloni, Thiago Fragoso e Alexandra Martins
Figurinos e cenários: Fábio Namatame
Desenho de luz: Wagner Freire
Desenho de som: Labsom
Música original: André Abujamra
Produção: Antonio Fagundes
Produção executiva: Gustavo de Souza e Alexandra Martins
Assistente de produção: Vanessa Campos
Assessoria de imprensa: JSPontes Comunicação - João Pontes e Stella Stephany


Serviço
Espetáculo "Dois de Nós"
Teatro Tuca - Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes / SP   
Telefone: (11) 3670-8455
Horários: quintas e sextas-feiras, às 21h00, sábados, às 20h00, e domingos, às 17h00. Ingressos: R$ 200,00 e R$ 100,00 (meia). Vendas: www.sympla.com.br ou na bilheteria do teatro de terça-feira a sábado, das 14h00 às 20h00, e domingos, das 14h00 às 18h00, Capacidade:  672 espectadores. Acessibilidade: sim. Duração: 90 minutos. Gênero: comédia. Classificação: 12 anos. Temporada: até 17 de maio . Redes Sociais: @doisdenosteatro / @fafacultural



.: O entrevero que adiou o primeiro "O Senhor dos Anéis" por causa de Xuxa



Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.

Em dezembro de 2001, o Brasil decidiu esperar. Enquanto o resto do mundo entrava na Terra-média antes do Natal, no Brasil "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel", que volta em versão estendida depois de 25 anos à Rede Cineflix e em cinemas de todo o Brasil, ficou do lado de fora dos cinemas. Tudo para dar espaço ao filme brasileiro "Xuxa e os Duendes", lançado uma semana antes e tratado como aposta segura para as férias escolares. 

Naquele momento, Xuxa Meneghel vinha de uma sequência de sucessos nas bilheterias, ocupava salas inteiras, ditava calendário. J. R. R. Tolkien, apesar do prestígio literário, ainda era visto como risco, afinal, "O Senhor dos Anéis" era uma fantasia longa, densa, sem apelo infantil direto, falada em nomes estranhos e sem rosto conhecido para o grande público brasileiro. A solução foi adiar o filme. 

A estreia, prevista para 21 de dezembro, escorregou para 1º de janeiro de 2002, sem alarde. "A Sociedade do Anel" abriu o ano atropelando expectativas. Mais de 1,2 milhão de espectadores na primeira semana, salas lotadas, boca a boca imediato. Não derrubou Xuxa, o filme dela também foi sucesso, mas deixou claro que a aposta não era excludente. Existia público  para ambos. Logo, o erro não foi escolher Xuxa, mas subestimar Tolkien.

O episódio virou folclore porque cristaliza um momento específico do cinema no Brasil: um mercado que ainda pensava em blocos fechados: “filme de criança”, “filme adulto”, “filme cult”, e que não imaginava que uma fantasia épica de quase três horas pudesse dialogar com tanta gente ao mesmo tempo. A trilogia dirigida por Peter Jackson se tornaria um dos maiores fenômenos da história do cinema, com quase US$ 3 bilhões em bilheteria mundial e 17 Oscars no currículo, incluindo Melhor Filme para "O Retorno do Rei". A "Rainha dos Baixinhos", por sua vez, encerrou com os duendes o ciclo mais forte dela nas telas. Vinte e cinco anos depois, o entrevero retorna como uma memória curiosa. A trilogia volta aos cinemas a partir desta quinta-feira, dia 22 de janeiro, em versões estendidas.

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As principais estreias da semana podem ser assistidas na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

Cineflix Miramar | Santos
Dia 22 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel" | Sala 3 | 18h00
Dia 23 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - As Duas Torres" | Sala 3 | 18h00
Dia 24 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei" | Sala 3 | 18h00
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo. Ingressos neste link.

.: Teatro: "1975" revisita impacto humano e emocional de desaparecimentos


A Arena B3 recebe, nos dias 24 e 25 de janeiro, o espetáculo "1975", obra premiada escrita por Sandra Massera e protagonizada por Angela Figueiredo, que revisita o impacto humano e emocional dos desaparecimentos ocorridos durante a ditadura militar no Uruguai. A montagem constrói uma narrativa delicada e contundente a partir de cartas, lembranças e silêncios, lançando luz sobre histórias marcadas pela ausência, pela violência de Estado e pela persistência da memória.

Com atuação solo intensa e encenação intimista, o espetáculo propõe uma escuta sensível sobre as marcas deixadas pelo autoritarismo na vida cotidiana. Ao articular memória pessoal e história coletiva, "1975" conecta passado e presente, convidando o público a refletir sobre o tempo, o luto e a importância de manter vivas narrativas silenciadas.

Situada no Centro Histórico de São Paulo, a Arena B3 ocupa um dos prédios centenários da bolsa, antes palco dos tradicionais pregões viva-voz, e hoje se transforma em um ponto de encontro cultural com programação acessível aos finais de semana. A curadoria é assinada pela Aventura — produtora de espaços como a EcoVilla Ri Happy, Teatro YouTube, BTG Pactual Hall, Teatro Riachuelo Rio e Teatro TotalEnergies, além de musicais como "Hair", "A Noviça Rebelde", "Elis, o Musical", "Mamma Mia!" e "O Jovem Frankenstein". 

Ao assumir a Arena B3, a Aventura reforça sua presença em São Paulo e amplia o acesso do público a produções culturais de qualidade. Com sessões sempre às 14h30 e 17h00, ingressos acessíveis e classificação variada, janeiro no Teatro B3 reafirma a missão do espaço: democratizar o acesso à cultura e promover vivências transformadoras por meio da arte.


Ficha técnica
Espetáculo "1975"

Texto: Sandra Massera
Direção: Sandra Massera e Angela Figueiredo
Elenco: Angela Figueiredo
Direção de vídeos e fotos: Nanda Cipola
Assistente de direção: Claudinei Brandão
Cenografia e figurinos: Kléber Montanheiro
Iluminação: Amarílis Irani e Maria Julia Rezende
Trilha sonora: Branco Mello e Sandra Massera
Programação visual: Vicka Suarez
Operações técnicas: Nanda Cipola, Maria Julia Rezende
Realização: Casa 5 Produções

Serviço
Espetáculo "1975"

Dias 24 e 25 de janeiro, às 14h30 e 17h00
Classificação: 12 anos
Duração: 60 minutos
Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/114362/d/355042/s/2395274?

Sobre a B3
A B3, a bolsa do Brasil, tem o compromisso de apoiar a democratização do acesso à cultura, por meio de parcerias e patrocínios que facilitem o acesso da sociedade a esses espaços. Em 2023, a bolsa do Brasil apoiou 25 projetos, e possibilitou que mais de 95 mil pessoas acessassem os 7 museus patrocinados por meio do oferecimento também de dias de gratuidade. Dentre as instituições apoiadas estão o MASP, a Pinacoteca de São Paulo, o MIS, o Museu Judaico e MUB3, na capital paulista, o Instituto Inhotim, localizado em Minas Gerais, e o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Além das gratuidades, a bolsa do Brasil patrocina ainda uma série de iniciativas culturais, como musicais, eventos e exposições.


Sobre a Aventura

Fundada em 2008, e liderada por Aniela Jordan, diretora artística e produção e geral, Luiz Calainho, diretor de marketing e negócios, e por Giulia Jordan, diretora geral de venues, a Aventura é referência na produção de espetáculos de altíssima qualidade, que tornou o mercado de teatro musical um dos principais segmentos da economia criativa no Brasil. A empresa se estabeleceu como uma grande aliada da multiplicidade artística, fundamental para o desenvolvimento social, econômico e cultural. A sua missão é transformar grandes ideias em realidade, criando fortes conexões entre marcas e projetos. São mais de 40 produções, de espetáculos inéditos e de versões da Broadway, como “Elis, a musical”, “A Noviça Rebelde”, “Sete”, “O Mágico de Oz”, “SamBRA”, “Chacrinha, o musical”, “Romeu & Julieta, ao som de Marisa Monte”, “Merlin e Arthur, um sonho de liberdade” e o infantil “Zaquim”. Em 2022, a produtora inovou com o primeiro musical em formato de série do país, o “Vozes Negras – A Força do Canto Feminino”, e com o musical “Seu Neyla”, apresentado em dois palcos com o uso da internet para criar uma experiência diferenciada no espectador, além de estrear uma parceria com a Disney - Pixar com o espetáculo “Pixar in Concert”. Com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, criou a Cia Stone de Teatro, projeto de teatro itinerante no interior do Brasil e é a responsável pela produção da Cia de Ballet Dallal Achcar. Ao todo, foram mais de 3,8 mil apresentações e cerca de 4,5 milhões de espectadores, mais de 16 mil empregos diretos e indiretos gerados, números que não param de crescer. 

.: Banda Karnak faz show no Blue Note dia 24 com novo repertório e clássicos


Banda lança os álbuns “Mesozóico” e “Karnak ao Vivo no Sesc 1999”. Foto: divulgação

Vivendo um ótimo momento na carreira, a banda Karnak sobe ao palco do Blue Note dia 24 de janeiro. Eles vão tocar o repertório do novíssimo “Mesozóico”, lançado recentemente, e do já clássico álbum “Estamos Adorando Tokyo”, cujo show de lançamento acaba de ser lançado pelo selo Relicário. Com o título “Karnak ao Vivo no Sesc 1999”.

Daquela apresentação, eles tocam "Zoo", "MóMuntueira", a própria "Estamos Adorando Tóquio" entre outras. Do disco novo, “Eu Só Nasci”, “Carlevindo é Boy”, “Quero Beijar Você” e “A Gente Já Era” são algumas das novas que estarão no setlist, além de sucessos como “Universo Umbigo”, “O Mundo”, “Juvenar”, “Balança a Pança” e “Ai Ai Ai Ai Ai Ai Ai”.

Atualmente, a banda Karnak é formada por Andre Abujamra (guitarra e voz), Marcos Bowie (voz), Mano Bap (guitarra e voz), Luiz Macedo (guitarra e voz), Eron Guarnieri (teclado e voz), Marcelo “Pomps” Pereira (sax e flauta), Maestro Tiquinho (trombone), Paulinho Viveiro (trompete), Sérgio Bartolo (baixo), Kuki Stolarsky (bateria) e Carneiro Sândalo (bateria). 


Serviço
Show Karnak "Mesozóiko"

Dia 24 de janeiro, às 20h00
Blue Note | Av. Paulista, 2073/2º - Consolação/São Paulo
Ingressos: R$ 140,00 (inteira)
Saiba mais: https://www.eventim.com.br/event/banda-karnak-karnak-mesozoico-blue-note-sao-paulo-20902928/


.: Marcos Valle e Luedji Luna dividem o palco em show no Teatro Bradesco


O encontro entre o mestre da MPB e da bossa moderna Marcos Valle e a voz potente e contemporânea de Luedji Luna promete emocionar o público no dia 29 de janeiro de 2026, às 21h00. no Teatro Bradesco, em São Paulo. O show “Marcos Valle Convida Luedji Luna” celebra a diversidade da música brasileira em um espetáculo único, que transita entre o clássico e o novo, o urbano e o ancestral, o sofisticado e o popular.

Com mais de seis décadas de carreira e mais de 1.200 músicas gravadas por nomes como Sarah Vaughan, Diana Krall, Elis Regina, Emicida, Lulu Santos e Roberto Carlos, Marcos Valle é um dos maiores compositores vivos do Brasil. Figura fundamental da MPB e da bossa nova, o artista segue reinventando sua obra e conquistando novas gerações. Após uma bem-sucedida turnê internacional por mais de 40 cidades da Europa, Estados Unidos e Canadá, Valle retorna ao país para uma série de apresentações especiais antes de lançar seu novo álbum e a reedição em vinil de “Jet Samba”, um de seus discos mais cultuados.

No palco, ele se apresenta com Alberto Continentino (baixo), Renato Massa (bateria), Dudu Vianna (teclados), Jésse Sadoc (sopros) e Patrícia Alvi (vocal). O repertório passeia por sucessos que marcaram sua trajetória, como Samba de Verão, Viola Enluarada, Estrelar e Os Grilos, e novos arranjos de composições recentes.

Para tornar a noite ainda mais especial, Luedji Luna sobe ao palco como convidada. A cantora e compositora baiana é uma das vozes mais marcantes da música contemporânea, conhecida por unir ancestralidade, poesia e força feminina em suas criações. Desde a estreia com Um Corpo no Mundo(2017), Luedji se tornou um símbolo de representatividade e inovação na MPB, acumulando prêmios e participações internacionais, incluindo performances no Colors e no Tiny Desk com o Afropunk.

Seu álbum "Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água" (2021) foi indicado ao Grammy Latino e consolidou seu nome como uma das artistas mais importantes da nova geração. Em 2025, ela apresenta seu novo projeto duplo "Um Mar Pra Cada Um, Antes Que a Terra Acabe", explorando com sensibilidade temas como amor, ancestralidade e existência. O encontro entre Valle e Luedji é uma celebração da música brasileira em toda sua amplitude, um diálogo entre tempos e sonoridades, entre a experiência e o frescor, entre a sutileza da bossa e a intensidade da nova MPB.

Serviço
Show Marcos Valle Convida Luedji Luna

29 de janeiro de 2026, às 21h00
Teatro Bradesco (Rua Palestra Itália, 500 – 3º piso – Bourbon Shopping São Paulo – Perdizes)
www.teatrobradesco.com.br
Duração: 90 minutos
Classificação: livre.
Menores de 18 anos somente acompanhados dos pais ou responsáveis.
Crianças até 24 meses de idade que ficarem no colo dos pais não pagam.
Acessibilidade
Ar-condicionado
Capacidade: 1.439 pessoas
Ingressos a partir de R$ 60
Confira a legislação vigente para meia-entrada.
https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/marcos-valle-convida-luedji-luna-15031

.: Exposição propõe olhar de integração frente a divisões e polarizações atuais


Mostra "Joaquín Torres García – 150 anos", no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP) convoca uma reflexão sobre a importância da escuta e do reconhecimento da arte como união entre os povos; Mais de 500 trabalhos fazem parte do acervo, com itens de 72 artistas brasileiros que dialogam ou são influenciados pelas obras e pensamento do artista uruguaio; a entrada é gratuita. Na image, reprodução da obra América Invertida, 1943.  Crédito: ©Museo Torres García

Em um momento histórico marcado por tensões internacionais, disputas narrativas e recrudescimento de fronteiras entre nações, a exposição "Joaquín Torres García - 150 Anos", no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP), propõe um gesto silencioso e profundo: deslocar o ponto de vista a partir do qual se olha o mundo. Sem tratar de conflitos territoriais ou alianças de poder, a mostra convoca uma reflexão sobre culturas, escuta e pertencimento, além de afirmar a arte como espaço de integração e não de polarização.

Com entrada gratuita e cerca de 500 itens expostos - entre obras, documentos, manuscritos, publicações, brinquedos de madeira e materiais pedagógicos -, a mostra apresenta ao público brasileiro o pensamento e a obra de um dos artistas mais decisivos da modernidade latino-americana. O eixo simbólico da mostra é o icônico "Mapa Invertido" (1943), imagem que atravessa gerações como um gesto radical de afirmação cultural do Sul Global.

A exposição se constrói como um campo de pensamento e escuta, reafirmando a arte como lugar de reconstrução simbólica. O gesto de Torres García não propõe confronto nem inversão de dominação, mas um reposicionamento ético e espiritual do olhar: reconhecer, no Sul, não uma periferia, mas uma origem possível do pensamento universal.

“Quando Torres García afirma que ‘nosso Norte é o Sul’, ele nos indica que temos uma realidade tão complexa do ponto de vista de uma expressão civilizatória quanto os povos de outros continentes. A inversão da América é um lugar interior conectado pela visão do exterior, para tornar acessível a ideia de elevação coletiva de uma parte da América, que por acaso é a América do Sul, senão a elevação interior da humanidade sul-americana.”

“Não basta falar sobre decolonialidade, é preciso praticá-la”, observa Saulo di Tarso, curador em colaboração com o Museo Torres García. “Esta mostra é um ato decolonial porque restitui a voz a um artista que pensou a partir da América Latina, sem complexos de inferioridade”.

Ao deslocar o eixo do continente, a exposição lança uma pergunta fundamental: onde pulsa o coração da América? À luz do pensamento de Torres García, a resposta não se encontra em um ponto fixo do mapa, mas no coração de cada americano, na pluralidade dos povos que estavam, estão e que aqui chegaram.

“O coração da América está em cada americano e americana e nas qualidades diversas da pluralidade dos povos que estavam aqui, onde estamos, para onde migramos. A América Invertida não é um protesto, mas um símbolo de ascensão espiritual, resultado de uma trajetória marcada pelas batalhas de um homem comum que acreditava na força de união entre as pessoas e nas energias criadoras que atravessam cada cultura”.

O Universalismo Construtivo, conceito central na obra de Torres García, não propõe uma sociedade universal homogênea nem um modelo industrial de mundo. Ao contrário, reconhece que existem símbolos, formas e geometrias universais e sagradas presentes nas expressões de todos os povos, no passado e no presente. Esse universal não se impõe sobre o diferente, mas nasce do reconhecimento da singularidade do outro. “A América que se revela é a que precisa cuidar do seu território e do seu modo de vida. Que precisa vencer a herança do divisionismo que separa o Norte e o Sul”, exemplifica.


Arte e vida
Torres García
foi um dos artistas que mais profundamente buscou compreender a naturalidade da cultura africana, percebendo afinidades entre povos distintos e atribuindo a essas semelhanças um valor essencialmente humano. Por isso, sua obra aproxima arte e vida, assim como o fazem a arte africana, a arte indígena e as expressões culturais das Américas, nas quais criação, cotidiano e espiritualidade não se separam.

Esse pensamento teve impacto decisivo no Brasil. A influência de Torres García atravessou o desenvolvimento da arte concreta e neoconcreta, reverberando em artistas como Anna Bella Geiger, Alfredo Volpi, Hélio Oiticica, Cildo Meireles, Rubens Gerchman, entre outros presentes na exposição – no total, 72. O diálogo com produções contemporâneas reafirma a ideia de que a integração entre percepções distintas é mais potente do que sua oposição.

A expografia, assinada por Stella Tennenbaum, funciona tanto como um apoio curatorial quanto como uma metáfora espacial. A linha contínua que percorre os espaços do CCBB se inspira no Tratado de Tordesilhas, mas não como uma fronteira rígida — e sim como um caminho a ser atravessado e repensado. Ela mostra o distanciamento conceitual e cultural da América do Sul em relação aos marcos coloniais e europeus, destacando que a cultura se constrói pela circulação, pelo encontro e pelo deslocamento, e não pela contenção ou divisão.

Selecionada no Edital CCBB 2023–2025, a mostra inaugura sua itinerância em São Paulo e segue para Brasília (março de 2026) e Belo Horizonte (julho de 2026). Em cada cidade, o projeto assume novas inflexões, reafirmando que o Sul não é um lugar fixo, mas uma postura diante do mundo.

No Brasil, este é o recado mais profundo da "América Invertida" de Joaquín Torres García: a relação que importa não é entre territórios, mas entre culturas. Uma relação fundada na escuta, na convivência das diferenças e no reconhecimento de que o universal só pode existir quando é construído a partir da pluralidade.


Confira todos os artistas presentes e citados na exposição
Agustín Sabella; Agripina Manhattan; Alexander Calder; Alfredo Jaar; Alfredo Volpi; Aparicio Basilio; Anna Bella Geiger; Anna Bella Geiger (reaparece como eixo teórico-geracional da mostra); Assis Chateaubriand; Bispo do Rosário; Carlos Garaicoa; Carlos Zilio; Carmelo Arden Quin; Cícero Dias; Cildo Meirelles; Darcy Ribeiro; Delson Uchôa; Di Cavalcanti; Emanuel Nassar; Emanoel Araújo; Estela Sokol; Fábio Miguez; Ferreira Gullar; Fernando López Lage; Flávio de Carvalho; Greta Sarfati; Guga Szabzon; Guilherme Galle; Gyula Kosice; Heitor Villa-Lobos; Hélio Cabral; Jac Leirner; Jaime Lauriano; Jandira Waters; Jean-Michel Basquiat; John Cage; Juan Pablo Mazzetto (Mapeto); Jacqueline Lacasa; Leda Catunda; Leonilson; Lina Bo Bardi; Luiz Sacilotto; Mano Penalva; Manuela Costa Lima; Marconi Moreira; Marcos Chaves; Mario de Andrade; Márcio Ficko; Milton Santos; Milton Santos (reafirmado como centro conceitual da cartografia anímica); Montez Magno; Pablo Picasso; Pablo Uribe; Paulo Otávio; Piet Mondrian; Pietro Maria Bardi; Quincy Jones; Rafael RG; Raimundo Colares; Randolpho Lamounier; Rivane Neuenschwander; Robert Kelly; Ronaldo Azeredo; Rosana Paulino; Rubens Gershman; Santos Dumont; Sérgio Camargo; Sidney Amaral; Sofia Borges; Tuneu; Vanderlei Lopes; Wesley Duke Lee.
 

Ficha técnica
Exposição "Joaquín Torres García - 150 Anos"
Realização: Ministério da Cultura
Patrocínio: BB Asset
Curadoria: Saulo di Tarso em colaboração com o Museo Torres García
Organização e produção: Cy Museum
Apoio institucional: Museo Torres García
Coordenação geral: Cynthia Taboada
Coordenação executiva: Paula Amaral
Coordenação editorial e pesquisa: Helena Eilers, Andrea Sousa e Xênia Bergman.
Projeto expográfico: Stella Tennenbaum
Assessoria de imprensa: Agência Galo


Serviço
Exposição "Joaquín Torres García - 150 Anos"

CCBB São Paulo |  Rua Álvares Penteado, 112 – Centro / São Paulo
Até dia 9 de março de 2026, das 9h00 às 20h00, exceto às terças
Gratuito

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

.: “Ecos do Antropoceno”: livro de Luiz Villares expõe o custo real do progresso


"Ecos do Antropoceno - Legados, Interesses e Caminhos", publicado pela Editora Casa Matinas, é o resultado de quase três décadas de trabalhos, aprendizados, estudos e reflexões do ambientalista Luiz Villares. Ele reuniu sua longa experiência que começa com a militância pela defesa do Parque Estadual de Ilhabela, passa pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente de São Paulo, e chega à FAS (Fundação Amazônia Sustentável), a maior organização sem fins lucrativos no Brasil pela conservação da Amazônia, da qual foi diretor financeiro por 16 anos.

Além de trazer um panorama atualizado (que inclui os resultados da recente COP30, realizada em Belém, em novembro de 2025) das grandes questões ambientais contemporâneas, Ecos do Antropoceno analista os fenômenos do aquecimento global, das catástrofes climáticas, do desmatamento e destruição da natureza, entre outros, pelo diapasão central da macroeconomia: sem transformações profundas nos modelos de crescimento econômico e na “financeirização” dominante na economia global, a transição imprescindível para um mundo sustentável não se realizará.

“Este é o paradoxo contemporâneo: quanto mais cresce o PIB global, mais crescem os desastres ambientais e ecológicos - e pior: em velocidade maior do que as soluções que poderiam mitigar os problemas”, afirma Villares. A obra demonstra claramente e com abundância de números que investimentos em prevenção dos desastres ecológicos são mais baratos (e mais sensatos) do que os dispendiosos custos — em um cenário de Estados-nações endividados — de reparação desses desastres; e que, se uma parcela dos ainda gigantescos investimentos em fontes de energia fóssil ou em armamentos fosse empregada na transição para energias limpas, poderíamos atingir com mais celeridade os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Segundo o autor, o mundo gasta mais de US$ 2,3 trilhões em armamentos. "A metade desse valor seria mais do que suficiente para o financiamento das necessidades de adaptação climática no mundo". Luiz Villares, em um dos pontos fundamentais do livro, sublinha que o desequilíbrio ambiental contribui decisivamente para o aumento da desigualdade social: as populações mais pobres sofrem mais as consequências devastadoras do aquecimento global e dos desastres climáticos, embora sejam as faixas de população que menos contribuem para a emissão de carbono, por exemplo. Nesse sentido, os mais pobres são, de maneira perversa, duplamente penalizados na época em que homens passaram a se dedicar à destruição da natureza. Desigualdade gera mais desigualdade.

Outro ponto de atenção do livro é para a mudança profunda sobre a questão ambiental que está ocorrendo na China. De maior poluidora do mundo ela está se transformando em liderança global em políticas ambientais. Na vanguarda da utilização da energia solar, na eletrificação dos carros, no uso das bicicletas como meio de transporte, na construção de data centers no fundo do mar (abastecidos por energia eólica), o programa do Estado chinês chamado de “Civilização Ecológica” é o mais planejado e estruturado de que se tem notícia. O país tem 1.100 usinas que processam 800 mil toneladas de lixo, gerando renda onde só havia desperdício; a poluição do ar diminuiu sensivelmente nos últimos 15 anos; o programa Grande Muralha Verde é o mais ambicioso em termos de se devolver matas e florestas em solo degradado.

 Antropoceno é uma palavra relativamente nova. A Humanidade precisou criá-la para classificar o período geológico que se iniciou com a Revolução Industrial, na Inglaterra, no século XVIII. Como diz o ambientalista Luiz Villares, ele marca a idade “em que começamos a extrair da natureza mais do que ela é capaz de nos oferecer”. Ou seja, o oposto da sustentabilidade, que é a capacidade de atender às necessidades do presente sem comprometer as condições de vida do futuro.

Ao lado de temas mais conhecidos sobre o ambientalismo, o livro nos apresenta conceitos que ajudam a compreender os fenômenos e ideias para superá-los, como o green new deal e o ecocentrismo. A diplomacia e a justiça climáticas, a água valendo mais do que o petróleo, as novas demandas por energia dos hiper data centers, o desaparecimento das abelhas, a morte dos recifes de corais, o ativismo jovem, além das oportunidades que se apresentam para o Brasil pós COP30, são outros assuntos abordados neste livro.

Luiz Villares é ambientalista, com formação em gestão internacional e extenso trabalho em organizações socioambientais; foi Conselheiro Estadual do Meio Ambiente de São Paulo e do primeiro time da Fundação Amazônia Sustentável, a maior organização sem fins lucrativos dedicada à Amazônia. Autor de estudos acadêmicos sobre sustentabilidade e blockchain, é colaborador de publicações internacionais. Também velejador e músico, baterista da banda Lost in Translation, liderada pelo escritor Marcelo Rubens Paiva, autor de Ainda estou aqui.

"Ecos do Antropoceno" é o primeiro livro lançado pela Casa Matinas, que se dedica a reedição de livros imperecíveis no sistema de impressão sob demanda (POD). A editora modificou seu projeto editorial pelas afinidades com as ideias defendidas no livro de Luiz Villares. Além de evitar desperdício de papel e de combustível fóssil na distribuição com o print-on-demand, a casa matinas usa o papel Polén Natural e a impressão em tinta a base de água. As capas minimalistas, o projeto gráfico limpo e a economia em uso de fontes tipográficas (criadas por artista tipográfico brasileiro) também foram pensadas para nos furtarmos aos esperdícios comuns na produção de livros.

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